Broken Trust - Season 2
3 Forças de contato
Notas iniciais
Fiquei meio enrolada pra fazer esse capítulo porque essa vida ingrata de pré universitária tá uma bagunça danada. Então aqui vai aquele pedido básico de desculpa pela demora, rs.
Obrigada pelos reviews de quem sempre comenta, de quem deu uma rápida fugidinha dos afazeres p/ poder comentar (rs), e de quem acompanhou a primeira temporada e acabou não comentando lá mas deu o ar da graça nessa aqui. ^^
Enfim, chega de falar, e vamos à fic. Boa leitura.
(capítulo feito com pressa e sem revisão, portanto, relevem os erros.)
Soul Eater POV
Maka respirava de forma pesada, proporcionando assim que eu sentisse o aroma de seu hálito floral de baunilha escapar por entre o beijo. Em certo momento, desuni nossos lábios e passei a trilhar um caminho de beijos sutis até a base do pescoço da loira, que contorcia de leve o corpo e possuía um delicado arrepio na pele. Levei minhas as mãos até a clavícula de Maka, por baixo de suas vestimentas, e deslizando as mãos até os ombros dela, consegui fazer com que as mangas da fina blusa se abaixassem, assim deixando o busto da loira exposto. Antes que eu abaixasse mais sua blusa, Maka voltou a protestar, ainda resistindo.
– Soul, não... – Ela sussurrou por entre alguns arfares. Fitei seu rosto ruborizado e a silenciei com um rápido beijo.
– Está com medo de quê? – Indaguei meio rouco, com a testa colada na dela, fitando bem de perto suas íris esmeralda.
– E-eu não s-sei. – Balbuciou Maka, enquanto abaixava as pálpebras por direcionar o olhar para baixo. No mesmo instante, peguei-a pelo queixo com uma das mãos e reergui sua face, fazendo-a voltar a me olhar.
– Não precisa temer, eu serei cuidadoso. Eu prometi que sempre iria cuidar de você, lembra? – Proferi com tom de ternura na voz.
A loira nada respondeu, apenas continuou me olhando com o semblante corado. Dei procedência ao beijo, enquanto acalentava seu corpo com um breve abraço. Assim que desvencilhei-nos do afago, ergui o tronco, ficando de joelhos sobre o sofá, e retirei minha blusa, jogando-a em qualquer canto do chão em seguida. Voltei até Maka, que agora estava um pouco mais deitada no sofá, e me coloquei entre suas pernas que ainda estavam flexionadas, demonstrando tensão. Com um leve toque das mãos, deslizei ambas sobre os joelhos da loira até o fim de suas coxas, fazendo com que a penugem alourada e quase imperceptível dela se eriçasse devido aos seus arrepios. Ao alcançar os quadris de Maka com as mãos, me agachei um pouco mais e depositei um brando beijo em sua barriga estreita, abaixo de seu umbigo. Senti as mãos dela empurrarem um pouco meus ombros, como se quisesse me afastar, demonstrando o quão insegura ela ainda se sentia. Segurei-a com carinho e beijei cordialmente as costas de uma das mãos dela. Em seguida lancei o olhar para cima, na direção do rosto de Maka, e lhe estendi um terno sorriso, na tentativa de fazê-la recordar da minha promessa sobre sempre cuidar dela. Por fim, a loira inclinou a cabeça para trás, deitando-a no braço do sofá, como se declarasse estar rendida. Aproveitei o momento e continuei o que fazia antes. Desci um pouco o corpo, levantei a saia de Maka, e na sequência, retirei sua peça íntima inferior, sempre com muita sutileza para que a garota não se sentisse invadida. Sem mais delongas, abaixei o rosto e passei a selar alguns breves beijos na virilha esbranquiçada de Maka, provocando alguns suspiros na loira. Logo depois, passei a percorrer a intimidade dela com a língua, sentindo a região levemente úmida. Iniciei um sequência de sucções que estimulavam a área mais sensível do corpo de Maka, que agora arqueava as costas e emitia alguns gemidos baixos. Interpretei aquilo com um bom sinal, e dei procedência aos atos, agora penetrando o dedo indicador na pequena entrada de sua intimidade. Tal ato duplicou a intensidade dos arfares e gemidos da loira, e em poucos segundos, senti um líquido viscoso emanar dela, acabando por melar meu dedo e minha língua. Um sorriso automático esboçou-se em minha face, por finalmente ter conseguido fazer Maka se entregar por completo. Subi o corpo até ficar na altura de Maka novamente, e comecei a levantar a blusa dela, surpreendentemente ganhando o auxílio da loira, que parecia querer se livrar logo daquelas roupas. Assim que a vestimenta dela estava jogada ao chão, passei a desabotoar seu sutiã preto de renda. Logo que obtive êxito, percorri com a língua o mamilo rijo de um de seus seios e o abocanhei sedentamente em seguida, enquanto massageava o outro com urgência. Maka começou a entrelaçar seus finos dedos em meus fios grisalhos, enquanto