Broken Hearts

22 Silêncio - Parte I


Notas iniciais
Saudações Wonderbaties, Hoje vamos saber como Tommy Elliot conseguiu sequestrar Diana; So, let’s GO to action, babies!!

*** Casa abrigo para Mulheres Vítimas de violência / Gotham ***

Após o salvamento de centenas de pessoas, na Região de Tarapacá, no Norte do Chile, Diana voou para Gotham, para uma palestra de apoio às mulheres vítimas de violência. À convite da Dra Leslie Thompkins, Diana aceitou falar sobre empoderamento, o papel da mulher em sociedade, como buscar ajuda, o que fazer e reafirmar o apoio de pessoas como a Dra Thompkins para assisti-las e da Fundação Wayne, que financia a casa-abrigo.

No fim da exposição, Leslie, Diana e Mary Ramirez, assistente social da casa, conversavam no hall de entrada, sobre os acontecimentos da tarde.

— Você foi muito bem, Diana – Leslie comentou.

— Obrigada, mas eu tenho que agradecer à Athena pela inspiração e a você, pelas orientações. – Diana replicou, sorrindo amplamente.

— Esperamos contar mais vezes com suas visitas, Mulher Maravilha e agradeça ao senhor Wayne por nós. Ele realmente tem nos ajudado em demasia. – Mary afirmou, em um tom emocionado – Não fosse por ele, não teríamos como manter a casa e abrigar tantas pessoas.

(...)

Diana sorriu ao dirigir o pensamento para Bruce, seu Bruce.

As pessoas que só conheciam Bruce Wayne superficialmente poderiam dar-lhe muitos adjetivos nada lisonjeiros: 'Playboy', 'mulherengo’, 'irreverente', e assim por diante. Mas uma coisa que, mesmo sob a máscara do órfão rico, nunca poderiam chamá-lo era de ganancioso.

Todo o mundo sabia que Bruce trabalhava duro pelas instituições de caridade nas quais a fundação Wayne estava envolvida. Desde ir às festas da elite, para angariar doações e para deixar cheques polpudos, até supervisionar pessoalmente os projetos de construção, como novos orfanatos ou centros comunitários. Ele patrocinava projetos para limpar áreas poluídas na cidade, tais como o Rio Gotham ou os vários parques inativos ou em desuso. Ele fazia tudo que podia e até mais pela cidade e seus cidadãos mais necessitados.

Então, Bruce era um homem ocupado, e mesmo assim, todo o seu trabalho de caridade estava no topo da gestão de sua empresa multimilionária (Wayne Enterprises) que fornecia os meios de subsistência para milhares de pessoas em Gotham, o país e, até do mundo.

Logo, não, a ganância não era algo que alguém em sã consciência associaria ao homem multi-bilionário.

Mas o que Diana sabia, ao contrário do mundo, é que Bruce Wayne, seu Bruce Wayne, tinha seu quinhão de ganância guardado só para ela. E sua noite anterior fora um exemplo inquestionável da voracidade de seu ‘desvirtuoso’ comportamento.

Ele deixou cair beijos na boca de Diana e ao longo de sua mandíbula bem desenhada e feminina, movendo-se para morder suavemente em seu lóbulo da orelha. Ela estremeceu contra ele, suas unhas correndo para cima e para baixo suas costas.

Bruce arrastou seus lábios para baixo da longa linha de seu pescoço, fazendo uma pausa para lavar com a língua o local oco entre seu pescoço e a clavícula. Suas mãos subiram para agarrar os fios encharcados de suor de cabelo que se agarravam ao pescoço.

Ela gemeu seu nome, "Bruce ..." e ele soltou para si mesmo um palavrão pra expressar o quão tremendamente sexy seu nome se tornava dito entre os gemidos dela.

Ela agarrou a cabeça dele e o guiou de volta para seu rosto, para que pudessem olhar nos olhos. "Mais", ela sussurrou, sorrindo.

Poderia ter sido outra coisa, mas Bruce não via nada além da permissão para continuar a alimentar seu vício naquela mulher. Porque era isso que ela era para ele: um amor viciante. Não importava o quanto ele lutasse para manter sua disciplina, o quanto trabalhasse o corpo e a mente. Ele já teve muitas mulheres bonitas em seus braços, mas Diana o havia viciado.

