Broken
8 2º Temporada - Signal Fire
Notas iniciais
Signal Fire – Snow Patrol
Ontem foi a mais linda da minha vida até hoje. Nós ceamos várias especiarias preparadas por Esme. Não dava para perceber que ficou tanto tempo sem cozinhar. Foi incrível ouvir e contar histórias natalinas para mais gente que acreditava na magia do natal. Uma sensação quentinha no peito que é irresistível. Mais ainda foi sentir Edward perto de mim a noite inteira... Isso era completamente diferente do que estava acostumada. Eu parei de querer chorar logo depois do jantar e fiquei só em sorrisos.
Emmett estava realmente radiante com sua ursinha francesa. Rosalie era um amor, bom, por enquanto ainda era. Sua beleza fazia minha autoestima ir para o ralo, fiz uma nota mental de me arrumar mais quando saísse com ela. Ficou muito tarde e Edward se recusou a me levar em casa e meu carro estava no estacionamento da estação. Eu dormi lá – no quarto de hospedes com uma cama maravilhosa — e agora estava a caminho da estação com Alice e meu novo celular, presente dela, é claro.
Edward e eu ainda não tínhamos nos falado depois de ontem, mas eu sabia que tudo estava a caminhar para ficar bem. Eu não iria pensar nisso, tinha que recuperar meu emprego urgentemente. Joseph precisava compreender que o amor da minha vida me resgatou da torre do mal. Ok, talvez ele não gostasse que referisse sua cabine como maligna, mas o salário dele era importante pra mim.
- Tem certeza que Edward sabe que você está vindo aqui? – perguntou-me preocupada em se meter em problemas. – Bella, você sabe que não precisa mais trabalhar na sua vida, não sabe? – perguntou preocupada e fingi que não ouvi. Essa era boa.
- Tenho. – menti dando um beijo na sua bochecha – Edward não vai reclamar, confie. – completei pulando do carro em direção as escadas subterrâneas sem querer saber sua reação.
Foi pior do que imaginava. Joseph obviamente não me aceitou de volta e com a mente cheia arrastei meus pés até o estacionamento fui para casa, parando no jornaleiro para comprar os classificados e procurar algo novo. Procurei não culpar Edward por isso, mas se ele ao menos tivesse aparecido no fim do expediente...
Cheguei em casa e Max estava enlouquecido de fome. Fiquei com tanta raiva de mim mesma que dei sua comida em meu colo. Fiquei afagando meu bichano com a mente longe. Ainda era muita informação para processar. Um dia apenas e tudo parecia mais de cabeça pra baixo que antes. Empurrei aquelas pensamentos de lado e comecei a riscar os classificados e a maioria pedia cursos adicionais. Encontrei uma vaga para repositor de mercadorias em um hipermercado no centro de Manhattan.
- Max, comporte-se. Prometo voltar desta vez. – afaguei suas orelhas e fechei a casa. O ar gelado bateu no meu rosto e me escondi no meu novo casaco quentinho dado por Victória. Aproveitei que muitas pessoas não estavam saindo por estar frio e ser fim de ano e me deliciei com o trânsito livre, chegando rápido até meu destino.
O estacionamento estava bem vazio e no balcão uma menina simpática me levou até a sala do gerente. Ela disse que ninguém tinha se candidatado por ser fim de ano e por isso tinha grandes chances. Seu nome era Lauren Mallory e se apresentou como secretária do Riley Bears. Ele era bem bonito e foi extremamente simpático comigo.
- Isabella, nós estamos com poucos e gostei muito de você. James não vai se opor a minha decisão. – disse confiante e seu sorriso era genuinamente confiante.
- Quem é James? – perguntei debilmente com a minha sorte extraordinária. Ganhei um namorado, perdi um emprego e ganhei outro. Meu inferno astral poderia ter acabado de vez, já que ele durou 15 anos.
