Broken
22 Better Together
Calor. Depois de Edward devidamente destruir minha roupa, nós tomamos um banho juntos e quase adormecemos embaixo do chuveiro. E o banheiro era enorme. Ainda tinha como abrir a porta de correr de vidro e tomar banho diretamente para um jardim de inverno lindo. Ele era todo decorado com mármores rústicos e lisos. E estava seriamente desconfiada que a torneira de dourada era de ouro. O sol no meu rosto me dizia estar amanhecendo e eu estava com fome.
Virei-me de lado sentindo meu corpo doer com as atividades da noite anterior. Não que eu estivesse reclamando, mas Edward começou seu papel de marido muito bem. Particularmente, me fazendo chegar ao ápice cinco vezes seguido. Quase sem tempo de descanso. Eu não sei o que deu nele, porque depois de uma viagem longa, as semanas exaustivas antes do casamento, o calor e o sono mesmo. Novo coelhinho da duracel.
Edward ainda estava dormindo. Com a respiração pesada e tudo. Ele se recusou a me deixar colocar uma roupa na hora de dormir e também estava nu. Era engraçado seu comportamento adolescente com hormônios em fúria. Antes de dormimos mesmo, ele me abraçou de conchinha, colocando a mão na minha barriga. Meu coração doeu. Eu quase (disse quase) me arrependi de ter tomado remédios antes de vir pra cá. Só que ainda não era tempo para um bebê. Eu queria curtir mais nós dois e me sentir pronta para aumentar a família...
Meus sentimentos ainda eram confusos relacionados a isso. Ao mesmo tempo em que queria realizar o desejo dele, tinha muito medo de não ser o momento. Além de sermos recém-casados, nós não tínhamos nem 1 ano juntos, eu não tinha terminado a faculdade, o nosso apartamento apesar de grande, só tinha mais um quarto de hospedes e tenho a ligeira sensação de que quero engravidar perto de Esme. Não sei, talvez em uma casa em Long Island.
Então conclui que por mais fofo esse desejo fosse, alguém tinha que ter o pé no chão no nosso relacionamento. Edward tinha três tipos de aviões diferentes e cinco carros importados na garagem. Ele seriamente não era normal. Meu estomago roncou alto e agradeci por ele estar dormindo pesado ou iria morrer de vergonha. A ultima coisa que comi foi aquele maravilhoso peixe não aproveitado. O restaurante não era chique. Era aconchegante. Com jeitinho de beira-mar.
Pulei da cama e abri minha mala. Algumas coisas caíram no chão e ele nem se mexeu com o barulho. Revirando minhas roupas intimas e percebi que só tinha cinta-liga, calcinhas de renda, corpetes, camisolas transparentes, chicote? E ainda tinha um bilhete abusado da pessoa que mexeu nas minhas coisas.
“Você seriamente iria levar calcinha de algodão para sua lua-de-mel? Aproveite os meus presentes de casamento. Com amor, Rosalie Hale”
Fui direto à caixa que estava escrito “sex toy” e tive medo. Temi pela minha não inocência. Ou o que tinha sobrado dela. Destampando eu encontrei uma caixinha de revolvimento francês, vibrador ovo, pinças, gel aquecedor, bolinhas explosivas... Eu tive a ligeira sensação do que seria usar cada uma daquelas coisas. Exceto as pinças porque aquilo devia doer como um inferno. E seriamente não vi uso do vibrador. Se eu tinha Edward daquele tamanho nada modesto, pra quê um vibrador? Eu nunca tinha usado nada aquilo e fiquei bem curiosa. Só que não ia contar isso a Edward. Escondido na mala voltaria pra casa intacto.
Eu tinha que estar bêbada para propor algo do tipo.
Puxei uma camiseta da mala dele e guardei a caixa no fundo das minhas roupas. Ele raramente mexia nas minhas coisas e também ficaria de olho. Fui para cozinha pensando se deveria bater em Rosalie por isso ou aprontar alguma coisa do mesmo nível. A questão que ela e Emmett eram muito abertos a várias coisas no aspecto sexual, seria quase impossível constrange-la.
Deixei de lado o pensamento quando encontrei a geladeira cheia. A dispensa também. Edward planejou uma lua-de-mel quente. Com praia e sexo. Tem mais quente que isso? Como será que um revolvedor francês era... Bella! Gritei mentalmente. Não ia pensar nisso.
Tirei ovos, bacons, suco de laranja e procurei por um saco de pão de forma para fazer torrada douradas com manteiga brasileira. Bom, eu tinha comido uma dessas. Lá era absurdamente caro. A cozinha era enorme, o suficiente para me irritar esquecendo coisas no outro balcão. E também tinha duas portas. A da frente dava para o caminho da praia e a de trás para o jardim, que imaginei ser o mesmo do banheiro.
O relógio apontava ser oito horas da manhã e estava quente. Abri uma das portas para ouvir melhor o quebra mar. Quase ri da ironia de acordar com sons de buzinas e xingamentos em Nova Iorque. Aqui era o paraíso. Cheiro de ovo com bacon acordou Edward. Ele apareceu só de cueca, sonolento, vindo me beijar com gostinho de creme dental.
- Bom dia meu amor. – sorri ficando na ponta dos pés para beijá-lo
- Bom dia minha vida. – beijou meu ombro, pescoço, bochecha, nariz, testa, outra bochecha, outro lado do pescoço, outro ombro e depois a boca, novamente. – Cheira maravilhoso. Por que não me acordou?
