Broken Hearts And Twisted Minds

8 Capítulo 8 - The reason why I smile


Notas iniciais
Oi Cara de Boi ;)
Desculpa a demora, semana complicada. But, estou aqui now!
Capitulozinho água-com-açúcar foforomanticuzinho *-*
Musica do Capitulo
And that's why I smile
It's been a while
Since everyday and everything has felt this right
And now
You turn it all around
And suddenly
You're all I need, the reason, why
I smile
(E é por isso que eu sorrio
Fazia um tempo
Que os dias e as coisas não eram tão bons
E agora
Você virou o jogo
E de repente,
Você é tudo de que preciso, a razão pela qual
Eu sorrio)
(Smile - Avril Lavigne

No dia seguinte eu fui com Arthur para o colégio e adorei andar no carro dele, mas o problema começou quando nós saímos do carro e todo mundo nos olhava. Parecia que eu era uma estranha e parecia mais estranho ainda eu estar ao lado de Arthur.

- Posso voltar pra casa?

- Não sou o tipo de cara que mantém amizade com pessoas covardes.

- Arthur eu não sou covarde. Eu matei um cara você se lembra? O problema é que todo mundo esta nos olhando e eu não quero chamar a atenção.

- Ok Anne. Fica sozinha então. A gente se fala daqui a pouco — ele deu um beijo no meu rosto e saiu.

Arthur me deixou sozinha. Alguém acredita nisso?

Fui buscar meus livros no meu armário, mas alguém estava lá antes de mim.

- O que você quer?

- Parece que você não ouviu o que eu te disse. Hoje você chegou com o Arthur no carro dele.

- Você não esperava mesmo que eu me afaste do Arthur apenas porque ele não esta mais falando com você.

- Eu espero e exijo que você faça isso.

- Olha se você fosse tão boa assim, não precisaria de tudo isso pra ter o Arthur. A minha presença aqui não faria nenhuma diferença, porque se o Arthur quisesse você, vocês estariam juntos agora. Mas parece que você não é assim tão importante pra ele.

- Olha aqui garota...

- O que esta acontecendo aqui Kelly? Por que você esta gritando com a Anne? — ouvi a voz de Arthur atrás de mim.

- Acho que nada, não é Anne? — ela respondeu.

- Vamos ser claros. A Kelly estava me contando que ela gosta muito de você Arthur — eu disse me virando para ele — mas ela esta com medo de eu roubar toda a sua atenção só para mim.

- Kelly eu também gosto de você. Não se preocupa. Agora vamos pra aula Anne?

- Claro Arthur. Até mais Kelly — eu disse e segurei na curva que Arthur tinha feito com o braço.

- Era aquilo mesmo que estava acontecendo Anne? — Arthur perguntou desconfiado.

- Claro que não. Ela realmente gosta de você, mas exigi que eu me afastasse, por que eu separei a amizade de vocês. Nossa não agüento mais implicâncias comigo.

- A Kelly já foi legal. Nós éramos amigos, mas a popularidade subiu a cabeça dela. E eu não gosto de hipocrisia.

- Vai à minha casa hoje estudar física comigo?

- Só se você disser que me ama e não vive sem mim.

- Eu ouvi direito? Você quer que eu diga que te amo e não vivo sem você?

- Exatamente.

- Eu não vou dizer.

- Então eu não te ajudo.

- Eu te amo e não vivo sem você.

- Anne como você é mentirosa e interesseira.

- Ah. Você que pediu que eu dissesse.

- Quero que você diga isso apenas quando for verdadeiro.

- Arthur — eu o parei.

- Que foi? Nós estamos atrasados.

- Eu te amo e não vivo sem você. E isso é de verdade.

- Também te amo mocinha — ele disse e me abraçou dando um beijo na minha testa.

De uma coisa eu sabia. Se continuasse desse jeito eu me tornaria completamente dependente de Arthur e isso não era nada bom. Não pelo Arthur, mas por mim. Eu sei como eu sou e me apego fácil as pessoas e eu não queria tomar a vida de Arthur para mim.

