Broken

23 You make me feel like (A natural woman)


You make me feel like (A natural woman) – Kelly Clarkson

Looking out on the morning rain

I used to feel so uninspired

And when I knew I had to face another day

Lord, it made me feel so tired

Before the day I met you, life was so unkind

But you're the key to my peace of mind

Eu quase chorei quando fechei a última mala e praticamente estávamos nos despedindo da casa. Já tinha alguns funcionários falando com Edward e meu coração estava apertado demais para ir. Eu queria ficar. Eu queria pelo menos voltar. Fiquei completamente apegada a cada segundinho que vivi apaixonadamente ao lado do meu marido. Decorei cada canto.

- Que foi amor? – Edward me abraçou por trás, me beijando delicadamente no ombro.

- Não quero ir embora. – resmunguei e ele riu – Eu amei essa casa e queria voltar aqui.

- Nós podemos voltar aqui quando quisermos amor.

- Sério? – perguntei confusa. – Como assim?

- Baby, essa casa é nossa. – Edward disse como se tivesse que desenhar. – Você pensou o quê?

- Que você alugou, sei lá? Quem tem casas em ilhas?

- Bem, você. – riu – Na verdade, você tem a Ilha inteira, um Iate e duas lanchas de pequeno porte. Isso aqui no Brasil.

Olhei para Edward como se tivesse encarando um E.T e debilmente o segui até a lancha, onde fui incapaz de despedir da minha casa. Eu tinha uma ilha? Edward ficou conversando com Demetri enquanto seguíamos em direção ao aeroporto. A volta pareceu muito mais rápida que a vinda. Deitei no ombro dele e apenas brinquei com sua aliança até chegarmos ao imenso aeroporto do Rio, entrando no portão de embarque particular.

- Você está bem para tomar o remédio agora, meu amor?

- Eu queria não tomar... – resmunguei, mas ele me entregou um copo de suco de maracujá e um comprimido. – Eu vou dormir o vôo inteiro.

- Eu também. Vamos chegar lá e ainda seremos obrigados a jantar na casa dos meus pais, então, descanse amor.

Eu tive sonhos estranhos iates, ilhas e alguns flashes de memoria. Ainda era surreal demais acreditar que tudo que pertencia a Edward, me pertencia também. Nossa lua-de-mel ultrapassou do limite da perfeição. Eu queria que aquela sensação de paz continuasse em nós dois. Agora eu entendo Jack Johnson e suas musicas tranquilas... Viver na beira da praia cria algo extracorpóreo.

Eu acordei quando tive que colocar o cinto de segurança de novo. Edward também estava dormindo do meu lado, com um livro sobre o peito. Eu estava desesperada de fome e rezava para Esme ter um belíssimo jantar me esperando, porque nos finais de semana, Carmelita não trabalhava. O pouso foi tranquilo e nossas malas iam direto para nosso apartamento.

Edward me puxou de repente e me abraçou, Demetri tapou minha visão e tudo que vi foram flashes enjoados por todo lado. Fiquei extremamente irritada por estar com sono e com fome. Minha vontade foi de dar bolsada em todos eles, mas logo entramos no carro.

- Chatos. – resmunguei bocejando e Edward colocou o dedo na minha boca.

- Mal humorada.

- Estou com fome, Edward.

- Nós estamos indo para casa dos meus pais...

- E iremos dormir em casa. Eu sinto saudades da minha cama. – ordenei firme ele riu, concordando. Ai dele se não concordasse.

- Sente saudades da sua cama, é?

- De dormir nela, com toda certeza. – retruquei. Eu estava além de mal humorada com fome.

- Tudo bem, tudo bem... Eu durmo de conchinha com você. – sorriu torto. Arrogante.

Apenas dei o dedo do meio e sai do carro assim que mal parou na porta da cada dos meus sogros. Edward riu atrás de mim e pegou pela cintura antes mesmo que alcançasse a porta. Eu não resisti e acabei beijando-o, mas meu estomago roncando quebrou o romantismo da situação. Ele também estava com fome, por isso não me zoou ou fez piadinhas idiotas.

- Vocês estão de volta! – Alice gritou na porta! – E bronzeados! E GORDOS.

- Gorda é a sua...

- Bella! – Esme gritou na porta – Você está linda querida!

- Alma passada. – retratei e ela riu dando ombros. – Eu não estou gorda.

- Está sim. Muito. – Alice bateu o pé querendo me irritar. – Você só deu comida a ela? – perguntou a Edward.

- Estou te ignorando, Alice. – dei o braço a Esme e entrei. – Oi família!

- Bella! Edward! – Carlisle animou assim que nos viu – Vocês estão lindos bronzeados.

- E gordos. – Emmett riu e eu me emburrei de vez.

- Porra Emmett! – Edward rosnou

- Calma, eu só ouvi Alice implicando e não ia deixar passar. Era brincadeira, Bella...

