Broken

18 I Do!


Notas iniciais
Demorei um dia só! E além do mais estava decidindo como seria o capítulo!

I Do — Colbie Caillat

Então, Isabella Marie Swan, você gostaria de se tornar oficialmente Isabella Marie Swan Cullen, usando a aliança de Elizabeth Masen?

Então, Isabella Marie Swan, você gostaria de se tornar oficialmente Isabella Marie Swan Cullen, usando a aliança de Elizabeth Masen?

Então, Isabella Marie Swan, você gostaria de se tornar oficialmente Isabella Marie Swan Cullen, usando a aliança de Elizabeth Masen?

Eu queria?

Amava Edward mais do que a mim mesma. Isso era errado e realmente não me importava. Casar? Quer dizer, nós mal completamos nove meses de namoro. Eu ainda não sei tudo sobre sua vida, sei? Bom, nós não estávamos bem com o nosso acordo de apenas de dividir o mesmo teto?

Eu poderia ser a nova Elizabeth Masen? Seria como a Kate Middleton sendo a nova Lady Dy? Ou eu seria Lady Dy americana? Como eu iria simplesmente vestir a armadura brilhante de ser um Cullen sem assumir as responsabilidades que o nome me trazia? Eu estava preparada para ser casada com o príncipe de Nova Iorque?

Nós sobreviveríamos a um relacionamento no qual ambos teriam grandes viagens, eventos e a vida supostamente exposta para a mídia? Eu tinha vinte e três anos e a maturidade de uma garotinha de doze anos. Mal comecei a faculdade! Como iria gerenciar ser aluna em tempo integral do curso de honras da NYU e ser a mulher de Edward Cullen?

Meu aniversário tinha sido perfeito. Depois de oitos horas surtando por me sentir sufocada com minha família... Às vezes era complicado perceber que tinha alguém em casa me esperando ou simplesmente um carinho fraternal e paternal sobre mim. Foi estranho ter alguém lembrando o meu aniversário com alegria. Foi absurdamente desconfortável não conseguir engolir o fato que agora não era mais sozinha.

E também de que esqueci a data que nasci.

Mesmo com nove meses de namoro, existiam momentos que ainda não conseguia entender. Eles me amavam por quem eu era. De um jeito fácil e simples. E ter uma festa de aniversário, cheia de mimos e presentes emocionados, me fez meu coração querer parar de bater e apreciar o momento. Foi subitamente forte para quem não tinha um fósforo aceso durante muito tempo nessa data.

E tinha Edward... Sim. Esse homem estava ao meu lado, acordado, segurando minha mão, observando cada reação minha. Covarde, como sempre, não me expus e também não abri a boca. Fingir dormir pareceu ser mais fácil quando achei que ele ia desistir de mim. Desistir da namorada problemática, cheia de traumas e um passado solitário. Só que não... Além de estar sempre pronto para segurar os caquinhos do meu coração, ele estava me propondo uma vida inteira de fidelidade. Ele me queria como sua mulher, sua amante, melhor amiga e companheira de negócios.

E se eu falhasse?

Se não conseguisse corresponder às expectativas de usar a aliança da mulher que durante uma década machista, foi admirada por todo o mundo? Como iria ter uma empresa nas costas? Como iria simplesmente ser o rosto da família? E se não fosse boa o suficiente para isso? Essa merda não é sobre um conto de fadas e se as pessoas ainda acham que eu vivo, a Disney se esqueceu de mencionar o peso das suas ações.

Um barulho violento chamou minha atenção e só então percebi que era meu próprio corpo tremulando nervosamente. Eu tinha que dar uma resposta a Edward, afinal, o dia perfeito e seu nervosismo só me fazia ama-lo mais que a minha própria alma. E então, o que iria dizer?

Olha, eu vou aceitar e dar a cara a tapa, ok? Se não der certo, a gente separa. E ah, vou me tornar a ex-mulher do milionário que fracassou na missão de família. E a parte mais insegura de mim tem medo de você me trocar por uma igualmente pronta para aguentar tudo isso. Quer dizer, ontem eu mal podia me sustentar e ao colocar essa aliança estaria ditando a folha de pagamento de mais gente que um dia possa conhecer.

