Broken Hearts
76 Enlace - Parte II - Corpo, alma e corações atados
Notas iniciais

|| Mar Egeu || Ilha Paraíso ||
♣ 10 dias depois...
Heart beats fast/ Colors and promises
O coração acelerado/ Cores e promessas
How to be brave/ How can I love
Como ser corajoso/ Como posso amar
When I'm afraid to fall
Quando tenho medo de me apaixonar
But watching you stand alone
Mas ao assistir você sozinha
All of my doubt suddenly goes away somehow
Toda a minha dúvida de repente se vai
(A Thousand Years – Christina Perri)
Os olhos cinzelados de Bruce varreram todo cenário diante dele quando, só então, pareceram descansar no horizonte. Um olhar que poderia ser traduzido como alguém que, não apenas está à espera, sobretudo, um olhar de esperança que a maioria de seus amigos jamais vira – à exceção de poucos que o conheciam intimamente sem a máscara do herói.
Os sentimentos para ele agora eram outros. Embora ele tivesse suposto que o enlace ‘real’ causasse-lhe mais desconforto emocional (dúvida, nervosismo, dificuldade em lidar com emoções fortes), para sua surpresa, suas suposições estavam completamente equivocadas.
Bruce sentiu-se estranhamente relaxado – na medida do possível para o Batman, claro! – Admitindo a si mesmo que a cerimônia íntima, realizada após o espetáculo para a imprensa, ao contrário de suscitar dúvidas e fazê-lo hesitar, funcionou como um descanso para seu coração – sempre tão bombardeado pela mente – deixar-se livre para vivenciar as emoções de um momento tão importante em sua vida.
Em virtude disso, por alguns segundos, ele permitiu-se acreditar que, se acaso Deus existisse e concedesse-lhe um dia na vida livre de toda e qualquer dor, medo ou raiva; um momento onde tudo parece divinamente configurado, perfeitamente combinado, magicamente configurado para que ele possa ser ‘todo coração’ – sem precisar manter a mente paranoica alerta, enterrando sentimentos e privando-se de experimentar o calor do afeto.
Bruce tentou não sorrir quando a sensação reconfortante de tranquilidade foi ganhando mais força. Contudo, a tropical brisa fresca, o cheiro salíneo suave do mar e o som contínuo das ondas batendo contra a parede rochosa na costa eram os primeiros facilitadores de seu ‘relaxamento’. Havia tantos mais... Nada parecia estar errado ou fora de lugar.
Seus olhos varreram o ambiente ao seu redor: Os arranjos para a cerimônia foram organizados na costa de uma das ilhotas do território de Themyscira – que, como os continentes, foram desmembradas da Ilha principal em virtude dos movimentos sísmicos das placas tectônicas. Ao contrário do primeiro casamento, este tinha uma decoração simples e romântica – que deixara Bruce intrigado com o fato de tê-la apreciado bem mais que o normal.
Havia uma espécie de altar, que serviria para destacar o cerimonialista e o casal. E cadeiras de madeira dispostas à esquerda e direita do altar, formando um corredor, enfeitado com flores que emanavam um aroma delicioso.
Bruce observou os convidados, tentando manter uma expressão neutra. Seu padrinhos – Dick e Leslie, Dinah e Oliver – estavam de pé, à sua direita. E os de Diana – Lois e Clark, John e Shayera – do lado oposto. Havia poucos presentes: Bárbara, Tim e Damian; Donna, Artemis e Cassandra, Victor Stone, Wally, Connor e Megan; e apenas alguns leaguers que sabem a identidade civil do Batman – Barry, Artur e Mera, Vic Questão e Helena e J’onn.
Ele parecia ainda mais impressionante que o habitual. Mas era difícil identificar a razão disso. À primeira vista, o homem estava bonito como sempre: a perfeição do corpo esculpido por Michelangelo e a beleza sedutora de seus traços faciais finos e vigorosos nos lugares certos.
