Brother And Sister
5 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu estou muito chateada com as que não me mandaram reviews, eu não gosto de ameaçar nem nada assim, mas eu tava falando serio quando eu disse que se eu não receber pelo menos 15 reviews eu iria excluir a fic, a maioria ai sabe o quão ruim é ter varias leitoras e 5 ou 6 te mandarem reviews....
Não sei se uma hora olhando fixamente uma pessoa seria considerado que o observador esta “afim” do observado. Justin e eu sempre tivemos e sempre vamos ter um relacionamento bem próximo, certas coisas são normais para nós dois desde muito tempo — tipo eu ficar o observando por muito tempo- ele nunca me preguntou o porquê de eu observa-lo tanto, e agradeço a Deus por isso, seria um grande problema para mim se eu tivesse que dar uma explicação para algo que eu mesma não sei explicar.
Fazia exatamente uma hora desde que chegamos a o local onde o Justin faria sua mais nova tatuagem. Ele comentou comigo que seria uma homenagem à mamãe, mas eu ainda estava para entender o que realmente ela significava, olhando como uma observadora eu via simplesmente um inicio de uma sequencia de algarismos romanos, olhando como irmã de um louco que há muito tempo não o via, vejo sequencia de algarismos romanos. Nada esclarecedor, eu sei, porem também estou tentando entender o que ele exatamente quer fazer.
Justin pressionava os lábios e olhava para seu peito para ver o que o Bob estava fazendo, ele mordia os lábios algumas vezes, mas nada, além disso, para deixar claro que aquilo doía. Eu estava sentada em uma cadeira giratória, vermelho sangue. O tatuador era forte e careca, tinha também algumas tatuagens pelo o corpo, algumas nada, muitas! Perdi a conta de quantas na quinta, ate ali não sabia mais onde começava nem onde terminava. Aquilo tudo nele dava um ar de homem mal e assustador, mas tinha uma coisa muito simples que o denunciava e isso o deixava transparecer o quão educado e simpático ele é. O sorriso.
- Não vai se animar não? – uma voz soou pouco atrás de mim.
Olhei para trás para ver quem era e dou de cara com um grandalhão moreno com um sorriso enorme na cara, que desde que chegamos não saiu de seu rosto. Acho que o nome dele é Kenny, não tenho muita certeza, quando ele entrou na sala e Justin nós apresentou estava concentrada demais no Justin tirando a camisa.
- Não sei. – dei de ombros.
Sua pergunta me fez lembrar-me de Aaron, ele com certeza diria algo do tipo “ela é medrosa demais” foi exatamente isso que ele disse quando me fizeram essa pergunta no dia em que fui com ele em um tatuador, Aaron simplesmente adora dizer que não sou corajosa ou qualquer coisa do tipo, e essa é a única coisa que odeio nele.
- Com medo da dor? – perguntou o Kenny.
- Acho que sim. – respondi e ri.
Justin revirou os olhos.
- Kenny pare de tentar levar minha irmã para mau caminho. – brincou Justin.
Kenny e Bob riram.
Alguém poderia avisar ao meu querido irmão que o mau caminho ali é ele, com aquele peitoral a mostra, e sua calça quase nos joelhos, estou nesse momento me perguntando o porquê ele “usa” cinto.
- Você quer fazer que eu sei. – falou Justin olhando para o que Bob fazia.
Eu ri.
- Parece ter certeza disso. – observei.
- Te conheço. – falou com um sorriso maroto. – só esta com medo com o que o papai e a mamãe vão dizer. – complementou.
No mesmo instante um celular começou a tocar. Bob parou o que fazia e Justin tirou o celular do bolço da frente de sua calça. Ele olhou quem era e revirou os olhos antes de atender.
- Oi... Estou no Bob... Ela também... Eu avisei vocês estavam ocupados demais para me escutar... – Justin começou a rir de algo. – não estou fazendo piadas sobre isso pai... – ele riu de novo. – Não ela tem medo...
