Broken Hearts And Twisted Minds
7 Capítulo 7 - Well, it seems like I was lost
Notas iniciais
Então, temos uma leitora ~~dancinha louca e feliz~~ =D
E por isso, esse capítulo é dedicado a ela, e ao seu aniversário que foi essa semana! Parabéns Amiga Naiara =D
Muitas fel8icidades, Beeh e Lara ;)
Agora, vamos ao capitulo
Musica do Capitulo
So maybe I've got a lot to learn
Or maybe I'm just hanging on my words
Or maybe it's not a big concern
But if I raised my hand
Would I understand why I'm better with you?
(Então talvez eu tenha muito a aprender
Ou talvez eu esteja apenas prendendo as minhas palavras
Ou talvez isso não seja uma grande preocupação
Mas se eu tivesse levantado minha mão
Eu entenderia por que eu estou melhor contigo?)
(Better With You - Five Times August)
Boa leitura !
As semanas foram passando aos poucos, logo já fazia um mês que eu havia me mudado para Londres. Ainda não tinha amigos e nem os queria. Arthur era o único que se importava de estar ao meu lado mesmo eu o tratando mal. Nunca mais voltei na casa dele e evitava ir a casa da minha avó para não encontrá-lo. É eu sei que eu estava errada, ele só queria ser meu amigo e me ajudar. Mas eu não queria que ele descobrisse e consequentemente a escola, sobre a morte de Johnny e o motivo de eu ter me mudado para a Inglaterra. Eu não tenho outro lugar para morar e não vou voltar para Nova York.
- Bom dia Anne!
- Bom dia Arthur. Como você esta?
- Não muito bem ainda. Vou ter que tomar alguns remédios.
- Eu disse pra você não sair naquele frio de sábado a noite.
- Você não quis ir comigo.
- Por isso eu não estou doente.
- Nunca vi garota mais chata que você Anne Campbell.
- Quem quis ser meu colega foi você Arthur Cooper.
- Faz um mês que nos conhecemos e você ainda me chama de colega?
- Acostume-se meu querido. Agora vamos pra aula. Não quero chegar atrasada na aula do senhor Morgan.
Já acordou com aquela sensação de que alguma coisa no seu dia vai dar errado? Eu me sentia assim naquele dia. Estava pressentindo que dali em diante eu não seria mais a mesma. As máscaras iriam cair.
- Anne eu nunca vi você fazer uma refeição completa. Você está querendo ser uma bulimica? — ele me fez engasgar com aquele comentário — você até se engasgou com o ar.
- Você é maluco Arthur. Eu? Bulimica? Nos seus sonhos. Para de me perturbar e vai ficar com seus amigos, anda. Nós ainda temos uma aula juntos.
E ele foi mesmo ficar com os amigos. Será que ele estava certo? Não. Eu não sou bulimica. Apenas cuido do meu corpo do meu jeito.
Fiquei sozinha cutucando o bolinho em meu prato até que Kelly, a menina que não ia com a minha cara e que era muito amiga de Arthur foi falar comigo.
- Olha só o que eu descobri Anne. Você veio para Londres porque matou o próprio namorado em Nova York. Bela maneira de fugir das responsabilidades. — ela havia jogado algumas folhas impressas de um jornal local nova-iorquino onde tinha as fotos do acidente.
- Como? Por que você esta me mostrando isso? Como você conseguiu?
- Fácil, eu procurei pelo seu nome na internet. Depois liguei para esse jornal e me informei sobre esse acidente. É fácil achar as coisas sobre as pessoas quando essas pessoas têm um pai e uma mãe famosos.
- E o que você quer com isso?
- Que você se afaste do Arthur.
- Por que eu faria isso?
- Por que caso você não se afaste eu vou mostrar isso para todos no colégio.
- Por que você quer que eu me afaste do Arthur?
- Por que eu gosto dele e desde que você chegou, ele não fala comigo.
- O que esta acontecendo aqui? — Arthur chegou à mesa e Kelly pegou todas as folhas imediatamente.
- Nada — eu respondi.
- Pensa no que eu te disse ok, querida? — a piranha disse e saiu.
- O que a Kelly te disse Anne?
