Bring me to life
13 Nothing Like a Prom
Notas iniciais
POV Amy
Os dias se passaram e o baile já é hoje. Rebekah ficou desconfiada depois daquela "vingancinha" que eu fui mandada fazer com Klaus. Ela primeiro não acreditou que eu apenas o deixei excitado, achava que eu tinha feito algo a mais. E como eu fiz. Mas depois inventei uma desculpazinha qualquer e ela pareceu acreditar.
Eu estava com Matt a dar os últimos retoques na decoração, já que o baile já é hoje. Caroline não gostou nenhum pouco, mas foi Rebekah que sugeriu a ideia para o Comitê de Festas da escola, no qual fui obrigada a participar por uma certa loira. Eu gostei da ideia, quer dizer, era isso ou anos 70 e as calças boca-de-sino. Deus me livre eu usar aquilo.
– Tudo bem?-indagou Matt. Não, nada está bem, estou nervosa e ansiosa aliás hoje é o baile e Klaus vai ser meu acompanhante. Depois daquela noite maravilhosa não nos falamos muito, apenas o necessário. Ele percebeu que Rebekah estava desconfiada e mantivemos a distancia, nem tocamos mais no assunto, mas posso confirmar que foi a melhor noite da minha vida.
– Sim, está.- respondi.- Sabe onde está Rebekah?
– Provavelmente se arrumando, já que já está quase na hora do baile e você ainda está aqui.- Olhei para o relógio e arregalei os olhos ao constatar que já estava atrasada.
– Trabalhamos tanto e as horas voaram que eu nem percebi.
– Sim. E acho que Rebekah vai ficar uma fera contigo, se não for logo se arrumar.
– Tem razão. Você cuida do resto?
– Claro. Não preciso me maquiar, nem fazer o cabelo, isso poupa bastante tempo.
–Obrigada loiro, até de noite, beijinhos!!!- acenei e saí as pressas. Entrei no carro, que Klaus deixou pra mim e dei partida a caminho da mansão. Cheguei em casa, não encontrei ninguém, devem estar se arrumando com certeza. Não tive tempo de passar no quarto de Rebekah, pois estava mais que atrasada e também não queria receber uma bronca que só Rebekah Mikaelson dá.
Comecei a me arrumar, fiz um coque de lado no cabelo e coloquei como acessório tipo um head-bands que as mulheres costumavam usar em festas daquela década. O vestido era preto, na parte dos joelhos ele caía em franjas, coisa que também eram bastante comum nos anos 20. Meu vestido era parecido com o de Lea , o dela também era preto, já o de Callie e Marley eram brancos, todas nós pegamos os vestidos com Klaus que mantinha os vestidos guardados, nem sei pra quê, mas nem perguntei. Minha maquiagem era básica, nada de mais e nem de menos, só uma pele bem feita, olhos deliniados e boca marcada com um vermelho vivo. Às sete horas já estava pronta, me olhei no espelho pela milésima vez e me agradou o que vi, realmente eu estava muito bonita, modesta parte. Coloquei um largo sorriso no rosto, só para esconder meu nervosismo. Saí do meu quarto e desci as escadas, se não tivesse o escorre- mão eu juro que eu tinha tombado até lá embaixo.
Klaus e os outros estava na sala, acho que me esperando, pois todos estavam prontos. Os homens estava com seus smolkings e as meninas com os seus belos e brilhantes vestidos, difícil saber quem era os mais bonitos. Nem preciso falar de Klaus né? Estava impecávelmente perfeito, mas isso não é nenhuma surpresa já que esse homem é perfeito por natural. O que me surpreendeu mesmo foi Elijah e Lea de braços dados, que babado!!! Esses dois ainda vão dar muita história. Callie e o pé no saco do Kol também estavam de braços dados, mas isso não é novidade.
– Está muito bonita, sweet.- Klaus me cumprimentou estendendo-me a mão que aceitei depois de murmurar um "obrigada".
– Vamos logo!!!- exclamou Lea num tom bastante entediado.
