Broken Hearts

60 Salvação (parte II)


Notas iniciais
Amores que shippan Ollicity Vocês não sofrerão com o enlace de Canário e Arqueiro nesta fic. As minhas referências não são as da série da Warner. Então, continuem com o amor do casal querido de vocês no coração (Emily e Amell) e na mente. Aqui, é outra “dimensão”: Meu arqueiro (Charlie Hunnam – Senhor, tende piedade de nós. Que homão da poha) e Canário (Katheryn Winnick) são outros. ♥ Os mais cotados para o elenco da JL nas telonas!!

“Amigos cintilam em volta, estendem a mão na hora certa”, (Caio Fernando Abreu) ◄

♣ New Orleans || Intermediações do Jazz/Bar House of Blues ♣

|| Madrugada de 2 de Março ||

Shayera sentiu que algo estava errado quando, um minuto depois, ao abrir os olhos e voltar a si, tudo ainda estava escuro. O desespero veio em seguida, quando ela tentou se mover e não conseguiu por falta de espaço. Ela foi encarcerada em um caixão com suas medidas exatas, nem um centímetro a mais ou a menos.

A mente da heroína ruiva reagiu imediatamente à consciência da falta de espaço de sua prisão, entrando em uma espiral histérica e irracional de pânico. Enquanto o organismo, em comum acordo com sua mente desequilibrada, apresentava sintomas físicos, à medida que o tempo passava e ela permanecia presa.

Dificuldade respiratória, sensação de sufocamento, vertigens, palpitações, náuseas e tremores. Sintomas característicos de uma patologia que a Medicina humana nomeou como ‘Síndrome do Pânico’, a partir do conceito de que o mal é um transtorno de ansiedade. Contudo, Shayera Hol, estava alheia aos diagnósticos não só das Ciências Biológicas terrenas, como também de Thanagar. Ela fora formada para guerra, para a batalha. Onde aprendeu a esconder temores, e horrores da infância que a perseguiam até hoje. Sob a máscara de valentia inquebrável que vestiu há tempos, antes mesmo de ser a condecorada tenente Hol, do exército de elite de seu planeta.

Ela escondeu de todos os problemas com a claustrofobia que, não tratada, transformou-se numa fobia extrema, um gatilho para a síndrome do pânico. Uma doença que poderia levá-la a morte, se os ataques de ansiedade fossem por tempo prolongado.

Era impossível não relembrar o momento que gerou seus medos. Confinada a uma prisão feita sob medida para ela, impedindo-a de mover-se; tragada pelo completo breu da escuridão; praticamente impedida de respirar, sentindo o oxigênio diminuindo. Ela sentia-se como se a tivessem-na colocado em um caixão, condenando-a a uma sentença de morte lenta e cruel, enterrando-a com vida.

A menina de longos cabelos ruivos lembrou-se da sensação angustiante que sentiu ao chegar à instituição de Formação mais renomada e valorizada de Thanagar. Era uma instituição de formação educacional que funcionava em tempo integral, com período prolongado, que começava na infância e finalizava na idade adulta. Sobretudo, era um internato para formação de um exército.

A intenção do governo era que todo cidadão – homem ou mulher – fosse um lutador hábil. Para ser útil na guerra sem fim contra os gordanianos. Os meninos eram admitidos aos 8 anos e as meninas, como ela, aos 10 (referente à cronologia humana). A formação ordinária era concluída quando os internos completavam 25 anos. Porém, os mais destacados, eram direcionados a centros mais avançados de treinamento, onde eram exigidos à exaustão.

Foi lá, em um dos Centros Avançados que ela, aos 13 anos, desobedecendo as ordens do oficial no comando, que treinava seu batalhão – do qual Hro fazia parte – ela deu de beber a uma de suas companheiras – a quem não fora permitido hidratar-se, em virtude do seu treino incompleto após um desmaio por exaustão). Trancaram-na por 5 dias em uma solitária um pouco maior que sua prisão atual, mas muito pouco.