- Não tenho medo seu imbecil. – grunhir para Justin.
Justin riu.
- Eu sei pai... Não vou deixar nada acontecer com ela... Eu não ando nesse tipo de lugar... – falou parecendo está irritado. – Acalma a mamãe ela parece que vai ter um infarto, só vim fazer uma tatuagem não vou vender os meus rins. – ele riu. – ok, se ela quiser eu vou deixar. – disse e desligou.
Não que eu não quisesse fazer, pois eu estava me segurando para não pegar a pasta com os desenhos de tatuagens para finalmente escolher algum e fazer logo e finalmente calar a boca do Justin e depois a do Aaron. Não tenho medo de fazer uma tatuagem, só fico meio apreensiva com uma agulha perfurando e rasgando a minha pele, não que eu tenha medo de agulhas, só não acho que elas sejam muito legais, elas podem matar.
- Você não tem mais aquele medo tem? – perguntou Justin me olhando com uma sobrancelha erguida.
Respirei fundo antes de responder, mas antes que eu abrisse minha boca Justin já tinha sua resposta.
- Sabe que ele não vai te matar com isso não é? – perguntou ele.
- Eu sei, mas...
Fui interrompida pela a droga do meu celular tocando. Olhei a tela para ver quem era, mas o numero era desconhecido, atendi.
- Alo? – comecei.
- Sabe querida, meu nome é Diane Dale eu tenho uma neta que acabou de chegar da Suíça só que nem um telefonema ela me deu e se não fosse pela a minha filha eu nem sabendo que ela voltaria para casa e não saberia. – dramática como sempre.
Eu ri um pouco.
- Você tem alguma ideia do que eu poderia fazer com essa neta desnaturada? – perguntou ainda fazendo drama.
- Acho que eu tenho sim. – falei entrando no jogo. – ir ate a casa dela com o bolo de chocolate que só você sabe fazer. – ri.
Vovó era sempre muito divertida, fazia brincadeiras, me ajudava com o Justin, não a cuidar dele, mas me vingar dele quando ele fazia algo que não me agradasse, tipo ele dizer ao papai que eu beijei um garoto e o papai me colocar de castigo porque “eu não tenho idade para beijar”.
- Onde você esta? – perguntou.
- Em um lugar com meu irmãozinho. – respondi.
- Nesse sábado vou te ver meu bem, estamos com saudades. – disse ela.
- Também estou. – falei.
- Diga ao seu irmão que também estou com saudades dele e faça-o ficar em casa sábado, quero dar uma tapinha nele por não vir aqui. – disse ela com uma pontinha de humor.
- Tudo bem vovó. – falei.
- Tchau, te amamos. – falou.
- Nós também, beijos. – falei e desliguei.
Olhei para Justin com os olhos vermelhos de raiva, ele soltou um olhar assustando, mas depois me olhou como se eu não o assustasse.
- Acho que as coisas mudaram mais do que eu imaginei, não é Justin? – foi uma pergunta retorica, mas ele abriu e fechou a boca varias vezes tentando e pensando em e o que responder.
- Não fui só eu quem mudou, então não use esse tom comigo. – disse ele parecendo muito irritado.
Respirei fundo e me endireitei na cadeira.
- Ok, essa você ganhou. – disse.
Justin olhou para Bob.
- Vai demorar ainda? – perguntou.
- Não. – respondeu e desligou a maquininha.
Eu não estava com raiva dele, estava chateada pela a vovó, ela é louca por ele e ele sumiu sei lá para fazer o que, Justin pelo menos três vezes na semana ia à casa da vovó, ate quando ele não tinha carro, e se a vovó esta reclamando por ele não ter ido lá era porque fazia tempo que ele não aparecia.
- Eu quero fazer uma. – falei decidida.
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Não pensei que aquela droga doesse daquele jeito, mas que droga, mas já comecei e vou ate o final, Justin não tirava os olhos de mim, ele me observava como se esperasse algo de mim, que eu desistisse ou qualquer coisa do tipo, só que eu não ia desistir de jeito nenhum.
