Broken

11 Iridescent


Iridescent — Linkin Park

Depois que Edward me envolveu em seu braço e descontou toda sua frustração no motorista que nada tinha a ver que meu primo, babaca imbecil tinha posto a minha casa a vender. Quer dizer, tentado. Mesmo sendo ignorante em relações judiciais, eu sabia que Jacob não podia vender minha casa, justamente por ser minha. Isso não tinha lógica mesmo sendo – hipoteticamente falando — possível. Minha excitação se tornou nula e fiquei tristemente abalada. Eu não tinha contato com os filhos do Tio Billy e quando finalmente reencontro um primo é porque ele quer me passar a perna?

Isso foi me corroendo pelo caminho, porque mesmo assustada por estar vendo uma placa de venda no meu único bem material que – com reformas e afins – tinha um valor comercial, eu estava cara a cara com o filho do homem que me criou. O Tio Billy me ensinou o principio básico da vida antes de padecer ao seu câncer de pulmão.

Edward estava tenso e assim que pisamos em casa, quer dizer, a casa dos pais dele, fomos para o escritório e para a minha surpresa, Esme era a advogada majoritária da empresa e ligou para os pais de Jasper, um escritório a parte que fazia serviços particulares. Foi estranho e ao mesmo tempo confortador saber que Jacob podia sim, alegar uso capião, mas havia uma herdeira viva, então, as chances eram reduzidas a nada.

A surpresa era que além de magoada por ser a única lembrança palpável dos meus pais, eu estava mortificada de raiva. Quem aquele filhote de índio falsificado pensava que era para simplesmente aparecer na minha vida de forma negativa? Eu tinha fantasiado inúmeras maneiras de reencontrar minha “família” e era isso? Isso era tão ultrajante! Eu vivi por doze anos sendo criada pelo pai deles. Devia ter no mínimo, um senso de carinho.

Pedi licença para me retirar ao quarto pouco antes do almoço. Era muita coisa em 24 horas. James e muitos tabloides com infinitas teorias sobre a minha pessoa e relacionamento com Edward e agora ainda tinha que aguentar um excelente reencontro dos sonhos com a minha família. Isso era definitivamente humilhante demais. Meu parente vivo querendo tirar meu único bem em imóvel. Isso era difícil de engolir. Palavrões e surtos de raivas vinham na ponta da língua e para não ser grossa com alguém, porque todos estavam dispostos a me ajudar, retirei-me.

Vida de merda. Isso me deixava tão triste. Meu coração deveria estar acostumado com em ser tão destruído, mas essa merda não era sobre mim. Minha cama na casa dos Cullen tinha se tornada a mesma que Edward e por isso, ela parecia tão quentinha e convidativa pra mim. Ele, apesar de grosso e cheio de frieza, era meu namorado e melhor amigo em pouquíssimo tempo. Não precisei contar até cem em senti-lo perto de mim, me apertando em seus braços.

- Amor...

- Estou bem. – cortei fungando.

- Eu sei. – sorriu beijando meu cabelo.

- Obrigada por mais cedo. – resmunguei emburrada.

- Eu não sabia que você tinha parentes vivos... – comentou hesitante.

- Parente? Eles não podem ser parentes. A última vez que os vi tinha cerca de 10 anos de idade. – respondi bufando. – Eles não estavam quando Tio Billy adoeceu. Eles nunca estavam presentes...

- Eles não podem vender sua casa. – disse me acalmando.

Não me preocupei em responder nada. Tinha um tempo que estava evitando pensar na casa dos meus pais. Ela era valiosa emocionalmente pra mim, mas não de forma positiva. O que eu podia fazer por mim mesma nessa situação?

- O pai de Jasper descobriu algo em seu nome... – comentou acariciando meus cabelos. – Algo registrado em uma conta no banco com o seu nome.

- O quê? – perguntei assustada meio curiosa. Edward sendo cuidadoso com as palavras era preocupante. Ele definitivamente levava a questão de ser sincero ao pé da letra.

- Uma apólice deixada por Charlie Swan no valor de duzentos mil dólares. – disse lentamente.

- Uma o quê? – perguntei sentando rapidamente na cama. Eu me senti zonza.

- Seu pai, pouco tempo antes de morrer, deixou todos os seus bens garantidos em uma apólice que seria liberada aos 21 anos. Só que você nunca compareceu. – explicou me fitando intensamente. Acho que estava preparado para qualquer surto que eu sabia que iria acontecer.

- Como nunca soube disso antes? – sussurrei ainda confusa e meio tonta.

- Não sei, amor. Eu só sei que você praticamente passou necessidade os anos após a morte do seu Tio Billy atoa. – adicionou calmamente. Eu quis gritar.

Abri e fechei minha boca umas duzentas vezes antes de cair deitada novamente na cama e perceber que Edward virou de lado, deitado meio apoiado pelo cotovelo. Vamos por partes. Eu praticamente passei necessidade financeira porque meu Tio havia falecido quando ainda era menor de idade, mas já tinha 18 anos e isso me fez terminar o colegial e procurar emprego. E meu amado pai tinha deixado tudo que era seu, em parte, em uma apólice aos meus 21 anos. Tudo bem, eu tinha feito 22 recentemente, mas isso não significava que duzentos mil dólares não seriam de muita ajuda.

Eu tinha tentado manter a casa, mas havia coisas como aquecedor e ar condicionado poderiam ser considerados luxos a parte na conta de luz. Não, eu não podia pagar por algo assim. Fazer compras de roupas e alimentos eram bem contadas, detalhadas para não ter chance de erro e passar vergonha no mercado. Não que duzentos mil reais fossem alguma coisa, mas era alguma coisa.

