Broken
15 All be there for you
All be there for you — Friends
Victória tinha uma expressão de alívio e um sorriso terno. Mesmo surpresa e confusa com a presença de Emmett ali, a única coisa que pensei que ela sabia que eu a amava. Certo... Esperava continuar amando bem depois dessa conversa.
- Bella, é melhor você se sentar. – Victória pediu. – Edward está vindo com Rosalie. – completou meio temerosa.
Assenti ainda meio muda, vendo minha amiga olhar feio em direção a seu noivo. Edward coçava a cabeça nervoso enquanto olhava para um Emmett desesperado. Seja lá o que fosse que esses três tinham que contar, sabia que o resultado não seria agradável e não ia gostar nenhum pouco.
- Antes de tudo, Rosalie, eu te amo. – Emmett suspirou, mesmo de mãos dadas com ele, Rosalie fechou o tempo.
É, eu tinha razão. As coisas não seriam agradáveis.
- Bom. – clareei a garganta quando Edward sentou do meu lado, fazendo contato visual comigo. Ele parecia calmo. Isso me deu um pouquinho mais de segurança, ao contrário de Emmett. Os olhos de Rosalie espremidos em sua direção eram de arrepiar. Meu nervosismo se atenuou por isso...
Minhas mãos suavam enquanto o quarto permanecia em silencio. Colocando a mão na perna de Edward, fiquei brincando com a textura grossa do seu jeans.
- Então? – continuei e Victória se ajeitou na cadeira. Minha doente necessidade de salvar as pessoas dos seus buracos internos começou a gritar. Merda.
- Eu realmente não gosto de compartilhar esse momento da minha vida, visto que é extremamente vergonhoso pra mim. Embora, no momento, as duas pessoas no qual estão envolvidas hoje precisam que eu faça isso... – começou meio hesitante. Ela olhava para todos os lados, menos pra nós. – Eu vim morar com os Cullen tinha meus 16 anos. A ideia inicial era que terminasse meus estudos e me transferisse para Princeton, mas no segundo ano conheci James e bom, as coisas fugiram do controle. – sussurrou a ultima parte.
- Nós começamos a namorar e todos eram contra. A família dele não é bem vista na sociedade e Edward tinha suas pequenas desavenças com ele. Inicialmente era coisa de meninos, mas, conforme o relacionamento foi avançando, Edward deixou claro que queria que eu terminasse. Eu não enxergava, estava dependente de James. Ele me introduziu ao mundo das drogas, bebidas, festas... Esme sempre foi contra e meus pais ficaram desesperados com minhas atitudes. – suspirou e a barra da sua saia estava interessante no momento.
- Quando me mudei pra cá, meu pai havia me emancipado e quando Emmett tentou me impedir de sair de casa, eu fugi e casei com James. Estávamos no fim do colegial e eu acreditava que era pra sempre. – chorou colocando uma mecha do cabelo pra trás. Emmett ainda mantinha a cabeça baixa, com um olhar longe, completamente perdido em seus pensamentos. Edward estava traçando círculos na minha nuca, mas a mente em outro lugar. Rosalie não desviava o olhar de Victória. As duas eram bem próximas. Como eu era...
- E bom... As coisas mudaram drasticamente. Eu já não tinha minha família. Emmett ficou extremamente desapontado comigo... Edward se afastou conforme eu dizia que não precisava dele. James reinou em minha vida durante muito tempo, mas chegou um momento que não aguentei. Quando engravidei no segundo ano do nosso casamento, James me bateu até perder o bebê. Eu sempre quis ser mãe e fantasiei esses momentos a vida toda. – sussurrou chorando. Rosalie também tinha lágrimas nos olhos e até minha blusa molhar, eu não sabia que também chorava. Meu ventre chegou a se contorcer de dor.
Filhos. Essa possibilidade não existia na minha vida até conhecer Edward. Nós teríamos alguns um dia e só de pensar que no homem que você ama... Matando tudo aquilo que você mais quer... Meu peito doeu.
- Uma médica. Ela era brasileira, bem bonita, me puxou para conversar. Estava tão perdida e sozinha que contei tudo a ela. No fim, ela ligou para Edward, que já estava na faculdade, fora da cidade. Então, ele mandou Emmett...
Rosalie se endireitou na cadeira e o carinho de Edward cessou, o que me deixou extremamente confusa.
- Eles me esconderam em Massachusetts, onde Edward morava fazendo o MIT. Nós ficamos em um apartamento enquanto me recuperava fisicamente dos ferimentos e psicologicamente também... James fez declarações absurdas sobre a minha pessoa e todos me defenderam de modo que jamais mereci o amor e atenção dos meus padrinhos. Eu me sentia no fundo do poço e durante meses, com os meninos sendo bastante atenciosos. Eu acabei me envolvendo emocionalmente com um deles e meses depois, eu engravidei novamente.