- Ele é o dono, sempre está por aqui. – sorriu torto. – Bom, o que acha de começar na quinta-feira? Até lá consigo seu uniforme e crachá.
- Tudo bem por mim. – sorri agradecida.
- Você pode deixar suas medidas com Lauren? – perguntou-me sem graça.
- Claro. – respondi confiante. – Obrigada pela oportunidade, Sr. Riley. – estendi minha mão e ele apertou rindo.
- Nada de Senhor, e sim, só Riley. – corrigiu. Ele não era mais velho que eu. Disso eu tinha certeza.
- Então, só Bella. Até quinta. – despedi-me saindo de sua sala quentinha, procurando por Lauren no mercado. Não demorei muito informando meu tamanho e numero de calçados. O uniforme era uma blusa de gola polo com o símbolo do mercado bem pequeno, calça jeans e tênis branco. Não era de um todo tão ruim.
Meu novo celular estava tocando e ganhei olhares furtivos no mercado porque até compreender que era o meu, ele irritou bastante gente. Era outra coisa que ainda precisaria me acostumar.
- Onde você está? – Edward perguntou com uma voz arrastada de sono. – Nós fomos dormir as três horas da manhã e você conseguiu sair da cama antes das nove? – completou manhoso. Eu fiquei em silencio só me deliciando com o doce som da sua voz.
- Estava tentando recuperar meu emprego. – respondi rindo um pouco – Pensei que se chegasse no horário hoje iria conseguir.
- Eu disse que a gente não ia voltar mais lá. – falou seco e prendi a risada. Era essa reação que esperava – Ele te aceitou de volta? Você está na estação? – perguntou resmungando.
- Não. – falei baixo forçando um suspiro. Eu queria saber se Edward sentiria uma mínima gota de culpa. Principalmente que Joseph disse que tinha um namorado para gritar por mim. Não era bem assim.
- Que bom. – disse rindo e uma vontade crescente de gritar me ocorreu, mas engoli. Edward não se sentiria culpado por isso. – Você não precisa trabalhar mesmo.
- Tchau Edward.
- Espera! – gritou do outro lado. – Não é pra ficar chateada, só aquele lugar não é pra você.
- E eu vou me sustentar como? — Retruquei mais alto.
- Você não. Eu sim. – disse secamente e aquilo começou a me cansar. Bati a porta do carro com força – Está indo onde?
- Eu preciso trabalhar e nós não vamos conversar sobre isso agora. – resmunguei – Estou indo para casa agora.
- Eu quero te ver. – disse mais baixo com aquele mesmo tom de voz adorável. Minha raiva desapareceu e escorreguei no banco ligeiramente derretida. – Volta pra cá. Está frio... Estamos todos aqui e falta você.
- Não sei Edward, eu fiquei ontem aí...
- Não começa Bella... – cortou-me chateado. Da manha a estupidez. Esse era Edward. Suspirei fundo sem realmente saber o que fazer. – Vá pra casa, faça uma bolsa e arrume Max. Estou saindo para te buscar. – disse e desligou o telefone.
Fiquei um bom tempo olhando o aparelho sem reação, mas quando o vidro do carro começou a criar gelo entendi que era a minha deixa para ir embora.
Ao estacionar, um Volvo preto reluzente estava parado bem na minha calçada. Entrei na garagem e passei para casa por dentro dela. Dois segundos depois alguém bateu na porta e era Edward encostado na soleira com aquela expressão de poucos amigos. Dei passagem para entrar e Max veio se aninhando nas pernas dele como se fossem amigos íntimos. Edward o pegou, sentou no sofá e olhou no relógio.
Tudo bem que desde que nos falamos ele deveria estar uma meia hora esperando do lado de fora, mas seu carro não era desconfortável como o meu e tinha aquecedor. Como sempre, reclamando de barriga cheia. Ele ficou com Max enquanto estava no meu quarto escolhendo poucas coisas. Todas as roupas que Emmett havia comprado pra mim estava no armário do quarto que dormi essa noite, mas Esme não falou nada.