Meu pai, mesmo sem prever que iria sofrer aquele acidente, deixou algo pra mim tão secretamente que desconfio muito que Tio Billy sabia disso. Ele teria me falado, mesmo que não mexesse no dinheiro, teria me contado. A primeira coisa assustadora que me preencheu foi que queria muito vender a casa. Só para implicar com Jacob, para dar adeus aquela friagem e memórias ruins dos tempos que me martirizei sozinha ali.

- Eu vou vender a casa. – disse lentamente e Edward continuou me fitando como se eu não tivesse falado algo. – É sério. Eu posso alugar um apartamento enquanto estudo. Eu vou conseguir um emprego melhor depois disso.

- Vender a sua herança? – perguntou baixo, esticando a mão e afagando minha barriga.

- Bom... As memórias que quero levar de lá é dos meus pais vivos. – murmurei baixinho – Eu só quero caminhar com as minhas pernas. Apesar de que vai ser bem difícil deixar tudo pra trás, eu acho que preciso me libertar de alguns demônios. – completei insegura

Edward chegou mais perto e sua respiração estava bem próximo. Virei meu corpo para encaixar com o dele e o abracei.

- Você vai me ajudar com isso? – perguntei baixinho no vão do seu pescoço.

- Claro que vou. É o que você quer e é o que eu farei. – respondeu-me – Acho que é uma boa hora de você aceitar meu carro. – completou rindo um pouquinho.

- Não força a barra, querido. – resmunguei

Resolvi que com Edward quente daquele jeito na minha cama, não deveria pensar em casa, Jacob, James ou qualquer outra coisa. Ele estava ali comigo, na nossa bolha.

Minha mão que estava no seu colarinho, foi passeando sentindo o volume e a firmeza dos seus músculos do braço, até a borda, onde penetrei minha mão fria em sua pele quente. Edward abriu os olhos com meu toque e afago pelas suas costas e barriga.

Nossos lábios se encontraram no meio do caminho e acabei soltando um gemido quando sua mão desceu da minha cintura e foi parar na minha bunda, segurando com força contra seu corpo. Arfei quando meu corpo se encontrou mais colado ao dele ainda.

- Eu amo o seu toque. – sussurrou – Sua pele é deliciosamente cremosa pra mim. – completou chupando meu pescoço. Rapidamente dei um jeito de tirar meu casaco e ficar só com a blusa flanelada fina. Eu estava sem soutien completamente tentada a ficar sem a blusa também.

Edward me virou na cama, me deixando deitada de costas na cama, com ele encaixado entre minhas pernas. Fazendo o que dei a entender, ele tirou sua blusa, deixando-me admirar seu peitoral perfeito caindo sobre meu corpo. Ele lambeu os lábios e uma necessidade estranha pela sua língua em meu corpo me tomou que gemi. Eu estava ficando completamente envolvida com a tensão sexual do quarto. Eu estava bêbada de desejo.

Com uma delicadeza exagerada, seus lábios tocaram os com uma delicadeza exagerada. Seu corpo estava parcialmente apoiado sobre o meu e queria sentir sua pele por completo, tocando a minha. Edward investia em mim com mãos fortes, beijos profundos e movimentos sedutores. Uma coisa sempre foi clara entre a gente. Eu era virgem e Edward queria sexo. Nisso, ambos sabiam o terreno que estavam brincando.

Empurrei Edward lentamente e puxei a barra da minha blusa, ficando parcialmente nua. Exposta pela primeira vez a um homem. O homem que eu amava. Um homem lindo com os famintos analisando meus seios e lambendo os lábios levemente vermelhos e inchados. Os olhos verdes de Edward ficaram mais escuros, bem quentes enquanto voltava na minha direção, completamente ofegante, segurando meus seios com as duas mãos e eu arfei com isso. Era bom demais. De boca aberta, distribuiu beijos molhados pelo meu pescoço, se estendendo pela clavícula e colo. Eu sabia qual era a intenção dele e queria muito isso. Era um desejo tão grande que minha mente nublada só conseguia pensar em satisfazer.

Meu centro dolorido foi impulsionado pra frente automaticamente quando a língua quente do meu namorado encostou-se ao bico dos meus seios. Segurando um e chupando outro, travei minhas pernas ao redor da sua cintura e pela primeira vez lamentei estar de calça jeans.

- Mmmm. – gemi com a língua de Edward brincando com meu seio. O movimento foi lento. Quase como um objeto de adoração. Ele circulou a língua em torno do bico dos meus seios e tocou com os lábios macios como seda em minha pele quente. Ele sorriu arrogantemente com o meu coração batendo forte e descompassadamente. Edward encostou sua ereção em meu centro e nós dois gememos. – Isso é muito bom...

- Você é gostosa pra caralho. – Edward meio gemeu, meio rosnou sugando meu pescoço, segurando com as duas mãos na minha bunda com força, provocando fricção contra seu pau ereto dentro da calça. Eu estava me segurando pelas bordas e xingar um palavrão bem alto.

Eu quase desfaleci com o modo rouco que sua voz foi proferida em meu ouvido. No ultimo mês nós tivemos uns amassos, mas nada comparado a esse. Isso definitivamente era o que precisava no momento. Aprofundei o beijo e deixei que ele conduzisse sua mão por onde quisesse no meu corpo, inclusive bem perto do meu ventre. Toque lá. Faça essa dor passar. Toque-me! Murmurei em meios a pensamentos nebulosos de luxuria.

- Merda... Bella... As coisas vão ficar impossíveis assim. – sussurrou – Não sabe o quanto quero estar dentro de você. Te sentir por completo. – rosnou beijando-me

Não consegui formular algo completo a não ser gemer. Eu realmente não me importava. Eu queria Edward mais do que poderia compreender. Era um desejo intenso tão grande que meu corpo agia por instinto e não havia em mim, em parte alguma, vontade de parar. Talvez esse fosse o nosso mais novo problema. Edward me beijou com força e sua mão que estava na minha bunda, foi parar no botão impossível da minha calça.

