Broken Hearts
20 Me ame
Notas iniciais

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“Amor — pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia
reúna alma e desejo, membro e vulva.
(...)
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.
(Amor, pois que é palavra essencial – Carlos Drummond de Andrade)
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*** The Roosevelt Hotel / New York City / Dois dias após o crime ***
Diana sempre achou os holofotes desconfortáveis. Era uma das muitas ironias do mundo Patriarcal. Achavam que ela estava acostumada a atenção por se tratar da realeza, mas, ao contrário, sua vida em Themyscira não tinha as mesmas regalias da monarquia no ‘Mundo do Homem’.
Sendo assim, em muitos aspectos, ela precisava de mais resiliência para sorrir do que nas batalhas. Mesmo que a causa fosse nobre, como arrecadar doações para o Fundo Internacional da Criança, ela diria que eventos como estes eram enfadonhos e cansativos.
Seu olhar itinerante parou quando ele caiu sobre a figura alta de um homem de pé, de costas para ela, cerca de 100m de distância. Ela podia reconhecê-lo em qualquer ângulo. Ele virou a cabeça, casualmente, varrendo a multidão, como se estivesse à procura dela, discretamente.
Ela o viu fazer um sinal para as mulheres aglomeradas ao seu redor, como se pedisse licença e em seguida, tomou seu caminho até ela. Ela sorriu languidamente para o feito, mas não porque ele veio em sua direção, mas porque leu nos rostos das mulheres brilhando de raiva e enrugando-se em desapontamento.
Ele parou diante dela, tomou-lhe a mão e fitou-a, com os olhos cinzentos, famintos, brilhantes.
— Princesa... – O som do rosnado do Morcego estava lá, mas sem o modulador tinha um timbre sensual. – Me concede esta dança? – Antes que ela pudesse responder, a mão grande tocou-lhe as costas nuas, descobertas pelo vestido.
Diana estava tentando manter o rosto cuidadosamente neutro, mas era uma batalha, ouvindo-o destilar palavras deliciosamente sedutoras em seu ouvido. “Claro, ele era Bruce Wayne... isso era esperado. O grande ato da conquista ensaiado para o público. Ela era o prêmio máximo da noite!”
Ele tinha corrido os olhos sobre seu corpo com um olhar franco e possessivo – como um predador ou um conquistador. Diana suspirou. Era simplesmente tão exótico vê-lo aplicando toda sua lábia no campo da sedução crua, que mesmo sabendo de seu ato, ela não tinha certeza de como acompanhar sua atuação e responder.
Cabeças se viraram para vê-los dançar e ela podia ouvir os sussurros. Havia um consenso de que apenas alguém com a arrogância de Bruce Wayne iria dar em cima dela com tamanho atrevimento e tão obviamente. “O homem não tem vergonha”, disseram quase em uníssono. E ela escondeu um sorriso.
Na pista de dança, eles se encararam e ele a tomou em seus braços sem hesitação, deslizando-a ao lado dele, com encaixe perfeito.
— Eu não esperava vê-lo tão longe de Gotham, senhor Wayne. – Ela disse suavemente, procurando alguma normalidade para combater a consciência de sua mão contra suas costas. O dedo polegar roçando a pele nua de sua coluna vertebral, onde o vestido caia baixo, em forma de V.
— Visita ao local para a Fundação Wayne. Eu sou um grande defensor do Fundo para Crianças – Ele respondeu, esboçando um sorriso. “Eu queria ver você”, ele respondeu, em um volume mínimo em seu ouvido.
Ele manteve os olhos voltados para ela dessa maneira desconcertante e ela descobriu que estava olhando de volta friamente, para disfarçar, quando Bruce acrescentou: – Sorria, Princesa. Eu estou seduzindo você!
— Você está? – Suas sobrancelhas delicadamente arqueadas subiram e ela sorriu.
— Quer uma desculpa para sairmos daqui? Você pode fingir que estou te incomodando! – Ele respondeu.
Diana piscou, e depois riu, sua tensão caiu um entalhe quando ela relaxou contra seu braço forte: – Não é uma estratégia um pouco elaborada para sair de uma festa, Bruce? Basta sairmos, não?
Ele a puxou para mais perto, fazendo os corpos ficarem ainda mais próximos, para falar diretamente em seu ouvido: – Estou otimizando a situação, princesa!
Ela olhou em seus olhos e viu que o ‘ato’ desta noite não era de todo um ato. O olhar desejoso do homem que amava estava lá, exposto para ela, preso em seu rosto, não alterado, mantendo-se com a mão nas costas, escovando os dedos em sua espinha exposta, e tocando as pontas de seu cabelo com sutileza.
