Broken Hearts

75 Enlace (Parte I) - Aceito


Notas iniciais
Saudações, queridos Vocês merecem ser beatificados por Vossa Santidade Chico criatura maravilhosa I, pela paciência com esta autora que vos escreve. Os atrasos não são por desinteresse pela estória, bloqueio criativo ou descaso com o leitor. Esse período de fim de ano reduziu drasticamente meu tempo disponível para escrever. Mil coisas pra fazer no trabalho, na Universidade e 300 confraternizações. No mais, Boa leitura e feliz ano novo!! ♥

“Prometo ser fiel,

Amar-te e respeitar-te

Na alegria e na tristeza,

Na saúde e na doença,

Na riqueza e na pobreza,

Por todos os dias da nossa vida

Até que a morte nos separe”

(Liturgia matrimonial)

♣ ♣ ♣

|| Gotham City || Jornal Gazeta de Gotham ||

A linda Victoria "Vicki" Vale sorriu para si mesma quando terminou seu artigo para manchete do maior periódico de Gotham City.

Bem, o dia finalmente chegou!

Um casamento em uma escala cósmica. Este é o tipo de evento que entra para história da cultura pop, como o casamento de William & Kate. É o tipo de coisa da qual falarão até o fim dos tempos, não resta dúvida.

Esqueça Sofía Vergara e Joe Manganiello, para o inferno com Tom Brady e Gisele Bündchen, ou Ryan Reynolds e Blake Lively. Ninguém quer saber das Kardashians ou com quem Taylor Swift está brigando agora. O que Hollywood quer atualmente é a realeza. Mas não a inglesa. O mundo quer Briana. Bruce e Diana. O príncipe de Gotham e a princesa de Themyscira, que oficializam o enlace esta noite.

Quem não ficaria curioso com um casal tão inusitado? Um um playboy irresponsável, o segundo homem mais rico de todo planeta, com bilhões de dólares em sua conta bancária e uma má reputação de romances e bebedeiras de fazer corar Mick Jagger. Ela, uma princesa, eleita pela People a mulher mais bonita do mundo por três anos consecutivos, super-heroína fundadora da Liga da Justiça, abençoada pelos próprios deuses gregos (nossa, eu pensei que meu ego era grande!!), nascida em uma ilha de mulheres escassamente vestidas (Bruce, melhor não ir até lá, querido. Você poderia ter uma recaída!).

Juntos, eles valem mais que alguns países europeus.

O romance é um conto de fadas. Todos amam contos de fadas. Mas o que todos amam ainda mais é o amor e como ele pode ser transformador. Bruce parece estar se comportando. Disposto a formar uma família (ele não perdeu tempo em começar a procriar, obedecendo à fórmula de sua ninfomania). Segundo o playboy, seus filhos foram concebidos quando eles ficaram mais íntimos, em seu iate, no sul da França, durante uma viagem romântica.

Oh, você não leu errado: filhos, gêmeos. Porque Bruce Wayne não é um homem com baixos padrões.

Eu nunca pensei que alguém poderia noticiar o insumável, mas quando vimos esse anel nos dedos de Diana há um mês, tinha que ser verdade. Jesus abençoe a América: Bruce Wayne vai se casar!

Então, termina o estilo de vida badalado do último grande homem da América sobre a cidade. Em algum lugar, centenas de supermodelos, atrizes e mulheres com seu nome em cadeias hoteleiras de luxo (sim, ele namorou Paris Hilton também) estão chorando e lamentando em um vale de lágrimas, porque Brucie-Brucie já tem a mulher que ele ama.

Eu particularmente, sempre achei que se um dia, uma garota pudesse amarrar o nó com Bruce Wayne, ela deveria ser especial, como uma deusa viva caminhando entre nós, pobres mortais. Esta mulher finalmente o enlaçou com seu laço mágico: Diana de Themyscira.

|| Gotham City || Mansão Wayne ||

O sol se elevou sobre a mansão Wayne mais uma vez e Bruce Wayne já estava acordado. Na verdade, ele não dormiu. O que ele fez? Por que ele fez isso? Décadas de treinamento em raciocínio dedutivo não lhe deram assistência neste momento. Este não era um enigma que ele poderia resolver, coletando evidências ou interrogando testemunhas. Ele não conseguiu pesquisar no computador Batcaverna para obter uma resposta ou pedir ao Oráculo para verificar seus informantes.