- Estou pronta. – anunciei ao voltar a sala encontrando-o vendo umas fotos minhas quando criança. – Não veja isso. – pedi irritada puxando-o pra fora. Edward pegou um porta retrato e colocou no casaco – Isso é furto, sabia?
- Você está muito bonitinha. – sorriu torto pegando Max e entrelaçando nossas mãos até o carro. – Além do mais, eu como seu namorado tenho o direito de ter fotos suas. – completou beijando minha bochecha abrindo a porta pra mim.
Eu fiquei com um sorriso idiota pelo beijo, pelas mãos dadas, pelo termo ‘namorada, namorada, namorada’ que ficava martelando em minha cabeça como um papagaio de pirata. Max ficou querendo testar a grossura do couro do carro e isso me deu vontade de rir, mas tive a ligeira sensação que Edward não queria que ele descobrisse a resposta. Obviamente não iria permitir, mas já sabia mais uma coisa dentre milhões que poderia irritá-lo em um dia comum.
Nós chegamos quinze minutos depois e meu rosto pareceu congelar quando sai do carro e Edward entregou o mesmo para o manobrista. Sim, ele era incapaz de entrar na garagem e estacionar o próprio carro. Esme estava no hall quando entrei e ela mandou soltar Max para ser feliz e correr por aí, mas o que realmente aconteceu foi que ele encontrou uma almofada quentinha perto da lareira, se embolou em si mesmo e dormiu. Em menos de trinta segundos. Acho que não mencionei que meu gato sofria de preguiça aguda.
- O nome dele tinha que ser Garfield – Esme sussurrou como se não quisesse atrapalhar seu sono. Achei que para o bem da minha sanidade – que já era pouca – não responder seu comentário.
- Você disse que Edward não iria encrencar. – Alice passou emburrada e virei fatalmente para Edward. Minha boca se abriu em um O incrédulo.
- O que você fez com a sua irmã? – perguntei incrédula
- Tirei o cartão de créditos dela por não ter me avisado. Ela é minha irmã e joga no meu time.
- Edward... Me dá. – estendi a mão abusadamente franzindo meus olhos. Edward coçou a ponta do nariz e tirou a carteira do bolso. – Nós não vamos ter essa conversa hoje então, devolva a sua irmã.
Esme estava parada com um olhar incrédulo estampada no rosto. Alice veio e puxou do irmão o cartão com uma careta vencedora. Ganhei um olhar muito feio dele, mas não estava me importando porque achei incrivelmente lindo. Eu dei meu melhor sorriso de volta e uma piscadinha antes de seguir Alice até a cozinha para fazer chocolates quentes e esperar o resto da família retornar para o almoço.
- Eu consegui um emprego novo. – disse enquanto servia chocolate nas canecas de porcelana lindíssimas.
- É? Lá na empresa? – a baixinha se animou e eu ri.
- Não. Em outro lugar e mais ninguém sabe, então, isso é segredo nosso, ok?
- Nós temos segredos! – gritou com os olhos brilhando. – Ops. Tudo bem. Segredo nosso. – sussurrou pegando a bandeja. Fiquei momentaneamente preocupada se Alice seria capaz de guardar algo se fosse ameaçada a ficar sem compras. Não que o meu “segredo” fosse algo do estado maior, mas só para eventualidades futuras.
Esme, Alice e eu ficamos conversando no chão da sala até a porta se abrir e Rosalie com Emmett juntares a nós sorridentes. Ninguém quis saber o motivo, seria prejudicial a nossa sanidade mental. Depois de um bom período e com o humor recuperado, Edward sentou atrás de mim e deitei minha cabeça em seu peito conforme o mesmo me abraçava apertado e cheirava meus cabelos.
