Broken Hearts

67 Laços de família


Notas iniciais
Queridos leitores, Sei que o roteiro acabou avançando muito na cronologia, omitindo alguns desdobramentos importantes para trama, que eu imagino, interessem ao leitor. Como, por exemplo, o pedido de casamento de Bruce, o desenvolvimento da gravidez de Diana, as relações familiares difíceis, entre outras tretas. Eu prometo que não vou deixar nada disso à revelia. Já estou maquinando outras formas de trazer essas coisas à tona. Sobre o avanço temporal: Não é um buraco mal alinhado do roteiro. Foi proposital. Eu preciso terminar a fase de “Torre de Babel” e ingressar de uma vez no #UniversoWW. Estou ansiosa pra introduzir e trabalhar com novos personagens: *John ‘que personagem foda da poha’ Constantine; *Jason ‘tretas sinistras’ Todd

“Onde amamos, é o nosso lar:

lar que nossos pés podem deixar, mas não nossos corações”.

(Oliver Wendell Holmes)

♣ ♣ ♣

♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

Quando Bruce Wayne voltou da patrulha, quase no fim da madrugada, revivera a amarga sensação de não sentir-se em casa. Como há muito não sentira – desde o primeiro ano de volta à mansão, quando retornara de suas andanças pelo mundo. Subindo as escadas, após a atualização dos relatórios da patrulha e do banho frio, ele podia escalonar o crescente sentimento de desgosto ganhando espaço dentro dele.

Guardar, cultivar e alimentar sua dor por tanto tempo fez do coração de Bruce o lugar perfeito para proliferação do sofrimento. Qualquer um daria pouca importância ao desconforto passageiro de não se sentir em casa. Mas Bruce se martirizava por pensar na decepção de seus pais, que amavam aquela casa.

Ele respirou fundo antes de abrir a porta do seu quarto. Sentindo as más sensações indo embora à medida que entrava. Lembrara-se das emoções de conforto e segurança que o abraçaram quando Diana lhe dissera que ele era seu lar.

Ele se ajoelhou ao lado da cama, pondo-se à contemplar o perfil da morena deitada sobre ela. Bruce, como de costume, escaneou cada pedaço do corpo inclinado à esquerda da cama, na direção da varanda, abraçada pelos braços de algodão do travesseiro para gestantes. A visão de Diana tão confortável sem ele, despertara nele uma pequena centelha de ciúme.

Ainda que não conseguisse esperá-lo acordada, Diana também não conseguia dormir até que ele voltasse da patrulha, deitasse ao lado dela, enrolasse sua cintura em um abraço e a puxasse pra mais perto.

“Eu poderia ficar acordado a vida inteira olhando pra você, Diana. Observar suas expressões enquanto dorme: vê-la sorrir, franzir o cenho, contrair os lábios... Eu não quero mentir pra você. Mas tenho medo que você me deixe. Há mais personas que o playboy e o Batman dentro de mim, Diana. Partes monstruosas, bestiais, selvagens que eu tento manter trancafiadas... O pedaço que nem você poderia amar...”, Ele seguiu com sua confissão, que mais que dedicada à ela, era um raro momento de catarse, onde verbalizar as coisas que nunca assumira, nem para ele mesmo, devam-lhe gradativamente, a sensação de alívio do peso no peito.

— O que houve, Bruce? Alguma coisa muito ruim durante a patrulha?

— Não! – Ele sentiu a insanidade penetrar seus ossos. Se esforçando para não deixar seu pior vir à tona.

Ao entrar em seu quarto, pela primeira vez em anos, olhou para a cama e hesitou. Ele podia ver as curvas do corpo dela embaixo dos lençóis. Ela se virou na direção dele e viu o brilho aterrorizado nos seus olhos.

— Então me diga... – Diana lentamente abriu um sorriso lento.

— Eu preciso deter o Demônio, Diana... Antes que ele mate mais da metade da população mundial. – Ele conseguiu responder.

A bênção de Atena lhe deu um senso de compreensão que o fiz amá-la ainda mais. Ela sentou-se na cama, apoiando as costas na cabeceira. Sem exigir-lhe nada. Nem um movimento em sua direção. Nem um carinho ou afago.