Justin desde que tinha 11 anos que me ensina que se eu começo algo eu tenho que ir ate o final, deixar as coisas inacabadas nem sempre é o melhor caminho, ele me ensinava de um modo diferente, mas ainda sim me ensinou, por mais que alguém esperasse que eu desistisse eu teria que ir ate o fim com o que eu estava fazendo.
A única vez que Justin desviou o olhar de mim foi quando o celular dele tocou.
Escutei um barulho de clique. Olhei para Justin com os meus olhos vermelhos de raiva.
- Papai vai ate mandar emoldurar. – falou ele olhando a foto que havia acabado de tirar.
Justin tinha um sorriso lindo nos lábios, tanto que me distraiu da dor que Bob me fazia passar. Por um momento imaginei aqueles lábios rosados nos meus lábios, sua mão acariciando minha pele.
Aquilo não podia ficar mais estranho, só o que me faltava eu sentir atração pelo o meu próprio irmão, isso é quase que um crime, só não é por não fizemos nada. Mas bem que poderíamos. Ok tenho que parar com isso logo ou vou acabar ficando louca. Mais ainda.
- Um amigo meu nos chamou para sair hoje à noite. – disse Justin. – vai conhecer todos eles, só me faça um favor, aquela coisa que disse no meu quarto...
- Hummm.
- Não faça. – disse e deu um sorriso nervoso.
Eu ri, mas o Bob começou a “pintar” a pequena ancora na lateral do meu braço o meu riso saiu mais como um gemido de dor.
- Vou chamar Cait. – falei.
- Ela vai, o irmão dela é um dos meus amigos, então ela provavelmente vai. – deu de ombros.
- Legal, ela quer me apresentar o irmão dela. – comentei.
- Se você ficar com ele você vai dormir na banheira. – falou me olhando ameaçadoramente.
Eu ri.
- Ela quer me apresentar ele e não que eu fique com ele. – falei. – Não posso ficar com o irmão da Cait, nem ela com você. – abrir um sorriso largo.
- Por que não? – perguntou.
- É contra nossas regras. –dei de ombros.
Meu celular começou a tocar olhei no visor quem era antes de atender, abrir um sorriso quando vi quem era.
- Com saudades amorzinho. – brinquei.
Vi Justin fazer uma careta e revirar os olhos, dando toda sua atenção para seu celular, na verdade não toda, ate porque eu vi ele me olhando de canto de olho.
- Que merda Mia, você sabe que eu odeio isso. – disse Aaron.
- É e eu também. – rir.
- Que barulho é esse? – perguntou ele. – Mia, estava transando com alguém em um estúdio de tatuagem? – perguntou parecendo surpreso.
- Por que a surpresa? – perguntei. – fiz com você. – lembrei-o. – e não, não estou, nesse momento estou fazendo uma tatuagem e estava sonhando o dia que eu iria jogar isso na sua cara. – complementei.
Aaron riu.
- Morda sua língua, só não morra envenenado.
- Posso fazer algo bem melhor com minha língua. –falou com sua voz rouca e provocante.
- Espero que em mim.
- Não liguei para isso. – falou. – talvez hoje à noite eu te ligue para isso ou amanha. – complementou.
- E para quê me ligou? – perguntei.
- Ela me ligou. – falou.
Aaron e eu não somos amigos, pelo menos não admitimos, mas a única pessoa que Aaron confia para conversar sobre o motivo dos pais dele terem o colocado em um colégio interno sou eu, ele confia mais em mim do que no pai dele.
- E? – perguntei.
- E que ela falou tudo que disse da outra vez e minha mãe vai me matar se descobrir que falei com ela.
Respirei fundo.
- Terminei. – disse Bob terminando o “curativo”.
- Obrigada. – falei para Bob. – Aaron, ela sempre vai ligar ela te ama, se eu te amasse eu também não desistiria de você. – falei levantando da cadeira.