- Edward? – Carlisle bateu a porta e nós dois xingamos baixo porque a mão dele já estava parcialmente dentro calça. Prontinha para descer o zíper – Temos visita para o almoço, desçam em breve.

- Putaquepariu. – Edward resmungou meio caindo por cima de mim. Ele continuou lá, mas a menção de ter meu sogro do lado fora, provavelmente imaginando o que estávamos fazendo dentro do quarto, me deixou meio zonza.

- Vamos nos vestir. – disse tentando nos acalmar.

- Preciso tomar um banho frio, amor. Eu não tenho condições de descer assim. – murmurou e ainda podia sentir a ereção dele batendo em mim. Meu centro estava impossivelmente dolorido.

- Tudo bem. – respirei fundo tentando clarear minha mente. Eu também precisava de um banho frio, para acalmar meus ânimos e fora que estava completamente molhada. – Eu acho que também preciso de um. – murmurei timidamente. Nós, definitivamente, demos dois passos largos em nossa relação.

- Vem tomar banho comigo... – sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha.

- Isso não vai ajudar. – sorri aceitando de bom grado seus beijos.

- Ok. Eu tomo banho no quarto ao lado. – disse rindo olhando pra mim e meu estado bagunçado. – Qualquer coisa, ajuda pra lavar o cabelo, esfregar as costas, qualquer coisa, me chama. – sussurrou sedutoramente sugando meu lábio inferior.

Nós nos arrumamos separados e eu não me importei em secar os cabelos e vi que minhas bochechas tinha um tom rosado natural. Acho que era minha versão pós amasso com o namorado. Encontrei com Edward no corredor e ele desceu as escadas beijando meu ombro, pescoço, bochecha, com mãos na barriga e quadril. Cheguei a brincar que ele precisaria subir e tomar um segundo banho frio.

- Não gosto quando você esconde o cordão. – Edward resmungou enfiando a mão dentro da minha blusa. Ele achava que agora tinha o tinha passe verde no meu corpo inteiro. Não que eu me importasse. – É minha marca, em você.

- Em certos lugares ele é muito chamativo. – retruquei beijando seu queixo.

Havia algumas pessoas na sala, algumas eram familiares da empresa. Como o bilíngue e Aro, o assistente de Carlisle. Tinha muitos outros, mas não lembrava particularmente deles. Quer dizer, em nome. Alice tinha Jasper e seus pais em um canto e Rosalie cantarolava algo em francês, sua língua natural com Max. Esme conversava avidamente com todos e parecia ser negócios. Edward demorou para me soltar, mas alguém falou algo estupidamente ruim ao ponto dele tencionar e dar aquele fora, aproveitei a deixa e juntei-me a Rosalie no cantinho.

- Cadê o Emm? – perguntei

- Está ali. – apontou para o grandalhão no canto com Victória e uma mulher loira — Acho que isso é um almoço de negócios. – respondeu baixinho.

- Dois peixinhos fora d’agua. – brinquei cantarolando um pouquinho.

- Então, animada para as aulas amanhã? – Rosalie perguntou com os lindos olhos azuis brilhando. Meu estomago se revirou de primeira.

- Não. – resmunguei – Minha época no colegial não foi memorável. – completei meio gemendo e Carlisle que vinha em minha direção com duas taças de vinho, beijou meu cabelo e entregou-me uma delas.

- Eu sei que você será uma das alunas de destaque. – incentivou e eu sorri. Eu gostava do lado paternal do meu sogro. Ele era carinhoso, amigável e confiante. Isso me dava confiança em mim mesma. E melhor ainda que ele não lançou nenhuma piadinha sobre ter ido nos tirar da bolha uma hora atrás.

- Obrigada. – murmurei e Rosalie riu acariciando minha mão.

- Aproveitem o almoço e não fiquem tímidas. A casa é de vocês e não deles. – piscou indo conversar com outras pessoas.

- Você e Edward estão evoluindo, não é? – Rosalie perguntou depois de um tempo. Meio tímida assenti ruborizando. – Bells, você toma remédios?

- Não. – disse baixinho.

- Talvez devêssemos procurar um medico e providenciar isso. A não ser que esteja no plano de vocês ter filhos agora. – sugeriu e quase engasguei com o vinho.

- Não. Nós vamos ao medico urgentemente. – respondi contente de Rosalie ter esse lado meio irmã mais velha comigo. Eu gostava do modo que podíamos cuidar uma da outra.

- Resolveremos isso depois. – falou mais baixo e Esme acenava nos chamando para uma roda.

Depois de um tempo percebi que eram as esposas. Olhei em pânico para Rosalie porque eu mal tinha dois meses de namoro para estar envolvidas em conversas de senhoras antes de almoço empresarial. Por que logo eu tinha que namorar o presidente da empresa? Tudo era meio que direcionado a mim ou Rosalie. Elas queriam minha opinião e fiquei grata quando o assunto ficou leve como moda, filmes e livros. Não que entendesse muito, mas estava contente com a calça de tecido, sapatilhas vermelhas e uma blusa social branca meio justa que usava. Estava bom para ficar em casa, visto que Esme estava parecida.

Espiei Edward e ele segurava sua taça de vinho olhando indiferente para o que o homem falava. Como se não se importasse e deduzindo pelo modo que o conheço, se for contra ao que ele quer, realmente não estava se importando. Victória estava ao seu lado, por vezes, ela lançava punhais ao outro homem e Edward gentilmente tocava seu ombro. Eu sabia que eles tinham um laço afetivo pelo tempo que se conheciam e por ela ser afilhada dos seus pais, mesmo que naquele momento, os dois não parecessem mais que dois leões em fúria.

Emmett falou algo que fez todos rirem e Edward relaxou, procurando alguém pela sala que só depois que nossos olhos se encontraram e sorrimos mutuamente, percebi que esse alguém era eu mesma. Fiquei toda boba.