Nós almoçamos juntos e ainda existia em mim aquela sensação de sorrir como uma demente por isso. Por ter um nós em um almoço em dia comum. Alice foi dormir depois do almoço, na verdade todos foram só que Edward não tinha o mínima vontade e não me deixou dormir. Até Max estava – continuava, na verdade – dormindo. Achei isso muito injusto que depois de dormir as três, acordar as cinco e levar meia hora para tentar convencer Alice a me levar na estação – porque eu saísse daquela casa sozinha, meu sexto sentindo avisou que ficaria com sérios problemas. E não seria de Edward.
- Eu vou ter que me separar de você. – resmungou deitando a cabeça no sofá. –É injusto.
Foi então que a minha ficha caiu. Nós dormíamos em quarto separados. Eu não podia e nem devia ficar no mesmo quarto que ele porque não sabia o que Esme iria pensar, mas eu queria muito dormir. Mais ainda que fosse com ele, apaguei esse pensamento antes que escapulisse dos meus lábios.
- Edward, você não acha que devemos, tipo, conversar? – comecei insegura sem olhá-lo.
- Eu acabo de tentar pedir para que você durma ao meu lado e você quer conversar? – perguntou cético. Eu senti meu rosto aquecer inutilmente. Em relacionamentos normais isso era normal, mas eu não era normal e Edward principalmente. – E eu acho que devíamos deixar rolar...
- Deixar rolar? – retorqui arqueando uma sobrancelha. Edward abriu mais os olhos porque ele também estava com sono.
- Eu também não sei como fazer dar certo. Eu só quero estar com você. – respondeu-me colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Eu sorri satisfeita momentaneamente com sua ideia e fechei os olhos para seu afago. – Podemos dormir agora? – perguntou inseguro e assenti aceitando de bom grado o aperto de sua mão.
- Sua mãe não vai achar estranho? – perguntei baixo na escada.
- Porque ela acharia estranho? Alice dorme com Jasper aqui em casa que é o maior absurdo de todos. – respondeu rindo baixo abrindo a porta do quarto. Eu estava com calça jeans, casaco e tudo era muito desconfortável, por isso escapuli para o quarto de hospedes e coloquei uma calça de moletom justa, blusa de flanela, meias e casaco quentinho. Não era nada atraente porque seria bem impossível ficar assim em um dia frio, mas era quente.
A casa inteira estava extremamente silenciosa quando voltei ao quarto de Edward e ele também tinha roupas confortáveis e um sorriso amável nos lábios. Eu estava mortificada de vergonha, mas respirei fundo e deitei ao seu lado mantendo uma distancia saudável. Edward me olhou de lado, sorriu e me abraçou colando meu corpo com o dele. Nós começamos a rir com o jeitinho desajeitado Bella de ser.
- Você foi embora hoje de manhã porque queria mesmo trabalhar? – perguntou baixo enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo.
- Sim... Eu preciso me sustentar de alguma maneira. – respondi tentando controlar minha expressão de obvio. Eu não acreditava que precisaria desenhar isso para ele.
- Como assim? – perguntou confuso – Você é minha namorada... –
- E o que uma coisa tem a ver com a outra? – retruquei
- Tem a ver que estou providenciando um cartão adicional, um novo carro e outras coisas. Você não precisa trabalhar. – disse com a expressão de obvio que eu queria usar com ele poucos minutos atrás. Minha expressão se fechou na mesma hora – Não é pra se irritar...
- Não? Você está propondo que fique em casa de pernas para o ar gastando o seu dinheiro? – perguntei mais alto e ele se encolheu no travesseiro. – É alguma brincadeira? — Minha voz pareceu um gato miando, mas eu não podia me importar com isso no momento. Eu queria esganar Edward em nosso segundo dia de namoro. — Eu tenho pernas e braços. – disse confiante. – Isso não tem cabimento, Edward. Eu posso ser uma aproveitadora, sabia?
- Então seja, eu não me importo, eu quero você do meu lado e esse é o meu ponto final. – disse secamente e dei sua batalha vencida por enquanto porque meu coração se desmanchou com sua declaração e minha carranca se transformou em uma boba apaixonada.