Minha pulsação parecia bater no ouvido e então, com a visão completamente desfocada, vi a expressão agoniada de Edward. Ele tinha dor e... Rejeição? Meu coração pareceu ser esmigalhado por uma rocha de toneladas de quilos. A tensão no ar ficou palpável e enquanto pensava no quanto tudo isso era louco demais para caber nas minhas pequenas mãos, Edward estava ali ainda, de joelhos, esperando por uma resposta. E eu tinha duas de uma.

Sim, eu te amo. Quero casar com você.

Não. Eu te amo, mas serei motivo de vergonha. Não posso te decepcionar.

Quero ser sim sua mulher de todos os aspectos. Só que não sou capaz de tudo isso. É um caminho de cada lado que se torna tortuoso, cheio de espinhos e sombras. Congelado, toquei seu colarinho, quase entrando em pânico com medo de o homem ter tido alguma espécie de surto psicótico.

- Edward...

- Você vai dizer não, não é? – sussurrou e a dor da sua voz me fez cair de joelhos na sua frente.

- Não...

- Por que? – chorou. Lágrimas quentes caíram dos seus olhos e dos meus.

Por quê? Porque eu te amo. Amo tanto que tenho medo. E além do mais... Quem vai estar lá por mim? Quem vai me ajudar a escolher um vestido de noiva, me levar ao altar ou simplesmente me dar um conselho de como um casamento de verdade funciona? Quem vai sentar do meu lado da igreja e me desejar votos de felicidade?

Então, entrarei na grande capela de Nova Iorque sozinha? A mercê do meu próprio nervosismo? Tudo e todos estão relacionados aos Cullen. Eram os amigos deles, funcionários deles, família deles, vida deles e a Bella vai ter o lado direito entregue as moscas...

Então, de repente meu medo não era sobre casar ou assumir as responsabilidades da empresa. Era sobre que por mais eu tivesse o amor da família dele, eu não tinha a minha família por mim. De toda maneira, no fim das contas, acabo sozinha. Acabo com a minha própria sorte, sem ter um conselho de mãe sobre relacionamentos adultos ou uma simples decisão de comprar uma blusa de seda ou de lã.

Renée e Charlie não estavam aqui para me dizer se seria prudente da minha parte aceitar esse pedido duplo de casamento. Se eles me fariam enxergar que meu amor por Edward era capaz de superar tudo. Inclusive meu medo de falhar. De miseravelmente falhar com alguém que não faz nada além de me amar todos os dias.

- Desculpe. Eu não posso me casar com você. – solucei nervosa, com o lábio trêmulo e dolorido de tanto que mordia.

- O quê? Por quê? – chorou me apertando fortemente em seus braços.

- Não sou boa. Eu vou falhar... Te envergonhar... E se não conseguir ser como sua avó? Se eu não souber corresponder às expectativas de ser a mulher de alguém importante? E se eu...

Então, fui derrubada ao chão com os lábios macios do meu namorado esmagando os meus com força. Um beijo sôfrego, apaixonado e cheio de sentimentos aqueceu meu coração.

- Então, não é por que você não me ama? – perguntou baixinho com a voz rouca de choro.

- E você chegou a achar isso?

- Bella, você simplesmente não me respondeu...

Então, minha mente se iluminou com uma ideia.

- Nós podemos casar no cartório? – sussurrei e ele fez uma carranca.

- Vamos lá... Eu não sou um desconhecido. Sou o cara que partilhou a cama, o chuveiro e a mesa com você nos últimos meses... Apenas fale o que essa cabecinha está fervilhando...

- Edward eu amo você... Muito. Só que... Eu não quero te decepcionar. Como vou gerenciar tudo? Eu tenho medo... Edward, eu sempre vivi sozinha. Nunca, nunca mesmo idealizei ou sonhei com vestir um vestido de noiva e ter alguém do outro lado do tapete me esperando. É só demais... Sabe? Porque eu simplesmente não tive ninguém. Aceitei ser sozinha e por mais que saiba e sinta o amor de vocês, é surreal.

- Amor, respira... – Edward riu. – Você não vai gerenciar tudo. Nós vamos gerenciar tudo. Seremos um time e as coisas não serão sobre você...