Meu coração bateu tão forte no peito que não sabia que se ela dissesse “Eu e Edward”. Victória teria engravidado do meu noivo? Uma das minhas grandes amigas tinha tido um passado bastante intenso com meu futuro marido e até o momento desconhecia isso, então, que diabos iria fazer? Apertei a perna de Edward meio nervosa e Rosalie estalou a cabeça pra cima, muito nervosa.
- Emmett e eu decidimos ter o bebê. Edward estava em Nova Iorque e a notícia de que estava com Emmett escondida, de algum modo chegou aos ouvidos de James, e ele foi provocar Edward, daquele jeito perseguidor dele. Edward não sabia sobre nós, sobre o suposto relacionamento e muito menos sobre o bebê. Toda vez que ele ou meus padrinhos vinham, a gente escondia... – sussurrou com a voz cortada pelas lágrimas.
Eu não quis olhar para Rosalie. Sabia perfeitamente o que estava sentindo. Seu peito devia estar rasgado de dor. Traição. Emmett fitava o chão também com o olhar alterado e doído. Eu estava congelada no lugar. Emmett e Victória? Percebi que iria vomitar.
- Quando James me encontrou, eu fiquei nervosa e acabei passando mal novamente. Eu tinha muito medo dele... A sua presença me causava lembranças dolorosas e perdi o bebê. Foi então que Edward descobriu sobre tudo... Ele e Emmett tinham brigado dias antes pela empresa... Foi tudo tão rápido. De repente, a imprensa estava especulando meu relacionamento com Edward porque vivia em seu apartamento, ele se deixou levar e brigou com James... Depois foi embora e eu estava no hospital. – suspirou – Eu tive tratamento intensivo e eu e Emmett percebemos que aquele envolvimento foi dado diante dos dois estarem sofrendo com tudo aquilo.
Pela primeira vez levantei meu olhar e vi que Emmett fitava sua noiva, mas ela estava quase transtornada, olhando para o chão, sem deixar transparecer ou cair mais nenhuma lágrima. Se eu, me sentia traída por não saber disso antes, imagine ela...
- Nós combinamos em deixar isso no passado. Eu não sinto nada além de fraternal em relação aos meninos. Foi um momento horrível para todos nós e por isso, aconteceu. Eu me deixei levar pela atenção, carinho, amizade que Emmett tinha comigo... – sussurrou – James nunca... Foi bom. – soluçou – Ele me batia quando chapado e me forçava a fazer coisas... Dolorosas demais para uma mulher. Uma adolescente ainda. Eu peço desculpas por tudo isso e não mereço nada que os Cullen fizeram pra mim até hoje...
- Nós nunca mais nos envolvemos fisicamente... – Emmett sussurrou olhando para Rosalie. – E quando Edward foi embora, prometemos segredo.
- James provavelmente persegue Bella porque acha que fui eu quem engravidou Victória naquele tempo. – Edward comentou e caímos em um silencio desconfortável.
Eu não sabia o que dizer. Primeiramente, estava extremamente aliviada de Edward ser coadjuvante nessa história toda. Me coração estava esmigalhado com a história de Victória. Eu não sabia ao certo o que pensar. Ela quase teve um bebê com Emmett... E Gente! Isso sim era complicado. Além de ser triste tudo o que passou e ainda perder um bebê duas vezes na vida. Era dor demais para uma pessoa só. Deitei minha cabeça no ombro de Edward e soltei um suspiro pesado. Foi o único som no ambiente, além de Victória respirando pesado e secando suas lágrimas.
Comecei a secar minha mão suada no jeans de Edward quando Rosalie levantou bruscamente saindo do quarto sem olhar pra trás. Eu não pensei quando sai do quarto e fui atrás dela. Eles já conviviam com isso tinham alguns anos e Rosalie precisava de mim. Ela não tinha ninguém para ajudar digerir toda essa informação. Talvez eu não ajudasse tanto porque também não conseguia engolir, mas pelo menos seria um ombro amigo. Emmett apareceu no corredor e Rosalie fez um sinal negativo com a cabeça de que não queria conversar.
- Vocês precisam de alguma coisa? – perguntou uma mulher morena, baixa com um sotaque estranho.
- Um lugar reservado no bar. – Rosalie pediu e rapidamente nos conduziu ao um sofá no canto mais escuro.
- Obrigada. – murmurei me aconchegando ao lado de Rose. Virei e fiquei muda fitando o rosto vermelho, levemente inchado da minha amiga e até então, cunhada.
- Duas taças de tinto suave, por favor. – pediu ainda com a voz meio fanha. Nós caímos em silencio novamente e depois da terceira taça e eu ficando desesperada, ela suspirou. – Ela engravidou duas vezes e perdeu... – disse em um sussurro. – Ela engravidou de Emmett...
