Broken
12 Who Run The World? (Girls!)
- Essa foi a última caixa, Srtª. – Demetri sorriu olhando para o pequeno caminhão que fechava as portas com poucas caixas minhas. – Você deseja ficar um momento na casa? – perguntou-me mais baixo e eu gostava do nosso relacionamento silencioso. Já que ele era a minha sombra número 1, era bom que sentisse minhas necessidades.
- Certo. Só dois minutinhos e vamos embora. – sorri timidamente e obriguei meus pés se moverem.
Pelos últimos quarenta minutos observei os desmontadores trabalhando dentro da casa. Eles levaram tudo que mandei para doação, para jogar fora e as poucas coisas que reservei para meu novo lar. Um apartamento no centro de Manhattan que irei dividir com meu namorado, Edward Cullen. Eu não conseguia definir exatamente o que estava sentindo com a possibilidade de nunca mais pisar na casa no qual cresci.
Passei a mão pelo balcão da cozinha e vi que sem as galinhas de porcelana penduradas ele era bem bonito. Mamãe possivelmente teve um bom gosto ao escolher. Nunca tinha reparado que o carpete da sala era marrom claro. Ele sempre me pareceu cinza, mas ao remover o sofá, percebi que eram manchas. Deveria tê-lo trocado de tempos em tempos.
A janela da sala também ficaria melhor com outra cortina clara. Não sei. Agora é tarde demais para pensar em uma nova decoração. Esta casa já não era mais minha. Subi as escadas, empurrando algumas peças que estava no caminho e abri a porta do meu quarto vazio. Eu vivi meus melhores e piores momentos deitada naquela cama. Minhas orações, meus medos, sonhos e pesadelos foram aqui. Eu joguei coisas na parede quando Max Junter me chamou de Bella, A cadáver no colegial, perto do baile de primavera. Ainda tinha a marca na parede. Eu imaginei o rosto dele ali.
Até que era bem grandinho. Se eu tivesse me livrado daquela cômoda que eu tanto odiava, teria mais espaço. Pra quê? Perguntei-me. O que iria fazer de diferente ali? Nada. Com um suspiro trêmulo, fechei a porta e pulei para o quarto do Tio Billy. Incrível, ainda tinha o cheiro de charuto ali dentro. Não tinha mais nada, mas era como se pudesse vê-lo em pé, perto da janela, envolto a fumaça me dizendo que o mundo era idiota. Suas filosofias eram sempre contraditórias. Eu sentia falta do irmão adotivo do meu pai.
Abri a porta do quarto dos meus pais e foi ali então que as lágrimas que tanto engoli resolveram descer em forma de cachoeira. Eu não tinha nenhuma memória ou comentário em relação aquele espaço porque havia pouquíssimos momentos no qual vivi ali. Não tinha o que se lembrar, porque eu não cheguei do baile e fui direto contar a minha mãe. Eu não vim dormir no meio deles em noites de chuva e também não deitei no colo do meu pai e ouvi histórias antes de dormir. Eu não tinha nada deles. E eu queria ter tido.
Nunca foi tão difícil ficar ali dentro como naquele momento e achei que era hora de sair. Até sentir um par de mãos segurar minha cintura e me prender ao corpo. Edward. Eu sorri encostando a cabeça em seu ombro e ele beijou meu pescoço carinhosamente.
- Acho que é hora de irmos. – sussurrei ao silêncio.
- Tem certeza? – perguntou-me apertando mais um pouquinho.
- Absoluta. – respondi. Hora de dar tchau.
Edward entrelaçou nossas mãos e com a outra livre limpou minhas lágrimas desobedientes. Devolvi um sorriso tímido e beijei sua mão antes de descermos e trancar a casa. Demetri nos aguardava com a porta do carro aberta e assim que me viu, me deu um sorriso doce e despreocupado e um aceno cavalheiro a Edward. Eu acho que poderia gostar dele.
Não fiz questão de falar muito durante nosso caminho para casa. Demorou cerca de meia hora e esse período inteiro o rádio estava ligado e Edward ficou brincando com a aliança em meu dedo. Pelo menos não era o colar. Ultimamente ele não tem tido problema nenhum em enfiar a mão no meu decote ao invés de puxar os pingentes pela cordinha. O celular dele não parava de tocar e percebi que ele tinha muita coisa para fazer.
- Edward. Vá para empresa. – falei e percebi que minha voz saiu meio fanha. Ele me olhou magoado porque pareceu que estava expulsando-o. – Se você tem coisas a fazer, não precisa ficar. Eu vou estar bem. – completei e ele continuou me olhando torto. Ignorando meu comentário.
Passados mais alguns minuto e o sinal abriu e fechou conosco ainda no engarrafamento, o celular dele continuou tocando e meu corpo começou a doer levemente. Ótimo, estou me sentindo resfriada. Talvez seja só meu estado de espírito, mas isso não muda nada.
- Tem certeza que vai ficar bem? – perguntou-me preocupado.
- Claro que sim. Nós nos veremos de noite. Não precisa disso. – respondi dando um beijinho de leve nos seus lábios.
- É que é o nosso primeiro dia em casa. – sorriu timidamente e senti o desejo de apertá-lo profundamente.
- Eu sei. Está tudo bem. – confortei-o e ele me puxou para um beijo mais profundo e pediu a Demetri que parasse o carro.
- Para casa, Senhorita?
- Para casa. – sorri e ele voltou a prestar atenção no transito e eu fiquei observando a forma de Edward se fundir com a multidão conforme ia andando até o arranha céu da empresa que eu via ao longe.
