Brother And Sister
9 Capítulo 11
Notas iniciais
Esse capitulo ta uma merda, mas vou tentar melhorar...
Enjoy
Não conseguir dormir mais depois do que eu fiz, o que não me surpreende, me surpreenderia se eu tivesse dormido igual um anjo, não que eu não tenha gostado, porque eu gostei e muito, só Deus sabe o quanto eu gostei, e talvez ele já esteja entregando a minha fixa ao diabo. Prometi a mim mesma nunca mais fazer aquilo, eu não poderia estragar tudo, apesar de já ter estragado tudo no momento em que desci do avião, não, no momento em que decidir voltar, eu poderia fazer com que as coisas não ficassem ainda mais estranhas, afinal ele é meu irmão e nunca vai pensar que eu tenho esse tipo de pensamentos.
Pela a manha quando levantei Justin ainda estava dormindo, eu não conseguir dormir, passei a noite toda encarando os lábios do Justin, louca para beijar, para sentir seu gosto, mas me controlei bem. A pior parte de ter voltado é que eu já estava enferrujada em me controlar perto do Justin, antes eu conseguia melhor, estou com vergonha de mim mesma. Não só por ter o acariciado que é de longe ridículo, bom, mas ridículo, mas também por não ter me controlado.
Quando sair do banheiro Justin estava sentado na cama. Seus cabelos estava todos desgrenhando, tipo cabelo pós foda, o que eu tenho certeza que teria sido bom se tivesse ocorrido. Pronto começou.
- Bom dia. – falei e fui para o closet procurar alguma coisa para mim vestir.
Peguei a primeira roupa que vi na minha frente (http://www.denimblog.com/wp-content/uploads/2010/05/miley-cyrus-american-eagle-shorts-7.jpg) terminei de arrumar meu cabelo e sair do quarto levando apenas meu celular comigo.
Assim que cheguei a cozinha encontrei um casal fofo conversando amenidades e rindo. Me sentei a mesa com um sorriso largo.
- Bom dia. – disse com animação.
- Bom dia, querida. – disse meu pai se aproximando um pouco para me dar um beijo no rosto.
- Bom dia minha flor. – mamãe disse sorrindo abertamente.
Papai tomava seu café e mamãe comia um pouco da salada de frutas.
- Não esperam mais para poder fazer as refeições? – perguntei os olhando.
Sempre só poderíamos comer se todos estivessem a mesa, no café, no almoço e no jantar, se faltasse alguém era bom a pessoa ter uma boa desculpa, então sim, aquilo me surpreendeu, afinal Justin não havia chegado a mesa e nem eu.
- Justin não toma mais café, ele apenas almoça, pelo menos aqui é. — disse mamãe.
- Mas ele já está descendo. – falei um pouco triste em constatar mais uma vez que Justin havia mudado mais do que eu imaginava.
Papai e mamãe se entre olharam, mamãe soltou a colher e papai a xicara e ficaram me encarando com um sorriso tímido no rosto, tão tímido que parecia mais um sorriso de vergonha.
Justin desceu cinco minutos depois e sentou do meu lado, onde era seu lugar, ele olhou para papai e mamãe que olharam para ele, Justin me olhou confuso.
- Bom dia. – disse ele e pegou um pão que tinha na sexta a sua frente.
- Bom dia. – papai e mamãe disseram juntos.
Comi um pouco da salada de frutas, comi metade de uma fatia de bolo e tomei um copo de suco de laranja.
Se eu ainda estava com vergonha pelo o que fiz a noite? Claro que estava e fico mais ainda quando me pego olhando Justin e imaginando coisas que não deviam passar pela a minha cabeça nem brincando, como por exemplo, naquele momento.
Eu estava deitada no sofá, com minhas pernas em cima da perna do Justin. Papai e mamãe foram para a empresa. Mamãe não tem uma função definida ali, só que papai como CEO e bonito como ele é as vadias da empresa são loucas para pegar. Justin parecia tão concentrado no desenho do bob esponja, e eu ali continuando a encara-lo como uma gata no cio. Imaginei passar meu pé no seu membro somente para provoca-lo, o que ele faria se eu fizesse? Me agarraria? Acho que ele perguntaria o que eu estava fazendo e ficaria puto de raiva. Tirei meu pé da sua perna, fazendo com que Justin me olhasse, fingir que não percebi seu olhar e continuei a olhar para o desenho.
Meu celular começou a vibrar em cima da mesinha de centro. Minha salvação, era Cait.
-Diga minha gata. – falei.
- Vamos ao shopping, tenho que comprar algumas coisas porque vou fazer a primeira doação do ano nesse sábado. – falou ela.
- Legal, vou ligar pro meu pai, porque ontem eu me lembrei disso. – falei.
- Okay. – respondeu e desligou.
Procurei o número do papai na minha agenda.
- Vai aonde? – perguntou Justin.
