British Boy, American Girl.
1 I Feel So Free
Notas iniciais
Tudo pra mim parece cinza. E não estou falando sobre o monótono e deprimente céu nublado que cobre Londres com um ar de melancolia. Estou hospedada em um luxuoso hotel que não faço questão de saber o nome e não faço questão de saber como cheguei aqui, mas gostei do lugar. Devo estar em um dos últimos andares. Vejo as pessoas lá embaixo como pequenas formigas, andando apressadamente olhando fixamente para a frente sem ao menos se darem conta da paisagem que as cercam. Em pouco tempo vou voltar para Nova Iorque e ser só mais uma no meio de uma multidão enquanto minha mente vagueia entre bolsa de valores, gráficos, números, ações e dados sobre a economia. Suspiro tristemente com o choque de realidade.
Realidade. Que palavra cruel. Nos remete tantas lembranças ruins que nem ao menos nos damos conta do que ela quer dizer. Se pensarmos verdadeiramente na realidade que nos cerca, se parássemos de nos esbarrar uns nos outros enquanto corremos para algum compromisso que não queremos ir, mas também não podemos faltar, se parássemos no meio daquela multidão e nos permitíssemos refletir sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo... Veríamos que a realidade é muito pior do que aparenta.
A ignorância é uma bênção. Talvez esse seja meu defeito. Nunca suportei simplesmente abaixar a cabeça quando questionava alguma coisa e a pessoa me dizia “ah, esquece isso”. Não, não esqueço. Sempre tive sede de informação, passei minha adolescência estudando com afinco os mais diversos assuntos, os quais ninguém nunca julgou importante. Lembro-me de aos dezessete anos decidir que seria escritora. Depois de tanto mergulhar em diversos tipos de mundo, de personagens e de romances, eu faria com que as pessoas mergulhassem no meu mundo, um mundo que eu criaria como eu quisesse. Um sorriso amargo surge em meu rosto com a lembrança.
Não sei por que estou me recordando de coisas assim enquanto trago profundamente o Marlboro vermelho que está entre meus dedos. Solto a fumaça lentamente, observando-a sumir preguiçosamente com a leve brisa gelada que me faz arrepiar.
Estou de pé na sacada desse hotel desconhecido enrolada em um lençol branco sem vestir nada por baixo. Meu corpo se arrepia com o vento, mas não sei se sinto realmente o frio. Nesse momento, observando a melancólica paisagem londrina que reflete meu estado de espírito, não me preocupo em quantas represálias ouvirei ao voltar à tão temida realidade nova-iorquina. Não sei o que deu em mim, mas sentia que se passasse mais uma hora dentro daquele escritório de cores monótonas eu surtaria. Cancelei minhas reuniões por três dias e rumei para o lugar que sempre quis conhecer. Londres, a terra dos melhores romances já criados.
Mais uma tragada no cigarro e lá se vai a fumaça do mesmo jeito que se foram meus sonhos e ideais. Foi tudo tão rápido que durante os primeiros dois anos foi difícil assimilar. Você vive uma vida feliz e normal. Uma família de classe média alta, minha mãe era Reneé. Um doce de pessoa, carinhosa e amorosa como ninguém. Meu pai, Charlie, não era dos mais atenciosos, mas me amava a sua maneira. Era dono de uma firma de contabilidade a qual eu abominava só de imaginar alguém enfornado nos números durante horas a fio. Então, por um descuido de um taxista que avançou o sinal, um erro insignificante de alguém insignificante, um acidente de carro tira seus pais de você e transforma sua vida.
Agora eu sou Isabella Swan, vinte e cinco anos, CEO da maior firma de contabilidade de toda Nova Iorque. Meu pai se orgulharia de mim.
Balanço a cabeça de leve quando as lágrimas começam a brotar em meus olhos e me livro dos sentimentos ruins que tentam se aproximar. Nada vai estragar esse meu momento. Pela primeira vez em muitos anos, não sou a mulher fria, carrancuda e arrogante que manda em tudo e em todos. Sou a Bella, a mulher cujos sonhos foram destruídos, cujo coração foi congelado, mas a mulher que ainda sente um pingo de esperança que deixa um frio na boca do meu estômago.
Olhando para trás eu o vejo. Está deitado de costas para mim, espalhado sobre a cama e respira tranquilamente. As costas largas subindo e descendo no ritmo de sua respiração, os braços fortes estão ao lado da cabeça, os cabelos acobreados estão bagunçados em seu aspecto pós foda e lençol o cobre da cintura para baixo. Não me lembro muito bem de seu rosto, mas lembro que o conheci em um pequeno pub que frequentei ontem. Ótimo. Meses sem ter um contato íntimo com alguém e quando tenho estou tão embriagada que não me lembro no dia seguinte. Se seu rosto for tão belo quanto à sensualidade dos músculos de suas costas, vai ser uma pena ir embora.
Viro-me novamente para as pessoas lá embaixo. Que horas devem ser? Aposto que com a pressa que estão, qualquer um lá embaixo saberia me informar até os segundos com exatidão, mas provavelmente se eu perguntasse eles passariam por mim sem ao menos terem tomado consciência de que alguém lhes havia falado. Tão focado nos próprios problemas, ocupados demais para notar qualquer coisa que esteja fora de seu limitado campo de visão.
