Broken Hearts
54 A queda dos deuses ( Parte I )
Notas iniciais

► "Ainda que a traição seja por um bom motivo, o traidor é sempre odiado”, (Miguel de Cervantes) ◄
♣ Sentinela || Ala Médica || Área Restrita ♣
||Tarde de 26 de Fevereiro ||
Batman Foi trazido às pressas para atendimento médico na ala exclusiva para fundadores, no mesmo lugar onde Diana foi internada. Para que J’onn pudesse tratá-lo sem receio de retirar o capuz e revelar sua identidade aos demais leaguers e funcionários da Torre de Vigilância.
Ele havia desmaiado minutos depois de ser trazido à bordo do Sentinela, enquanto orientava os ‘novatos’ acerca do preenchimento correto dos relatórios da missão. Batman estava no comando de uma missão, em Phoenix, no Arizona, com uma equipe de 4 outros heróis: Canário Negro, Arqueiro Verde, Tornado Vermelho e Zatanna.
A missão fora bem sucedida e eles conseguiram impedir que alguns vilões roubassem tecnologia de um prédio do Governo Americano, além de evitar que civis se machucassem, durante a batalha.
— O que houve? – J’onn perguntou à Ollie, que trazia o Morcego desacordado nos braços.
— Não temos certeza. Ele estava dando ordens, como sempre, nos dizendo como fazer os relatórios e de repente... ele ficou imóvel e... Desabou no chão. – O Arqueiro respondeu, acompanhado de uma Zatanna aflita e Dinah com olhar preocupado.
— Algo aconteceu na missão? – J’onn questionou.
— Sim... Um dardo com alguma coisa o atingiu durante a batalha. Uma mulher, vestida como ninja estava lutando com ele. Se eu bem me lembro, era Lady Shiva. – Ollie disse, enquanto olhava para Zatanna com lágrimas nos olhos.
— OK... – J’onn os acalmou – Eu cuido dele a partir daqui. Obrigado. – Vendo que Zatanna não quis sair, J’onn completou – Ele tem a cabeça dura. Isso não vai detê-lo. Acredite! Eu já o vi desafiar e vencer a morte muitas vezes. – A maga sorriu para o marciano. Ele tinha o dom de fazer todos sentirem-se seguros, confiantes em suas palavras. “Bem que Diana me disse o quanto J’onn nos faz sentir bem”, ela lembrou-se.
(...)
Era uma tipo de veneno (um dardo embebido no líquido dos poços de Lazarus), que causava febre alta e alucinações, deixando Bruce preso em delírio provocado pela sua mente. Como se tomado por um pesadelo, que acredita ser real, e por isso, não despertava.
Em sua mente, ele vagava, perdido, sem conseguir tomar o caminho de volta à realidade:
“Bruce... Salve-nos... Bruce...”, a mulher implorava, estendendo-lhe a mão ensaguentada, suplicando ajuda.
“Mã... Mãe... Eu... eu... não posso... Eu não consigo... eu...”, Um menino soluçava, em frente à mulher, imóvel. Era ele...
Bruce tinha oito anos novamente. Ele podia sentir a dor, os calafrios, a descarga de energia que paralisava-o, que imobilizava quem está em estado de choque.
“Você não é forte o bastante, Bruce? Você não pode nos salvar?”, o homem, caído no chão, baleado na nuca, balbuciava.
“Pai, me perdoe... Eu não era forte... Eu estava com medo...”, Bruce, o menino, respondeu.
“Por vocês, eu enterrei o medo... Para ser forte... Para que nenhuma criança em Gotham olhe os olhos da morte novamente”, Sibilou a criatura negra, erguendo-se por trás do menino, como uma sombra. Era o Morcego!!
“Você só enterrou meu filho, Batman. Você não consegue salvar ninguém, nem a si mesmo.”, Thomas e Martha não estavam mais lá. Agora eram sombras escuras que o rodeavam, falando em uníssono, formando um coro, fazendo-o ajoelhar.