"Então, você sai e eu saio cinco minutos depois...”. Ele sussurrou abraçando-a, mostrando o azul acinzentado dos olhos em chamas, tirando a ponta dos cabelos dela dos ombros: "Porque eu estou pronto para ir."
Ela entrou furtivamente na limusine de Bruce, onde Alfred estava. Ao passo que cinco minutos depois, estavam Bruce ao seu lado. Eles seguiram abraçados, lentamente em direção ao aeroporto, onde um jato da Wayne Entrerprises os esperava.
Diana sentiu um alívio notável ao estar fora da festa, longe de todas aquelas pessoas. A noite fria da estação invernal foi capaz de alimentar o perfume delicioso de Bruce Wayne em suas narinas. Encostada em seu ombro, ela relaxou com a sensação de que sua noite apenas estava começando.
*** Mansão Wayne / Suíte Master ***
Ele caminhou lentamente em direção a ela, seus olhos nunca deixando seu rosto, fazendo-a se perguntar-se se ele queria domá-la como um animal. Os ombros dela tomaram uma postura mais rígida e o queixo se ergueu. Ela não seria intimidada. Nem pelo homem mais divinamente sedutor do planeta. Ela era uma amazona e não curvaria-se a nenhum macho.
Bruce lutou contra o puxão leve nos cantos de sua boca enquanto ele se aproximava dela, sabendo que não havia uma parte de sua princesa que não indicasse seu nervosismo súbito. Ela era uma princesa, mas além disso, uma guerreira orgulhosa. E ele não conteve o sorriso aos ver seus lindos olhos em desafio, obrigando-lhe a tomar alguma atitude.
Ela parecia mais do que pronta para uma luta naquele momento, mas não era isso que ele tinha em mente particularmente. Diana não fazia idéia do quão malditamente sexy ela estava esta noite, deixando os joelhos do pobre mortal fracos de desejo reprimido por anos. Um desejo apaixonado e irresistível.
Vindo para junto dela, desfazendo-se da gravata borboleta do smoking, ele parou em frente a ela. Bruce olhou para as profundezas incrivelmente azuis de seus olhos, nas quais ele podia tão facilmente afogar-se. Estava aturdido e ainda incrivelmente frustrado pelo fato de que ela poderia ter uma efeito tão avassalador sobre ele, fazendo-o tão rapidamente afrouxar seu auto-controle inabalável.
Bruce podia sentir seu coração bater mais rápido, mais forte, como uma debandada de cavalos selvagens, enquanto esperava por uma resposta silenciosa dos olhos dela, consentindo o que ele queria a tanto tempo. Uma parte dele queria correr, desaparecer no abraço protetor da noite, com as sombras escuras engolindo-o inteiro e protegendo-o. Ele queria e não queria tomar esse rumo.
Ele queria ser capaz de banir seus sentimentos por ela, esquecer como seu coração gaguejou em seu peito cada vez que ela entrou em uma sala ou como sua respiração pareceu faltar sempre em sua garganta quando ela olhava para ele com aqueles olhos azuis hipnotizantes.
Mas havia a outra parte dele, a parte dele que a queria mais do que o ar que respirava. Ele queria Diana em sua vida para sempre, queria que ela fosse dele em todos os sentidos. Ele queria construir uma vida com ela, apesar de todas as inúmeras razões pelas quais ele não deveria.
Diana olhou firmemente para ele, seu coração batendo tão duro que poderia machucar, tão alto que ele poderia ouvir claramente o pulsar. Ele estava tão perto que ela podia sentir o hálito dele contra seus lábios, fazendo com que a vibração mínima na boca do estômago entrasse em erupção.
Em seguida, Diana sentiu um raio de tiro de eletricidade através de seu corpo, quando ele estendeu a mão e desabotoou a camisa, revelando a parede esculpida de puro músculo. Ele puxou a camisa e o blazer para trás, sobre os ombros enormes, expondo a maior parte do torso. “Nem as melhores estátuas da Grécia antiga poderiam refletir beleza masculina como este, em carne, e seu amplo peitoral, com o cabelo escuro brilhante na luz fraca”, ela pensou.
Tudo que Diana sabia no momento, porém, era que seu sangue estava cantando em seus ouvidos, tendo-o olhando para ela com fome. Sua mão parou no meio do caminho até sua camisa quando ela se aproximou e colocou a ponta dos dedos em um corte recente de quatro polegadas que formou um arco alto em seu peito quase até a clavícula.