- Então. – uma das mulheres limpou a garganta chamando minha atenção. Percebi que ela falava comigo – A mídia especula muito sobre como você e Edward se conheceram. Conte-nos, estamos entre amigas. – piscou sorrindo docemente. Não sei porque senti que contar a ela, seria o mesmo que ir a Oprah e especular ainda mais.

De maneira alguma havia um modo de fugir dessa conversa, que exceto minha sogra e Rosalie, todas as outras mulheres pareciam ligeiramente interessadas na minha resposta. Eu odiava ser o centro das atenções e meu rosto esquentou nervosamente. Eu não ia expor o plano de Emmett e trazer um problema intimo a roda. Não me pareceu sensato contar, por mais que engraçada, a maneira que entrei para a vida de Edward. Era uma magoa passada que essas mulheres espalhariam, com toda certeza. Já podia imaginar o Hollywood life divagando sobre o filho prodigo retorna a casa.

Esme estava ligeiramente ansiosa com a minha resposta, por isso, acenei timidamente prendendo meu cabelo que batia no rosto.

- Foi no parque. – comecei rindo um pouco. – Eu estava perto da pista de gelo, com frio e meio triste. Era mais um natal e sempre fico melancólica nesse período. Foi então que Edward apareceu. – sorri. – Ele gentilmente sentou-se ao meu lado, conversamos um pouco e minha tristeza sumiu com a atenção. Ele me convidou para patinar no gelo e nós dançamos sem musica ali. Foi a primeira vista. – finalizei e elas suspiraram com a versão mais editada da história. Foi o máximo que consegui pensar em pouco tempo e com o efeito do vinho sobre mim.

- O engraçado que inicialmente uns tabloides disseram que você era noiva de Emmett. – outra comentou sorrindo. Rosalie deu seu olhar mortal seguido por um sorriso doce. A mulher ficou confusa. – Tinha até fotos com aliança. – adicionou mais baixo e Rosalie fez questão de sacudir os fios dourados e rir.

- Então o casamento será em breve? – outra perguntou e quase sai correndo pela porta.

- Pelo visto, muito em breve. – completou outra olhando diretamente para meu cordão com uma aliança linda pendurada. Senti meu pescoço pesar. Diabos, que fofoqueiras.

Eu realmente fiquei sem resposta. Edward tinha me dado o anel sim, mas achamos por bem permanecer no pescoço. Isso não significava que ele queria casar comigo. Significava? Não podia realmente ser, afinal, acabei de descobrir o quanto ele queria estar dentro de mim. Casamento era uma palavra muito grande e com muitas silabas. Eu preferia sexo. Só duas e bem mais rápida e eficaz.

- Hora de servir o almoço, queridas. – Esme sugere gentilmente e elas a seguem. Rosalie também foi com o grupo e eu provavelmente deveria ter ido, mas estava mortificada com a linha de pensamentos.

Tudo bem, meu personagem favorito era o Eric e ele explode ovários alheios, mas onde no mundo eu iria estar conversando com mulheres mais velhas e pensando que sexo era melhor que casamento? Não que eu fosse contra casamentos e sabia que – esperava ao menos – casar com Edward iria acontecer, mas não agora. Eu tinha que me estabelecer um pouquinho mais. Na verdade, eu mal tinha perdido a vergonha de mostrar meus seios a ele, e não ia casar virgem. Nunca tive essas esperanças. Eu mal imaginava que fosse namorar alguém.

O garçom passou por mim com umas doses de uísque e peguei sem hesitar, ele me olhou torto, mas eu acho que precisava dissipar esses pensamentos confusos, porque a lembrança de Edward chupando meus seios com adoração estava me fazendo molhar novamente. Eu precisava saber como era aquele homem... Resolvi interromper o pensamento e virei o conteúdo do copo rapidamente. Ardeu como um inferno, mas ninguém estava prestando atenção em mim. Eu acho.

- Isso não é água, você sabe. – Edward falou baixo entregando-me um guardanapo. – E essa bebida não é um pouquinho forte? – perguntou tirando o copo vazio da minha mão e entregando ao garçom.

Ele tinha a sobrancelha arqueada e percebi o quão leve estava. Resultado de três taças de vinho, conversas com fofoqueiras e uma dose de uísque virado como água. Dei um sorriso meio tímido enquanto fiquei observando seus cabelos bagunçados porque ele apenas lavou e penteou com os dedos. As sobrancelhas perfeitas, com vincos de curiosidade. Os olhos verdes, brilhando com intensidade, me fitando com interesse, o nariz reto perfeito, sem falhas ou mostras de machucados, as bocheches brancas com um leve tom de rosado e os lábios vermelhos, molhados pela sua língua maravilhosa. E ah, o queixo perfeitamente alinhado, quadrado, bem masculino. Tive vontade de chupar. Meu DEUS!

De repente eu meio que senti o modo que os lábios dele era em minha pele, em volta dos meus seios e conforme sussurrava que queria estar dentro de mim.

- Eu realmente quero saber porque você está ruborizando e me olhando de boca aberta. – Edward comentou baixo, rindo um pouco.

- Merda. – murmurei encurtando nossa distancia, escondendo meu rosto em seu peito. – Eu estava com a imaginação meio longe. – sussurrei envergonhada e pela sua risada, ele entendeu onde estava.

- Eu já disse o quão linda você fica ruborizada? – perguntou acariciando minhas costas. – Eu realmente gosto de você pensando em mim desta maneira, porque eu pretendo explorar cada mínimo detalhe do seu corpo afundo. – sussurrou no meu ouvido. – Você é deliciosa demais para seu próprio bem. – mordeu meu lóbulo da orelha.