Isto era... novo.

Bem, não era assim tão novo. Bruce já esteve apaixonado antes. As mulheres entraram e saíram de sua vida ao longo dos anos. Selina, Vicky, uma menina ou duas na faculdade, Andrea, Talia. Todos eles deram-lhe aquele momento de dúvida, aquele pequeno pensamento irritante que lhe disse "Pare". Desista da guerra e seja feliz.

Mas de alguma forma Diana era diferente. Era natural que essa conexão emocional e profissional gradualmente se transformasse em algo mais. Bruce não percebeu o quão rápido isso aconteceu. Uma noite, as estrelas se alinharam e uma taça de champanhe foi tudo que tomou, quando a beijou naquele maldito baile para os policiais que ela havia salvado. Ele estava tão feliz...

Então, por que ele se sentia tão culpado?

Quando jovem, Bruce Wayne fez um voto solene em nome da justiça. Ele nunca quebrou esse voto. Nenhuma uma vez. Mesmo com uma parte quebrada, enfrentando uma vida triste como inválido, ele continuou a luta. Ele saiu todas as noites para defender os inocentes.

Mas isso era diferente de todas as outras noites. Isso nublava sua visão. Fazia o futuro parecer tão pouco claro. Esse foi o primeiro passo para pendurar o capuz? Ele estava se aproximando do fim da guerra? Ele ia deixar a promessa que fez aos seus pais?

Bruce sabia que ela estava atrás dele, mas fingiu se surpreender quando os braços de Diana se envolveram em sua cintura. "Você acordou cedo." Ela sussurrou. Ele sentiu a mão dela esfregar o estômago e traçar o esboço de seus músculos.

— Eu não consegui dormir!

— Quer que eu ajude você a relaxar? – Diana sorriu com malícia.

Ele sorriu de volta.

Bom, Bruce estava se valendo muito disso ultimamente. Era uma das coisas que o preocupava. Ele mudava quando ela estava ao seu redor. Era como se o peso da dar fosse tão menor, tão insignificante. Será que ele poderia continuar sendo o Batman quando não houvesse mais dor?

— Não, eu estou bem!

Era uma mentira, mas ele não conhecia uma maneira melhor de colocá-lo sem magoá-la. Normalmente Bruce era cuidadoso em dizer mentiras ao redor da mulher que carregava um detector de mentiras no quadril, mas precisava.

— Bom, eu preciso de um bom café da manhã.

Ela sabia que não deveria pressioná-lo. Isso era mais uma das cosias maravilhosas sobre ela. Em vez disso, Bruce sentiu seus braços poderosos apertá-lo, transmitindo conforto.

— Eu vou tomar um banho – Ela disse em retirada.

Logo ele estava sozinho com seus pensamentos, contemplando silenciosamente o tipo de vida ainda mais complicada que teria com aquele casamento. Bruce Wayne era um personagem que Batman adotou para combater o crime, e não o contrário. Não havia Bruce Wayne. Bruce Wayne era nada mais que um nome que ele costumava assinar nos cheques. Mas agora, a pessoa falsa seria casada. A pessoa falsa tinha uma conexão com um amor real e isso o assustava.

No começo era assim que ele racionalizava seu relacionamento com Diana. Este era Bruce Wayne namorando com ela, perdido de amores por ela. Não tinha nada a ver com Batman. A princesa das Amazonas era apenas uma das centenas de garotas que caíram para a conversa suave do bilionário charmoso, mas a única diferença era que Diana tinha o charme suficiente para que valesse a pena colocar um anel no dedo.

Foi útil a guerra de muitas maneiras. O casamento era um bilhete da sorte, que Bruce Wayne cimentou a idéia de que ele e Batman eram seres separados. Nenhum homem com a mente no lugar arriscaria sua vida quando a mulher mais desejada do mundo estava esperando por ele em casa.

