Broken Hearts
70 Contágio (Parte II)
Notas iniciais

“A humanidade precisa ser forçada a servir o planeta
em vez de seus próprios apetites”.
(Ra's Al Ghul >— In: Batman Begins)
♣ ♣ ♣
♣ Fortaleza de Ra’s Al Ghul || Líbano ♣
Ubu saltou em direção a Tim, sem esconder sua descrença de que ele seria um adversário à altura. O sorriso sádico do lacaio de Ra’s se formou quando seu olhar avaliou que o menino, um tanto franzino, não o ofereceria grande dificuldade à missão de derrotá-lo. O que lhe daria a oportunidade de causar aflição ao Batman, usando o menino para atingir o detetive.
Os socos de Ubu eram fortes, fazendo Red Robin deslizar em recuo, sempre que os bloqueava, protegendo a guarda, formando um escudo com as barras (suas armas) cruzadas. Mas ele era grande, lento e previsível. E Tim fora treinado pelos melhores...
Ubu não era indetectável como Alfred; não tinha um centésimo das habilidades de Dick; tampouco, um terço da velocidade e precisão dos golpes de Damian.
O que tornava qualquer tentativa de compará-lo ao Batman – que soma e eleva à perfeição todas essas habilidades espetaculares – vergonhosamente risível. Levando Tim à compreensão dos motivos que levaram o Demônio à obsessão de ter o ‘detetive’ como aliado (único que merecera tal consideração de Ra’s – todos que estavam ao seu lado eram servos, mesmo suas filhas, que também serviam seus propósitos, visto que ele não considerava mulheres como iguais).
(...)
Timothy Drake não demorou muito tempo estudando seu adversário para traçar a estratégia que o derrotaria. Ele não lutava tão bem quanto Dick – “E quem diabos consegue? A não ser o Batman?”, ele disse a si mesmo, após um dia de treinamento, convencido de que deveria usar o que tem de melhor, não tentar se igualar ao irmão – mas era um lutador habilidoso e de movimentos rápidos, que aprendeu com Alfred a usar o que tem de melhor em seu favor.
Se Dick era o melhor lutador, Jason o mais corajoso e Damian a reencarnação de 10 samurais com a espada, Tim era – de longe – a mente mais prodigiosa (que mereceu do Batman, um raro elogio de suas habilidades como detetive, “com o tempo, você será melhor que eu”).
Ubu não era um tipo difícil de ler. Enquanto lutavam, sua mente avaliava as fraquezas do adversário, em que momento ele deveria contra atacar, e como nocauteá-lo.
A demora para esmagar o garoto pássaro do Batman deixou Ubi irritado. A fúria parecia ter lhe dado mais força, contudo, o fez mais descuidado. Dois de seus socos, que Robin Vermelho esquivou, ao bater contra parede, fez estragos lascando a pedra. Mas quando a força do soco fez o punho escavar a parede, Tim viu a primeira chance de derrotar Ubu – com o punho preso e a lateral do corpo vulnerável.
Red Robin desferiu uma sequência de golpes na lateral do torço do adversário, atingindo costelas e rim, com seus bastões – como um solo de um baterista de punk rock ou hardcore – e o vilão gemeu.
Atingido no mesmo lugar outras quatro vezes, Ubu caiu de joelhos quando um dos bastões tamborilou a parte inferior das costas, onde seu rim latejava de dor. Ele cuspiu sangue quando, ao mesmo tempo, o segundo bastão golpeava suas costelas agora quebradas.
O garoto o derrotara e ele preferia a morte que saber que seu senhor testemunhara sua vergonha. Ele olhou para Ra’s procurando algum sinal de piedade em seus olhos, mas só encontrou indiferença e escuridão. A mesma escuridão que o engoliu em seguida, quando Red Robin o golpeara na nuca.
Tim só queria deixá-lo desacordado.
