Brotherhood
11 Triangulo Amoroso?
Kyle estava na sua casa com o livro aberto para estudar, ou pelo menos, tentando. Ele já domina a matéria por completo. Mas por que está tentando estudar?
Porque quer alguma coisa que distraía sua mente. Qualquer coisa. Um vazio naquele momento domina sua alma. Aquela angustia em seu peito faz que todo o estudo e a disciplina criado na sua família não valesse de nada. Não que os dois pontos não sejam importantes, mas Kyle sente fracassado.
Por quê? Afinal ele tem uma família que o ama, tem ótimos amigos, tem uma boa formação acadêmica e anos atrás conseguiu o que sempre queria: não ter mais contato com Eric Cartman. O que mais queria? Uma vida sentimental.
Quando criança sua primeira experiência com uma garota foi com Bebe, aonde teve seu primeiro beijo, mas achou nojento, afinal ele não se sentia preparado a namorar.
Rebecca Cotswolds foi a primeira garota que se interessou de verdade, afinal era uma garota tímida e inteligente, quase imaculada, irônico que só depois de ter beijado ela se transformou em uma prostituta. Se pelo menos fosse como a mãe do Cartman que mesmo com a profissão, mas mantém a aparência de uma mulher conservadora, mas Rebecca preferiu assumir a aparência de uma prostituta de rua.
A terceira garota que se interessou foi Nichole, a atual namorada de Token. Se parar para refletir o interesse pela garota foi mais em associar ela com basquete, seu esporte favorito. Por muito tempo não entendeu o motivo do Cartman ter feito Token e Nichole ficarem juntos, mas agora entende que seu antigo rival só estava tendo algum pensamento racista de fazer duas pessoas iguais ficarem juntas. Que torna engraçado que o mesmo nunca procurou Lisa Burger ou a gótica, que Kyle nunca soube o nome, dos Goth Kids, afinal ambas tinham o mesmo físico dele.
Por fim não se interessou mais em arrumar alguém, diferente dos seus colegas que sempre procuravam ficar com as garotas. O resultado disso foi que Kyle ficou tímido em se aproximar em uma garota. E para piorar seu coração faz ficar apaixonado pela Wendy, a namorada do seu melhor amigo.
Depois de anos acusando Cartman de ser falso com as pessoas, Kyle se sente que o verdadeiro falso era ele mesmo porque está desejando há bastante tempo a namorada do melhor amigo e até hoje não confessou para ninguém. Ele tentou tirar esse sentimento no seu coração, mas não conseguiu.
Ele escuta as batidas na porta. Seu pai está trabalhando, sua mãe saiu e Ike... está na casa da namorada. Como não tinha opções, Kyle desce do seu quarto e vai atender a porta.
– Wendy? – Kyle se espanta com a morena diante dele agora.
– Oi Kyle. Posso entrar – diz sem muito animo.
– Claro, pode entrar – gagueja a primeira palavra.
Wendy entra na casa do rapaz. Kyle não deixa de reparar a beleza de Wendy, mesmo percebendo que a mesma está triste.
– Você quer alguma bebida, Wendy?
– Não, obrigada. Eu só queria me desabafa.
– Aconteceu alguma coisa? – Kyle se senta no sofá.
– Bem... eu e Stan... a gente deu um tempo.
Kyle encara essa noticia com um misto de preocupação — já como amigo está lamentando tanto para a morena como para o melhor amigo -, satisfação – talvez seja uma chance que ele tanto esperava –, aflição – porque consegue sentir a dor do casal – e ansiedade – já que Stan e Wendy deram um tempo e não terminaram definitivamente.
– Mas o que aconteceu?
– Sabe Kyle. Nossa relação anda muito se desgastando e não tem mais aquele fogo como tinha de antigamente. E ainda mais o Stan anda muito esquecendo nossos encontros que me irrita bastante. É como se ele não mais ligasse para mim. Sei que ele nunca me da atenção, mas ultimamente está meio que me ignorando. Sempre tento entende-lo, mas nunca consigo.
O judeu escuta a morena atentamente. Apesar dele ser o melhor amigo de Stan e tem uma ótima amizade com Wendy, Kyle tem que admitir que não sabe muito da relação dos dois. Afinal nenhum dos dois falam sobre o namoro, pelo menos para ele e é difícil de saber se a morena está certa ou não.
– Stan ele tem aquele problema de síndrome de Cinismo, é natural que as vezes seu comportamento seja inconstante as vezes, mas ele sempre tenta o melhor – o rapaz fala com sinceridade, afinal pode está apaixonado pela a namorada do seu amigo, mas isso não significa que vai falar mão do Stan para Wendy, afinal o judeu não pretende se assemelhar com Eric Cartman, ou pelo menos, isso que o maior pensa do menor – mas e você, quer terminar com Stan? – perguntou de forma insegura.
– Eu não sei. Parte de mim diz que sim e outra parte diz que não. Eu preciso esfriar a cabeça. Obrigado por me escutar Kyle. Você é como irmão para mim.
O ruivo da um meio sorriso. Afinal é bom escutar Wendy falar que é amiga dele, mas por outro ele não queria que ela visse como irmão, mas sim como homem.
