Broken
25 Poison
Poison – Beyoncé
You're bad for me, I clearly get it.
I don't see how something good could come from loving you.
The death of me must be your mission.
Você me faz mal, Eu entendi isso claramente.
Eu não vejo como te amar faz me trazer algo bom.
Minha morte deve ser sua missão,
(...)
Youre just like poison.
Slowly moving through my system breaking all of my defenses with time.
Youre just like poison, and I just dont get it.
Você é como veneno
Se movendo devagar pelo meu sistema, com o tempo acabando com todas as minhas defesas.
Sabe quando você acorda com aquela sensação de que tem alguém te beijando? Eu sorri porque estava vivendo justamente esse momento. Edward também estava tirando minha camisola fina e já puxando o laço lateral da minha calcinha. Abri os olhos devagar e vi que eram cinco e meia da manhã. Faltava quase duas horas para meu voo em direção a Seattle. Eu ia passar dois longos dias longe dele e isso estava afetando a carência do meu marido.
Estaria de volta dois dias antes do seu aniversário. Que insistência!
Seus lábios voltaram a atacar meu pescoço de forma mais violenta e um gemido baixo escapou dos meus lábios quando seus dedos começaram a me estimular de forma lenta, quase preguiçosa.
- Eu sei que você está acordada... Esse sorriso... E posso sentir você pronta pra mim, baby.
Gemi de novo com sua mordida no ombro. Abri os olhos e virei de frente a ele, que tinha um sorriso sexy no rosto, mais o rosto amassado com cabelos bagunçados. Não fiquei surpresa ao vê-lo nu, já me puxando pra si com fome. Não registrei uma segunda respiração e ele já estava dentro de mim.
Isso era ótimo. Eu amava com todas as minhas forças ser acordada assim... Principalmente que isso demostrava carência da parte dele porque iria ficar fora de casa. Edward estava fazendo movimentos carinhosos, lentos – para minha tortura -, me beijando com profunda adoração e mimo. Enlacei minhas pernas na sua cintura, tentando desesperadamente aprofundar o ângulo de penetração, mas o egoísta apenas riu e continuou seu ritmo.
- Sem pressa baby, deixe-me te amar.
Pra sempre... Completei em pensamento. Entreguei-me ao seu ritmo e nós conseguimos chegar juntos, com ele sorrindo feito um idiota.
- Eu te amo... Não vá, por favor. – Edward me abraçou apertou nos seus braços, sem ainda sair de dentro de mim.
- Edward, você mesmo concordou que eu deveria ir. Rosalie grávida precisa de mim...
- Agora eu não quero mais. – resmungou beijando-me.
- Deixa de ser bobo. – provoquei apertando-o ainda mais.
- É sério. Não sei o que é... Eu não quero que você vá. Fica comigo... – eu podia jurar que ele estava choramingando.
- Baby, não. Eu tenho responsabilidades e agora, preciso ir. – falei bem séria, empurrando-o e indo direto ao banheiro.
Tomei banho ainda ouvindo Edward pedir para não ir. Ele estava começando a ficar chato e quis ter um controle na tecla mute nesse momento. Minha mala estava pronta e já na sala, vesti jeans, uma blusa branca simples e um sapato vermelho bem alto. Maquiagem leve e cabelos soltos. Edward colocou a mesa do café comigo e foi do carente ao rabugento.
- Se cuida. – Edward beijou-me antes de me deixar ir. – Me ligue assim que chegar lá. Não saia de perto do Demetri. Qualquer coisa volta no primeiro horário disponível...
- Edward, pelo amor de Deus, eu vou ficar bem. – resmunguei batendo o pé. – Em dois dias eu volto. Prometo.
- Inteira. Sã e salva. – beijou-me repetida vezes. – Eu te amo, amor.
- Eu também te amo, minha vida.
Rosalie estava com sua barriga de seis meses aparecendo bem redondinha. Ela tinha um pote de M&M nas mãos e um sorriso enorme no rosto. Emmett e Edward estavam como dois bobos apaixonados dando tchau pelo vidro de desembarque. Victória ficou muda com um olhar ressentido. Desde que descobrira a gravidez de Rosalie, ela definitivamente não se aproximou mais. Eu até tentei, me sentindo estupidamente culpada por não entender sua mágoa.