Meu corpo inteiro estremeceu e um arrepio surgiu da minha nuca conforme seu hálito quente bateu contra minha pele. Um arrepio que encontrou abrigo entre minhas pernas. Soltei um gemido que pareceu mais um choramingo e quis xingar Edward por me manipular assim.

Eventualmente voltei a beber mais um pouquinho porque estava bom e Edward estava nojento com sua nova mania de sussurrar coisas inapropriadas no meu ouvido. Depois que eu comi o delicioso almoço e fiquei escondida na cozinha com Victória e Rosalie atacando as trufas de Emmett, minha sobriedade voltou com força e eu iria bater em Edward assim que estivéssemos sozinhos.

- Ai amor! – gritou assim que ele fechou a porta e joguei o travesseiro com força no seu rosto. – O que exatamente foi isso?

- Canalha! – gritei de volta – Você ficou me provocando como se fosse o fim do mundo. – sussurrei irritada. – Isso definitivamente não se faz!

- O quê? Você estava gostando!

- Eu estava mortificada! – retruquei mais alto.

- Ah é? – inquiriu desafiador. – Eu pensei que na verdade, iria entrar nesse quarto. – disse dando passadas como um leopardo espreitando a presa encurralada. No meu caso, entre a cômoda, sofá, parede e cama. Não havia como fugir. – E te agarrar como se não houvesse amanhã. – eu dei dois passos e parei contra parede e Edward colocou as duas mãos do meu lado.

- Não foi legal. Você me deixou...

- Excitada? – beijou meu pescoço e eu meio que gemi afirmado. – Com desejo? – pergunta novamente enfiando as mãos por dentro da minha blusa, tendo contato direto com a minha pele. Eu murmuro incoerente novamente. – Eu resolvo todos esses pontos, amor... – sussurrou chupando meu pescoço.

Eu puxei a blusa de Edward de dentro da calça e abri alguns botões enquanto sua boca está ocupando a minha. Senti as mãos de Edward descerem até a minha bunda, me erguendo fortemente em seu colo, onde chutei meus sapatos no ar e prendi minhas pernas em sua cintura.

...

- Acorda dorminhoca. – Edward beijou meu nariz. Eu ficaria feliz se não existissem dois motivos: 1) Poderia ser o papa me acordando e eu gostaria de saber porque diabos era tão cedo e estavam perturbando meu sono. 2) Edward NUNCA acorda antes de mim. Algo estava definitivamente errado.

- O que é? – resmunguei

- Primeiro dia de aula. – quicou na cama. Agora eu sei quem Alice puxou. Eu gemi, não era bem por isso que queria ser acordada. — Minha mãe comentou sobre você querer vender a casa.

Ele sabia como me fazer despertar. Sem respondê-lo, dei um beijinho na sua bochecha e o empurrei de cima de mim. Eu não tinha ideia do que usar, por isso fui até o quarto de Alice, onde a mesma se animou em me fazer de barbie. Quarenta minutos depois eu tinha saltos, uma calça justa que deixava minha bunda mais redondinha e durinha. Eu tinha que admitir. Eu amei a minha bunda dentro daquela calça. Eu tinha um suéter azul com um decote fazendo meus seios parecerem duas almofadas brancas. O cordão se perdeu ali no meio e sabia que Edward praticamente iria me violentar para deixa-lo a mostra.

Arrumei a mochila que Alice comprou pra mim com os materiais escolares. Era oficial, eu estava basicamente voltando ao colegial, por mais que seja um curso, é no horário da manhã, aonde eu iria praticamente almoçar com o segundo grau da Upper East Side e toda geração podre de rica de Manhattan e porque a minha cunhada era uma pentelha famosa. Sem vídeos pornôs ou fotos sexuais – Edward mataria Alice se isso acontecesse -, mas ela era queridinha dos fotógrafos.

Eu nunca me socializei na escola. Nunca vesti um jeans caro e sapatos Christian Louboutin para sentar por duas horas – com intervalos – e estudar. Eu quis me convencer a ir de tênis e jeans velho, mas não tive coragem de pensar nisso, muito menos em falar com Alice sobre a ideia.

Descemos juntas e ela quicava de excitação por me apresentar a galáxia. Era assustador e engraçado ao mesmo tempo.

- Nós simplesmente podemos passear no parque depois da aula. – Alice comentou animada e Max pulou nos meus pés. Eu não queria encher-me de pelos antes do café, por isso sentei na escada enquanto ela cantarolava animada e apenas afaguei mantendo-o longe do meu suéter de linho.

- Vamos tomar café. – Alice rodopiou depois de tudo estar pronto. Eu podia ouvir a voz de Carlisle e Edward na mesa da cozinha, paramos no lavabo para lavar as mãos e seguimos para a cozinha.

- Bom dia gatinhas. – Anne cumprimentou sorrindo e eu me derretia com seu carinho.

- Bom dia. – Alice e eu respondemos juntas. – Bom dia família. – sorri e Carlisle e Esme devolveram gentis.

Edward estava parado, com sua xicara no meio do caminho até a boca. Seus olhos estavam arregalados e ele foi ficando vermelho.

- Aonde você vai assim? – perguntou duramente. Eu podia ouvir seus dentes rangeres. Esme suspirou dramaticamente.

- Para o curso? – perguntei rindo um pouco e sentei-me a mesa. Alice me esticou um copo de suco e dei a ela as torradas com manteiga de amendoim.

Nós começamos a conversar e Edward ficou me olhando como se fosse um alienígena, com raiva, é claro. Eu tentei não ligar, porque não tinha ideia do motivo, mas estava nervosa demais com a minha volta aos estudos que mais isso seria definitivamente muita coisa pra administrar.

- O que exatamente você está pensando em ir assim? – Edward perguntou no hall de entrada e eu literalmente dei um pulo assustada. Ele além de me pegar desprevenida, estava com aquele tom de voz rasga calcinhas – quando não é exatamente direcionada a mim.