Justin pegou minha mão e me levou em direção à porta, dei tchau para Bob e Kenny com a mão livre e saímos do estabelecimento.
- Mia você não entende...
- Entendo. – falei segura demais das minhas palavras.
- Wow. –falou ele como se eu tivesse acabado de lhe falar a ultima novidade do ano. – esta afim do irmãozinho mal Mia, minha pequena vadia. – disse com seu tom de brincadeira habitual.
- Não, claro que não e não mude de assunto. – falei abrindo a porta do carro. – da um jeito de manter contato com ela, se fosse eu, e eu não te amasse, pode ter certeza que eu não iria contra meus pais, não te mandava presentes todo final de semana e nunca, jamais eu te ligaria. – continuei.
- Mas ai você quer que eu ligue que ela se ferre e meus pais me matem? – perguntou.
- Não idiota, o que você sempre diz sobre segredos? – perguntei.
- É um modo divertido de se viver. – respondeu com a voz baixa.
- Então se divirta meu loirinho lindo. – fiz voz de vadia oferecida.
- Ate que você ajuda. – comentou ele, esse é o jeito dele de dizer “obrigado”.
- Eu ganho recompensas por isso. – lembrei-o.
- Espero que esteja satisfeita por isso. – disse.
- Estou com certa saudade do que estávamos falando mais cedo, mas estou satisfeita. – comentei.
Ele riu.
- E se ela descobrir? – perguntei.
- Ela sabe. – respondeu serio.
- Contou a ela o que agente faz? – perguntei. – e ela ainda te quer? – continuei surpresa. – você tem que sair dai e fugir com ela, ela te ama mais do que imaginei. – complementei com humor.
- Ela não ficou muito feliz, parou de tentar ligar e disse que estava com tanta raiva que se visse você ela te arrancaria os cabelos, mais isso só durou duas semanas e disse que se eu tivesse comentado algo pedisse desculpas a você, pois ela não estava pensando direito. – contou.
- Nossa.
- E não pense que é porque transamos que não quero ficar com ela. –continuou.
- Não penso amorzinho. – rebati. – se eu pensasse isso não estaria torcendo que ficasse com ela e nem sugerindo que fosse atrás dela. –disse irritada.
- Você é mais vadia do que eu pensava, esta pior, será que a convivência com seu irmão é pior do que a sua convivência comigo? – perguntou. – acho que sim, não faz nem um dia e já fez uma tatuagem o que será a próxima, transar com o seu jardineiro?
Revirei os olhos.
- Porque esta me atacando? – perguntei.
Ele deu um suspiro pesado.
- Falta de sexo me deixa meio bipolar. – esse foi o jeito Aaron de se desculpar.
Eu ri.
- Está há três dias sem transar? – gargalhei.
- Não brinca com isso garota, a única vadia que eu tenho que sabe do que eu gosto é você. – brincou.
- Então, quando vem me visitar? – perguntei.
- Falei com meu pai, ele disse que eu poderia dar um tempo no Canadá quando eu quisesse, só que tenho que resolver umas coisas aqui para que eu possa ir. – falou. – quando eu for será a primeira a saber. – falou ele com um ar de mistério.
Eu ri.
- Espero que sim. – respondi. – hoje quando eu chegar te ligo. – falei. – beijos tchau.
- Tchau vadia.
Guardei o celular no bolso da minha calça.
- Quem é esse Aaron? – perguntou Justin sem tirar os olhos da rua.
- Um garoto com quem estudei. – respondi.
Justin estacionou o carro enfrente a uma lanchonete.
- Quero saber de tudo. – falou ele.
- E eu vou contar. – sorrir.
Claro que eu não vou dizer tudo, ate porque ele vai me matar quando descobrir que transo com um cara porque estou afim e não por gostar dele, ele me mataria só de saber que sei dessas coisas imagine se ele souber do que eu faço. Estou ficando velha e não doida.
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