Eu nunca perdi um filho, mas não conseguia entender que diabos ela estava sentindo. E também não se abria o suficiente para que qualquer pessoa pudesse ajudá-la. Às vezes eu ainda achava que ela amava James. Mesmo com todas as atrocidades que ele fez, ela ainda sentia algo mais forte que podia compreender. Era platônico. Doentio.
Por isso que não se apaixonava por ninguém. Não dava abertura ao bonitão, Stefan, do RH. Ela continuava mais fria do que antes e ainda disse que nós não éramos mais do mesmo time porque eu me casei. Eu tinha um marido e no futuro teria um bebê. Eu realmente fiquei assustada. E com medo de perdê-la.
Semana em meados de fevereiro nós tivemos um almoço de negócios e James chegou ao restaurante. Ela teve uma crise convulsiva na frente do cliente. Ela tremia e gaguejava compulsivamente e eu não tive ideia do que fazer. Nós ficamos no banheiro, sentadas no chão e abraçadas por quase duas horas. Ela disse coisas incoerentes e até que Edward chegasse, fiz o meu melhor. James era como um veneno. Estava dentro dela.
Fiquei extremamente assustada. Chorei até dormir e no dia seguinte, ela me expulsou da sua vida. Fingiu que não me viu e que não me conhecia por dias. Até que fomos obrigadas a pelo menos sermos profissionais. Hoje, ela estava no canto mais distante. Como se estivesse com nojo da felicidade de Rosalie, que não se abalava nem por um segundo sequer.
Joseph, meu afilhado, era seu raio de sol, fonte de vida, amor e felicidade. Nós ficamos o voo babando pela barriga e as novas coisas. Aguentei meu enjoo por medo do que Victória poderia fazer com Rosalie.
- Será que vai demorar muito? – Rosalie perguntou aflita. Ela estava no ultimo mês cabível a uma viagem. – Estou com fome.
- Eu também. E com um pouquinho de sono. – resmunguei e meu afilhado se mexeu. Os últimos meses ele tem sido meu refugio. Edward estava tão apaixonado pelo seu sobrinho, que sufocava Rosalie. Tal como faz com Ethan.
- Nós ficaremos no mesmo quarto como duas adolescentes. Nada de guerra de travesseiro. – Rosalie riu e a aeromoça veio nos avisar que era hora de repor o cinto.
Eu ainda não me acostumei com o sistema interno dos Cullen de voo. Aeromoças, aviões, carros, quando eu achava que estava bom e exagerado, vinha muito mais. Nós pousamos na chuvosa Seattle e fomos direto para o hotel comer e dormir um pouco antes do evento da noite. Eu liguei para Edward antes que ele viesse a pé de Nova Iorque até aqui. Demetri estava rindo do desespero do meu marido.
- E você enjoou? Como foi?
- Eu enjoei, mas tomei o remédio, agora me sinto zonza porque não dormi. Não quis deixar Rosalie sozinha com Victória. Ela simplesmente está me assustando...
- Eu sei amor, se você não se sentir segura, não deixe Rosalie sozinha com ela. – falou baixo – Vá descansar. Eu te ligo mais tarde.
- Te amo, amor.
- Te amo, minha vida.
Rosalie e eu comemos no quarto, na cama, assistindo desenhos animados até pegarmos no sono confortável uma ao lado da outra. Emmett ligando nos acordou e percebemos estar mais que atrasadas para o primeiro evento da noite, que consistia jantar e ser simpática com os funcionários do estado chuvoso do país. Rindo feito duas bobocas, nos arrumando correndo com Alice aos berros no meu telefone, dando instruções sobre como fechar meu vestido, porque nenhuma de nós duas sabíamos.
- Princesas da Disney já estão prontas? – Victória bateu a porta.
- SIM! – gritamos ainda descabeladas – Em meia hora! – completei rindo e ouvi seu bufar impaciente do lado de fora.
- Melhor corrermos.
O jantar foi um saco por falta de adjetivo melhor. Ficamos entediadas em dez minutos e Victória não parava de contar os minutos para voltarmos ao hotel. Uma hora foi o suficiente para fazer cena e nós saímos, com Demetri abrindo caminho.
- Vic? O que foi? – perguntei quando ela estacou no lugar.
- James está aqui. – sussurrou e Rosalie olhou ao redor. – Eu vi no meio da multidão.
- Deve ter sido alguém parecido. Vamos para o hotel. – Rosalie puxou-a até o carro. – Victória, respire, você está ficando verde.