– Tava demorando pro mal humor aparecer, credo Lea hoje é dia de festa, vê se fica alegre pelo menos uma vez na vida.- disse Callie.
– Cuida da sua vida, patricinha. Agora vamos logo!- esbravejou a morena, fazendo todos rolarem os olhos.
– Ai que mal humor!- falei e ela me deu língua. Maturidade a gente se vê por aqui.
Saímos da mansão, direto para o jardim onde estavam estacionados os carros. Em um fomos eu e Callie no banco de trás, Kol no passageiro e Klaus dirigindo. Já no outro foram só Lea e Elijah, parece que Marley vai acompanhada com um garoto pois o tal Detetive Fitz não quis acompanhá-la, pois tem medo das pessoas jugarem mal por ele ser bem mais velho que ela.
– Vem cá- chamo a atenção de todos no carro- Cadê a Rebekah, não a vi o dia todo!
– Não sabemos, no certo deve ter ido mais cedo para ajustar o que precisava.- Respondeu Kol, apenas assenti, mas algo me dizia que Rebekah não estava bem.
xOx
Entramos no ginásio e vimos Matt cuidando das bebidas, Klaus cruzou nossos braços e me guiou até uma mesa, depois saiu para pegar bebidas. Alguém toca meu ombro, me viro para trás. Era Tyler.
–Tyler!- gritei e o abracei. Muito bem, vamos esclarecer esse atrevimento todo: Como já disse, Tyler era ou ainda é um grande amigo, mas ele começou a andar com o grupinho dos sonsos. Bléh! Mas se eu me atirar pra cima dele for causar ciúmes naquela loira aguada, então por mim tudo bem. Me julguem, nunca disse que era santa.
–Amy!- exclamou e retribuiu o abraço. — Está linda.
– Obrigada.- agradeci apartando o abraço.
–Tá maluco?! Se Klaus te...- Caroline chegou nenhum pouco feliz, ela ia falar algo mas acabou parando ao perceber minha presença. Me lançou um sorriso desgostoso e eu apenas retribui com um sorriso cheio de ironia.
– Até já.- disse e escapuli-me da discussão do casalzinho do ano, avistei Klaus e me aproximei.
– Me concede uma dança milady?- Nem respondi e fui logo o puxando para a pista de dança. Ele sorriu e me rodopiou.
–Klaus!- exclamei esganiçada e começamos a dançar, comigo já no solo. A música continuou, depois de passados alguns minutos, uma música romântica começou a passar. Klaus repousou sua mão em minha cintura e, a minha foi parar em seu ombro, enquanto nossa mão direita estavam dadas.
– Eu ainda não vi Rebekah.- Falo e ele me rodopiou mais uma vez.
– Nem eu, sweet. Ela deve estar por aí.- Respondeu depois que voltei para seus braços.
– Assim espero, sabe, ela se dedicou tanto por esse baile. -falo e passo uma olhada pelo salão em busca da loira, mas só vejo a Sonsa Gilbert e o Salvatore mais novo, a loira escorrida e o Tyler e a Bennett com um morenão bonito.
~O~
–Ah, Amy! Aí está você, onde esteve?- Perguntou Callie entrando no meu ponto de vista.
– Oi! Fui pegar gelo e, acabei me perdendo de Klaus.
– Puff, você também foi deixada?
– Como assim?
– É que nossos "príncipes" nos deixaram plantadas loirinha.- Se entrometeu Lea.- Deveria ter aceitado o convite do outro panaca do time de futebol.- Continuou a morena, ela parecia indignada.
– E agora?- pergunto.
– Agora vamos procurá-los.
–E depois?
– Depois vamos brigar com eles oras!- Responde Callie já irritada com meu excesso de perguntas e lerdeza. — Ah e só pra constar o trio maravilha e o resto da patrulha também sumiram.
– Ótimo! Você também vai atrás deles Lea?- pergunto para a morena que está visivelmente irritada pelo fato de ter sido abandonada.