- Edward. Eu nunca fiz isso antes. Você já nasceu nesse meio. É normal. É como um corredor escuro e vazio. Eu teria que andar por ele e descobrir onde estão os interruptores. E isso me dá medo. Se não tiver luz?

- Bella você nunca me decepcionaria. Eu estou te pedindo em casamento porque eu te amo e te quero muito... Para a vida toda. Não é pelo o que você ser e sim porque você é hoje, pra mim.

- E quem vai me levar ao altar? – murmurei envergonhada.

- Quem você quiser... Não importa esses detalhes, desde que no fim do dia, você seja a minha esposa.

Eu podia fazer isso. Não com ele me olhando daquele jeito que simplesmente fazia me sentir uma gelatina. Eu o amava demais para fugir de tudo. Eu tenho 23 anos, disse a mim mesma. Não sou uma garotinha de doze anos com medo do desconhecido. Talvez eu possa ser forte e destemida. Talvez possa ser essa Bella que Edward cismou que viu em mim. Eu posso ser sua esposa e já que não tenho pais para me dar resposta. Simplesmente vou ter que descobrir. Afinal de contas, eu amo Edward.

- Sim. – suspirei – Eu quero ser sua esposa, Edward. Me sinto honrada em usar a aliança da sua avó a partir do momento que disser sim, diante do padre... – sussurrei chorando. – Só, por favor, me prometa que nunca vai deixar de me amar. E que se eu não conseguir você vai estar lá. Que as coisas, os medos ou responsabilidades façam desse casamento um grande negocio e não um matrimônio de amor. Edward, por favor, me prometa...

- Shh... Amor, eu te prometo te amar todos os dias da minha vida. Dedicar-me inteiramente a nossa felicidade. Que o nosso casamento seja duradouro, cheio de vida e transborde amor. E que esse sentimento de solidão que... – colocou a mão no meu coração, que batia forte no peito. – Ainda domina aqui seja uma mancha pequena na nossa vida. Quando você olhar para o passado e finalmente sentir que isso foi embora, eu quero ser aquele que vai segurar sua mão. Prometo não te deixar e principalmente deixar de te amar, minha vida.

Um soluço alto escapou dos meus lábios quando sequei uma lágrima que caia no rosto perfeito dele. Apesar de estar chorando, sem nenhuma vergonha, ele estava sorrindo pra mim como se tivesse ganhado na loteria. E era isso. Era ele minha resposta de vida. Como alguém podia ter tanto fé em mim, quando eu mesma não conseguia me enxergar com tal clareza?

Meu corpo foi tomado por outra necessidade. Eu queria sentir Edward de outra forma. Era fisicamente, sim. Era com ele que queria casar e ter meus filhos. Foi ele, o homem que eu amei e escolhi para ser meu primeiro. No fim das contas, daria certo. Era só uma questão de ter mais fé que finalmente minha sorte tinha mudado.

Enterrei meus dedos nos cabelos sedosos de Edward, puxando seu rosto para bem próximo do meu, tocando seus lábios com todo amor que sentia. Esperava no fundo do meu coração que ele sentisse o quanto estava feliz, mesmo que confusa, sobre seu pedido de casamento.

- Deixe-me te amar... – sussurrou contra meus lábios. Seus dedos cumpridos estavam dançando no meu fecho frontal, queimando sobre as bordas. Meu corpo inteiro estava completamente em chamas em pouquíssimos segundos.

- Por favor... Da sua melhor maneira.

Aos poucos fui sentindo a brisa da noite bater contra minha pele. Meus seios ficaram completamente endurecidos assim que expostos diante o olhar negro, cheio de amor e luxuria de Edward. Sua mão subia e descia pela minha lateral, apertando com força minha cintura, enquanto o mesmo sugava meu pescoço.

Tentei sacudir as pernas para tirar o sapato, mas fui impedida com um pedido silencioso de que ele não queria. Em pouco tempo meu vestido estava longe, só de calcinha e sapatos, no meio do chão da sala, Edward circulou com a língua meu mamilo e gemidos estranhos saíram da minha boca sem que eu realmente compreendesse.