Mas então as dúvidas começaram a surgir, as torções cruéis em seu coração quando ele percebeu o quanto ela entendia o fato de quem nem sempre ele estava ao lado dela. Ela também era um super heroína, sabia como era importante fazer o que ele faz e nenhuma das desculpas usuais das que ele se valia a afastou.

Ela é prejudicial para a guerra, disse a voz dentro dele. Ela é uma conexão que você não pode pagar por mais tempo. Mas ela faz você feliz. Você precisa dela, pensou outra voz.

"Isso não é sobre suas necessidades, Bruce". Ele se surpreendeu ao dizer essas palavras em voz alta e seus pensamentos ficaram escuros novamente. Ele poderia realmente parar o casamento agora? A guerra era importante para ele? Sim, disse a voz, você já sabe disso.

Suas mãos tremiam enquanto caminhava para a porta do banheiro com uma sensação de pavor afundando o estômago. Faça isso rapidamente, ele pensou, não deixe que ela se machuque demais. Diga que não a ama. Corte o mal pela raiz.

Mas Bruce parou no limiar da porta do toilette. Diana estava deitada no lado da enorme banheira. Ela levantou-se e ele conseguiu ver gotas de água escorregando pelo peito nu e descansando na pele das coxas.

A luz transmitida através de uma janela de vidro temperado fez tudo no ambiente brilhar. O conflito deve ter sido mostrado em sua expressão porque Diana olhou para ele com um olhar preocupado.

— Alguma coisa errada, Bruce?

“Sim!”, ele pensou. “você está no meu caminho e no da missão”.

Parte dele queria dizer isso a ela. Gritar sem dó. Um corte limpo, como se costuma dizer. Mas vendo-a assim ... com aquele olhar inocente em seu rosto, o ventre exposto com suas crianças dentro dele, os olhos brilhantes cheios de amor por um homem quebrado, que só merece a solidão...

— Não, princesa. Nada está errado.

“Fraco. Você é um fraco, Wayne!”

Disse a voz em sua cabeça.

O casal ficou parado em silêncio constrangedor e Diana mordeu o lábio inferior com nervosa excitação.

— Quer esfregar minhas costas?

Dos lábios de qualquer outra mulher do mundo, essa oferta poderia ter soado espalhafatosamente sugestiva, mas de alguma forma Diana conseguiu fazê-la parecer gentil e doce.

Bruce apenas sorriu!

Ele amava essa mulher. Desesperadamente.

Ele não poderia deixá-la.

Porque ele já não saberia viver sem ela.

♣ Gotham City || Catedral Basílica de Gotham ♣

Haveriam dois casamentos!

Apesar do trabalho dobrado para organizar duas cerimônias, a sugestão de Alfred de fazer duas celebrações era a solução perfeita para agradar gregos e troianos. O primeiro casamento, seria na Catedral de Gotham, unicamente para saciar a sede da imprensa, organizada para causar um frisson impactante o bastante pra ser pauta da mídia por uma semana.

O segundo, em algum lugar privado, onde seus amigos leaguers poderiam ser convidados, sem arriscarem que suas identidades civis sejam descobertas. E sem o risco de paparazzi em busca de fotos do casamento.

Hipólita sugeriu a realização da segunda celebração em uma das ilhotas do Território de Themyscira. A proibição da presença de homens só se aplicava à Ilha Paraíso. E o argumento de que as identidades secretas de seus convidados teriam risco zero porque todas as ilhas não eram visíveis amenizou a paranoia de Bruce.

Alfred configurou minuciosamente cada detalhe do evento para imprensa. Para um mestre das artes cênicas, era como escrever uma peça com elementos que fariam a mídia configurar o casamento de Bruce e Diana como o evento do século.

Se tudo saísse como planejado, o enlace real do príncipe de Gotham com a princesa de Themyscira faria os casamentos de Kate e William, Charles e Diana (“perdoe-me, minha querida princesa de Gales”, o inglês desculpou-se) parecer um coquetel requintado.

