Broken

29 Alive


Alive – Jennifer Lopez

Love, in and out

Of my heart

And though life can be strange

I can't be afraid

Amor, dentro e fora

Do meu coração

E pensei que a vida pode ser estranha

Eu não posso ficar com medo

Cinco meses. Eu queria que o tempo parasse. Eu já podia sentir minhas duas meninas brincando de sambar dentro da minha barriga. Meu peso estava impossível de acompanhar o crescimento delas e por isso tive o aval de comer o quanto quisesse apenas para engordar mais dois quilos. Em poucas palavras, elas estavam me sugando a vida.

Amanhã era Natal. De novo. Pelo amor de Deus, eu mal conseguia anexar que mais um ano se passou. Ano que vem iria ter duas pentelhas engatinhando ao redor da árvore na casa da vovó porque eu sinceramente acreditava que elas puxaram Alice e não sossegavam.

Minha vida tinha mudado bruscamente e parecia que não conseguia acompanhar tudo. Sequestro, morte de Victória, gravidez de risco... Tudo no mesmo ano. E quando ele ia acabar mesmo?

Como essa madrugada. Acordei com fome e estava indo para cozinha devorar a primeira coisa que visse na geladeira. Desci a escada bem lentamente porque o sono podia me enganar em um degrau e se eu caísse, Edward teria um infarto. Ele estava me enchendo o saco. Às vezes me irritava com ele ou eram apenas meus hormônios.

Peguei um pote de sorvete, piquei um monte de frutas e fui para frente da tevê da sala. Eu não sabia se ia comer aquilo tudo, mas sabia que queria comer aquilo tudo. É bem diferente e ao mesmo tempo igual. Minhas filhas ainda sem nomes estavam brigando com a outra, mesmo em porra de placentas diferentes. Dr. Grace disse que meu corpo era pequeno demais para duas e por isso teria a tendência em me sentir desconfortável.

Elas estavam com cerca de 108 mm a 116 mm e pesando cerca de 80g cada uma. Eram espertinhas e trocavam de posição com facilidade. O que mais estava me incomodando eram meus seios doloridos. Edward chegou até fazer uma massagem neles, o que desconfio se foi mais divertido pra mim ou para ele. Eu não podia sentir o cheiro ou o toque do meu marido que ficava louca. E as posições mudaram um pouco e por vezes, isso me levava a loucura mais vezes que podia imaginar.

- Amor? – Edward chamou-me com aquela voz deliciosa e sonolenta do alto da escada. – Bella? Cadê você?

- Na sala. – respondi alto com a boca cheia.

- Comendo, é claro. – riu quando me encontrou – Posso saber por que não me acordou? Eu pegava o que você quisesse.

- Eis a questão – deitei a cabeça no seu ombro. – Eu não sabia exatamente o que queria.

- E por que não acendeu as luzes da escada? – perguntou-me rindo – Você perdeu o sono?

- Não, na verdade. Apenas acordei com fome. – dei os ombros – Está gostoso, quer?

- Não, obrigada. Eu realmente penso que você já conseguiu seus dois quilos.

- Se eu não emagrecer, né Edward. Isso está me consumindo.

- Você vai conseguir manter o peso saudável para elas, amor. Apenas continue comendo.

- Só de pensar que você não queria me deixar comer antes... – suspirei terminando o pote – É, eu comi tudo.

- Quer ficar no quartinho delas até sentir sono novamente? – perguntou-me animado demais para me levar ao seu novo lugar favorito da casa.

O quarto delas era ao lado do nosso e mesmo com cinco meses, eu estava barriguda. Mesmo. Edward estava literalmente fascinado com o tamanho da minha barriga, cada ultrassom em 4D e movimentos que elas faziam. Esse ano o natal seria aqui em casa e quando passei mal na noite da minha formatura, o médico cancelou o trabalho. Esforço e alguma saídas por enquanto...

Eu estava beirando uma gravidez de risco e isso me deixou triste. Eu tinha medo do que pudesse acontecer com minhas filhas e por isso obedeci sem nem brigar. Era tudo por elas. Eu mal estava saindo de casa e tinha muita gente me verificando o tempo todo. Às vezes eu ficava na casa de Esme, apenas na beira da piscina morrendo de ódio por estar entediada ou com ela querendo me empurrar comida ou falar sobre as crianças.