- Rosalie, mas isso está no passado.
- Será mesmo? – retrucou e calei-me. Ela tinha razão. O fato de esconder era motivo o suficiente para deixar dúvidas. – Sabe, eu não me importaria se, sei lá, soubesse disso antes. É estranho você ter engravidado sua assistente. Bom, se eu tivesse engravidado e perdido, teria contado isso a Emmett.
- Tem razão... – murmurei meio atônita.
- Em compensação. Ela está certa. – suspirou dando mais um gole. – Digo... Se tivesse um passado tão triste e vergonhoso, não iria querer que a atual noiva de um possível pai soubesse...
- Ainda assim, isso não anula o sentimento de traição. – completei e deitamos nossas cabeças juntas. – O que você vai fazer?
- Não sei. Sinto tanto ciúmes... – sussurrou e ela estava prestes a chorar novamente. Entrelacei nossas mãos bem forte. – Eu gosto muito dela e sempre senti um pouco de pena por ser tão fechada, sabe... Só que Emmett é o homem que eu amo e pensar que os dois hoje podiam partilhar um filho.
- Eu pensei que nunca fosse dizer isso, mas... Ainda bem que não, certo? Você vai terminar com Emm?
- Eu sinto mágoa dele agora, Bells. Não queria que ele tivesse me escondido isso...
- Eles tiveram seus motivos...
- Eu entendo eles. Mesmo assim, não consigo processar tudo. – resmungou virando a taça inteira. – Victória é minha amiga também e esse tempo todo. Tem cinco meses que eu moro oficialmente aqui.
- Não era pra ser. A hora foi agora.
- E se James não estivesse te perseguindo? – perguntou nervosa – Será que eles iriam nos contar?
- Rose, se James não estivesse me perseguindo, não haveria motivos, nós nunca desconfiaríamos. Eu acho que é melhor a gente deixar passar...
- A nuvem iridescente. – Rosalie sussurrou e eu ri. – Você tem razão. Eu sou uma mulher muito bonita e Emmett me ama. Demorei tempo demais para deixa-lo escapar assim.
- Eu acho que se ele quisesse ou amasse Victória como te ama, ele estaria com ela e não teria esperado 1 ano por você. – comentei e ela sorriu olhando para sua aliança.
- Todo dia de noite, quando deito do lado de Emmett, eu penso naquela sua ligação. Uma baixinha abusada me dizendo o quanto eu era teimosa. – sorriu brincando com sua aliança.
- Eu só tenho essa mania de ajudar... Eu tive tanto medo. Rosalie, eu não tenho essa autoestima. Se Edward tivesse tido algo com alguém linda como Victória, eu não sei o que faria.
- Você claramente não se enxerga. – sorriu – Eu vou filmar Edward olhando para você. – brincou e vimos Victória se aproximar, completamente insegura. – Primeira lição cunhada. Por mais que eu ame Victória, ela está em território inimigo por tempo indeterminado... Só que, ela não precisa saber disso. A ligação deles é muito intensa, por isso, junte-se a ao inimigo e sonde o terreno.
Antes que pudesse responder, Victória chegou e Rosalie bateu no seu lugar no sofá. Eu fiquei bege conforme as duas conversavam e choravam juntas. Percebendo que não seria hoje meu dia de conversar a sós com ela, resolvi sair de fininho e deixar que Rosalie sondasse seu terreno. Secretamente admiti pra mim mesma que faria a mesma coisa. Vi Alice e Jasper se divertirem no cassino por um tempo e sorri. Aquelas crianças ainda não tinham problemas...
Do alto eu vi Emmett sozinho na varanda externa. Fui até o bar e fiz um pedido que fez o atendente me olhar estranho, mas o fato de ser namorada de Edward ajudava as pessoas fazerem o que eu bem queria sem reclamar. Segui em direção a varandinha e beijei as costas de Emmett, o apertando forte.
- Sabe, você me deixou pelo meu irmão. – brincou
- Eu nunca escondi que ele sempre foi melhor que você. Que meu coração foi dele desde o primeiro momento – retruquei cutucando suas costelas. – Noite longa, ein... – suspirei
- Ela está muito chateada? – perguntou preocupado. – Quando algo não importa mais, eu geralmente não levo a sério. Foi um momento intenso, eu pensei que amava Victória, mas ambos estávamos emocionalmente abalados demais... Você sabe que eu amo Rosalie demais...
- Ei. Calma. – sorri – Eu sei e ela também sabe.
Fomos interrompidos com dois chocolates quentes bem fumegantes e ele sorriu abertamente. Isso era algo bem nosso, em um tempo que eu só o tinha. Emmett não deixava de ser meu grande irmão, melhor amigo acima de tudo. Afinal de contas, por uma ideia louca acabei encontrando com Edward. Seria eternamente grata.