- Ele tem aparecido... – murmurou
- Como assim?
- Ele está sempre do outro lado da rua... No restaurante... Na academia... Ele sempre aparece.
- Mas ele não pode chegar perto de você! Tem os seguranças... – Rosalie gaguejou
- Eu sei. Ele não chega perto. É como fazia com a Bella... Ele aparece para perturbar. Dar medo, tirar o sono...
- Não tenha medo. Ele não pode fazer nada. – peguei sua mão confiante e ela sorriu.
- Eu vou tomar um comprimido enorme para dormir. Me acordem se eu perder a hora. – pediu baixo, fitando o celular. Seu olhar pousou sobre minha mão na dela e depois na barriga de Rosalie. Então ela se retraiu e ficou em silencio até a porta do hotel. – Boa noite meninas.
Resignadas, seguimos em direção ao nosso quarto, pedindo um jantar descente com mais sobremesa que comida. Fiquei mais de duas horas com Edward no telefone. Ele estava estranho, preocupado, resmungão e birrento. Só mais uma noite fora de casa e tudo estava bem. Difícil foi fazê-lo entender.
- Edward, o que você tem amor?
- Eu não sei... É uma sensação estranha. Eu acordei hoje não querendo que você saísse de casa. – respondeu angustiado — Se eu fosse mulher, diria que é sexto sentido. – brincou
- Bom... Estou bem e só mais uma noite e estarei nos seus braços. – repliquei suavemente.
- Não se esqueça que eu te amo. – disse – Mais do que tudo.
- Eu também. Muito.
Voltei para Rosalie que também desligava o telefone e nos preparamos para dormir. Eu quis ir ver Victória, mas ela não estava muito receptiva comigo. Dormi com a mão na barriga de Rosalie sentindo meu afilhado mexer e não deixar a mãe ter o mesmo privilegio de sono que eu. Ele era sempre muito agitado, tal como Emmett. E também era grande. Será uma pequena miniatura do pai.
Como eu amava este bebê sem ao menos conhecê-lo.
Acordei antes da grávida e fui tomar um banho quente para o dia. Calça social, sapato preto, blusa verde de gola, bolsa by marc jacob e um coque despenteado. Rosalie estava com uma calça mais larguinha, bom blusa justa. Tomamos café da manhã no hotel com Victória meio sonolenta, meio emburrada e muito distante.
Seção de fotos, entrevistas, planejamentos, projetos, conversas, puxa-saco-que-aparece-do-nada, fotos, fotos e fotos com gente estranhas, funcionários do mês, café frio, pão murcho e mais gente chata. A manhã nunca foi tão longa como hoje. Rosalie começou a emburrar e então Demetri escolheu um bom restaurante para o almoço.
- Eu não sei o que tinha naquele remédio, só sei que estou com sono até agora. – Victória bocejou enquanto liamos o cardápio.
- Será que dá para dormir antes do próximo evento? – perguntei – Uma sonequinha sempre é bem vinda. – dei os ombros e elas riram.
- O que vocês vão pedir? Eu realmente quero um enorme filé com fritas. – Rosalie estalou os lábios e Demetri riu, concordando. Ele sempre escolhia esse prato.
- Criatividade... – murmurei sobre a respiração e ele riu
- E você vai escolher massas. – provocou e eu assenti rindo.
- Nós devíamos ir à Itália. Eu fui lá no meu aniversário de 15 anos com meus pais. – Victória sorriu – Engordei tanto. Quatro quilos, acredita?
- Nossa... Só de imaginar...
- Posso comer a sobremesa antes do almoço? – Rosalie perguntou confusa sobre o que queria primeiro – Essa torta de chocolate com maracujá parece mais bonita que filé com fritas.
- Você está grávida. Você pode pular as regras de etiqueta quando quiser. – Victória deu os ombros bebendo seu chá gelado. A cara de choque de Demetri foi tão grande que eu tive que chuta-lo por debaixo da mesa. Foi a primeira vez que ela se referiu a Rosalie diretamente e principalmente sobre o bebê.
- Eu adoraria essa de limão. Olha só como está bonita! – continuei o rumo da conversa, antes que ela se desse conta do que falou.
- Eu sei que preciso pedir desculpas a vocês duas. Primeiro por ter obrigado os meninos a mentirem por mim e depois por simplesmente não ir a seu casamento – virou-se pra mim levemente — e depois não conseguir olhar para você... – apontou para Rosalie. – Eu quero superar isso, mas as vezes fica demais.
