Broken Hearts
4 Morcego versus Amazona
Notas iniciais

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“Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...”
(Caio Fernando Abreu)
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*** Watchtower ***
Batman saltou da cabine do Batwing e caminhou até a sala de monitoramento. Depois de uma madrugada estressante tentando conter a sangrenta briga por território travada entre o Pinguim e Fish em Gotham, ele tinha muitos hematomas e pouca paciência à disposição.
Ainda era manhã na Terra, mas isso não fazia diferença à quilômetros de distância, em pleno espaço. A questão é que ele resolveu abrir mão das poucas horas de sono que dispunha, após repassar os relatórios de missão da madrugada anterior para o computador da batcaverna, e ir para Torre de Vigilância para atualizar o sistema de segurança.
Como se não bastasse, para empurrar ainda mais o resto de sua paciência para fora da borda, haviam 12h a serem cumpridas com o monitoramento. Se ele acreditasse em Deus, ele agradeceria ao menos o fato de não ter a companhia do Flash nesta missão. Em seu favor, J’onn, estava encarregado pela distribuição dos horários e escalas de monitoramento dos leaguers, evitando emparelhá-lo ao seu companheiro velocista.
Para sua sorte, Diana estava lá, ostentando um copo de mocha gelado nas mãos – que ele resolveu relevar, embora ela merecesse uma palestra sobre as regras de não trazer alimentos (sólidos ou líquidos) ao útero do monitor — tendo em vista seu alívio por não encontrar em seu lugar o garoto ruivo que assumira o traje do Flash*.
A princesa tinha os olhos fixos na imensa tela do monitor central, que exibia a programação jornalística das principais potências mundiais. A imensa tela se subdividia em outras minúsculas imagens, numa miscelânea de sons, todos distintos, em sua quase totalidade compreendida por Bruce, que dominava mais de 17 idiomas – além dos mais de 9 dialetos não-codificados de algumas tribos e de outras línguas das quais ele não tinha domínio, mas não era completamente alheio.
Além da tela central, havia uma imensidão de outras menores praticamente tomando metade da parede interna da sala, mostrando imagens da varredura feita pelo software de monitoramento do sistema integrado de computação – desenvolvido pela WayneTech, indisponível no mercado – apontando ocorrências de fatos emergenciais em todo o mundo.
O sistema de alerta, bem como toda estrutura do Sentinela, era ‘a menina dos olhos’ de Bruce no quesito tecnologia. A precisão e eficiência do equipamento era absolutamente o melhor à disposição, semelhante ao que ele dispunha na Batcaverna. Desenvolvido por Lucius Fox e sua equipe na WayneTech, além de pessoalmente verificado, testado e melhorado por ele, o sistema era a prova de falhas. Tornando-se ainda mais eficaz graças as pertinentes contribuições de J’onn, ensinando Bruce sobre a evoluída mecânica de softwares marciana.
O programa também realizava uma espécie de triagem sobre os alertas. Havia uma escala de importância que descartava alertas considerados médios ou mínimos em seu grau de urgência, podendo ser sanado por autoridades locais, sem a necessidade de interferência da Liga.
(...)
A educação aristocrática de Diana, enquanto herdeira do trono de Themyscira, lhe conferia a postura régia e altiva compartilhada pela realeza do mundo do homem. Mas as semelhanças com a monarquia do patriarcado encerravam-se aí. Ela era a princesa de uma civilização de amazonas, treinada à exaustão, para ser uma guerreira desde a tenra idade – equivalente aos cinco anos no calendário ocidental. Sua adesão à Liga, pensava ela, lhe garantiria um cotidiano carregado de aventuras instigantes, batalhas épicas e pouco descanso.
Na prática: Não era bem assim!
Emergências ao redor do mundo não faltavam, mas os casos de desastres naturais de proporções alarmantes; crimes ou ações criminosas que envolviam um grupo super-vilões; ou invasões de entidades alienígenas com propósito de dominação, exploração ou aniquilação da humanidade não eram frequentes (por enquanto).
Trocando em miúdos: as ocorrências verdadeiramente graves, que exigiam a interferência da Liga, seja em parte ou sua formação total de sete membros, eram relativamente raras. E para um guerreiro nato como Diana, cujo espírito exalava naturalmente uma excitação pela batalha, o serviço de monitoração tomava-lhe a completa atenção, dada sua ansiedade desejosa por momentos de ação.
As palavras de maldição, em grego arcaico, sua língua pátria, usada apenas por seu povo e pelos deuses do Olimpo, foram proferidas silenciosamente em sua mente, como forma de aliviar as tensões provocadas pela ansiedade crescente. Normalmente, Diana costumava liberar sua energia represada – nas semanas em que a Liga era pouco acionada – na sala de treinamento, mas, no momento, ela não dispunha desta opção pelas próximas oito (8) horas.