- Nada Arthur. É melhor eu entrar. As aulas já vão começar.
Por dentro eu odiava ser grossa com Arthur, mas eu comecei a perceber que era mais do que necessário.
Eu queria evitar o contato com Arthur, então matei nossa aula de história da arte e me escondi no campo de futebol. Era ótimo não ter um celular naquele momento por que provavelmente ele me encheria de mensagens. Eu já percebi que ele não larga do celular. Todos os meus meios de comunicação ficaram em Nova York com a minha mãe, e por falar nela, eu já estava sentindo falta.
Ao fim das aulas eu saí o mais rápido possível da escola e consegui. Fui direto pra casa com o motorista do meu pai que estava me esperando.
Meu pai estava em casa então eu aproveitei pra usar o seu notebook e ver as tais reportagens. E todas estavam lá.
Acidente na estrada mata motorista
Nesta sexta-feira (29) um casal de adolescentes sofreu um acidente que deixou duas pessoas feridas e uma morta. O carro onde estavam Johnny Edwards (18) filho de Steve Edwards, presidente das empresas Edwards ltda., e Anne Campbell (17), filha de Emma Bittencourt produtora musical e Matthew Campbell dono de uma empresa de exportação inglesa, chocou contra a caminhonete de um comerciante local.
Johnny morreu ao chegar ao hospital, Anne entrou em coma e o comerciante foi internado com ferimentos leves. Amigos próximos do casal afirmam que eles saíram brigando de uma festa em Nova Jersey, onde Anne ameaçava Johnny. Os mesmo amigos afirmam que Anne possa ter provocado o acidente, mas sem provas, a menina foi liberada de qualquer investigação, até mesmo por parte da família de Edwards.
Eu não acreditei. Meus pais nunca me falaram sobre isso.
Imprimi a página e desci correndo para a sala-de-estar que era onde meu pai estava com sua secretaria.
- Por que vocês não me falaram? — eu pedi gritando.
- Anne acalme-se. Do que você esta falando?
- Disso papai. Eu estou falando disso — disse e joguei os papéis no colo dele.
- Anne, como você ficou sabendo?
- Isso não interessa agora. Eu quero saber por que vocês não me contaram que tinha saído nos jornais?
- Minha querida, nós não queríamos que você visse as fotos do acidente e se sentisse culpada.
- Mais culpada do que eu estou é impossível.
- Kate, eu te ligo mais tarde para checar minha agenda de amanhã. Obrigado por enquanto — ele disse para sua secretaria e nós esperamos até que ela saísse — Anne fique calma. Você entrou em coma com o acidente. Estava tão frágil. Nós queríamos poupar você de tudo. Por isso sua mãe sugeriu que você viesse para Londres morar comigo e com sua avó.
- Pai eu me sinto pior do que nunca. Eu só achava que meus amigos não estavam do meu lado. Agora eu tenho certeza.
- Anne me escuta. Você não matou aquele garoto.
- Pai você é quem não esta me escutando. Eu matei o Johnny. Nós estávamos brigando e ele não queria me deixar sair do carro então eu comecei a bater nele e foi quando ele perdeu a direção do carro. Agora você acredita que eu tenha o matado?
- Anne eu não sabia disso.
- É papai. Agora você sabe que realmente tem uma filha assassina. Satisfeito? Eu vou sair. — eu disse e deixei-o na sala, subi para o meu quarto.
Eu não sabia o que estava fazendo mais fiz. Liguei para minha avó e pedi o número de Arthur. Logo eu estava saindo de casa para encontrar com ele.
-
Eu estava sozinho em casa, minha mãe estava na empresa e eu não tinha nada para fazer já que os treinos não haviam começado. Foi quando o telefone tocou e eu atendi, e do outro lado uma Anne desesperada cuspia as palavras que eu não entendia. Só compreendi que deveria encontrá-la e então eu fui.
- Anne o que aconteceu? Você estava tão aflita no telefone.
- Arthur eu sou uma pessoa horrível — ela disse aos prantos.
- Hey calma. O que aconteceu?
- Você vai me odiar se eu contar e eu não preciso disso agora. Me abraça?
