Notas iniciais
Desculpem a demora e o capitulo saiu ma merda, mas como poucos sabem minha cabeça não ta boa... mas nao foi por isso, é pq to na lan e a lan vai fechar...

Justin ainda me encarava esperando que eu contasse tudo o que me aconteceu durante esse tempo na Le Rosey, sim eu estava com medo, afinal não é todos os dias que você conta “as novidades” ao seu irmão mais velho, super ciumento e com um péssimo histórico de raiva. Se eu soltar qualquer coisa que ele não goste passa três anos sem falar comigo ou conta para o papai, tradução, não sei o que é pior.

- Não aconteceu nada de mais. – dei de ombro tomando um pouco da minha coca. – briguei com algumas meninas, tirei notas ótimas, e estudei bastante, aprendi muita coisa.

- Tipo tentar esconder coisas de mim? – perguntou com a sobrancelha erguida.

- Fiquei com alguns meninos, namorei dois de verdade, mas logo terminei. – dei de ombros.

- Papai sabe disso, pelo o que eu me lembro, ele disse que você só poderia ter um namorado com 60 anos. – falou.

Nós rimos.

- Esse Aaron...

- Não foi um dos meus namorados e nunca vai ser, ele ama outra que também ama ele e eu não o amo. – sorri.

Justin me olhou incrédulo.

- Eu não acredito em amor.

- Eu acredito, eu amo você, a mamãe e papai, a vovó o vovô e a Cait. – dei de ombros.

- Entre homem e a mulher. – explicou. – para mim é mídia. – continuou. – entre familiares a amigos é normal, acho que quando nascemos somos programados para sermos assim.

- Eu pensava assim, lembra? – perguntei sorrindo.

- E o que aconteceu? – perguntou.

- Uma pessoa sabia me disse que as pessoas que pensam dessa forma são as que mais sofrem quando amam. – respondi.

- Quem disse isso? – perguntou como se fosse um absurdo.

- Você. – respondi. – não se lembra? – perguntei.

Ele franziu o cenho confuso.

– Eu tinha acabado de sofrer minha primeira desilusão amorosa, falei para você que essa droga de amor não existia, você me deu o maior discurso e disse que da próxima vez que me visse chorando por um garoto iria me bater, assim eu choraria de verdade. – ri.

Justin soltou uma gargalhada alta e gostosa de ser ouvida.

- Lembrei, você parou de chorar no mesmo instante em que ameacei de nunca mais comprar pizza para você. – riu ainda mais.

Continuamos nossa conversa falando o que aconteceu nesse tempo, lembrando-se do passado rindo das coisas engraçadas, tentando amenizar algum clima estranho de alguma lembrança ou acontecimento ruim. Era umas 17:30 quando decidimos parar de tomar refrigerante e ir para casa, passar um tempo com o papai e a mamãe antes de nos aprontarmos para sair.

Assim que abrimos a porta de casa mamãe e papai olharam para nós parecendo irritados. Sorri e me aproximei dos dois sentando entre eles.

- Estou tão feliz de esta de volta. – falei abraçando mamãe de lado. Ela parecia ser a mais brava, então tentarei amolecer o coração dela primeiro, papai faz tudo que ela quer e se ela não deixar Justin e eu sairmos ele também não vai deixar e nem tentar faze-la mudar de ideia.

- E eu também. – disse ela acariciando meu braço.

Nesse momento começa a briga. Fechei os olhos e respirei fundo antes da discussão começar.

- Você fez uma tatuagem? – gritou mamãe muito irritada.

- Eu avisei que não iria impedir. – falou Justin se jogando em uma poltrona.

- Justin, sua irmã só tem 16 anos, você tem que...

- Ei, eu também tinha 16 quando fiz a minha primeira. – lembrou Justin.

- É pequena mãe. – falei e tirei o “curativo” para mostra-la.

Estiquei meu braço e a mostrei.

- Uma ancora? – perguntou nervosa.

- É igual a que o papai tem no braço. – disse.

Ela ficou calada, a ancora que o papai fez no braço simbolizava o dia em que eles se conheceram, pelo o que eles dizem, foi trágico, mas estão juntos ate hoje.

Ela virou para Justin furiosa.