Era difícil saber que o coração feliz e em paz deu a Bruce um brilho extra. Ele estava divino: Os cabelos negros, desgrenhados pelo vento; o conjunto branco de calça e camisa de mangas compridas; os pés descalços; a expressão despreocupada... O fez ainda mais lindo!!
(...)
One step closer/
Um passo mais perto
I have died every day waiting for you
Eu morri todos os dias esperando você
Darling don't be afraid/
Querido, não tenha medo
I have loved you for a thousand years
Eu te amei por mil anos
I'll love you for a thousand more
Eu te amarei por mais mil
— Diana, você está segura de sua decisão? – A pergunta não surpreendera a princesa – Unir-se a esta mortal, em uma cerimônia sagrada, soa-me como um desperdício. Me parece bem mais sábio apenas tomá-lo como companheiro.
— Mãe... eu amo o Bruce. Eu sempre o amarei. Mesmo quando ele não estiver mais entre os vivos. Eu não desejo ligar minh’alma a de mais ninguém.
A exuberante rainha dirigiu-lhe um sorriso conformado e sincero, beijou-lhe a têmpora ternamente e tomou o caminho do púlpito. Vendo-a caminhar até o altar, duvidaria que alguém além dela pudesse capturar os olhares de todos como fizera Hipólita.
A poderosa postura altiva da realeza amazônica, a inegável beleza de seu rosto de traços fortes, a cabeleira dourada trançada em uma cascata lateral, a longa toga cerimonial, usadas em cerimônias sagradas, onde a rainha fazia as vezes de sacerdotisa suprema de Hera.
— Antes de seguirmos, minha senhora... Gostaria de dizer-lhe que me sinto deveras honrado de conduzi-la ao altar – Diana sorriu para o velho mordomo inglês, como se tivesse visto um sorriso por baixo de sua expressão polida.
— A honra por você ter aceitado é toda minha, Alfred – Ele sentiu o afago em seu coração ao ouvir as palavras doces e os olhos agradecidos da senhora Wayne – O que era respeito e admiração pelo que você fazia por Bruce, logo me levou a amá-lo, quando o conheci. Você é e sempre será o grande amor de Bruce, assim como os pais dele. E eu te amo por todo amor que você tem dado ao homem para quem eu dei meu coração.
Diana o abraçou e Alfred, como poucas vezes na vida, permitiu-se devolver o abraço com o máximo de afeto que ele poderia – o que causara um burburinho entra algumas amazonas, em virtude da descompostura de sua princesa para com um homem.
De longe, Bruce os observara emocionado...
A heroína amazona conseguira o impossível, mostrando-se ainda mais bela que sua habitual beleza no topo da escala. Certamente os longos fios negros soltos, movendo-se com o vento – como uma manada de corcéis negros selvagens – adornados por uma coroa de rosas rubras exóticas de Themyscira; o vestido branco de estilo grego clássico, rendado e fluido (confortável para uma grávida de 6 meses); os pés descalços; o rosto divinal livre de qualquer pintura, a não ser a do brilho luminoso de seus lábios – envernizados naturalmente pelos sulcos de algumas frutas. Diana deve consumir algumas frutas enviadas por Deméter e Perséfone, antes da cerimônia, como parte do ritual de união.
Todavia, a resposta para o impossível não está no exterior, no material. Diana mostrou-se ainda mais linda, quando irradiada pela luz da felicidade que embeleza igualmente as mortais em seu momento de plenitude de amor.
A princesa imortal vestia um sorriso radiante nos lábios e em seus olhos, levemente apertados, empurrados pelas maçãs do rosto, elevadas pelo arqueamento labial. Obedecendo o rito dos casamentos tradicionais do patriarcado, ela caminhou em direção a Bruce de braços dados com Alfred – quando Dinah e Lois explicaram-lhe o quão significativo o ato era, ela quis repeti-lo, para homenagear o pai afetivo de seu marido.