gemia de forma que me deixava ainda mais excitado. Desuni minha boca de seu seio, deixando um fio de saliva pender entre eu e ela por um instante, e depois levei as mãos ágeis até a saia de Maka, que ainda não havia sido retirada. Arranquei a peça de roupa dela com velocidade, por não aguentar mais me segurar dentro de minhas calças. E antes que eu começasse a retirar minhas vestes inferiores, notei Maka se erguer e fazer isso por mim. Ela abriu o zíper da calça e tirou com urgência a peça jeans de meu corpo. Antes de jogar a roupa no chão, ela pegou um preservativo no bolso de minha veste, e depois se livrou da calça, largando-a no chão. Assim que voltou até mim, suas mãos ágeis retiraram minha cueca box num átimo, fazendo com que todo o volume contido antes agora fosse revelado. Eu estava surpreso com a repentina mudança de comportamento de Maka, mas como ela estava se saindo bem, deixei que ela continuasse no comando. A loira abriu o preservativo e, antes de colocá-lo em mim, ela levou a boca aberta até meu membro ereto e o chupou com vontade. Eu soltei um urro rouco ao me sentir dentro da boca úmida e quente dela. Antes de me tirar de dentro dela, Maka raspou de leve os dentes em minha glande, me levando ao êxtase imediato. Depois senti as mãos suaves dela deslizando pelo meu membro ereto, e notei que ela finalmente colocava o preservativo em mim. Maka repousou as duas mãos em meu peitoral, passando sobre a velha cicatriz que ali eu carregava, e começou a me pressionar, fazendo com que eu reajustasse minha posição, até que eu acabasse sentado, com as costas coladas no sofá. A loira sentou-se em meu colo, passando as pernas flexionadas ao redor de meu corpo. Pedi para que ela se levantasse novamente, e assim que fui atendido, segurei meu membro rígido para cima, e assenti com um gesto que sinalizava para Maka sentar-se ali. Ela mordeu o lábio inferior, e voltou a sentar-se sobre mim, desta vez em meu falo ereto. De início a loira foi bem devagar, fazendo com que ambos sentíssemos cada centímetro daquela penetração. A garota gemeu de dor quando eu finalmente estava por completo dentro dela. Dei alguns segundos para que ela se acostumasse com a sensação, e depois a agarrei pela cintura, fazendo com que ela se mexesse. Começamos por movimentos lentos, mas assim que Maka se habituou à penetração e pareceu parar de sentir dor, ela começou a cavalgar rapidamente em meu colo, aumentando o ritmo frenético das estocadas. Seus seios começaram a balançar para cima e para baixo enquanto pressionavam meu peitoral nu. O som de nossas coxas batendo durante a subida e decida dos movimentos de Maka aumentavam ainda mais o tesão. Agarrei as nádegas da garota, passando a auxiliá-la na velocidade dos movimentos. Eu estava no ápice, com a adrenalina correndo solta por todo o corpo. Senti a respiração quente da loira em minha nuca e notei que ela agora me abraçava com firmeza, sem cessar os movimentos de sobe e desce. Ela gemia forte ao pé de minha orelha, me deixando louco de desejo. Em certo momento, quando os movimentos tomaram uma velocidade alta, dei uma última estocada mais forte do que as outras, senti a onda de orgasmo me atingir, e o prazer transbordar em mim. Poucos segundos depois, senti Maka estremecer sobre mim, em sinal que também havia chegado ao ápice. Ela largou o corpo sobre o meu, e afundou a cabeça na curva entre meu pescoço e meu ombro. A loira respirava pela boca, em sinal de exaustão. Eu a abracei, também arfando exausto, e beijei sua cabeça alourada enquanto acariciava com ternura suas costas nuas.
。。。
Maka POV
Acordei em meio a vários lençóis e cobertores, sobre a cama larga que eu tinha costume de dividir com Soul. Me auto-analisei e percebi que estava vestindo uma blusa do grisalho, que ficava grande e um pouco larga em mim. Presumi então que o rapaz deve ter me colocado pra dormir ali na cama, pois eu não me recordava de ter me levantado do sofá. As cortinas do quarto estavam fechadas mas, por serem finas, alguns raios solares conseguiam adentrar o quarto, tornando o ambiente parcialmente iluminado. Fitei o relógio em cima do criado mudo, notando que eram 8:00 da manhã, e que um novo dia já havia raiado. “Eu dormi a tarde e a noite toda?” Indaguei mentalmente espantada comigo mesma. Quando rolei na cama e me virei para o lado oposto, notei que Soul estava sentado na beira do colchão, virado de costas para mim. Ele estava sem camisa, apenas com uma calça de moletom preta, com as costas levemente curvadas para frente por estar apoiando os cotovelos sobre as pernas. Ele estava segurando alguma coisa que eu não conseguia ver bem o que era.