— Bruce, você o encontrou, não foi? Por favor, me diga a verdade!

Quando ele sinalizou que sim, ela continuou:

— Eu imagino que essa sua parte não-deslumbrante se soltou por você estar perdendo tempo, ao invés de detê-lo, não é?

Ele sentou na cama ao lado dela e sentiu a tensão afrouxando aos poucos.

— Você é arrogante demais pra admitir, Batman... Mas o infalível Cavaleiro das Trevas tem duas kryptonitas: Lindas mulheres do lado negro da Força e se permitir o mínimo benefício quando há um grande problema em curso. – Ele abriu a boca para protestar, mas o olhar dela mandou que ficasse quieto, arrancando-lhe um vestígio de sorriso.

— Não ouse negar. Poupe-se da vergonha de me obrigar a citar as histórias no top 5 de ambos, senhor Wayne. – Era impossível não soltar uma risada ao ver que ela estava desconfortável – Eu suponho quanto esforço o Batman precisa fazer para manter sua imagem aterrorizante longe da imagem dele sob os efeitos da batkryptonita.

Quando ele arqueou uma das sobrancelhas, tentando decifrar o que ela estava sugerindo, com um semblante ‘em branco’, foi a vez dela sorrir. Obrigando Bruce a se esforçar em se manter ilegível, não sorrir de volta, ou abraçá-la para adorar de perto o som daquela risada divertida.

— Bruce... – Diana começou a rir – É um milagre do Deus de Alfred que seus inimigos não testemunharam o temido Morcego de Gotham, a mente mais genial que conheci em todo planeta, o único cérebro que soma uma vastidão de conhecimento nos níveis mais extraordinários, enquanto outros gênios tem apenas um e quase todos, são completamente limitados em todo resto...

— Perder os poderes pelo menos não envergonha o Kal, Batman... Mas um cérebro do tamanho de uma ervilha... – Diana gargalhou... Tentando tomar fôlego – Sejamos sinceros... Bruce... Como?... Se todas as histórias sobre como você sendo ridiculamente derrotado pelas mulheres forem verdade... Eu prefiro pensar que é um exagero pra fazer piada... Você não pode ser tão burro.

— Eu não sou. Obrigada pelo elogio e sobre todo resto... 1. Desde quando o Batman é tema de fofocas? 2. Quem contou essas histórias pra você? 3. Não acredite em tudo que dizem, princesa. Especialmente, quando a fonte não é segura.

— Bom... 1. Desde que você saiu da Liga e ninguém mais tem medo de ser pego contando histórias sobre o Batman; 2. Eu não sei se devo dizer... Não é desleal com quem contou? 3. Eu não acredito em tudo... Pra ser honesta, todas me deixam mais zangada que fazem rir. Eu prefiro não dizer o que vem a minha mente, especialmente, as historias com mulheres...

— Ciúme, princesa? – Ele a abraçou.

— Não é isso... Quer dizer, sim. Mas isso não me deixa com raiva... Queria juntar todas e oferece-las como tributo à Ares. – Ela ergueu os olhos pra ler se a expressão em seu rosto ficara desapontado com ela – Kal me contou sobre uma vez... Que uma das suas amantes o fez ser mordido por Killer Croc... Por que ela fez isso? Kal me disse que foi uma das piores feridas que ele viu você sofrer. Tão grave que você levou quase 5 meses pra voltar. Ele estraçalhou seu ombro.

— Preciso atualizar meu relatório sobre os poderes do Superman e adicionar fofoqueiro à lista – Ele sentiu o corpo de Diana balançar, quando começou a rir – Não fique zangada, Diana. Selina não tinha maturidade, tampouco uma vaga noção sobre as consequência dos seus atos. Ela era muito jovem, vestia o traje há pouco tempo, não tinha domínio ou habilidade para fugir sem precisar machucar ninguém... Ela teve uma vida muito dura, princesa.

— Você ainda a ama, não é? – Diana orou para Afrodite editar sua voz tremida.