- E você deveria deixar que a gente te ajude – Rosalie ralhou maternalmente – Eu sei que desde o ocorrido, eu fiquei enfurecida e com ciúmes, afinal não é fácil saber que um ex-caso do meu marido trabalha com ele o dia inteiro. Não adianta me dizer que Emmett é fiel e que vocês nunca fariam aquilo novamente, todo dia, eu ficava me roendo... E se acontecesse? Eu quis sim, não me afastar, mas eu sou ciumenta e teimosa por natureza...
- Eu não te culpo. Faria a mesma coisa... Ou pior. Acredito que pior mesmo... – murmurou Victória.
- Vic... Você não pode se fechar em uma concha. Isso vai te corroer por dentro. – sussurrei chorosa – Eu não quero perder você porque casei e um dia vou ter minha própria família. Você é tão nova e pode reconstruir sua vida novamente...
- Eu sei. Só não consigo. Quando começa a ficar fora da minha zona de conforto, eu me fecho. Dói menos. – deu os ombros.
- Por que você não foi passar o natal conosco?
- Muita felicidade. – deu os ombros. – E é a data preferida de James. Nosso primeiro encontro foi no natal.
Ela ainda o amava. Muito.
- Você deveria tirar férias... Talvez voltar a Itália com seus pais... – Rosalie incentivou e ela deu os ombros.
- Nada disso é o que quero. Só trabalhar está bom. Vai passar.
Nós começamos a comer tranquilamente, sem mais voltar naquele ponto, mas existia um nó na minha garganta que me impedia de engolir em paz meu tão sonhado ravióli de cogumelos simples. Um assunto sobre o jantar de ontem começou agradável e durou até o momento que pagamos a conta. Demetri me ajudou com o casaco e escorou Rosalie até o nosso carro.
- Eu me sinto enjoada. – Rosalie resmungou deitando-se a cama. – Será que se faltar esse evento da noite vai ficar ruim?
- Não... Eu acho melhor que você descanse. Além do mais, é só assinar alguns contratos.
- Você vai demorar? Amanhã nós saímos cedo.
- Cedo... – bufei – De madrugada, você quer dizer. Edward é tão insano que marcou o voo para quatro horas da manhã!
- Ele só está com saudades, Bella. Vocês nunca ficaram separados antes. É normal. Emmett está meio chato, mas é mais pelo bebê que por mim. – sorriu ajeitando-se na cama, fazendo a barriga redonda se mover. De longe podia ver meu afilhado reclamando da posição. – Joseph, se dentro da barriga você é assim, não quero imaginar ainda como será fora dela.
- Não brigue com meu afilhado, sua chata. Ele pode fazer o que bem entender. – ralhei acariciando sua barriga. – A Dinda te protege, ok? Eu te amo.
- Seu filho vai nascer, sua gorda. – Rosalie me deu língua e devolvi indo tomar banho. – Edward ligando! – Rosalie gritou
- Atende e diz que estou tomando banho!
- Edward... Ei calma seu nojento, não sou seu amor. Eca, sexo no telefone! Eu sou uma mulher grávida, estúpido. – Rosalie gargalhou alto enquanto constrangia meu marido no telefone – Ela está no banho. Liga daqui a cinco minutos, por favor. – pediu rindo mais ainda – Não, Edward! Na verdade, ela ficou muito suada com os eventos da tarde e foi tirar o cheiro do outro macho que a cansou. – Rosalie gargalhou alto e sai do chuveiro correndo, enrolando o roupão em mim.
- ME DÁ O TELEFONE, AGORA! – gritei e ela jogou o telefone, tendo acessos de risos – Amor?
- Rosalie é tão estupida quanto Emmett. Meu sobrinho, coitado. Vai sofrer. – Edward resmungou – Falta tão pouco pra você voltar...
- Só algumas horas. Eu sinto tanto sua falta... – choraminguei. Dormir sozinha era uma grande merda. Não sentir aquele cheirinho de sonho com seu perfume era horrível. A cama ficava fria e enorme. – Só mais esse jantar. As malas estão até fechadas.
- Não vejo à hora de te buscar naquele avião. Tudo é tão chato sem você...
- Rosalie está me dando nos nervos... – provoquei e ela me bateu com o travesseiro. – Era brincadeirinha.