- Edward, eu estou do seu lado agora e acho que não quero mais discutir sobre isso. – suspirei deitando a cabeça em seu peito.
- Adoro vencer. – beijou minha cabeça, depois a testa, o nariz, a bochecha, o queixo e finalmente sorriu torto para meu desespero de ter seus lábios contra os meus. Seu beijo começou delicado, mas quando sua língua tocou meus lábios pedindo passagem, enterrei meus dedos em seus sedosos cabelos puxando seu rosto para mais perto.
Edward era o primeiro homem no qual tinha beijado na vida. Eu nunca iria saber se estava fazendo certo, mas com os lábios dele ali não podia me importar e ser infantil me preocupando com isso. Era a encarnação do anjo sombrio beijando os meus lábios em uma enorme cama king size cheio de volúpia. Em parte comecei a ter pânico porque eu não sabia se Edward sabia dos meus limites. E também não sabia se nós teríamos essa conversa ou “deixaríamos rolar”.
Nós diminuímos o beijo e ele acariciou meu rosto como se fosse a coisa mais importante do mundo. Seus lindos olhos verdes brilhavam conforme sorria e beijava meu queixo.
- Você ainda não venceu, Edward. – murmurei debilmente enquanto sentia sua mão espalmando minhas costas por debaixo do casaco, mas sem entrar em contato com a minha pele.
- Nós realmente vamos discutir sobre isso? – perguntou entre beijos pelo rosto e pescoço.
- Não agora porque você está me seduzindo. Quando estiver com a minha mente sã... – sussurrei e meus lábios foram tomados pelos os dele novamente. – Não vou voltar atrás... Vou voltar a trabalhar.
- Shiu, eu estou te beijando agora e não vou falar sobre isso até seu carro e cartão chegarem. – sussurrou beijando meu pescoço e um desejo crescente foi subindo pelas minhas pernas que estavam emboladas com as dele de uma forma estranha.
- É uma pena não ter forças para arremessar um carro em você já que um cartão não vai te machucar. – falei meio sem fôlego.
- Eu tenho meus meios a te convencer a aceitar. – sorriu mordendo meu lábio inferior. – Só que nós vamos dormir. – riu e eu ri mais ainda. – Todas as nossas discursões serão assim?
- Definitivamente não, Edward. Eu ainda quero ser capaz de gritar com você.
- Segundo dia de namoro e você dizendo que quer brigar comigo. – resmungou
- Segundo dia de namoro e estou na mesma cama que você. Fique feliz, feche os olhos me dê um beijo e durma. – bocejei e ele riu me apertando em seus braços, puxando o edredom quentíssimo pra cima de nós dois.
- Eu te adoro. – sussurrou e eu dormi antes mesmo de responder. Oportunidade não iria faltar, é claro. Só do fato de estar ali com ele provava pra mim mesma que naquele exato momento era a mulher mais feliz do mundo.
Acordei três horas depois bem mais relaxada e Edward dormia ao meu lado segurando minha cintura como se fosse fugir. Eu ri da sua possessividade, mas pulei da cama ouvindo vozes no andar inferior. Como ele era um dorminhoco de marca maior, ficou na cama sem ainda dar falta. Fiz uma aposta comigo mesma, é claro. Precisava saber até onde afetava Edward como homem. Eu tinha 22 anos, mas não era burra. Além de ser apaixonada pela alma de Edward eu o desejava como homem. Tudo bem que não iria confessar isso oralmente, mas esse pequeno detalhe da minha covardia e vergonha não anulava minha excitação que senti no momento que fui seduzida a aceitar seus mimos.
Eu não ia aceitar, principalmente se continuasse tentando me convencer daquele jeito, mas ele não precisava saber disso por enquanto.