— Sim, Diana... – Ele não precisava ver o rosto dela pra saber que sua afirmação a magoara – Princesa, olhe pra mim – Ele ergueu o queixo dela – Foi você que me fez capaz de amar. O que eu julgava ser amor, era paixão. As mulheres que amei não me amaram, tampouco eu as amei. Como seu amigo colunista de fofocas lhe contou, se elas me amassem, não haveriam traições, delações, usurpações, quebra de confiança, ou manipulações. (...) Eu amo Selina, mas não estou apaixonado por ela há um longo tempo... Eu amo a mãe dos meus filhos e sou perdidamente louco por ela. Ninguém mais!

— Eu te amo tanto, Bruce... tanto. – Quando ela o beijou, ele sentiu a umidade das lágrimas dela em seu rosto – Me prometa que não vai enfrentar Ra’s sem uma boa estratégia, tampouco rejeitar ajuda da Liga? Jure que não irá sozinho, Bruce. Você também, Batman!

— Clark, J’onn e o rei sardinha estarão aqui amanhã, Diana. Vamos planejar tudo. Não se preocupe!

— Prometa que não vai sozinho até Ra’s... Ou eu vou contar ao Arthur que você o chamou de rei sardinha – Ela tentou prender o rirso.

— Eu juro que só irei se não tiver outro jeito!

— Você podia ao menos me compensar por tirar as nuvens negras da sua mente e trancar o bat-beast novamente nos lugares negros da sua alma!! – Ela mordeu o lábio inferior, libertando uma outra besta nele. Uma besta lasciva e faminta por ela.

— Diana... Não esfregue a lâmpada, a menos que queira libertar o gênio – ele a jogou contra cama e se elevou sobre ela, com os braços esticados, na posição alta de flexão.

— Depende... O seu gênio pode me conceder três desejos ou só umzinho, porque está cansado?

— Eu já contei sobre minha prova de resistência quando eu estive na Índia? – Ela fez sinal que sim – Você ganhou um bônus, princesa... Vamos dobrar o prêmio. Vou te dar 6 desejos!

Do lado de fora da suíte, no cômodo adjacente do quarto, Alfred sorriu ouvindo as risadas ora divertidas, ora perniciosas do casal, enquanto assobiava uma canção de Marvin Gale. Especialmente para ele, longe dos olhos curiosos de outrem, de alguém, a liberdade de expressar abertamente as emoções fora um alívio bem-vindo.

O mordomo não parecia ter pressa para servir o café sobre a mesa de chá, posta na ante-sala da suíte. Recitando trechos da letra e assobiando os trechos instrumentais da melodia.

“And when I get that feeling / I want sexual healing / Sexual healing, oh baby / Makes me feel so fine”

O inglês permitiu-se o direito de sorrir antes de sair. Uma ou duas risadas abafadas e comedidas, obviamente. Ele não era um velho destemperado e senil. Tendo uma crise de riso.

Era apenas o arremate final para seu momento de liberdade emocional.

Por dentro, um mar lavava a alma.

Ele estava feliz!

(...)

Diana manteve seu olhar firme em direção a Bruce.

Ministrando a exploração dentro dela, vendo a alegria, o amor, o ardor em seus olhos, era tudo que ele podia dizer que significava um dia feliz. Ele a invadia seguidas vezes, com cuidado, como se tivesse medo de machucar os filhos.

Ao fim do amor, ele não perdeu uma batida do coração dela. Seu sorriso, seu cheio, misturado ao sexo. Diana aconchegando-se no peito de Bruce, deu-lhe um beijo e adormeceu sumariamente.

— Eu poderia continuar perdido nesse momento pra sempre. Todo momento que passo com você, é um momento que eu valorizo. Não quero fechar meus olhos. Eu não quero pegar no sono. Eu não vou dormir esta noite... Porque eu sentiria sua falta. E eu não quero perder nada. Nada do que me resta – Ele disse, entristecendo-se.

— Porque mesmo quando eu sonho com você, princesa, o sonho mais doce não é suficiente. Eu ainda sentiria sua falta. Repousando perto de você, sentindo seu coração bater, e imaginando o que você está sonhando. Imaginando se sou eu que você está vendo em seus sonhos – Bruce diz, como se previsse o fim.

Como ela poderia adormecer?! Seu coração estava prestes a bater fora de seu peito, ele estava dominado pelo terror, por deixa-la, com medo de perder essa felicidade que ele não experimentava desde que perdera os pais aos oito anos.