- Claro que isso não impede de uma boa conversa durante a noite. – completei bebendo um pouco do meu chocolate.
- Eu sei que errei em não contar, mas isso estava no passado. Foi estranho saber que seria pai e depois... Não mais. Eu quis muito aquele bebê. – sussurrou meio perdido. – É algo que nenhum de nós vai superar assim.
- E quando Rosalie engravidar... Você acha que Victória vai ficar bem? Porque... Você era o pai do bebe dela. E hoje tem uma vida sendo construída com outra mulher...
- Ela já superou isso. – deu os ombros. Emmett não me enganava. Ele também não tinha certeza quanto sua afirmação.
Rosalie tinha razão. Junte ao seu inimigo.
Emmett ficou contando com mais detalhes aquele tempo e me senti tão egoísta por Edward estar basicamente fora. Seus sentimentos sempre foram fraternais e ele tinha outra namorada na época. Menos mal. Eu não teria estrutura para tudo isso... Sabe, ela é minha amiga e ele meu noivo e pensar que os dois partilharam de momentos íntimos me doía na alma. Não, isso seria insuportável. Imagina? Se os dois um dia viajam juntos e acontece novamente?
- Durante os últimos anos... Houve alguma recaída, Emm? – perguntei tentando soar despreocupada, mas falhei miseravelmente com o tremor da minha voz.
- Com as drogas? – perguntou confuso. Segundos depois ele entendeu o real sentido da minha pergunta – Oh... Não.
- Certo. – falei lentamente. – Eu acho que vou dormir. Minha cabeça parece que vai explodir com tudo.
- Elas vão ficar bem? – perguntou-me apontando com o dedão para as duas que conversavam ainda com taças de vinho. Quis ser uma mosquinha pra saber o que Rosalie estava aprontando. Ela, definitivamente, sabia como agir muito mais rápido que eu.
- Oh. Com certeza vão. Tão bem que se eu fosse você, tomava cuidado de Rosalie não te trocar por Victória. – respondi deixando-o atônito sozinho na varanda.
Acabei percebendo que não sabia se Esme, Carlisle ou Alice sabiam dos detalhes dessa novela toda e fiz uma anotação mental de perguntar a Edward depois que me desculpasse com ele. Eu fiquei desconfiada e nervosa com minhas conjecturas que acabamos brigando mais do que necessário. E cá entre nós, eu gostava de provoca-lo quando nós dois acabaríamos rindo e deitados juntos no final. Essa história toda era séria demais e bem ou mal, confiança em um relacionamento é muito sério.
Fiquei surpresa a encontrar Edward dormindo, de bruços, agarrado com meu travesseiro. A gente raramente dormia antes um do outro, mas tinha dias que o cansaço vencia. Ele devia estar muito exausto física e emocionalmente, por isso desliguei a tevê e fui tomar banho, o que foi a salvação da noite. Não sabia que estava tão cansada até o momento que relaxei. Parecia que havia malhado. Quando retornei apenas enrolada no roupão, Edward estava acordado. Ele era mais malditamente lindo com sono. Rosto amassado, olhos mais claros, sorriso preguiçoso e os cabelos impossíveis.
Sorri que nem uma boba e ele bateu no espaço vazio ao seu lado completamente desolado. Ele era um ótimo ator. Sem pensar duas vezes, me arrastei até seu lado, com cabelos molhados e roupão. Seu corpo estava tão quentinho, altamente convidativo para enroscar as pernas e mergulhar o nariz no pescoço.
- Eu acho que cochilei. – ele sorriu passando a pontinha do nariz pela minha bochecha. Me arrepiei por completo. Nossos olhos se encontraram e eu me perdi na sua imensidão verde por um tempo. Mergulhei meus dedos em seus cabelos sempre tão macios. – Como foi lá?
- Desculpe... – sussurrei e ele franziu o cenho confuso. – Eu desconfiei de você.
- Eu entendo amor... E não é como se você não tivesse me confrontado antes. Eu só precisei de um tempo a convencer os dois...
- Mesmo assim... Eu fiquei insegura. – respondi baixo.
- Eu obviamente tive outras mulheres no passado... Só que foi você que escolhi pra ser minha. Eu te amo, meu amor.
- Eu também te amo. – sorri e ele enterrou sua mão dentro do meu roupão, espalmando meu seio esquerdo. – Mmmmmmmmmm.
- Tão bom. – sussurrou – Eu amo o cheiro do seu xampu... – beijou meu cabelo.
Nós fechamos aquela noite fazendo amor. Algo terno, romântico e quente. Esse homem podia me enlouquecer de muitas formas. Ele era simplesmente tudo que me completava e tinha a receita de me fazer bem quando minha mente estava um caco emocional.
...
- Você não deveria estar lendo isso. Não importa, foi um sucesso... – Edward tentou tirar o jornal de mim pela terceira vez no café da manhã. Nós estávamos prontos para descer para a primeira reunião, mas ele disse que era importante comermos antes. Seria cansativo. – Amor...