Dou um longo suspiro que me aperta por dentro e libera um resquício de angústia que tanto aprisiono. Minha respiração sai entrecortada denunciando a falha no muro que construí em volta dos meus sentimentos para que não fossem expostos. Trago mais uma vez me concentrando em todas as sensações proporcionadas por aquele simples ato. Não estou de saltos, roupas caras, cabelo penteado e relógio de prata. Estou enrolada em um lençol branco, descalça, com um cigarro na mão. A simplicidade me encanta e me relaxa. Olho para os pobres atarefados e ignorantes lá embaixo.
– Não quero ser como eles. – Digo a mim mesma, a fumaça de frio sai por minha boca a cada palavra anunciada.
– Não precisa ser. – Viro-me para a fonte da voz rouca. Eu estava certa: ele é tão belo quanto em minha lembrança embaçada e alcoolizada. Uma mistura de traços delicados na maçã do rosto com a masculinidade exaltada em seu maxilar bem marcado. Tinha uma boca tentadora, nariz anguloso, olhos de um verde profundo e seu abdômen à mostra era de tirar o fôlego. Tem o lençol enrolado na cintura. Ele sorri timidamente diante da minha perícia nada discreta. – Bom dia. – Ele diz voltando a me olhar nos olhos. Gosto disso, não quero desviar o olhar dele. Senti falta de alguém que pudesse me olhar nos olhos e sorrir francamente como aquele estranho estava fazendo.
– Não sei se está certo. – Sorrio e volto-me de costas para ele, apoiando-me à grade que cerca a pequena varanda.
– Sobre o que exatamente? –Ele se põe ao meu lado e repete minha postura. Ambos olhamos as pessoas lá embaixo. – Você não precisa ser como eles, nem parece ser. – Sorrio diante do elogio.
– Obrigada, mas não falo sobre isso. Acho realmente que já passou do meio dia. – Nos olhamos e ele ri. É um som rouco, relaxado e sou incapaz de não rir também. Ele parece muito jovem.
– Bom, nesse caso... Boa tarde. – Nos voltamos mais uma vez para a paisagem a nossa frente.
– Boa tarde... Ham... – Me dou conta de algo desagradável. Viro para ele e vejo que estava me olhando. Há quanto tempo? Não importa, é tarde demais e já estou corando. – Me desculpe, mas... Qual seu nome mesmo? – Ele sorri amplamente e não parece ofendido, e sim estar achando graça daquilo.
– Edward. Edward Cullen. – Ele me estende a mão e eu o cumprimento. Me sinto estranhamente a vontade com ele. Gosto da sensação que o toque causa em mim. Percebo então seu sotaque explícito quando ele pronuncia o próprio nome. Ele é inglês e os traços de seu rosto incrivelmente lindo fazem todo sentido para mim. Sua beleza é tipicamente britânica e me encanta.
– Eu sou...
– Isabella. – Ele interrompe. Meu nome sendo pronunciado daquela maneira faz soar tão... Erótico que sinto os músculos abaixo no meu ventre se contorcerem. Meu rosto esquenta novamente. – Está com vergonha de mim? – Ele pergunta incrédulo com um sorriso divertido no rosto. Não posso deixar de rir.
– Bom... Não sei onde estou, estamos quase nus, transamos noite passada e eu nem lembro seu nome. – Listo seguido de um trago longo. – Acho que é motivo suficiente. – Embora eu esteja debruçada sobre a grade e olhe distraidamente a paisagem, estou ciente de seu olhar queimando meu rosto.
– Será que... Eu posso? – Ele faz um gesto em direção ao meu cigarro. Passo para ele e o observo. Como alguém pode fazer algo como fumar parecer tão atraente assim? O modo como seus longos dedos seguram o cigarro já no fim, o modo como seus lábios se apetam em volta dele, o modo como suas bochechas são puxadas para dentro quando traga. Ele franze a testa distraidamente, olhando para longe e a fumaça sai de seus lábios entreabertos. Para mim, esses poucos segundos se arrastaram em câmera lenta. Esse homem é real? Ele joga a guimba do cigarro lá embaixo, e volta a me olhar tranquilamente. Não sei qual foi a última vez que me senti desconcertada com alguém e ao mesmo tempo tão tranquila. – Sabe Isabella, eu podia deixar você se martirizar para sempre, mas vou ser honesto com você. Não aconteceu nada entre nós ontem. – A informação me pega de surpresa e não sei o que responder, portanto apenas sustento seu olhar enquanto o espero prosseguir – Ontem quando vi você naquele pub, sentada no balcão e bebendo direto da garrafa achei interessante. Quer dizer, você estava com saltos enormes, óculo de grau, um coque bagunçado e sua roupa não condiziam com nada. – Ele riu distraído, parecia estar revivendo aquilo – Fiquei curioso e... Bom... Você é linda, não posso negar minha intenção ao chegar em você. – Meu rosto esquentou e ele riu novamente – Mas você me ignorou completamente e percebi não havia sido seu melhor dia. Propus pagar a próxima cerveja se você ao menos falasse comigo. – Meu Deus, quanto mais ele falava mais eu me tocava do quanto tinha bebido. Não me lembro de quase nada, mas a medida que ele fala vejo flashs dos acontecimentos. – Você acabou bebendo demais, me contou coisas sobre você e disse que queria passar a noite comigo. – O descarado prendia o riso enquanto me contava – Um homem te esperava do lado de fora, seu motorista creio eu, e ele nos trouxe pra cá. A gente bem que tentou, mas... – Sem resistir ele gargalhou. Um som rouco, lindo. – Você pegou no sono.