- Acredite. Eu tentei. – sorri lembrando os barulhos ruidosos cada vez que descobria algo na caixinha de pandora. Meu rosto esquentou de vergonha. – De qualquer modo, me ajude com as torradas.
- Por que você está vermelha?
- Nada. É o calor. É bom, não é? – desviei o assunto entregando o saco de pão.
- Bella?
- Eu quero quatro torradas, por favor. Realmente sinto fome e o ovo está quase pronto. – comentei tirando alguns copos do armário alto e ainda de olho nos ovos estalando.
Para minha surpresa ele deixou o assunto de lado e terminamos de preparar o café em silencio. Passei por ele dando um beijo estalado no meio das suas costas e ganhei de brinde um tapa na bunda. Forte.
- Isso dói.
- Eu sei.
Comecei a comer fingindo ignorar seus comentários sobre o dia. Acabei comendo também parte das suas torradas só para provocar. Fiquei cheia demais, embora feliz quando ele distraído, foi procurar e não tinha mais. Dei meu melhor sorriso inocente e levantei da mesa, mas ao virar para ir embora, ganhei outro tapa. Imbecil. Sua gargalhada me perseguiu até o quarto, só morreu quando mandei lavar a louça do café. Vesti o biquíni (ou tapa sexo, porque era pequeno demais) correndo e puxei duas toalhas, abri a porta do quarto sentindo a areia quentinha e fui para a beira sem esperá-lo.
Eu ia provocar algumas brigas que pudessem ser compensadas de outras maneiras.
Deitei na toalha depois de colocar o pé na água. Não era tão quente, mas também não era fria. O calor que estava fazendo era bem razoável para entrar. Lembrei que esqueci o protetor solar dentro do quarto, estava no nécessaire de Edward. Fiquei com preguiça de voltar, fechei os olhos e deixei o sol. Ah, o sol.
- Estou me sentindo traído. – Edward provocou ajoelhando no meu pé, abrindo minhas pernas descaradamente e deitando em cima de mim, beijando o vão entre meus seios e depois cada um. Eu gemi quando percebi que ele estava de sunga. – Se bem que você fez isso de proposito, não fez?
- Fiz o quê? Só vim aproveitar o sol a dez passos de casa.
- Sei, Isabella. Eu te conheço, engraçadinha. – fez cosquinhas, mas desistiu para me beijar. – Quer dar um mergulho?
- Quero ficar mais quente. – dei os ombros. Um sorriso diabólico iluminou seu rosto.
- Você quer ficar mais quente, é? – sorriu torto com os dedos brincando com a borda da minha calcinha. Suspendi minha respiração e o empurrei de cima de mim. Ele pensa que é esperto.
- Sim, pelo sol. – respondi minimamente virando o rosto para o céu, tentando conter o sorriso que queria brotar no meu rosto. A feição dele de incredulidade estava cômica.
- Ok.
- Ok. – suspirei – Amor? Alguém pode nos ver?
- Não. Só tem mar ao nosso redor, por quê?
Não respondi e tirei a parte de cima do biquíni, jogando em cima dele propositalmente. Ouvi sua respiração pesada, mas continuei de olhos fechados pegando sol. Depois de um tempo, o que me pareceu ser uma eternidade, abri os olhos para encontrar Edward deitado de lado, sobre o cotovelo, apenas me olhando. Seu olhar era quente e só de imaginar o que estava passando na mente dele, meu corpo se arrepiou por inteiro. Edward riu olhando para meus seios traidores.
- O que foi? – perguntei timidamente quando o silencio se estendeu.
- Nada. Só estou pensando no quanto você é linda e minha. – sorriu torto
- Hum, esse é um bom pensamento. – brinquei virando de lado para acariciar seu rosto – Eu te amo, meu marido.
- Pequena provocadora, vem aqui. – rosnou rolando pra cima de mim, beijando meu pescoço, descendo sobre minha clavícula e indo em direção aos meus seios desnudos. Só o roçar da ponta do seu nariz no bico dos meus seios, um gemido de antecipação escapou dos meus lábios, fazendo meu arrogante rir.
Cravei minhas unhas em suas costas e seu gemido rouco me fez enlouquecer.
- Amor... Vamos mergulhar agora...
- Sério? Agora que eu realmente vou te esquentar? – sussurrou jogando minha calcinha do biquíni para o lado e penetrando seus maravilhosos longos e flexíveis dedos. – Eu pretendo mergulhar em outros lugares.
- Oh, sim... – sussurrei
- Pode gemer o quanto quiser, meu amor. Estamos sozinhos aqui...
Ai .Meu.Deus.
Edward aumentou seus movimentos conforme erguia meu quadril e rebolava loucamente contra seus dedos. E eram apenas os dedos! Eu estava realmente lá quando Edward tirou os dedos de dentro de mim, sorrindo. Como?
- Edward... – choraminguei
- Vamos mergulhar agora, amor.
- O quê? Não! Termine isso agora! – gritei enfezada.
- Não. Quero mergulhar agora! – riu me puxando em direção a água, mas eu realmente estava com as pernas bambas, mas o segui mesmo assim em direção a água. Pulei nas costas de Edward, entrelaçando minhas pernas na sua cintura e os braços no pescoço, talvez apertando com um pouco mais de força. – Não adianta, você não vai me sufocar.
- Humpf.
- Você lembra-se dos nossos dias no Caribe, amor? – Edward descruzou meus braços quando chegamos a certa profundidade. – Aquela vez que você me induziu a fazer sexo com você no mar?
- Aquilo foi resultado do que você fez comigo em plena luz do dia. – dei os ombros sentindo-o soltar o laço do meu biquíni. Quando meu dei conta, a calcinha estava amarrada no seu pulso e eu completamente nua no meio do mar. – Você realmente quer um replay.