Outras vezes Rosalie ficava comigo e com Joseph. Ele estava grande, fortinho e com jeitinho de homenzinho. Tinha um sorriso galante e estava começando a se equilibrar sozinho ao sentar e buscar brinquedinhos. Ele também era bruto como Emmett. Suas brincadeiras me deixavam com manchas leves no rosto. Era engraçado o modo que ele olhava para minha barriga ou no meu colo sentia as meninas mexerem.

Eu queria ver Ethan também. Eles iriam chegar hoje e não sabia que horas. Ele devia estar grande e com novos aprendizados. Ao telefone ele era bem espertinho com suas palavras erradas misturadas com um sotaque inglês. Uma fofura.

- Edward... – sussurrei no escurinho do quartinho das meninas. – Será que nós vamos ser bons pais?

- Eu não sei. Se eu puder ser metade que meu pai foi comigo, eu serei alguém bom.

- Eu quero dar a elas tudo que não tive. Tanto de amor e carinho quanto de necessidades físicas... Eu quero ser mãe que elas possam contar medos, intimidades e saibam que sempre estarei por elas. É tão ruim não ter nada disso...

- Nós daremos, amor. Não tenha medo. Elas serão as meninas mais amadas do universo. Acredite em mim.

- Não vejo a hora de vê-las...

- E eu. Elas podem ter seus olhos e seu nariz.

- Por que meus olhos? Os seus são lindos!

- Os meus são verdes, apenas. Os seus são como um mar de chocolate. Uma cor única. E eu os amo.

- É muita felicidade. Eu amo cada segundo...

- E eu finalmente estou realizando meu sonho... Você realiza todos meus sonhos. De ser seu homem, seu marido e agora pai das suas filhas.

- Viu como esperar não foi ruim? E eu não demorei, visto que você não parou de pedir.

Eu sorri me aconchegando mais ainda no seu colo, dando um beijo estalado no seu pescoço. Ele é tão cheiroso. Cheirinho de cama e do seu perfume tão gostosinho. Imaginei como seria ter na cama os três. Minhas duas meninas e meu marido.

- Vamos para cama meu bom homem. Eu preciso que você me ame mais uma vez esta noite. – provoquei rebocando-o para nosso quarto.

- Com todo prazer. Todo o tempo.

.~.

Estava sozinha com Ethan e Joseph no jardim de casa enquanto Charlotte e Rosalie nos preparavam bebidas. Estava bem friozinho e parecia que ia nevar a qualquer momento, ainda assim, o dia estava bonito. Joseph parecia uma bola com tanto casaco. Ele mal conseguia se mover e Ethan já andando – e até corria – tinha vários casacos, toca, luva e um protetor de ouvido que toda hora fazia questão de arrancar.

- Ethan, eu não vou entrar o ano com você tirando esse negocio. Volte aqui.

- Não Beah!

- Ethan! Não faça isso e volte aqui. – pedi seria e ele me fitou com cara de choro.

- Beah...

- Não choramingue, Ethan. Vem aqui...

- Beah.

- Ethan, aqui e agora.

Ethan veio, mas abriu a cara a chorar. Eu peguei-o no colo e tentei explicar que estava frio demais para ficar sem proteção ou iriamos entrar. Joseph assistia a cena com uma mão inteira na boca, babando tudo ao redor. Ethan continuava com a pontinha do nariz vermelha, olhos cheios de lágrimas, mas parecia compreender.

- Eu te amo, meu menino. É para seu bem.

Ethan manhoso deitou no meu colo, com a cabeça entre meus seios, com a mãozinha de leve na minha barriga. Minha filha do lado esquerdo chutou exatamente ali, me fazendo rir um pouquinho. Eu precisava dar nome a essas crianças.

- Está muito frio aqui... Vamos entrar. – Charlotte pegou Ethan e Rosalie levou Joseph.

- Já vou. Quero ficar mais um pouquinho. – sorri e elas entraram reclamando que Edward ia brigar com elas.