Ao chegar na garagem do prédio, sacudi meu chaveiro brincando com a pequena caminhonete vermelha e sorri. Edward quando me entregou as chaves tanto do apartamento, quanto da casa dos pais dele eu fiquei toda boba ao ver uma mini chevy pendurada. Foi a prova que meu namorado tinha um coração escondido no peito dele. Não digo que se arrependeu por ter manipulado meu antigo carro, mas que sabia que era importante pra mim. Uma controvérsia meio estranha, mas não deixava de ser fofo.
O celular de Demetri ecoou na garagem assustando nós dois e ele rapidamente atendeu com um risinho sem graça e o rosto meio corado. Ainda bem que eu não era a única a sofrer com esse tipo de constrangimento.
- Suas caixas chegaram, devo encaminhar? – perguntou-me e assenti indo direto para o elevador.
Fiquei distribuindo minhas coisas no seu devido lugar durante o final da manhã e meu corpo continuou apresentando dores irritantes e quando terminei de arrumar o closet, espirrei loucamente. Senti falta do Max, mas Esme o sequestrou para um banho e tosa. Ele estava virando gato de madame e do jeito que adorava uma boa vida, devia estar amando.
Espirrando e cansada não quis fazer almoço e tomei um banho quente, jogando-me na cama com a televisão ligada. Eu acho que cochilei no segundo filme, mas eu me sentia dolorida, febril e triste. Só não queria necessariamente pensar nas ultimas semanas no qual Jacob ligou dizendo que abria mão da casa, como se tivesse o quê abrir mão e ainda por cima, pediu desculpas por ter me magoado. Eu juro que não quero saber o que Edward fez com ele. Gemi baixinho para meu nariz que tinha certa pressão, como se fosse sinusite.
- Você não me disse que estava doente. — a voz de Edward soou cortando meus devaneios. Abri os olhos assustada e dei de cara com sua perfeição me fitando daquele jeito sombrio, irritante.
- Como entrou aqui? — perguntei confusa com a voz meio fanha. Eu teria o ouvido entrar, eu acho.
- Você não me disse que estava doente. — repetiu irritado.
- É só uma gripe, Edward. — revirei meus olhos bufando. Ele conseguia me deixar irritada mesmo quando não tinha forças pra isso. – Eu acho.
- Você poderia ter me ligado. Eu viria para casa na mesma hora. – retrucou e ouvi o seu sapato sendo jogado do outro lado do quarto. A cama se moveu e seu braço estava me colando ao seu corpo.
- Passou a irritação? – resmunguei tentando não rir. Eu não tinha ideia do que ele estava tão emburrado.
- Eu queria ter ficado em casa com você. Cuidado de você. Beijado você e quando você me nega isso, fico muito puto. – respondeu me virando para olha-lo e não aguentei. Acabei sorrindo. – Eu vou tomar um banho e preparar um jantar. – sorriu distribuindo vários beijos pelo meu rosto. Bipolar.
- Você vai pedir o quê? – perguntei quando vi sua forma indo ao banheiro. Sim, ele foi tirando a roupa e só fechou a porta quando estava nu. Comecei a hiperventilar de excitação e ouvi sua risada, mas ele não respondeu, continuei deitada na cama controlando meus hormônios assanhados.
Só de calça de dormir, Edward saiu do banheiro mostrando a sua glória e quando me viu olhando-o, jogou seu sorrisinho safado e piscou, saindo do quarto. Eu iria atrás dele para pular e jogá-lo de volta a cama, mas não sabia se tinha coragem de fazer isso. Resolvi sair da cama quando comecei ouvir as notas suaves de Unintended do Muse e cheiro de tomate sendo refogado. Desci as escadas acolchoadas devagar para contemplar Edward cantando junto com a musica, com ingredientes em cima do balcão de mármore escuro e o cheiro de tomate estava mais forte. Limpei a garganta e ele primeiro fez um scanner do meu corpo. Eu estava com short de flanela curto e uma blusa também.
- Pijama bonito. – sorriu voltando a se concentrar na panela.
- Quem é você? Devolva meu namorado! – gritei fingindo estar assustada quando por cima do seu ombro espiei o conteúdo delicioso da panela. Era sem duvidas, molho de tomate especial.
- Eu sei cozinhar. Sobrevivi três anos na Inglaterra cozinhando sozinho. – respondeu-me rindo.
- Está cheirando muito bem. O que posso te ajudar? – perguntei animada.
- Caindo fora da cozinha. – respondeu me empurrando levemente pelo quadril.
Eu parcialmente obedeci saindo da cozinha, indo direto para a adega refrigerada que ele havia montado e peguei um vinho que Carlisle gostava. Eu não conhecia vinhos e por isso segui esse mesmo. Peguei duas taças conforme Esme tinha me ensinado e voltei a cozinha com ele agora cantando Vertigo U2. Fiz o meu melhor para abrir, mas depois que bati com o dedo no balcão, ele veio ao meu socorro.
- Boa escolha. Meu pai iria adorar. – disse beijando meu ombro.
- Você não quer me deixar ajudar, então, vou assistir. Com vinho. – pisquei dando um beijinho nele antes de me apoiar em seu ombro e sentar no balcão. – Eu nunca vou conseguir subir sozinha.
- Baixinha. – murmurou mexendo seu molho.
- Eu ouvi isso. – chutei sua bunda e ele virou inocente. – E como foi o dia hoje?
- Estressante. Talvez você devesse ligar para Victória. Ela deu uns gritos bem interessantes hoje. – sorriu
- Edward. Não é bonito rir assim. Ela devia estar de TPM ou algo do tipo.
- Victória tem TPM desde que nasceu.
- Ela sempre foi distante assim? – perguntei tentando sondar o terreno.