– Mas é claro loira, até parece que vou deixar isso por nada. Ele tem que aprender que ninguém deixa Lea Evans largada numa festa com cara de bunda.
– Vamos!
Saímos do ginásio, os corredores estavam mal iluminados, nada que a lanterninha do celular não resolva. A música alta ficava cada vez mais abafada, até que ouvimos uma conversa. Puxei-as para se esconderem e pedi com o dedo indicador entre os lábios para que ficassem quietas e caladas.
" Será que Esther vai matar Elena?"
"Fique calma barbie, seu nervosismo não vai ajudar em nada."
"Não sabemos Car, mantenha a calma. Elena sempre arruma um jeito de ficar bem, mas temos medo do que Esther possa fazer."
"E agora?"
"Bonnie está tentando quebrar o feitiço que mantém os vampiros presos aqui dentro."
" Como assim?"
"Esther fez um feitiço, nós não podemos sair, mas os humanos conseguem normalmente."- Respondeu uma voz que eu deduzi ser do Stefan.
"Esther está lutando contra mim!"– Ouvimos a Bennett se pronunciar pela primeira vez.
" Ela não pode ter tanto poder assim, deve estar canalizando de algum lugar..."
–Klaus?- sussurramos todas juntas.
" ... Um lugar sagrado"
Depois de alguns minutos a Bennett volta a falar.
"Preparem os humanos, já sei onde ela está."
De repente Jeremy e Matt saem sem nos perceber, já que acabamos por entrar no armário do zelador, depois os outros também sumiram restando apenas a Bennett que não tardou em logo sair da sala.
– Temos que falar com ela!- exclamo.
– Não temos nada, ela não é nossa amiga, se você dissesse que escutou a conversa no mínimo ela te jogaria um Avada Kedavra¹. — Rolo os olhos com o dicionário Potterhead² de Lea. (N/a: Gente Avada Kedavra¹é um feitiço proibido que contém no filme Harry Potter. Avada Kedavra é uma magia considerada uma maldição imperdoável. Um raio verde sai da varinha e mata o oponente instantâneamente. Avada Kedavra (maldição da morte):Avada significa "Eu destruo/mato". Considerando que Kedavra significa "como eu falo", logo fica "Eu mato quando falo". E Potterhead²são fãs de Harry Potter, assim como eu.)
– Bonnie!- parei-a, tive sorte de ainda encontrá-la no corredor. Ela se vira, me olhando confusa, talvez seja porque eu esteja falando com ela, ou porque chamei-a pelo primeiro nome geralmente chamo-a de Bennet, mas ainda acho que é porque estou falando com ela.
– O que quer?- perguntou ríspida, acho que Lea tinha razão no mínimo ela me jogaria um Avada Kedavra!
– Eu escutei tudo, e peço uma explicação.
– Pois é, que lance é esse de bruxa, vampiro, Esther e blá blá blá, depois dizem que eu sou a drogada.- Se entrometeu Lea, na verdade ela sempre se entromete.
– Amelia...
– Só Amy!
– Amy, sei que está confusa, mas peço que fique sem saber de nada, pelo menos por enquanto. Você é uma simples humana, viva sua vida.- Oi?
– Como assim "você é uma simples humana"? Você também é, ou não?
– Eu sou uma bruxa...
– Você e suas amiguinhas todas são, nós já sabemos.- Interrompeu Callie, dei uma cotovelada a repreendendo. Bonnie suspirou irritada e logo continuou.
– Não Montgomery, eu realmente sou uma bruxa. Aconselho que fiquem sem saber de nada. Quem entra nessa vida perigosa, não tem mais como fugir. Esse é o meu destino como bruxa, fiz coisas que mexeram com o equilíbrio da natureza e arco com as consequências. Pergunte ao Klaus, acho que ele explicará, mas se ele gosta mesmo de você, vai querer te manter de fora dessa Hasting.- Disse, depois se virou e saiu. Olhei para as meninas e elas mantinham a mesma cara de tacho que eu.
– O que foi isso?
– É impressão minha ou a Bennett até que foi amigável?