– Oh, não. – Gemi tampando o rosto com as mãos. Um pensamento aterrorizante me ocorre e volto a encará-lo – Você não... Fez nada... – Antes que eu pudesse terminar ele se dá conta do que eu perguntaria.
– Não Isabella, por que eu faria isso? – Encolho os ombros, envergonhada. Ele abre um sorriso torto pra mim que me faz esquentar diante do frio naquela varanda – Gosto de relações recíprocas. – Não sou capaz de prender o riso e o alívio toma conta de mim. Decido que se eu tivesse que ter alguma coisa com Edward, eu deveria estar bem acordada. O pensamento me entristece um pouco. Amanhã vou embora.
– Obrigada. – Murmuro cabisbaixa.
– O que houve? – Ele segura meu queixo e ergue meu rosto para que eu o olhe.
– Nos conhecemos a pouco, mas acho que vou sentir falta de você. – Comento rindo, sem acreditar que disse aquilo. Sua mão cai ao lado de seu rosto e seu sorriso some.
– E para onde você vai? – Debruço-me novamente sobre a grade, sem olha-lo.
– Vou voltar para Nova Iorque. Devo ter te contado que moro e trabalho lá, estou certa? – O olho rapidamente e ele assenti, então volto a olhar as pessoas lá embaixo. Suspiro triste.
– Você me contou muitas coisas ontem. – Ele para ao meu lado e imita minha postura. – Me contou sobre seus pais, seu trabalho e sobre o que queria ser.
– Acho que estou em desvantagem. Você sabe toda minha vida, mas não sei sobre você.
– Você tem o dia livre hoje. Que tal um passeio? Está com fome? – Olho para ele e vejo seus olhos brilharem diante da ideia.
–x-
– Como assim você nunca andou de ônibus? – Edward ri livremente zombando da minha falta de conhecimento com a simplicidade. Estamos no segundo andar de um típico ônibus inglês.
Seria eternamente grata por Jacob, meu motorista, ter passado onde havia ficado hospedada ontem e ter levado uma bolsa de roupas para mim. Visto simplesmente uma blusa de manga cinza, calça jeans, uma toca, meu sobretudo e o amado all star. Como senti falta de me vestir assim. Pedi para Jacob levar Edward para casa para que ele pusesse trocar de roupas. Me surpreendi quando voltou e sorriu abertamente ao me ver e disse “Você está linda”. Corei violentamente e saímos para tomar café, pois descobrimos que ainda eram 10h da manhã. Edward fez questão que eu dispensasse Jacob e fossemos dar uma volta ao seu modo. “Meulugar, minhas regras, garota americana” ele disse alegremente e não pude recusar. Passamos no Starbucks e compramos uma caixa com dez donuts e dois cafés para viagem, os quais ele não me deixou pagar.
– O que posso fazer? Nunca vima Londres. – Finjo mal uma voz petulante – Além do mais, passei minha vida indo de carro pra lá e pra cá, num sei nem se consigo andar ainda. – Então rimos juntos enquanto eu observo por fora da janela. Sem resistir a curiosidade, viro-me para ele. – Onde pretende me levar, garoto britânico? – Edward sorri lindamente ao apelido.
– Primeiramente– ele destaca a palavra lentamente – Vamos ao Hyde Park fazer um piquenique. Depois vou te levar para uma série de pontos turísticos. Não posso deixar você sair de Londres só tendo a imagem de um pub cheio de bêbados em mente. – Seus olhos brilham de ansiedade e creio que seja um reflexo do que os meus devem estar. Ontem quando cheguei desperdicei um dia inteiro no quarto do hotel simplesmente por não saber por onde começar. Foi assim que parei naquele pub e agora aqui estou eu.
– Hey Edward, olhe. – Aponto pela janela. Ele se curva sobre mim e aprecia junto comigo o sol que começa a vencer as pesadas nuvens. Ele cheira tão bem que me distrai, mas disfarço quando ele se afasta.
– Parece que você deu sorte, lá fica ainda mais bonito com sol.
Edward e eu nos acomodamos embaixo de uma árvore. Diante de mim está um imenso espaço aberto com famílias sobre toalhas xadrez, crianças correndo e cachorros pegando discos tacados por seus donos. O lugar é enorme com chafarizes, um lago, muitas árvores de vários tipos. Estou encantada.
– Meu Deus, Edward. Este lugar é lindo. – Ele está ao meu lado sorrindo orgulhoso.
– É o meu lugar preferido. – Sorrio com a revelação.
– Isso me faz lembrar que o objetivo aqui é saber mais sobre você.
– Será que podemos fazer isso enquanto comemos? – Diz ele abrindo a caixa de donuts. Estão muito convidativos.
– Oh, por favor. Estou morrendo de fome. – Antes de falar devoramos quatrodonuts e bebemos quase todo o café num silêncio agradável até Edward quebra-lo.