- Uhn. Nem sempre. Quando éramos crianças, era normal. Na adolescência tínhamos bastantes amigos em comum e só depois que ela casou, se distanciou de toda. – deu os ombros. Eu não sabia que ela havia sido casada. – Joga o orégano?
- Eu pensei que você não queria ajuda. – resmunguei pegando o vidro de má vontade.
- Estou fazendo um jantar especial aqui, por favor.
- Só porque é bonito. – pulei do balcão, quase ficando sem short no meio do caminho e ainda ouvi dizer para esperar chegar ao quarto para arrancar a roupa. Puxei o elástico da sua calça e sai da cozinha rindo conforme ele gritava de dor. Exagerado.
- O que você quer? Já planeja chutar a bunda do Edward? – Victória perguntou antes mesmo que pudesse dizer olá.
- Não. Na verdade ele está querendo me acostumar mal e está fazendo o jantar. Sabe como é, só para não arrepender. – respondi rindo
- Eu ouvi isso! – Edward gritou da cozinha.
- O bastardo está de bom humor. Ele me irritou muito hoje. Alias, tudo está meio me irritando. – suspirou chorosa do outro lado. Esse foi o primeiro sinal de fraqueza que pude observar nela. Isso me chocou.
- Talvez você deva sair. Se divertir. – incentivei – Por que não combinamos de ir a uma boate? Um pub? Eu nunca fui a um, mas eu acho que podemos falar com Alice e Rosalie.
- Eu acho que gosto dessa ideia. – disse depois de um tempo. – Há uma boate, no centro. Abriu recentemente e Emmett chegou a ir lá.
- Eu vou falar com Alice no curso amanhã. – animei-me mais por ela, porque eu nunca tinha ido a algo assim, por isso fiquei nervosa. – Até amanhã!
- Até.
- Querida! O jantar está pronto. – Edward gritou da cozinha. Reprimi a risada e segui o cheiro e o som da sua voz. Fiquei parada olhando para mesa meio sem reação. Pasta Italiana. Alguém ia passar mais tempo na cozinha. – O quê? Eu tenho certeza que está bom!
- Você pode ficar inseguro uma vez na vida? – perguntei retoricamente tentando segurar a risada.
- Eu me garanto. – piscou – Agora, por favor, sente-se e aproveite nosso primeiro jantar. – puxou a cadeira e encheu nossas taças de vinho.
- Uhn, tudo bem, ok? – brinquei beliscando seu braço de leve.
Nós jantamos conversando sobre banalidades e os planos do dia de amanhã. Edward não gostou da noite de meninas, isso ficou estampado no seu rosto até o fim do jantar quando comecei a lavar a louça e ele secar, colocando tudo no seu devido lugar. Resolvi que fingir que não percebi, era o melhor que poderia fazer por mim mesma. O clima foi ficando tenso conforme ele insistia em ficar emburrado.
- O que há? – perguntei suspirando.
- Nada. – respondeu secamente. Só havia mais um copo e consegui a proeza de me molhar por completo quando bati na bica com força. Minha blusa ficou transparente e meus seios se arrepiaram na mesma hora.
Sem dizer nada, sai da cozinha tentando me esconder, mas no meio da sala fui erguida no ar e virada ao mesmo tempo, batendo contra o peito de Edward. Edward colou seus lábios contra os meus de forma maravilhosamente brusca e suas duas enormes e fortes mãos desceram até minha bunda, me erguendo com facilidade. Envolvi minhas pernas em sua cintura e meu Deus, ele já estava excitado. Acabei gemendo quando ele chupou meu lábio inferior, descendo pelo pescoço, chegando até meus seios devidamente cobertos e expostos pela blusa molhada. Percebi que estávamos em movimento e os olhos de Edward estavam escuros. Negros de desejos.
Ele me deitou bem no centro da cama e permaneci com as pernas enroladas em torno dele. Seus beijos ficaram mais fortes e urgentes conforme comecei a mover meu quadril em sua ereção porque eu estava dolorida até o ultimo fio de cabelo da minha alma. Edward tirou minha blusa molhada e estremeci, não de frio, mas o modo que ele olhou meu corpo parcialmente desnudo, as coisas ficaram quentes, bem quentes.
- Precisei de muito controle essa noite, amor. – sussurrou contra minha pele – Você surgindo na cozinha com esse pijama marcando todo seu corpo... Depois sentada no balcão da cozinha, com suas lindas pernas cruzadas quando eu queria estar entre elas e depois você deitada no sofá, empinando sua bunda pra mim... – sussurrou roucamente e seu hálito quente batendo contra minha pele. Eu não me preocupei em refrear o gemido sôfrego que saiu dos meus lábios.
Arqueei minhas costas para Edward me tocar, mas ele continuando sorrindo e traçando círculos com a ponta do nariz, vendo o quanto o mais podia ficar arrepiada. Cansada de brincar, afundei meus dedos em seus cabelos e puxei seu rosto para meu corpo, onde graças do bom Deus, ele tomou um seio com a boca e apertou o bico do outro.
Voltei a movimentar meu centro contra a ereção de Edward e eu quase podia senti-lo dentro de mim, principalmente depois que seus impulsos foram se tornando como se realmente estivesse. Nós concordamos que sexo só depois que eu estivesse tomando pílulas e fosse ao médico. Eu sei que existe camisinha, mas essas merdas furam e não quero filhos agora. Seria praticamente impossível continuar esse acordo se ficássemos assim todos os dias de noite.
Eu podia sentir o orgasmo se aproximando bem forte. Edward tinha as mãos no meu quadril, segurando contra o seu e minhas mãos voaram até seu cabelo, forçando-o a aprofundar o beijo. Eu não sabia qual a distancia do vizinho mais próximo, mas eu sei que Emmett ouviu o gemido que eu dei quando me senti pelas bordas. Deitei a cabeça de volta na cama meio choramingando o quanto o queria de verdade, dentro de mim. Já era algo impossível de controlar.