- Não... Dessa vez vai ser melhor... Estamos sozinhos aqui, meu amor. Eu posso fazer o que eu quiser com você. – tirou sua sunga e no segundo seguinte me ergueu no seu colo. – Você queria isso, não queria?
- Sim... – sussurrei sentindo-o brincar comigo. – Sim, foi isso que eu quis.
Edward agarrou minha bunda com duas enormes mãos e estocou profundamente, sendo impossível reter o grito na minha garganta. A água das ondas leves batendo contra meu corpo e ele me erguendo com força. Mordi seu ombro sem nenhuma cerimonia. Ele sabia que eu não ia durar muito tempo, acho que nem ele, mas isso pouco importava no momento.
- Eu tô... – sussurrei enquanto literalmente rebolava na sua cintura. Minha unha cravada no seu ombro era a única certeza que se eu cair, ele viria comigo. – Edwaaaaaaaaard.
Gritei tão alto que fez eco. Edward praticamente chegou junto comigo e quando liberei o aperto das pernas em sua cintura, desabei ainda levemente cega. Se Edward não me segurasse, eu ia afundar. Meu corpo estranhamente tremia e tive a ligeira sensação de ser de frio. Com o corpo pegando fogo, a água fria, meu recém-orgasmo, Edward ainda nu. Vou desmaiar.
- Amor, você está bem? – Edward sussurrou com a voz rouca
- Mmmm.
- Bella? Abre os olhos.
- Não estou muito afim agora. – sorri boba e ele riu.
- Eu acho que você precisa deitar. Você consegue sentir suas pernas? – perguntou arrogante e eu ri mais ainda batendo no seu peito.
- Devolva meu biquíni.
- Não. Vamos apenas sair e nos enrolar nas toalhas, porque eu perdi minha sunga e você como uma boa esposa vai sair nua comigo.
Edward e eu saímos como dois bandidos da água e nos enrolamos na toalha. Saindo dali da praia para beber água, passar protetor e colocar um novo biquíni.
- Tem uma piscina aqui atrás, você viu? Nós podemos ficar lá, se quiser. – Edward comentou enquanto passava protetor nas minhas costas.
- Sem roupa nenhuma? – sorri
- Sem roupa nenhuma. Do jeito que você quiser. Eu prometo não me controlar.
- Eu realmente espero que você não se controle. – beijei seu queixo e tomei o protetor da sua mão. Edward era branco como uma vela. Seria bem capaz das pessoas o confundirem com um tomate depois da lua-de-mel.
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Depois de passar o dia inteiro no sol, nós entramos para tomar um banho e enquanto passava pelo meu ritual de passar cremes no rosto, cotovelo, braços, pernas e barriga e um bom perfume, meu marido estava dormindo. Eu ri porque demorei demais. E também estava com sono. Estava de tarde ainda e o sol demonstrava estar mais fraco. Eu quase quis ver como era o pôr-do-sol, mas Edward esparramado na cama me fez pensar melhor. Amanhã eu veria.
Dormi dois segundos depois que senti Edward me abraçar. Minha pele estava quente e o quarto também, por isso quando acordei sentindo os lençóis suados, estava escuro lá fora e Edward não estava na cama. Sonolenta segui o cheiro de comida na casa e o encontrei de costas pra mim, mexendo em uma enorme frigideira.
- O que é isso? – beijei suas costas.
- Frango xadrez para o jantar. – sorriu torto.
- Acordou tem muito tempo? – perguntei sentando no balcão ao seu lado. O cheiro realmente estava delicioso.
- Não. Eu procurei algo que você gostasse para fazer. Realmente foi a fome que me tirou da cama. – beijou-me rapidamente antes de voltar até o fogão.
- Você quer alguma sobremesa? Acho que precisamos de doces! – pulei do balcão, indo até a dispensa recheada de coisas gostosas. Decidi por fazer prestigio de travessa gelado, realmente não iria durar muito tempo.
- Eu acho que você poderia fazer aqueles cupcakes com gotas de chocolate. Apenas isso.
- Eu acho que prestigio está bom. – retruquei rindo da sua cara desanimada. – Amanhã para o café. Agora a sobremesa vai ser essa.
- Tudo bem, querida. Só porque estou de bom humor, irei fazer suco de laranja natural ou iria te submeter ao de caixa.
- Oh nossa, Edward, estou tocada! – debochei e ele me empurrou pelo quadril, pegando quatro laranjas bonitas de uma só vez. – Amor, você pode abrir aqui?
Nós voltamos a cozinhar provocando um ao outro, mas sem grandes chances de acidentes. Quando finalmente terminamos de comer eu estava cheia demais para a sobremesa, e ainda por cima ela estava quente. Coloquei na geladeira mesmo assim. Edward e eu lavamos a louça juntos, espirrando água como dois adolescentes. Resolvemos deitar na varanda que dava para a praia, observar a noite bonita que era lá fora.
- Por que Victória não foi ao nosso casamento, Edward? – sussurrei depois de um bom tempo apenas abraçados, olhando a bonita lua que brilhava no céu.
- Eu acredito que porque casamos... Do jeito que ela sempre sonhou. Essas coisas devem ser complicadas...
- Humpf.
Meu murmúrio saiu mais sem querer, mas eu não ia perdoar Victória por ter faltado meu casamento. Ela pode ter seus motivos... Eles não entram na minha cabeça. Não sei porque eu engoliria meus medos e iria estar do lado de quem amo. Pelo menos nos últimos meses eu tenho feito isso... Não que esteja cobrando, mas não se dizer o sentimento de mágoa que brotou em mim com sua ausência. Ela era minha amiga, não era?