- Vocês duas devem estar fazendo uma zona nesse quarto. – Edward riu e o serviço de quarto chegou com todas as besteiras que tinha no cardápio.
- E engordando também, porque tem uma grávida que me convence a comer tudo que vê pela frente. Como sou mente fraca.
- Eu te ajudo a queimar essas calorias, baby. Assim que chegar aqui elas somem.
Filho da mãe!
- Não estou falando sobre isso com você. – mudei de assunto – Terminarei de me arrumar e vou sair. Em poucas horas nos vemos, ok?
- Ugh. Ok. Te amo.
- Vá até a minha gaveta e abra o segundo pacote rosa. Você vai gostar. – sussurrei e ouvi o barulho dele levantar correndo.
- Porra Bella! Você vai usar pra mim?
- Uhum. Sentiu o cheiro? – perguntei e ele não me respondeu, apenas ouvi seu gemido abafado. Fui até o banheiro com minha escova de cabelo e fechei a porta. – Gostou?
- Muito. E quando você pretendia usar pra mim? – perguntou com a voz meio grossa.
- Eu à comprei pouco tempo antes de viajar, baby...
- E o que você está usando agora? – perguntou baixo e com a respiração pesada.
- No momento? Nada. Acabei de sair do banho...
Ou do que estava tentando tomar.
- Quantas horas faltam mesmo? – perguntou rindo – Amor toma cuidado.
- Ainda com aquele sentimento ruim? – perguntei preocupada. Edward era teimoso como uma mula, mas não tão chato com algo.
- Se eu te contar algo, você vai ficar chateada?
- O que você fez? – vociferei nervosa.
- Eu nada. Meu pai fez. – riu levemente – No seu brasão da família, na pulseira, tem um GPS ligado. Calma, ele normalmente fica desligado, mas não é perseguição, eu juro, só preciso saber se você está bem...
- Tudo bem, amor. – suspirei – Eu acho que compreendo. – sacudi a pulseira no espelho – E o significado dela é simplesmente fazer parte da família, não é? E eu, tenho acesso ao seu GPS?
- Da família inteira. No seu celular tem um aplicativo MC e digite o código que está escrito atrás da sua pulseira, é bem pequeno. Você pode saber onde qualquer um de nós está.
- Ual. Eu vou terminar de me arrumar agora, é sério. – sorri – Eu te amo, amanhã nós estaremos juntos, eu prometo.
- Eu estarei lá. Pode deixar, minha esposa. Eu te amo, minha vida.
Mal podia esperar para estar com meu marido novamente. E nunca mais iria me separar dele.
Deixei Rosalie sozinha no hotel com uns cinco seguranças de guarda e fui com Demetri, Victória e mais dois seguranças em um Hummer em direção ao palácio de alguma coisa onde seria o evento da noite. Demetri comentou que tinha muito repórter, muitos jornalistas de vários canais de televisão que seria impossível não falar com alguns deles. Nessas horas eu gostaria de ter Maggie aqui, no inicio eu não gostava dela, mas seu péssimo humor e a língua afiada afastada qualquer jornalista com noção de perigo.
Hoje nós nos dávamos bem. Ela devia gostar muito do seu salário. Até suas roupas se resumiram a sempre pretas e bem fechadas. Eu não falei nada. Quer dizer, talvez tenha mencionado com Jéssica que não gostava de suas roupas... Talvez.
Victória estava lendo uns arquivos meio concentrada e fiquei quieta para não atrapalhar, tinha coisas que eu lia também, mas não estava com cabeça.
- Que rota é essa? – Demetri perguntou sério e não ouvi a resposta. – Faça a rota combinada, agora.
- Essa é a melhor.
- Não me interessa qual é a melhor. Faça a rota combinada agora. – Demetri rugiu e pelo seu mover, ele estava sacando a arma – Pare o carro, AGORA!
- Tre, o que está acontecendo?
- Senhora Cullen, por favor, permaneça no carro. – pediu sério. Victória estava alarmada.
Foi então, que uma van enorme parou do nosso lado, com vários homens armados descendo e encurralando Demetri do lado de fora. Eu pude ouvir alguns disparos e ameaçadas, mas quando ia gritar, a porta de Victória foi aberta e ela foi puxada para dentro da Van. Correndo atrás dela, tentei puxá-la de volta. Eu não sabia que estava gritando e tão agitada quando alguém me puxou na direção oposta, colocando algo quente e fedido a suor na minha cabeça.
