Broken Hearts

57 A queda dos deuses ( Parte IV )


Notas iniciais
Confesso que tive dificuldade em manter meu deadline com a fic, gente. Mas mais uma vez por motivos pessoais. Eu só agradeço a todos pela paciência. Desta vez, a revisão foi feita às pressas, então, me apontem onde encontrarem erros, ok? Eu vou corrigi-los de imediato. Bom, vamos ao capítulo! ♥

"Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com a sua maior força”, (Sun Tzu – A Arte da Guerra) ◄

• No capítulo anterior...

Na esquina de sua casa, uma avenida com pequenos comércios locais e casas residenciais, preenchidas por vozes e gritos de comerciantes, transeuntes e vizinhos que ainda colocam cadeiras na rua para conversar e ver “o movimento”, ele ouviu o estrondo.

Era uma explosão… e o anel, imediatamente, emitiu a aurora esverdeada luminosa que o envolveu completamente e retornou à fonte, depois de cumprida a tarefa de transformá-lo no Lanterna Verde.

• Agora...

♣ Nova York || Distrito do Brooklyn ♣

|| 1º de Março ||

A força da explosão provocou uma onda de impacto que atingiu tudo que estava no raio de 500 à 600 metros da origem. Vidros de vitrines estilhaçadas, carros estacionados ou em circulação danificados, inúmeros feridos – em maior ou menor gravidade, determinado pelo tipo de dano sofrido.

Em uma escala crescente, a maior parte das pessoas não foi ferida gravemente – foram atingidas por estilhaços, jogadas contra uma superfície ou objeto sólido com força; outros, onde houve algum tipo de desabamento, sofreram fraturas graves e por fim, os que estavam no local exato onde ocorrera a explosão ou passando pelos arredores, foram vítimas fatais.

O Lanterna Verde flutuou até o lugar onde ela havia se originado. Na esperança de encontrar algo ou alguém com vida, que ainda pudesse ser resgatado. Mas ele sabia, melhor que qualquer um – sendo um ex-militar – que era impossível para um ser humano comum sobreviver àquilo.

No local da antiga Casa de Acolhimento de Idosos do Brooklyn, só restava uma cratera vazia, rodeada por casas, edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais que desabaram.

O herói esmeralda foi fundamental para ajudar o corpo de bombeiros durante os resgates mais delicados, onde ainda havia risco de desabamento e o auxílio à vítima colocava a vida de todos em risco (não apenas a dela, como também a de quem tentasse socorrê-la).

Mas nem mesmo sua personalidade prática e metódica, acentuada ao extremo durante os anos dedicados ao serviço militar, o resguardou de expressar seus sentimentos publicamente. Olhando os corpos perfilados dos mortos no chão, os feridos recebendo atendimento imediato dos paramédicos, os rostos com expressões assustadas, o choro de tantos, e o desespero de quem perdeu um parente da Casa de Idosos, John não conteve as lágrimas que verteram de seus olhos, durante seu lamento silencioso.

— Você deve ser o soldado! – Um homem com um tom de pele estranhamente púrpura flutuava diante dele, a uma certa distância. Ele usava um uniforme semelhante ao dos Lanternas. Contudo, ao invés do verde, predominava o amarelo. – Finalmente, o anel fez uma escolha compreensível. Você me parece disciplinado. A sua postura é firme. Você não tem medo, por isso não esconde o rosto...

John manteve-se em silêncio, avaliando-o.

— O oposto dos seus antecessores – O alienígena prosseguiu, satisfeito por não ser interrompido com piadas tolas, que Jordan costumava fazer – Escolhas equivocadas feitas pelo anel. O que não me surpreende, levando em consideração o quão primitivo é o setor 2814, habitado por criaturas ignorantes que prejudicam o bom funcionamento da ferramenta mais poderosa do universo. Um palhaço inútil de circo como Hal Jordan jamais deveria ter sido escolhido.

— E você deve ser Sinestro – John elevou-se à mesma altura de seu oponente, mantendo a distância – Se você é o responsável por isso, eu vou fazer você pagar. Você vai implorar para ser levado à Oa para ser julgado por seus crimes. E Deus me ajude a levá-lo, porque tudo que eu desejo agora é surrá-lo até a morte.

— Não se preocupe. Ainda hoje você se juntará aos mortos!

(...)

A batalha de cores, entre o amarelo e o verde, no cenário azul do céu, seria um espetáculo, não fosse a violência que a provocara.

Em certo ponto, após horas de combate com raios reluzentes, Sinestro ameaçou explodir uma escola próxima. As ações de John para impedi-lo deram-lhe a distração necessária para executar seu plano.

***

• No capítulo anterior...

A thanagariana estava distraída quando um homem sentou ao seu lado, voltando o perfil em sua direção e buscando seus olhos. O olhar era direto, forte, decidido. Quando sua língua afiada já preparava o gatilho para fazê-lo sair, ela voltou-se para ele e, quando o viu, as palavras sumiram.