- Amanhã nós iremos bem cedo a um passeio de barco... Eu já tinha programado, tudo bem?
- Tudo sim... Eu vou ficar bem. — beijei seu ombro. – Vou ver se o doce está pronto, já volto.
- Eu vou, tomatinho, pode ficar aí... – sorriu torto me deixando sozinha do lado de fora. Tomatinho? O que ele quis dizer com tomatinho?
Levantei correndo e fui até o banheiro, quase escorregando dentro da piscina, o que ia ser um problema. Eu não sei nadar. Sempre pelas bordas ou montada em cima de Edward. O que era mais divertido, é claro. Meu corpo estava meio vermelho, não era um bronzeado, definitivamente, mas meu rosto... E porque diabos Edward também não estava parecendo um tomatinho como eu? Vida injusta de merda!
- Amor...
- Me deixa. Você que é o Gasparzinho da relação e eu fico vermelha?
- Eu passei protetor antes de sair, como você já estava lá fora, eu pensei que tivesse passado...
- Ainda não é justo. Não quero saber.
- Se serve de consolo, eu amei sua bochecha vermelhinha. É como você ficasse corada vinte quatro horas ao dia sem que eu faça algo constrangedor com você. – sorriu torto vindo me agarrar, mas continuei andando de costas, fugindo da sua palhaça até que ele me segurou tão forte, que chegou a machucar meu pulso.
Antes de gritar com ele, senti a água bater em mim e depois estava submersa. Não durei muito tempo, porque logo ele estava me erguendo, assustado demais para fazer nada além de me apertar. Agora sim eu estava mais sem ar que debaixo d’água.
- Você está bem?
- Sim.
- Você me assustou.
- Eu sei. Eu também. – respondi rindo levemente, ainda com o coração mega acelerado, mas Edward me apertou mais ainda. – Amor, você está me deixando sem ar. – sussurrei e ele fez um Ops e se afastou. – Eu estou bem... É sério. Agora eu preciso que você tome banho comigo para tirar o cloro do cabelo e fazer aquela massagem para que eu relaxe e esqueça desse susto.
- Quer mais alguma coisa? – soltou-me e afundei novamente, ele me puxou de volta, provavelmente esquecendo do quão fundo estávamos.
- Sim, que você me ensine a nadar ou pelo menos tente. E quando voltar a Nova Iorque, vou começar aulas de natação.
- Ok. Eu te ensino a nadar, se bem que prefiro que você grude em mim sempre...
- Ah, isso não vai mudar. Acredite. – beijei seu queixo. – Agora, quanto o banho e a massagem também estava falando sério.
- Tudo certo, minha esposa, vem que eu vou te relaxar rapidinho. – sorriu com um brilho diabólico nos olhos. Eu sabia que a massagem que eu ia ganhar seria do ego dele.
Não que eu esteja reclamando.
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Os próximos dias passaram com muitos passeios. Nós visitamos outras ilhas, mergulhamos – ele mergulhou e eu fui um patinho desajeitado – e vimos piscinas naturais. Também tiramos muitas fotos em lugares exóticos e bonitos. Fizemos nossos próprios alimentos e nos fechamos em um mundinho só nosso. Não existia mais ninguém. Era só eu e meu marido. Edward era mais incrível ainda e eu me sentia me apaixonando mais ainda do que pensei ser possível.
Nossos momentos mais íntimos eram que me preenchiam de uma forma... Não sabia explicar. Eu conseguia me sentir mulher, poderosa e até mesmo sexy. Seus elogios, sussurros de desejo me deixavam aquém do céu. Eu não podia estar mais feliz.
Edward estava dormindo, de bruços na cama, quando levantei nessa manhã de quarta-feira e fui preparar o café. Ele se recusou a levantar.
- Amor, eu vou comer os cupcakes com gotas de chocolates sozinha. E acredite, depois da noite de ontem, fome é que NÃO me falta.
- Credo. – resmungou abafado pelo travesseiro. – Sua gulosa. Eu nem fiz nada demais com você.
- Aham... – murmurei com a boca cheia. Peguei outro bolinho e voltei para o quarto. Comecei a passear pelo seu nariz e finalmente ele abriu os olhos. – Vem, Edward.
- Bella, são oito horas da manhã, você não dormiu?
- Não. Assim que você apagou, eu fui para a cozinha.
- Me lembre de nunca mais te dar energético. Estou falando sério.
Eu ri alto, porque ontem realmente ele bebeu um pouco misturado com whisky e eu bebi uma lata inteira, pura. Ele foi dormir por volta das seis horas da manhã e eu não conseguia pregar os olhos. Comi um monte de bolinho, tomei banho, fiz uma mini escova no cabelo, fiz barulhos propositais, cantei musica, deitei no sofá para ver um filme e acabei conseguindo dormir lá pelas onze horas da manhã. Acordei levemente com Edward me carregando para cama e depois cobrindo nós dois para voltar a dormir ou, começar a dormir.
- Acorda! – Edward me sacodiu – Acordaaaaaaaa!
- Não!
- Nós vamos sair hoje! Acorda!
- Sair pra onde? Daqui até a varanda?
- Não. Vamos aproveitar um pouquinho da noite na cidade. Jantar em um restaurante legal e depois irmos a uma boate.
- Sério?
- Sério.
- Prefiro ficar na cama agora. – rebati mal humorada, mas ele começou a fazer as malditas cosquinhas. – Ok. Eu já estou levantando.