Meu jardim era meu lugar favorito da casa, mas minhas flores estavam congeladas. Fiz uma nota mental de aprender com Esme sobre como cuidar melhor delas. Edward só deixava o jardineiro fazer isso. Alias ele não me deixava fazer muita coisa ultimamente. Eu só escrevia minha monografia e pensei que tinha mais coisa a fazer...

- Posso saber por que as mocinhas estão aqui fora e no frio? – Carlisle sentou ao meu lado, pegando os brinquedos das crianças. – Meus netos estavam aqui?

- Estavam e suas mães os levaram de mim. Joseph só quer ficar no meu colo porque sente cheiro de leite. E Ethan porque minha barriga parece engraçada.

- E minhas netinhas, vão mexer para o vovô? – perguntou afagando minha barriga e as duas mexeram ao mesmo tempo. – É, mexeram.

- Mexer não é problema nenhum para elas. – respondi deitando-me em seu colo – Eu estou entediada, sogro.

- É porque você ficou muito na correria e agora está parada em casa... Pense que isso é o melhor para as meninas...

- Eu não aguento mais. É chato. Eu só como e durmo o tempo todo. – resmunguei fazendo bico e ele riu, apertando meu nariz de leve. – E eu nem cheguei aos seis meses.

- E falta pouquinho. Vamos entrar antes que você congele. Está com o nariz gelado.

Bufei irritada, mas obedeci porque realmente estava ficando com frio e a neve começou a cair e não sabia se ia prender ao chão ou não. Eu podia ouvir Esme na cozinha conversando com Carmelita e as crianças fazendo barulho, querendo atenção. Alice e Ian estavam colocando presentes ao redor da árvore e comemorando 1 ano de namoro. Foi ontem que essa menina me disse que estava apaixonada.

Eu ia fazer 25 anos e Edward 30. E eu achei que nós não passaríamos de dois meses de namoro.

- E então, posso decorar os biscoitos agora? – perguntei quando entrei na cozinha. Ethan veio correndo para minhas pernas.

- Cadê Emmett? – Rosalie chiou tentando segurar Joseph, que queria ir para qualquer lado, menos para o colo dela – Chega uma hora do dia que simplesmente essa criança não me quer mais!

- Vem com o vovô... Vamos passear e deixar as mulheres dessa família com a barriga no fogão. – Carlisle pegou Joseph que olhou para mãe meio debochada. As crianças estavam aprendendo a serem espertinhas muito cedo.

- Se eu pego esse garoto... – Rosalie franziu os olhos, mas mordia os lábios para não sorrir.

- Querem cobertura de que? Tem morango para os bolinhos de chocolate e chocolate para os bolinhos de baunilha. Ou pode ser ao contrário. – perguntei e Peter veio com um banquinho pra mim. Como ele sabia que já estava sentindo dor nas costas? — O que Edward foi fazer na empresa hoje? – perguntei irritada. – Ele tinha algo realmente importante que precisava sair de casa no natal?

- Ele foi resolver com os advogados a demissão de Tanya Denali. – Charlotte respondeu e Peter a chutou por debaixo da mesa. – Que foi?

- Charlotte...

- Agora desembucha! – bati na mesa – Por que aquela vaca loira está sendo demitida e por que Edward tem que cuidar disso?

- Não é nada demais. – Charlotte sorriu docemente – Desculpe, mas eu não sabia que você não sabia e se Edward não te contou...

- É porque ele vai contar depois. – Esme completou rapidamente.

Emburrei minha expressão sem realmente me importar. Charlotte não era culpada, mas ela estava mal e Peter estava brigando por isso. Eu estou grávida e posso fazer a tempestade que bem entendo, na hora que quisesse, por isso assim que Edward chegasse, ele estava ferrado.

- Terminei aqui e vou trocar de roupa...

Subi a escada com passos pesados e muito irritados. Qualquer meia coisa me fazia explodir e querer chorar. Se antes eu já era meio impulsiva e chorona, agora estava ao dobro e tinha duas mulheres sendo formada dentro de mim, isso piorava a situação de Edward. Hoje era véspera de natal e ele não era para ter ido a empresa. Ele estava indo demitir Tanya Denali e tinha caroço nesse angu e se ele não me falou porque não iria gostar e agora mesmo que estava puta da vida.