♣
A sequência de golpes que Nyssa desferira contra Hipólita com sua espada, recebera o revide devido da rainha amazona. Nyssa defendia-se das marteladas da pesada espada de sua oponente com habilidade, mas em dado momento, era impossível se esquivar e ela arqueava sempre que precisava sentir a força do golpe da rainha para manter a guarda protegida.
A herdeira de Ra’s, era mais rápida, conhecia dezenas de técnicas de luta além do conhecimento da rainha, e (treinada por seu pai) era também uma estrategista melhor. Ainda sim, Nyssa tinha que admitir que mesmo com mais domínio técnico e tático, Hipólita era uma guerreira experiente, forte e resistente que, com apenas um chute frontal em seu abdômen, a jogou longe, obrigando-a a soltar um gemido de dor involuntário ao bater contra parede rochosa irregular do covil de seu pai.
Ela empurrou a dor para longe ao ver seu pai olhar pra ela com desgosto, decepcionado com o insucesso de seu desempenho contra a amazona. E fora seu desejo de fazê-lo orgulhoso que injetara adrenalina em suas veias, fazendo-a capaz de suportar a dor na coluna e honrá-lo com sua vida para derrotar sua inimiga. Mas não havia nada além de indiferença no coração de Ra’s.
(...)
O som estridente da batalha de espadas entre a bela herdeira de Henri Ducard* e a líder soberana das amazonas continuara ecoando através do cômodo. Mas a vitória de Hipólita era uma questão de tempo.
Entretanto, para sermos justos, em condições normais, em um combate direto, a lista dos que poderiam derrotar a rainha amazona era pequena. E neste momento, em especial, a quantidade de nomes na lista cairia vertiginosamente.
Nyssa não tinha chances contra a guerreira adversária, que acumula mais de 10 mil anos de experiência na vida e em batalhas, além de força e astúcia. Como se não bastasse, saciar a sede por uma batalha, que seus deveres como rainha obrigaram-na a renunciar, eram como atear gasolina ao fogo do entusiasmo da amazona.
A rendição veio quando Hipólita forçou Nyssa a recuar até um canto de parede em que ela não poderia se esquivar. A espada da amazona fez um corte profundo na coxa da vilã e a dor na coluna ficara insuportável quando ela bateu novamente com as costas contra parede.
Apesar de não verbalizar sua rendição, Nyssa sabia que Hipólita a reconheceria, mesmo que silenciosa. Ao perceber a vitória da rainha, Red Robin arrastou Ubu até Nyssa e os algemou juntos.
♣
Shiva esquivara-se da lâmina cortante da espada de Damian exibindo uma performance digna de sua lenda. Seus movimentos para desviar-se da sequência ligeira dos golpes era tão ou mais frenéticos que os ataques de seu ex-pupilo.
As ações de Lady Shiva fariam um desavisado expectador, ignorante sobre quem ela era, mudar de opinião sobre quem estava em desvantagem desleal no combate entre a mulher desarmada e o menino com a Hattori Hanzō* nas mãos.
Robin já era um guerreiro espetacular aos 12 anos. Mas contra Shiva, nem se toda sorte do mundo lhe desse vantagem, ele a venceria. Talvez, se ele tivesse o cérebro de Tim e as habilidades de Dick, mesmo pequena, haveria uma chance de vencê-la. Contudo, ele sequer conseguia pensar em uma estratégia qualquer. Sua mente estava focada na luta e, mesmo se esforçando para pensar, ele não conseguia fazer com que seu cérebro dividisse o pensamento entre a batalha e um plano de ação.
Damian obviamente era um garoto muito inteligente e astuto sobremaneira – o neto de Ra’s Al Ghul, filho de Talia e do grande Detetive não poderia ser intelectualmente limitado, a menos que sofra um dano cerebral físico ou causado por patologia. Mas dos 2 aos 12 anos, o foco exclusivo de seu treinamento fora físico – para desenvolvimento e aperfeiçoamento muscular, estímulo do crescimento, fortalecimento ósseo e domínio de dezenas de tipos letais de combate.