- Você já leu? Não leu? – perguntei arrancando o jornal dele. Quase rasgando. – Edwaaaaaaard! Eu posso conseguir outro, você tem noção disso? Estou nervosa!
- Por sua conta e risco. – murmurou me entregando a folha do jornal completamente amassada.
“Isabella Swan provou ser uma menina do povo que sabe cuidar de um grande evento. Sendo noiva do magnata mais novo da América, promoveu um baile beneficente relacionada a ONG para crianças com câncer. Mesmo tendo bastante convidados em uma época agitada em Nova Iorque, nós reparamos em boas escolhas para uma iniciante. Apesar de que, poderia ter sido melhor. O buffet atrasou no jantar e percebemos a distancia da noiva do rapaz de sua família. Isabella Swan e Edward Cullen estão juntos desde o fim de 2010 e são sempre motivos de fofocas pela grande diferença entre suas vidas financeiras. Até hoje, nenhum membro da família Cullen se pronunciou sobre o noivado e pelo tempo, as notícias de gravidez foram desfeitas.
Recentemente, a família toda foi vista em um hotel em Las Vegas, onde estão a negócios. A caçula Alice Cullen e seu inseparável namorado foi vista em outros lugares da cidade se divertindo, enquanto as novas cunhadas Rosalie Hale e Isabella Swan cuidavam de aparentarem pertencer a alta sociedade. Até quando Edward Cullen, criado em berço de ouro irá permanecer com a – até então – adorável plebeia, ninguém sabe. Só estamos adorando vê-la representar a família. Recentemente contas em redes sociais foram abertas em favor da moça. Saberemos mais no próximo evento.”
Expirei exageradamente. Antes de tudo, até que essa vaca, recalcada, que deve ter tentado entrar nas calças de Edward e não conseguiu, soube reconhecer que nunca tinha organizado um evento antes. Embora, quem essa piranha pensa que é pra dizer até quando vai durar? Até quando você tiver rugas, poço de botox. Qual era o nome dela mesmo? Irina Evans? Ninguém te conhece, jornalistazinha de merda.
- Amor?
Percebi que estava apertando o jornal com força e gritando tanto mentalmente que momentaneamente esqueci-me de Edward, me fitando preocupado, mas sem esconder o sorriso divertido dos lábios.
- Vai começar a sair fumaça da sua orelha. Não liga, ela é tendenciosa a dramas. – apertou minha mão soltando o jornal, jogando longe. – Além do mais, ninguém lê essa coluna...
Foi a minha vez de ficar cética. Dei meu olhar feio e ele se encolheu. Era o New York Times. Todo mundo lia aquele jornal todos os dias. Até o mindingo antes de se cobrir! Edward não falou mais nada depois disso, apenas beijou minha mão e voltamos a comer em silencio. Só quando estávamos prestes a sair do quarto, com meia hora de adianto, que fui jogada contra parede e lábios quentes e furiosos me tomaram com força. Arfei.
- O que é exatamente isso? – perguntei quando ele se afastou e sorriu.
- Eu amo a sua voz e odeio quando você me priva de ouvi-la. Eu já disse... Não se importe com o que o jornal diz. Eles precisam vender.
Depois disso eu desatei a falar tudo o que achei da jornalista e Edward teve acessos de risos com meus palavrões e teorias para tanto recalque. Algumas pessoas chegaram a estranhar. Eu não os culpava, afinal, meu noivo sabia ser uma pedra quando bem entendia. E particularmente eu gostava que esse lado extrovertido e calmo fosse só comigo. Edward me fazia ser uma tremenda de uma egoísta! Percebi que as pessoas tiravam fotos nossas rindo e isso me travou um pouco, mas ele me deu a mão e puxou pra perto. E assim, com muito desgosto, o deixei ir para sua primeira reunião e me juntei a Esme e uma renca de mulher desocupada. Ops, socialites.
Rosalie chegou logo depois de óculos e cabelos escovados. Ela estava maquiada e a noite pode ter tido um desfecho bem diferente do que imaginei. Or debaixo da mesa, entrelaçamos nossas mãos e sorrimos cumplices. Ela era a irmã que não tive, isso me dava mais um conforto na vida. Nós conversamos sobre besteiras que era importantes aquelas peruas, mas chegou um momento que eu quis estar lá dentro com os rapazes.
- Então, para quando será o casamento? – perguntou-me uma mulher. Sério. Toda vez que me via, fazia a mesma pergunta. Eu não tinha uma maldita data de casamento. E nem sequer iria pensar nisso agora!
- Não antes de Rosalie. – respondi jogando a bola pra ela e ganhei um pisão no pé. Esme sorriu ao ver nossa briga e interviu brincando que Alice iria casar antes de nós duas. Até que não seria uma má ideia.