- Amor, se você continuar assim, eu vou perder o controle. – Edward sussurrou meio ofegante. Vê-lo gozar era uma das cenas mais lindas do universo. Seus olhos fechados, os lábios entre abertos, o gemido forte, as bochechas coradas e a força sobrenatural que ele exercia quando chegava. Meu quadril sempre tinha manchas roxas no dia seguinte.
- Controle? É o mesmo homem que estava bicudo na cozinha e depois me ataca no meio da sala? – perguntei rindo ainda com ele em cima de mim.
- Olhando por esse ângulo. – concordou sorrindo como criança.
- Ok, eu te amo mesmo assim. – sorri beijando seu queixo.
- Eu também te amo. – beijou meu nariz e levantou, indo até o banheiro e ouvi meu celular tocando na sala. Pulei na cama me sentindo ridicularmente bem. Edward e seus efeitos medicinais. Alguém além de permanecer mais tempo na cozinha, iria ser escravo na cama. Eu ri com esse pensamento idiota e atendi o telefonema. Era Emmett.
- E aí, já quebraram as mobílias novas? – perguntou dando um risinho idiota.
- Como você sabe?
- Sei do quê? – perguntou confuso e bati na minha testa. Merda. Ele só estava brincando. – Ah... Bellinha! Sempre tão quietinha!
- Se foder, Emmett!
- Meu Deus! Você xingou um palavrão! – gritou surpreso.
- Ué, o que? Eu sempre falei palavrão.
- Não. Não mesmo. Eu saberia. – disse rindo
- EMMETT! – gritei irritada e ele gargalhou do outro lado. Edward apareceu na mesma hora e eu percebi que estava sem blusa ainda. Eu corei. – Diga logo o que você quer ou eu vou pra cama.
- O quê? Eddie está nu? Desculpe atrapalhar. – gargalhou daquele jeito idiota. Limpei a garganta na esperança dele se recompor. – Eu quero saber que história é essa de combinar noite das meninas com minha noiva? Ir pra boate? Sério?
- Qual é exatamente o problema? – perguntei confusa e o vento frio me fez tremer. Meus seios deram sinais de vida e Edward riu deitando a cabeça no meu colo. Ele ficou cutucando meus seios com o dedo. – Sério, Edward? – perguntei irritada e ele riu mais ainda.
- Uhn, o problema é que tirando a Victória, todas são comprometidas, que diabos! Minha noiva não vai.
- Emmett, segue a agenda. Amanhã eu passarei o dia INTEIRO com Rosalie e acredite em mim, ela vai. – retruquei massageando minha têmpora. Edward resolveu morder um dos meus seios. – Edward! – gritei e ele gargalhou alto.
- Bella... – Emmett choramingou e imaginei o bico e os olhos de gato do Shrek. Não é possível, os três fizeram cursos de como ser mimado.
- EMMETT, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ LIGOU PARA BELLA! – Rosalie chiou do outro lado e a ligação foi encerrada.
- O que o empata queria? – Edward perguntou depois de beijar o mesmo local que mordeu.
- Empatar. – respondi rindo e empurrando sua cabeça levemente. Pulei fora do sofá e me tranquei no banheiro, para me preparar para dormir. Fui até o closet colocar outra blusa, quando puxei apenas um top qualquer e ouvi Edward colando no canal de luta. Ele também estava ao telefone quando deitei-me ao seu lado. Primeiro noite em nossa cama, sorri que nem uma idiota.
- Amanhã nos falamos melhor. – despediu-se de quem que seja. Uma coisa era certa, aquele olhar travesso só me fazia crer que estava aprontando alguma coisa. – Você quer ver algum filme? – perguntou olhando pra tevê. Aham que ele queria ver filme.
- Não amor, pode ver sua luta. – respondi e ele sorriu animado – Eu prometo dizer a Esme que você foi um cavalheiro. – murmurei lembrando a conversa que ouvi de Esme dizendo ou dando dicas para ser um bom rapaz comigo. Eu ri horrores escondida no lavabo com Alice.
- O quê? – Edward praticamente gritou e ficou vermelho na mesma hora. Não aguentei e comecei a ter ataques de risos.
- Eu vou dizer que você cozinhou, deixou a tampa do vaso abaixada, não bagunçou o tapete ou mexeu nas minhas coisas. – respondi tomando folego enquanto ria. Edward estava lívido. Em pânico. – Desculpe, parei. – respirei fundo e voltei a deitar do seu lado.
- Eu, ér, amor, como você... – balbuciou ainda meio atônito
- Eu ouvi amor, desculpe. – sorri deitando minha cabeça no seu peito.
- Tudo? – perguntou mais baixo.
- Uhum. – respondi tentando controlar o riso. – Até a parte que ela disse que não sou uma vagina ambulante.
- Merda. – murmurou envergonhado e comecei a rir – Não é engraçado Bella. – resmungou com raiva e isso só me deu vontade de rir mais ainda. – Para...
- Ok, desculpa. Não foi minha intenção, mas sabe como é Alice. Ela me fez ouvir. – dei os ombros entregando a irmã dele. Edward era vingativo e ia descontar nela. Fico livre.
- Baixinha infernal. – resmungou realmente chateado. Girei meu corpo e sentei em seu colo.
- Você não precisa se preocupar com isso... Eu sei o quanto você é carinhoso, atencioso, amigo, respeitador... – sussurrei beijando-o várias vezes. Edward segurou na minha cintura e sorriu conforme aceitava meus beijos.