- Mês de doação, na minha escola ensinam que precisamos doar e tals ai Cait e eu passamos a ser doadoras e nos mês de julho e de dezembro doamos o que não precisamos. – comentei.
Assim que encontrei o número do papai, apertei End.
- Você devia fazer o mesmo, ano passado doei todos os meus brinquedos que estavam guardados a anos, todos com exceção de um. – contei, papai atendeu. – papai? – perguntei.
- Sim querida. – disse ele.
- Espero não está atrapalhando. – disse meio envergonhada.
- Não está e nunca vai está, agora me diga o que deseja. – disse ele.
- Então, falta pouco para julho e eu tenho que organizar as coisas para as doações e Caitlin me chamou para ir ao shopping para comprarmos algo para que possamos nos livrar de outras...
- Peça ao Justin, para te trazer aqui que resolvemos isso. – respondeu ele.
- Tudo bem, vou pedir. – sorrir. – tchau, beijos. – falei e desliguei.
- Papai disse para você me levar até a empresa. – falei me sentando no sofá.
- Ele estava em reunião. – observou ele com a sobrancelha erguida.
- Acho que estava, já que ele não falou muito. – sorri. – você vai me levar né? – perguntei.
- O que eu ganho? – perguntou.
- Dois x-subway. – respondi.
- Liga para a Caitlin, na volta da empresa deixo vocês no shopping. – disse ele ficando de pé.
Pensei que o Justin tinha se tonado mais difícil de ser comprado, mas ainda bem que não, fui no quarto, peguei uma bolsa pequena e coloquei meus documentos e minha carteira dentro, coloquei meu celular no bolço do um short.
O transito estava até que bom, sem congestionamentos nem nada do tipo, mais Justin dirigia com cuidado e muito atento. Ele mal olhava para mim, dos dez minutos que passamos no carro ele me olhou duas vezes como se quisesse constatar que eu estava bem ou que eu realmente estava ali e ele estaria me levando ao shopping.
- Justin? – chamei sua atenção.
- Pode falar. – disse sem me olhar, ainda prestando atenção na estrada.
- Nada não. – falei e dei um sorriso.
Justin riu.
E mais uma vez o silencio reinou, não sei se aquele silencio era bom ou ruim, eu queria falar, escutar a voz dele, mas ao mesmo tempo só queria observa-lo.
- Você disse que tinha doado vários brinquedos antigos, com exceção de um, que brinquedo é esse? – perguntou me surpreendendo com a pergunta.
- Um ursinho que você fez pra mim. – sorri.
Justin apertou os lábios quase que reprimindo um sorriso.
- Não fiz ele para você. – lembrou.
- Eu sei, mas gosto de pensar que sim. – falei.
- Você era uma menina chorando, a maioria das lembranças que eu tenho você estava chorando. – riu.
- Eu só queria atenção. – murmurei.
- Mais do que você já tinha? – perguntou me olhando com as sobrancelhas erguidas.
- A sua atenção. – admitir.
Justin ficou sério com a revelação. Eu nunca tinha admitido que eu queria chamar atenção dele.
- No dia do carrinho. – comecei. – eu só queria limpa-lo, mas não o segurei direito e o deixei cair. – contei.
Justin parou o carro em frente ao prédio alto e azul, projetado pelo o meu bisavô, que meu avó começou realmente levando as empresas McCann a outro nível, um nível mais elevado, e papai começou as filiais, um trabalho bonito, uma construtora de arquitetura renomada. Mas apesar de tudo, de papai e vovô trabalharem duro sempre a família vinha em primeiro lugar, seja como fosse, seja o que acontecesse a família vinha sempre em primeiro lugar.
Justin e eu entramos no prédio, que parecia ainda maior por dentro, bem decorado e poderia jurar ter visto algo da mamãe naquela decoração ou ela super empolgada para fazer algo, deixar a sua marca.
- Por que queria limpa-los? – perguntou Justin quando entramos no elevador.
- Porque você estava sem tempo, tanto para limpa-los quando para mim, queria chamar sua atenção de alguma forma, pensei nos carrinhos, pensei que limpando você iria me agradecer e iria dizer o quanto me amava e íamos passar a tarde juntos. – ri. Aquilo era muito idiota até mesmo para uma “criança”.
Pensei que ele riria do que eu tinha acabado de falar, mas ele não riu, apenas me olhou com o semblante triste.
- Eu estava planejando seu aniversário queria fazer uma surpresa e sabia que se passasse muito tempo com você, você iria descobrir e tudo que eu tinha planejado iria por agua abaixo. – contou.
Me surpreendi ainda mais com aquilo. Não me aguentando me joguei nos braços do Justin lhe dando um abraços que de início foi hesitante da parte dele e depois foi se tornando um abraço forte.
- Eu nunca iria descobrir, não raciocino direito perto de você. – não era para eu ter dito isso.
Aquela era a prova de que não raciocinava direito perto dele, como eu posso ter dito isso para ele? Que menina idiota, está mais do que na cara que ele...