Arthur era... Sabe, independente, até emocionalmente. Era incrível como ninguém o abalava, mas ele gostava de mim. É ele gostava, e isso me trazia a culpa e o orgulho por ter dele esse sentimento. Ele era muito seleto e sistemático com as coisas e pessoas. Ele só era amigo daqueles que admirava e era bom saber que alguém ainda admirava minha personalidade meu caráter, mesmo eu tendo errado tanto e ter feito coisas horríveis. Ele era meu amigo e aquilo me incomodava e me acalmava ao mesmo tempo, era um misto de culpa e prazer.

- Anne a aula acabou — Arthur chamou minha atenção.

- Hã? Ah, nossa! Já saiu todo mundo?

- Descobri por que você foi mal na prova. Fica aí brisando e não presta atenção na aula.

- Arthur me dá um tempo vai. Não implica.

- Olha o jeito que você fala comigo garota.

- Desculpa. Eu estava pensando em umas coisas nada legais.

- Não era naquele seu namorado encosto não é?

- Não, não era nele. Pela primeira vez não era nele.

- O que era então?

- Coisas de menina.

- Ok então. Vou pra minha sala. Fica bem sem mim — ele me deu to beijo no rosto e saiu.

As outras aulas foram tranqüilas. Consegui sobreviver a todas elas. No almoço fui para a minha mesa de sempre esperar por meu amigo.

- Anne olha o que eu trouxe pra você — Arthur disse animado chegando com sua enorme bandeja na mesa.

- O que?

- Comida. Eu sabia que sua bandeja estaria vazia então eu trouxe mais.

- Arthur você sabe que eu não vou comer.

- Vai sim.

- Como você vai me obrigar? E nem venha com a sua chantagem de não me ajudar com física por que eu me ferro, mas não como tudo isso.

- Eu adoro a sua personalidade, mas ela me irrita de vez em quando. Come pelo menos esse sanduíche?

- Só o sanduíche.

Eu não sabia o quanto de fome eu tinha até comer aquele sanduíche inteiro em menos de dois minutos. Arthur só me olhava devorar e não falava nada.

- Você quer me falar alguma coisa?

- Eu quero confessar uma coisa.

- Então fala.

- Eu sabia sobre o acidente.

- Como assim?

- Sua avó comentou com a minha mãe que você estava se mudando pra Londres por que tinha perdido o namorado em um acidente. Mas eu não sabia que era você. Eu só liguei você a sua família quando te vi sentada na calçada da minha casa.

- E mesmo assim quis ser meu amigo?

- Sim.

- Você viu as imagens sobre o acidente e toda a reportagem na internet?

- Vi.

- Então foi por isso que você falou que as pessoas de Nova York são mentes pequenas. Você já sabia. E agora a escola integra esta prestes, a saber.

- Por que a escola inteira? Tem mais alguém que sabe sobre o acidente?

- O problema de ser um aluno novo é que as pessoas sempre vão saber da sua vida, mesmo que você não queira.

- Se você me disser quem sabe eu possa ajudar.

- Não precisa se envolver em mais isso na minha vida Arthur. Eu já te alugo demais. Não se preocupa não é nada. Agora eu vou indo. Acho que to passando mal com o sanduíche que você me deu. Até daqui a pouco.

Foi mais fácil me livrar do sanduíche do que das perguntas de Arthur. Aquele par de olhos verdes estava focado em mim e eu não conseguia evitar. E eu acabei me esquecendo de que era com ele que eu iria embora.

- Você vai à minha casa ou quer que eu vá à casa da sua avó?

- Eu vou à sua. Minha avó e meu pai vão estar lá e eles estão loucos pra ter uma conversa comigo.

- Quer sair à noite?

- Pra onde? Não sei. Hoje é sexta. Dia de sair. Conheço vários pubs bem legais.

- Eu posso ver. Te dou a resposta depois

- E agora você vai me falar quem descobriu o seu segredo?

- Não.

- Eu descubro sozinho então.

Não descobre mesmo! Pensei.

Nós fomos embora e não fiquei nem cinco minutos na casa da minha avó. Corri para a casa de Arthur para estudar física avançada.

Passei a tarde com ele, e posso dizer que ele era um ótimo professor, sem contar que tinha o melhor perfume do mundo.

Como prometido na noite passada lá estava Arthur com um imenso sorriso me esperando íamos correr. É eu realmente precisa de algum tipo de atividade física.

- Dormiu bem senhorita? – ele perguntou enquanto me abraçava.