Ela não podia ficar de pé, por falta de espaço, ou deitar-se sem precisar dobrar um pouco os joelhos. O buraco era frio, escuro, aterrorizante. Lá, ela precisou conviver com a falta de sono, banho e o mau cheiro de suas necessidades fisiológicas feitas no local. Daí veio o pânico

Ela queria contactar a Liga, mas por alguma razão, seu comunicador estava mudo. Nem mesmo um ruído da estática. Nada!

Quando sua mente e corpo chegaram a um passo de ultrapassar seus limites, prestes a executar sua sentença de morte, seu coração – imediata e inconscientemente – correu para seu dono. O homem humano a quem ela o entregara, junto com todo seu amor: John.

Mas algo interrompera as imagens de seu amor, projetadas em sua mente, que trouxeram-lhe o conforto da boa morte. Um leve movimento... Tão sutil que ela achou que era fruto da imaginação, até senti-lo novamente. Desta vez, um pouco mais forte. O que a fez, de algum modo, reacender o farol de esperança dentro dela. “Não desista... Lute... Não desista”, ela disse silenciosamente a si mesma.

A caixa onde ela estava presa balançou cada vez mais forte. E suas esperanças de ser resgatada com vida aumentavam proporcionalmente à intensidade do movimento. Ela podia sentir os tremores aumentando com o que parecia o impacto de uma onda de energia batendo de encontro ao que a separava de sua liberdade.

Shayera estava certa...

(...)

A ruiva não viu quando a loira deslumbrante, em posição de guarda, pronta para lutar, olhou de relance para seu parceiro, com o canto dos olhos. Antes de disparar, em tom meio-divertido, meio-sério:

— Você encontra a Mulher Gavião e eu me encarrego do ‘ex com dor de cotovelo’ – Quando o vira abaixar um pouco seu arco, relaxando de sua posição de ataque, ao olhar pra ela, com uma expressão de incredulidade que falou volumes, sem dizer nada, não se surpreendera. Ela o conhecia bem o bastante para prever suas reações – Vocês homens... – Balançou a cabeça em negativa – sempre possessivos. Não sabem lidar com rejeição...

— Para alguns de nós é muito difícil... Eu só precisei lidar com o ‘não’ de uma garota quando conheci você, pássaro bonito. – O homem segurando o arco, esticando a corda com uma flecha, respondeu sorrindo ainda mais quando viu sua parceira tentar esconder um sorriso – Ainda sim, não conta... Nós dois sabemos que você só estava fingindo me rejeitar... A velha tática de ‘se fazer de difícil’...

— Eu poderia apostar que Narciso não seria o protagonista dos contos mitológicos sobre vaidade se vocês fossem contemporâneos... Seu ego pode superar o dele facilmente. – ela olhou pra ele com os deslumbrantes olhos azuis que o desarmavam e sorriu... Ele foi à nocaute!!

Mas quem no mundo poderia culpá-lo? A loira petite exibia uma perfeição de curvas que moldavam seu corpo, voluptuoso na medida exata para conferir-lhe uma feminilidade tão elevada que não poderia ser perdida, nem mesmo combatendo o crime. O traje indiscutivelmente sexy, um collant preto, acompanhado de uma jaqueta de corte curto, meias arrastão e coturnos, todos da mesma cor, era outra das armas dela que o atingiam com força. “Bendito seja Ra’s por treiná-lo... Do contrário, ele seria inútil em batalha se ela estivesse presente”, pensou. Exigia muito esforço afastar o olhar dela. Nem vê-la em ação, o quão ‘badass’ ela pode ser, o afastou. Ao contrário... Era uma das coisas que ele mais adorava nela.

Verdade seja dita, Canário Negro, codinome usado por Dinah Lance, heroína integrada à Liga da Justiça, parecia ter saído de um catalogo de uma revista feminina. Uma mulher que se encaixa à perfeição ao conceito de Bombshell.

— Minhas instruções diziam que poderia haver uma tentativa de resgate por parte da Liga, mas eu não precisaria me preocupar. – O thanagariano de cabelos escuros esboçou um sorriso sarcástico – Com seus fundadores sendo abatidos, o resto da Liga não representa uma ameaça relevante.

— Ele estava certo... Vocês são tão... humanos. – Hro continuou, se aproximando do casal – Não podem me oferecer sequer um pouco de ‘atividade’... Vai ser ridiculamente rápido derrotar os dois.