(...)
Time stands still/ Beauty in all she is
O tempo fica parado/ Há beleza em tudo que ela é
I will be brave/ I will not let anything take away
Terei coragem/ Não deixarei nada levar embora
What's standing in front of me
O que está na minha frente
Every breath/ Every hour has come to this
Cada suspiro/ Cada momento trouxe a isso
Antes de ‘entregar a noiva ao noivo’, Alfred segurou delicadamente o rosto de Diana entre as mãos e plantou um beijo suave em sua testa – tal como a bênção dada por um pai à filha. Em qualquer outro momento, a cena improvável protagonizada pelo inglês, em público, chocaria aqueles que o conhecem bem, como os membros do clã dos Morcegos. À exceção de hoje... Um dia em que, mesmo aqueles que se privam de aliviar as emoções, receber conforto e carinho, se permitiram desacorrentar o coração.
Bruce e Diana deram-se as mãos e ficaram de pé, diante da rainha de Themyscira. Que ajoelhou-se, inclinou a cabeça e dirigiu o olhar ao chão de areia. Em sinal de contrição e devoção à rainha dos deuses.
A voz suave e melodiosa da sacerdotisa entoou o que parecia ser um Salmo, em louvor aos deuses, em sua língua materna – o mais antigo dialeto grego, datada de 1.400 anos antes das comunicações das espécies mais primitivas do homem, anteriores ao homo sapiense.
A beleza de cabelos dourados pôs-se de pé, ao finalizar a última estrofe. Ela ergueu a cabeça e voltou o olhar na direção do casal. Quando algo capturou sua visão, obrigando-a uma reação inconsciente de paralisia – como se tivesse sido atingida por um choque.
— Mãe... A senhora está bem? – Diana percebeu que sua mão tinha o olhar fixo em alguém e virou-se para os convidados para achar resposta.
Ela não demorou para encontrar a figura do responsável.
“Estava tudo bom demais pra ser verdade”, Bruce sussurrou para si mesmo quando reconheceu o recém-chegado – por mérito de suas habilidades dedutivas de detetive. Não pela fisionomia.
Era um homem alto, bem construído, aparentando ter não menos que 40 e não mais que 50, de cabelos negros, com algumas mechas grisalhas, impecavelmente penteados, usando um fraque preto.
Ele caminhou até o altar, sem constrangimento por interromper a cerimônia, com um sorriso cínico.
Hades!!
— Ah, Minha querida Lita, você não me convidou para o casamento da nossa filha?! – não era uma pergunta.
— Filha? Eu não sou sua filha – Diana cerrou os punhos – Não é, mãe?
Hipólita ficou em silêncio. Confirmando a sentença do deus do submundo.
E Bruce abraçou a esposa, como quem deseja confortá-la e, ao mesmo tempo, acalmá-la.
— Eu vim em paz, minha querida. Trago apenas um presente.
— Não vamos aceitar nada que venha de você! – Diana respondera de pronto.
— Ah, minha filha. Eu apenas trago algo enviado por sua amada amiga Perséfone. Ela diz que é um presente dela para você. Mas como você sabe, ela não pode se ausentar do Submundo nesta estação.
Algo foi dado por Hades para ser saboreado é um líquido fora derramado no cálice sagrado e dado a bruce e Diana, que beberam ao fim da cerimônia, enlaçados pelo laço da verdade, quando fizeram seus votos. Em sinal de que a declaração de seu amor era verdadeiro.
Hades sorriu, ao lado de Hipólita no altar.
Era o segundo passo de seu plano em ação.
(...)
Os votos foram feitos à moda antiga...
— Você deseja se ligar a este mortal, criança? Se tu desejas, dize-me por que! – Hipólita perguntou a sua filha, envolta com Bruce no laço da verdade de Héstia.