De repente, Bruce percebeu que ele não estava respirando. Com muito cuidado, ele se permitiu uma pequena inalação. Foi como ser tomado por assalto. O cheiro dela era como a brisa do mar, um jardim de verão, a terra molhada da chuva. Era casa, era lar, era amor. Ele colocou os dois braços ao redor dela e respirou fundo.

Ela nunca perdeu a fé, ela nunca vacilou, tão certa sobre o que eles tinham, que ambos se amavam. Ela era seu lar. O lar não é um lugar, mas uma condição irrevogável. Seu amor é sua casa, e lá ele permanece ele mesmo. Ele segurou sua futura esposa perto de seu corpo e dormiu.

Ele respirou fundo, como se tentasse fazer com que a memória olfativa guardasse o cheiro dela pra sempre. Como quem se despede de um amor. Ele só queria carregar a lembrança de como era ser feliz. Mesmo que por pouco tempo... Ele queria se agarrar a ela!

— Eu preciso fazer isso pelos nossos filhos, pela humanidade, por você. Não me odeie, Diana... Se eu tiver que ir... Eu preciso detê-lo. Mas nunca duvide que eu te amo, sempre amei, sempre amarei, princesa!– Bruce beijou o topo de sua cabeça, ouvindo-a gemer baixinho, protestando por ele ter afrouxado o seu abraço. Ele acaricia o ventre de seu amor e sorri melancólico.

Ele tinha que deter Ra’s, mesmo que sua consciência lhe dissesse que consciência de que era uma abordagem suicida. Sozinho... Como sempre dispusera-se a ser, mas de fato, jamais fora. Havia tantos Robins, filhos, amigos, a Liga, Alfred, Diana. Por eles, ele teria que enfrentar o inimigo. A Liga deveria conter o contágio. Era missão dele fazer isso sem arriscar a vida de mais ninguém que fosse importante para ele.

Não existe triunfo sem perda, não há vitória sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício. O sacrifício do cavaleiro das trevas!

FLASHBACK ON

♣ Fortaleza de Al Ghul || Líbano ♣

— Nós falhamos, pai – disse Nyssa.

Ra’s olhou calmamente de volta para sua filha.

— Eu nunca disse que seria infalível. Eu esperava que fossem destruídos, mas havia a variável de que o detetive não deveria ser subestimado. Claro que ele teria contramedidas às suas contramedidas.

— Pai, então nossa missão foi inútil?

Ra’s recostou-se na cadeira.

—Não foi inútil, na verdade, ao contrário, conseguimos algo excelente: O detetive é a principal inteligência da Liga. Até agora, estou bastante certo de que ele foi isolado. Sem ele, a Liga é mais fraca e meu plano de contaminação será infalível. Sem a Liga, o detetive não pode me deter.

Ubu e Nyssa assentiram com firmeza. Antes que Ra’s pudesse chegar ao seu próximo ponto, a porta se abriu e Talia entrou.

O Demônio deu a sua filha um olhar superficial.

— Que bom você se juntar a nós, Talia

— Posso ter uma palavra, pai? — disse Talia com os dentes cerrados. Seus punhos estavam fechados. Era mais uma demanda que um pedido.

— Não!

— Como você pode fazer isso? – Interrompeu Talia, invadindo o púlpito do pai. Sua raiva deu lugar à tristeza e a traição – Por que você quer matar meu amado? Você me prometeu que não faria isso! – Ela esbravejou um tanto pateticamente.

— Você é fraca, Talia – ele disse friamente – O detetive recusou nossos convites para se juntar a nós repetidamente. Ele é o nosso inimigo. Não podemos permitir que ele continue a atrapalhar nossos planos.

— Seja útil para mim e faça a guarda em torno da fortaleza.

FLASHBACK OFF

♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

Hipólita ficou impressionada com a restrição de Alfred. Exceto um leve sulco que apareceu em sua testa, o homem não revelou seu espanto ao vê-la pela primeira vez.

— Eu sou a rainha de Themyscira e estou aqui para ver minha filha – Ela disse, em um tom régio.

— Bem-vinda à mansão Wayne, sua Majestade – disse Alfred ao abrir a porta, fazendo uma reverência.