Além disso, a parceria do Batman – que nas últimas quatro (4) horas expressara não mais que meia dúzia de palavras monossilábicas, somadas ao dobro de rosnados – não agregava qualquer tipo de facilidade à tarefa. O que levou a Mulher Maravilha a fazer uma nota mental de que ‘seria mais divertido estar no Tártaro, desfrutando da companhia de Hades, que passar 12h ao lado do Batman’.
Mas para o Batman, esse desconforto dela pouco o importava. Ele estava lá, como de costume, apenas para cumprir uma tarefa, não para atenuar as aflições da ‘princesa’, sendo amigável ou divertido. Ele não é sociável. Ele não vê necessidade de perder seu tempo com conversas frívolas ou triviais.
Então, por que sua mente tem esforçado-se tanto, nas últimas 4h, em reprimir a vontade de falar com ela? De responder-lhe as tentativas de conversação com um mínimo de gentileza, ao invés de rosnados grosseiros, que denotavam uma irritabilidade que ele nem sequer experimentava no momento? Qual a razão por trás da necessidade de mostrar a ela, de forma tão efusiva, sua indiferença? Se naturalmente, essa era a postura do temido Cavaleiro das trevas.
(...)
Em um dado momento, não conseguindo conter a estranha vontade de mostrar-se amigável para Diana, após as desnecessárias demonstrações de irritabilidade que dirigira a ela, Bruce foi tomado, com espanto, em um momento de irracionalidade, agindo por impulso.
— Por que você não vai até a sala de treinamento, princesa? Provavelmente o treinamento vai diminuir a sua ansiedade! – Ele disse, com um toque sutil de suavidade.
— Obrigada, Batman, mas eu preciso ficar e cumprir os meus deveres. – Ela não parecia crer em suas honestas intenções.
— Se você quiser, eu posso organizar seu treino e torná-lo mais eficiente – ele continuou, ao vê-la arquear a sobrancelha em sinal de descrença. – Sua técnica, apesar de boa, com todo respeito às amazonas, é obsoleta.
— Meus adversários não concordam, Batman – ela disse, em resposta, irritada com a ousadia de um homem mortal, ao criticar sua formação militar, a qual se dedicou por mais de um milênio.
— Sinto muito, princesa, mas a eficácia de suas ações de combate contra seus adversários estão condicionadas muito mais aos seus poderes que à sua formação. – Ele desdenhou e ela bufou.
— Como você se atreve, homenzinho? – ela deu um passo em direção dele com velocidade vertiginosa. Não era um ataque direto, mas uma posição de confronto, que indicava sua falta de intimidação com as palavras dele.
Mas para sua surpresa, o Batman conseguira se deslocar sobre ela com eficiência desmedida. Em poucos segundo ele estava atrás dela, tocando-lhe levemente o pescoço, para indicar um ponto de acesso descoberto de sua guarda.
Diana estava furiosa, é verdade, mas fora incapaz de conter o evidente arrepio em sua pele, exposta ao toque suave de seus dedos enluvados. Ainda mais tendo, ao pé d’ouvido, o som reverberante da voz dele lhe dizendo que ‘naquele momento, ela estava à sua mercê’.
— Não me tome por uma tola, Batman. – Ela disse, sem admitir a admiração crescente por ele, dada sua coragem e habilidade – Eu só admitiria minha derrota se você tivesse uma lâmina em suas mãos.
De repente, ela sentiu o toque suave na pele e, então, percebeu a incapacidade de realizar qualquer movimento com o corpo. Sua mente estava em pleno funcionamento, mas os músculos estavam retesados, paralisados.
A sensação de impotência foi das piores experiências em sua vida no mundo do homem. Contudo, em nome de Hera, foi-se rapidamente, assim que ela teve a sensação do toque em seu pescoço novamente.
— O que em nome de Zeus você fez comigo, Batman?
— Faz parte de uma arte marcial chinesa chamada Dim Mak, ou toque da morte, princesa. A técnica consiste em acionar um ponto de pressão que incapacita e impede os movimentos, retendo a circulação sanguínea.
— Isso é realmente incrível, Batman... Você pode me ensinar? – Ela sorriu e ele não tinha certeza se escondera bem seu contentamento.
(...)
Antes que pudessem ir à sala de treinamento, um sinal sonoro de alarme disparou em uma das telas de monitoramento, anunciando o alerta para uma situação de risco ou perigo iminente. Diana voltou-se para a tela do computador central, à espera do relatório de alerta que apontava o que era o problema e as coordenadas de localização. Mas nada apareceu, para sua frustração.