- Uhn? Há algo errado com a minha roupa? – perguntei ligeiramente confusa. Corri para frente do espelho e olhei ao redor. As vezes poderia estar suja ou brega, mas Alice teria me avisado.

- Não. Há algo certo demais com seus seios sendo convidativos para todos os caras olharem e sentirem o desejo de apertar a sua bunda. – acusou com a voz esganiçada. Edward tinha o olhar vibrante e ele estava com raiva. Melhor, ciúmes.

- Edward, pelo amor de Deus. – bufei frustrada. Eu estava bem perto de me atrasar para o meu primeiro dia de aula. Isso realmente não estava sendo interessante. – Não há nada de errado com a minha roupa.

Ele devia esquecer minha roupa e concentrar no meu nervosismo.

- Há sim. – resmungou fazendo um bico adorável. Encurtei nosso espaço jogando meus braços ao redor do seu pescoço, colando meu corpo ao dele. Edward tinha as mãos na minha cintura, mas quando colei nossos lábios, ele desceu até a minha bunda. Tão previsível.

Modo beijar para esquecer o foco.

- Eu sou sua. – sussurrei escovando meus lábios nos seus. Ele apertou ainda mais minha bunda, me levando bruscamente de encontro ao seu corpo. Edward soltou aquele grunhido homens das cavernas e eu sorri chupando seu lábio inferior. – Eu adoraria se você me levasse até lá, quem sabe os caras sabendo que sou sua, não irão me olhar desta maneira. – sussurrei mordendo um pouco seu queixo. – Porque de maneira alguma exista outro cara no qual queira que me toque. – completei percebendo que estava sendo uma ótima aluna. Eu gostei de saber que também podia manipular Edward. Ele passou a mão repetidas vezes na minha bunda, como se não quisesse me soltar.

- Eca. Procurem um quarto. – Alice passou por mim. – Estou indo no meu carro, vai comigo ou meu irmão vai mijar no poste e marcar território?

- Vocabulário, Alice. – Edward repreendeu – Eu vou levar minha namorada sim.

- Foda-se. – sorriu diabolicamente saindo correndo de dentro de casa.

Edward e eu descemos até a garagem até seu carro e meu celular começou a tocar, o que achei ligeiramente estranho porque a pessoa que me ligava a maior parte do tempo era o mesmo que ligava o carro para a nossa saída. O numero ainda era desconhecido.

- Alô? – atendi insegura.

- Bella? – uma voz grossa soou do outro lado. – É Jacob!

- Quem? – perguntei tensa, eu tinha ouvido muito bem, mas era só pra ter certeza.

- Jacob Black, seu primo. – confirmou mais alto e seguro de si. Que prepotente, pensei.

- Como você conseguiu meu numero? – perguntei tentando esconder minha irritação. Edward me olhou meio torto e com curiosidade estampada no rosto. De duas a uma ou ele pensava que era James ou Jacob. As duas opções o fez apertar o volante e ficar com dedos brancos.

- Isso não importa agora... Eu só quero pedir desculpas. – disse mais baixo, com a voz terna. Eu meio que relaxei. Soltei um suspiro longo sem saber o que responder. – Eu devia dar tempo de lhe avisar e chegarmos a um acordo de paz.

- Como? – perguntei mais alto. – Que espécie de acordo? Você quer vender a minha casa! – rosnei irritada.

- Minha casa. Meu pai viveu nela por mais de quinze anos.

- Porque ele era meu tutor legal, imbecil. Já ouviu falar disso? – retruquei.

- Bella, eu realmente não quero saber os motivos no qual meu pai teve de te criar, eu só quero o que é meu por direito. – disse-me e quando estava prestes a dizer que ganhar um chute no meio da bunda era tudo que ele iria receber, Edward tomou o telefone de mim.

- Jacob Black, certo? – perguntou friamente. Eu fiquei arrepiada. – Nós não teremos nenhuma espécie de contato com você, somente meus advogados. – disse e desligou, devolvendo-me o telefone. Eu estava com raiva demais para pensar e liguei diretamente para Esme.

- Oi meu amor, nervosa? – Esme perguntou assim que atendeu. – A escola será legal.

- Sim, mas no momento no momento não é por isso. – cortei com um suspiro, meu joelho sacudia numa velocidade alucinante – Lembra-se da nossa conversa sobre a casa? – perguntei e ela respondeu que sim na mesma hora. – Eu realmente quero vende-la, você pode seguir adiante com suas sugestões. – completei

- Tem certeza? Eu realmente fico preocupada em tê-la tão longe, mesmo com seguranças te vigiando a maior parte do tempo, ainda assim, concordo com seus pontos. – respondeu-me preocupada. Aquela voz maternal me deixava mole.

- Sim. Eu tenho certeza. – menti. Eu não tinha, mas ia fazer. Teimosia e orgulho era meu sobrenome. Principalmente quando tinha alguém querendo me desafiar. Eu ia vende-la e ficar com o dinheiro.

- Tudo bem. Eu ligo com novidades. – disse-me antes de desligar.

Edward pegou minha mão e não soltou até chegarmos a escola e eu mal o olhei. Agora estava dividida com dois sentimentos. Estresse de Jacob me atazanar pela minha casa e por estar em um estacionamento rodeado de adolescente retornando as aulas. Não sabia o que era mais assustador.

- Acho que eu quero voltar pra casa. – murmurei meio assustada. – Definitivamente isso não dará certo. Eu não fui memorável no colegial e bom... Por que seria diferente agora? – divaguei nervosa. Edward riu e não foi surpresa sentir vontade de bater nele. Nosso amor era entre tapas e beijos.

- Você vai conseguir, amor. – disse-me com seu sorriso molha calcinhas. – E isso não é mais o colegial, você está em um nível diferente.

- Ok. – respirei fundo.