Comecei a sentir meu amiguinho se animando e pulei fora do seu colo antes que não tivesse volta. Edward sorriu encolhendo os ombros e deitei aninhando em seu peito e ele continuou rindo. Eu juro que o ouvi murmurar mulher seminua e lutas, ele poderia se acostumar, mas eu acho que dormir antes de poder revidar alguma coisa.
Edward nunca me acordava antes de sair, ele dizia ser um pecado porque eu sempre dormia pesado. Quando ele acordava antes de mim, é claro. Provavelmente iria me atrasar se continuasse agarrada ao travesseiro dele dessa maneira, por isso fui tomar banho e escolhi a roupa do dia uma bermuda jeans, sapato Oxford preto e blusa de malha fina branca com um soutien preto. Deixei o cabelo solto de qualquer jeito e arrumei uma bolsa com meus documentos e celular. Sem contar a pequena nécessaire que Esme me ensinou a montar semana passada.
Tomei um susto quando vi uma mulher que eu não conhecia na cozinha. Ela sorriu pra mim gentilmente e antes que perguntasse que diabos era ela dentro da minha cozinha, veio em minha direção.
- Oi, eu sou Carmelita. – estendeu a mão – Sua ajudante. – sorriu quando apertei sua mão. Ela devia ter em torno dos 40 anos e tinha um sorriso gentil, quase maternal. Seus cabelos eram negros e a pele morena era bem bonita.
- Oi, eu sou Bella. – sorri e olhei para mesa e vi um delicioso bolo de chocolate – Ual, você chegou que horas?
- Ah, perto das 6 horas. – respondeu segura. – Horário combinado com Sr. Cullen.
- Ah... Por que tão cedo? – peguei a faca salivando. – Você não precisa chegar tão cedo. Às nove horas está bom, é o melhor horário do ônibus. – completei e ela pareceu confusa – Não se preocupe. Edward nunca dependeu de transporte coletivo na vida, eu falo com ele.
- Certo. – concordou meio hesitante. Peguei meu celular e liguei para Rosalie.
- Alô? – atendeu bocejando. – Que diabos, estou atrasada, eu sei, falta tomar café. — resmungou
- Hey vizinha. Há um lindo bolo e chocolate aqui, que tal vir tomar café comigo?
- Délicieux! – praticamente gritou do outro lado. Eu sabia que era delicioso porque ela chamava Emmett assim. Rapidamente desliguei o telefone e percebi que Carmelita vinha me servir.
- Não precisa fazer isso. – interrompi e ela ficou mais confusa ainda. Coitada. – Hm, regras de Edward, certo? – perguntei e ela assentiu – Não precisa me servir. Muito menos a ele, eu não sabia de você e nós não discutimos sobre isso, mas não se preocupe, você pode fazer seu serviço normalmente, sem servir ou chegar muito cedo. – expliquei meio confusa e a campainha tocou e nós duas nos movemos para atender.
Ouvimos a porta se abrir e passos apressados.
- Olá! – Rosalie sorriu – Ual, é bonito mesmo. Vamos comer ou iremos nos atrasar demais.
- Carmelita, esta é Rosalie Hale, noiva do Emmett, irmão de Edward. – apresentei e as duas sorriram uma para a outra.
Nós tomamos café tão rapidamente que mal senti o gosto do suco de laranja, porque furacão Alice invadiu o apartamento com toda sua tagarelice e imperatividade. Foi engraçado ver Carmelita saindo do seu caminho completamente assustada.
- Cara, vocês demoram! – Alice agarrou a minha mão e me rebocou pelos corredores do curso e me jogou na sala. – Um tempo, Bella. Faça a prova. Estamos te esperando lá fora! – gritou e saiu correndo quando ouviu a voz do diretor no corredor. Ela tecnicamente estava cabulando a aula para passar o dia na rua conosco.
- Boa sorte! – Rosalie gritou correndo atrás de Alice.
Minha primeira prova de matemática no curso era em dupla e meu companheiro era Jasper. Sendo vinte questões de cálculos com gráficos, dividimos por igual e trabalhamos sem ao menos conversar um com o outro como as outras duplas desesperadas. Eu meio que me irritei com o cochicho baixo, mas a professora deu seu alerta e estávamos no fim. Eu sorri vitoriosa quando corrigimos um do outro e tive um surto meio Alice de ir praticamente pulando assinar a entrega.
- Então, vão roubar minha namorada em uma sexta-feira? – Jasper cutucou minhas costelas no estacionamento. – Isso não foi legal.
- Nhah! Você está andando muito com Edward. – brinquei dando o braço a Rosalie conforme Alice se despedia de seu namorado bicudo. – Eles vão ficar assim o dia inteiro? – perguntei e Demetri soltou uma risadinha baixa. Ele estava ao lado dos melhores homens de Rosalie e Alice. Três nos seguindo de uma vez.
- Jasper naturalmente não liga. Ele só está sendo influenciado pelos meus irmãos egoístas. – Alice comentou casualmente assim que pisamos no shopping. O bom de Nova Iorque era isso. Atravessar duas ruas depois do colégio e você tinha um lindo shopping te esperando. Era meio que aprendam a serem consumistas, crianças!
- Eu acho que gosto disso. É bom ter amigas. – Rosalie comentou e vimos os cabelos vermelhos de Victória logo a frente. – Ei bonita.
Rosalie chamou pela ruiva que abriu um lindo sorriso ao nos ver e assim, o dia começou. Primeiro Alice e Victória foram comer enquanto eu e Rosalie fomos ao quinto andar no consultório médico que Esme havia nos agendado. Duas horas mais tarde saímos devidamente injetadas com métodos contraceptivos e a primeira parada foi Victória Secret’s. Eu juro que se não morri de vergonha naquele momento, eu nunca mais morreria.