Abri o closet e tive vontade de jogar todas as roupas dele pela janela. Edward quando começamos a namorar era um chato quando se tratava de organização, agora, o bobão sabia que eu ia arrumar suas coisas, deixava tudo bagunçado. Eu queria entender porque ele estava com tanta pressa ao ponto de ter metade das roupas despencadas.

Escolhi uma nova roupa para a noite e ao mesmo tempo confortável e fui para o banheiro. Cada minuto que passava e Edward não chegava, eu sentia raiva. Minhas filhas estavam agitadas ou era minha irritação que as estavam fazendo brincar comigo.

- Amor? – Edward chamou-me fechando a porta em um clique baixo. – Bella?

- Oi Edward. – respondi secamente saindo do banheiro e indo para o closet, puxando um casaco de lã fofinho que Rosalie havia me dado dias antes.

- Está tudo bem? – perguntou hesitante.

- Não sei, por que você não me diz o que estava fazendo fora de casa em pleno dia de natal?

- Eu fui à empresa resolver umas coisas de ultima hora. Como eu te disse essa manhã.

- O que? Seja especifico.

- Uns contratos... – passou a mão no cabelo nervoso.

- Edward, olhe bem pra mim. Quando pedi para ser especifico, foi uma chance que estava te dando para abrir essa sua boca linda e me contar a porra da verdade antes que eu comece a gritar aqui. Você escolhe!

- Eu fui reavaliar o contrato de Tanya Denali. Peter a demitiu semana passada na filial de Londres, mas ela quis uma reavaliação e estava levantando uma acusação contra a empresa.

- Que acusação?

- Não é nada demais. Eu e Emmett vamos resolver. – deu os ombros – Vem cá, me conta como foi seu dia... – puxou-me para seu abraço e eu o empurrei

- Edward... Ou você me conta ou nós definitivamente vamos passar o natal brigados.

- Ela estava tentando me acusar de assedio sexual e os advogados da empresa sem saber, ofereceram uma boa quantia de dinheiro a ela.

- Dinheiro? Pagar para essa piranha? Eu vou matá-la!

- Não vão pagar mais nada. Eu nunca tive ou tentei algo com ela. E bom, ela tentou então alegar que abandonou tudo aqui para se mudar comigo, mas no contrato dela está assinado que simplesmente estava disposta a se mudar se fosse necessário. – Edward respondeu encostando a soleira da porta – Não era para você se preocupar com isso...

- Tudo bem. Posso compreender seu ponto. Só que pensa bem: Hoje é natal. Nossa família inteira está em casa. E eu não quero você trabalhando no natal. Dia da família e ponto final.

- Desculpa. Eu não podia esperar até segunda-feira.

- Não podia? Ou não queria?

- Não queria. – suspirou – Isso ia me deixar irritado, eu quero ficar em casa...

- Ok. Tudo certo. Na próxima vez você vai me contar e esperar passar o natal. Pode ser o papa, Edward. Natal é dia da família.

- Tudo bem. Desculpe-me – sussurrou me abraçando, enterrando o rosto no meu pescoço – Você passou o dia bem? – perguntou enfiando a mão por dentro da minha roupa, alisando minhas costas e o próximo passo seria a barriga.

- Sim... Eu senti sua falta.

- Eu também... Você tomou suas vitaminas?

- Esme me deu assim que acordei. – respondi – Deita um pouquinho comigo? Estou sentindo dor nas costas.

- Não tampe minhas filhas. – Edward riu tirando meu casaco – Oi princesas... Vocês se comportaram hoje na barriga da mamãe?

E assim começou o papo interminável dos três. Edward falava e elas se mexiam. Foi assim à tarde inteira, eu amava assistir aquela cena e sorria feito uma boba com isso. Edward estava apaixonado pela minha gravidez. Era atencioso – às vezes demais -, carinho, gentil e amoroso em todo momento. Ele ia a todas as consultas e lia comigo todos os livros de bebês. E nas aulas de pré-natal prestava mais atenção que eu. Eu odiava aquele boneco de plástico.