Então eu a abracei e ela chorou até quando não tinha mais lagrimas. Eu fazia carinho nos cabelos dela enquanto ela soluçava ainda me abraçando. Foi quando eu resolvi quebrar o silêncio, sem a soltar.
- Anne agora vamos conversar. Você vai falar e eu só vou ouvir, prometo. Confia em mim.
- Não, eu não quero falar.
- Pode parar de teimosia que comigo você não enrosca. Vai falar sim! De hoje não passa, não sou eu quem precisa dessa conversa, é você!
- Você vai me odiar se eu contar, e eu não quero isso.
- Anne eu não vou te odiar. Eu quis ser seu colega.
- Eu sei que você vai me odiar. Até o meu pai já esta começando a duvidar.
- Anne não enrola mais. Conta logo.
- Eu vim morar em Londres porque eu matei meu namorado.
- Você esta brincando não é? – eu soltei um pequeno riso.
- Antes fosse brincadeira. Eu matei meu namorado mesmo. Eu o encontrei me traindo em uma festa dos nossos amigos e sai ameaçando ele, falando que eu queria que ele morresse. Aí ele me colocou no carro dele e eu querendo sair comecei a bater nele e ele perdeu a direção do carro e bateu em uma caminhonete. Arthur eu matei meu namorado! – ela falava tão desesperadamente, como se temesse que eu a julgaria, ou nunca mais olharia na cara dela.
- Hm deixa eu ver, seu namorado te traia, bate o carro e você matou ele? Anne você não acredita mesmo que a culpa seja sua, acredita? – eu disse analisando tudo.
- A culpa é minha Arthur!
- Não, a culpa não é sua Anne!
- Arthur você entendeu o que eu disse? Eu matei meu namorado. Eu provoquei a morte dele e quase a minha também. Eu o fiz bater o carro enquanto dirigia.
- Anne você estava nervosa. O que mais alguém nervosa pode fazer?
- Arthur me ouve. Por que ninguém entende o que eu digo?
- Eu ouvi e entendi o que REALMENTE aconteceu.
- Então sabe que eu sou uma assassina.
- Ei eu disse que entendi o que aconteceu, e não que tinha aceitado essa sua tese maluca de ser culpa sua Anne. Você não consegue pensar é? Ei tem alguém ai? – eu disse dando pequenas batidinhas em sua cabeça e ria tentando fazê-la rir também.
- Se você vai ficar rindo da minha cara, bom fique ai – ela disse e saiu andando.
- Anne espera, eu sei que não foi sua culpa ok? Foi um acidente, uma fatalidade. Ele mereceu uns tapas e você deu, agora ele ter batido o carro foi realmente uma fatalidade. Ninguém ia evitar. Se Deus escreveu assim, ia ser de qualquer jeito, você estando lá ou não, vocês brigando ou não.
- Para Arthur. Não quero que ninguém faça eu me sentir melhor. É por isso que eu não quero ter amigos, porque eu privei o Johnny de ter os dele. Arthur ele estava prestes a entrar na universidade. Ele já havia sido aceito. E eu o matei.
- Anne. Você. Não. O. Matou.
- Arthur. Sim. Eu. O. Matei.
- Você. Não. O. Matou.
- Cara você é tão idiota tentando fazer eu me sentir melhor só porque quer ser meu ''colega''. Aceita a verdade que é mais bonito.
- Já aceitei a verdade de que foi um acidente e você foi julgada pelas mentes pequenas de NY e se acha a culpada mesmo não sendo.
- Eu estou começando a me sentir melhor e eu não quero isso.
- Anne você precisa se perdoar. Eu não posso fazer isso por você.
- Mas eu não quero. Eu não vou me perdoar. Johnny não me perdoaria se ele estivesse vivo.
- Quer saber? Pra mim esse Johnny era um idiota, e olha, é menos um. Ele te fazia sofrer quando estava vivo e nem agora te deixa em paz?
- Como você afirma com tanta certeza que ele me fazia sofrer?
- Da pra ver nos seus olhos — eu disse colocando as mãos no rosto dela fazendo com que ela me encarasse — eu posso apostar.
- Se ele me fizesse sofrer eu não teria ficado com ele por dois anos.