“Eu sou tudo que Gotham tem. Apenas a caridade de Wayne não resolve o problema, ela trata a conseqüência. Eu arranco o mal pela raiz. Eu me sacrifico para proteger quem eu amo”, Batman gritou.
“Inútil... Não foi útil para Dick ou Alfred. Não protegeu Jason. Ou Barbara. Não impediu seu filho de uma infância infeliz...”, As sombras estavam quebrando-no aos poucos. “Não conseguiu salvar Andrea, Talia ou Selina. Você é fraco, Batman. Todas elas sabiam disso. Elas nunca deixariam de ser quem são por você... Seu amor é tão quebrado quanto você”.
Bruce caiu de joelhos. Ele estava com o traje, mas sem o capuz. Exibindo o choro copioso em sua face. Um lamento de toda uma vida. Por seus pais, por Jason, Dick, Barbara, Damian e Alfred. Por Talia, Selina e Andrea.
“Mas ela... Ela pode me salvar. Ela pode... Diana... Minha princesa”, ele sussurrou par si.
“Sim... Sua princesa... Poderia salva-lo... Mas, você vai destruí-la. Como voicê destrói tudo à sua volta”, as sombras se foram e uma tempestade se formou ao redor do homem desesperado.
(...)
— Diana, precisamos conectar suas mentes. Eu tentei trazê-lo à realidade, mas eu não consigo. Ele precisa acordar. – Disse, J’onn. – Ele bloqueia minha intervenção. Não confia nela, achando que é irreal. Você tem mais intimidade com ele e tem a confiança do Batman.
Diana assentiu e sentou-se na cadeira, ao lado da cama onde Bruce estava deitado. O marciano disse-lhe para fechar os olhos e relaxar.
Em segundos, ela estava em meio a um lugar escuro, frio, tenebroso. Parecia vazio e triste. Ela viu Bruce de costas, de joelhos. Chamando seu nome, pedindo perdão.
Quando ela se aproximou, olhando-o de frente, viu a mulher morta em seus braços: Era ela. Diana se aproximou com cuidado.
— Bruce... – Ele olhou para ela, de pé em sua frente.
— O que é você?
— Diana... – Ele embalava o corpo dela morto – sou eu Bruce.
— Mentira... é mentira. Ela morreu. Eu a matei.
— Bruce, acredite em mim. Sou eu...
— Não... como? A mulher que eu amo está morta!
— Você não me ama? – Ela perguntou a ele, no meio da tempestade.
— Mais do que a mim mesmo... Mas dó tanto, Diana. – O vento soprava ao redor deles.
Uma voz reprimida ecoou na cabeça de Diana
– Princesa cuidado, eu não posso te proteger aqui. Minha cabeça não é um bom lugar.
O corpo caiu de seus braços. Ele estava longe... caminhando em um deserto.
Correndo para a frente, Diana tentou chegar à ele, lutando e buscando forças contra o desejo de Bruce de afasta-la, através do vento.
— Bruce! – Diana gritou, permitindo que todo o ar inundasse seus pulmões quando ela soltou e foi rapidamente atirada pelo vento antes que ela se acalmasse imediatamente.
Uma lágrima rastejou pelo rosto de Diana enquanto ela testemunhava uma pequena garota e um menino, com cabelos cor de noite, vestidos de branco, caminhando até Bruce.
Bruce estava chorando, com as mãos embebidas de sangue.
— A mamãe vai fazer você ficar melhor, papai. – Disse o menino.
— Ela se foi... A mamãe se foi. Eu a perdi. E a culpa é minha. – Bruce olhou para cima com seu rosto manchado de lágrimas.
Soltando um soluço, Diana flutuou até eles. “Grande Hera, a dor que estou sentindo vindo dele... Por favor, ajude-o, J’onn. Ele está quebrando”.
“Tente chegar à ele, Diana. Ajude-o. Ele vai te ouvir”, J’onn disse em sua mente. O marciano a havia transportado à mente de Bruce, que havia caído em um sono profundo há quase dois dias e estava em estado catatônico.
Virando-se, a garotinha imediatamente abriu em um amplo sorriso enquanto corria em direção à Mulher-Maravilha.