Treinar com Joseph era mais divertido. Aquele bebê nem chorava! Edward deixou cair dentro da banheira cheia de água e o máximo que aconteceu foi nós dois rindo alto enquanto outros pais estavam concentrados na tarefa. Edward nunca prendia fralda direito e eu desconfiava que era para me irritar.

- Pronta para descer minhas meninas?

- Estamos prontas, papai. Prontas para devorar a ceia de natal inteira porque estamos deixando a mamãe com fome. De novo.

- Essa é a sua nova magia do natal. – Edward riu me puxando para fora do quarto.

- Minha vida de grávida é comer ou ter sono, porque trabalhar eu não posso.

- Você quer me matar mesmo. Você lembra a noite da sua formatura? Bella, você pode choramingar o quanto quiser, mas eu não vou te ouvir.

- Não custava nada tentar, querido. – sorri docemente dando um beijo estalado no seu pescoço.

Quando cheguei a sala novamente, a mesa já estava posto, com todos bem arrumados e a neve caindo forte do lado de fora. Esse ano nós tínhamos três meias diferentes. Uma azul de Joseph e duas rosas para minhas meninas. Como sempre, Alice colocou a estrela no alto e tinha sua guirlanda. Edward me puxou várias vezes para debaixo do visco e ficava me beijando, atentando minha sanidade mental durante a noite de natal.

- Eu quero fazer o agradecimento esse ano. – Edward levantou-se quando íamos começar a comer. Normalmente Carlisle era quem fazia a oração. – Estou imensamente grato pela minha esposa maravilhosa e principalmente porque esse é o primeiro natal das minhas filhas. As mais velhas... Obrigada a todos vocês, porque cada um tem uma participação forte em fazer nossa família unida.

- Você citou as mais velhas tendo alguma intenção de que irei engravidar novamente? – perguntei tentando esconder o riso da sua expressão chocada.

- Nós não teremos mais filhos? – perguntou-me baixo – Estou agradecendo aqui, amor. – sussurrou e todo mundo estava tentando não rir.

- Agradeça pelo o que tem hoje. – sussurrei de volta rindo

- Ok. – resmungou – Como eu a engravidei pela primeira vez, irei engravidá-la de novo. Amém

- Amém. – todos concordaram rindo.

- Obrigada pela “esposa maravilhosa” – provoquei dando um beijo na sua bochecha.

- De nada querida. – piscou e Ethan pulou no colo dele, colocando as mãozinhas gordinhas na minha barriga.

- Tem bebê amor. Dois. – Peter incentivou seu carinho e ele fez o numero dois com os dedinhos e sorriu pra mim. – Bella agora tem dois bebês. Suas priminhas.

Ethan olhou para minha barriga, depois olhou para mim, olhou para minha barriga de novo e por fim deu os ombros, pedindo um pedaço de frango do prato de Edward para comer. Rosalie deixou que Emmett desse comida e era o mesmo que deixar Joseph comendo sozinho. Ele mantinha as duas mãos no prato e o rosto lambuzado. Esme mal comia para tirar fotos.

- Ian volta amanhã, Alice? – perguntei. Ele sempre passava o natal com seus pais.

- Sim. Eles estão muito animados com o bebê da irmã dele e vem almoçar conosco amanhã.

- Muito empolgante. – Edward resmungou e eu chutei a perna dele debaixo da mesa. O comportamento dele com Ian era absurdo. Ciumento e implicante.

- Bom, eu irei à forra quando minhas sobrinhas começarem a namorar. – Alice riu bebendo mais do seu vinho – Duas meninas. De uma vez. Quer melhor papai Edward?

Edward de uma risadinha seca e debochada antes de dar um gole no seu vinho e mudar de assunto. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

.~.

Ficar em casa estava me consumindo. Eu não tinha nada além de cuidar da minha barriga de sete meses e descansar. Estava vendo o dia que teria que me mudar temporariamente para o quarto do primeiro andar por não poder subir as escadas. Meu humor estava definitivamente abaixo de zero e por isso, poucas pessoas perguntavam se eu estava bem ou queria fazer algo.

Edward me ligava a cada dez minutos e eu realmente parei de atende-lo. Isso o fazia ligar para casa e perturbar o juízo de Carmelita. Contato que não fosse o meu, realmente não estava me importando.