Não havia NENHUMA maneira dele estar saciado. Nunca era o suficiente. Ele queria mais. Não importava se ele saia mais cedo da empresa para passar as tardes com ela, conversando, abraçados, vendo um filme – que ele nunca via, para olhar para ela. Não importa se ele a abraçava possessivamente após à patrulha, durante a madrugada, para ter a sensação de que ela jamais o deixaria. Ele tinha que estar com ela.

De repente, ele amava ver os olhos de Diana brilharem pela manhã, ao acordar. Ela o encontrava no banheiro, fazendo a barba, e pairava ao seu lado, para envolvê-lo em seu abraço e beijos de bom dia que logo ficavam mais ‘interessantes’, quando as línguas se envolviam em batalhas árduas.

Se isto era ganância, sim, Bruce Wayne era ganancioso.

(...)

— Onde você foi, querida? – Leslie brincou quando viu o sorriso bobo no rosto da heroína após a menção à Bruce.

— Desculpe, eu estava distraída.

As três mulheres conversavam distraidamente quando um homem as abordou. Ele as observava de longe, olhos vermelhos e fisionomia alterada.

Thomas Elliot parecia desfigurado. Era a imagem de um louco. A visão era tão impactante que não era preciso o diagnóstico de um psiquiatra para diagnosticá-lo louco ou psicótico.

Os cabelos, outrora loiros, estavam negros, cortados milimetricamente iguais aos de Bruce Wayne. O rosto, cheio de cicatrizes cirúrgicas não curadas trazia marcas de incisões grotescas recentes. Os olhos vermelhos de raiva fitavam Diana e ela instintivamente pôs-se em posição de defesa, mas era um tanto tarde.

Tommy tinha Mary em seu poder.

— Você vem comigo, Diana. Agora!

— Você está louco. Eu não vou a lugar algum.

— Você decide... ou você vem livremente, ou eu posso estourar os miolos da sua amiga – ele disse, apontando a arma para a mulher em seus braços.

— Tommy, vamos conversar – Leslie disse, tentando distraí-lo, para que Diana resgatasse Mary.

— Escute aqui, sua velha estúpida – Elliot disparou para o alto, depois encostou o cano fumegante no rosto de Mary, queimando-a à sangue frio – Eu estou no comando e vocês vão fazer o que eu disser. Entendeu?

Os gritos e as lágrimas de Mary doíam no coração de Diana e ela sabia que a melhor forma de escape era seguir suas ordens até ter a chance de prendê-lo, mas sem colocar qualquer outra pessoa em risco. Ele estava visivelmente fora de si e a loucura tirou-lhe qualquer senso de compaixão ou mesmo de bom senso.

— Tudo bem... eu vou – Diana respondeu e Elliot sorriu. – Diga ao Bruce, que eu o amo, Leslie. – Foi tudo que ela disse antes de tudo ficar escuro, logo após a picada estranha em seu pescoço.

Thomas Elliot sorriu para Leslie, que amparava Mary, de joelhos, na calçada, enquanto via o carro dele disparar em velocidade, levando uma heroína desacordada em seu banco de traz.

*** Wayne Enterprises / Sala de reuniões ***

O corpo de acionistas da Wayne Enterprises estava visivelmente incomodado com Bruce Wayne. Especialmente neste dia, diante da apresentação de Lucius Fox, sobre um reator de energia limpa, para otimizar os custos com energia, sem dispêndio de gases tóxicos na atmosfera.

Bruce estava distraído como sempre. Rindo e dirigindo galanteios em momentos inapropriados para sua secretária, as secretárias de alguns dos acionistas ou mesmo para copeira que servia o café e a água.

Mas bem, este era o ato: CEO da empresa, menino rico, dono de mais da metade da cidade, homem mais rico da América, príncipe de Gotham. E, desde que suas manhã têm sido calorosas e ‘felizes’, Bruce se viu divertindo-se em com suas artimanhas performáticas para irritar os homens e mulheres de negócios à sua frente, na ampla mesa de madeira de Sândalo real.