— Mamãe, mamãe. Venha cá. O papai precisa de carinho. Faça passar, mamãe. Ele está com um dodói. – A menina atirou os braços em torno de Diana, as lágrimas fluindo de seu rosto.
Ajoelhando-se no chão, Diana podia ouvir os sussurros de Bruce, desesperado. – Está tudo bem, Bruce. Vai ficar bem... shiii...
— Eu sinto muito, princesa. Eu pensei que tinha te perdido.
Pegando a garotinha nos braços, Diana se levantou, embalando-a e Bruce pegou o menino. Ele tomou a mão de Diana.
— Vamos pra casa, Bruce. Vamos pra casa!
(...)
J’onn conseguiu traze-los de volta e desconectar as mentes. Bruce acordou atônito e Diana, confusa.
O que queria dizer aquilo tudo na mente de Bruce? Um delírio, um aviso, uma premonição? Por que tudo era tão desconexo? Passado e futuro? Apenas criação da mente perturbada do Batman interferindo na mente de Bruce? Era a insanidade dando sinais de que estava assumindo o controle?
Diana se perguntava sobre as crianças. Foi a melhor coisa que ela já tinha sentido na vida. Um amor descomunal, embora fosse uma alucinação. Mas apenas a perspectiva de ter filhos com o homem que amava, despertou nela um sentimento de preenchimento inquietante, impossível de ser ignorado. Será que era verdade? Ele queria filhos com ela?
Mas Bruce parecia frio e distante. Tomado pela visão das mortes de seus pais, de Jason, do sangue na coluna de Bárbara, de Gordon espancado. Imagens de Tim, Dick e Damian, infelizes, por ele não ser capaz de ser um pai para nenhum deles. De ser carinhoso ou aberto. O rosto decepcionado de Alfred.
Havia também Selina, Andrea e Talia, presas na escuridão, acusando-o de ser o culpado por elas terem-no deixado ou traído. Que ele nunca as amou plenamente. Não como ama Gotham. Dizendo-lhe que ele nunca abandonaria Gotham por elas, mesmo exigindo que elas abandonassem tudo por ele.
Elas tinham razão. Ele queria que elas deixassem a vida e os erros delas pra trás, mas ele não poderia abrir mão de sua missão. Era uma troca injusta. Só um lado ceder.
Ele estava brilhando de suor, pensando em Diana morta. Aquilo estava o deixando louco. E J’onn sentiu a cabeça explodindo de dor. Ele precisava bloquear os pensamentos do Batman. Era como se alguém gritasse na cabeça dele.
♣ Metrópolis || Planeta Diário ♣
||Manhã de 1º de Março ||
Clark Kent estava atrasado para o trabalho mais uma vez... Deus é testemunha: Clark Kent sempre estava atrasado para o trabalho. Entretanto, talvez, por obra divina, ninguém realmente se importava.
Para bem da verdade, Perry – seu chefe – deveria ser o único a se importar, mas ele – à exceção das três primeiras vezes em que advertiu seu repórter sobre seus atrasos – também não parecia se importar com isso, tampouco com os desaparecimentos corriqueiros dele em pleno horário de serviço.
Sumiços que instigavam a curiosidade de toda redação do Jornal e formava bancos de apostas sobre o motivo que, até agora, ninguém nunca conseguiu descobrir.
(...)
Ele entrou na redação usando uma calça jeans de lavagem escura, por baixo do blazer marrom – um tanto antiquado para um homem relativamente jovem como Clark – uma camisa xadrez, mocassins marrons e a bolsa de trabalho.
Clark havia concluído sua pauta esportiva há duas horas sobre lesões recorrentes que atletas profissionais de alto desempenho precisam enfrentar. Dois minutos depois de recebê-la do editor-chefe. Ele poderia ter terminado ainda antes, em dez segundos, graças à supervelocidade, mas precisou entrevistar dois atletas por telefone, fundamentais para a reportagem. Ele estava fingindo digitar e parecer ocupado.