- Mas como estava seu namoro antes do acidente? Por que ele foi pra essa festa sozinho? Se eu fosse seu namorado jamais deixaria você e sairia sozinho. Para de ser teimosa, se enganar, se atormentar, se culpar...
- Não!
- Ai meu Deus! Por que a gente esta discutindo? Você não ouve ninguém mesmo. Você não muda de opinião? Você é assim? Eu também e eu não mudo! Sei que você não o matou e ponto – eu disse firme, e não iria ceder.
- Como quiser, seja amigo da assassina então.
- O que? Eu ouvi direito? Fui promovido a amigo?
- Colega, amigo, é quase a mesma coisa...
- Amigo, amigo, amigo!
Ela sorriu.
- Você foi promovido a amigo por que consegue me fazer sorrir assim mesmo quando eu me sinto a pior pessoa do mundo.
- Você só se sente assim porque quer. Mas agora comigo aqui eu não vou nunca mais te deixar sofrer. Vou ser pra você o que esse tal Johnny nunca foi. Eu vou ser seu amigo. Um amigo que você nunca teve e nunca mais vai precisar de outro.
- Obrigada por estar aqui comigo.
- Eu sempre vou estar. — eu disse e a abracei de novo.
-
Eu fiquei muito tempo ali, eu poderia passar horas no abraço do Arthur sem me cansar.
- Anne...?
- Me deixa ficar aqui mais um pouco? Eu preciso do seu abraço. Eu gostei dele desde a primeira vez que você me abraçou.
- Eu também gosto de ter você nos meus braços.
- Arthur por que você se importa tanto comigo? Você nem me conhecia e quis ser meu amigo.
- Eu consigo perceber quando alguém vai precisar de mim e eu gostei de você assim que te vi.
- Mas você disse que eu não fazia o seu tipo.
- E não faz. Nossa relação é de amizade Anne. Não confunda isso — ele disse num tom brincalhão.
- E quem disse que eu quero algo além com você? Você também não faz meu tipo. Na verdade ninguém mais vai fazer. Não quero correr o risco de matar outro namorado caso aconteça algo no nosso namoro.
- Já vi que não vou conseguir livrar você tão cedo dessa culpa. Hm nosso namoro... — Arthur murmurou e sorriu e eu fingi não ter ouvido.
- Arthur eu não quero voltar pra casa agora.
- Vem, vamos dar uma volta — ele me estendeu a mão e eu a peguei.
Parecia a coisa mais errada a se fazer, mas eu não estava me importando. Eu estava feliz por estar com Arthur e ter ele ao meu lado. Eu não me sentia bem daquela maneira há meses.
Conhecer Londres ao lado de Arthur estava sendo muito legal. Ele me levou pra fazer as mais diversas coisas e eu estava amando.
Às nove da noite eu ainda não tinha voltado para casa e não tinha ninguém atrás de mim. Mas tinha alguém atrás do Arthur.
- Era minha mãe perguntando se você estava comigo.
- Por que ela queria saber se eu estava com você?
- Sua avó e seu pai estão preocupados com você.
- Droga eu sabia que estava esquecendo de alguma coisa. Não quero voltar.
- Por que você não passa a semana na casa da sua avó? Vai ficar longe da sua casa e perto de mim.
- Você se acha não é garoto?
- Anne é para o seu próprio bem ficar perto de mim. Nós podemos ir juntos para a escola. Eu posso te ajudar com as matérias. Eu vi que você foi muito mal na prova de física avançada.
- Esta bem Arthur. Você me convenceu. Vamos para a casa da minha avó.
Ele parecia estar mais feliz do que eu quando concordei em ficar na casa da minha avó. Eu sabia que estava assinando minha sentença de morte. Talvez só Arthur ficasse do meu lado depois que o colégio soubesse do que eu fiz. Eu estava disposta a nunca perder a companhia de Arthur mesmo que isso custasse a minha paz.
Notas finais
Eu, Larissa, já disse que sou apaixonada pelo Arthur?
Bom, então estou dizendo, EU AMO ESSE GAROTO E QUERIA Q ELE FOSSE DE VERDADE E FOSSE MEU!!!!!
Obrigada por lerem, beijinhos =*
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