- Sim acho que foi a minha primeira noite realmente bem dormida nos últimos meses.

- Então esta ai o motivo dessa beleza invejável às 7h da manhã.

- Para de me cantar Arthur! — eu dei um murro nele e nos dois rimos.

- Já disse você não faz o meu tipo senhorita convencida.

Começamos a correr às vezes quietos às vezes conversando sobre qualquer coisa, outrora cantarolando alguma canção.

- Anne posso te pedir algo?

- Claro.

- Come direito pelo menos hoje?

- Aaaah – fiz uma careta.

- Vamos ao Herbs — os olhos de Arthur brilharam ao dizer isso.

- Tudo bem, vamos lá.

Chegamos ao tal local era lindo... Com uma decoração medieval. Era bem aconchegante.

Não era grande, o que dava o ar romântico ao lugar. As mesas bem colocadas, com toalhas de seda. Admirava-me aquele ser o lugar preferido de Arthur.

As paredes eram de pedra e a janela dava bem para o London Eye o sol estava dando uma iluminação mais do que perfeita àquele cenário.

- O que vai querer Arthur?

- O de sempre Lisa pra mim e para minha amiga.

- Claro.

Pude observar claramente os olhares da garçonete para ele e o imenso sorriso que ela deu . Certamente ela era bem mais velha que nós.

Logo ela trouxe uma bandeja com panquecas, waffles e café. Deixando bem claro que estava flertando com Arthur. É, eu era observadora demais. Cada hora que passava pela mesa enchia o copo de Arthur e agia como se eu não estivesse lá, e Arthur era apaixonante. Eu perfeitamente entendia porque ela certamente teria uma queda por ele.

- Hmm acabo de confirmar o meu pensamento, você realmente atrai muitas mulheres Arthur.

- Ser um cara bonito, estiloso e tudo mais me traz muitas fãs – ele disse com um sorriso sarcástico.

- Não fique se achando, tudo que se precisa para ter algumas fãs e um pouco de marra, ir aos lugares certos e derramar o seu charme

- E você acha que eu sou charmoso? — ele disse com um sorriso cínico

- Eu diria que algumas mulheres devem considerá-lo charmoso – tentei desconversar.

- Mas você, não... – ele disse com desdém.

- Nós não estamos falando de mim. Estamos falando de você, e neste instante você esta tentando mudar de assunto, o que provavelmente quer dizer que eu estou certa, mas você não quer admitir. Você gosta de derramar seu charme por ai e deixar as mulheres encantadas. Você ama que o admirem – ele me olhou diferente, parecia ser com admiração.

- Você é muito esperta Srta Campbell – ele sorriu.

- Já me disseram – eu disse concordando

- E charmosa. — ele fez questão de acrescentar

-

Ela sorriu para mim e depois desviou os olhos. Seu olhar se perdeu no London Eye, passeou nas casas e depois se fixou no céu, e por fim ela soltou um suspiro. Eu sabia que ela não responderia ao meu ultimo comentário, e ao invés disso, ela parecia corar.

- Hmm e amanha o que acha de irmos ao cinema? – resolvi mudar de assunto.

- Não esta usando seu charme pra cima de mim? – ela disse descontraída.

- Com toda certeza não.

- Então eu aceito.

- Que ótimo e a propósito não precisa ter ciúmes da Lisa, ela é apenas uma mulher de 30 anos sem um grande amor... Eu apenas alegro o dia dela com minhas visitas ao Herbs.

- Deixa de ser convencido garoto, e eu não estou com ciúmes

-

Minha avó parecia ser apaixonada por Arthur, pois tudo o que ele fazia ou falava era nada menos que encantador aos olhos dela, e aos meus também. Eu não me sentia tão ruim assim por estar comendo. Na verdade me sentia bem até, mas ainda tinha a preocupação de estar acima do meu peso rondando a minha cabeça. Disso eu me livro depois.

- Ei Anne, o que você vai fazer amanhã?

- Não sei... Faz um bom tempo que eu não apareço na minha casa. E faz uma semana que eu não vejo meu pai.

- Que pena. Estava muito a fim de passar o dia na piscina.

- Eu posso te encontrar a noite se você quiser. Para o cinema como você sugeriu hoje à tarde.

- Pode ser então. Eu pego você na sua casa.