- Tarde demais... – murmurei ignorando-o e escondendo meu rosto no peito de Edward. – Tem comida? Estou com fome.

- Vamos jantar e vocês nos contem da lua-de-mel...

- Tem certeza que quer saber mãe? – Edward soltou aquela risadinha idiota dele e dessa vez tive que acompanhar.

- Existem pontos que uma mãe pode saber, não acredito que vocês só ficaram trancafiados naquela Ilha sem conhecer as belezas do Rio! – exclamou ultrajada.

Edward e eu apenas nos entreolhamos e demos o ombro. Esme desistiu de saber da lua-de-mel e Alice ficou comentando do meu bronzeado. Amanhã eu ia dormir o dia inteiro. Faltar mais uma aula a faculdade e não deixar meu marido sair da cama também. Emmett fez todas as piadinhas possíveis e imaginárias sobre minha vida sexual durante o jantar. Carlisle e Esme faziam o seu melhor para não rir, mas chegamos a um ponto onde nem eu me aguentei.

Edward tinha um sorriso afetado no rosto, provavelmente lembrando de certas partes. Rosalie só me deu aquele olhar. Aquele que eu sorri agradecida eternamente e ela retribuiu. Só achei estranho que ela ficou a maior parte do tempo calada e também quase não comeu.

- O que você tem? – perguntei durante a sobremesa.

- Emmett me fez experimentar o seu primeiro macarrão que não foi instantâneo. Eu não estou me sentindo bem desde então.

- O que tinha nesse macarrão? – Edward perguntou confuso.

- Atum, pimentão, ovo, cebola, bacon...

- Pare... Já estou enjoada só de imaginar! – cortei a descrição de Emmett. Isso que era amor. Provar a comida ruim do seu noivo. – E vocês, quando vão subir ao altar?

- Nós estivemos pensando um pouco depois do ano novo, o que acha? Na verdade, combinei de ir a uma estilista na quinta-feira. – Rosalie respondeu animada – Eu penso que nosso casamento pode ser lá pelo dia 3 de janeiro, por aí. Vai estar no inverno, mas é uma boa data, antes da agenda dele se comprometer muito.

- E será no Hilton também? Você gostou do salão?

- Gostei muito, mas lembra daquele baile no Plaza? Eu o acho tão bonito. Pena que é pequeno. Cabe setenta pessoas, no máximo.

Nós continuamos comendo e falando sobre o casamento de Rosalie e Emmett, os homens se reuniram em um papo sério sobre a semana e Edward deu a célebre notícia que eu iria ocupar a sala ao seu lado. Meu interior começou a tremular de nervoso, mas então me dei conta que eu fui aceita no programa de honra de NYU e podia fazer aquilo. Se algo desse errado, eu ia conseguir.

Chegamos em casa por volta da 1 da manhã, cansados e com sono. Nosso enorme apartamento silencioso. Foi o tempo de um banho separado e cama.

Amanhã eu resolveria malas e adjacentes. Agora eu só queria dormir agarrada com meu marido. Acordei sozinha na cama. O lado de Edward estava completamente frio, o que significava que ele já tinha saído dela há muito tempo. Aproveitei para fazer minha higiene pessoal e percebi ser mais de meio dia. Na cozinha encontrei Carmelita dançando e as panelas a todo vapor.

- Tem alguém animado aqui hoje! – provoquei indo abraçá-la. – Como você está?

- Muito bem! Essa casa fica mais bonita com vocês aqui. – sorriu me apertando mais em seu abraço – E está com fome? Já retirei a mesa do café, mas o que acha de um pequeno lanche antes do almoço?

- Não, eu belisco qualquer coisa. – sentei no balcão da cozinha, tirando um saco de biscoito salgado. Carmelita olhou com desprezo meu alimento, mas não me importei – E você viu Edward?

- Ele saiu bem cedo, no mesmo horário de sempre. – sorriu me entregando um copo de suco – Disse que não era para te acordar e voltaria por volta da hora do almoço.

- Vou desfazer minhas malas. Tem um monte de coisa para lavar.

- Em falar em viagem, belo bronzeado. – sorriu maliciosamente e sai da cozinha envergonhada. Será que todas as pessoas iriam reparar minha falta de marquinha de biquíni?

Cada peça de roupa que tirava da mala me trazia uma lembrança diferente. Do biquíni retirado, ao saco e bolinhas explosivas quase vazias. A caixa de pandora ganhou um lugar especial e jurei para mim mesma manter coisas interessantes ali dentro, apenas para o estoque de uma eventualidade futura. Fiz um saco enorme com roupas para lavar e de sete sungas que Edward levou, só voltou com duas. Ele perdeu quase todas. Assim como muitas partes de cima dos meus biquínis.

Em menos de quarenta minutos tinha tudo terminado e pude ouvir Edward chegar em casa. Ele jogou as chaves na mesinha de centro, elogiou o cheiro da comida e ouvi seus passos na escada, provavelmente vindo me encontrar. Assim que seus olhos bateu em mim, aquele sorriso enorme me fez pensar: Meu marido chegou em casa. Em dois passos largos, seus lábios já estavam nos meus com delicadeza e paixão.