Arrumei uma pequena bolsa, tomando cuidado para Edward não chegar perto da minha mala a qualquer momento. Separei uma roupa para cada momento, porque nós só retornaríamos amanha de manhã e quase não quis me emburrar com isso. A casa nem era minha, mas tinha me apegado a cada pedacinho dela ali, embora comer fora e conhecer o Rio era algo bom. Afinal de contas, quem vem para o Rio de Janeiro e fica dentro de casa?
Bella, claro.
A lancha já estava nos esperando quando finalmente consegui aprontar todas as minhas coisas. Edward ficou o tempo todo de um lado para a outro, reclamando como um velho que eu estava fazendo de proposito. Estava mesmo. Era só para irrita-lo e não necessariamente nos atrasar.
Nós fomos direto para um hotel e para minha infelicidade, tinha paparazzi por todo canto. Edward ficou meio puto, mas não falou nada. Eles eram muito mais indiscretos aqui. Do tipo de pular na frente e pedir para sorrir. Demetri funcionou como um verdadeiro armário. Eu quase pensei que a noite fosse ficar ruim por conta disso, mas quando saímos pelos fundos na hora do jantar, não tinha ninguém nos seguindo.
Escolhi um vestido bege de corte simples e um sapato preto bem alto, mas o interior dele era confortável o suficiente para aguentar a noite sem sofrer.
- Isso é uma churrascaria? – perguntei animada. Senti-me a beira de ser Alice. – Imagino o estrago que Emmett faria aqui.
- Ele definitivamente sairia obeso. – riu me ajudando a sair do carro.
- Hum... Eu vou precisar malhar depois. Do jeito que estou comendo aqui.
- Não está fazendo tanto efeito. Você simplesmente tem queimado calorias. Por isso da fome extra. – piscou
- Existe algum assunto que você não leve no duplo sentido?
- Que isso, amor... Estou chocado com o que pensa de mim. – colocou a mão no coração magoado.
- Vamos lá, eu preciso comer. – mudei o assunto.
- Oh, eu também. Preciso comer e muito. – concordou e o modo que ele apertou minha bunda me fez ter a certeza que ele não estava se referindo a nada do cardápio do restaurante.
– Eu acho que eu quero provar uma caipirinha.
- Ok. Eu já vi você elétrica, vamos ver bêbada. – sorriu torto e dei com o cardápio nele. – Sério, essa noite você estava demais. Até dançar Britney Spears na beira da piscina eu tive o privilegio de ver.
- Eu tinha que gastar energias. – murmurei envergonhada
- Ah sim... Cabelos bagunçados, com cara de pós-foda e nua. – gargalhou alto – Foi muito engraçado.
Matura como sou, apenas dei língua e escondi meu rosto quente de vergonha no cardápio, fingindo ler, mas não entendia nada que estava escrito e Edward já tinha pedido, de qualquer modo.
- Foi um interessante showzinho particular. – Edward piscou quando o garçom entregou a caipirinha pra mim e falou algo, com um sorriso bonito no rosto. Ele disse algo Muito Bela. Como ele sabe meu nome? – Esse idiota acabou de te chamar de muito bonita.
- Meu nome significa bonita aqui?
- É... – resmungou enfezado com o atrevimento do garçom. No meu ponto de vista, ele não fez nada demais. Eu não compreendi mesmo.
- Isso é bom. Já provou? – mudei o rumo da conversa, sorrindo cinicamente enquanto subia e descia meu pé pela sua perna, por debaixo da mesa.
- Oh, não, mas eu vou provar com toda certeza. – comentou e quase engasguei com o álcool na minha garganta. – Tudo bem, amor?
- Ótimo. Está maravilhosa, claro. – sorri amarelo e voltei para minha bebida gelada e meio doce. Gostei muito. Percebi que o garçom não era o mesmo e olhando para o bar Demetri tinha um sorriso afetado no rosto. – Isso é bom? – apontei para uma banana caramelada.
- Não sei. Banana é bom. É doce. – deu ombros me dando uma garfada.
- É gostoso. Mas com gosto de Vodka junto não ficou muito agradável.
Nós começamos a comer várias coisas diferentes. Era tudo muito gostoso, mas esses momentos com Edward era melhor ainda. Diferente. Como foi no Caribe, apesar de passar a maior parte do tempo com nossa família, ficamos bastante juntos. Hoje era diferente, nosso relacionamento tinha amadurecido um pouco e agora ele era... Meu marido.
Nós saímos do restaurante a pé para uma festa de rua bem ali perto. Tinham mesinhas, gente dançando, comendo, rindo, bebendo e Edward me rebocando com um monte de seguranças ao nosso redor. Comecei a fingir que ia sambar, mas ele também acabou me inibindo, porque até tendo dois pés esquerdos no gingado brasileiro, conseguia ser sexy e charmoso. Vida injusta.
Nós ficamos observando e rindo horrores lá, foi muito engraçado. Principalmente as mulheres que olhavam para meu marido de forma cobiçosa.
- Estou amando cada segundinho com você aqui... – sussurrei
- Eu sei meu amor. Você me ama. – sorriu torto
- Estupido. Estragou meu romantismo.
- Depois de ver você dançando “Ops! I Did Again” ontem, eu realmente não consigo me controlar mais.
- Há, vou te privar das minhas dancinhas particulares agora, ok. Não precisa se preocupar.
- Agora que eu pretendo te levar para boate, você realmente vai me negar isso? Separei uma playlist com músicas da Britney para você dominar a pista...