Seus olhos se encontraram, e ele sentiu a pele queimar com o toque suave de sua musa. Diana se sentou na cama, inclinando-se para desatar as sandálias de seus calcanhares.
Perfumes de flores exóticas perfumaram o quarto e ela podia sentir o ar úmido em todos os lugares em sua pele.
De repente, Bruce tomou os lábios dela, suavemente, e seus corpos se fundiram. Os braços grossos contra suas costas, os dedos deslizando pelos cabelos. Uma degustação lenta, com as línguas a se provocarem. Ele explorou os lábios, em seguida, beijou profundamente. As mãos estendidas contra suas costas, pressionando-a com força contra seu corpo duro. Ela passou as mãos avidamente sobre seus ombros, em toda a vasta extensão de suas costas. Suas mãos emaranhadas em seus cabelos, seguraram a parte de trás de sua cabeça para que ele pudesse beijá-la mais profundamente.
Ela desenhou seu lábio inferior entre os dela, abrindo novamente a boca com a língua. Eles estavam alimentando-se um do outro, realizando-se em meio à meia-luz do quarto. Por fim, ele recuou, a mão ainda acariciando seu pescoço sob o cabelo dela. Ela olhou para cima, movendo sutilmente contra ele, não permitindo que o abraço fosse quebrado: – Você quer isso, Diana? –Era um misto de sussurro e necessidade.
Ela respondeu com os olhos, o corpo, o sorriso. Ela estava pronta!
— Bruce, podemos morrer amanhã. É tolice negar a vida. De um guerreiro para outro, eu digo que estou pronta porque sempre vou amar você! – Os olhos dela sorriam.
Bruce bebeu da vista de sua beleza indescritível. Diana colocou a mão em seu peito e puxou-o com lentidão agonizante. Os dedos tocando ao longo dos cumes de seus músculos, até que chegaram a descansar em zíper da calça. Sua respiração tinha-se aprofundado e ele baixou a cabeça para beijá-la novamente enquanto ela abriu o material e aliviou-a para baixo seus quadris.
Palmas rugosas deslizaram pelos ombros dela, e permaneceram em torno de sua cintura, agarrando-a. Ela colocou as pernas em torno dele e Bruce os trouxe para uma posição na cama confortável. Ela o ouviu gemer e sorriu. Ele a deitou para trás suavemente, erguendo-se acima dela e ela olhou para ele, traçando padrões ao longo de seus quadris. O sexo do homem forte estava duro, pulsando acima dela. Ela levantou os quadris instintivamente, roçando-o com a carne de seda de sua barriga.
Ele colocou beijos ardentes através de seu estômago e ela pegou seu rosto entre as mãos, mas ele passou os dedos em torno de seus pulsos, prendendo seus braços em seus lados. Ele fez valer seu auto-controle, tentando não se apressar, embora estivesse desesperado para fazer amor com ela.
Os lábios de Diana acariciavam cada cicatriz que marcara sua pele, como se estivesse tentando apagar a dor do passado que ele teve de suportar, como uma ode ao seus feitos de guerreiro. Ele enterrou suas mãos em seu cabelo negro espesso, sua cabeça inclinando para trás, seus olhos se fecharam em êxtase ao sentir os lábios quentes roçando seu peito.
Fazia muito tempo desde que ele se permitiu realmente sentir algo por alguém e deixar alguém em seu coração. Mas nada que experimentara na vida jamais poderia tê-lo preparado para este momento de paixão aquecida.
"Diana...". O nome dela escapou como um gemido de seus lábios. O nome dela era como um apelo ofegante, estrangulado em seus lábios. O peito arfando com uma necessidade tão forte que ele pensou que poderia enlouquecer.
Ela o deixou louco quando sedutoramente beijou seu caminho até sua garganta, ao longo de sua mandíbula bem definida antes de finalmente chegar a sua boca mais uma vez. Seus lábios se encontraram novamente em um suspiro sem fôlego, seus dedos imediatamente empurrando as alças do vestido fora de seus ombros.
“Bruce...", ela engasgou, quando ele passou a acariciar-lhe o seio.
As mãos dele moveram-se para suas coxas firmes, agarrando-as, envolvendo-as ao redor de sua cintura. Ela firmemente agarrou seu rosto entre as mãos, beijando-o com todo o amor que ela sentia. Bruce se estabeleceu entre suas pernas abertas, completamente atordoado pelo carinho e esplendor da mulher que amava. Ela era a mulher mais bonita que ele já tinha posto os olhos, tanto por dentro como fora.