Elas me fizeram escolher tanta coisa que meu rosto ficou vermelho, roxo e depois azul. Eu nunca iria vestir aquilo... Bom, depois de experimentar e ver como ficou bonito, mudei de ideia. Foi reconfortante ver meu corpo tão bonito. A partir dali, fomos para o salão de beleza, onde eu senti que pra ser bonita, é preciso sofrer... Demais.
- Dê adeus ao gilete em sua vida. – Victória me empurrou para a seção cera quente, vulgo, tortura. – Ela vai querer bem a brasileira. Depilação na perna inteira.
- O quê? – perguntei, mas já era tarde demais. A dor começou e eu quase chorei. Se não fosse orgulhosa e teimosa.
- Não se preocupe, vocês irão para a massagem e a dor vai passar. – a depiladora sorriu quando lancei punhais a ela com meu olhar. Vadia. Essa merda doeu. Eu estava agressiva demais para meu próprio bem, mas dane-se, da cintura pra baixo toda ardia por uma maldita cera quente.
Tirando as dores, o dia foi perfeito, nós tomamos mimosas e rimos como adolescentes. Coisa que só Alice podia nos proporcionar. Ela era alegre, espontânea e cheia de energia. Nunca parava de falar e meu objetivo de fazer Victória sorrir e sentir mais feminina estava dando certo pelo brilho dos seus olhos. Paramos para almoçar em uma pequena lanchonete que poderíamos montar o recheio do sanduiche e tinha saladas legais que nunca pensei que poderia misturar. Tudo era muito novo, divertido e caro. Eu odeio não pagar pelas minhas próprias coisas e usei meu cartão de crédito, mas teria que discutir com Edward para obter a fatura, ou ele iria simplesmente pagar pela minha vida.
Como está sendo o dia das meninas? – E
Eu fiquei momentaneamente puta porque ele não mandou beijos ou te amo e imaginei praticamente quebrando as teclas do celular. E eu nem passo o dia com ele! Maldito ciúme!
Maravilhoso. Um belo moreno arrancou gemidos maravilhosos de mim. B.
As meninas chegaram a questionar o porque estava rindo diabolicamente para o meu telefone, mas isso era muito pessoal. Mesmo para a nossa família. Eu jamais iria expor meu relacionamento com Edward a qualquer pessoa. Eu sabia o maldito buraco que estava me metendo quando aceitei a morar com ele semanas atrás. A batata quente era minha, como dizia Tio Billy.
Edward queria chamar atenção a todo custo, mas eu estava curtindo demais meu dia com as meninas, então, preferi ignorar seus comentários ácidos, cheios de ciúmes durante todo o dia. Suas mensagens eram grossas e ao mesmo tempo cheia de amor. Ele só parou quando avisei que cheguei na casa de Victória e estávamos nos arrumando, isso era cerca de oito horas da noite. Ficamos terminando nossa seção de beleza com mais mimosas e batidas interessantes de frutas. Três alegrinhas se arrumando para a noite. Não ia dar certo.
- Hum, bom, hora de ir. – Alice e o telefone dela tocou. – O QUÊ? – gritou jogando o telefone do outro lado e correu para ligar a tevê, curiosas seguimos atrás enquanto ela xingava Jasper como uma legítima filha de marinheiro.
- Que merda é essa? – Rosalie esbravejou e demorei um tempo para entender porque me distraí com Victória gargalhando com vontade.
Os irmãos Cullen acabam de chegar a The V, o mais novo clube de striper badalado de Nova Iorque acompanhados pelo cunhado, Jasper. A noite será bonita com esse maravilhosos rapazes curtindo as meninas. Sortudas essas dançarinas! Será que isso prova que os meninos estão solteiros novamente? Adeus Bella Swan e Rosalie Hale!
Edward vai morrer. Foi meu primeiro pensamento. Victória parou com os risos quando nós três a fuzilamos, mas resolvemos que isso definitivamente teria volta. Meu vestido cumprido foi trocado por um preto curto, completamente colado ao corpo. Minha coragem foi incentivada quando imaginei a porra de uma dançarina rebolando no colo de Edward. Eu iria mata-lo. Eu iria quebrar o pescoço dele. Iria triturar o pênis dele se ele usasse essa noite.
Demetri e os outros amiguinhos de pretos seguiram atrás de nós e tinha muitos paparazzi na porta da boate, eu como uma boa mulher morrendo de ciúmes, sorri alegremente pro filho da puta do meu namorado que na segunda noite dormindo na minha cama iria conhecer o caminho do sofá. Eu entrei em pânico quando vi tudo muito cheio, muita gente, muito homem, muita música e bebida.
- Vai dar tudo certo. Lembre-se, há dançarinas rebolando sua bunda em um poste e nossos homens estão lá. A gente consegue. – Rosalie sussurrou e Alice nos empurrou para área vip e o garçom chegou com bebidas. Eu não sabia o que era, mas Demetri cochichou no meu ouvido dizendo ser tequila.
- Pista de dança! Agora! – Victória gritou
- Se qualquer pessoa chegar perto de mim, faça-se presente. – sussurrei para Demetri que assentiu. Os homens naquele lugar pareciam tão predatórios.
Nós dançamos durante um bom tempo e vários caras no cercaram durante um período, mas a presença dos nossos pinguins espantou a maioria. Tinha muitos fotógrafos ao redor também, mas engoli meu nervosismo pensando no quanto Edward devia estar se divertindo. Idiota. Depois de mais algumas doses e gargalhadas, cada uma seguiu para seus apartamentos e eu me preparei psicologicamente para a briga clássica do meu relacionamento.