Sua mente fora doutrinada para se concentrar unicamente em sua luta. E o mal de toda doutrinação é que ela toma o livre-arbítrio – um bem que nem Deus julgou por bem negar à humanidade. Por mais que ele tentasse, a doutrinação alienante de sua mente por anos, precisava de uma disciplina semelhante para libertá-lo de hábitos que ele fora obrigado a seguir por toda vida.
(...)
A curiosidade do menino sobre o desempenho dos outros membros de sua equipe o fez varrer os olhos por todo salão. Tim e a rainha estavam em vantagem sobre seus adversários e estavam prestes a vencer suas respectivas lutas.
Seu pai já tinha se livrado de quase todos os assassinos da Liga. Restaram apenas três pobres soldados que provavelmente estavam com medo do Morcego e se afastaram do grupo que rodeava o Cavaleiro das Trevas.
Ele desarmou o trio com uma velocidade tão vertiginosa que só uma visão treinada para acompanhar a rapidez dos golpes, como a de Robin, poderia dizer como o Batman tirou as espadas das mãos dos adversários.
Seu pai estava usando uma armadura que ele nunca vira, a chamada Nightmare (pesadelo), bem diferente da habitual: o capuz parecia mais espesso, feito de material rígido (não maleável como o outro) e sobre as lentes opacas, outras lentes.
Ele não viu seu pai abater os três em sequência...
Seu olhar se deteve, horrorizado pela imagem de sua mãe ferindo Diana.
Que parecia tentar falar com ela e não a estava atacando.
Damian não pensou em sua adversária quando correu em direção às duas.
♣
Talia era uma guerreira habilidosa, versada em diversas técnicas de combate, nos mais altos níveis. Mas nada comparadas à sua habilidade de espadachim – à altura de seu pai e de seu amado. Logo, ninguém poderia dizer que acreditar que poderia derrotar a Mulher Maravilha era um delírio ensandecido de seu ciúme doentio e sua obcessão pelo seu ‘amado’.
Quando levou sua luta com a amazona bem próxima à Bruce, Talia tentou disfarçar o desgosto crescente se formando dentro de si, ao vê-lo dividir as atenções entre os inúmeros adversários e Diana. Doía ver que ele se importava com essa mulher a ponto de desviá-lo do absoluto controle de sua missão (deter seu pai).
Ainda mais doloroso era perceber que não era a habitual preocupação de seu coração altruísta de herói. Havia tanto afeto, cuidado, carinho na postura dele que nem ela poderia se enganar e negar.
Ela viu a mesma preocupação afetuosa da amazona para com ele, desviando sua atenção da luta contra ela, permitindo-lhe aberturas em sua guarda – o que possibilitou que Talia conseguisse atingi-la com alguns cortes sem gravidade na coxa e no braço. Foi então que percebera a protuberância discreta, disfarçando o volume da parte superior da armadura com a jaqueta.
Seu movimento estratégico ruim, levando a luta para perto do Batman, só trouxera-lhe frustração, decepção e angústia. Eram emoções ligadas à tristeza de perder as esperanças de que poderia ser feliz com o homem que amava.
Quando Diana baixou a espada, como se não quisesse lutar contra ela, balbuciando palavras incompreensíveis para a mente caótica de Talia entender, a tristeza tornou-se ira. “A prostituta amazona estava fingindo se importar comigo para selar cada vez mais sua manipulação do amado”, a herdeira de Ra’s ponderou.
A fúria cega a levou a ferir Diana covardemente, quando sua adversária baixara suas armas em sinal de trégua. A ira de Talia era combustível para sua insanidade. Seria mentira dizer que Miranda Tate fez uma escolha consciente, quando perfurou a amazona com sua espada.
Ela e Diana estavam imóveis, encarando uma a outra.
Quando ouvira o grito de seu filho chamar por ela, sentiu seu coração menos vazio. Uma ilusão imediatamente destruída ao perceber que não era um chamado por ela, mas um pedido que não ferisse a amazona. Ela deveria sentir a mesma fúria, mas não havia mais nada que a fizesse sentir.