- Senhorita Swan. Este drinque foi mandado a você pelo rapaz do bar. – um homem do hotel se aproximou e Demetri estava logo atrás. O rapaz coitado, suava horrores.
Fiquei meio sem ação. Eu não ia aceitar...
- Hm. Agradeça ao rapaz, mas diga que estou bem com a minha bebida. – respondi. Surpreendentemente as mulheres não calavam a boca souberam ficar em silencio nesse momento. Meu rosto parecia pegar fogo, mas Esme sorriu docemente pra mim. Fiz a coisa certa.
- Desculpe o incomodo senhorita. – respondeu totalmente sem graça. Devia ser regra do hotel ou algo assim.
- Demetri, certifique que o rapaz não entre em problemas por isso. – pedi a Tre que assentiu calmamente, seguindo o menino nervoso.
Rosalie conseguiu puxar outra conversa e eu nem sabia quem era o homem que estava me mandando bebidas. Minha mente paranoica jurou ser James, mas ele não estava ali. Graças a Deus. Consegui sobreviver até a hora do almoço, onde iriamos almoçar no hotel mesmo e voltarmos para casa. Era domingo e amanhã eu tinha aulas em horário integral. Eu me sentia cansada só de pensar em todos os cálculos que iria fazer.
- Então, alguém lhe ofereceu bebida? – Edward perguntou calmamente. Ele estava querendo rir.
- Existe algo que Demetri não lhe conte? – sorri beijando sua bochecha. Ele negou com a cabeça tentando soar sério. – Acho que você não me engana mais... – cantarolei e ganhei uma mordida na bochecha. – Isso não foi legal. Vai ficar vermelho.
- Eu tenho certas coisas calculadas. – beijou-me depois na bochecha, bem acima da sua mordida. Quando me dei conta que metade da mesa observava nos dois juntos, abaixei a cabeça e voltei a comer. Minha surpresa maior foi sentir a mão de Edward apertar minha perna e quando olhei pra cima, ganhei outro beijo de leve. – Não se esqueça. Primeiro nós dois e depois o resto...
Nós nos arrumamos para ir embora logo depois. Tivemos que fazer duas rotas alternativas por conta de fotógrafos perseguindo os carros da família. Acabei esquecendo-se de tomar algo para o enjoo e também queria ficar acordada para conversar sobre o evento. Sempre rolava um relatório. Exceto de Alice que era a única que viajava para ser turista e por isso dormiu em dois minutos do voo.
Depois de algumas conversas fáceis, Victória se concentrou no celular, Rosalie ficou olhando para janela e Emmett, bom, parecia triste. Esme perguntou umas vezes, mas ele não estava disposto a falar. Cutuquei Edward porque as vezes ele não se importava com esse tipo de coisa. A personalidade dele era instruída a passar por cima de algumas emoções... E a distancia que ele e o irmão ainda tinham o fazia ignorar certas coisas.
- Você deveria ter... Sei lá... Uma conversa de homem com seu irmão. – sussurrei engolindo o enjoo de estar viajando sóbria. Eu queria poder dormir, mas a náusea não iria deixar.
- Certo... – Edward falou lentamente ainda olhando para Emmett. – Sabe, nós precisamos viajar sozinhos. – comentou e fiquei confusa. – Vou te mostrar que viajar de avião pode ser legal. – sorriu torto. Safado.
- O quê? Nem vem... – retruquei rindo. – Imagina se eu passo mal na hora?
- Será engraçado. – ele riu enquanto acariciava seus cabelos. Seu sorriso foi daqueles bem gostoso que os olhos brilham junto. – Embora, eu ache difícil isso acontecer. Sua concentração estará em outra coisa.
- Amor, nós não estamos falando mais disso. Tá ficando estranho. – torci o nariz e ele riu mais ainda chamando atenção de todos. Esme e Carlisle sorriram ao ver o filho tão leve.
- Tudo bem. – Edward entrelaçou nossas mãos e por consequência, acabei me aconchegando mais a seu corpo.
- O que você quer fazer no seu aniversário? – perguntei depois de um tempo.
- Sei lá... Tem muito tempo que não comemoro isso... – deu os ombros meio pensativo.
- Eu tenho permissão de preparar algo? – perguntei beijando seu pescoço e acariciando sua barriga por dentro da blusa.
- Se você continuar fazendo isso, vai ter permissão para muitas coisas. – sussurrou meio choramingando e propositalmente fui descendo minha mão até chegar perto do cós da sua calça. – Amor...
- Então, nós vamos fazer um jantar. Você prepara os pratos especiais da noite e eu o bolo. Porque precisamos de um bolo caseiro. E ah, vamos estreiar a sala de jantar. Nós nunca comemos lá... – comentei divagando e parei quando ele tinha um olhar idiota no rosto. Todo bobo. – Que foi?