Entretanto, quando seus olhos tomaram a direção do Batman, para perguntar-lhe se fora um alarme falso, ela o viu atentamente concentrado no que parecia uma micro-tela de computador, embutido na altura do antebraço direito da armadura. Ele levou a mão esquerda ao ouvido, fazendo uma leve pressão, como se ativasse seu comunicador.
Diana pode ouvi-lo perguntar nitidamente ‘qual a situação?’, como se estivesse recebendo informações. Mas porque ela não estava ouvindo nada? Os relatórios com informações não eram restritos.
Ele disparou em direção à saída
— Onde você vai, Batman?
— Preciso resolver um problema! – Ele respondera em movimento, dirigindo-se ao terminal de embarque/desembarque.
— Eu vou com você! – Ela o seguia, flutuando.
— Não, você não vai, princesa! – A resposta viera como um rosnado.
— Por que não? – Ela não se deu por vencida.
— Não é um problema seu!
— Se há uma emergência e eu estou no plantão, se torna meu problema, Batman.
— Sinto muito, alteza, mas eu não tenho tempo para desperdiçar em um diálogo inútil com uma princesa mimada. Gotham precisa de mim. – ele acionou o controle de abertura do Batwing – Eu saio. Você fica!
Antes mesmo que ele pudesse saltar para o batwing, ela tomou o lugar do passageiro, irritando-o ao extremo. Os gritos abafados sobre as regras, ‘não quero metas em minha cidade’ e ‘saia agora!’, além dos olhares frios como a morte, não fizeram qualquer diferença para ela. Após o argumento de Diana de que eles estavam perdendo tempo discutindo, Batman – à contragosto – assentiu e eles decolaram rumo à Gotham.
Diana não conseguiu conter um sorriso de excitação ao olhar pra ele e Bruce, de repente, para sua própria surpresa, já começara a desvanecer-se da vermelhidão de sua fúria ao ver seus olhos brilhantes sorrindo em conjunto com os lábios carmesim.
*** Gotham ***
Diana não podia esconder a excitação. Um sorriso nos lábios. Era tudo novo para ela. Ela não conhecia Gotham e estar ao lado do Batman e sua lendária vigilância sobre a cidade provocou borboletas no estômago.
No alto do céu, ela observou a imagem gigantesca de um morcego, projetada obviamente por um canhão de luz. Quando o batwing pousou no topo de um prédio, ela viu um homem ao lado do holofote.
(James ‘Jim’ Gordon/perspectiva)
Meu nome é Jim Gordon, comissário de polícia do Departamento de Polícia de Gotham City. É um péssimo trabalho. A única razão para que eu o assuma, para começar é porque alguém tem que fazê-lo e, segundo, porque Deus sabe que tipo de idiota corrupto estaria aqui se eu não aceitasse.
Eu adoraria seguir em frente com minha vida, talvez me aposentar e morar no Brasil. O pensamento me faz rir! Mas eu desisti disso há muito tempo. A polícia nunca vai eliminar os criminosos em Gotham. Eles se infiltraram em nossas fileiras. O melhor que podemos fazer é tentar contê-los o máximo possível. E eu não conseguiria sem ele: O morcego!
Batman é difícil de descrever. Eu estive na força tarefa por 20 longos anos e ninguém é como ele. Nós quase não nos falávamos há dez anos. Hoje, conseguimos trocar algumas palavras e eu o considero um forte aliado e um amigo pessoal próximo.
Vejo que ele trouxe reforços... E que reforço!
Mulher Maravilha é mais simples. Eu nunca falei realmente com ela. Só fui informado que o Batman trabalharia com ela, no momento. Ela me parece muito gentil. Eu realmente não sei por que ela está aqui, para ser honesto, porque o Batman não aceita ajuda da Liga em Gotham. Não que eu esteja reclamando. Uma mulher tão bonita não é o tipo de coisa que eu vejo constantemente.
Eu posso sentir um tipo de faísca entre eles, mas eu sinceramente me pergunto se eles sequer notam que emitem esse ‘calor’. A forma como eles se mantém lado a lado é estranha, mas ao mesmo tempo, sexualmente encaixada. Enfim... eu não fiz a porra da psicologia e não vou me atrever a explicar.
Tanto quanto eu odeio dizer isso, ele ainda me assusta um pouco. Às vezes eu me pergunto se ele é ainda são. Se não enlouqueceu. Então eu olho para esse traje de morcego e, meu amigo, convenhamos, isso é coisa de gente maluca! Mas ela é diferente: linda!! Tem uma graça que nos deixa uma boa impressão e um sorriso encantador. Eu me pergunto como ele consegue ficar tão perto e não se deixar levar por esta mulher?!
Minha reflexão é interrompida por um sussurro que salta da nave, nas sombras:
— Sentindo saudades dos velhos tempos, Jim? – Batman disse, sem ser sutil.