– O que quer saber de mim?
– Bom... Não sei. Lembre-se do que te contei sobre mim e conte-me a sua versão. O que acha?
– Ok. – Ele sorri pensativo. – Meus... Pais moram em Los Angeles, se mudaram faz dois anos. Eu tenho duas irmãs: Alice e Rosalie. Alice estuda moda e Rose é advogada. Eu trabalho naquilo que gosto embora isso só dê para pagar o aluguel no apartamento velho que eu moro e como preciso comer sou garçom nas horas vagas naquele mesmo pub em que nos conhecemos. Sou solteiro e não tenho relações sexuais há quase uma semana. – Ele termina gargalhando. Eu coro imediatamente e coloco um donut em sua boca para que ele pare de rir.
– Não acredito que falei isso pra você. – Enterro o rosto nas mãos tentando não rir.
– Sabe... Quase um ano é muito tempo. – Ele gargalha com a boca cheia.
– EDWARD! – Repreendo lhe dando uma cotovelada no braço, mas não resisto e rio também. – Por favor, não vamos mais falar da minha vida sexual, devo ter falado o bastante ontem. – Ele ri concordando. – Então... Você disse que trabalha no que gosta. O que é?
– Eu sou pintor. – Ele tem um brilho nos olhos quando fala – Há um tempo atrás até rendia um bom dinheiro, mas ultimamente não tenho o que pintar. Trabalho no parque desenhando as pessoas que pedem, mas o que eu gosto mesmo é quando vem aquela inspiração e eu pinto algo que tenho vontade. – Seus olhos se viram para mim e me olha nos olhos. Eu poderia olha-lo por horas a fio sem me importar com mais nada.
– Quantos anos você tem? – Pergunto o distraindo, então voltamos a comer.
– Vinte e três, por quê?
– Você parece tão jovem quando sorri. – E ele dá um sorriso tímido. – Exatamente como agora.
– E você, quantos anos têm?
– Vinte e cinco. – E os donuts acabam.
– Perdendo sua vida dentro de uma empresa de contabilidade. – Ele me olha curioso – Se queria ser escritora, porque não é? – Aquele assunto me entristecia um pouco. Nunca havia conversado sobre isso com ninguém e me perguntei “Por que não com Edward? Depois de amanhã nunca mais vai vê-lo mesmo.” Esse pensamento me entristece ainda mais.
– Alguém tinha que tomar conta da empresa do meu pai. – Respondi seguido de um longo suspiro – Durante um tempo ela ficou sob os comandos de meu tio e quase faliu. Quando me tornei maior de idade assumi a diretoria já que sou a herdeira por direito. Conduzo muito bem, modéstia à parte, e a empresa vai melhor do que nunca.
– E mesmo assim você não parece feliz com isso. – Quando olho em seus olhos, me dou conta de que ele tem razão. É só reparar na diferença de tom com que Edward, mesmo sem muito dinheiro, se orgulha ao falar sobre pintar. E eu, com todo aquele dinheiro na conta, não sei o que fazer com ele e nem ao menos sei se gosto dele. Não quero ser pobre, ninguém quer. Só quero ganhar fazendo o que gosto.
– O que eu posso fazer? – Sorrio melancólica –Meu pai se orgulharia de mim.
– Garanto que ele preferiria que você fosse feliz. – sou pega de surpresa por suas palavras e pela verdade nelas que ninguém nunca havia me dito.
– Não quero falar sobre isso, Edward. Por favor. – Ele assente e volta a me dar seu sorriso radiante. Meus sentimentos ruins ficam para trás.
– Então vamos logo, só temos hoje e nosso passeio ainda está no começo.
–x-
Posso dizer que para quem nunca havia andado de ônibus e metrô, peguei o suficiente de experiência por uma vida toda. Edward comprou uma câmera descartável e tirava fotos minhas nos lugares onde fomos. Fomos ao Museu Imperial da Guerra onde Edward me contava a histórias de alguns objetos dispensando qualquer guia que o museu tivesse, ao Palácio de Buckingham onde Edward observava fascinado os quatros e eu observava fascinada Edward que falava sobre os quadros, fomos à Abbey Road onde Edward insistiu para que eu fizesse a famosa pose dos Beatles atravessando a rua.
Eu já estava exausta quando nos jogamos sobre a grama do Green Park [n/a: link da foto nas notas finais] nos encostando ao tronco de uma árvore. O vento frio ainda me fazia estremecer, mas um sol agradável passava por entre as brechas das folhas e batia em meu rosto. Apoiei a cabeça no tronco atrás de mim, fechei os olhos e aproveitei a sensação de paz que há muitos não sentia.
– Desde que começamos no tour você não para de sorrir. – Comentou Edward ao meu lado. Ele tinha razão, tinha um sorriso bobo e feliz no meu rosto que simplesmente não saía. Abri os olhos virei meu rosto para o lado, olhando-o.
– Você me deixou mais cansada que um dia de trabalho e eu estou muitofeliz por isso, Edward. Obrigada, mesmo. – Ele sorriu satisfeito consigo mesmo.
– Posso me considerar responsável por esse sorriso então? – Edward também estava com a cabeça apoiada o que fazia seu rosto ficar bem próximo ao meu.