- Nada... – sorriu beijando a pontinha do meu nariz.
...
As semanas passaram voando! O aniversário de Edward foi incrível. Ele tentou, sem sucesso, esconder o sorriso bobo quando todos estavam sentados a mesa, cantando parabéns. Emmett e Rosalie estavam melhores um com o outro, mas quando Victória chegou, rezei para o clima não mudar. Não sei se eu era paranoica, mas tudo correu bem. Mesmo que a pedra não estivesse em cima, mas tudo ocorreu. Tão bem que meu namorado foi incapaz de deixar de sorrir.
Mesmo com os dias corridos por conta do curso e nossos ensaios de formatura, eu não podia deixar de suspirar feliz por tudo. Se fosse meses antes, eu nem sabia se estaria viva ainda. Meu gato tinha oficialmente me abandonado, quando Esme foi embora um dia desses, ele miou a noite inteira. Edward ficou doido e devolveu no dia seguinte. Eu amava Max, mas tirar uma noite de sono em época de prova é pedir muito.
Em falar nisso, eu passei no curso e estava oficialmente me formando em contabilidade básica em três dias. Esme cismou de fazer uma pequena festa de formatura em casa. Eu juro que não tive tempo para retê-la. Rosalie tentou fazer isso por mim, mas eu duvido que ela tenha se empenhado. Adora me ver sem graça. Grande amiga.
Jasper também tinha passado, mas achei estranho em não vê-lo na sala de aula logo no último dia de aula. Alice estava sozinha na mesa do almoço e isso sim ficou pior.
- Cadê Jasper? – perguntei
- Ele não estava com você? – perguntou séria. Foi aí que percebi que falei demais.
- Ele não veio hoje... Eu acho. – respondi pensando no quanto minha língua era grande.
- Então, de quem é aquele Hammer com a mesma placa que a dele no estacionamento? — questionou olhando ao redor. – Cadê Maria?
- Também não a vi na aula. – murmurei. Um estalo percorreu minha mente. – Alice... Você não está pensando que Jasper...
- O quê? Ela vive se esfregando nele e os dois já tiveram algo antes de mim. Ele é homem Bella. Uma hora cai. – disse quase chorando.
- Você não deveria desconfiar do seu namorado. – sussurrei tomando sua atenção. – Ele pode estar ocupado.
Nesse exato momento, Jasper resolveu aparecer totalmente pálido, com uma Maria feliz ao seu lado. Os dois sentaram a mesa e eu tive pena da vida deles pelo olhar de Alice. Ela estava quase chorando, mas sendo irmã de Edward, primeiro mata e depois chora. Típico dos Cullen.
- Maria. Cai fora. – Alice rosnou e sorrindo, ela deixou a mesa. Nesse momento eu tive vontade de arrancar aquele aplique feio do cabelo dela. Ninguém abusa da minha Pixie.
- Allie... Nós podemos ir embora mais cedo hoje? – Jasper pediu. Ele estava triste.
- Jazzy, o que houve? – perguntou com a voz trêmula. Alguma coisa estava muito errada.
- A gente conversa em casa. Quero fazer isso antes do diretor ligar para o meu pai. – sorriu tristemente segurando um pacote branco na mão. Alice olhou e sua boca se formou um O bem grande. – Vamos?
- Claro. Claro... – sorriu tristemente pra mim e me sentindo triste também, observei os dois irem.
Confusa e sozinha, voltei para minha ultima aula, onde recebi minhas notas e fui chamada na direção. Isso só me deixou nervosa, como se tivesse 16 anos e fosse levar alguma punição. Na verdade, durante minha vida escolar, frequentei muito a sala do diretor. Sempre que eles queriam me encaminhar para um psicólogo diferente ou me trocar de turma pela vigésima vez no ano.
A secretária simpática me conduziu até onde o diretor tinha vários pacotes brancos a sua mesa. Ele sorriu ao me ver e fez sinal que sentasse a sua frente.
- Bom, antes de tudo, parabéns por ter concluído o curso com êxito. – sorriu ajeitando-se na cadeira. – Embora, sua estadia aqui esses meses chamou atenção da Universidade de Nova Iorque. Eles propuseram uma bolsa integral ao curso de Economia Pública.
- O quê? – perguntei sem absorver a informação.
- Seu desempenho em sala de aula, com notas e relações com os alunos, fez com que a escola mandasse sua inscrição a faculdade. Eles querem você lá.
Faculdade. A noticia caiu como uma bomba na minha cabeça e meus olhos começaram a pinicar de lágrimas emocionadas. Eu não entrei no curso pensando nisso. Já estava extremamente satisfeita em só fazer Contabilidade e conseguir um bom emprego. Tudo bem que todos os outros alunos estavam fazendo isso para somarem notas para faculdade, só que eu estava perto dos 23 anos. O governo não quer investir em alguém que já deveria estar saindo dos anos superiores.