Esme vinha me verificar e Rosalie também ficava comigo, mas todos tinham o que fazer. Eu juro que tentei me socializar em redes sociais e passava o dia cutucando Emmett no Facebook dele. Eu nem sabia que tinha um Facebook até Edward me contar meu e-mail e senha. Isso também me encheu o saco.

Eu tinha engordado nove quilos desde que descobri estar grávida e tinha semanas que eu ainda emagrecia. Minhas pequenas cutucadoras adoravam brincar com minhas costelas e bexiga. Devia ser divertido fazer a mamãe ficar meio ofegante ou indo ao banheiro mais vezes que o normal. Edward estava mais fascinado ainda os movimentos delas e por isso provocava conversando ou contando histórias.

- Mamãe está com fome de novo. É a hora do almoço. Veremos o que Carmelita fez para gente hoje no dia dos namorados? – conversei com elas, ganhando um leve empurrão em resposta. Eu duvido que as duas dormiam ao mesmo tempo. Sempre tinha uma delas mexendo.

- Bella! Já ia te chamar. – Carmelita sorriu docemente pra mim – Seu almoço está te esperando lá na piscina.

- Por quê? É capaz de me proibirem de ir até lá. – resmunguei brincando com a barra da minha blusa de flanela.

- Apenas vá. – Carmelita riu – Eu fiz ravióli, seu favorito.

Dei os ombros e segui para área externa da casa, puxando minhas calças de ioga para não pisar nelas e escorregar. Quando virei a esquina para passar pelo pequeno gazebo que dava até a casa de Rosalie e Emmett, estaquei no lugar. Tinha muitas flores. Camélias, para ser exata. De todas as cores. Elas estavam espalhadas por todo lado, fazendo parte do meu jardim ficar mais vivo e colorido.

Havia um caminho com pedras brancas e Edward estava lá, no meio do gazebo, com calça jeans, descalço e uma blusa azul clara. Do seu lado havia várias almofadas enormes espalhadas e uma mesa de centro baixa com o nosso almoço. Sua mão no bolso denunciava o nervosismo por preparar uma surpresa. Por mais que soubesse que eu ia amar qualquer coisa, ele ainda era adorável em ficar nervoso.

- Papai fez surpresa para a mamãe. Aprendam meninas... Nenhum homem que vocês forem se apaixonar, podem ser menos romântico que seu pai. – sussurrei para elas – E ele não era assim. Eu juro.

Caminhei sem pressa até ele, que me ajudou a subir e joguei meus braços ao redor do seu pescoço.

- Obrigada.

- Feliz dia dos namorados. – sorriu torto me oferecendo uma rosa – Eu reparei esta manhã que nós nunca comemoramos... Eu sinto muito por isso.

- Eu realmente não me importava, amor. Só que você consegue fazer qualquer data especial. – beijei seus lindos lábios com leveza.

- Vamos apreciar esse almoço. Carmelita surtou quando liguei e precisei da ajuda de Rosalie. Até troquei de roupa na casa do vizinho. – sorriu – Joseph fez um escândalo quando me viu saindo sem leva-lo.

- Depois nós iremos lá para brincar um pouco.

- E como foi seu dia? – perguntou-me me ajudando a sentar e vi que do lado do meu prato já tinhas as vitaminas e o outro remédio para controle de lactose. Evitei fazer uma careta.

- Eu usei meu Facebook e olhei minha barriga se mover. Muito produtivo. – respondi tentando não ser irônica.

- Eu sei que deve estar sendo insuportável ficar em casa... Por que você não escreve? Não cria um projeto?

- Vou pensar em algo. – sorri recostando levemente em seu corpo – Você veio para ficar comigo o dia inteiro?

- Não o dia inteiro, mas uma boa parte dele... – respondeu beijando meu ombro.

- Então vamos aproveitar. – virei-me de frente a ele, prendendo meus cabelos no alto. Edward beijou minha nuca antes de empurrar as caixinhas de vitaminas pra mim e um copo de suco.

