Broken Road
2 Brad
Notas iniciais
[...]
*Na casa do Justin*
– Nossa, que poético. — Falou Justin, após ler o bilhete — esse cara é bom nas palavras, gostei dele!
– O bilhete ta bem legal mesmo. — eu disse dobrando o bilhete e guardando no bolso, novamente.
– E sabe quem é?
– Sei. É o amor da minha vida. Mas em ocasiões intimas chamo ele de "vai! isso! mais rápido" — Eu disse fazendo Justin rir. — Mas de verdade... poxa! Eu quero muito saber quem é o ser que escreveu essas palavras tão bonitas.
– E você não tem nenhuma sugestão nem nada?
– Sei lá... Será que foi o Brad? Ele pode ter reparado que eu não paro de olhar pra ele a aula inteira e começou a prestar atenção em mim. Ou não, pode ter sido outra pessoa. Mas seria legal se fosse o Brad.
– O Brad? Acho que não, hein...
– Ué, vai que é ele. Ontem ele me pediu uma caneta emprestada na aula de desenhos geométricos.
– Uau, grande coisa. Isso não significa nada. — ele disse se deitando no meu colo e jogando os livros pra outro lado. Folgado!
– É, eu sei. Me deixa sonhar, tá?
– Ah, claro. Como aqueles filmes de antigamente: a nerd deixa os livros cair e o jogador de futebol gostosão ajuda ela a recolher os livros. Ela fica mega apaixonada, claro. Até por que, ajudar a recolher os livros do chão é como pedir a caneta emprestada, né? Porém, no final, ela acaba ficando com aquele nerd que sentava no fundo da sala que sempre a amou.
– Ah Justin, você para tá! — Eu disse batendo nele com a almofada. Até parece que eu to sonhando com um conto de fadas só por que o Brad me pediu uma caneta emprestada.
– Ué, vai que no próximo bilhete ele te dá alguma dica de quem ele é?
– Seria bom.
[...]
Terça feira.
Fim da aula de gramática. Poxa, eu gosto da aula de gramática. Quero escrever um livro, futuramente, então presto atenção em cada palavra dita pela Srta. Lagatta -professora de gramática-. Ela é meio de dar sono, sabe? Mas é uma boa pessoa. Simpatizo com ela. É uma das poucas professoras que eu me dou bem. Mas enfim, cheguei no meu armário pronta pra achar mais um bilhete. Tudo bem que eu só recebi um bilhete anônimo até agora, mas nos filmes são vários e todos os dias, não apenas um.
Procurei. Procurei. Procurei de novo. Procurei mais uma vez. E? Nada.
Como? Mas é isso mesmo produção? Não tem nenhum bilhete aqui? Como assim? Poxa. Não quero pensar que ele sem querer mandou o bilhete pra o armário errado. Eu tava tão feliz com as lindas palavras que O amor da minha vida escreveu. Não me toque, to chorosa. Mas vai ver que ele se esqueceu. Ou que ele ainda não escreveu um outro bilhete. Ou alguma coisa do tipo. É, é isso aí. Prefiro assim.
– Que cara é essa? O que foi? — Disse Justin se aproximando, logo já estava pegando os livros pra a próxima aula no armário.
– Não tem nenhum bilhete aqui. Será que O amor da minha vida na verdade é O amor da vida de outra pessoa? Será que ele mandou o bilhete pra o armário errado?
– Acredito que não. Ele não poderia confundir seu armário. Seu armário fica entre o armário de dois meninos. E como ele disse as expressões "garota" e "linda", entre outras que eu não lembro, ele estava falando de uma menina. E você é a única por aqui, então.
– Bem pensado! Você é bom nisso, garoto! Vou te testar. Então vamos ver... ah, já sei. Meu pai e minha mãe são loiros, por que eu nasci morena?
– Você provavelmente puxou a cor dos cabelos de algum ancestral da era do gelo.
– Então é isso! Você é bom mesmo, cara! — eu disse rindo. Ajeitei meus livros nas minhas mãos pra não cair e fui pra a sala de aula acompanhada por Justin.
[...]
*intervalo*
– Não vai ver se "O amor da minha vida" — ele disse imitando minha voz — deixou mais um bilhete no seu armário?
– Ah não enche vai — o respondi de boca cheia — Você falando assim até parece que eu fico bisbilhotando o armário de cinco em cinco minutos esperando um bilhete novo.
– O que? Eu não quis dizer isso, não, magina... — ele disse fazendo cara de vítima. Eu ri.
– Shiu, o Brad ta vindo pra cá, meu Deus, me segura, to no chão. — Eu disse. Estava ficando nervosa a cada passo que ele dava pra mais perto de nós.
– Menos, Kaya. Bem menos. — Ele disse dando um gole no suco dele.
– Oi gente — Falou o Brad se juntando à nós na mesa.
– É... oi.. — eu disse quase meio nervosa. Pô ele é muito gostoso. Justin o cumprimentou com a cabeça.
– Então, falta apenas alguns meses pra o baile de formatura e eu estou responsável pelos atrativos. Então eu estava pensando, Justin, não quer cantar uma de suas músicas lá? — Brad disse tocando no ombro do Justin. Era capaz do Justin não aceitar o convite pelo simples fato de quem estar chamando ele pra tocar no baile não ser ninguém mais e ninguém menos que Brad Broks. Ele é o capitão do time de futebol e Justin não gosta dele. Ele diz que Brad é muito convencido e que se importa mais com seu carro e suas roupas do que com as pessoas em volta. Mas ele é um gostoso, né.
Fale com o autor