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– Quem é você? – disse Trent vendo que recebeu uma visita de alguém que nunca viu na vida. A visita na prisão sempre segue o mesmo padrão: o visitante visita o preso através de um vidro de segurança, aonde só um telefone é o meio de falar de forma nítida.
– Eu sou Davin Miller, amigo de Eric Cartman – ele não pude vim hoje já que tinha que ajudar a sua mãe.
– Então, amigo de Cartman. O que seu amigo quer de mim?
– Ele quer saber se você vai se vingar mesmo de Stan, Kenny e Kyle.
– Lógico que sim. Por causa deles que estou aqui. Anos atrás seu amigo pediu desculpa a mim e contou a verdade para a professora que ele e mais os três tacaram fogo. Eric está livre de minhas mãos, mas seus amigos não.
– Eles não são mais amigos.
– Não? Que estranho. Sempre escutava comentário que os quatros andavam juntos.
– Eles se desentenderam no passado.
– Então como você ficou amigo do Eric?
– A gente se conheceu na internet, estávamos fascinado por conspirações e espionagens do governo e meio que a gente pegou intimidade com isso.
– Interessante.
– Você vai se vingar da Marjorine?
– Quem?
– Perdão. Butters mudou de sexo e agora atende como Marjorine.
– Não pretendo me vingar dele, tanto que já me vinguei quando saiu cinco anos atrás, não tenho motivos para isso.
– Existe alguma forma de perdoar Stan, Kyle e Kenny?
– Se eles tivessem perdido perdão antes, eu perdoaria, mas amanhã vou sair. Portanto é tarde demais. E depois disso eles nunca me procuraram mais, diferente do Eric que passou a me visitar.
– Espero que aproveite a liberdade.
– Com certeza vou aproveitar.
– Tem alguma coisa que você vai sentir falta da prisão?
– Vou sentir muita falta de comer algumas bundas aqui – diz com um sorriso malicioso.
Davin engole seco. Não quer imaginar como é o ambiente da prisão, principalmente quando se é escolhido para ser a ‘mulherzinha’.
– Pode contar comigo como amigo quando sair.
– Vou me lembrar disso novato.
O horário de visita acabou.
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Faz algo tempo que Wendy tinha saído deixando sozinho novamente. Tem que admitir que é ótimo conversar com ela. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Por que tinha que se logo apaixonar por ela?
Novamente alguém bate na porta. Quando foi atender viu que era seu melhor amigo, Stan.
– Ola Kyle – disse desanimado.
– Ola Stan – disse preocupado – o que aconteceu?
– Algo com meu namoro. Preciso desabafar um pouco.
– Entre.
– Obrigado.
– Logo os dois amigos se sentam no sofá.
– O que aconteceu? – pergunta Kyle. Ele sabe que os dois deram um tempo, mas está fingindo que não está sabendo dos fatos (sua consciência pesa um pouco, afinal está meio que mentindo para o amigo).
– Wendy e eu demos um tempo.
– Cara. O que aconteceu?
– Sei lá cara. Eu não consigo entender a Wendy. Ele sempre quer as coisas do jeito dela, sempre é sua palavra que tem que prevalecer. Um dos motivos que ela falou que queria da um tempo foi justamente por não ter aparecido em um encontro que só foi marcado em um texto que ela mandou uma semana.
– Cara.
– Pior que tento se carinhoso. Tendo agradar ela ao máximo, participar em todas atividades sociais feministas que ela vai e mesmo assim ela reclama. Poxa vida. Acho que a única coisa que ela não reclama é quando estamos na cama.
Kyle se sente desconfortável com a conversa. Já sabia que o casal tem uma vida sexual ativa, mas sente com... ciúmes por isso e com inveja, afinal o judeu ainda é virgem.
– Então quer terminar com ela? – Kyle pergunta.
– Eu não sei. Apesar de tudo eu amo ela. Não consigo me ver namorando com outra pessoa a não ser ela.
– Acho que esse é o problema, Stan. Sua única amizade é com Wendy. Pense eu fazer novas amizades com garotas talvez isso pode esclarecer sua mente.
– Cara. Eu não quero ficar com outras mulheres.
– Não estou dizendo para você ficar com elas, mas sim você fazer amizades.
– Vou pensar. E você, Kyle? Como está suas amizades no sexo feminino?
– Cara está mal. Sabe que eu sou muito tímido.
– Eu posso te ajudar, a Wendy deve ter amigas disponível para você.
– Eu não sei, cara.
– Sabe Kyle, tem que se soltar. Quando a gente era criança você era bem mais solto. O que mudou?
– Eu não sei, Stan. Sinto-me incapaz de conversar com uma garota.
– Você é gay?
– Claro que não – se irrita – apenas eu não sei o que falar.
– Nessas horas que sinto falta do Cartman está no nosso lado.
– Pra mim eu quero mais que se dane.
– Sei que ele não era uma boa gente, mas ele sempre tinha bons planos.
– Stan. Aquele manipulador pega ninguém. Como ele iria ajudar?
– Ele pode não pegar ninguém, mas as mulheres se jogam nos pés dele. Sorte que a Wendy é a exceção.
– Verdade.
Os dois amigos riem juntos. Por fim passaram o resto do dia jogando videogame
CONTINUA
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