— Por que não? – perguntou ele me soltando.
... Iria perguntar o porquê.
A porta do elevador se abriu, minha salvação, foi Deus, acho que ele não ficou bravo comigo. Agradeci mentalmente a Deus e fui saindo do elevador. Mas sentir meu braço ser puxado. Então acho que Deus ainda está um pouquinho bravo.
- Por que não? – insistiu.
- Porque você não deixava, falando suas gracinhas e me fazendo rir de instante e instante. – soltei a primeira coisa que vinha na cabeça.
Mas bem que eu queria dizer, que até quando era mais novo o cheiro dele me embriagava e que enquanto ele falava me dava uma vontade surreal de beijar os lábios dele e nunca mais desgrudar dele. Mas iria falar porque? Para que?
- Vamos, papai deve estar esperando.
Comecei a andar em direção a mulher que estava com uma saia curta preta de cintura alta, cabelos presos em um coque desajeitado porem planejado, uma blusa branca por dentro da saia, aberta dois botões a mais do que deveria estar e usava óculos. Parecia uma atriz pornô de quinta do que uma secretaria. Pude jurar que ela soltou um sorriso malicioso quando viu o Justin.
- Jeremy McCann, por favor. – falei para a atriz pornô de quinta.
- Tem hora marcada? – perguntou ela com um sorriso falso.
Até o loiro do cabelo dela era mais verdadeiro do que o sorriso dela, até eu sei ser mais falsa.
- Diga que os filhos dele está aqui. – falei em tom de ordem, mas ainda sim gentio.
- Ele está em reunião. – falou a vadia, se é que ela pode ser elogiada dessa forma.
- Apenas avise. – disse Justin.
Fiquei encarando ela enquanto ela ligava para o telefone da sala de reunião.
- Sr. McCann, seus filhos acabaram de... – ela foi interrompida pelo o meu pai. – sim, claro. – falou e desligou. – me acompanhem, por favor. – disse indo em direção a porta do escritório do meu pai, ela abriu para podermos passar. – o Sr. McCann já está vindo, querem algo? – perguntou.
- Que você e sua falsidade volte ao trabalho. – falei e dei meu sorriso mais falso, nem fiz questão de tentar esconder a que estava odiando a presença dela ali.
Ela saiu sem dizer nada. Mas estava bufando.
- Porque fez isso? – perguntou Justin.
Eu fui para trás da mesa do papai e me sentei na cadeira dele e comecei a gira-la, me divertindo com a sensação de ter voltado a infância, só que quando era mais nova Justin quem me girava na cadeira.
- Eu não gostei dela, nem do sorriso falso. – falei parando de girar e o olhando. – e nem do sorriso malicioso que ela lhe soltou. – complementei.
- Ela não...
- Soltou sim, você quem não viu. – falei o interrompendo.
Justin deu de ombros e se aproximou de umas maquete de um prédio e o observou.
- Vai fazer faculdade Justin? – perguntei.
- Vou. – respondeu ainda olhando a maquete.
- De?
- Arquitetura e administração. – falou me olhando com um sorriso animado.
Não pude deixar de sorrir também. Ele não fazia nada que ele não quisesse, papai sempre quis passar a empresa para ele como era para ser, Justin era o primogênito e ele tinha que cuidar da empresa, mas se ele não quisesse papai não iria obriga-lo.
- Papai sabe? – perguntei papai abriu a porta.
- Não, fui aceito na mesma faculdade que ele. – comentou orgulhoso de si mesmo.
Papai paralisou, mordi os lábios sorrindo, Justin olhou para trás e viu papai que quase estava chorando de emoção.
- Foi aceito para que? – perguntou.
- Arquitetura e administração. – respondeu.
Papai abriu um sorriso e fui ate o Justin o abraçando.
- Acho que alguém merece o carro novo. – falou mamãe.
- Merece ate dois. – disse papai nos fazendo rir.
Justin ficou sem jeito, mas com toda a certeza estava feliz.
- Vai com as meninas Justin? – perguntou mamãe.
- Obvio... que não. – falou ele fazendo papai rir.
Papai veio até onde eu estava e pegou a sua carteira dentro da mesa e me entregou um cartão.
- Vai dar um cartão pra ela? – perguntou Justin parecendo está se mordendo de raiva.
- Qual o problema? – perguntou papai.
- Você nunca me deu um cartão. – falou.
- Você gasta mais do que ela. – falou fazendo mamãe e eu rimos.
(...)
Fazia alguns minutos que Caitlin e eu rodávamos pelo o shopping, estava pensando em contar o que estava acontecendo comigo, tanto que eu fiquei um tanto calada, somente pensando em como dizer e se dizer.
- O que está acontecendo? Esta calada e provando as roupas que ti indico. – indagou.
- Eu sou apaixonada pelo o meu irmão. – soltei de uma vez.
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