- Qualquer coisa, é só mandar Demetri chutar o traseiro do primeiro que te irritar. – sorriu – Você é uma Cullen e pode fazer isto.

- Você é ótimo com incentivos. – ironizei secamente. Eu estava meio com raiva por tudo e descontar nele era meu passatempo favorito.

-Eu não preciso te incentivar porque eu sei o quão boa você é em tudo. – disse-me confiante e senti inveja. Eu queria ter uma confiança dessas em mim mesma. Eu quase me senti orgulhosa dele e feliz. Quase. Minhas mãos suavam frio e guardei o celular lembrando da conversa com Jacob.

Santa merda, eu tinha mandado vender minha casa.

- Você tem absoluta certeza de quer fazer isso? — perguntou-me soltando o volante e pegando minha mão com cuidado.

- Tenho, Edward. — respondi emburrada e com raiva de estarmos tendo aquela mesma conversa pela trilionésima vez na semana.

- Não faça nada por orgulho. — aconselhou levemente.

- Eu quero que Jacob desapareça da minha vida. E se isso for fazê-lo sumir, farei sem pensar duas vezes.

Talvez não fosse a trilhonésima vez, mas eu estava irritada. Tinha direito de um desconto.

- Você sabe que não precisa nada disso. Basta aceitar minha proposta. – disse sorrindo torto. Eu engoli minha raiva, frustração e puxei Edward pelo colarinho, dando-lhe meu melhor beijo de despedida e sai do carro na promessa de vê-lo a noite.

Ele falou as palavrinhas mágicas. Eu sabia que um dia eu seria sustentada por ele, quando casássemos porque eu jamais tiraria dele ele lado ‘sou o provedor da família’. Enquanto pudesse empurrar isto, iria fazer. Eu acho, já não tinha mais certeza de nada.

Alice me esperava na porta e ela tinha um grupo de amigos e vi no meio do meu pesadelo. Ela era a popular. Eu odiava os populares da escola. Resignada, segui ao seu lado dando sorrisos simpáticos as meninas que me avaliavam. “Ela é a namorada de Edward Cullen!”.

Alice estava me fazendo sentir um adolescente novamente. Segunda-feira, eu estava ali, no meio de um monte de hormônios em ebulição querendo passar para a faculdade. O que eu não fazia para provar a Edward que não precisava dele para ser independente… Ok, eu precisava dele, mas bater de frente ainda era legal.

Segui para a minha sala de aula ao lado de um Jasper completamente sonolento. Ele tinha seu material e uma espécie de ressaca. Nós dividimos uma mesa e as anotações. A primeira aula não foi tão difícil assim e eu realmente gostei da professora de matemática. Se tudo continuasse bem, poderia tirar isso de letra.

...

As primeiras semanas de aulas passaram muito rápido. Edward estava mais animado com o curso e nós estávamos em paz. Eu praticamente me estava morando na casa dos Cullen e nós saímos algumas vezes para ver seu novo apartamento. Não preciso dizer que estava lindo, com as reformas prontas e o toque de Esme. Edward escolheu colocar tudo que eu comprei e dei opiniões. Não sei se era para me agradar, mas eu achei fofo. Entrar e perceber que o sofá tinha o meu gosto, o vaso do canto, o tapete do quarto e o colchão nós testamos juntinhos.

E eu também fui procurar um pra mim com Rosalie, não encontrei nenhum ou foi só Rose que era péssima companhia em escolher imóveis. Tentei levar Alice, mas ela gentilmente mandou voltar pra casa porque Edward estava de mau humor e ninguém realmente sabia o motivo. Eu senti que eles sabiam, só não queriam me falar. Resignada, pedi a Demetri me levar pra casa quando saímos de um dos bairros do subúrbio e retornamos a Long Island.

Edward estava do seu lado completamente emburrado na cama, quase rasgando as folhas do seu livro, enquanto eu tirava minhas roupas no closet. Suspirei porque não tinha clima pra brigar, por mais que seja meu passatempo preferido, realmente meus pés doíam.

- O que há de errado? – perguntei indo escovar os dentes. Eu estava morta de cansaço.

- Você gosta disso? – gesticulou entre nós dois. Pergunta óbvia, revirei meus olhos e concentrei na escova. – Eu não digo nós dois. Digo de dormir e acordar junto. Dividir a cama, o armário, o pote das escovas... – começou e assenti. Era tipo, normal. Sei lá. Eu encarava muito bem dormir e acordar ao lado dele, escovar dentes, trocar de roupa, apesar de nunca nos termos visto nus – digo partes intimas mesmo. – E você foi procurar um apartamento por que? Eu pensei que fossemos morar juntos! Nós passamos as ultimas semanas escolhendo coisas juntos! – exclamou angustiado e engasguei com a espuma do creme dental.

Ele falou morar juntos em dois meses de namoro? Oi? Lavei minha boca e fiquei em silencio. Edward continuava a me olhar magoado e pela minha não resposta, ele saiu do quarto. Eu sinceramente não sabia o que fazer. Dizer, ou sei lá.

Fiquei momentaneamente congelada no meu lugar antes de conseguir mover meus pés e cair na cama. Eu acho que morar com Edward não era de um todo uma má ideia, só fiquei surpresa. Eu não sabia que ele tinha esses planos comigo agora, além de ser cedo e tudo mais, eu pensei que ele quisesse me manter no nível de namorada e não de quase esposa, porque esse papo de morar junto pra mim é quase como casar.

Deus, eu só tinha 22 anos. Eu não sabia ser uma esposa. Tipo, namorada que mora junto. Eu só tenho um gato e um segundo grau completo. Três ex empregos e nenhuma família. Porque diabos Edward Cullen, o bilionário quer morar comigo?

Eu queria muito casar com Edward, obviamente, mas putzs, isso me pegou desprevenida. Nós precisávamos conversar e quando ele retornou ao quarto, ainda fiquei olhando assustada.