— Você tem concorrência, Arqueiro. – Dinah disse a Ollie, caminhando em direção ao oponente – Ele vai aprender sobre modéstia quando eu chutar a bunda alienígena dele.

— Canário, eu sei que você quer dar uma lição nele tanto quanto eu, mas lembre-se das ordens do Morcego – Ollie colocou o braço à frente dela, interrompendo seu movimento – Você tem que encontrar Shayera, antes que seja tarde demais... Eu prometo que vou pegar leve e deixo o final pra você... Eu faço o aquecimento e você encerra o jogo.

Dinah assentiu. Ainda que contrariada por preferir papéis invertidos na missão – ela no combate direto e o Arqueiro na busca – não havia tempo para desgostos tolos. Sua amiga precisava dela!

Ela saiu à procura da Mulher Gavião, enquanto o homem vestindo um traje unicolor verde, com um capuz largo, cobrindo-lhe os cabelos e as laterais do rosto, os olhos protegidos pela máscara clássica, usada pela maioria dos heróis que esconde sua identidade civil.

Dinah sabia que ele sabia se virar, mas ainda sim, era impossível não sentir o aperto em seu coração, sempre que eram obrigados a ficarem longe um do outro em uma luta. Ainda que negasse para si mesma a força do que sentia por Oliver Queen – playboy, milionário, mulherengo e herói – ela sabia que estava mentindo para si mesma. Se o Arqueiro Verde era sedutoramente envolvente em seu traje, fora dele, sem máscaras, era irresistível.

Achar o lugar onde Shayera estava confinada foi relativamente fácil. Batman cedeu-lhes uma de suas ‘bat-ferramentas-de-tecnologia-ultra-avançada’ que foi essencial para executar a missão, como ele garantira. Porém, o relatório com o objetivo da missão, enviado pelo Morcego, tinha informações e instruções tão precisas e detalhadas que, se Dinah não soubesse que ele era um dos fundadores da Liga, um herói acima de qualquer suspeita, estaria desconfiada de sua lealdade à equipe de heróis.

Mas suas suspeitas logo caíram em descrédito, em virtude de uma das grandes premissas inquestionáveis atribuídas à extraordinária figura do Grande Detetive: “O Batman sempre sabe de tudo”.

(...)

Embora o Arqueiro tivesse habilidades espetaculares – que justificavam sua adesão à Liga – ele viu-se em desvantagem em relação ao adversário. Enquanto a distância confortável entre eles agia em seu favor, permitindo-lhe tirar proveito daquilo em que era insuperável – com arco em mãos, disparando flechas.

Mas a distância também ajudou Hro a se proteger e desviar dos ataques de Oliver. o herói não podia recorrer as flechas com grandes cargas explosivas, para não ferir inocentes, e também por isso, o uso de sua artilharia teria de ser moderada. O que favoreceu Hro, que ao se aproximar, fez valer sua superioridade em combate corpo a corpo.

Embora Hro não fosse mais um meta de nível A, sem suas asas e sem sua arma feita com o inquebrável metal thanagariano (nyth), ele ainda era um meta perigoso. Seu DNA garantia-lhe superioridade física em vários aspectos – agilidade, velocidade, força, tolerância à dor, e outras vantagens que, mesmo não sendo nenhuma delas minimamente comparada a de um meta Classe A, como o Superman, comparadas a de um humano, era consideravelmente maior.

Além disso, Hro não foi, por anos, o grande herói de seu povo, o jovem comandante das tropas que derrotaram os Gordanianos. Ele era um exímio estrategista, o guerreiro mais habilidoso de uma população de guerreiros, e seu ódio parecia alimentar sua força e habilidades. E Oliver Queen, embora fosse bem sucedido em se esquivar ou se proteger da maioria dos ataques do adversário, sofreu o inferno na Terra nas vezes que falhara.

Ele estava bem machucado. Certamente, um corte e inchaço perto do olho esquerdo, uma ou duas costelas quebradas e contusões de menor gravidade que o incomodavam.