Edward estava na sala, possivelmente tinha acabado de chegar, então passei direto por ele até o quarto tirando minhas roupas, eu não estava muito sóbria e isso só atenuou minha raiva. Clube de striper? Sério? Irritada por não conseguir puxar o zíper do vestido, senti sua mão vindo me ajudar e eu sorri por causa do meu novo conjunto de lingerie que ele NÃO iria tirar essa noite. Eu ouvi sua respiração engatar e entrei no closet, colocando minha camisola de seda preta.
Fui ao banheiro lavar meu rosto, tirar maquiagem e pentear os cabelos desgrenhados. Edward estava no quarto só de cueca, mas enfim, resolvi ignorá-lo por completo. A sede bateu e cheguei a cozinha e ouvi seus passos atrás de mim. Eu também podia sentir seus olhos me comendo, mas isso era a pequena parte do seu castigo.
- Está...
- Não fale comigo. – cortei engolindo o resto da água. Eu devia ganhar um milhão, porque a expressão dele de incredulidade foi impagável. Voltei para o quarto com ele ainda no meu encalço.
- Que diabos está acontecendo? – perguntou sentando na cama. Fui até o closet e peguei um travesseiro e uma colcha fina. Vai passar frio também. – O que é isso?
- Isso é seu companheiro de sofá. – apontei e ele abriu a boca incrédulo.
- Você só pode estar brincando. O que aconteceu? – rosnou
- Aconteceu que você estava em um maldito clube de stripers com seus irmãos! – gritei com raiva. Sínico maldito!
- E você em uma boate com suas amigas! – gritou de volta
- Perai amigão. – debochei – Eu não tinha nenhum dançarino gostoso em cima de mim. Ou tirando a roupa pra mim, muito menos rebolando no meu colo! Eu estava lá para animar minha amiga, porque quando tudo deu errado, Victoria esteve do meu lado! Ela não tem namorado ou qualquer pretendente, custava você entender isso?
- E quanto ao massagista bonitão?
- Eu estava irritada com você dando crises de ciúmes! Você achou que eu fosse fazer alguma coisa? Que espécie de mulher você acha que EU sou? – as lágrimas já estavam acompanhando meus gritos.
- Eu só fiquei com raiva! E lá não tem só stripers. Há um pequeno cassino. — respondeu mais baixo, quase envergonhado – E você acha que eu fiz alguma coisa?
Parei para pensar ainda trêmula de raiva.
- Você só foi lá para me irritar, Edward. Como se sair sem você fosse meu esporte preferido. Você não me disse que ia sair. Eu vi pela tevê. Isso me irritou mais do que ter uma dançarina cheia de vontade em cima de você. – gritei ele podia estar falando baixo, mas eu não iria parar de gritar.
- Porra! Não tinha dançarina! – gritou irritado.
- Eu não vi então tinha sim. Até que se prove o contrário vai ter. Enquanto estiver com raiva, vai ter. – bati o pé e ele bufou frustrado. – Eu vou dormir sozinha, Edward. Eu não quero compartilhar a cama com você cheirando a perfume barato.
- Eu já disse que nenhuma mulher encostou em mim! – gritou irritado.
- Não vai sair? Eu saio. – peguei o travesseio e metade da minha camisola subiu, revelando novamente a minha minúscula calcinha preta. Edward grunhiu quando olhou para meu corpo. Ele passou por mim pegando o travesseiro e saiu do quarto. Eu quis sorrir vitoriosa, mas a realidade me bateu.
Eu ia dormir sozinha essa noite e por isso abri a cara a chorar. Ainda tinha raiva, mas droga, dormir sem ele era a última coisa que gostaria de fazer na minha vida. Deitei na cama agarrada no travesseiro dele sem realmente me cobrir. Eram duas horas da manhã e acredite se quiser, fiquei completamente olhando ao relógio até as três horas. Estava quase lutando comigo mesma sobre levantar e ir atrás dele, mas outra parte queria saber se ele viria atrás de mim. Afinal de contas, a briga terminou porque ele não me disse que iria sair.
- Amor... – Edward sussurrou deitando na cama. – Desculpa. Eu não posso dormir sem você. – sussurrou no meu ouvido com sua mão vagando pelas minhas costas por dentro da camisola.
- Eu também não. – respondi baixinho.
- Eu te amo, Bella. Não tinha nenhuma outra mulher. Eu só desejo você... – sussurrou mais rouco no meu ouvido e eu gemi. Foda-se, chuta-se o pau da barraca. Edward me girou na cama ficando entre minhas pernas – A única capaz de fazer isso. – esfregou sua ereção no meu centro.
- Não se vingue de mim, Edward. Eu nunca, jamais, olharia para qualquer homem. – gemi
- Eu sei, foi infantil, ficaria mais perdoado se disser que foi Emmett? – sorriu torto.
- Dane-se, só não faça novamente.
- Não me expulse mais da cama.
- Não posso prometer. – retruquei e ele sorriu diabolicamente.
- Como você quer sentir isso comigo fora da cama? – perguntou chupando meu pescoço, passando a mão lentamente entre meus seios e descaradamente mergulhando no meu centro. Eu já estava completamente molhada. – Tão molhada pra mim... Oh merda, Bella, você se depilou por completo?
- Uhum... – gemi e ele mordeu meu ombro, afundando ainda mais o dedo e tocou meu clitóris completamente dolorido. Eu arfei. Era exatamente isso o que precisava. Ele me mergulhou um dedo dentro de mim e me senti no caminho do céu.