- Oi – sorri beijando seu queixo.

- Oi, meu amor.

- Você me abandonou. – resmunguei manhosa me apertando em seus braços. – Deveria ter me acordado.

- Você estava dormindo muito pesado. Parecia cansada e te deixei dormir. – segurou meu rosto em concha me dando mais um beijo. – Você quer voltar comigo e conhecer sua sala?

- Ansiedade mórbida, você sofre. – revirei os olhos rindo – Aceito sim. Vamos almoçar e vou me arrumar.

.~.

Nós chegamos à empresa e Jéssica já estava na porta esperando Edward, cheia de papeis e dois telefones a mão. Eu ouvi a voz de Emmett e o bilíngue, Peter. Ambos estavam agitados e me vi ali naquele meio pela primeira vez. Algumas ações da bolsa haviam despencado e eles estavam correndo contra o tempo em outros países.

Victória estava saindo da sua sala e de mãos dadas com Edward estava e ali permaneci fingindo que não tinha a visto. Ela faltou meu casamento e estava magoada. Quando isso deixasse de me doer, eu ia falar. Agora não estava nenhum pouco a fim. Eu tive que aprender que a minha dor não afeta o mundo e tudo é superável. Ela precisa sair dessa bolha de cristal que vive.

- Edward, aquele segundo painel está com números errados. – sussurrei no seu ouvido e ele desviou atenção do que Jéssica falava. Ela também parou e virou para o painel.

- São quatro casas deslocadas para direita sem algorítmicos romanos – completei e ela assentiu também reparando no erro.

- O calculo começa errado na segunda linha. – Jéssica disse franzindo os olhos, tentando chegar ao resultado final, mas antes que nós duas fechássemos a sétima linha, Edward já estava mandando consertar aquilo na hora. Gritando. Eu quase fiquei excitada com os músculos do seu braço de movendo sobre a camisa. Vincos na testa, lábios vermelhos, olhos penetrantes... – Senhora Cullen, o Senhor Cullen vai resolver isso e provavelmente vai demorar. – inclinou a cabeça onde Edward falava ao telefone de uma das mesas ali. Acho que era da assistente de Peter. Ele, por outro lado, estava xingando em Francês. Eu conseguia Rosalie o suficiente para entender. – Vamos conhecer sua sala e posso começar a passar sua agenda, se quiser.

- Claro, adoraria.

Jéssica passou quarenta minutos explicando com paciência minha agenda até o fim do ano. O que me fez desconfiar que Edward já tinha esses planos e sabia que ia aceitar. Não fiquei chateada, só achei engraçado. Minha sala tinha conexão direta com a de reuniões presidenciais e com a sala de Edward. Eu tinha uma enorme mesa, um computador, telefones, gavetas, sofás de couro italiano, um pequeno bar e closet.

- Amanhã podemos começar as entrevistas para sua nova assistente? – perguntou-me depois de fechar sua agenda e me entregar um blackberry com a agenda de telefones e outras coisas importantes.

- Claro, poderei escolher ou alguém faz isso? – perguntei confusa. Eu não tinha ideia de como escolher alguém assim.

- Você pode fazer do jeito que quiser. Pode descrever um perfil e o RH encontra ou você faz pessoalmente. – respondeu-me sincera – Eu fui entrevistada pela Renata do RH, ela é boa em encontrar pessoas.

- Bom, eu gostaria de alguém descente, que não use roupas provocativas, seja casada e tenha um bom histórico em seus antigos empregos. Ela tem que ser discreta. Acho que só.

- Certo. Amanhã te dou uma resposta. – sorriu docemente – Edward vai entrar em uma reunião com a equipe de relações publicas com o Senhor Aro. Você pode participar.

Edward estava na sua sala com uma mulher alta, cabelos longos, olhos azuis vibrantes, pernas de fora porque sua saia era curta demais e um decote muito ousado para quem estava trabalhando. Aro estava do outro lado da mesa, com um tablet a sua frente, parecido com que Edward também tinha. Tomei o assento ao lado dele e por debaixo da mesa, senti sua mão em minha perna.

- Maggie, essa é minha esposa, Bella. – Edward sorriu docemente pra mim. – Essa é nossa assessora de imprensa.

- Prazer. – sorri e senti que o que ganhei de volta foi tão falso quanto seus seios.

- Voltando... A Senhora Cullen vai estar presente no evento no Texas, onde a esposa do governador vai prestar um jantar beneficente.

- Quando será isso? – perguntei confusa.

- Dia 24 de outubro. – respondeu como se fosse um absurdo interromper seu discurso sobre a minha vida.

- Não posso comparecer.

- E por que não? – inquiriu me desafiando. – Foi muito complicado conseguir convites. Você tem algo mais importante para fazer?