— Feliz em me ver, Shayera Hol?

• Agora...

♣ New Orleans || House of Blues ♣

|| 1º de Março ||

Ela engoliu seco quando olhou pra ele. Seu rosto era o mesmo desde a última vez que o viu. Mas, contraditoriamente, aquele homem era completamente diferente do homem que ela conhecia tão bem.

Seu olhar estava opaco, sem o brilho de outrora, que refletia seu espírito forte, justo e generoso. Ele agora parecia tão frio e indiferente. O oposto do homem passional e vibrante de antes.

— Hro... – Ela soltou um sussurro quase inaudível, estendendo a mão para o rosto dele, acariciando-lhe a mandíbula. – O que fizeram com você?

Ele havia fechado os olhos quando sentiu o calor do toque dela em seu rosto. Hro Talak se permitiu reviver as emoções calorosas de seu passado, quando Shayera o amava. Até a voz dela, carregada de piedade, despertá-lo do transe, trazendo-o de volta à dura realidade.

— Eles deceparam minhas asas como castigo por ter falhado na missão... A missão que era nossa responsabilidade, Shayera. Não só minha! – Talak olhava fixamente para seus olhos, mantendo uma expressão neutra de indiferença.

— Eu sinto muito – Shayera foi incapaz de segurar algumas lágrimas, lamentando que ele tenha sofrido uma pena tão brutal, de certo modo, por sua causa. Mas apesar de senti muito por ele, ela estava certa sobre suas escolhas.

— Não ouse sentir pena de mim – Hro levantou-se, para olhá-la de cima. – Não me humilhe ainda mais com suas lágrimas piedosas.

— Eu não tenho pena de você, Hro. Eu só... – ela estava visivelmente abalada e sentida – queria tê-lo ajudado. Eu devia imaginar que haveria punição. Eu devia ter pedido que ficasse aqui.

— Eu não sou um covarde. Eu era o comandante da missão. Lutei contra os Gordanianos e não iria fugir como um desertor. – Ele finalmente mostrou uma emoção: ódio – Como você. Traidora! A culpa é sua... Nosso povo sofre por sua causa e eu perdi minhas asas, minha dignidade, o que me tornava Thanagariano por sua causa.

Ela foi pega de surpresa quando Hro, com um movimento rápido, agarrou com as duas mãos a base de suas asas, jogando-a para fora do bar, com força o bastante para fazê-la atravessar a janela de madeira.

Não precisava ser um gênio para deduzir que a amputação de suas asas não prejudicara sua incrível força. Ele ainda era rápido, forte e habilidoso. Em uma intensidade muito maior que a dela e Shayera lamentou estar sem sua maça.

Eles estavam travando uma luta corpo-a-corpo no meio da rua.

Ela não queria... Não queria lutar com alguém que amou tão profundamente e com quem se importava muito. Mas por isso mesmo, ela se negou a fugir, voando pra longe. Seria uma humilhação para ele, desprovido de suas asas e negado o direito de lutar.

Ela sentia que devia isso a ele.

E baixou a guarda quando ele a socou com força com um gancho de direita.

Shayera foi a nocaute... o mundo parecia escuro naquele momento, mas ela sabia que seria por pouco tempo. Ela era durona e estava acostumada à isso.

Mas quando a escuridão se prolongara, mesmo após ela ter voltado aos sentidos, seu corpo estremeceu.

***

• No capítulo anterior...

J’onn estava perto o bastante para amparar o jovem.

Perto o bastante para ver seus olhos cintilando um brilho alaranjado.

O mesmo brilho que ele exibe quando se conecta com profundidade à uma mente.

“Olá, Caçador!”, vibrou a voz no fundo da mente do marciano.

• Agora...

♣ República Popular da China || Tianjin ♣

|| Noite de 1º de março ||

— Ma’alefa’ak! – Bufou J’onn, reconhecendo seu inimigo.

Mas era tarde, para se afastar. Demasiado tarde.

Seu irmão olhou para ele e atirou um liquido viscoso sobre o Caçador de Marte. Em seguida, acendeu o isqueiro e uma chama se apresentou.

J’onn pegou fogo imediatamente, causado comoção entre as pessoas ao redor. Elas fizeram de tudo para tentar apagar. Jogaram água sobre ele, que rolava no chão, desesperado. Mas nada parecia adiantar.

J’onn sabia, só poderia ter sido magnésio. Era a única forma de fazê-lo incendiar sem a condição de apagar as chamas.

Os olhos de Ma’alefa’ak ardiam de satisfação, vendo seu irmão queimar, arder, doer-se, contorcendo-se e gritando.

A vingança nunca fora tão doce.

***

• No capítulo anterior...

— Ora... Ora... Se não é o herói da cidade – ‘Vários’ Mestres dos Espelhos proliferavam pelo palco – Um herói patético para uma cidade patética. ­– Os hologramas riram, em consonância. – Vamos ver se você é mesmo um herói!