- Tem certeza? – sussurrei
- Tenho. – sorriu – Você não esperava por isso, não é?
- Não. – sussurrei emocionada. – E o que devo fazer?
- Aqui está todas as suas notas, seu histórico e a carta de recomendação. Semana que vem, vá até a faculdade e eles vão te receber. – entregou-me um pacote branco bem pesado, por sinal. – Estou feliz por você querer aceitar. Em dois anos, você pode simplesmente encontrar-se profissionalmente.
- Obrigada... Mesmo. – sorri secando as lágrimas.
- O mérito é todo seu. – sorriu e me levou ate a porta.
Quando vi Demetri do lado de fora, eu pulei tanto e falei tantas coisas ao mesmo tempo em que ele ficou confuso, coitado. Depois de respirar e parar de pula, consegui dizer a novidade. Fiquei surpresa com o abraço apertado e voamos em direção a empresa. Eu tinha que contar isso a Edward. Não cabia em mim a excitação e por isso, um sorriso não saia dos meus lábios. Era muita sorte!
Chegamos ao edifício e Demetri me puxou para um elevador, nunca tinha reparado que o hall de entrada era bem bonito. Todo cheio de mármore. Jéssica sorriu ao me ver chegar e logo destravou as portas de vidro e dei de cara com Carlisle. Quase cai no chão, mas ele me segurou tentando conter o riso.
- Opa. Devagar menina. – sorriu docemente. Comecei a chorar de soluçar. Se não fosse pelas palavras sábias de incentivo dele, eu não tinha chegado até o fim com êxito.
- Faculdade. Eu. – solucei e ele não entendeu nada. Carlisle continuou me segurando enquanto tentava dizer minha novidade. Meu corpo tremia por completo. Era de felicidade. Percebi que chorar de alegria era a melhor coisa do universo.
- Querida, acalme-se. O que houve?
- O que há? – Emmett surgiu do nada, vindo para o meu lado.
- Faculdade...
- O que tem a faculdade? – Victória perguntou confusa parando do meu outro lado.
- Desculpe senhores. A Senhorita Isabella quer dizer que foi convidada para a NYU com bolsa integral. – Demetri respondeu e fiquei aliviada, mas isso só durou segundos. Emmett me espremeu em um abraço de urso meio quebra costelas.
- Respirar! Emmett! – gritei e provavelmente o prédio inteiro ouviu.
- Cara! Isso é demais! Conta tudo! – Emmett continuava me apertando no alto.
- Que bagunça é essa aqui? – Edward perguntou curioso e voei no seu pescoço. Enchendo-o de muitos beijos na frente de todo mundo. – Uol! O que temos aqui...
- Eu passei para a faculdade! – gritei
- O quê? Sério? – gritou de volta. Eu não imaginei que ele fosse ficar tão feliz por isso, mas o beijo quente que me deu conforme ia me puxando para dentro do seu escritório foi fantástico. Eu não me preocupei em deixar o resto pra trás. Era Edward ali, me aquecendo. – Parabéns. Como isso aconteceu?
Repeti a história nos mínimos detalhes e chorei novamente pulando no sofá. Acho que minha adrenalina, meus radicais livres, sei lá, estavam meio chapados de tão eufóricos. Era um sonho que tinha deixado de lado sendo realizado. Edward ficou encostado, só rindo orgulhosamente de mim. Seu olhar era tão intenso, verdadeiro e apaixonado que me senti mais boba ainda.
- Jéssica. Cancele meus compromissos do dia. Estou indo embora pra casa.
Como um legitimo casal apaixonado, ficamos passeando no shopping, rindo, fomos ao cinema e jantamos fora porque eu sabia, se qualquer coisa acontecesse comigo, Edward estaria por mim, assim como esteve hoje. A sensação de compartilhar uma alegria com alguém que você ama era tão intensa e extensa que não sabia definir.
Um aquecer no peito. Um sorriso bobo nos lábios. O coração batendo forte. O amor no ar. Eu não tive coragem de pensar no quanto queria compartilhar esse momento com Renée e Charlie de forma triste. De algum modo, no céu, meus pais estavam me protegendo. Eles me enviaram pessoas que pudessem me amar e me manter inteira. Finalmente estava vivendo do jeito que eles planejaram pra mim. Não tinha como ficar triste.
- Bella...
- O que, amor?
- É Alice ali? – sussurrou apontando para o canto do corredor no nosso apartamento. Uma pequena pessoa encolhida ali no chão. Em menos de dois segundos Edward puxou Alice para o seu colo. – O que foi princesa?
- Jasper... – gaguejou se debulhando em lágrimas. – Acabou. Eu não quero mais.
Notas finais
Beijos
Review-me :)
Fale com o autor