– Ohayou. – Proferi em meio a um bocejo enquanto espreguiçava de leve. Soul não respondeu e continuou imóvel. – ... Soul? – Balbuciei por estranhar o jeito quieto dele.
Ele continuou sem dizer nada por alguns segundos, mas depois finalmente deu algum sinal de vida. Ele suspirou pesado e, ainda sentado, se virou em minha direção.
– Por que você pegou isso, Maka? – O grisalho questionou enquanto erguia no ar o pequeno envelope de convites dado por Wes. Eu engoli seco ao ver o objeto nas mãos de Soul, pois eu havia guardado escondido no bolso do short, mas devo ter deixado cair ao trocar de roupa. Ainda silenciosa, voltei a fitar Soul, que tinha uma expressão nada contente em sua face.
– Eu não sei... Pensei que você poderia mudar de ideia e querer ir. – Tentei justificar.
– Eu já falei que eu não vou. Ponto final. – Disse Soul rígido.
Ele jogou o envelope no chão, ergueu-se da cama num solavanco e saiu do quarto em passos pesados. Imediatamente, eu me levantei com pressa e corri atrás dele. O grisalho já estava no meio do corredor, mas bastaram alguns passos largos para que eu o alcançasse. Agarrei um de seus antebraços e o forcei a virar-se em minha direção.
– Você não vai ficar bravo comigo por causa disso, né? – Indaguei assim que consegui entrar em contato com seu olhar.
– Não, mas vou se você continuar insistindo nessa ideia.
– Então só me diz o porquê de toda essa resistência quando se trata da sua família. – Impus a condição, pois eu não aguentava mais saber que alguma coisa afligia Soul, mas eu desconhecia a causa. Ele bufou e se escorou na parede, com uma das pernas dobradas e as mãos dentro dos bolsos da calça.
– Eu sinto que... – O grisalho hesitou mas, depois de engolir seco, continuou. – Eu sinto que eu fui um erro dentro daquela família. Eu sempre senti que meus pais me rejeitavam. Todo mundo acha que por eu ser o filho mais novo, que eu fui o mais mimado, mas isso é mentira. Eles sempre preferiram o Wes, o querido “filho prodígio” deles. – Soul fez escárnio ao descrever o irmão, com as palavras carregadas de rancor, e depois prosseguiu. – Eles sempre ficavam me comparando a ele, dizendo “Olha só como Wes é bom nisso”, “como ele é bom naquilo”, “como é melhor que você”... Era como se eles dissessem que se eu não fosse um segundo Wes, eu não serviria para nada. Eu tive que viver à sombra desse desgraçado por quase toda a minha vida. Quando eu descobri minhas habilidades de arma/foice, eu senti que finalmente poderia ter algo que meu irmão não seria melhor do que eu. Mas os meus pais simplesmente viraram as costas, pois eles não ligavam. Como uma família de musicistas, eles só queriam saber sobre os talentos artísticos e musicais que eu tinha, mas que Wes sempre era melhor. Foi então que eu decidi ir embora, porque eu não queria mais viver sendo menosprezado por eles. – Soul suspirou ao fim do desabafo. – E agora é como se os três estivessem tentando me fazer voltar a esse tempo... O tempo em que eu era um nada.
“Agora eu entendi; tudo não passava do sentimento de inferioridade de Soul em relação ao irmão.” Conclui mentalmente quando a voz dele se calou. Ao término de suas palavras, notei o grisalho retirar uma das mãos do bolso e usá-la para esfregar as pálpebras fechadas, na tentativa de disfarçar seus olhos marejados. Até nas horas mais difíceis, Soul não largava o machismo e continuava tentando parecer “forte e insensível”. Mas todo mundo sabe que chega uma hora que, até mesmo para o mais durão, fica difícil conter o sentimento de tristeza. Assim, sem pensar duas vezes, avancei até o grisalho e o abracei, em um gesto consolador, deitando a cabeça dele em meu ombro, a fim de que ele se sentisse livre para botar pra fora toda a mágoa que ele guardava. Não demorou muito e eu senti algumas de suas lágrimas quentes molharem a camisa que eu vestia. Deixei que ele ficasse apoiado em mim pelo tempo que ele precisasse, enquanto acariciava sua cabeça por entre os fios de cabelo, e não me movi dali em momento algum. Após alguns minutos, Soul desvencilhou-se do meu abraço e voltou a erguer a cabeça, parecendo envergonhado.