- Tão malditamente apertada. Você não sabe o quanto quero estar dentro de você. – rosnou no meu ouvido e isso me deu gás para pegar seu pau quente e dolorido e acariciar lentamente. Comecei com movimentos lentos e conforme ouvia sua respiração se aprofundar e seus movimentos errôneos no meu centro pegando fogo foram acrescentando velocidade. – Bella... Eu quero gozar dentro de você... Por favor, eu preciso te sentir. Eu preciso foder você sem sentido.
- Por favor. – gemi em reverencia. Choraminguei quando seus dedos saíram de dentro de mim e ele tirou minha camisola, arrebentando as laterais da minha nova calcinha.
Não foi exatamente a primeira vez que ficamos nus uns com os outros, mas bom, seria a primeira vez que tecnicamente meu hímen já não tão existente seria rompido. Edward rapidamente descartou sua calça com cueca junto e ele estava completamente excitado. Parecia estranho sentir o misto de nervosismo e excitação. Porque ao mesmo tempo que não havia chance dele caber dentro de mim, eu queria desesperadamente senti-lo me preencher por completo.
Ligeiramente deitei sobre meus cotovelos, colocando uma perna de cada lado do seu corpo, sem quebrar o olhar profundamente intenso que ele me dava. Era um misto de amor e desejo tão forte que respirar ficava difícil em uma áurea de excitação pesada que dominava o quarto. Edward veio se inclinando para deitar parcialmente pelo meu corpo e podia sentir seu pênis tocando minha entrada dolorida.
- Eu te amo. – sussurrou antes de me beijar fortemente. – Eu te amo muito.
- Eu também te amo muito. – gemi conforme ele foi entrando lentamente.
Sensação inexplicável de dor, prazer, medo, dor de novo e muito prazer. Era como uma faca me rasgando por dentro, mas ao mesmo tempo era glorioso sentir meu ventre sendo aquecido e preenchido por ele. Quando soltei um gemido de dor, ele me beijou, mas não parou. Ele não poderia parar, eu o mataria. E quando o senti bater fundo, ele não se moveu e eu fui relaxando ao seu redor com ele sussurrando coisas doces sobre como me amava, que eu era sua vida, a mulher dele, só dele. Era meio possessivo, mas eu não podia culpa-lo.
Aos poucos ele foi se movimentando, entrando e saindo com lentidão e isso se tornou insuficiente pra mim, por isso cruzei minhas pernas em seu quadril, obrigando-o a aumentar o ritmo e entrar mais. Edward gemia no meu ouvido. Eu também não estava controlando minha língua. Era tão libertador gritar sobre como ele era bom. O ego iria subir, mas foda-se, ele estava me fazendo sentir a mulher mais gostosa do mundo.
- Mais forte. – pedi sem folego. Ele puxou mais pra cima, sem sair de cima de mim e apoiou a cabeceira da cama que batia descontroladamente contra parede. – Edward...
- Bella, diga de quem você é... – pediu gemendo. – Diga que você é inteiramente minha.
- Completamente sua. – sussurrei
- Minha, porra, você é toda minha. – grunhiu me beijando com força. Eu estava chegando perto de algo forte. Mais forte que eu já tinha experimentado. – Goza comigo, amor.
- Edward! – gritei e ele foi aumentando o ritmo até os dois gritarem coisas desconexas e ele meio que desabou em cima de mim. Ual. Eu perdi minha virgindade. – Eu amo você, ciumento.
- Eu amo você, ciumenta. – sorriu recuperando o fôlego. Ele rolou de cima de mim e choraminguei quando o perdi de dentro de mim. Edward enrolou os braços ao meu redor e beijou profundamente. – Isso foi...
- Incrível. – completei rindo.
Nós ficamos olhando um para o outro, rindo que nem dois bobos, mas eu realmente quis levantar e tomar banho, além de me sentir meio dolorida. Eu acho que tropecei no meio do caminho, mas Edward me sustentou durante o banho também. Nós voltamos para cama e iria amanhecer e por isso, apaguei assim que nos cobrimos e deitei minha cabeça em seu peito.
Eu gemi quando o sol bateu no meu olho. Eu tinha aquela sensação de que tinha acabado de dormir. Edward estava do meu lado, mas isso não era novidade. Dormindo feito morto, não se deu conta que sai da cama gemendo de dor. Ele literalmente me fodeu noite passada ou preciso malhar urgentemente. Acho que prefiro a primeira opção. Vesti a camisola de qualquer jeito e fui até a cozinha a caça de um remédio.
O celular de Edward estava tocando e era a mãe dele, por isso não achei mal nenhum em atender. Ela queria que fossemos almoçar na casa deles e depois fazer uma sessão de cinema. Nós estávamos bem pertinho da hora do almoço, por isso fui tentar acordar minha pedra. Quer dizer, meu namorado. Sexo era a vida de Edward, porque além de ser atacada novamente em um amasso resultando na minha segunda-vez na vida, ele tinha um sorriso de orelha a orelha.
- Emmett, estou com sede. – Rosalie gritou e tomei um susto com o grandalhão indo pegar água sem reclamar.
- Max! Você é meu ainda, não se engane com Esme. – apertei meu gato completamente fofo e cheiroso.
- Oi família. – Edward sorriu para sua família espalhada pela sala. – Amor, quer alguma coisa da cozinha? – perguntou dando-me um beijinho. Ele estava tão malditamente sorridente.
- Coca-Cola. – sorri beijando-o de volta e Alice estava me olhando incrédula.
- Uma noite no sofá fazem esses meninos virarem cavalheiros. – Esme comentou e eu só ri. – Só que não se acostumem. É sempre fácil demais encontrar outra cama. – piscou e assentimos para o conselho materno. – Ainda assim, quem manda no mundo, somos nós. – gargalhou e os meninos reviraram os olhos.
Eu iria me acostumar com isso.
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