“Porque casar-me é uma forma de dizer que eu acredito no amor de uma forma única e especial. É unir famílias, amigos. É imaginar o futuro ao lado de alguém que você ama.Casamento é somar, dividir e multiplicar, não subtrair. Casamento é virar o mundo de ponta cabeça para tirar um sorriso do outro quando ele estiver na escuridão da caverna. Casamento é sentir o mundo em uma pele diferente. É sonhar outros planos e arranjar maneiras de realizá-lo. É sentir o medo, a ansiedade e o cansaço da outra pessoa no final do dia.
Casamento é uma forma de viver mais emoções do que o normal. É desbravar a vida com um olhar diferente e criar laços em qualquer lugar do mundo, pois a companhia é agradável. Casamento é assinar que quando as brigas existirem, não há para onde fugir, mas você também, no fundo, não deseja ir para nenhum outro lugar. É amar, mãe...”
Bruce, com o olhar da rainha, fez seus votos:
“Eu quero dizer sim a cada dia para as melhores qualidades do mundo e os piores defeitos que está dentro dela. Alguém que te deixa doido, mas que é impossível não amar, pois é o mesmo alguém que te faz se sentir confortável em ser quem você imperfeitamente é. Estar com Diana faz com que minha realidade dura seja suportável. Meu amor por você foi o primeiro convidado da lista, princesa. O que vem depois... eu não sei. Um dia por vez... Mas eu não quero nunca mais estar sem você. Nunca mais!”.
And all along I believed I would find you/
O tempo todo eu acreditei que te encontraria
Time has brought your heart to me/
O tempo trouxe o seu coração para mim
I have loved you for a thousand years/
Eu te amei por mil anos
I'll love you for a thousand more/
Eu te amarei por mais mil
♣
Bruce permitira-se uma pausa absurdamente longa... De 3 dias de lua de mel – que na realidade, eram apenas 2, tendo em vista que a contagem dos dias de folga considerou que o dia da cerimônia era o primeiro deles.
Seus amigos mais íntimos, os últimos a deixarem a festa na ilha, Clark e Lois, Dinah e Oliver e Dick e Kory, não esconderam a desaprovação quando ele respondeu a Dick por quantos dias Asa Noturna assumiria a patrulha em Gotham. Todos estavam bêbados, mesmo os metas... Afinal, o vinho servido aos convidados fora um presente de casamento de Dionísio – e o Homem de Aço não é imune à mágica, como todos sabem.
Ele tentou não sorrir quando Clark, pela primeira vez embriagado, disse que eles seriam felizes porque Diana, além dele e Alfred, era a única que podia suportar Bruce.
Quando o brilho translúcido do teletransporte da Torre de Vigilância desapareceu, levando os últimos convidados, Diana soltou um suspiro cansado.
The world was on fire and/
O mundo estava em chamas e
No one could save me but you/
Ninguém podia me salvar, a não ser você
It's strange what desire make foolish people do/
É estranho o que o desejo faz as pessoas tolas fazerem
I'd never dreamed that I'd meet somebody like you/
Eu nunca sonhei que conheceria alguém como você
And I'd never dreamed that I'd lose somebody like you/
Eu nunca sonhei que perderia alguém como você
(Wicked game – Chris Isaak)
Diana não conseguiu evitar que um sorriso aparecesse em seus lábios. Ela não tinha certeza se estava agradecida de seus amigos terem ido. Mas ver o seu marido majestoso subir os degraus de entrada da casa a beira-mar era excitante.
Quando ela se juntou a ele no corredor, Bruce estendeu a mão direita para Diana lentamente, colocando-a em torno de sua cintura e a esquerda indo para as costas dela. Enquanto a amazona envolvia as em torno de seu pescoço, seus rostos se fechando para selar seus lábios expectantes uns contra os outros.
