Brooke Junior - E a Clava de Hefesto
7 Eu entro na boca de Jano
Notas iniciais
Depois que Clarisse sumiu, procuramos um lugar para dormir, e adivinhem... encontramos um beco sem saída. Nessa noite não tive senho algum, já que estava esperando ter notícias de Grover. Acordamos tarde para um semideus, dez horas da manhã, então decidimos que íamos seguir a missão sozinhos e sem a ajuda de Clarisse. Estávamos agora em Time Square, e procuramos pelo local uma loja de conveniências para comprarmos algo... Néctar dos deuses e ambrósia, para curar as nossas feridas quando caímos do táxi. O vendedor agia de forma estranha, mecânica, como se fosse um robô ou uma marionete.
Beckendorf nos alertou contra ele, pois já vira monstros disfarçados, e ele tinha razão... era um monstro disfarçado.
Ele então foi pegar o nosso néctar normalmente, e quando estávamos na mesa, o monstro na forma humana lançou um ácido da sua cauda que eu nem percebi, então Beckendorf acionou sua espada que lançou um jato de vento que inibiu quase todo o ácido no ar... quase todo. Uma parte atingiu minha espada junto com minha mão direita, que começou a arder e queimar. Minha espada então aos poucos ia se decompondo, de tão forte que o ácido era. Se não fosse o poder do néctar, minha mão teria sido decomposta também.
Enquanto eu estava gemendo de dor no braço, Beckendorf falou:
– É uma “mantícora”! Não temos como nos defender agora. Corram! Todos para fora.
Tá pensando que ele esperou por nós? Não, ele saiu logo correndo para fora da casa, e logo atrás dele estava nós e a mantícora soltando ácido, e como era óbvio, nós estávamos nos desviando desses ácidos. Beckendorf entrou em um beco, e alguns instantes depois eu entrei também, seguido de Ally, pois a mantícora era lenta demais.
Quando virei à esquina e entrei no beco, não vi sinais do meu irmão. “Será que vou perder mais um amigo?” Pensei. Continuei correndo até uma espécie de mureta um pouco alta; esperei Ally pular primeiro e pulei em seguida.
Assim que caí, algo me puxou para um bueiro, mas não fui sozinho, Ally também foi puxado, para a minha alegria, e logo depois, a tampa do bueiro fechou-se.
Boa notícia: Beckendorf estava lá, ele era o mais velho,mais experiente de nós, e a má, era que estávamos presos naquele lugar. Nenhum sinal da mantícora lá fora, ainda bem.
Vimos mais na frente uma parede que tinha olhos, nariz, boca e duas portas, uma do lado esquerdo e outra do direito. E a parede falou com sua enorme boca:
– Olá guerreiros! Bem vindo à “INDECISÃO!”.
– Esse é Jano. – Sussurou Beckendorf. – o deus das portas, das decisões, das escolhas e das dúvidas, então ele fará de tudo para nos enganar... prestem bastante atenção em tudo o que ele fala.
– Bem, vejamos.. – Falou Jano. – Temos três semideuses e duas portas aqui, mas somente uma escolha. Uma o levará á perdição, á escuridão, e a outra, à luz, à vida e à felicidade. Cabe a vocês decidirem agora!
– Ferrou tudo! – Eu disse, preocupado. – Isso é uma brincadeira não é?
– Nada é brincadeira Junior! – Declarou Ally. – Ele está tentando nos matar sem levar a culpa. Fa-Façam alguma coisa, filhos de Hefesto.
– O que? Vamos atacar a parede? Jogar ácido nela?. – Disse eu, rindo.
– Claro que não irmão. Espera... Você tem algo de metal aí? Posso tentar fazer alguma coisa.
– Tenho... Quíron disse para eu trazer um pedaço de metal para a missão, pode ser útil.
– Ótimo... Vai ser útil. — Disse Beckendorf.
– Eiii...- Gritou Jano. – Eu dei uma escolha a vocês, não dei tempo para ficar discutindo. Seus pais não o deram o poder de tomar decisões? Vocês são incompetentes? A vida é feita de escolhas, se não fizerem, não poderão prosseguir.
Dando de ombros, meu irmão disse:
– Me dê uma barra dessas... deixa eu colocar em prática alguns anos de trabalho nas forjas do nosso pai...
Ele então pegou sua mochila do Avenged Sevenfold e utilizou vários objetos, como fios, imãs, aços e máquina de solda à pilha. Quando ele terminou, não reconheci o objeto... mas ele disse que era um detector de metais com 50 metros de distância de detecção.
– Whoaa!! Mas para quê e como vai usar isso? – Perguntei.
– Desistam de tentar fugir dos seus deveres semideuses! – Jano esbravejou. Vocês têm medo de arcar com as consequências de suas atitudes? Vocês ainda não são homens de verdade!
Eu tive vontade de surrar a parede, mas me contive.(Eu ia acabar com a mão doendo, é claro!) Perguntamos a ele como funcionava aquilo, e ele respondeu:
– Simples. O caminho que a máquina detectar metais, esse é o caminho errado, pois todo mundo que entrou nele morreu certo? Então seus pertences logicamente ficaram lá, e como metais não somem tão fácil, a máquina irá detectar eles. – Explicou Beckendorf, mais calmo. — Entenderam cabeças de pedra?
– Uau! Genial irmão. Parece até filho de Atena também.
– Nosso pai gosta de ser estrategista também, eu acho. — Riu ele.
Beckendorf foi até a entrada da porta do lado esquerdo e colocou o detector de metais, e deu positivo, tinha uma boa porção. Mas, para nossa tristeza, o lado direito também tinha metais. Nosso plano já era, pois se entrássemos numa delas, estaríamos mortos.
– Bem, estamos presos. – Falei. – Não temos mais lugar para ir.
– Acho que temos um. – Falou Ally. – A boca de Jano.
– Tá louco?! Aí vamos morrer de vez.
Ele franziu a testa e curvou a cabeça.
– É isso aí galera!! Podem vir até aqui na minha boca, vou adorar! – Jano sorriu.
– Meu senso de direção aponta para o centro como mais distante... e não para os lados. – Explicou Ally.
E realmente, Beckendorf, duvidando de Ally, colocou o detector de metais perto da boca de jano, e o detector de metais não apontou para a boca dele. Depois de pensar um pouco sobre aquilo, eu disse:
– Eu estou com Ally. – Falei, decidido.
Beckendorf suava, arfava e suspirava, tentando pensar melhor nessa decisão, mas finalmente, ele concordou com nós.
– Ehh... tá, tá, então vamos nessa! Beckendorf sorriu.
Avançamos correndo em direção à boca de Jano aberta na parede e pulamos nela... lembro de ter escorregado em um túnel imenso, e desmaiei, eu acho.
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