Quando Dinah apareceu ajudando Shayera, que se apoiava no ombro da amiga, a caminhar, ele sorriu inconscientemente. Elas se dirigiam ao Javelin III quando Hro as viu e a fúria o tomou por completo. Ollie o observou tirar algo de um dos bolsos da calça militar que usava. Era algo esférico e parecia metálico. Mas ele não saberia identificá-lo... Contudo, sua experiência e seus instintos lhe disseram que esta seria a derradeira tentativa de Hro para destruir Shayera. Então ele correu em direção a elas, disposto a impedir o que quer que seja, sem saber o que viria a ser.

(...)

Ele foi levado inconsciente para Torre de Vigilância. Ele foi o mais atingido pela bomba jogada por Hro na direção de Dinah e Shayera. Ao se jogar para protegê-las.

♣ ♣ ♣

♣ República Popular da China || Tianjin ♣

|| Madrugada de 2 de março ||

J’onn pegou fogo imediatamente, causado comoção entre as pessoas ao redor. Elas fizeram de tudo para tentar apagar. Jogaram água sobre ele, que rolava no chão, desesperado. Mas nada parecia adiantar.

J’onn sabia que só havia um composto químico na Terra que, em contato com os elementos de sua fisiologia marciana, seria como combustível para acelerar sua queima, ao ser incendiado: magnésio. Contudo, este era um segredo bem guardado, principalmente de seu irmão, seu maior inimigo. O motivo óbvio é justamente o inevitável confronto mortal entre ambos, onde, de posse de tal informação, Ma’alefa’ak o teria assassinado há tempos.

(...)

Yin Mey esfregou os olhos com força. Ele estava cansado, com fome e com sono. Mas trabalhar no barco de seu pai, como ajudante de pesca, não era uma opção. “Eu devo ter cochilado em pé... Devo ter sonhado”, ele pensou.

Mas ao se dar conta de estar bem acordado, era impossível conter o espanto diante da imagem fantasiosa que se mostrava cada vez mais nítida diante dele, a medida que se aproximava da embarcação. Ele gritou para chamar os outros tripulantes, que trabalhavam para seu pai, o capitão, que se dirigiu às pressas para o convés, junto com os outros 4 pescadores.

Os seis tripulantes do modesto barco de pesca, flutuando sobre as águas do Pacífico, reagiram praticamente da mesma forma, como se tivessem coreografado suas reações. Todos permaneceram imóveis – apenas os olhos se moviam para acompanhar o movimento daquilo que lhes tomara a atenção – e silenciosos... Pelo menos, até perderem de vista as figuras intrigantes que se dirigiram à costa.

Eles não passaram muito perto, mas foi o bastante para dar aos expectadores uma boa visão de ambos.

O homem era bem construído: Sua estrutura física era naturalmente imponente. Ele era muito forte e muito alto. Vestido com um traje que se agarrava a seu corpo, protegendo-o, como as escamas revestem os peixes. O homem, carregando um tridente dourado na mão direita, montava uma rara baleia-azul, com a naturalidade de quem monta um cavalo qualquer.

A mulher, não menos impressionante, vestia algo similar, porém, adequado à sua figura feminina. Embora cobrisse quase a totalidade de seu corpo, o traje da dama de cabelos vermelhos, não prejudicava em nada a visão de sua exuberância. Assim como o homem, ela também estava sobre o dorso de um cetáceo, aparentemente, um grande e veloz golfinho.

(...)

Arthur Curry nunca foi do tipo sociável durante sua vida na superfície, onde foi criado por seu pai, Tom. E o fato de ser diferente das pessoas comuns, de sentir que não pertence a este lugar, alimentou seu auto-isolamento... Mas este era Arthur, filho do faroleiro, humano, o homem que ele fora no passado. Agora, ele é Orin, filho de Atlanna, atlanti, rei, quem ele é no presente.

E como rei, ele queria inspirar ao invés de simplesmente dar ordens e comandos. A Liga se dispôs a ajudar a ele e seu povo. Por isso, não hesitou em atender um pedido do Batman. Ainda mais para socorrer J’onn.

O comando, emitido por telepatia, instruiu os animais marinhos a pararem a alguns metros de distância da costa. Os rei e rainha atlanti mergulharam no mar e logo emergiram das águas, rumo ao encontro do Caçador de Marte.

(...)