– Com toda certeza. – Ele sorriu ainda mais. Naquele momento, olhando naqueles olhos do mais lindo tom de verde, senti meu coração acelerar e aquilo que acho que chamam de ‘borboletas no estômago’. Eu estava diante de um homem que conheci de forma pouco convencional que se revelou ser pessoa mais simpática, generosa e interessante que eu conheço em anos. E amanhã eu diria ‘adeus’ à ele.
Eu podia beijá-lo e ficar com aquilo na minha cabeça quando eu fosse embora. Não poderia voltar tão cedo e eu sofreria com isso. Eu podia simplesmente agir e arcar com as consequências dos meus atos enquanto esse não-tão–estranho segue sua vida como antes. Esse simples ato poderia destruir os muros que eu demorei tanto para construir dentro de mim e eu me apegaria a ele, ainda mais do que já me apeguei, e eu não sei se suportaria perder mais alguém.
Com relutância, desviei meu olhar do de Edward e voltei a fecha-los sentindo o sol agradável em meu rosto. O ouvi suspirar ao meu lado.
– Cansada, garota americana?
– Não faz ideia, garoto britânico. – Ele riu.
– Espero que se recupere, temos mais lugares para visitar e vamos precisar do seu motorista.
–x-
Edward me deixou em frente ao hotel onde dormimos juntos, onde Jacob me esperava, com o aviso de que iríamos jantar e dançar a noite. Jacob me leva de volta para o hotel onde estou hospedada, pego todas as minhas malas e volto para o hotel onde passei a noite com Edward. Passaria minha última noite em Londres ali naquele quarto.
Visto um vestido curto rosa, sapatos pretos de salto e meu sobretudo para aguentar o frio. Deus ajude minhas pernas. Meus cabelos soltos estão estrategicamente bagunçados, gloss nos lábios e um make pesado nos olhos. Me olho no espelho e lá está ele; aquele sorriso idiota que não deixa meu rosto desde o começo do dia. Meu rosto vai sentir falta desse sorriso, assim como meu peito vai sentir falta dessa euforia e ansiedade que quase me sufocam e assim como eu vou sentir falta de Edward. Não quero pensar em despedidas, então dou pequenos ajustes no meu visual quando ouço a buzina de Jacob lá embaixo avisando que Edward havia chegado.
Deixo o casaco aberto para que meu vestido possa ser mostrado. Dentro do elevador bato o pé no chão com impaciência e quando as portas se abrem eu praticamente corro por elas. Ele me espera na entrada e está... Esplêndido. Usa um blazer preto sobre a camisa branca de gola V, calça jeans escura e um tênis preto. Edward é, definitivamente, uma visão deliciosa.
Ando em sua direção enquanto seus olhos me examinam discretamente e um sorriso torto surge em seu rosto. Quando paro em sua frente, seus olhos param nos meus e estão cheios de promessas maldosas e ocultas. Ruborizo diante de seu olhar. Não sei o que esperar dessa noite.
– Está incrivelmente linda, Isabella. – Sorrio.
– Obrigada. Você também não está mal. – Balanço a mão com desdém e ambos vamos rindo para o carro.
– Para onde, Srta. Swan? – Pergunta Jacob ao volante.
– Para onde, Sr. Cullen? – Me dirijo a Edward sorrindo.
– 773 Fulham Road, restauranteLunaNuova.
Jacob começa dirigir pela noite de Londres.
– Sabe, Isabella...
– Bella. – Interrompo-o – Me chame de Bella. – Ele sorri abertamente.
– Sabe,Bella... Hoje foi um dia incrível e eu queria agradecer por ter confiado em mim para te guiar num lugar totalmente estranho. – Ele olha em meus olhos e segura minha mão entre as suas. Lá estão as borboletas no meu estômago novamente. Já não estou muito velha para sentir isso? O que importa é que eu gosto, mas a ideia de gostar tanto me entristece. – Quero que saiba eu... Nuncavou esquecer você. E quero dizer, acho que não vou ter outra oportunidade de falar isso, que você é uma mulher incrível, inteligente e totalmente capaz de fazer a própria felicidade.- A seriedade em sua face me deixava sem palavras, eu queria formar algo para falar mais simplesmente não saía — Por favor, não se esqueça disso quando voltar a sua vida em Nova Iorque. — Ofeguei quando Edward terminou de falar, percebendo então que eu prendi a respiração durante seu monólogo.
–Edward eu... Não sei o que dizer. — Engoli seco obrigando o soluço que estava se formando a sumir — Muito obrigada e eu... Não esquecerei você. Nem que eu tente, nem que eu queira... Não acho que eu seja capaz. — Quando digo estas palavras sou subitamente freada pela verdade com que elas saíram e me vejo diante de uma situação inusitada: Pela primeira vez não quero entender algo, não quero explicações sobre o que disse, sobre o que estou sentindo e sobre o que quis dizer com isso. Não sei se quero saber o que Edward quis dizer com "totalmente capaz de fazer a própria felicidade", não quero explicações complexas, pois elas me assustam. A ignorância sempre foi uma bênção e é melhor assim. Quero aproveitar essa minha última noite com o garoto britânico sorridente com quem passei o dia. Seus olhos se arregalaram um pouco, brilhantes diante da minha confissão. Sua boca se abriu prestes a falar algo quando o carro parou.