Não apenas a grade que cercava a entrada da igreja, bem como toda avenida de acesso, varandas de prédios e telhados de casa vizinhos foram ocupados pela imprensa de quase todo o globo. Negar acesso à mídia era parte do plano – a curiosidade excitava ainda mais paparazzi que tentavam burlar a segurança e conseguir imagens exclusivas.

O inglês não poupou despesas na decoração da igreja. A elegância inegável de cada elemento decorativo que ele escolhera, era o que fazia o exagero proposital desses arranjos ser visto como suntuoso, digno da realeza – jamais cafona, brega, deselegante.

Como não havia necessidade de presentes de casamento, Diana pediu que os convidados fizessem doações à Casa de Acolhimento de Mulheres Vítimas de Violência de Gotham e/ou ao Lar da Criança com Câncer da cidade. Ela usou a publicidade ao seu favor para angariar fundos para entidades assistenciais.

Estilistas de renome ofereceram-se para vestir a noiva. E ela conseguiu um acordo com todos – ela usaria um no casamento, e posaria para uma sessão de fotos na Marie Claire, usando todos os outros. Desde que fossem doados para leilão em uma instituição de caridade. Fotos que foram tiradas ao lado dos três filhos de Bruce: Richard, Timothy e Damian. Fazendo as fotos dobrarem o valor arrecadado.

Por fim, ela pediu que J’onn e Alfred entrassem ao lado dela em cada cerimônia e Clark, Lois, John e Shayera fossem padrinhos.

(...)

Ele estava ciente de que aquele era um casamento espetáculo. Uma peça ensaiada para parecer real. Um evento orquestrado... E ainda sim, a sensação de ansiedade e nervosismo o deixou desconfortável.

No lado oposto ao noivo, a exuberante figura vestindo um traje que se agarrava ao seu corpo, de forma tão possessiva, que a mostrava toda perfeição dos músculos em um nível que seria ideal para estudar anatomia. Superman (não Clark Kent), uma das presenças mais importantes do show, vestia um traje de gala totalmente branco, com botas e assessórios dourados. O traje era igual ao habitual, com o símbolo da Casa EL cor de ouro. A capa branca, de gola alta, era mais fechada na frente.

Pouco antes de Diana entrar, o noivo encarnou a versão ‘divirta os convidados’ do playboy. Provocando gargalhadas no público que assistira, ao vivo, o Homem de Aço rir – era o primeiro de muitos vídeos do casamento que se tornaram fenômeno de acesso na internet.

Ele foi até Clark e estendeu a mão para cumprimentá-lo.

— É um prazer conhecê-lo, senhor Man... Man é seu sobrenome alien, certo? Super... Man – Clark não podia mostrar-se a vontade com Bruce de imediato – Como prefere ser chamado Superman ou Homem de Ferro?

O kryptoniano não conteve o sorriso, especialmente quando toda igreja estava dando risadas:

— É Homem de aço, senhor Wayne... E pode me chamar de Superman.

— Desculpe a gafe. Eu sempre confundo metais... Eu era péssimo em química – Bruce prosseguiu – Por favor, me chame de Bruce... Então, você é o padrinho da minha mulher? Por que veio sozinho? Onde... onde... Você deveria estar acompanhado da madrinha! Você é rápido, certo? Traga Lois... Olha, você devia se casar com ela. E deixar eu e minha mulher sermos felizes sem o risco de você estar solteiro por aí. – o playboy ensaiou um nervosismo digno do Oscar de melhor ator.

— A senhorita Lane é uma mulher casada... Bruce. Além disso, não preciso de companhia. – Kal encenou um personagem que agravou o medo do noivo, sem entender porque. – Ah, e Diana não é sua mulher... ainda.

Bruce sorriu como o playboy se perguntando “que diabos é isso? Superman versão beleza Henry Cavil e sex apeal James Bond”.

Bruce voltou ao seu lugar quando o cerimonial deu-lhe o aviso da chegada da noiva

— Se você tentar roubá-la de mim, eu... – o playboy gritou para o homem do lado oposto.

— Você... – Superman soletrou devagar, fingindo desdenhar de sua ameaça.