Emmett tinha Rosalie ao seu lado com cara de sono e Max em seu colo sendo apertado. Ele só podia ter síndrome de Felícia para gostar tanto de apertar os animais. Alice estava com Jasper foleando uns livros e folders no canto. Carlisle e Esme estavam mais próximos a lareira com taças de vinho. Cada um no seu mundinho e Edward nos braços de morfeu.
- Dorminhoca. – Rose sorriu dando espaço para sentar ao seu lado. Carlisle entregou a Emmett uma taça de vinho pra mim. Era delicioso. Esquentou meu peito que foi uma beleza. – Cadê Edward? – perguntou-me mexendo em suas cabeleiras douradas.
- O abandonado está aqui. – resmungou descendo as escadas arrastando os pés com os cabelos mais bagunçados ainda e o rosto todo adoravelmente amassado de sono. Meu interior se contorceu em felicidade. — Obrigada por me deixar sozinho. – completou jogando-se nas almofadas perto de mim. Seu braço envolveu minha cintura e me obrigou a deitar ao seu lado. – Eu te perdoaria se ganhasse dois beijos. – sorriu e fiquei realmente surpresa pelo seu bom humor. De tudo, eu imaginava que ele acordasse mal humorado já que qualquer coisa pode irritá-lo.
- Dois? – entrei no jogo – Três e não falamos mais nisso.
- Fechado.
Nós voltamos a socializar com a família quando Alice começou a contar sobre os cursos extras que sua escola estava oferecendo. Eu me interessei por alguns e fiz uma nota mental de apertar um pouquinho para poder fazê-los. Ela me entregou alguns folders e as aulas começavam na primeira semana do ano, antes das aulas voltar. Muitos dos alunos iriam fazer já que era bom para o currículo da faculdade e percebi que teria que correr se quisesse uma vaga.
- Você está livre amanhã, Bella? – Alice perguntou-me depois que o assunto dos cursos tornou-se encerrado por todos.
- Sim. Tenho o dia livre. – respondi tentando reprimir um sorriso conspiratório. Ela não tinha falado nada para ninguém. Fiquei feliz com isso. Muito. Edward percebeu nossa troca de olhar – que não era proibida – e coçou a ponta do nariz nervoso.
- Por que Bella não estaria livre amanhã? – perguntou, mas sua pergunta foi veemente abafada com a risada tranquila e doce de Rosalie.
- Nós teremos um dia de meninas amanhã e isso é tão legal. Faz muito tempo que não passeio em shopping com amigas. – comentou passando a mão em seus cabelos que insistiam em cair no rosto.
- Eu espero que isso seja divertido. – assinalei fuzilando Alice. Da primeira vez me deixou sozinha com Edward e eu passei a maior parte do dia admirando sua beleza enquanto ele quebrava a cabeça querendo agradar sua família.
Emmett tinha uma conversa profunda com Jasper e Carlisle e percebi que Edward os fitava com curiosidade e muito interesse. Apertei sua mão de leve e inclinei minha cabeça para o lado encorajando-o. Recebi um olhar meio inseguro de volta e reunindo toda ousadia que existia em mim, dei um beijo de leve em seus lábios e outro na bochecha.
- Vai lá. Vai ser bom. – sussurrei beijando seu queixo aproveitando que Alice, Esme e Rosalie conversavam animadas deixando nos dois em um mundinho particular. Eu podia ser egoísta e reivindica-lo só pra mim, mas as coisas ainda não eram as mesmas de antes e seria preciso de um tempo hábil para fazê-los se reajustarem novamente.
As meninas tinham um entusiasmo enorme para encontrar o vestido perfeito para a enorme festa de ano novo que seria dada por eles como todos os anos. Eu e Rosalie trocamos olhares temerosos porque nós duas não pertencíamos efetivamente a esse mundo. Mesmo tendo uma condição minimamente mais elevada que eu, na França, ela tinha uma pequena confeitaria. Embora não chegasse aos pés do exagero dos Cullen.