–Chegamos, Srtª Swan. — Avisou Jacob quebrando o contato visual entre eu e Edward. Jacob deu a volta do carro e me abriu a porta.
–Obrigada Jacob. — Ele assentiu formalmente. Edward parou ao meu lado e pegou minha mão. Quando o olho, lá está o sorriso que tanto me apeguei e não consigo deixar de sorrir ao vê-lo.
–Espero que este restaurante esteja à altura da melhor empresária de NY. — Brinca ele.
–Tenho gostos muito refinados, Sr. Melhor Pintor que Da Vinci. — Entrego meu casaco ao homem que nos recebe na entrada e vamos para uma mesa ao canto.
O ambiente é tranquilo e intimista, uma música suave toca ao fundo bem baixinho, tem um bar ao fundo onde drinks são servidos. Um jovem garçom se aproxima quando nos acomodamos. Sua pele bronzeada e olhos levemente puxados deixam claro que é de origem indígena. Ao ver Edward, não esconde um sorriso feliz.
–Hey Edward. — Cumprimenta baixinho para que não o peguem — O que faz aqui? — Então seu olhar se volta para mim e sua boca se abre um pouco.
–Dessa vez não estou aqui para servir. — Ele ri, mas o jovem não desvia o olhar de mim. Sinto meu rosto esquentar e olho para Edward, que tenta não rir. — Seth... Poderia parar de babar na minha acompanhante? — O jovem pisca várias vezes e sorri envergonhado olhando para Edward.
–Desculpa, cara. É que nunca te vi com ninguém assim e quando vem... Ela é linda, cara. — Ele comenta como se eu não estivesse ali, mas gosto dele.
–Sim Seth, ela é. — Concorda Edward me olhando com os olhos escurecidos e com um sorriso que me faz contorcer.
–Então... — Ele ajeita a postura e pega um bloquinho e uma caneta de prata — O que vão querer?– Olho para Edward indicando que ele pode pedir por mim.
–Vamos querer o Salmão Defumado e umPouillyFumé. A garrafa, por favor. — Seth tenta disfarçar, mas parece surpreso. Eu também estou. Ergo as sobrancelhas para Edward que me retribui com um sorriso satisfeito. O jovem anote e depois sai.
–A garrafa? — Pergunto sem me conter.
–Não vamos beber tudo aqui. — Seu tom de voz ansioso e misterioso me diz que não vou conseguir mais nenhuma informação.
O jantar é servido e está maravilho, o vinho é divino, mas nada se compara com os sorrisos que Edward dá durante nossas conversas.
–Então quer dizer que já trabalhou aqui?- Eu pergunto finalizando minha segunda taça de vinho.
–Digamos que eu já fui garçom em alguns lugares. Mas tenho que confessar que estamos tendo uma primeira vez. Também nunca comi aqui, mas sempre morri de vontade.
–Posso afirmar que não errou na escola do jantar e do vinho. São ótimos.
–Obrigada, Bella. — Ele me olha nos olhos e sinto meu peito apertar.
–Posso retirar os pratos? — Seth chega e interrompe aquele contato íntimo, embora sem toques.
–Sim Seth, vamos levar a garrafa. — Seth assenti e se retira a mesa enquanto nos levantamos.
–Pegue seu casaco e me espere na porta, vou pagar a conta. — Franzo a testa e olho em volta. Quando Edward está para se virar eu seguro seu ombro.
–Edward, você...
–Sim, Bella. — Ele interrompe, sorrindo gentilmente — Eu posso pagar. Tenho minhas economias. — Ele pisca para mim e me faz rir. Afirmo timidamente coma cabeça e sigo para pegar meu casaco.
–x-
Em menos de meia hora sinto o meu coração na boca ao passar pela fileira de árvores iluminadas por pequenas lâmpadas azuis. Ao final, London Eye brilha maravilhosamente iluminando o céu azul marinho.
–Eu sempre quis vir aqui. — Digo sem fôlego. Edward está caminhando ao meu lado tranquilamente enquanto fita meu rosto.
–Eu sempre quis trazer alguém aqui. — Ele diz baixo, o brilho nos seus olhos me fazem suspirar. O vento frio sopra meus cabelos os bagunçando e me fazem sorrir. Edward também acha graça.
–Não ria de mim. — Empurro seu ombro com o meu. Para minha surpresa ele envolve meus ombros em seus braços num abraço apertado que levo alguns segundos para retribuir, mas por fim enlaço sua cintura e enterro meu rosto em seu peito inalando o máximo que consigo de seu cheiro. Ele é tão cheiroso.
–Acho que vou sentir mais falta de você do que imagino. — Ele murmura colando sua boca em minha testa. Sinto meus olhos arderem, mas me recuso a ceder às lágrimas.
–Não vamos falar de despedida agora. — Forço minha voz a sair firme. Não quero me soltar dele. Com um suspiro pesado e triste ele me solta, mas deixa um braço em volta do meu ombro e eu o seguro pela cintura e assim caminhamos juntos.