— Espero não estar incomodando – disse ela.

— Sua Majestade, vossa visita é uma honra. Infelizmente, a senhorita Diana não está no momento.

Hipólita sorriu.

— Seu mestre não está à minha espera, tampouco minha filha. – Ela baixou a voz para um murmúrio quieto. – Eu tenho pouca ciência de como mudaram os costumes no Mundo do Homem, mas eu tenho motivos para crer que poderia falar com o Batman.

A expressão de Alfred não mudou, mas havia um tom de formalidade extra em sua voz.

— Entendo... Por favor, entre, sua majestade. Eu vou chamar o mestre Bruce – Ele disse, organizando a mente que queria proteger Diana de uma discussão com sua mãe, caso os deuses a tivessem enviado por desgosto à sua união com Bruce. Havia um certo stress nas palavras de Alfred. Um stress que nunca houvera antes.

Ela entrou quando ele acrescentou: – Vossa majestade precisa de algo enquanto espera. Eu tenho chá e biscoitos ingleses, alteza.

— Não... Estou bem, obrigada – Ela sorriu. – Eu pretendo aguardar enquanto examino o foyer. Seu mestre tem uma coleção de obras de arte interessante.

— Como desejar, sua Majestade – Alfred curvou-se mais uma vez e silenciosamente desapareceu.

Hipólita apreciava arte e observou as obras. A maioria era moderna (para ela), artistas e estilos que ela nunca tinha visto antes, mas algumas peças pareciam de origem grega. Ela se perguntou se aquilo era a influência de sua filha.

— Mestre Bruce estende suas desculpas por fazer vossa alteza esperar – disse Alfred, que reaparecera tão silenciosamente que não tinha sido notado. Quando a rainha voltou-se para ele, ele acrescentou – Por favor, queira me acompanhar!

Hipólita seguiu-o até o elevador que desce à caverna, observando enquanto as luzes se apagavam, o ar crescendo mais rarefeito. Uma lembrança de Hades veio à sua mente... E os cabelos na parte de trás do pescoço se arrepiara. Diana amava um homem envolto por tamanha escuridão? Quão irônico poderia ser o destino.

Apesar da triste atmosfera, a voz do Batman soou um mínimo descontraída.

— Princesa? Não me diga que você retornou antes do almoço para me sedu... – Ele parou na metade da frase.

Alfred colocou-se à frente de Hipólita enquanto entravam na caverna. Ela não podia ver sua expressão quando ele anunciou sua entrada.

— Sua alteza real Hipólita, rainha das Amazonas, governante de Themyscira, alta sacerdotisa de Hera e guardiã dos Portões do Tártaro.

Ele se virou para ela, e só então viu os vestígios de um sorriso amado desaparecer. Mesmo quando o sorriso fraco foi substituído por outro sorriso formal e educado, Hipólita percebeu que Alfred estava desfrutando o choque de seu mestre.

— Sua Alteza, existe algum outro serviço que eu possa fornecer antes de ser dispensado?

Hipólita sorriu enquanto sacudia a cabeça negativamente.

— Sua hospitalidade fora exemplar, Sr. Pennyworth. Eu o agradeço!

Quando Alfred saiu, a rainha estudou a expressão de Batman mais uma vez. Ele parecia atordoado.

— Me permita uma consideração, Batman: ficar com essa expressão paralisada compromete o efeito que você se esforça tanto para criar. Eu vou aguardar você se recompor.

Um piscar de olhos depois, a expressão de Batman endureceu. Seus olhos se estreitaram e com voz educada, se não particularmente acolhedora, ele disse.

— Sua Alteza, eu acredito que posso me desculpar por um momento de surpresa. Sua presença aqui justificaria isso, estou certo? – Batman fez uma pergunta retórica – O que posso fazer por vossa majestade?

— Preciso que me ajude a cumprir a vontade dos deuses: Diana terá uma nova missão e eu creio que você é o mais indicado para me ajudar a fazer os arranjos necessários.

— E o que seria? – Bruce arqueou uma sobrancelha, em questionamento.

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Notas finais
Trilha do capítulo: Dean Lewis - Waves https://www.youtube.com/watch?v=dKlgCk3IGBg