Ela só pode estar brincando, certo? Edward franziu o cenho e abriu a boca para falar, mas se eu ia conviver com essas pessoas, seria melhor aprender a me defender.

- Perguntasse antes de comprar convites e anunciar minha presença sem meu consentimento. E o que vou fazer não importa. Eu disse que não posso e ponto final. – respondi bem séria, evitando olhar para o lado ou ia perder minha coragem. – Até amanhã Jéssica vai entregar todos os horários disponíveis. Encaixe como achar melhor... Quer dizer, me pergunte antes.

- Sim senhora. – assentiu voltando a digitar a sua agenda

- Terminamos? – Aro inquiriu com um sorriso afetado.

- Claro. Volto depois com outras informações. – respondeu e foi então que percebi seu ângulo. A perna cruzada na direção de Edward e o decote também. Ela se ajeitou sem graça e saiu.

- Diga-me que não existe outra dessa ou teremos problemas sérios, Edward Anthony Masen Cullen. – sussurrei massageando minha têmpora. Ciúme, não me domine.

- Tem mais dessas o quê?

- Boa sorte, filho. – Aro deu tapinhas nas suas costas e saiu, nos deixando sozinhos.

- Realmente? – rebati e ele riu completamente divertido com a cena.

– E então, gostou da sua sala? Quer mudar algo? Jéssica foi boa com você?

- Edward nós não íamos para Inglaterra? – perguntei confusa, ignorando suas perguntas nervosas. – Charlotte mencionou algo de preparar a casa.

- Sim, mas eu esqueci. – sorriu envergonhado. – Então nós vamos na semana que vem.

- Você esqueceu? – perguntei chocada. – Você nunca se esquece das coisas...

Edward puxou minha cadeira de rodinhas para perto dele e sussurrou no meu ouvido.

- Estive concentrado em outras coisas mais importantes. – mordeu minha orelha.

Eu amava o homem doce que havia dentro dele. Amava conhecê-lo bem para saber que havia muito mais que um simples esqueci. Edward não dá ponto sem nó e é calculista ao extremo. E sua arte de me beijar para desviar o assunto ainda dava certo, só que eu aprendi a trazer certas coisas a tona em outros momentos. Aceitei seus beijos, é claro.

- Ok meu amor, eu vou fingir que acredito e você depois me conta. – beijei-o novamente e ele deu uma risadinha sem graça. – Me engana que eu gosto, Edward. – ralhei não realmente chateada.

- Eu sei de muitas coisas que você gosta. – riu maliciosamente me puxando para seu colo.

- Senhor Cullen, isso é assedio sexual. – ronronei me esfregando nele. – Nós não podemos fazer isso aqui, sou uma mulher casada. De respeito. – mordi seu ombro

- Seu marido não vai se importar, eu garanto. – chupou meu pescoço enquanto continuava me esfregando nele, meu vestido de verão quase mostrava mais que devia. – Principalmente se você continuar fazendo isso...

- Fazendo o quê? – rebolei mais um pouquinho.

De repente eu ri. Lembrei-me de quando tudo isso era novo pra mim. Dos primeiros beijos e amassos na sua cama, na casa dos pais dele. De como eu me senti uma garotinha conhecendo o corpo do namorado e olhe só, hoje é meu marido e conhece cada mínimo detalhe do seu corpo. Eu tinha vergonha de dizer em voz alta o quanto o desejava e hoje, ele era o meu maior desejo. Tanto de amor, quanto sexualmente. Me completando em ambas as partes. Ainda bem que naquele tempo, que tínhamos sessões de amassos grátis quando sozinhos eu não hesitei em aprender mais dele... Hoje eu não sabia tudo. E também não queria saber. Que cada dia pudesse descobrir uma maneira diferente de dar prazer e amor.

- Esse sorriso lindo... – sussurrou acariciando meu rosto.

- Eu te amo. Eu só estive lembrando uns momentos e eu te amo.

- É tão bom ter você aqui...

- Sim, para trabalhar é ótimo. – levantei do seu colo e arrumei minha roupa – Vem, Senhor Cullen. Nós temos mais três horas de expediente.

- Adoro quando você manda em mim... – sussurrou quente no meu ouvido – Faça mais disso em casa, essa noite.

.~.

No fim da semana eu já tinha meus horários prontos. Dias eu ia para faculdade de manhã, outros a tarde e todos os dias ia a empresa, pelo menos três horas ao dia ou ficava fora, mas para resolver algo. Eu estreei minha sala e tinha uma nova assistente. Ela era Ângela Weber, já antiga funcionaria, casada com Ben Cheney do setor contábil. Doce, descente e simpática.

Na sexta feira eu me encontrei cansada demais para tirar os sapatos. Edward ainda ia chegar em casa e eu tinha dois trabalhos da faculdade para segunda-feira. Carmelita deixou o jantar pronto e fui direto para o escritório depois de beliscar algumas coisas. Abri uma planilha e respirei fundo... Vamos lá, cálculos. Eu posso com vocês.