- Acho que devíamos pedir pizza. – Esme comentou – Esse vinho está uma delícia e é preciso de massas para acompanhar.
- Hm, adoraria um ravióli. – Jasper comentou carente do outro lado. Nós olhamos surpresas, exceto Alice. – O quê? É massas. Meu radar capitou a conversa.
- Jasper tem certa tara pela Itália. – Alice comentou rindo. – Bom, vou pegar o telefone daquele restaurante perto da Time Square.
Emmett e Edward estavam combinando coisas referentes ao trabalho amanhã e Carlisle tinha um sorriso babão cheio de orgulho no rosto enquanto observava. Do corredor ouvi os gritos de Alice com Jasper sobre as escolhas e Esme preparava a mesa para a comida que se Alice parasse de gritar e comprasse logo, chegaria em breve.
- Eles têm uma áurea diferente, não é? – Rose perguntou baixo do meu lado. Max estava no meu colo se aninhando com sono, novamente. – Algum tipo de magia que nos faz apaixonar de primeira.
- É. Eles são hipnotizantes. – concordei com um suspiro resignado. Eu queria ser menos atraída por eles. – Eu sinto bem confortável aqui.
- É uma sensação aconchegante que aquece o peito. – completou e assenti concordando.
...
Alice não tinha mãos. A baixinha desenvolveu alguma espécie de garras bem afiadas e potentes para me arrastar pelas lojas do shopping. Ela contou que o meu tinha sido encomendado junto com o dela em uma grife que não quis saber. Ela disse que não era presente dela e sim meu porque seria passado no meu futuro cartão de crédito preto com amarelo brilhante sem limites, palavras dela. Tomei a decisão que desconhecia esse vestido e o cartão.
Nós ficamos a manha inteira no shopping. Na hora do almoço Esme seguiu para a empresa nos deixando sozinhas para almoçar na rua. Meus pés já demonstravam os primeiros sinais de cansaços do dia, mas não reclamei. Estava sendo muito divertido experimentar roupas e rir muito na companhia das duas. Rosalie tinha palavras em inglês que trocava ou dizia errado que nos colocam em situações muito engraçadas. Fora o seu sotaque.
Quando sai de casa de manhã depois de ficar completamente surpresa com o sono pesado que tive durante toda noite e em ir dormir sozinha e acordar com um braço pesado segurando minha cintura e um Edward desmaiado do meu lado, com o rosto enterrado no meu pescoço. Ele avisou meio sonolento que iria me ligar e achava bom que atendesse. Eu suspeitava que a bipolaridade dele dependia de como dormia e fiquei me achando que o bom humor dele fosse por minha causa. Até que se provasse o contrário. Por isso levei na esportiva seu aviso em meia as brincadeiras.
Estava completamente enganada. Edward me ligou em torno de 20 vezes. Seria mais engraçado se ele não tivesse aparecido no shopping com aquela mascara cavalheiro das trevas que não me assustava e sim me deixava mais apaixonada ainda.
Para não ficar tocando, coloquei meu celular no silencioso. Seria chato e achava falta de educação estar dentro de uma loja com um aparelho chamando sua atenção. E eu esperava sentir vibrar. Sem contar que não tinha telefone celular antes, então, seria bem provável que esqueceria da existência dele durante muito tempo. Explicar isso pra ele se tornou impossível e dispensável quando meu corpo foi envolvido pelos seus lindos braços bem torneados e minha boca foi tomada por um beijo carinhoso.
Dez minutos depois ele foi embora e advinha o que tinha no meu bolso? Um cartão de créditos. Eu perguntei a Alice como conseguiu tão rápido e a resposta foi tão óbvia que senti vergonha de mim mesma. Eles eram donos da maior rede de bancos dos Estados Unidos. Como ele conseguiu um cartão rápido, Bella?