Por isso, foi um choque para todos, inclusive Lucius – que já deduzira que tudo não passava de uma farsa – ver Bruce Wayne, o homem superficial, que não leva nada a sério, formar uma carranca real de preocupação, após ter atendido o celular.

Os olhos vidrados, arregalados, a mandíbula contraída, os punhos se fechando por baixo da mesa.... Nem tudo foi captado pelos presentes, mas a lividez de seu rosto preocupado sim.

Ele correu em direção a porta e pouco se importou com desculpas, mas é certo dizer, que não fora preciso. Todos os presentes tiveram a nítida impressão que algo muito grave acontecera na vida de Bruce Wayne.

*** Perspectiva de Bruce ***

“Diana foi sequestrada, Bruce. Thomas a levou”... era tudo que eu conseguia ouvir. Todo o resto foi perdido na comunicação. Eu mal podia sustentar o telefone nas mãos.

Haviam lágrimas se formando atrás do olhos e, por Deus, eu estava furioso. Comigo mesmo, com Thomas Elliot, com Diana, com minha inabilidade de mantê-la segura. Era minha responsabilidade. O Batman me disse: seus inimigos... eles vão machucá-la. Ele disse... e parecia repetir isso em minha mente.

Há muito tempo eu não fazia uma oração, mas hoje, foi instintivo. Não foi honesto, eu posso dizer, porque eu mal sabia o que dizer. Eu não sei rezar. Eu nem acredito que isso possa realmente fazer diferença, mas hoje, eu rezei.

Eu estou com medo. Meu coração parece um galope desenfreado e eu estou com medo do que um louco pode fazer com ela só para me fazer mal. Medo de que Diana seja mais uma vítima de seus crimes, como todos os outros ligados a mim.

Minha garganta está seca e eu murmuro algumas coisas dentro do carro, enquanto dirijo feito um louco para mansão. Eu não quero acionar a Liga. Esse é um problema meu e eu vou resolver.

Mesmo com a respiração irregular, liberada lentamente através da boca semi-aberta, Barbara entende meus pedidos e começa a trabalhar. As vezes tenho a sensação que meus dentes estão prestes a quebrar, com a força da fúria de contração da mandíbula. O homem dentro de mim está sumindo e a escuridão do Morcego já emerge, de prontidão, como um eclipse que encobre a luz do sol.

O som da minha própria voz é quase estranho para meus ouvidos. E Alfred nota a mistura de Bruce e Batman nela. Meu coração estraçalha com o lembrete de que eu não faço bem a ela. De que o Batman estava certo.

Eu me inclino para a frente, segurando a cabeça entre as mãos, quando vejo Alfred à porta, me esperando. Estou tentando suprimir o temor nauseante que começa a me dominar.

Eu tenho que sair daqui, preciso de respostas, preciso achá-la antes que seja tarde. A felicidade inesperada que eu tinha finalmente comecei a experimentar ao longo dos últimos três meses foram violentamente arrancados de mim e tudo que eu sinto é um vazio se formando novamente.

Tim e Alfred se juntam a mim na caverna e começamos nossa investigação. É hora de esquecer todo o resto, Diana precisa de mim e eu vou achá-la, custe o que custar.

*** Bunker / Esconderijo do “Retalhador de Gotham” ***

O homem sorri para a beleza deitada inconsciente sobre a cama, enquanto tira a mecha teimosa de cabelo negro que lhe cai sobre o rosto.

Ele admira, com os olhos brilhando, cada curva do corpo esguio da mulher vestida em um uniforme com as cores da bandeira americana. Thomas Eliiot não pode negar a beleza divinal à sua frente. Ela é admirável, mesmo em uma posição tão frágil, desacordada.

Tudo que seu coração pulsante é capaz de emitir no momento é um sussurro.

“Não se preocupe, princesa. Eu vou cuidar de você”.

“Agora vamos... continue quietinha porque não queremos que nada dê errado, certo? Temos um vídeo para enviar à Bruce, meu querido amigo, Wayne”, o psicopata sussurrou no ouvido da morena desacordada na cama.

Notas finais
* A série de acontecimentos decorrentes desse capítulo (que deve ter umas três partes) vai explicar muitas coisas na estória e eu pretendo não demorar a postar. Por isso, os capítulos podem ser menores que o habitual. Deixem suas impressões. beijos ♥