- E você, o que você tatuou? – perguntou olhando para Justin.

Ele tirou a camisa e o curativo.

- O que isso significa? – perguntou ela ainda furiosa.

- O ano em você nasceu. – respondeu Justin dando de ombros.

Mamãe baixou a guarda, ela estava prestes a ter um ataque de tão feliz que estava, papai tentava não rir da cara dela.

- E- E- Eu vou preparar o jantar. – gaguejou ela saindo da sala.

Olhei para Justin que começou a rir e a balançar a cabeça negativamente como se não acreditasse no que a mamãe disse.

- Vamos sair. – avisou Justin.

- Para onde? – perguntou mamãe da cozinha.

- Sair com os meninos e a amiga da Mia. – respondeu Justin. – não sei ainda para onde vamos, só vamos sair. – continuou.

- Que horas vão? – perguntou papai.

- As oito. – respondeu Justin.

- Quero vocês dois e casa as 23h00min em ponto, ou os dois ficam de castigo. – avisou papai. – pelo o amor de deus não vá beber Justin. – pediu.

- Eu sei velho, fica frio. – disse Justin recebendo um olhar reprovador do meu pai.

Terminei de passar o batom, borrifei um pouco do meu perfume nos pontos estratégico e voltei para o quarto, onde tinha deixado Justin se arrumando há dez minutos. Ele estava lindo, terminando de colocar um cordão.

- Estou pronta. – falei me aproximando.

Justin me olhou dos pés a cabeça, ele não conseguiu esconder a surpresa. O encarei confusa, minha roupa não era curta nem decotada, pelo menos não ao extremo. Não entendi o porquê ele me olhou daquele jeito.

- Quando você cresceu tanto? – perguntou ele parecendo ainda não acreditar que eu cresci.

- Acho que durante esse tempo que eu estava fora. – sorri.

Justin me encarava de um jeito muito estranho, estranhei o modo como ele me olhava, ele estava parecendo... parecendo comigo quando o olhava, só que eu o olhava como se ele fosse o ultimo homem na face da terra e ele me olhava como se somente agora percebesse que a irmãzinha que ele praticamente viu nascer -por mais que ele não lembre- estava crescendo.

- Não devíamos ter nos separado. – comentou ele baixando a cabeça.

- Argh... Sai dessa, eu já sair é passado. – falei revirando os olhos. – então para onde vamos? – perguntei mudando de assunto.

- Como não posso beber e não vou deixar que você faça isso vamos ao Nick’s. – respondeu ele.

- Legal, faz tempo que não vou lá. –lembrei. – você ainda é afim da filha do Nick? – perguntei.

Justin tinha um tombo imenso pela a filha do dono da lanchonete, vivíamos lá com os amigos dele, nossos avós e ate mesmo nossos pais, ele queria esta sempre lá, íamos pelo menos duas vezes na semana desde que Justin completou 14 anos, fica perto da nossa casa então papai e mamãe deixava sem problemas. Tudo somente por causa da loira aguada, ele vivia no pé dela, dava ate raiva, só que a idiota não ligava para ele, e ate parecia que ele gostava de ser maltratado, porque ele continuava tentando chamá-la para sair.

- Não. – respondeu revirando os olhos e indo em direção à porta.

Ah ele não se livraria de mim com tanta facilidade, peguei meu celular que estava encima da cama e corri para acompanha-lo.

- Ela ficou feia foi? – perguntei o provocando.

- Não. – respondei.

- Ela te fez alguma coisa? – perguntei.

- Cala a boca Mia. – disse ele bastante irritado.

- Ok, desculpa. – pedi.

- Vamos logo, antes que eu desista de sair de casa. – falou ele.

- Meu sonho. – disse mamãe andando em direção ao Justin.

Ela o abraçou ele retribuiu ao abraço, o que pareceu uma surpresa para mamãe e papai que olhava tudo de certa distancia. Ele se separou da mamãe e lhe deu um beijo no rosto, o que pareceu outra surpresa para eles.

- Cuidado e te amo. – disse mamãe segurando o rosto do Justin entre as mãos.

- Também te amo. – falou e se afastou da mamãe me dando espaço para abraça-la.