- Edward...

- Eu vou entender se você não quiser. – cortou-me sem me olhar.

- Cala boca. – suspirei jogando-me na cama. – Só deita aqui comigo, ok?

Com má vontade, jogou-se do meu lado e nós ficamos em silencio. As engrenagens do meu cérebro estavam trabalhando ainda. Acho que ele entendeu que precisava pensar, mas também precisava dele, porque me puxou para seu abraço de conchinha, enfiando o nariz no meu pescoço e a mão na minha barriga por dentro da blusa do pijama. Ou talvez estivesse querendo me convencer o quanto aquilo era gostoso e eu poderia ter todas as noites.

Eu adormeci meio confusa, porque além de estar me adaptando a ter 300 adolescente falando ao mesmo tempo na hora do almoço, as pseudos amigas de Alice e Jasper como companheiro de classe, eu estava oficialmente processando Jacob e pondo a casa que cresci a venda, porque como Rosalie disse, eu era uma nuvem iridescente e precisava brilhar. A casa me impedia de brilhar.

Eu entendi esse papo sobrenatural como seguir em frente. Tipo, livrar dos demônios da tristeza que passei naquela casa e ser feliz. Mas será que morar junto com Edward estava na equação? Será que eu queria continuar morando sozinha quando tinha a oportunidade de viver com o homem que eu amo? Eu não tinha duvidas de nada relacionado a Edward.

Eu sabia de sua grosseria, do temperamento impulsivo, dos mimos e como era teimoso. Ele sabia perfeitamente tudo sobre mim, mais do que gostaria até. Acordei um bom par de horas ante dele e fiquei de lado, olhando ele dormindo ternamente, com a mão na minha cintura. Um dia iria perguntar se ele tinha medo que fugisse, porque podia simplesmente acordar a qualquer hora e encontrar ou seu braço ou perna me segurando.

Ter a oportunidade de ver alguém dormindo é algo muito intimo. A pessoa fica vulnerável, exposta e frágil nesse momento. É particular demais e quando você quer fazer isso com alguém, significa que realmente gosta. Eu me sentia privilegiada em poder ver o quanto Edward era angelical e inocente durante seu sono. E gostava disso.

Eu sabia o quanto ele queria ter seu canto, porque sempre morou sozinho e longe dos pais e a constante atenção da sua família o sufocava um pouquinho. Tudo estava bem, mas há certos hábitos que não se muda rapidamente. Ele queria compartilhar isso comigo. Um orgulho idiota cresceu no meu peito e comecei avaliar.

As chances de separação eram normais de como qualquer casal, mas nós não éramos qualquer casal. Então isso podia ser um ponto a favor. Eu dormi mais com ele do que com qualquer pessoa na minha vida. E desde que estamos namorando, noventa por cento das minhas noites foram gastas nesta cama. Que eu já considerava minha.

Será que isso seria meu momento iridescente? Conclui que só havia uma maneira de descobrir: Aceitando sua proposta.

Eu não tinha certeza quanto a venda e muito menos quanto a juntar meus trapinhos com Edward, mas... Eu era uma nuvem iridescente! Ia conseguir.

- Posso saber porque estou sendo paquerado as cinco horas da manhã? – Edward perguntou sonolento com um sorriso preguiçoso se espalhando nos lábios. Senti o desejo de atacar sua boca.

- Uhn... Estou paquerando meu futuro colega de quarto. – respondi e ele abriu os olhos.

- Sério? – perguntou com o olhar brilhando feito estrela.

- Sério. – respondi baixo – Se você ainda me quiser, é claro.

- Eu quero você todos os dias. – sussurrou vindo me beijar. Hálito matinal já não nos abalava. – Eu quero mudar outra coisa também. – Edward enfiou a mão nos meus seios e eu quase ri pela sua mais nova tara. – Eu o quero no seu dedo. – disse inseguro. – Tipo, não enlouqueça. Eu te dei esse anel com o proposito futuro. Pode não ser agora, mas eu quero no seu dedo.

- Isso não seria apressar as coisas? – perguntei debilmente. – Nós não chegamos na segunda base. – murmurei timidamente.

- Nada disso é para apressar o fator sexual. Eu não te amo pelo sexo, Bella. Eu te amo pelo mundo que você representa pra mim. Eu te amo porque é a única pessoa que foi capaz de mudar minha vida. Eu te amo porque você é minha. Eu te amo porque quero e desejo você unicamente. Eu apenas te amo mais do que realmente consigo compreender; – disse sinceramente olhando em meus olhos. Eu senti vontade de chorar. Mentira, eu já estava chorando. – Não chore, amor.

- Eu te amo. Te amo por tudo, Edward. Eu acho que não terei dedos para enumerar o quanto você é importante na minha vida. Eu também quero gastar todos os meus dias com você! – sussurrei no escuro do quarto. Edward tirou o colar e deixou o anel escorrer até sua mão. Ele pegou meu anelar e deslizou seguramente. Eu percebi o quanto ficou bonito e sorri. Era o lugar certo.

- Eu te amo muito. – beijou-me deitando-me de costas na cama. – Está preparada para se mudar amanhã mesmo? – perguntou sorrindo diabolicamente.

Foi então que eu percebi que agora mesmo Edward ficaria impossível com seus mimos e o papo de ser a namorada do bilionário com benefícios iria ser difícil de negar. Como iria dizer não a Edward sobre o carro e o cartão de créditos se eu aceitei fazer algo mais intimo ainda?

Deus me ajude!

Notas finais
Bom meninas. Antes que surtem, vocês acham mesmo que esses dois teimosos sobre o mesmo teto vai sair coisa boa? Ninguém perguntou, mas porque será que Victória treme toda vez que falam de James?
Tcham Tcham Tcham