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Na cabine do London Eye só há eu, Edward e um casal no canto oposto. Estamos no topo, Edward está atrás de mim me abraçando pela cintura, minhas mãos na sua e seu queixo apoiado em meu ombro. Vejo tudo daqui de cima, milhares de pontinhos de luz reluzem lá embaixo.
–É tão lindo... — Digo maravilhada com a vista.
–Você é mais. — Edward sussurra próximo ao meu ouvido e me faz arrepiar. Acabo me rendendo a um pequeno soluço que foge da minha garganta e em segundos as lágrimas também saem. Não quero chorar, não agora, mas não consigo resistir. — Oh, Bella. Não chore. — Ele me vira de modo que estou com o rosto em seu peito, soluço baixinho enquanto ele acaricia meus cabelos. Meus braços apertam sua cintura e meus dedos estão cravados em suas costas. Não quero solta-lo. Nunca.
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Por mais que tenha sido difícil me desvencilhar do abraço acolhedor de Edward, mesmo depois de eu ter parado de chorar e termos ficado olhando a vista abraçados, o trajeto chega ao fim.
De mãos dadas e conversando aleatoriamente sobre a impressionante vista, estamos de volta ao carro, felizes e animados novamente.
–E agora, garoto britânico, para onde? — Pergunto quando nos acomodamos no carro novamente.
– Acho que você precisa de animar. Afinal, são 21h ainda.
E onde vai ser isso? — Ele sorri abertamente.
–Vamos dançar.
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[música: I Fell So Free ]
APachaé uma boate não muito longe de onde estávamos e tem uma fila enorme na porta. Para o meu espanto, Edward trabalhou um curto período de tempo como segurança o que nos leva da portaria direto para o camarote. Ocamarote é simplesmente divino. Sofás de couro e baixa iluminação deixam o lugar com um ar sexy. Lá embaixo as pessoas se aglomeram sobre as luzes coloridas, um globo de espelhos pende do teto e uma música eletrizante faz meu sangue acelerar.
Edward e eu rimos livremente, sem vergonha alguma, depois do terceiro drink e já estamos altos.
–Vem, vamos dançar. — Puxo Edward pela mão e deixo meu casaco sobre o sofá. Passamos pelo meio de todos que não parecem se importar com esbarrões ou pisões do pé. Finalmente consigo me posicionar embaixo do globo de vidro, mas não sei porque eu quis chegar ali.
O homem da música canta sobre liberdade e eu me deixo levar naquele pensamento. Jogo os braços para o alto e me deixo levar pelo ritmo. Os braços fortes de Edward envolvem minha cintura e eu começo a perder o pouco do raciocínio que tinha. Nossos corpos estão colados e... Meu Deus, ele sabe dançar. Me viro para ele e ficamos com as testas coladas, os olhos fechamos enquanto nos mexemos lentamente com o pequeno solo de saxofone.
Sinto a boca de Edward no meu rosto, seus lábios descem para minha mandíbula e quantos chega em meu pescoço solto um pequeno gemido que a música, graças a Deus, não deixa ninguém ouvir. Suas mãos no meu quadril me puxam para mais perto levando minha barriga de encontro ao volume em sua calça jeans. Tudo abaixo do meu ventre esquenta. Abro os olhos, surpresa, e ele tem um sorriso lascivo no rosto.
Não penso.
Agarro seus cabelos, enroscando as mexas nos meus dedos e o puxo para um beijo. É um beijo feroz, urgente e sem espaço para respirar. Suas mãos apertam minha cintura, nossas línguas se a cariciam, ele morde meu lábio inferior e o puxa de leve. Não estamos mais nos mexendo, não é preciso. A música, antes alta, agora é um eco distante. Não existem pessoas em volta, não existe mais nada em volta. Ele leva a mão a minha nuca e entrelaça o dedo nos meus cabelos afastando meu rosto, ambos em busca de ar.Ele me abraça apertado e sua boca está próxima ao meu ouvido, consigo ouvir sua respiração ofegante.
–Estou querendo fazer isso desde que acordei e te vi naquela varanda. — Minha cabeça gira com sua voz, seu hálito no meu rosto.
–Achei que fosse desde o pub. — Comento rindo.
–É diferente. — Ele diz, mas não entendo. Não tenho tempo de perguntar, pois ele continua — Vamos lá pra casa, Bella? — Ele volta a beijar meu rosto, pescoço e um beijo rápido nos meus lábios. — Por favor, passa essa noite comigo. — Seus olhos estão nos meus, implorando e há dor neles. Me sinto desconcertada, pois também quero e tentei resistir, tentei evitar. Mas ele pedindo é diferente. É mais do que posso aguentar. Digo que sim com a cabeça e ele me puxa pela mão.
[ fim da música ]
–x-
–Para onde, senhores? — Pergunta Jacob quando nos acomodamos no banco traseiro. Edward se apronta para falar seu endereço, mas o interrompo.
–Para o hotel onde estávamos pela manhã, por favor. — Edward me olha com um brilho nos olhos e eu sorrio. É o lugar onde quero passar minha noite. Minha última noite em Londres.
Minha última noite com Edward.
–x-
Estamos na varanda observando as pessoas lá embaixo. Não consigo pensar nada a respeito delas, pois meu pensamentos estão concentrados em Edward que tem um braço em volta da minha cintura e uma taça de vinho na mão. Estamos bebendo o vinho que trouxemos do restaurante e a garrafa já está no fim.