– Hoje tá todo mundo querendo nos deixar com cara de tacho!- reclamou Callie, não pude deixar de concordar.
– Não sei, isso tudo foi confuso. É melhor irmos lá pra casa, já está tarde e não temos mais pares.- falo e elas apenas concordam.- Acho que vamos ter que pegar um táxi, ou então vamos ter que ir a pé.
– É, hoje realmente fomos esquecidas, além de nos deixar sozinhas em um baile, ainda nos deixam sem carona. É a treva!- reclamou Callie mais uma vez.
Já na mansão Mikaelson...
– Esse lance de vampiros está me deixando maluca.- disse Lea.
– Quem diria que a senhorita "fiz coisas que mexeram com o equilíbrio da natureza" é uma bruxa de verdade, deve ser maneiro ter poderes e essas coisas.- eu e Lea rolamos os olhos com o comentário da loira.
– Sabe você faz jus da cor do seu cabelo, Callie.- falou Lea indignada com a idiotice de Callie, que apenas deu língua. Quanta maturidade!
– Posso falar um segredo?- Pergunto já cansada daquelas duas.
– Mas é claro, somos amigas e amigas contam segredos, é isso que nos torna unidas.- Responde a loira.
– Lembram que depois da festa do Tyler, onde brigamos com a Gilbert eu resolvi ir sozinha pra casa?-
–Não eu não lembro estava bêbada.- responde a morena me fazendo rolar os olhos.
– Eu não me lembro mas Marley me contou.-
– Ok, tudo bem. Naquela noite eu estava indo sozinha pra casa de Shane e de repente um cara bonitão me parou e ficou perguntando o que uma moça fazia sozinha aquela hora na rua e blá blá blá. De repente, o olho dele ficou preto com veias sobre saltadas embaixo dos olhos e mais... ele tinha presas.- Falo e elas arregalam os olhos.- Daí eu tentei fugir, mas ele apareceu na minha frente do nada, numa velocidade incrível.
– E...?
– E aí que eu me dei conta que ele era um vampiro, lembro-me do papai me contando algumas coisas sobre eles. Lembro até da noite do incêndio lá em casa, que eu e Alison ficamos sozinhas pois meus pais saíram para resolver algo depois de uma notícia da TV que corpos sem uma gota de sangue. Diziam que era um animal, mas hoje estou ligando os fatos e acho que são... vampiros.
– Sim, mas continuando a história do vampiro bonitão, que te atacou...
– Ah! Daí ele me segurou com uma força sobrenatural e me mordeu o pescoço, de repente ele foi arrancado de cima de mim e depois não lembro de mais nada, só que acordei no quarto de Klaus e conheci a família dele.
– Uau, parece coisa de filme!- Exclamou Callie.
– Mas, não é. Isso pode ser verdade e se...- pauso pensando na possibilidade de Klaus e sua família também serem vampiros.
– E se...?- insistiu Lea.
– Se os Mikaelson forem vampiros?
– Você não tá acreditando nessa bobagem está?- perguntou Lea, apenas assenti.-
– Lea, acabamos de descobrir que a Bennett é uma bruxa, vampiros devem existir também.
– E se for uma pegadinha daquela anã de jardim, se toquem, ela e as amiguinhas nos odeiam, não perderiam uma chance de nos fazerem de tolas.- Respondeu de mal humor. Até que o ponto de vista dela tinha lógica, aquelas piranhas não perderiam a chance de nos humilharem.
– Mas... e o vampiro que me atacou?-
– Deve ser um lunático qualquer, ou você apenas desmaiou na ída pra casa e acabou batendo a cabeça, Klaus te encontrou, te trouxe pra casa e você imaginou que fosse um vampiro. Fim.
– E a conversa deles hoje, você ouviu.- insistiu Callie, acho que também está pensando como eu.
– Eles devem ter... bebido muito e ficaram malucos, inventando coisas, agora calem a boca e vamos dormir que esse lance de bruxas, vampiros e zumbis estão me deixando maluca de vez.-
– Zumbis?
– Você entendeu!
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