- Amor, cheguei! – Edward gritou e pulei na cadeira. A porta bateu logo depois. Eu estava na décima página, quase terminando. – Bella?

- Escritório! – gritei de volta bocejando.

- Aí está você... – Edward falou e ficou mudo me fitando estranho – Baby, o que há?

- O que?

- Você está bem? – perguntou ajoelhando na minha frente, colocando a mão na minha testa verificando se estava com febre – Você está pálida e com círculos sobre os olhos. Você comeu hoje?

- Um saco de suspiros no intervalo da aula de matemática avançada, por quê?

Edward suspirou, tirou meus sapatos, abriu os primeiros botões da minha blusa, soltou meus cabelos e me beijou docemente nos lábios.

- Vamos jantar.

- Falta um tópico só. Eu vou terminar aqui rapidinho... – virei- de frente para o computador tentando voltar ao trabalho. Edward suspirou e saiu do escritório e não me preocupei em prestar atenção pra onde foi. Minutos depois ele voltou, me beijou na bochecha e me pegou no colo. – Edward, duas linhas.

- Amanhã, amor. Agora nós vamos jantar, tomar um banho quente juntos, assistir um filme meloso qualquer que te faça ficar se esfregando em mim, eu vou ficar excitado, vou te beijar, você pula em cima de mim e a gente começa o final de semana com sexo quente e gostoso.

Eu fiquei meio chocada. Não sei como ainda ficava chocada. Raramente víamos um filme inteiro ou começávamos a ver sem cair em amassos quentes ou transando sem olhar para tevê. Isso era normal, mas ouvir Edward falando aquilo, com um sorriso no rosto, fiquei instantaneamente excitada. Meu cansaço foi para o espaço.

- Eu devia ser preso por pensar em sexo com você tão cansada. – beijou minha testa quando me colocou sentada na mesa posta.

- Você vai ser preso se não fizer sexo comigo essa noite. – provoquei e ele riu

- Tarada.

- Você foi lá no escritório me provocar e agora, eu sou a tarada? – ri com ele me servindo uma enorme quantidade de comida – Chega, Edward.

- Querida, você se alimenta muito mal, percebeu? – retrucou enchendo mais ainda de comida. Como se me entupir de comida fosse realmente me fazer comer bem.

- Não. Eu como saladas e afins. – revirei os olhos.

- Não é isso. Você não come durante o dia. Isso é completamente errado. Como aguenta ficar de pé é que não sei.

- Se eu tiver em casa, sinto fome nos horários regulares, agora na rua nunca parei para pensar nisso. Se comi ou não. O dia passa muito rápido. – deu os ombros provando um pouco do arroz branco.

- Você fica pálida. Talvez devêssemos fazer um exame de sangue. Vitaminas ou cápsulas...

- Nada de médico.

- Bella... Médico ou eu vou te ligar o dia inteiro... Você escolhe.

- Médico. – bufei porque ele era altamente capaz de me ligar mais de vinte vezes ao dia. Ele já quase fazia isso diariamente. – Insistente,

- Teimosa.

- Gostoso. – soltei uma risadinha quando ouvi seu engasgo com a comida. Impressão minha ou ele passou a comer mais rápido?

.~.

As semanas se passaram rápido demais. Eu me vi em semanas de provas e em grandes eventos quase ao mesmo tempo. Edward estava tentando me fazer a faltar alguns dias no trabalho, mas eu não ia fazer isso. Era minha responsabilidade agora, portanto, posso aguentar. Victória não insistiu mais em falar comigo. Ela me dava olhares magoados e ressentidos, só que isso não me incomodou como achei que iria.

Eu juro que estava tentando entendê-la... Só que até agora obtive nenhum resultado. Foi em uma quarta-feira que meu limite estourou. Minha aula de história da economia mundial trouxe um professor velho, que fedia a mofo. Eu quase senti saudades do bonitão que Alice tanto suspirava. A mudança de turma e turno me fez encontrar cada coisa estranha que me irritava.

- Elizabeth Masen foi uma das mulheres mais importantes da história do país, mudando assim, o rumo da crise da década de 30 ao nosso favor. Ela foi casada com Edward Anthony Masen, dono e fundador da Companhia Internacional de Bancos entre outras coisas. A fortuna da família é quase impossível de ser avaliada por conta dela. – bateu bem no nariz de Elizabeth. Conforme cada cabeça virava em minha direção, meu rosto assumia um tom diferente de vermelho. – Hoje o presidente da empresa, é o neto, com o mesmo nome do avô, mas tem uma tendência exibicionista ou talvez os tablóides o ache bonito demais.

Quem ele pensa que é?

- Na verdade ele ainda precisa provar que é tão bom quanto seu pai. Carlisle Cullen além de ser um homem dos negócios, ajuda muito em hospitais, orfanatos e escolas primarias publicas em áreas carentes.