–Posso fazer um comentário? — Franzo a testa diante disso.
–Ham... Pode, eu acho. — Digo confusa, Edward ri.
–Você ficamuitogostosa com esse vestido. — Sussurra ele perto do meu ouvido e meu corpo inteiro se arrepia e esquenta. Fecho os olhos e jogo a cabeça para trás, o que dá livre acesso a ele, que começa a beijar meu pescoço. — Mas confesso... Que não vejo a hora de tirar ele de você. — Murmura contra minha pele e solto um gemido, que faz Edward sorrir. Ele coloca a taça sobre a pequena mesa ao lado e coloca uma das mãos espalmada sobre minha barriga enquanto a outra desde a alça fina do meu vestido.
[ música: Turning Page ]
– Vem pra cama. — Ele se afasta e me puxa pela mão até o lado da cama, então para a minha frete e me beija. Profundamente, lentamente e até apaixonadamente. Quando percebo, meu vestido já está aos meus pés.
Seus dedos passeiam por minhas costas, delicadamente de cima para baixo. Os meus estão enrolados em seu cabelo. Ele me deita delicadamente sobre a cama, seu corpo sobre o meu, a mão em minha coxa puxa meu quadril de encontro à sua ereção contida pela calça. A outra massageia meu seio, seus dedos longos puxam meus mamilos e não sei se vou resistir por muito tempo, mas ele não parece ter pressa.
Sua boca deixa a minha e desce por meu pescoço, ombros, colo, beija meus seios, barriga e seus dedos descem aos poucos minha calcinha e ele me beija... Lá. Gemo vergonhosamente alto quando sua língua me toca circulando o clitóris e me fazendo contorcer. Me agarro aos seus cabelos que fazem cócegas em meu ventre. Suas mãos apertam minhas coxas. É tudo tão bom, tão sensacional que quase grito em protesto quando ele para.
Ele se pões sobre mim, os lábios brilham como prova da minha excitação. Não sei quanto foi, mas ele já se livrou das roupas. Num movimento lento, olhando nos meus olhos, ele entra em mim. Soltamos um lamurio em uníssono até ele me preencher por completo e ele para. Estamos nos olhando, tão conectados...
Ele se move para fora, lentamente. Fecho os olhos e jogo a cabeça para trás.
–Oh, Bella... — Ele geme, abro os olhos para vê-lo e ele está entregue. Com os olhos fechados com força, a boca aberta e a cabeça um pouco para trás. Edward entregue ao prazer é a mais bela das visões.Ele começa a se mover, primeiro devagar, as mãos passeando pelo meu corpo, mas com o tempo nos perdemos, as investidas são mais fortes, mais rápidas.
Nossos corpos estão tão próximos, meu coração parece que vai explodir toda vez que nossos olhares se encontram. Nossos corpos se encaixam perfeitamente, minha mente está a mil, nossa conexão vai muito além da corporal.
Um dia. Foi o que eu precisei para descobrir o que tanto fazia falta em mim, descobrir porque de um dia pro outro senti algo tão insuportável a ponto de largar meu trabalho por três dias e vir para esse lugar desconhecido. Um dia foi o que eu precisei para me encantar, apegar e me apaixonar por Edward Cullen e me sentir viva de novo.
Envolvo seu quadril com minhas pernas o puxando para mais fundo e ele grita meu nome. O modo como sua voz sai rouca, alta e fora de controle... Meu corpo estremece e eu chego ao ápice gritando uma versão distorcida do nome dele. Minha mão escorrega de seus cabelos e cai ao lado da minha cabeça, na cama. Edward investe mais uma... Duas... Três vezes e ele seu corpo treme sobre mim , sua mão agarra a minha e entrelaça nossos dedos enquanto ele chega ao seu orgasmo.
Seu corpo desaba sobre o meu, o rosto enterrado em meu pescoço e ambos ofegantes ainda de mãos dadas. Com a mão livre eu brinco com as mechas de seu cabeço bagunçados. Ele ergue a cabeça para me olhar quando sua respiração volta ao normal.
–Achei que tinha dormido. — Ele sorri e parece dez anos mais jovem e dez vezes mais lindo. Nego com a cabeça. Enquanto olho seus olhos, meu coração se aperta novamente.
–Como me apeguei a você tão rápido? — Pergunto com a voz embargada pelo choro que tento conter.
–Acho que foram minhas habilidades como guia turístico. Nunca falha. — Nós rimos e ele volta a deitar a cabeça olhando em direção a varanda. Fito seu rosto tranquilo enquanto uma lágrima escorre por meu rosto.
Ficamos um tempo em silêncio aproveitando a companhia um do outro, imersos em nossos pensamentos. Estou prestes a pegar no sono quando me pronuncio.
–Não quero voltar. — Minha voz sai como um suspiro sufocado. Edward não responde de imediato e acho que ele já dormiu, então fecho meus olhos pronta para ceder à inconsciência quando ouço sua voz embargada.
–Não vá.
Notas finais
Não consegui colocar o link na palavra, desculpem.
Próximo capítulo só com reviews, preciso saber se vocês querer o resto. Espero que tenham gostado, até ♥
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