Brooke Junior - E a Clava de Hefesto
6 Argos esquece de abastecer
Notas iniciais
Não tive sonho nenhum, agora que tanto queria ter um, não consegui.
Então não esperei que meus companheiros viessem me chamar, então acordei o mais rápido que pude meus companheiros de missão, menos Clarisse.
Bati na porta da “Big House” e Quíron veio com aquela cara de sono e aquele cabelo em pé, pessoal, era bem cedo mesmo! Então ele bocejou e falou:
– É muito cedo gente, tenham calma. E cadê Clarisse, pensei que tinha escolhido ela ontem para ir com vocês...
– Não senhor, Foi somente nós três. – Falei, com esperança que ele estivesse esquecido.
– Quer me enganar Junior? Eu tenho anotado. E mais, se Clarisse não estiver junto, não autorizo a missão!
– Junior! É o jeito levarmos Clarisse, irmão. – Exclamou Beckendorf. – Parece até que você gosta dela...
– Eu? Tá louco? – Respondi, vermelho de vergonha.
– Deixa que eu vou chamar ela. – Disse meu outro parceiro, Ally.
Enquanto aguardávamos, a múmia saiu do sótão da casa grande sozinha e veio até nós... tomando conta do corpo de Rachel Elizabeth Dare, para quem não sabe, é o mesmo que o Oráculo. E falou:
– Eu sou o espírito de Delfos... ( Blá Blá Blá )
“ A CRIA DA MULHER CONDENADA MATARÁS,
E SOFRERÁS O CASTIGO DO SENHOR ESCURO,
A SALVAÇÃO DO PRISIONEIRO SE FARÁ,
QUANDO O UTENSÍLIO INESPERADO USAR.”
“Não é possível!!” pensei. Duas profecias, como assim? Todos ficaram sem ter o que falar, mas Quíron sempre tinha algo para discutir.
– Duas profecias para um só missão... A coisa vai ficar preta!
– Muito legal! – Berrou Clarisse que no momento vinha chegando do chalé.
– Legal isso? Tem certeza? – Ally perguntou.
– Ahh, não me diga que está com medinho também... Já basta o coisa ali, o Junior.
Como sou legal e não sou covarde, guardei minha espada em punhos para não atacar Clarisse. ( E eu ia perder é claro! )
– Bom, Acho que vocês já podem partir. – Disse Quíron.
– Até mais, se voltarmos inteiros. – Eu disse.
– Não vai acontecer nada com vocês, peçam ajuda a seus pais. – Quíron falou, sorridente. – Argos irá levá-los de van para o lugar que vocês irão ficar hoje.
Argos então saiu da casa grande, com olheiras... em todos os seus cem olhos... e nos conduziu até uma van, que pertencia ao acampamento.
Fui no parte traseira da van com os outros dois homens, e Clarisse ia com Argos na frente. Pedi a espada do meu irmão para eu dar uma olhada, admirar a invenção dele: uma espada que soltava ácido quando pressionávamos um botão no cabo, e além disso, ela se dividia em três espadinhas menores. Incrível. Se eu sendo filho de Hefesto pudesse fazer isso, eu tava realizado.
Argos ligou o rádio da van para nos descontrairmos com a música. Era ROCK, e a música era:
“I'm on the highway to hell
On the highway to hell
Highway to hell
I'm on the Highway to hell”.
Que música firme! Andamos um pouco e antes mesmo de sair de Long Island, lugar onde fica localizado o acampamento, a van de Argos começou a parar e... tinha dado prego. “Não acredito nisso” Pensei. Que droga, parece que os deuses não querem que eu conclua a missão mesmo.
– E agora Argos? – Falou Clarisse.
E o monstro de inúmeros olhos falou calmamente:
– O que eu posso fazer garota?
– Sei lá, você não tem poderes não?!
– Não fale desse jeito com ele Clarisse, — Exclamou Ally. – Ele realmente não pode ajudar, não tem permissão.
– Ótimo! Deixa ele aí e vamos andando então. – Disse ela, com raiva.
Tínhamos que ir de Long Island até Times Square, nossa! A boa notícia: tínhamos também um filho de Hermes conosco, ele poderia fazer algo... tipo, nos levar até lá num piscar de olhos e tal.
– Ally? – Perguntei. – Você não pode acelerar nossa viagem não? Vamos demorar muito, muito mesmo...
– Nunca precisei usar os meus poderes para isso. Nem sei como fazer para que Hermes me ajude. – Falou ele, desapontado.
– Apenas peça, ué!
– Tá legal. — Ele se concentrou, fechou os olhos e pediu. – Pai, preciso do senhor agora, não sei como, mas faça com que a gente chegue rápido em Time Square.
Nada, de súbito, aconteceu... apenas ouvimos o estalo de algo caindo atrás de nós... era uma dracma de ouro. “De onde diabos veio isso”. – Imaginei.
– Bom... Alguém sabe o que devemos fazer com isso? – Ally falou.
– Me dê aqui, garoto! – Gritou Clarisse.
– Porque eu daria para você? – Recrucou Ally.
Ela foi para cima dele e os dois lutaram pela dracma, quando ela escapuliu e caiu bem à frente de todos nós.
Algo aconteceu, um táxi cinza feito de nuvem parou bem à nossa frente.
– Entrem! – Falaram umas três senhoras em uníssono.
Não eram senhoras comuns, aliás, quase todo mundo que eu vi não era comum. Elas eram de pele acinzentada e eram cegas. (Você deve estar perguntando: como elas dirigiam um táxi se eram cegas? ) A resposta é, não sei.
Só sei que elas passavam um olho grande de mão em mão algumas vezes, e encaixavam no buraco em seus olhos. Achava que íamos sofrer um acidente, e com razão, elas iam rápido demais.
Elas estavam passando direto do ponto, que era Time Square, então abrimos as portas e simplesmente saímos do táxi. Fiquei todo ralado.
Quando dei por mim, Clarisse estava indo embora para um beco, então gritei:
– Ei! Volte aqui, e a nossa missão?
– Vou dar uma volta, encontro vocês por aí, moleques.
Não deu tempo de impedir, ela pulou o muro e foi embora. Por mais que não gostasse dela, algo apertou meu peito por deixá-la ir sozinha e não poder impedir que ela fosse. Nossa missão ficaria ainda mais difícil, sem ela.
Meus amigos estavam acordando, e eu contei tudo a eles. Agora éramos um trio de homens, onde um novato estava no meio, em pleno centro de Time Square.
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