O contato enviou tremores pela espinha, fazendo com que eles se pressionassem um contra o outro com mais força. A necessidade de suporte adicional os fez empurrar o outro para a parede. A força superior dela venceu quase que imediatamente, fixando-o na parede atrás dele.
Quando os lábios de Diana se fecharam no lábio superior de Bruce, ele abriu a boca para dar mais acesso e era hora da língua se mover para provar a da sua captora. Ela não teve tempo de se arrepender... As sensações fizeram com que seus lábios e línguas se movessem com um desejo frenético de aumentar o prazer, para satisfazer a crescente fome de ambos.
Eles perderam a noção de tempo. Eles haviam perdido a capacidade de pensar enquanto beijavam-se, lambiam-se, provavam um ao outro. Um sabor delicioso que só aumentava a fome que sentiam um pelo outro.
Afastando-se de seus lábios, Diana se concentrou em mover as mãos hábeis para trabalhar com os botões da camisa. Deslizando, ela o deixou retirar as mãos das mangas antes de levantar a camisa sobre a cabeça. A extensão de seu torso absolutamente musculoso e cheio de cicatrizes de herói a cumprimentou, abrandando a velocidade de seu frenesi.
Seus olhos agora eram curiosos, sua luxúria se acalmou pela visão diante dela. Que homem maravilhoso era “seu Heitor, seu Bruce. SEU!”. Sua mão pousou delicadamente em seu peito, como se estivesse tocando uma pintura que ela não deveria tocar porque era pura arte, intocável.
Ela rastreou cada elevação das cicatrizes, como se o estivesse lendo em braile. Mas, como se a mão dela não fosse suficiente, ela abaixou os lábios no peito dele, beijando e movendo a língua sobre cada uma, enviando um tremor pela coluna vertebral do mortal com que se casara.
Ele quase não foi mais capaz de ficar de pé. Então, desviou sua atenção para deslizar os dedos sob as tiras do vestido, fazendo com que o material de seda caísse pelo tronco e se prendesse em seus quadris. Ele moveu as mãos pelas costas dela, desfazendo as abotoaduras do sutiã, deixando os seios deliciosos de sua amada livres para ele.
Sua pele impecável brilhou diante de Bruce, que moveu as mãos para baixo de suas coxas, enquanto ele a elevava e a moveu para a cama. Ele se ajoelhou no pé da cama, deitando-a gentilmente, enterrando o rosto em seus seios, provando sua pele lentamente. Movendo-se até o estômago, ele deitou beijos marcantes. Ele puxou seu vestido que estava preso em seus quadris, atirando-o longe, sem afastar os olhos da deusa diante dele.
Diana olhou enquanto Bruce a deitou, perdendo-se em seu corpo. Havia uma veneração nos olhos dele, bebendo da beleza de sua esposa. Era pura adoração. Era mais que apenas luxúria.
No, I don't want to fall in love/
Não, eu não quero me apaixonar
(This girl is only gonna break your heart)
(essa garota só vai quebrar seu coração)
No, I don't want to fall in love/
Não, eu não quero me apaixonar
(This girl is only gonna break your heart)
(essa garota só vai quebrar seu coração)
With you
Por você
Bruce segurou o tornozelo direito de Diana, olhando para a renda linda da calcinha branca que permanecera cobrindo o que ele queria. Ele beijou o tornozelo, movendo-se lentamente pelo calcanhar, depois atrás do joelho, cada beijo a fazia sacodir-se, como um fio de eletricidade ligado à sua coluna. Ela gemia suavemente, aumentando a intensidade dos beijos sucessivos, enquanto as mãos dela apertaram os lençóis.
Colocando um último beijo na parte de dentro da coxa, ele tentou ignorar seu gemido para escorregar os dedos sob as abas de cada lado de seus quadris antes de puxar a calcinha lentamente pelas pernas, sabendo que o tecido criaria uma intensa fricção na pele dela já sensível.