Dr Ray Palmer não teve dificuldade para produzir a substância que salvaria a vida de J’onn. O composto, em contato com o magnésio, alterava o elemento químico inflamável para a fisiologia marciana. Logo, sem magnésio, não haveria combustão, e a queima cessaria.

O monarca do povo atlanti era um adversário formidável. Confrontá-lo, para um vilão, cuja perversão só encontra equivalência quando comparada ao seu ego, como Ma’alefa’ak, causa-lhe uma excitação rara, de subjugar e humilhar um oponente forte.

Por isso, Orin conseguiu afastar Ma’alefa’ak de J’onn, levando-o para um combate nas águas do Pacífico. Onde a luta do rei de Atlântida contra o monstruoso e gigante leviatã marinho, em que o marciano se transformara, se tornaria épica, graças as gravações feitas com celulares, pelos expectadores de várias embarcações, que se acumularam, com a proximidade das horas finas da madrugada.

— Eu sou Mera, rainha atlanti... Eu vim para ajudá-lo – J’onn se movia freneticamente, rolando violentamente no chão, tentando desesperadamente se livrar das chamas e da dor incapacitante que sentia – Arthur... Você o conhece como Arthur. Eu sou sua esposa... Deixe-me ajudá-lo?!

O marciano parecia não dar-lhe ouvidos, tomado pelo desespero doloroso que sofria. Mas ele estava ciente de sua presença. Contudo, seu tormento o impediu de traduzir os pensamentos dela, compreendendo que ela poderia ajudá-lo realmente. Longe dessa visão, tudo que ele pensava era que Mera, rainha das águas, inocentemente queria apagar o fogo com água, usando seus poderes.

A bela ruiva não o conhecia e não tinha ideia de como ganhar a confiança do Marciano, para aproximar-se e acalmá-lo. Dando-lhe a chance de aplicar a substância que funcionaria como um extintor de incêndio. Mas ela estava familiarizada com a dor e o desespero. E essa compreensão mostraria como.

— O homem que vocês chamam de Morcego... Ele nos chamou. – Mera lembrou-se que, para Liga, o Batman era como os sábios anciãos do rei. Ela ficara intrigada ao observar que até a princesa amazona e o Super homem confiam em seu julgamento.

— Eu mal posso imaginar o quão doloroso... – Ela se comoveu, olhando nos olhos de J’onn. Mas esse olhar era um bom sinal – mas eu preciso que você fique parado para eu aplicar o antídoto.

O marciano se esforçou para conter seus movimentos e deixar Mera fazer sua parte. Mas para seu alívio, a reação à medicação foi imediata e o fogo abrandou até sumir em poucos segundos. Com J’onn livre de sua purgação, a ruiva usou o comunicador auricular da Liga que recebera e fez contato com a Torre de Vigilância, solicitando teletransporte imediato para ele.

Partindo em direção ao mar, ela esperava juntar-se ao marido em batalha. Mas suas expectativas foram frustradas ao ver o vilão marciano desacordado, em sua forma original, sendo trazido à costa na boca de uma Orca.

— Acho que fizemos um bom trabalho, meu rei. – Mera disse, colocando as mãos no peito de Orin – Vamos para casa?

— Ainda não, minha rainha. Nós vamos para Torre da Liga. – Arthur tomou uma de suas mãos, para beijá-la – O chamado do Batman não acaba aqui... Eles precisam de nós! – Elas estavam queimadas. Na direita, o ferimento era mais grave. – Vamos cuidar disso lá em cima, está bem?

Ela sorriu, olhando em seus olhos, assentindo.