Nós ficamos quase a tarde toda ali, apenas deitados, conversando, namorando e rindo apaixonadamente um para o outro. Fiquei imensamente feliz com a surpresa de Edward que quando ele teve que ir, o sorriso não saiu mais do meu rosto.

Naquela mesma tarde eu vi um filme antigo da Jennifer Lopez, chamado Nunca Mais. Eu consegui ficar tensa e nervosa apenas com algumas cenas. Demetri ficou brigando comigo, mas não quis parar de ver. Ele ameaçou até ligar para Edward, mas eu continuei ali assistindo até o fim. Ela conseguiu sobreviver, coisa que Victória não tinha conseguido.

A personagem Slim tinha conseguido sobreviver e lutado por aquele amor doentio. Eu sentia muito no meu coração por Victória ter acreditado em James. Ela parecia frágil, mas nunca imaginei que tão ao ponto de aceitar voltar para ele. Ela achava que não tinha opção a não ser James... Isso me cortava a alma.

E quantas mulheres vivem assim hoje? Quantas estão vivendo reféns de homem possessivos e agressivos? Quantas mulheres podem estar abandonadas ou simplesmente vivendo desumanamente por medo? Quantas meninas órfãs quanto eu podem estar por aí sozinhas, tentando a sorte na vida louca de Nova Iorque?

Passei muitas horas sentada no sofá remoendo as mensagens do filme, as histórias de Alice – não sendo cem por cento resolvida com seus sentimentos relacionados a Jasper -, Victória e toda sua frágil e acabada vida por amor a James.

Acabei dormindo no sofá e acordei com um tapa de leve no meu rosto. Abri os olhos e encontrei Joseph e sua chupeta babada me acordando do seu melhor modo. Rosalie estava rindo com Emmett em pé, observando o filho, que agora não estava satisfeito que eu estava acordada e enfiou o dedo no meu nariz.

- Estamos invadindo sua casa. – Rosalie sorriu. – Você dormiu tem pouco tempo?

- Na verdade, tanto faz. Você sabe, eu durmo o tempo todo. – sorri levantando meio desajeitada. – Vou fazer algumas coisas para o lanche.

- Vou só trocar a fralda de Joseph e te ajudo. – Rosalie riu quando Emmett sentou-se no sofá e colocou no jogo.

- Ei, eu ia te acordar. – Edward desceu as escadas com jeito que tinha saído do banho. Ele estava só de calça de moletom e sem camisa. Eu fiquei meio abobalhada parada no meio do hall olhando-o com um sorriso nos lábios – Estou te deslumbrando de novo?

- Mulher, eu sei que você está grávida, mas vai fazer aquele lanche esperto. – Emmett provocou.

- Eu odeio vocês dois. – bufei indo para a cozinha. Eu ouvi Rosalie dar um tapa forte em Emmett.

Na cozinha preparei sanduiches com Edward encostado no balcão ao meu lado só me olhando. Eu sorri um pouco e fui lavar as mãos no segundo balcão quando terminei. Senti-me ser abraçada por trás, meu cabelo sendo afastado da nuca, um beijo molhado e as duas mãos desceram para minha barriga. Deitei a cabeça no seu ombro, sentindo meu marido pressionar ainda mais seu corpo ao meu, subindo para meus seios, acariciando levemente enquanto mordiscava meu ombro nu.

Sua mão esquerda migrou do meu seio, para minha barriga até meu ventre, causando infinitos arrepios e um gemido sôfrego e baixo escapuliu dos meus lábios. Edward riu levemente empurrando minha calcinha e começando a brincar com meu clitóris de modo lento. Quase doloroso. Bati na bancada querendo mais e afastando mais ainda minhas pernas, dando vasão aos seus dedos maravilhosos me penetrarem com cuidado.

- Mais... – sussurrei

- Shiu... Relaxe baby... – sussurrou

- Por favor, eu quero mais... – choraminguei jogando minha cabeça pra trás me movendo no seu ritmo.

Não demorou muito e eu cheguei lá, mordendo os lábios para não gritar e chamar atenção de Emmett e Rosalie na sala. Suspirei feliz quando senti meu corpo se acalmar e Edward ainda estava me abraçando com carinho.

- Eu te amo, meu amor. – sussurrou rindo um pouquinho.