– Eu sou mesmo patético. – Ele disse, rindo de si mesmo, com o olhar cabisbaixo. – Me desculpe por isso.
– Não, Soul. Para com isso! – Exclamei, surpreendendo o grisalho, que dirigiu o olhar desentendido até mim. – Para de se martirizar à toa! Você pode ser foice, death scythe, ou sei lá mais o quê, mas acima de tudo você é humano! Foi feito de carne, alma e emoções... Foi feito pra sentir. Então não precisa se desculpar por nada disso! – Disparei as palavras, brava e ao mesmo tempo consoladora. Soul continuou com a expressão estática enquanto eu continuava, desta vez com o timbre um pouco mais baixo. – E eu entendo esse seu rancor contra seus pais e seu irmão, mas até quando você vai ficar carregando isso dentro de você, deixando que esse sentimento crie raízes e acabe por destruir o seu lado humano? Você precisa enfrentá-los para acabar de uma vez por todas com isso. – Parei de gesticular da maneira frenética que fazia antes e segurei Soul pelas mãos, enquanto finalizava minhas palavras com o olhar fixo em suas íris carmim. – E você não acha que essa festa é a oportunidade ideal para mostrar a eles que você se tornou alguém digno de respeito?
Minha indagação ficou um bom tempo suspensa no ar. Soul parecia ainda absorver o meu bombardeio de palavras, ao mesmo tempo em que tentava lutar contra o sentimento de rancor latente dentro de si. Por fim, ele suspirou e deu a resposta.
– Tudo bem. Você ganhou, Maka. – Proferiu o grisalho, dando-se por vencido.
Eu sorri contente com a reação de Soul e saltitei comemorativa, dando um rápido beijo nele em seguida.
– Vou arrumar minhas malas então! – Disse animada, me virando de volta para o quarto.
– Mas já? – Exclamou o grisalho incrédulo.
– É claro, eu quero aproveitar a cidade antes de ir pra essa festa. – Respondi, já dentro do quarto, enquanto abria algumas malas vazias e começava a atirar peças de roupas do armário dentro delas.
A mansão dos pais de Soul ficava em Los Angeles, no estado da Califórnia. E só de imaginar as centenas de coisas que eu poderia fazer, e os novos lugares que eu poderia conhecer, eu ficava domada por uma animação interminável. Afinal, essa é uma reação esperada de uma garota como eu, que cresceu numa cidade localizada no meio de um deserto de Nevada, e que agora se imagina em frente ao mar do badalado litoral da Califórnia.
– Ai, ai. – Murmurei em meio a um suspiro, enquanto arrumava as malas, embalada por aquele turbilhão de pensamentos.
– Você ta animada demais pro meu gosto. – Proferiu Soul, que havia se atirado na cama e me encarava debaixo, com o olhar estreito e desconfiado.
– Ah, não posso mais ficar feliz não? – Rebati, depois de atirar um travesseiro na cara do grisalho. – Agora vai arrumar suas coisas. – Continuei colocando as roupas dentro das malas.
– Não sei pra que você está arrumando esse monte de tralha, você só vai poder levar no máximo 3 peças de roupa mesmo. – Ele disse com tom de indiferença enquanto aproveitava o travesseiro tacado na sua cara para deitar a cabeça e dormir.
– Nani?! – Exclamei possessa, fazendo Soul reabrir os olhos assustados.
– É, ué. Nós vamos de moto.
– Ah, não mesmo. Você vai ir comprar nossas passagens de avião agora! – Determinei com convicção, mas logo fui desarmada.
– O aeroporto está fechado para reformas, esqueceu? Se você quiser ir, vai ter que ser de moto. – Soul murmurou, logo depois colocando o travesseiro em cima da cara para poder dormir.
– M-ma-mas... – Balbuciei inconformada. Como eu iria sobreviver em 3 dias na Califórnia com somente 3 peças de roupas? “Que droga.” Reclamei mentalmente, enquanto passei a tentar colocar umas 500 roupas dentro de uma pequena sacola de viagem. “Newton que me desculpe, mas dois corpos vão sim ter que ocupar o mesmo lugar no espaço.”
Notas finais
No mais, prometo que nos próximos capítulos a trama irá se desenrolar mais, e a história ficará uma pouquinho mais interessante, viu?
Agradeço com amor e carinho a todos que leram.
Até a próxima. o/
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