- Desculpe professor. Eu realmente não sei o que o Senhor Cullen faz pode influenciar na minha prova. – Jonathan, o menino da xerox interrompeu impacientemente.

- Eles são a típica família rica que domina a cidade com todos seus bens e seu nome, porque essa mulher foi alguém importante. Eles provavelmente não dão o mínimo valor ao que ela fez.

Mais cabeças se viravam na minha direção conforme ele falava distraidamente. Afundando na cadeira, meu sangue começou a ferver.

- Na verdade, eles possuem bens exorbitantes. Ilhas em países tropicais, carros esportivos, casas espalhadas pelo mundo, prédios e ações em quase todos os negócios lucrativos hoje. Essa nova geração me parece bem fútil o que nos preocupa em relação ao futuro da cidade, afinal de contas, se a família Cullen ruir, a cidade vai junto.

Uma crise de tosse rompeu minha garganta. Quem ele pensa que é para falar da minha família?

- Algum problema? – o arrogante fedido perguntou

- Uma dúvida, na verdade. Qual seria sua previsão para o fim dessa fortuna?

- Se eles continuarem gastando, em breve. A renda anual deles cai a cada ano.

- Quanto é essa renda?

- Cinco bilhões ao ano. Por quê?

- Porque eu tenho certeza absoluta que você está errado. E se for para ter aula sobre uma história que estou cansada de ouvir, acho que prefiro adiantar meu horário de almoço.

- Qual seu nome, mocinha? E quem você pensa que é para dizer que estou errado?

- Isabella Cullen. – respondi friamente arrumando minhas coisas e saindo da sala. – Se você precisar atualizar suas informações em relação à família Cullen e todas as empresas existe uma equipe preparada para receber visitantes, no museu particular, de segunda a sexta em horário comercial. – rosnei batendo a porta em seguida.

Apressada e com raiva, passei direto pelos corredores, com muita vontade de ir a reitoria reclamar. Antes eu precisava gritar com alguém.

- Oi meu amor. – Edward saudou todo romântico.

- AQUELE FILHO DA PUTA MISERAVEL. QUEM ELE PENSA QUE É? EU ESTOU COM TANTA RAIVA, TANTO NOJO. O PIOR É QUE EU NÃO SEI SE É 100% COM ELE. VOCÊ ACREDITA QUE ELE USOU O NOME DA NOSSA FAMÍLIA PARA FALAR SOBRE A HISTÓRIA DA ECONOMIA E DIZENDO QUE A GERAÇÃO ATUAL É CAPAZ DE FALIR? QUEM ELE PENSA QUE É? PROFESSOZINHO DE HISTÓRIA MALDITO QUE VEM E FALA SOBRE ISSO? LEVEI PARA O LADO PESSOAL. ESTOU OFENDIDA!

- Baby, do que você está falando? – Edward tinha na voz o riso contido.

- VOCÊ NÃO ESTÁ QUERENDO RIR, ESTÁ EDWARD CULLEN?

Parei de gritar quando vi Alice dando aquele sorriso. O sorriso doce e gentil, que era dedicado a poucas pessoas. Um rapaz alto, de cabelos bem pretos, olhos azuis piscinas bem claros, um sorriso encantador. E sério, ele era sexy como um inferno. Ela estava com as bochechas coradas, os olhos brilhando enquanto segurava seu material rosa pink.

- Amor? Eu não estou rindo, eu juro. Só tentando entender o que você está gritando... Esse filho da puta em questão, sou eu?

- Não, amor. É o meu professor de história, que usou nossa família como exemplo de uma aula. Eu me estressei, briguei com ele e sai da aula. Acho que vou encerrar as aulas agora. Estou indo para empresa e peça frango xadrez e dois bolinhos primaveras, por favor. Hum, eu acho que quero um yakisoba também.

- Certo. – riu bem alto – Está faminta é?

- Muito. Eu te amo.

- Eu também, minha vida.

Fiquei observando Alice mais um tempo, eles não fizeram nada demais. Conversaram, dividiram um sorvete, riram e caminharam de volta juntos para o outro lado. Demetri surgiu no meu campo de visão rindo do meu lado mãe urso. Eu não sabia que era tão protetora com Alice desse modo, mas se ele, eventualmente a fizesse chorar, dessa vez quem iria socar alguém seria eu.

- Vamos trabalhar. O dia ainda vai render. – suspirei seguindo-o até a saída, onde sempre tinha um carro me esperando.

Que minha menina encontre o amor certo, dessa vez.

Cheguei à empresa ouvindo a voz de Edward bem alta as sua sala. Ele estava aos berros no telefone com alguém, mas eu realmente não estava me importando em bater na porta. Tirei os sapatos, prendi o cabelo no alto, sentei no sofá com as pernas pra cima e peguei meu potinho de comida.

- Não me interessa. Não perguntei sua opinião, eu mandei você fazer e quero resultados em uma hora. Se vira. – desligou o telefone com um clique suave. Era mais fácil não ter medo quando ele bate as coisas. A frieza dele era capaz de simplesmente te matar em silencio. – Oi amor.