Damian observou com horror o sangue escorrer por entre os dedos de Diana, tapando a ferida com a mão tremendo.
(...)
O grito de Damian chamou a atenção do Batman, olhando na direção que seu filho correra. A distância entre ele e Diana não passava de 20 metros, mas a visão de Talia ferindo a mulher que ele amava, o fez experimentar a terrível experiência da dor paralisante, sentida pela primeira vez há 27 anos, quando seus pais morreram, e uma segunda, quando encontrou o corpo espancado e sem vida de seu filho Jason.
Seu corpo queria se dobrar como antes, seus joelhos fraquejavam. Era como se o quisesse obrigar a ficar de joelhos e chorar, como fez aos oito anos, ao lado de seus pais. Como dobrou até cair de joelhos e chorar agarrando o corpo de Jason.
Mas aqui ele não poderia... Não o Batman!
Diana também estava imóvel, como se fosse proibida de respirar.
Damian tirou delicadamente a mão dela de cima da ferida. Ele não gostava dos seus irmãos, mas isso não significa que ele os queria mortos.
A ferida na lateral do abdômen o fizera sentir-se culpado de ter desejado que eles não nascessem. Ele não precisava ser um obstetra para saber que qualquer perfuração no útero e na bolsa com os fetos, em um período tão frágil de gestação, seria uma sentença de morte para os gêmeos.
Damian tirou a mão trêmula de Diana de cima da ferida, perguntou de forma não verbal se tinha permissão de abrir e erguer um pouco do corsellet da armadura e limpou o sangue com a capa.
(...)
Quando limpou o sangue o suficiente para observar a perfuração, Damian se demorou olhando minuciosamente a ferida. Fazendo Bruce e Diana viverem um longo pior dia de sua vida.
Mas ele queria ter certeza.
Quando não restavam dúvidas... Ele fechou os olhos e respirou.
Em silêncio, ele disse ao seu pai que estava tudo bem.
E o Batman pode se mover correndo na direção deles.
Para Diana, a resposta veio em forma de sorriso.
E ela o agarrou chorando, com um abraço tão forte que ele precisou lembrá-la de que poderia esmagá-lo... Ele não se afastou de Diana.
Mas não queria magoar sua mãe, se ela o visse retribuir o abraço.
Ele a amava demais para não se importar.
Ele tinha que parecer frio. Mas não conseguiu enganar Talia.
Seu filho gostava da amazona.
O que mais ela perderia? Ela se perguntou!
♣ ♣ ♣
♣ Torre de Vigilância || Órbita da Terra ♣
Desde sua conversa com Bruce, há um mês, Clark Kent e o Superman retornaram gradativamente ao comportamento habitual otimista e amigável. Não apenas em virtude da atitude de Bruce – ele, como poucos, sabia o quão significativa para retomada da amizade deles era a ida do Batman à Metrópolis e a conversa franca entre ambos. Clark reconhecia o esforço que Bruce fizera para isso. Ele sempre preferiu se afastar do que se desculpar.
Todavia, o kryptoniano não poderia conter a onda crescente de otimismo dentro dele ao ser surpreendido positivamente com a reação dos fundadores quando ele revelou que eles deveriam trabalhar novamente com o Batman para deter Ra’s Al Ghul.
Superman havia se preparado para uma enxurrada de protestos indignados, seguidos de recusas com justificativas enfurecidas. Mas ninguém se indignou ou se recusou a se aliar mais uma vez ao Morcego.
Alguns ainda se mostravam magoados, mas a raiva e a revolta haviam se dissipado completamente. No fundo, por mais que Batman dissesse o contrário, eles eram seus amigos e, passada a raiva, compreenderam suas razões.
Superman tomara como uma medida sensata não tornar público o desligamento do Batman da Liga da Justiça – nem mesmo para os outros membros. Pensando como um líder, ele ponderou que a saída do Morcego teria um impacto negativo, com consequências desastrosas para o grupo de heróis recém-integrados à Liga – os fundadores eram a base forte da Liga e a Trindade, seus pilares. Um rompimento mostraria desunião.