- Sério? Você tem quantos anos? 12? – bati o pé irritada. – Crianção. – dei um soco no seu peito e segui em direção ao carro que Demetri estava com as portas abertas nos esperando.
- Ah... Bella, amor...
- Cala boca. – rosnei realmente irritada.
Em silêncio e completamente imatura, fiquei olhando a paisagem ao nosso redor até chegarmos a uma boate consideravelmente pequena, não tão longe de uma praia bonita. Nós entramos por uma porta especial e ganhamos umas pulseiras que conclui ser VIP. Inicialmente fiquei inibida de dançar, com medo de alguém além de Edward registrasse minha dancinha desajeitada.
Bebi mais algumas bebidas diferentes, exóticas e Edward até então, me beijava, fazia carinhos, mas não falava nada. Culpada, sentei no seu colo e comecei a beijá-lo de forma que só fazia em casa. Ele era irritante quando cismava com algo, mas não pior que eu quando queria zuá-lo.
- Desculpe pela minha explosão. – sussurrei na sua boca.
- Tudo bem, amor. Eu realmente tive me controlando para não rir de você. Fica tão linda emburradinha...
- Porra! Você é insuportável! – gritei sobre a musica distribuindo tapas no seu peito. Ele tentava me segurar, mas ria muito. – Imbecil.
- Parei, eu juro. – beijou meu queixo e depois distribuiu beijos longos e delicados pelo meu rosto, me deixando meio mole no seu colo. – Agora vem, meu amor, vem dançar comigo.
Nós ficamos a noite inteira na boate. Foi a primeira vez que Edward e eu saímos para dançar juntos, feito pessoas da nossa idade, que tinham acabado de casar. Muitos beijos, bebidas, passadas de mãos indiscretas dele e risadas. Eu estava bêbada. Primeiro que minha cabeça rodava demais e ria como uma hiena de qualquer coisa. Não descaradamente, mas pelo menos na minha mente. Edward estava mais firme que eu, por isso quando chegamos ao hotel, as cinco e meia da manhã eu não aguentava mais de excitação.
Assim que a porta do quarto se fechou, nós estávamos fazendo ginásticas e malabarismo para arrancar a roupa do outro. Caímos na cama rindo, meio bêbados e tenho certeza que o hotel inteiro ouviu meus gritos e a cama batendo contra parede. Edward estava bagunçado, suado, com o rosto vermelho e boca inchada.
Eu dormi rindo dele. Parei de rir mentalmente quando as onze horas da manhã acordei com duas escolas de samba brincando dentro da minha cabeça e o deserto do Saara na minha língua.
- Ai... – gemi e Edward abriu os olhos assustado. – Que maldita dor de cabeça é essa?
- De alguém que não bebeu antes na vida e agora está de ressaca.
- Shiu... Silêncio. – sussurrei indo até o banheiro para tirar aquele gosto horrível da minha boca. Assim que acendi a luz e me olhei no espelho, dei um grito alto e agudo. Meu cabelo estava embolado e no alto. Meus lábios estavam inchados e doloridos. Meu rosto meio amassado, mas foram os enormes hematomas nos seios, pescoço, quadril e parte interna da coxa que me assustou. – O que aconteceu comigo?
- O que... Ai meu Deus. – sussurrou e pela expressão do seu rosto, eu estava mais feia que pensava – Amor, eu...
- Que foi? – dei os ombros – Vou tentar tirar esse emanharado do cabelo. Quer vir comigo? – perguntei distraída e quando fitei seus olhos de novo, eles estavam tristes. – O que foi?
- Eu te machuquei, amor, desculpa. – sussurrou me beijando docemente.
- Não me lembro de ter reclamado em nenhum momento ontem. – escovei meus lábios nos seus. – Minha cabeça está doendo, mas é pela bebida.
- Tem certeza, amor?
- Absoluta. Agora vem tomar banho comigo e depois vamos pedir o café. – puxei-o para o box comigo. Ele ainda estava me fitando sem jeito. – Edward, é sério. Eu tenho algumas pomadas e depois você me ajuda a passar, certo?
- Certo. – falou meio arrastado, mas não tocou em mim em momento nenhum no banho. Quando sentei na cama para passar a pomada, comecei a ficar realmente preocupada. Edward pediu o café da manha e ligou a tevê; — Amor, você está bem?
- Sim, sim. – respondeu distraído.
Bufei frustrada e continuei meu ritual, com ele mudo na pequena saleta do quarto. Não me preocupei em colocar uma roupa quando marchei em sua direção, desligando a tevê e sentando no seu colo, obrigando-o a olhar pra mim.
- Qual o maldito problema? Eu já disse que você não me machucou, que saco! – bati no seu ombro.
- Eu sei amor, mas você não merece esse tipo de tratamento, eu perdi o controle, fui completamente bruto.
- E se eu disser que gosto? Que de vez em sempre não é nada ruim você ser rude e perder o controle. Eu sei que estávamos meio bêbados, mas eu lembro perfeitamente de cada segundo e de como senti prazer com você. Só com você. Eu sou clara demais e caso não tenha percebido, suas costas estão cheia de arranhões e o ombro quase em carne viva.
- Você gosta, é? – sorriu torto
- Sim, meu amor e tenha certeza que o dia que eu não gostar de algo, eu vou contar a você, ok?
- Eu te amo, minha vida. – fechou os braços atrás de mim e me apertou, tomando meus lábios com delicadeza. A campainha tocou. Oba! Café da manhã de hotel!
.~.