Uma vez fora, ele descartou a peça íntima e olhou para ela. Seus olhos estavam aborrecidos nele, meio suplicantes, meio comandando-o para continuar sua adoração luxuriosa. Ele deu a si mesmo uma fração de segundo para arrastar os olhos por seu corpo: os seios dela estavam subindo e descendo, indicando sua respiração aumentada. Ele lembrou-se de como queria voltar para eles, para suga-los como um bebê faminto. Suas mãos estavam inquietas, agarrando e puxando nos lençóis. Suas pernas também estavam agitadas, esfregando-se contra os lençóis, os dedos dos pés em um movimento de ondulação. “Deus, ela estava excitada ao máximo”.
Ele fechou os olhos e lambeu os lábios, o gosto dela na boca o fez explidir de desejo.
Ela olhou para o homem de pé ao pé de sua cama, olhando para ela. A iluminação suave do quarto deu ao seu tronco uma sombra sedutora, as formas de sua musculatura uma atraente combinação de luz e escuridão. Ela o queria perto. Ela queria senti-lo com todos os seus sentidos. Ela tentou transmitir sua mensagem para ele com os olhos dela, mas ele a examinou antes de fechar os olhos e lamber os lábios. Era demais para ela.
"Bruce... por favor", sua voz soprou de desejo e ele abriu nos olhos. Ela ergueu a perna esquerda, levando-o a agarrá-la suavemente. Ele abriu caminho até a perna, mais rápido desta vez, ansioso para provar o que ela tinha para oferecer. Uma vez na junção entre as pernas, ele colocou os braços sob as coxas, as mãos curvando-se e descansando na crista do quadril, o rosto colocado perfeitamente para deleitar-se, saborear o néctar de sua mulher.
Ele provocou-a suavemente, ganhando uma careta aborrecida, que ele achava linda, quando ela ergueu os quadris, desejando algum contato físico da parte dele com urgência. Usando as mãos, ele empurrou os quadris para baixo, massageando as cristas através de sua pele lisa. A julgar por seus gemidos, ele sabia que tinha que acabar com sua provocação logo ou ela acabaria com ele.
Bruce começou colocando beijos suaves em torno de sua intimidade, provocando gemidos gentis que lhe disseram que ainda não era suficiente pra ela. Ele permitiu que a língua dele a provasse, tão lentamente, se aproximando do alvo.
Ele rastreou círculos em torno dela, antes de se retirar mais longe para colocar um beijo na coxa. As pulsações de seu corpo e seus gemidos e gemidos aumentaram gradualmente de tom, sua feminilidade reluzente líquida, indicando que ela estava perto da borda orgástica.
Seus quadris subiram quando a língua dele entrou em contato com a carne dela, mas Bruce sabia que alguns golpes seriam suficientes. Dando alguns lances longos e lentos, acelerou o ritmo e, com os lábios fechados ao redor dela, ele a sugou.
Seu grito indicou que ele havia conseguido o melhor de sua esposa. As coxas trêmulas confirmaram o sucesso da empreitada. Os sentidos de Diana ficaram sobrecarregados e ela os perdeu todos, enquanto seu orgasmo a percorria.
Bruce ergueu a cabeça lentamente, olhando-a nos olhos. Ela estava tão perfeita como sempre. O volume da gravidez não interferia em seu desejo por ela.
What a wicked game you played/
Que jogo malvado você jogou
To make me feel this way/
Que me faz sentir desta forma
What a wicked thing to do/
Que coisa malvada de se fazer
To let me dream of you/
Deixar-me sonhar com você
Diana estendeu a mão para Bruce, puxando-o suavemente para ela. Ele deslizou sobre sua pele corada, inalando seu cheiro maravilhoso. As mãos dela seguraram seu rosto enquanto olhava nos olhos dele. Ele estava desejando por ela, mas podia dizer que ele estava controlando a si mesmo, esperando a permissão dela, como se tivesse medo de machucá-la ou a seus filhos.