Parecia que tinha 10 Quilos na minha calça jeans e que era uma tremenda criminosa, mas fiquei completamente atordoada com ele me beijando que nem senti a mão dele escorregar para minha bunda a fim de colocar o objeto não grato. Não queria ser chata em insistir neste assunto, mas a tendência maníaca de Edward em querer me dar o mundo estava começando a me irritar.
Nós chegamos em casa tarde da noite e Carlisle não me deixou ir embora. Ele argumentou e escondeu a chave de casa. Seria como um sequestro. Edward chegou pouco tempo depois e como cada uma estava fazendo sabe se lá o quê, me vi sendo arrastada por ele até seu quarto e ficamos deitados contando sobre o dia. Eu ri por ele não estar acostumado a trabalhar com Emmett e afirmou que seu irmão era bagunceiro demais para seu próprio bem.
Ocasionalmente nós começamos uma sessão de amassos grátis que estava me enlouquecendo porque tudo – exatamente tudo sem por vírgulas, pontos, acentos e travessão – era novo pra mim. E tornava-se excitantemente louco saber que eu estava vivendo um amasso que só via e invejava na novela. Edward era altamente convidativo. Tudo nele era interessante. As diferentes formas de beijos e mãos também. Ele não tinha necessariamente encostado em algum lugar dito proibido, mas era forte... Era um tipo de pegada forte que terei de completar com um palavrão (pra caralho!).
Meu coração batia tão forte no peito que parecia que ia explodir. Era um misto de tensão, prazer, nervosismo e alegria de uma só vez no meu cérebro que estava realmente me deixando louca. Não sabia que realmente era capaz de provocar sensações no corpo de um homem e isso ficou comprovado quando sem querer, rolamos na cama e eu senti a ereção de Edward encostar em mim. Internamente eu surtei. Não sei se foi de medo, alegria ou nervosismo, mas surtei. Fisicamente meu próprio corpo me traiu não se retraindo.
A tensão quase sexual era tão intensa que chegava ser palpável e o que mais me deixava tontamente admirada era que eu não sabia disso. Era o nosso terceiro dia de namoro e nós dois já sentíamos aquilo. Meus seios pareciam estar doloridos de tão arrepiados, minha pele parecia estar medindo 40 graus e meu centro, bom eu estava totalmente constrangida em pensar na queimação e dor que sentia nele.
Nós novamente dormimos juntos sem descer para jantar nem nada. Nossa bolha estava muito divertida ao ponto de Max deitar no pequeno sofá no canto e ainda nos olhar de cara feia quando riamos alto demais. Vimos um filme de comédia bem tosco. E depois colocamos outro, mas Edward não quis ver porque se chamava Esposa de mentirinha. Ele ainda morria de ciúmes do irmão dele comigo.
No dia seguinte – quinta-feira – pedi que me deixasse no centro porque queria fazer algumas coisas. Ele perguntou mais aprendi a arte de beijá-lo para distrair. Isso realmente funcionava. Edward estava com o motorista chamado Félix e ele era bem legal. Eu ri muito conversando com ele enquanto esperava Edward terminar de se arrumar. Quando viu a cena sua expressão se tornou irritada, mas não liguei. Era só uma conversa.
- Atenda quando te ligar e por favor, tome cuidado. – beijou-me com carinho – Algumas pessoas já sabem quem é você e o que você é minha e fotógrafos podem te encontrar. – completou e assenti tranquila. Eles nunca iriam me encontrar dentro do mercado, mas deixei passar. Eu não sabia exatamente porque, mas sabia que Edward iria implicar e muito com meu novo emprego.
[Continua]
Notas finais
Eu não tenho palavras para expressar o carinho de vocês. Muito obrigada. Pedi 110 e ganhei 130. Isso foi ótimo! Obrigada!
Coontem-me o que acharam deste capítulo!
Beijos :)
obs: Ela possivelmente terá lemons, mas relaxem a piriquita porque não tenho idéia de quando isso acontecerá. Alice é mais nova sim, ela tem 17 anos e Jasper tem 18 e ambos estão no colegial para se formar.
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