Um chão duro e uma porta de carro batendo com força foram os próximos barulhos que ouvi. Eu tinha meus pés sendo amarrados com força, mas cravei o salto do meu sapato em alguém, que deu um grito e um tapa bem forte em mim. O suficiente para me fazer dar com a cabeça contra algo sólido e sentir uma dor ensurdecedora e cai ao contrário, paralisada.
Era isso. Eu estava sendo sequestrada.
O que aconteceu com Demetri? E Victória? Ela foi arrastada tão bruscamente. Ouvi um gemido baixo e feminino. Só podia ser dela. Nós estávamos em movimento, curvas meios bruscas faziam meu corpo rolar no chão, do que imaginei ser da Van. Eu estava com tanta dor no peito e na cabeça que não imaginei ser possível.
- Vadia. Ela me furou com a porra de um salto!
- Quem é essa? Porra! Tem duas mulheres aqui! Ele só pediu uma caralho!
- Não importa. Tinha duas, eu peguei duas.
- E quem é a outra?
- Bella Cullen. A esposa do poderoso chefão.
- Ele vai te matar, seu filho da puta! Ele não quer a porra de nenhum Cullen. Edward vai até o inferno atrás de quem pegou sua esposa.
- Agora é tarde, caralho! Ela vai junto e ponto final!
Não sei quanto tempo se passou, mas minha cabeça doía demais e preferi ficar imóvel com medo do que eles pudessem fazer comigo. A conversa foi estranha e não conseguia compreender mais nada do que falavam. Então, tudo parou e fui puxada para fora, no colo de alguém, grande e fedorento. Um barulho de porta de ferro, cheiro de madeira molhada, ferrugem e mofo me invadiram com força.
- Leva a ruiva para outra sala. – alguém falou – E você, leva essa para o quarto. Daqui a pouco eu resolvo isso.
Novamente voltaram a se movimentar comigo. Eu estava perdida, com dor e sem saber o que fazer. Fui colocada em uma cadeira, amarrada com tanta força que doía muito respirar. Meu coração estava tão acelerado que fazia meu corpo ficar dormente. As pontas dos meus dedos estavam duros e gelados.
- Ela está desacordada? – perguntou alguém e eu reconhecia a voz dele... De algum lugar. – Quem mandou você trazer ela pra cá?
- Ela estava junto. Eu trouxe. O segurança dela conseguiu matar dois de nós. Fugimos de lá antes que desse errado.
- Vocês o deixaram vivo?
- Ele ou elas. Não tínhamos escolha.
- Não faça nada com ela. Ele teve outro plano. Grave um vídeo mostrando que ela está viva e peça uma quantia de sei lá, 10 milhões. Isso é mixaria para os Cullen e eles vão dar. Depois disso, jogue-a na beira da estrada perto de civilização, qualquer coisa... Nada pode acontecer com ela, entendeu?
- Por quê? Pensei que fosse me divertir com ela um pouquinho...
Um arrepio gelado desceu pela minha espinha, uma vontade de gritar foi imensa, mas respirar era complicado com aquelas cordas, imagine gritar.
- Encoste um dedo nela e eu te mato, entendeu? Ela é uma boa menina e não tem nada a ver com o que ele quer.
Que? Quem? Que diabos eles estavam falando? Eu conhecia essa voz...
- Certo.
- Eu vou voltar aqui e ficar de olho em você.
A porta foi batida com força e então, estava ali, sozinha com aquele homem, em um sequestro que não era pra mim. Eu rezei furiosamente que esse GPS funcionasse aqui. Pelo menos Demetri estava bem. Ele iria me achar. Edward ia me tirar daqui.
A conversa continuava passando a minha mente...
Ele... O Ele só podia ser... James.
Pelo amor de Deus, só tinha eu e Victória no carro. Ele queria ela. O tempo todo, ele queria ela. Ele realmente estava no jantar ontem à noite. O motorista, o nosso motorista estava com ele. Esse tempo todos nós duas corremos risco com aquele maldito dirigindo... Entregando para James o nosso destino. Meu Deus, o que iria acontecer conosco?
- Boneca... Acorde... – o imbecil bateu no meu rosto de novo e com força. O capuz foi arrancado junto com mais de metade do meu cabelo. Foi inevitável gritar de dor. – Como é bonitinha.