- Oi baby. Desculpe, a fome é maior que eu. – sorri com a boca cheia – E então, o que houve?

- Ossos do oficio. Lembra-se do nosso combinado? Hora do almoço é sagrada. Já tomou suas vitaminas hoje?

- Já, no café.

Nós comemos em silencio e nada durou muito tempo. Ainda tínhamos uns minutinhos, por isso o obriguei a sentar no chão, entre minhas pernas e fiz uma massagem no seu coro cabeludo. Do jeito que Edward estava quase gemendo, eu quase podia pensar besteira. Ele estava cansado.

- Diga-me o nome do professor. Eu quero saber quem é ele.

- Depois... Agora relaxe, baby, nós temos o dia inteiro pela frente.

- Estamos tão perto do natal. Já é novembro... – sussurrou – Daqui a pouco nós vamos fazer um ano juntos.

- Arrependido, é? – puxei seus cabelos e ele riu

- Não. Você é boa... Em um ano me transformou de um moleque arrogante a um homem casado de responsabilidade.

Meu coração deu um salto no peito e uma vontade de chorar veio forte na garganta.

- Em um ano você me transformou da menina com o sorriso quebrado a mulher mais feliz do mundo. – sussurrei no seu ouvido. – Você foi e sempre será meu melhor presente de natal.

.~.

- Bella, eu preciso conversar com você... – Alice sussurrou no meio da única aula que tínhamos juntas. Era a última semana de aula. Não acredito que faltavam poucos dias para o natal.

- O que foi, gatinha?

- Nós podemos almoçar juntas hoje? – perguntou meio tímida. Isso era raro.

- Bom, sim. Eu preciso ir ao salão, fazer unhas, me depilar... Quer me acompanhar?

- Claro! – bateu palminhas – Bom, podemos ligar para Rosalie e se ela não tiver na empresa, seguimos adiante.

Pouco tempo depois, Rosalie começou a trabalhar conosco. Ela era da linha internacional, principalmente da Europa. Os preparativos do seu casamento estavam a toda e nós ultimamente só tínhamos nos falado a trabalho ou para seu casamento. Emmett tinha um sorriso idiota estampado no rosto, e ela era uma noiva calma. Só eu fiquei uma pilha de nervos querendo matar todos?

Eu também não tinha voltado a falar com Victória e Rosalie deixou claro que ela não iria ser convidada para o seu casamento. Foi uma tarde de puro choque e discussões, mas ela disse que o casamento era dela, o noivo também e não queria um ex-caso qualquer que quase resultou em filho por ali, além do mais ela não iria mesmo. Ninguém mais se intrometeu.

Eu quase bati palmas internamente. Era uma situação difícil de engolir e com o tempo nós realmente conhecemos a verdade do coração das pessoas. Victória na verdade, não tinha superado uma grama do que havia acontecido consigo e achava fielmente que as pessoas teriam que ter uma paciência eterna. Ninguém, em nenhum momento teve paciência comigo enquanto sofria e eu também nunca cobrei das pessoas que elas me entendessem e sim que me deixassem em paz.

Era complicado, mas ela podia ao menos vir pedir desculpas. Foi ela quem errou comigo!

Alice eu saímos de sala apressadas para almoçar. Rosalie já estava no pequeno bistrô perto do shopping e tinha pedido nossas entradas. Nós falamos sobre tudo, menos do casamento. Ela não aguentava mais.

- Uma tia minha, bem distante, soube que ia casar, me mandou uma carta. – Rosalie comentou – Eu não a vejo a mais de 15 anos e por sua causa, morei no orfanato até atingir a maior idade. Como ela ousa?

- Eu sei o que é isso. Jacob nunca mais apareceu e tenho receio de saber o que Edward fez com ele. – ri amargamente

- Meninas, eu estou apaixonada!

- O QUÊ? – gritamos ao mesmo tempo.

- Ele também faz Economia, tem 20 anos, seu nome é Ian e mora em Long Island, três casas depois da nossa. Ele gosta de filmes de ação, tem mania por carros esportivos, já me fez companhia para compras e gosta do mesmo tipo de sorvete que eu. Ele me ouve e curte minhas maluquices com um sorriso doce. Ele me pediu em namoro ontem, eu aceitei e vou apresentá-lo ao papai no dia 25. – cuspiu tudo de uma vez só e eu ainda estava com meu copo de chá gelado congelado na boca.

- Eu vi vocês uma vez... Só não imaginei ter sido sério. – sorri e ela relaxou na cadeira – E bom... Eu te desejo sorte e vou avisá-lo que se te ver chorando, vou soca-lo.

- E eu chuto o traseiro dele. – Rosalie completou – E não serei eu a contar a Emmett.

- Muito menos eu a Edward. Cunhada, eu te amo, mas seu irmão...

- Ok, ok. Amigas. – debochou, mas tanto ela quanto nós, não estamos nos importando com os meninos. Cão que muito ladra não morde.