Nós passamos o fim daquela semana na praia, pegando muito sol, comendo besteira, namorando e rindo muito. Mal podia entender que já estávamos há uma semana ali, e que mais oito dias iriamos embora. Eu não queria pensar nisso. Edward acordou hoje sem vontade de ficar na praia, o sol estava forte e minha pele ardia demais para ficar do lado de fora, o interessante que aquela cor de tomate eu não tinha mais.
- Amor, vem. – Edward chamou-me no fim da tarde. Ele tinha me abandonado para ir a cozinha, mas não fui atrás dele. Continuei na minha, deitadinha vendo o sol enfraquecer pela porta de vidro.
Edward tinha preparado um piquenique tardio na varanda, com direitos a sanduiches variados e muitas frutas. Depois de comermos em um silencio confortável, deitei em sua barriga, enquanto sentia seus afagos na minha cabeça. Estava me sentindo a beira do sono novamente. Essa história de brincar de nadadora profissional cansa.
- Bella, eu queria conversar algo com você...
- Diga, meu bem.
- Existe uma sala, bem ao lado da minha, que está esperando a minha esposa para ser ocupada. – falou tranquilo, mas podia sentir a hesitação em sua voz. – Você pode pensar sobre o assunto, eu sei que existe a faculdade e tudo mais... Só que você fez o curso e talvez fosse bom conhecer um pouco sobre a empresa...
- Respira, Edward.
- Eu sei que eu fico te enchendo o saco sobre termos um filho agora, mas eu quero você saiba que sei que não estamos no seu tempo e você precisa saber um pouco mais sobre tudo. Sou meio obsessivo às vezes, mas por favor, não quero te pressionar a nada...
Dessa vez eu tive que beijá-lo para calar a sua boca.
- Sim amor, eu aceito ir trabalhar com você. E sim, eu sei que você não vai parar de me encher com isso, mas entende que eu te amo e que um dia iremos ter nosso bebê.
- Entende mesmo? – sorriu – Vai mesmo?
- Sim... Senhor Cullen. – ronronei no seu ouvido. – Você tem algumas fantasias relacionadas à saia lápis e escritórios bonitos? Porque eu acabei de ter algumas... – sussurrei no seu ouvido, lambendo a parte de baixo da sua orelha sem cerimonia.
- Você está contratada e começa a trabalhar na segunda. – gemeu me puxando pela parte de trás do joelho para encaixar no seu colo. Meu adolescente já estava duro feito uma rocha. Eu nem fiz nada.
- Oh... Mal posso esperar para conhecer a fundo a mesa do meu chefe.
- Eu realmente quero descobrir muitos lugares a fundo... – sussurrou puxando meu vestido pela cabeça. Seu grunhido de satisfação quando me viu completamente nua, montada nele me fez desfalecer.
- Você pode começar agora. Até lá vai saber o caminho de cor. – pisquei e ele riu, não por muito tempo porque ao mesmo tempo em que me inclinei para beijá-lo, ergui meu corpo para sua calça de praia desaparecer do meu caminho feliz.
.~.
Mais alguns dias se passaram quando tomei um susto enorme, quebrando o copo de cristal que eu segurava. Estava humildemente tentando fazer um café na cama para meu marido. Isso só ia acontecer na lua-de-mel, de qualquer modo. Ele não poderia ficar mal acostumado.
- Senhor, uma chuva forte se aproxima da baia, o sinal irá ficar fora por alguns momentos. – a voz de Demetri soou na cozinha, me dando um susto enorme. Edward estava dormindo e só depois do copo quebrando e meu grito, que ele levantou assustado.
- Demetri. Merda, tomei um susto. – apontei para o rádio branco e de cueca, ele seguiu para varanda, falado ao rádio bem sério. Terminei de limpar minha bagunça e fiquei feliz em não ter me cortado. – O que era?
- Vai chover. Ficaremos sem sinal de rádio e depois volta. Só isso. – abraçou-me e seu corpo estava gelado de ter ido do lado de fora. – Acho que devemos fechar a casa ou tudo vai ficar molhado.
Passamos a fechar todas as janelas e portas de vidro, voltamos para cozinha para preparar o café da manhã, acabamos comendo apenas algumas frutas e sucos. Encontrei alguns vinhos e selecionei alguns apenas para beber mais tarde. A chuva já estava caindo a essa hora e procurando por Edward, ouvi a água do chuveiro ser aberta, mas nem me animei de me juntar a ele.
Fiquei feliz ao encontrar uma panela de trufa e duas caixas de morango. Em algum lugar na despensa tinha chocolates em barra para derreter. Preparei tudo em pouco tempo com Edward me ajudando. Deitamos no Futon e observamos a chuva cair.
- Um morango pelos seus pensamentos. – provoquei com ele quieto demais.
- Eu estava pensando no quanto sou feliz agora. Que nunca imaginei que seria um dia, tão feliz como sou. – respondeu-me com aquele olhar intenso, que se não tivesse chocolate nos seus lábios, poderia levar mais a sério. – Eu te amo.
- Eu também chocoboy. – brinquei lambendo seus lábios.
- Engraçada... – revirou os olhos mergulhando sua colher dentro da panela enquanto a outra mão abria os botões da minha blusa. – Você já provou as coisas na sua pele? Tudo em você fica com um gosto maravilhoso.
- Uhn... – gemi ajudando-o a tirar toda minha roupa.
Edward jogou chocolate por toda extensão do meu corpo, provocando arrepios com o líquido quente e sua língua apenas tocando, levemente, sem ao menos realmente me chupar como queria que fizesse. Com um morango, rodeou o bico do meu peito, lambuzou no chocolate que tinha espalhado na minha barriga, passou pelos meus lábios e comeu.