Fiquei olhando para sua mascara com o rosto do Presidente Obama sem expressar nenhuma reação.
- Olhe para câmera e peça para seu maridinho o resgate. Dez milhões, ok? – falou com uma vozinha fina, como se falasse com um bebê, mas algo no seu olhar era tão maligno que me fez ficar muda. – Fala logo com a porra dessa câmera! – gritou me sacudindo com força e dando outro tapa daquele bem estalado. Essa doeu no meu ego. Filho da puta!
- O que você pensa que está fazendo? – alguém abriu a porta, era a mesma voz de antes e era... Riley? – Eu mandei não encostar nela porra! – gritou sacando a arma e quando olhei novamente, eu tinha o rosto sujo de sangue. O cara tinha caído no chão, bem a minha frente, com um tremular estranho.
Eu acho que vou vomitar.
- Eu estou fazendo uma merda muito grande deixando você ver meu rosto, mas Bella, pelo amor de Deus, você não era para estar aqui. – Riley bateu com a ponta da arma na cabeça. – Nada era sobre você.
Eu virei à cabeça para o lado e expeli tudo que tinha no meu estomago, acabando, obviamente, me sujando um pouco. Minha cabeça estava com um zunido baixo, como se tivesse ligada a uma estação de rádio meio fora de cobertura. Acabei vomitando novamente, ficando apenas na ânsia. Riley não estava mais ali e não sei mais quanto tempo se passou. O frio veio me atingindo e o sangue daquele homem não parava de escorrer.
Na minha frente. No meu sapato. Não existia mais nada em mim e aquelas cordas realmente me impediam de respirar direito. Uma queimação no peito esquerdo começou a me sufocar um pouco. Tudo estava silencioso e mais um bom tempo se passou quando não ouvia nem os grilos.
Estava muito escuro e eu não enxergava um palmo a minha frente. Ouvi um pequeno barulhinho a distancia, mas não conseguia distinguir nada. Uma madeira rugiu, uma vez, outra vez, até que um laser veio na parede, depois uma sombra na porta.
- Achei. – alguém sussurrou – Senhora Cullen?
- Huh?
- Bella? – outra pessoa veio esbaforida na minha direção – Bella abra os olhos! – Demetri pediu e abri novamente os olhos que tinha fechado em reflexo. O outro homem começou a soltar minhas cordas e eu quase gritei de dor, com meus pulsos sangrando. – Shiu, fica calma, eu não sei se ainda tem alguém aqui.
Demetri me ergueu no seu colo e percebi no corredor ter mais dos caras com armas em punho.
- Como vocês me acharam?
- Seu GPS. – respondeu baixo.
- Há quanto tempo estou aqui?
- Doze horas. – respondeu
- Edward sabe?
- Eu não sei. Eu só mandei um alerta aos seguranças que estão com a Senhora Rosalie...
- Eu sinto muita dor. – resmunguei meio sonolenta. Meu coração doía cada batida era uma queimação diferente. Demetri estava se sacudindo ou eu estava tremendo. Faltava muito pouco para apagar. Eu conhecia essa sensação.
- Bella? Fique acordada ainda... Nós estamos saindo... – Demetri sussurrou.
- Vocês precisam encontrar Victória... – pedi meio debilmente – James a seqüestrou.
- Nós sabemos Bells. – Demetri respondeu com um tom de voz diferente – Fique calma, você está tremendo.
- Como vocês sabiam? Cadê Victória? Já a levaram? Cadê Ela? – perguntei frenética e quando descemos por uma escada, me vi saindo de um prédio antigo. Estava claro do lado de fora. Amanhecendo.
- Eu lamento Bella. Eu lamento muito. – Demetri sussurrou.
Foi a ultima coisa que eu ouvi. Uma escuridão densa me tomou, onde mergulhei em um mar de dor bem grande, sem saber ainda porque Demetri lamentava.
Kiss me one more time before I die.
N/A Antes que me atirem pedras, eu digo que amo vocês e esperem pelo próximo capítulo. 35 reviews eu volto antes da semana que vem. Vocês escolhem!
N/B: Fiquei tensa apenas, sinto medo do que aconteceu com a Victoria... Ai Jesus. Socorro D: Agora a Bella vai começar a dar importância ao ~sexto sentido~ do Edward... tadinho vai pirar ): Bjs xx LeiliPattz
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