- Eu também. Pergunte-me novamente como foi meu dia, por favor.

- Como foi seu dia?

- Maravilhoso. – sorri virando-me de frente para ele.

Nós voltamos para sala vermelhos, ofegantes e sorrindo muito dando a Emmett e Rosalie abertura para zuações. Nós vimos filmes e na metade do segundo, Alice chegou serelepe como sempre, fazendo bagunça na minha cozinha quando foi fazer uma pipoca doce com Emmett.

- Bella... Sua barriga não para. – Rosalie riu – E está realmente grande.

- Tem duas aqui, gata. – sorri acariciando minha barriga.

- E o parto, como vai ser? – Alice perguntou curiosa.

- Cesária. Eu passei as ultimas semanas pensando nisso... Vai ser melhor pra mim e para meninas.

- Natural não seria mais saudável? – perguntou-me confusa.

- Não... – sorri docemente, embora tenha sentido Edward enrijecer atrás de mim, onde estava deitada.

- Bella... – Edward sussurrou – Como assim?

- Eu vi um vídeo, Edward. A mãe estava grávida e tinha os mesmos problemas de pressão alta como eu. Um dos casos, a mãe não sobreviveu ou o bebê. Foi complicado e doloroso. Apenas um eles sobreviveram, mas ela não pode ter mais filhos. – respondi baixinho e ele me apertou forte.

- Não brinca com esse tipo de coisa, Bella. Nós precisamos conversar com a Dr. Grace.

- Edward... Eu não vou me colocar em risco. Principalmente minhas filhas. Eu daria minha vida por elas.

- Shiu... Não fala em nada disso. – Edward virou meu rosto e pude constatar seu desespero – Vocês são tudo que tenho na vida, Bella.

- Eu sei amor. Eu sei. – beijei-o lentamente – Eu quero fazer Cesária e voltar saudável e com minhas duas filhas em casa.

- Então, nós faremos. Só por favor, nunca mais repita algo do tipo ou considere essa hipótese. Vocês três vão ficar bem, entendeu?

- Entendi sim, amor. – sorri afagando seu rosto preocupado, desfazendo os vincos de preocupação. – Apenas relaxe. Nós estamos bem.

- Ei vocês dois. – Emmett chamou nossa atenção – Vocês dois estão ganhando em dose dupla a maior dádiva da vida. Apenas relaxem e deixe que a vida cuide dos caminhos certos. Nada mais vai acontecer com a nossa família. A chegada de Ethan, Joseph e as meninas são a prova de que continuamos fortes. – sorriu docemente para seu filho, que batia com uma girafa na sua perna – Sem clima ruim. Tudo vai dar certo e você sabe Bella... Eu sempre estarei lá por você.

- Obrigada Emm. – sussurrei emocionada. – Eu amo vocês.

E foi naquele momento em que minha família devolveu o sorriso repleto de amor e carinho que tive certeza absoluta do meu novo projeto de vida. Eu ia conseguir que outras mulheres que estão perdidas assim como eu era. Em parte, queria um mundo melhor pelas minhas filhas e por tudo que passei.

Searching to feel your soul

The strength to stand alone

The power of not knowing and letting go

I guess I've found my way

It's simple when it's right

Feeling lucky just to be here tonight

And happy just to be me and be alive

Procurando sentir a sua alma

A luta pra estar sozinha

O poder de não saber e deixar acontecer

Eu acho que encontrei o meu caminho

É simples quando é certo

Me sentindo sortuda só por estar aqui esta noite

E feliz por ser eu mesma e estar viva

N/A Então, vocês estão choramingando sobre o fim da fic. Isso me deixa muuuuuito viadinha, ahahah, mas todo carnaval tem seu fim. E tem ceninhas extras... A contagem é: mais dois capítulos. Aproveitem e deixem reviews... Vai que rola uma cena extra logo em seguida?

E sabem o que está esperando por vocês? Para saber... basta clicar http://www.fanfiction.com.br/historia/169959/My_Life_Would_Suck_Without

N/B: Bella grávida é o máximo!! Ai esse final, o Edward ficou com medo tadinho, mas tudo vai dar certo (yn) xx LeiliPattz