Ela puxou-o para mais perto, fechando seus lábios contra o dele enquanto sentia seu peso deliciosamente pressioná-la, de lado, sentindo o contato de sua pele tocando a dela. Ela provava uma umidade embriagadora dele em seus lábios. O gosto dela na lígua dele, misturando os sucos da saliva e da intimidade. Era como um coquetel embriagante que os fez gemer de prazer.
Desejando mais controle, ela o virou, assumindo a posição acima dele enquanto ela trazia os quadris para cima, empurrando-o para baixo. Seu toque gentil fez com que ele se contorcesse. Ela envolveu sua mão ao redor do membro rijo, acariciando-o. Ela podia sentir seu coração trovejando no mesmo ritmo peniano, bombeando deliciosamente.
Seu orgasmo, embora satisfatório, apenas aumentou seu desejo de levá-lo para dentro dela. Reposicionando os quadris, ela lentamente se abaixou sobre o falo, guiando-o com a mão. Ela esfregou-se sobre ele, molhando-o no processo e estimulando-se com habilidade.
Depois de alguns golpes, ela o guiou para dentro, fazendo com que ambos gritassem de prazer. O balanço lento e gentil de seus quadris enviou ondas orgásticas através de seus corpos. Diana olhou nos olhos de Bruce enquanto seus quadris continuavam seu ritmo de cavalgada, aumentando tão lentamente, tão faceira, tão sensual.
Através da névoa em sua mente, ela percebeu o poder que ela tinha sobre ele. Bruce, que nunca abandonou seu controle, deu-lhe todo poder sobre ele. Isso era mais erótico que fodê-la. Mais profundo do que jamais seu longo falo poderia ir.
Ela sentiu uma onda de emoção desenfreada em seu peito quando ela olhou para ele. Descansando a testa contra o dele, ela sentiu que ela se aproximava do clímax mais uma vez, enquanto ele a estimulava, com uma fricção pélvica que a língua já havia começado.
Em breve, ela se encontrou na borda do prazer. O intenso prazer fez com que ele baixasse os quadris, provocando seu orgasmo. Ele, no entanto, sentiu seu aperto em suas mãos quando seu segundo orgasmo mais poderoso percorreu seu corpo, suas coxas se contraíram, apertando-o dentro dela, tornando ainda mais difícil se conter, a visão de sua pele cintilante e seios que não ajudavam Bruce a segurar o seu impluso. Sem suporte, seu torso se convulsionou quando ela jogou a cabeça para trás, seu grito eclipsando seus gemidos. Ele gozou... feliz!
O torso de Diana gradualmente ficou manco quando seu orgasmo diminuiu e Bruce se levantou para apoiá-la, envolvendo um braço em torno de sua cintura. Enterrando o rosto no pescoço, ele lentamente a virou e a deitou, usando a mão livre para virar o rosto para ele. Seus olhos esmaltados gradualmente se concentraram nele.
Descendo do céu do prazer, eles se concentraram no som da respiração um do outro. Ela podia sentir seu coração batendo através de seu peito, seus olhos relaxados enquanto a olhavam.
Ela tentou transmitir seus sentimentos com os olhos dela, prazer em ver uma emoção semelhante refletida no dele. Colocando um beijo gentil em seus lábios, ela deu um sorriso, contente com manter tudo o que eles tinham entre eles quieto por enquanto.
Ele se tornara vulnerável a ela e ela iria apreciar essa dádiva sem ganância por seu amor.
Eles se abraçaram...
E dormiram o sono dos bem-aventurados quando som de um eu te amo dito quase em silêncio ecoou.
♣
Na manhã seguinte, Bruce olhou-se no espelho.
Ele sentiu-se mais jovem, mais disposto. Mas imaginou que o ‘esporte’ revigorado.
Quando Diana o olhou incrédulo.
Era o efeito do presente de Perséfone...
"Néctar e ambrosia”
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