Após mastigar lentamente, limpou todo chocolate do meu corpo com a língua, mas ao invés de subir, ele foi descendo pelo meu ventre e gemi alto por antecipação. Minha mão automaticamente voou para sua cabeça, conforme me contorcia, ofegante e molhada. Dedos e línguas. Esse homem era um mestre. Eu gozei muito forte contra sua boca e o riso arrogante me trouxe a realidade.
- Eu encontrei algo interessante na sua mala... – sorriu maliciosamente e senti meu rosto pegar fogo – Lembre-me de comprar um bom presente a Rosalie.
Edward tirou do bolso um revolvimento francês e eu quase fiquei sem ar.
- Eu imagino que você não sabe o que é isso, certo? – perguntou tirando sua roupa. Eu estava congelada no lugar. Assenti lentamente. – Então, você vai descobrir como é bom.
- Edward...
- Apenas relaxe, baby...
Eu não sabia se podia ir ao céu e voltar. Nada se comparava aquilo. No inicio começou diferente do que imaginava, era uma sensação de cócegas que me deixava completamente insana e sem travas na língua. Conforme Edward investia em mim, apertava o forro frouxo do futton com força, ou simplesmente agarrava seus cabelos. Ele ia ficar com uma tremenda dor de cabeça depois, mas eu realmente não estava me aguentando. Era bom demais para ser verdade.
- Uol... – ofeguei quando ele desabou em cima de mim.
- Ainda temos uma caixa completa. – riu beijando meu ombro.
- Eu amo descobrir mais sobre essas coisas com você... Eu me sinto meio boba, mas ainda assim, eu gosto.
- Como assim, amor? – Edward rolou de lado, me puxando para seus braços.
- Bom, eu não sou muito experiente em alguns aspectos... Ou nenhum?! – ri beijando seu peito.
- Eu não acho você inexperiente e só para limpar essa cabecinha, mulher experiente no mundo é capaz de chegar essa sua “inexperiência” na cama. – beijou-me no templo – Você é sexy naturalmente. Seu sorriso muda do tímido ao felino, sensual. O modo como você joga os cabelos, o olhar de desejo fica bem penetrante e seu corpo inteiro é perfeito. – mudou-me para olhar dentro dos meus olhos – Quando eu digo que amo acordar com você montada em cima de mim, não é brincadeira. É lindo ser o único a ver seu corpo completo. A linha suave do seu quadril até a cintura fina, com a barriga lisa, diretamente para meu lugar preferido. – piscou colocando a mão em concha no meu centro – Apesar de também amar muito seus seios. – abaixou o rosto para morder lentamente o bico do meu seio — Eles são do tamanho perfeito para caber na minha boca, são lindos demais. Você é toda linda, desde o dedão do pé que você diz ser torto aos cabelos que todo dia de manhã você reclama ser liso demais. Eu te amo por inteiro, minha vida.
- Eu estou seriamente na duvida se eu choro ou pulo em cima de você. – sussurrei sentindo as lágrimas querendo sair, embora a excitação estivesse falando mais alto.
- Eu voto em pular em cima de mim. – sorriu e acabei pulando em cima dele, ficando na posição que ele tanto adorava. Suas mãos subiram e desceram pelo meu corpo, em verdadeira adoração.
- Eu te amo, meu marido. Para sempre.
.~.
- Bella, amor, onde você está? – Edward gritou da sala, sabendo que estava na cozinha tentando achar algo para comer. Quer dizer, tinha muita coisa e depois da chuva, acabei com a minha criatividade. Tudo Edward levava no duplo sentido. Hoje, especialmente, ele tirou o dia para me chamar. A cada cinco segundos, ele me gritava sobre algo.
- Que foi, Edward?
- Quero assistir tevê...
- E daí? É só ligar e assistir. – debochei cavando mais afundo a geladeira.
- Se você vir comigo, eu prometo que não vai se arrepender e ainda por cima, vai querer deixar o almoço para depois.
Minha respiração engatou... Lá vem, pensei. Caminhei despreocupada até a sala, onde ele sentado no sofá, bateu entre suas pernas para que eu sentasse ali.
- Vem amor, vamos assistir um filme, mas eu preciso que você tire sua calcinha e experimente como é divertido assistir tevê com seu marido.
Edward sorriu torto, do seu modo demoníaco, segurando o vibrador ovo na mão e o controle remoto na outra. Ele estava querendo me matar, mas ainda assim, me livrei da calcinha de renda branca e pulei para o sofá.
Que essa lua-de-mel nunca acabe...
Love is the answer at least for most of the questions in my heart (…)Yeah we'll look at the stars when we're together. Well it's always better when we're together.
O amor é a resposta ao menos para maioria das perguntas no meu coração (...) Olharemos para as estrelas quando estivermos juntos. É sempre melhor quando estamos juntos
N/A Matei ninguém ainda estou sendo boazinha em aparecer aqui ANTES DO TEMPO. Olha que lindo! Então, o que acharam dessa lua-de-mel? Deixei a desejar? Espero que gostem! Semana que vem tem mais. E detalhe, é um amor tão lindo, tão puro... O que será que vem por aí?
N/B: Jesus que fogo esses dois hehe, também né, uma lua de mel deles não poderia ser diferente. Oba Bella vai trabalhar com o Edward, e isso vai nos render coisinhas na mesa hein hein? Gente esses dois tem q ter um estoque de coisas de sex shop, se eu fosse a Bella já teria, experimentar coisas novas nhom nhom. Enfim, a paz ta tão boa.. que da medo. =P xx LeiliPattz
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