- Eu gosto tanto de ver vocês juntos — minha avó disse toda sorridente.

- A senhora tem uma neta excelente Dona Clarice.

- Vocês são dois bobos. Você exagera muito vovó e você também Arthur.

- Você não sorri tanto, como esta sorrindo agora, há um bom tempo. Essa é a primeira vez que eu vejo você fazer uma refeição completa e sorrir tanto. E quanto a você Arthur, você sabe que eu sempre gostei muito de você. Eu te conheço desde pequeno e vi você se tornar esse rapaz lindo e charmoso.

- Anne, até a sua avó reconhece o meu charme.

- Você esta se achando muito hoje. Primeiro foi a garçonete e agora minha avó.

- Mas o Arthur é um lindo rapaz mesmo. Esses olhos verdes encantadores, esse sorriso perfeito e convincente. Essa educação invejável. Você é um ótimo partido meu querido. Um verdadeiro lorde.

- Você vai aumentar o ego enorme do Arthur assim vovó. Eu não preciso disso. Eu sei dos dotes físicos e morais do meu melhor amigo. Não fica dizendo isso na frente dele, pois quem o agüenta todo convencido depois, sou eu.

- Você fala como se eu fosse egocêntrico — Arthur reclamou.

- Você pode ser várias coisas Arthur, menos egocêntrico. Isso eu admito. Mas todos nós já sabemos do seu sucesso entre as mulheres.

- Nem tanto minha cara amiga. Nem tanto.

- Bom como eu já sou uma senhora, esta na hora de eu me recolher para os meus aposentos. Vou deixá-los aqui. Me desculpem não agüentar o pique de vocês.

- Tudo bem vovó. Boa noite – ela saiu deixando um beijo em nossas testas.

- Passa no meu quarto depois querida. E boa noite Arthur. Espero vê-lo amanhã novamente. Mande lembranças minhas a sua mãe. – ela saiu deixando um beijo em nossas testas.

- Com certeza dona Clarice. Boa noite e obrigado

Nota pessoal: eu odeio quando o Arthur fica me encarando. Eu me sinto tão aflita quando aquele par de olhos verdes ficam seguindo cada movimento meu apenas me observando. Eu tentava me lembrar de qualquer defeito no meu rosto ou qualquer erro na minha maquiagem que ele pudesse ter percebido.

- Arthur, quer parar de me encarar?

- Não posso admirar o rosto da minha melhor amiga?

- Não se isso fizer sua melhor amiga se constranger. Que é o que esta acontecendo agora.

- Eu só estava pensando. Você parece estar tão bem. Nada comparado àquela menina que eu conheci no primeiro dia de aula.

- Devo algumas pequenas mudanças minha a certa pessoa.

- E essa certa pessoa é um homem de um metro e oitenta, dos cabelos cor de chocolate, com os olhos verdes que são comparados a esmeraldas. Sem mencionar a parte dele ser um perfeito cavalheiro?

- Nós não estamos falando da mesma pessoa então — eu disse rindo — Arthur, você percebeu que hoje nós só falamos das suas atribuições físicas e pessoais?

- Eu atraio esse tipo de coisa mesmo – ele disse rindo

- Você é muito folgado garoto — eu ri e comecei a bocejar.

- Acho que esta na hora de ir pra casa. Esta ficando um pouco tarde.

- Eu quero que você fique.

- Você e eu precisamos dormir minha princesa.

- Só mais um pouquinho? — tentei fazer a minha melhor cara de convincente.

- Só mais um pouquinho então. O que você quer fazer?

- Quero assistir TV.

- Nossa. Então vamos.

Levei Arthur até a sala de TV da casa da minha avó, comprei um filme qualquer e fiquei lá com ele. Cada um em um canto do enorme sofá.

- Arthur posso fazer uma coisa?

- Depende.

- Isso — eu disse e me deitei no ombro dele.

- Acho melhor isso — ele disse e me arrumou em seu peito passando seu braço pelo ombro e parando sua mão nas minhas costas.

Contra minha vontade, enquanto Arthur brincava com meu cabelo eu fui pegando no sono.

Notas finais
Hum.... hora de dormir. to morrendo de sono e já faz uma hora que eu cheguei do cursinho, então preciso dormir.
Boas vibrações para o proximo capitulo... =D