O público entrou em pânico, cercado por milhares de Mestres dos Espelhos.

• Agora...

♣ Central City || Museu do Flash ♣

|| 1º de Março ||

— Olá, Flash – os vários Mestres dos espelhos falavam de uma vez.

O maníaco tomou uma senhora como refém. Flash sabia que não era o que o Mestre Espelho queria. Era uma isca.

— Solta a vozozinha, seu louco – disse Wally.

— Tenho que usar o que tenho a meu favor, idiota! – Mestre dos Espelhos sorriu maliciosamente.

Ele jogou uma pulseira de metal para o Flash: – Ponha no pulso, agora, se não quiser que eu quebre o pescoço da senhora. – o vilão ameaçou, com a mão na traquéia da vítima.

— Seu doente, filho da mãe. – Flash bufou, mas obedeceu, colocando no pulso a pulseira atirada à seus pés por seu inimigo.

Ele não sabia, mas era feita de Nth, o mesmo metal da Clava de Shayera, indestrutível, roubada de instalações do Governo Americano, por Ra’s, quando Questão estava investigando.

— É uma armadilha. Você não vai soltá-la. – Wally grunhiu.

— Vai arriscar, otário?

O Flash colocou o objeto no pulso, que imediatamente perfurou a carne, como se houvesse um dispositivo que, reconhecendo o contato, crava a pele, por cima do traje.

— Há uma bomba incrustada no seu pulso... Ela explode em 20 minutos. Você pode bancar o herói e morrer sozinho, correndo pra bem longe... ou... – Mestre dos Espelho sorriu malignamente – Pode ficar e levar a sua cidade com você, no processo.

Flash nunca sentiu tanto ódio como agora.

— ô, Flash... – Mestre dos Espelhos completou, ironicamente – Quando começar a correr, não desacelere, ou ela explode também!!

Wallace West disparou em direção ao deserto... para morrer sozinho!

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Notas finais
* Maléfico - Ma'Alefa'Ak Ma'Alefa'Ak e J'onn J'onzz nascer filhos gêmeos e J'onzz J'onzz Sha'Sheen M'Yrinn. Embora o nome de J'onn significava "luz para a luz", o seu irmão Ma'alefa'ak significava "escuridão em seu coração." No Quadrinho Martian Manhunter II n º 7 , Malefic foi acusado de estuprar a mente dos marcianos, o crime mais grave na sociedade. O conjunto foi considerado culpado, foi destituído de seus poderes telepáticos e apagado sua memória.Implementamos um conjunto de falsas memórias nele, assim Ma'Alefa'Ak pensamento (Maléfico) era um mutante nascido sem telepatia. Ao descobrir o que seu irmão e os outros marcianos tinha feito, ele queria vingança. * Sinestro A entidade Parallax é um parasita espacial que é a personificação do medo e que foi aprisionado dentro da Bateria Central de Oa. Com o passar do tempo, Parallax ficou conhecido como a impureza amarela – a causa da fraqueza dos Lanternas Verdes. Após Sinestro se tornar renegado, ele foi banido para o universo de antimatéria de Qward pelos Guardiões de Oa. Quando voltou à nossa dimensão, ele manuseava um anel energético que usava energia amarela. Depois de muitos confrontos com o Lanterna Verde Hal Jordan, ele também foi aprisionado dentro da Bateria Central. Lá, ele foi capaz de usar seu anel – que utiliza o medo, ao invés da força de vontade, como fonte de poder – para despertar Parallax de sua hibernação. A partir de então, o parasita e Sinestro puderam influenciar as atitudes de Hal Jordan e provocar a derrocada da Tropa dos Lanternas Verdes, deixando apenas um Lanterna, o novato Kyle Rayner. * Hro Talek Hro Talak é o líder das forças Thanagarianas e também está noivo de Shayera Hol (Mulher Gavião). Em uma tentativa de construir uma via expressa hiperespacial na Terra, permitindo-lhes atingir o mundo em casa do inimigo jurado Thanagarianos, os Gordanianos, Hro Talak descobriu que tomar sobre a Terra não seria tão fácil como ele pensava. Enfrentando a oposição da Liga da Justiça e Mulher-Gavião, Hro acabou derrotado e forçado a deixar a Terra, mas não antes de acabar seu relacionamento com a Mulher Gavião e seu relacionamento com o Lanterna Verde. * Mestre dos Espelhos Samuel Joseph Sam Scudder foi o segundo Mestre dos Espelhos. Scudder em uma vez descobriu que tinha um poder com os espelhos, que poderia usá-los de transporte para outros lugares. Então logo Sam adotou o uniforme de Mestre dos Espelhos, ele apareceu pela primeira vez em The Flash # 105 (1959). Este Mestre dos Espelhos foi um dos maiores membros integrantes da famosa Galeria de Vilões liderada pelo Capitão Frio. Mas em um tempo foi morto. Capitão Bumerangue tentou utilizar o pseudônimo do original mestre dos espelhos, mas em um tempo foi descoberto.