Ele esperava que cedo ou tarde precisaria lidar com pedidos de desligamentos de membros leais ao Morcego, que só confiavam em uma Liga com o Batman. Que espalhariam a notícia da saída do Morcego como tema do comentário geral no refeitório... Contudo, esse dia nunca chegou.
Mesmo os heróis nos quais Bruce confiava, como Dinah e Oliver, o fizeram duas ou três perguntas sobre a ausência prolongada do Batman na Torre. Entretanto, contrariando suas preocupações, a sondagem deixou claro para o Homem de Aço que era pura curiosidade. Eles não faziam ideia da demissão voluntária do Batman... Nem mesmo Zatanna, uma das pessoas mais próximas de Bruce.
Isso elevou sua fé de que seu amigo voltaria a fazer parte da equipe. Kal-El conhecia o Batman o bastante para saber que, se sua decisão por se desvincular da Liga fosse irrevogável, ele faria questão de comunicar sua saída a todos os membros que adicionou ao grupo.
(...)
Fazendo a convocação das equipes formadas para ação de contenção do contágio em cada cidade, Superman lembrou-se de sua reunião com o Batman para organizar cada grupo – selecionando os heróis que seriam mais adequados para o grupo, a região e para o plano de ação em cada local.
Ele fora à Gotham como Clark Kent, com o subterfúgio de fazer uma exclusiva para Forbes com Bruce Wayne, o CEO de um dos maiores conglomerados industriais da América, que acabara de subir 8 posições no ranking de mais ricos do mundo da revista, ultrapassando Bill Gates e ocupando a segunda posição.
Kent sorriu ao lembrar-se de como foi surpreendido por Bruce, quando timidamente o mostrara uma lista com as equipes que ele ponderou atenderem as necessidades que o Batman listou para cada cidade, e Bruce simplesmente concordou e aprovou as sugestões, a exceção de Gotham, que disse ter sua equipe já formada.
(...)
Após uma reunião privada com os membros seniores da Liga (agora composto pelos fundadores ativos e os reintegrados), Superman reuniu todos os leaguers para revelar o plano de Ra’s, descoberto pelo Batman, e como era dever da Liga impedi-lo de ser bem-sucedido.
Todos estavam envolvidos direta (integrando uma das equipes enviadas às cidades onde começariam as epidemias) ou indiretamente (executando tarefas de apoio: na enfermaria, no monitoramento, na vigilância, etc).
Os heróis que integravam as equipes foram escolhidos de acordo com as habilidades mais úteis na solução do problema. E liderados por dois membros seniores.
Eles foram e direção à Tóquio, Dubai, Rio, Londres e Gotham.
>— Para Tóquio: Cyborg, Caçador de Marte, Supergirl e Booster Gold;
>— Dubai: Lanterna Verde (John), Mulher Gavião, Galatea (Poderosa) e Grande Sombra;
>— Rio de Janeiro: Aquaman, Flash (Wally), Capitão Marvel, Gelo e Fogo;
>— Londres: Superman, Flash (Barry), Lanterna Verde (Hal), Tornado Vermelho e Vigilante;
>— Gotham: Asa Noturna, Arqueiro Verde, Canário Negro, Caçadora e Questão.
Otimista de que a união de tantos esforços em prol do bem da humanidade superaria a vilania de Ra’s, o Homem de Aço fechou os olhos e em seu coração se permitira ser quem realmente era, Clark Kent, dirigindo uma breve oração a Deus... E disparou em velocidade, rumo à Londres.
Ele pensou que, se todos esse esforço coletivo desse certo, e seu melhor amigo sobrevivesse ao seu confronto com Ra’s, mesmo o Batman teria que admitir que não estava sozinho, como ele insistia em afirmar. E mais... Ainda que não verbalizasse, Bruce teria que admitir para si mesmo que tinha amigos de verdade!
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