Ele ouviu quando seus colegas de trabalho emitiram alguma interjeição de espanto ou um som qualquer que não chegava a ser uma palavra. Ele percebeu as variações imediatas dos batimentos cardíacos, que aceleravam. E viu também o que estava provocando essa onda de adrenalina: Todos estavam de pé, espalhados ao longo de toda redação, voltados para os televisores – É comum, quase uma regra jornalística, que as redações de Jornais, portais e produção de TV, tenham vários aparelhos de TV ligados em diferentes canais, na intenção de manter a redação informada.
Ele se concentrou na tela à sua frente, bloqueando o burburinho dos colegas e o som que vinha dos demais aparelhos. A imagem do helicóptero da ABC mostrava um homem de pé, na borda do parapeito que fica topo da Torre da LexCorp, o arranha-céu mais alto da cidade.
“(...) O homem ainda não identificado pela polícia ameaçou se jogar da Torre do prédio corporativo da empresa que pertence ao jovem bilionário Alexander Luthor, caso alguém tente se aproximar. (...) No momento, o boletim da polícia informa que o experiente negociador do Departamento de Polícia de Metropolis, o tenente Eddie Sanders, foi o único a conseguir estabelecer um em contato com o que parece ser um suicida. (...) Segundo Sanders, o homem não quer se identificar e rejeitou a ajuda da polícia. O tenente alega que o homem tem sintomas de esquizofrenia e desconfia das autoridades. (...)”
A captação de onda sonoras há quilômetros de distância sempre foi uma de suas super-potências, que Bruce, desde que a descobrira, nomeou como ‘super-audição’. A distância entre a Torre da LexCorp e o Planeta Diário era de aproximadamente 86 quilômetros – nenhum desafio para a habilidade meta-desenvolvida do Superman, que ouve os gritos de socorro de sua amada Lois à distâncias dez vezes maiores. Bastava concentrar-se na frequência sonora emitida por seu alvo e bloquear todo resto do barulho ao seu redor.
Ele ouviu quando Sanders, único no topo da Torre, mas muito longe da vítima, se voltou para os para-médicos e policiais de apoio na escada de acesso ao topo: “Ele disse que Superman é o único confiável. Porque todos fomos corrompidos. Ele só vai falar com ele e contar porque está lá, antes de pular (...) Como diabos eu vou achar o Superman?”. O negociador visivelmente comprometido em salvar aquele homem desesperado indagou.
Ninguém na redação percebeu quando Clark Kent desapareceu. Mesmo que estivesse olhando em sua direção, também não o veriam sair. Ele não se preocupou em ir até o elevador, o banheiro no andar de baixo e, pela janela, voar em disparada para ser o herói que a cidade precisa. Ninguém estava olhando, tudo que Jimmy viu foram os papeis da mesa dele voando e caindo no chão. Ele achou que era o vento, por causa da janela aberta. Mas era supervelocidade.
O Homem de Aço cruzou o céu da cidade para ser o herói que Metrópolis espera que ele seja. Alguém que se importa com cada vida, de cada cidadão.
♣ Gotham City || Bristol Hills ♣
|| Manhã de 1º de Março ||
Diana pensou que não poderia amar seu querido Alfred ainda mais. Ledo engano!
O mordomo inglês, descontente com a imensa parcela do amor da amazona, continuava tomando atitudes, aconselhando-a e cuidando dela de modo que só elevavam a intensidade desse sentimento que, para ela, ultrapassava os limites da cortesia. Era muito mais: entre eles havia amizade, respeito, carinho, afeto, admiração e amor, que muitas vezes, fazia Diana sentir-se como se sentia com J’onn, emocionalmente amparada – emoção que ela desconhecia, já que nunca teve uma figura paterna presente, mas que nós chamamos de sentimentos filiais.
Esta manhã, ela o encheu de beijos que estalaram em sua bochecha, provocando uma pitada de constrangimento logo descartada por ele, que a via como uma filha. Ele deu-lhe um presente para que aproveitasse seu dia de folga. Já que ela ficava só na mansão e aguentara o temperamento intragável de Bruce, obcecado para achar Ra’s.