— Você quer dizer que os dias em que nossas maiores preocupações eram chefes da máfia, policiais corruptos e políticos ladrões?
— Não eram dias tão interessantes!
— Pode ficar com o interessante, Batman. Interessante me dá úlceras.
— Não, Jim. Isso é o café do Departamento.
‘Isso foi uma piada?’, Diana olhou intrigada. Ela pensou como ele ficava à vontade em seu território!
— O que temos, Jim?
— Problemas em Arkhan. É melhor você ir pra lá logo. Meus homens fizeram uma barricada na frente do asilo, mas ninguém entra. Não sabemos o que está acontecendo lá dentro, mas um dos vigilantes informaram tiros e uma fuga no pavilhão nove.
Jim mal viu quando Diana e Bruce tomaram seu caminho para Arkhan no meio da noite cinzenta de Gotham.
***Arkham Asylum***
Diana ficou em silêncio enquanto se dirigiam até a porta do asilo Arkham. Bruce olhou para ela e disse que ela teria que obedecê-lo e, para sua surpresa, ela assentiu com um sorriso nos lábios e olhos determinados de um guerreiro. Bruce também ficou em silêncio por um momento antes de se virar para ela.
— Há fumaça, Diana. Provavelmente provocaram um curto na ala nove. Eu vou entrar e você fica na contenção. Se alguém escapar de mim: ABATA, sem ferimentos fatais, entendido? – ele sussurrou e ela assentiu, séria.
Batman fez a varredura da área através da câmera instalada no capuz com lentes infra-vermelho. Ele rapidamente disparou sua garra e atravessou o corredor com facilidade, superando os alarmes de movimento instalados no chão. Os policiais da polícia de Gotham estavam agrupados em torno de 20, na frente do prédio e os outros 20, faziam a segurança nos arredores do asilo.
Diana olhou para baixo quando ele tirou algo de seu cinto. Ela observou sem muito interesse quando ele estendeu o braço, espalmando um objeto portátil em sua mão coberta pela luva. Era longo e curvo, ligeiramente maior do que a palma da mão e foi feito de metal, e estava energizado. Era saliente na parte inferior e parecia ter sulcos em um lado, que ele agarrou com os dedos. O polegar posicionado por cima do botão na parte superior do dispositivo. Ele se concentrou sobre os homens ao redor da fumaça – 11, ao todo , todos vestidos de preto, mas não pareciam profissionais, apenas bandidos comuns de gangues, armados com tacos de basebol e pés-de-cabra. Bruce gentilmente pressionou o botão duas vezes antes de voltar o gadget para o cinto.
— Fique aqui, princesa. Eu volto já!
Com Batman do outro lado do corredor, Diana usou o comunicador para dizer: – Batman, três deles tem metralhadoras. Deixe-me ajudar!
— Não – Foi sua única resposta antes dele aterrisar no chão, em silêncio, próximo a um pilar, em meio ao grupo de homens. Frustrada, mas respeitando a vontade do Batman e sua capacidade de lidar com os criminosos de sua cidade, Diana esperou nas sombras.
Ele tirou uma bolinha redonda do tamanho de uma bola de golfe do cinto e deixou cair no chão. Uma fração de segundo depois, espuma branca espessa conteve o fogo do curto-circuito e a fumaça cessou.
Por um momento, um dos homens de preto olhou pra cima, para ver uma figura emergir da escuridão: ‘merda!’, foi quase um sussurro.
Aproveitando-se da surpresa momentânea do inimigo, Bruce saltou sobre os homens e com uma sequência de chutes desarmou dois dos três homens armados. Ao avistar o problema, um deles desatou-se a disparar sem parar. Sem o treinamento necessário para Pará-lo, foi fácil para Batman derrubar oito deles com variadas técnicas de combate: Jiu-jitsu, Krav Maga, Wu Shu... não precisou de muito para abatê-los. ‘Amadores’, ele pensou. E isso não fazia sentido nenhum: ‘Enviar amadores para causar tumulto em Arkham’!
Todos eles vieram para ele de uma vez e ele os levou para baixo, de forma sistemática, de um e, por vezes, dois- em um momento com uma variedade de chutes e socos. No momento em que estes oito foram deitados inconscientes no concreto, era hora de abater os outros três: Ele virou uma posição de pé, chutou as armas de distância e abaixou-se para bater as cabeças dos homens uns contra os outros, abatendo-os sem dificuldade da mesma maneira.
Diana sorriu: não levou mais que cinqüenta segundos para Batman para incapacitar todos os onze bandidos.
De repente, após o silêncio, Diana ouviu um barulho fraco vindo de uma ala adjacente. Ela foi até lá, devagar, antes que Bruce percebesse e então ela viu algo estarrecedor:
— Batman, saia gora... Isso aqui vai explodir!!
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