Tentei sem sucesso arranhar as costas de Edward, pelo seu corpo estar parcialmente em cima do meu, mas encontrei sua camisa no caminho. Frustrada, comecei a puxar, mas estava impossível.

- Tira essa merda... – rosnei e com ele rindo, observei a camisa voar longe. Nossos lábios se encontraram novamente e então, desci arranhando suas costas, querendo mais, muito mais. Edward gemeu na minha boca, fazendo seu caminho pelo meu corpo.

Achei estar perdendo algo quando ouvi o barulho da garrafa de vinho sendo aberta. O chão estava desconfortável, mas realmente não iria me mover agora. Com um sorriso perverso, o líquido frio bateu contra minha pele e antes que eu pudesse reclamar, os lábios de Edward estavam sugando entre meus seios, lambendo o rastro de vinho que escorria por ali.

Uma poça se formou no meu umbigo e sentir a língua dele sugando todo o líquido enviou minha mente para a sarjeta, desejando que aquela língua, tivesse fazendo esses movimentos em outro lugar, um pouco mais abaixo, sugando o mesmo líquido que ele dizia tanto gostar. Eu amava que ele gostasse disso.

Lendo meus pensamentos, gritei quando minha calcinha foi rasgada e um rugido másculo irrompeu a garganta de Edward, fazendo a sala, de repente estremecer com aquele clima denso de desejo. Inclinada pelo apoio nos cotovelos, arfei ao ver Edward sorrir diante meu centro, com sua respiração quente me enlouquecendo e seus olhos verdes – um pouco mais escuros – me fitando com uma intensidade grande.

Uma leve mordiscada no meu clitóris me fez bater com força no sofá e xingar um palavrão bem alto. Era uma experiência extracorpórea. Se existia um êxtase em estar no céu, era esse o exato momento. Seu sorriso arrogante se propagou quando desabei sobre as costas no chão duro da sala, com o peito arfante.

Rindo, Edward se arrastou até a mim, sussurrando o quanto me desejava, que eu era boa, a mulher que amava... Suas palavras estavam me fazendo deseja-lo mais ainda. Mais que o possível. Não satisfeita, arranquei seu cinto fazendo barulhos quando a parte metálica bateu contra minha mesinha de centro. Sua calça e cueca desaparecem com ajuda e logo meus lábios estavam ocupados, sendo sufocados por um Edward faminto.

- Por favor, preciso de você. – choraminguei e mordendo seu ombro, senti-me plena. Meu encaixe perfeito. Levando minhas mãos para o alto da minha cabeça e entrelacei minhas pernas na sua cintura, arranhando sua bunda propositalmente com a parte de trás do meu sapato novo.

Edward estocou firme e bem forte, meu grito foi ouvido na África. Meu quadril foi levantado, dando mais profundidade aos seus movimentos. Sem controle e gemendo terrivelmente, estava entregue ao frenesi de ser amada por ele. Ele sorriu de forma apaixonada, talvez sentindo a forma que nossos corpos unidos nos preenchiam completamente. Beijando-me, sorri ao ouvi-lo dizer que me amava repetidas vezes. Eu podia simplesmente ficar parada assistindo como meu nome dançava em seus lábios com adoração. Meu coração iria explodir a qualquer momento. Era muito amor para pouco espaço.

- Oh sim... Edward eu estou...

- Vem comigo amor... Junto comigo... – falou baixo e rouco no meu ouvido, aumentando a velocidade e não foi preciso respirar duas vezes para minha visão ficar cheia de pontinhos brancos, meus músculos rígidos e os lábios descontrolados. Ele também teve sua libertação quase no mesmo instante.

Foi forte, quente, intenso e cheio de amor. Casamento podia ter mais disso todos os dias?

- Eu te amo.

- Eu te amo, Edward. Muito. – sorri me sentindo pesada.

Todas as emoções e pensamentos do dia estavam começando a fazer minhas pálpebras pesadas. Edward rolou de lado, me puxando delicadamente para seu peito. Ele também tinha olhos fechados e um sorriso estúpido no rosto. Então, adormeci sabendo que Edward iria me amar, mesmo com meus fantasmas me assombrando diariamente. Era meu lugar no mundo. Seus braços. Seu amor.

.~.

Notas finais
Então, tenho reviews?