"Você é tão linda", ele murmurou baixinho, com o peito começando a levantar com a paixão aquecida bombeamento através dele naquele momento. Ele traçava a curva delicada de seu rosto com a ponta do dedo, bebendo dela, como se a fotografasse, gravando o momento na memória. Ele não queria esquecer nem um segundo daquele dia.
Diana sorriu suavemente para ele. Seu corpo o desejava, o queria imediatamente. Ela estendeu a mão, segurando-o pela parte de trás do seu pescoço e puxando-o para baixo, para ela. Ele a beijou profundamente enquanto suas mãos começaram a explorar cada polegada da deusa em seus braços, lembrando que esta era a sua primeira vez e ele queria torná-la especial, por ela, por eles.
Alinhando-se com cuidado, ele lentamente foi dirigindo sua intimidade até a dela. Odiando a sensação difícil que viu o rosto dela emergir. Diana quebrou o beijo, a cabeça caindo para trás quando ela gritou com a intrusão, mesmo que lenta. A dor aguda foi tomando seu lugar, enquanto ele esperou que ela relaxasse, sabendo que iria passar.
Ele roçou beijos suaves contra seu rosto e garganta enquanto ele lhe dava tempo para se adaptar a ele. A sensação de ser enterrado profundamente dentro de seu núcleo foi melhor do que qualquer coisa que ele já tinha conhecido, tornando-o mais do que difícil parar, quando tudo o que queria era permanecer dentro dela para sempre.
Ele estava desesperado para fazer amor com ela, para substituir a dor que ele tinha causado com nada, além de prazer feroz. "Relaxe, princesa... vai passar”, ele sussurrou, contra seus lábios, forçando-a a olhar para ele.
Ele lentamente começou a se mover dentro dela, estabelecendo um ritmo lento e constante. Ele mal podia acreditar o quão bem eles se encaixam como duas peças do mesmo quebra-cabeça enquanto faziam amor. Era como se sua deusa tivesse sido feita para ele, exclusivamente, e para mais nenhum outro.
Diana mal podia recuperar o fôlego. A sensação de tê-lo dentro dela era a mais incrível realização de seu amor. A partilha desta primeira vez com ele era mais do que ela poderia ter esperado. Ofegante, Bruce pressionou sua testa na curva do seu pescoço quando ele começou a empurrar mais rapidamente. Diana repetidamente gemeu seu nome, como um canto erótico, que o excitou ainda mais.
Ela começou a se contorcer debaixo dele, suas unhas arranhando em suas costas e fazendo-o ofegar seu nome. Um brilho suave do suor formado em ambas as peles, enchendo o quarto com o aroma combinado de suas peles.
Bruce podia sentir que ela estava perto do clímax. Ele acelerou o ritmo, seus lábios acariciando sua garganta. O grito repetido de seu nome na boca dela deu-lhe o sinal de que ela estava satisfeita. E ele deixou-se esvaziar dentro dela seguidamente.
Ele envolveu-a em seus braços, puxando-a para perto contra ele, enquanto ele rolou para o lado. Diana apertou seus lábios contra seu peito, as mãos acariciando sua pele lisa de suor. Ele suavemente acariciou suas costas, sua mente cambaleando com o que tinha acabado de fazer.
Diana se inclinou para cima, pressionando os lábios nos dele e saboreando a sensação dele deitado ao lado dela.
— Eu te amo – Ela disse, sem fôlego.
Por fim suas respirações se acalmaram. Ela apoiou a cabeça no peito dele, de olhos fechados, enquanto ele lentamente, acariciou o cabelo despenteado dela. A exaustão pesada os fez rir, com a lembrança de prazer... Era doce. Era nítido. Era a vitória.
Ele prendeu as mãos para ambos os lados de sua cabeça no controle final, sabendo que ela poderia facilmente escapar-lhe se ela realmente quisesse. Puxando seus olhos para ele, Bruce olhou em seus olhos azuis, de repente, sabendo que depois de todos esses anos ele finalmente encontrou o seu caminho de casa.
— Eu também te amo, Princesa – Ele murmurou, esfregando o nariz com o dela.
Diana sorriu quando ela olhou para ele, seu coração de repente se preencheu. Ele se inclinou e beijou-a apaixonadamente, ansioso para mostrar-lhe como se sentia mais uma vez, daqui a pouco, claro.
Bruce mal podia acreditar que isso era real, mas ele encontrou pela primeira vez em sua vida, ele podia respirar – na verdade, em verdade profundamente. Com ela, ele poderia finalmente respirar.
E eles dormiram um pouco... antes da próxima rodada de amor.
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