O dia foi muito divertido, exceto a maldita depilação que sempre seria meu martírio. A sorte de Edward era que a cara de satisfação que ele fazia, me dizia que valia a pena. No mais, ia mandar tudo se foder. Já era tarde quando cheguei em casa depois do salão com o cabelo pronto para o natal. Carmelita já devia ter ido embora pelo silencio da casa.

Fiquei refletindo sobre a confissão de Alice e seu novo amor. Ela era jovem ainda e podia descobrir as coisas da sua forma. Selecionei umas fotos do ano para levar e vi a quão estranha eu era. Meu corpo era mais magro... Muito mais magro. Eu tinha uma coloração pálida que se estendeu até o aniversário de Edward. No de Alice estava diferente e no de Emmett meu cabelo mais curto. No jantar de aniversário de casamento de Esme e Carlisle... Um ano. Nossa.

Eu não era a mesma menina. Eu era uma mulher. Casada com um homem maravilhoso.

- Oi, meu amor. Você está linda.

- Você também, sempre. – revirei os olhos e ele riu, concordando, é claro.

- Preparada para fazer muitas fornadas de cookies e cupcakes? Meu pai falou disso o dia inteiro.

Edward sentou do sofá, tirou o terno, abriu um pouco o cinto, afrouxou a gravata e olhou para as fotos em cima da mesinha da sala. Seu sorriso se abriu levemente quando olhou para algumas e eu ainda me vi presa a cena dele, sempre lindo. Arrogante e um pecado sobre pernas. Não resisti, sentei no seu colo, tirando a gravata dele e colocando em mim. Abri os botões da sua camisa e beijei seu peito nu.

- Eu senti sua falta o dia inteiro. – suspirei enterrando o rosto no seu pescoço. Edward estava ocupado beijando meu ombro. Enrolei meus dedos nos seus cabelos sempre tão macios, com cheiro de shampoo masculino. Como conseguia permanecer tão cheiroso, mesmo depois de um dia de trabalho?

- Eu também. Eu não consigo mais me concentrar naquela mesa, não depois que vi você, só vestindo minha gravata e esses sapatos me foda em cima dela. – sussurrou

- Nós não estamos falando sobre isso ou eu vou me atrasar. – pulei do seu colo e segui para o quarto. Nossas pequenas bolsas estavam prontas para o final de semana de natal com a nossa família.

Então, tudo que aconteceu no passado, passou como um filme na minha frente. Tanto sofrimento que estava sendo compensado, hoje. Se tivesse que passar por tudo novamente, passaria com firmeza. Principalmente se o resultado for ter Edward ao meu lado e poder chamar de marido. E quem sabe, o natal que vem, teremos o nosso pequeno ou pequena a caminho?

- Ei, está tudo bem? Você está chorando.

- Um ano se passou... E nossa. – suspirei e ele riu, me erguendo pelo cós da minha calça, para ficar em seu colo com as pernas entrelaçadas. – Eu acho que estou ficando com aquela coisa sentimental do natal ser importante pra mim e olhe só, eu estou indo para casa dos meus sogros passar o fim de semana, fazer biscoitos, ter um criança pela casa e um marido. Eu nunca imaginei que fosse viver esse tipo de coisa e estou emocionada. É a magia do natal.

- Eu sei... Eu entendo. E olhe pelo lado bom... Esse é o primeiro de muitos.

Edward sorriu daquela forma gostosa, doce e amorosa, que me enchia de paz. Me abraçou daquele jeito que ele fazia todos os dias de noite e dizia que me amava. Me colocou na cama com aquela delicadeza exagerada, como se eu fosse um copo de cristal, me despiu com adoração e me amou com sua alma.

Bem-vinda magia do natal. Eu amo esperar por você o ano inteiro.

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N/A – Gostinho de fim, não é? Podem tirando o cavalinho da chuva! A fanfic ainda tem alguns capítulos pela frente, mas podemos dizer que isso encerrou uma fase de Bella imatura e Edward inseguro. Agora casados, com novas responsabilidades, eles vão viver outros desafios. Eu prometo não me alongar em tornar uma história chata, mas acreditem, vai dar tudo certo no final. Como sempre, spoilers no tumblr volte e meia aparecem. Você não pode deixar de ficar de olho em minhavidaumsacosemvoce.blogspot.com

Obrigada Leilli, minha menina por betar e aturar meus surtos. Obrigada a todas as reviews dadas até hoje. Comentem. Quanto mais review, mais rápido eu volto.

Beijos ♥

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N/B – Muitas coisas nesse capítulo, e o melhor: ALICE ACHOU ALGUÉM DIGNO!!! HIHU!! E bem, como a Mari disse, ta com gostinho de final, mas ainda não é o final, tem muita coisa para acontecer e algumas... OMG!!!!!! Se preparem!! Beijosss

Notas finais
REVIEWS. Adoraria ter indicações ♥