Um envelope com uma identidade civil – feita por Bruce, caso ela precisasse – e uma caixa com vários itens para disfarçá-la, ajudando-a a transitar incógnita pelas ruas da cidade.
Ela conseguiu entrar em lojas, comprar coisas bobas, visitar o Museu de Gotham e caminhar pelo parque sem ser abordada. Aquela sensação de normalidade era maravilhosa e só foi possível, graças aos talentos que o mordomo aprimorou nos anos que dedicara às artes cênicas.
(...)
Diana estava absorta, admirando as pessoas dançando na rua. Era a primeira vez que ela se deparava com um flashmob e aquela animação despertou nela sentimentos maravilhosos.
Ate alguém esbarrar nela com força. O que chamou sua atenção: um humano normal teria se machucado se batesse nela sem querer. Ela havia apenas sentido um leve encontrão, mas foi o suficiente pra saber que era um meta-humano. E ele ou ela estava com pressa, se escondendo na multidão, usando um conjunto de moletom com capuz escondendo o rosto.
Era a cidade de Bruce e ela iria ouvir um sermão sobre não se meter em seus negócios. Mas ela o amava o bastante para não deixar que nada ruim acontecesse aos cidadãos de Gotham. Ela poderia lidar com Bruce e suas admoestações. Então, seguiu o encapuzado até um beco: Era Crime Alley.
♣ Central City || Museu do Flash ♣
|| Tarde de 1º de Março ||
— Valeu, senhor prefeito – O homem com um traje vermelho vibrante da cabeça aos pés disse para o senhor que descia de um púlpito, para dar-lhe a palavra.
Wally subiu até lá apenas para pegar o microfone sem fio, tirá-lo da base de apoio e ir com ele até o centro do palco. Ali sim, “falando na boa com a galera”, como ele disse a si mesmo, era onde ele se sentia a vontade: ele e o público que “adora o Flash” – ele se gabava (com razão) – sem cerimônia.
— Aí galera... Beleza? – A multidão em frente ao átrio da Prefeitura vibrou quando ele os saudou, levantando o braço esquerdo e acenando euforicamente. – Mais uma vez vocês elegeram o papai aqui como o preferido pra receber a chave da cidade... Valeu, galera. Vocês são demais. – mais explosões vibrantes da multidão.
“Você é nosso herói, Flash!!”, Alguém com fôlego o bastante pra se fazer ouvir berrou e provocou uma verdadeira onda de gritos de “É isso aí... O Flash é nosso... e o Flash pode derrotar o Superman”... O que fez Wally engolir seco, meio sem jeito.
— Cara... Eu já recebi chaves o bastante pra entrar em cada bairro de Central City – Wally disse e o público adorou.
A verdade é que por mais incrível que pareça, Central City realmente amava o ‘Ligeirinho’, apelido que seu amigo Fuzileiro John lhe dera, quando entrou na Liga, após deixar os Titãs – não necessariamente Wallace West.
O Flash era um herói aclamado por seus cidadãos – se não por todos (os honestos, claro), pela esmagadora maioria. Havia um museu dedicado à ele, que era, para a população da cidade, uma espécie de patrimônio cultural e ponto turístico de Central City.
O que o público não sabia é que – sim, o Flash acumulava dezenas de chaves da cidade, títulos de cidadão honorário, medalhas de honra ao mérito e mais algumas outras coisas que simbolizavam a gratidão das pessoas por suas ações heroicas, para protegê-los. Mas ele, Wally, tinha “apenas três chaves e três medalhas” – exatamente os anos em que ele deixou o traje de Kid Flash e se uniu à Liga. Algumas eram do primeiro Flash, Bart e a maioria, dadas ao seu tio, Barry.
— Ora... Ora... Se não é o herói da cidade – ‘Vários’ Mestres dos Espelhos proliferavam pelo palco – Um herói patético para uma cidade patética. – Os hologramas riram, em consonância. – Vamos ver se você é mesmo um herói!
O público entrou em pânico, cercado por milhares de Mestres dos Espelhos.
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