Broken Road
3 O amor da minha vida passou pra me dar um oi, de novo.
Notas iniciais

[...]
– Não, não, pelo amor de Deus, tira essa merda.
– Justin, eu adoro essa música.
– Toda vez que eu venho aqui você ta com essa droga tocando. Não enjoa não?
– Não, She Will Be Loved é tipo... é muito... é, é muito. Muito mesmo.
– Não é tanto assim.
– Ah é bastante. eu disse e caímos na gargalhada.
– Mas é sério, não quer me ajudar à ensaiar pro baile?
– Claro. respondi mas você já escolheu a música que vai cantar?
– Ainda não. Sugestão?
– Hm, vou pensar, já pensei, She Will Be Loved. É, vai sei essa. Isso. Ótimo, perfeito.
Quando terminei minha frase, Justin me olhou com uma cara de como se estivesse me falando "vou nem te responder, bitch". Eu ri, e então voltamos a discutir a música que ele tocaria. Claro que eu não deixei de mencionar Ariana Grande, por que, né, ela é.. muito. Então, entrou para a lista. É difícil, vou admitir. Mas é né. E a tarde se passou assim.
[...]
"Fiquei sabendo que você estava interessada em saber quem está escrevendo esses bilhetes pra você. Quer saber quem sou eu. Mas, Quer mesmo saber quem sou eu? A pergunta é: por que quer saber? Por que precisa saber? A graça está no mistério, garota. Mas tudo bem, vou te dar umas dicas, já que quer tanto saber. Bom... Eu sou aquele que te ama, em segredo. Sou aquele que te olha por todo momento. Aquele que carrega na mochila um bilhete não assinado pra colocar no seu armário, pra você saber o quanto eu te amo. Ah, só pra constar, a Beyoncé é linda. E aí, já sabe quem eu sou?
xx O amor da sua vida, que veio, de novo, te dar um oi."
Foi isso. Meu segundo bilhete do cara que me ama em segredo, do cara que me olha por todo momento... É. As dicas dele não foram lá tão específicas né? É, a beyoncé é linda, mas o que tem haver com o que ele estava falando? É, né. Peguei meu livro de química e caminhei até a sala de aula, pensando no que O amor da sua/minha vida escreveu. Ele parece estar tão perto. Por que eu não faço a mínima ideia de quem seja? Mas gente, como assim? Me distanciei dos meus pensamentos adentrando a sala de aula. Avistei dois lugares vazios: um do lado da Nancy e outro do lado do Marcus, o nerd. Me direcionei à carteira do lado da Nancy. Não que eu não goste do Marcus, mas não falo muito com ele, sabe. E ele é bem tímido e tal, e o que eu menos preciso é de alguém inibido pra conversar.
– Oi Nancy. A cumprimentei enquanto colocava minha mochila ao lado da sua carteira.
– Oi Kaya Ela disse olhando o bilhete na minha mão. Que porra, esqueci de guardar. Mas eu ia contar pra ela de qualquer jeito, então não faz diferença. O que é isso?
– Então.
[...]
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