— Eu vou pedir que Diana coloque você para fora do recinto.

— Não se preocupe, Bruce. Ela é minha melhor amiga...

Olho para o céu

Tantas estrelas dizendo da imensidão

Do universo em nós

A força desse amor

Nos invadiu

Com ela veio a paz, toda beleza de sentir

Que para sempre uma estrela vai dizer

Simplesmente amo você

Bruce permitira-se deixar um pouco de suas emoções livres despertadas pela visão do casal caminhando em sua direção, ao som da clássica marcha nupcial, executada à perfeição, ao vivo, pela Orquestra de Berlin – a imprensa especulara que o bilionário desembolsou cerca de U$ 10 milhões.

A imprensa estava em polvorosa, repercutindo a chegada da noiva entrando com um marciano em uma igreja católica. O público LGBT, liberal e a favor da liberalidade e a grande maioria que tem acesso às redes sociais, amaram. Textões sobre o enfrentamento do racismo fizeram o facebook parecer uma coletânea escrita por 90% de imbecis sem noção e 10% de opiniões realmente boas que quase ninguém lê.

Memes do Marciano estiloso viralizaram. O público não preconceituoso amava J’onn.

Enquanto o público conservador ‘volta ditadura’ homofóbico-misógino-racista achou falta de respeito aquela criatura verde na casa de Deus.

Meu amor

Vou lhe dizer

Quero você com a alegria de um pássaro

Em busca de outro verão

Na noite do sertão

Meu coração só quer bater por ti

Eu me coloco em tuas mãos

Para sentir todo o carinho que sonhei

Nós somos rainha e rei

Se fosse possível, Diana estava ainda mais linda para ele. Bruce sabia que ela escolheria o vestido menos extravagante. Ele tinha um tom de branco mais próximo do cinza. Tinha um corte clássico, como o da princesa Charlotte de Mônaco.

Havia a levíssima embriaguez se formando em Bruce ao vê-la andar ao lado de J’onn. Era como letargia. Depois, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: ele respirava de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água dele. Sede dela. Fome dela. E ela o alimenta e sacia sua sede com seu amor.

Durante a cerimônia, um pensamento o invadiu. Bruce finalmente comprovou que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor é verdadeiro. Shakespeare disse que as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Era um pensamento extraordinário que ele pessoalmente não tinha experimentado, não como era com Diana.

Bruce olhou para ela com um olhar de relance. Ela não entendia bem a cerimônia Católica – Alfred lhes dissera que Martha ficaria feliz com isso – mas estava visivelmente emocionada.

Ele pensou em como chegaram aqui. Ela o amava e ele a amava.

Mas não porque ela havia lhe dito isso. Ele sabia que era amado porque se sentia amado. E demonstrações de amor requerem mais do que beijos, sexo e verbalização. Pactos. Bruce achava isso. Não de sangue. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho deles dois.

Ele agora não apenas amava, ele sentia-se amado. Porque Diana tinha interesse real na sua vida, zelava pela sua felicidade, se preocupa quando as coisas não estão dando certo, sugere caminhos para melhorar, coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e dava-lhe uma sacudida, quando a paranóia o fazia delirar.

Antes, ele tinha sempre que fazer o esforço e recuar... derrotado.

Bruce sentiu os olhos lacrimejarem.

Finalmente ele aprendeu: Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

E quando os votos foram feitos, uma lágrima solitária e discreta por sobre a bochecha quando ele a ouviu dizer:

— Eu aceito!

Na noite do sertão

Meu coração só quer bater por ti

Eu me coloco em tuas mãos

Para sentir todo o carinho que sonhei

Nós somos rainha e rei

Olho para o céu

Tantas estrelas dizendo da imensidão

Do universo em nós

A força desse amor nos invadiu

Então veio a certeza de amar você

Salvar

Notas finais
>> Trilha recomendada: Céu de Santo Amaro Flávio Venturini & Caetano Veloso https://youtu.be/LkUdJTLOF1E Essa é uma das músicas mais lindas que pode ser tocada em um casamento ♥ >> Próximo capítulo o casamento em Themyscira