- Voltaremos cedo. – falei enquanto abraçava mamãe.

Corri ate o papai e pulei em seus braços, lhe dei um beijo no rosto e voltei para onde estava antes.

- Boa noite, amo vocês. – falei e fui para o lado do Justin.

Nick’s não tinha mudado tanto, somente a vadia da filha do Nick, ela estava atrás do balcão com um livro que tenho quase certeza que nem o titulo ela sabia, ela tinha um lápis ou caneta na boca, meio curvada sobre o balcão. Desde que entramos que ela não tirava os olhos do Justin. Aquilo estava me dando tanta raiva que comecei a planejar um modo de mata-la e fazer parecer um acidente.

- Jay! – gritou uma voz masculina muito animada da porta de entrada da lanchonete.

Dois garotos muito bonitos entraram no estabelecimento com um sorriso largo. Eles se aproximaram.

- Diz dude. – Justin fez um toque com os garotos e voltou sua atenção a mim. – Essa é a Mia. –disse apontando para mim. – esses são Charles. – ele apontou para o de olhos castanhos, com bochechas fofas. – e o Ryan. – apontou para o de olhos azuis um pouco mais forte do que o outro.

- Pode me chamar de Chaz. – disse Charles.

- E eu de Ry. – falou Ryan com um sorriso encantador.

- Muito prazer. – falei.

- Igualmente. – responderam em uníssono.

Eles se sentaram na nossa frente, Ryan sentou na minha frente.

- Chris ainda não chegou? – perguntou Chaz.

- Não. – respondeu Justin.

- Pelo o que conheço Caitlin deve esta nesse momento provando o 20º vestido ou qualquer outro tipo de roupa, fazendo o amigo de vocês perder a paciência. –comentei.

Eles riram.

- Errou sua vadia. – disse Cait bem do meu lado. – Christian tinha esquecido onde tinha enfiado a chave do carro. – falou soltando um olhar matador para o irmão.

- Oi, sou Mia. – disse dando um aceno de mão para o garoto.

- Christian, mas pode me chamar de Chris. – sorriu.

Eles se sentaram nas cadeiras da ponta, Caitlin do meu lado e Chris do lado de Ryan.

- Cait, esse é o Justin, Justin essa é a Cait. – gesticulei para eles.

- Prazer. – disse Justin.

- Igualmente. – respondeu Cait.

Os amigos do Justin são tão bonitinhos e nem são tão idiotas como pensei que poderiam ser, dos que estavam ali, eu só poderia ficar com dois, o irmão da Cait era carta fora, já que ela me mataria quando soubesse. Sei que o Justin também me mataria se soubesse que fique com um dos amigos dele, porem, não era preciso ele saber...

Depois de um tempo na lanchonete fomos para um barzino, Justin não deixou nem eu sentir o cheiro do que ele estava bebendo, pedi um pouco e ele disse para eu crescer que ele dava.

Estava uma conversa muito divertida, os meninos contavam o que aprontavam o porquê, chegavam tão tarde em casa e tal. Enquanto eu estava no colégio sempre que depois que mamãe falava o que o Justin andava fazendo eu sempre chorava, mas depois de escutar o que eles realmente faziam eu me sentir uma completa idiota, eu sabia que no fundo Justin nunca iria se drogar, ele sabe muito bem que eu sempre sigo seus passos e ele nunca faria nada que me fizesse chorar, não intencionalmente.

- Quero ir ao banheiro. – falei para Cait.

Ela olhou em volta, bar onde estávamos estava bem cheio.

- Eu nunca tinha vindo aqui, não sei onde fica banheiro. – deu falou.

Olhei em volta a procura de alguma coisa que indicasse o banheiro, mas não encontrei nada.

- Algum problema Mia? – perguntou uma voz conhecida.

Olhei para onde vinha a voz e era Chaz amigo do Justin.

- Preciso ir ao banheiro. – respondi e corei um pouco.

- Quer que eu te acompanhe? – perguntou levantando.

- Sim. – respondi dando de ombros.

Chaz não pode conter o sorriso malicioso que saiu por seus lábios. Pouco sabe ele que malicia é eu segundo nome...

Notas finais
Não vou pedir reviews, mandem se quiser....
Mandem please... beijosss