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Notas finais
*Arqueiro Verde (no original: Green Arrow), alter-ego de Oliver Jonas Queen. Apareceu pela primeira vez na More Fun Comics nº 73 (1941). Inspirado em Robin Hood, no livro The Green Archer de Edgar Wallace e no Batman, o Arqueiro Verde usava flechas com várias funções especiais, como flecha-cola, flecha-luva-de-boxe, flecha-de-rede e outras coisas do tipo. Assim como o Batman, o Arqueiro Verde é um bilionário, mentor de um jovem ajudante Ricardito e protege a cidade fictícia Star City. Oliver Queen é marido da super-heroína Dinah Lance, a Canário Negro. * Canário Negro (original: Black Canary), criada por Robert Knigther e Carmine Infantino, estreou em Flash Comics #86 (agosto de 1947). A combinação do sex appeal acentuado pela sua marca registrada, as meias arrastão, com a sua coragem e sua ótima técnica de luta a tornaram uma das personagens femininas mais conhecidas da DC. No ano de 1985, foi publicada a maxis série Crise nas Infinitas Terras, que reescreveu toda a continuidade do Universo DC. Os efeitos desse acontecimento dividiram a personagem em duas. Dinah Drake Lance e sua filha, Dinah Laurel Lance. Dinah Drake (Canário Negro I) foi um dos membros fundadores da Sociedade da Justiça, um dos grupos de super-heróis com maior reconhecimento do planeta. Dinah Laurel Lance cresceu idolatrando os amigos super-heróis de sua mãe e, ainda jovem, herdou o manto de Canário Negro, vindo a participar da fundação da Liga da Justiça. * Aquaman é um super-herói dos quadrinhos que aparece na DC Comics. Criado por Paul Norris e Mort Weisinger, o personagem estreou na More Fun Comics #73 (novembro de 1941). Inicialmente um herói secundário em títulos da antologia da DC, Aquaman depois estrelou em vários volumes como herói principal. Durante o final dos anos 1950 e 1960, período do renascimento dos super-heróis, conhecido como Era de Prata dos Quadrinhos, ele era um membro fundador da Liga da Justiça da América. Na década de 1990, a Era Moderna dos Quadrinhos, o personagem Aquaman tornou-se mais sério do que na maioria das interpretações anteriores, com enredos que descreve o peso de seu papel como o rei da Atlântida. Aquaman foi incluído na série em quadrinhos da Liga da Justiça, aparecendo com a equipe na sua primeira aventura em Os Bravos e os Destemidos #28 (fevereiro-março de 1960). Foi membro fundador da equipe, como mostrado em um flashback em Liga da Justiça #9 (fevereiro de 1962). Aquaman participou da maioria das aventuras da equipe dos anos 1960. Com a Adventure Comics #269 (fevereiro de 1960), o elenco de apoio de Aquaman e galeria de vilões começaram a crescer com a adição de Aqualad, um exilado jovem órfão de uma colônia atlante que Aquaman adota e de quem se torna mentor. A Adventure Comics #264 (setembro de 1959) introduziu a cidade submersa fictícia de Nova Veneza, que mais tarde foi revelada sendo baseada na Flórida, e que também se tornou a base de operações de Aquaman por um tempo no início de 1980, começando com a World's Finest Comics #263 (junho-julho de 1980). Aquaman, eventualmente, encontra os atlantes e torna-se seu aliado. Ele foi reconhecido como filho de Atlanna e posteriormente eleito para ser o rei após a morte do ex-regente, que não tinha herdeiros. Por esta altura, Aquaman tinha encontrado Mera, uma rainha de uma dimensão submarina, e ele se casou com ela ao mesmo tempo que era coroado rei de Atlântida, Aquaman #18 (novembro-dezembro de 1964). Eles logo tiveram um filho, Arthur Jr. (apelidado de "Aquababy") na edição #23 (setembro-outubro de 1965). * Mera é um personagem fictício que aparecem nas histórias em quadrinhos americanas publicadas pela DC Comics. Criado por Jack Miller e Nick Cardy, o personagem apareceu pela primeira vez em Aquaman # 11 (setembro de 1963) como uma rainha do mar. Mera ficou em 81 no Guia do Comics Buyer 's lista de '100 mulheres mais sexy Comics'. A atriz americana Amber Heard retratará Mera no próximo filme de ação ao vivo Justice League, dirigido por Zack Snyder, e retornará em Aquaman, dirigido por James Wan. Mera tem a capacidade única de formar objetos de "água dura", bem como super força e poderes relacionados à sua adaptação para viver sob a água. Ela mostrou ser poderosa o suficiente para controlar, embora brevemente, grandes quantidades de água, o suficiente para puxar todo o exército para o mar. Devido ao seu papel pretendido como infiltrador e assassino, Mera recebeu treinamento extensivo em Xebel, tornando-se um adversário formidável por conta própria.