Bring me to life

14 A Ressaca do Baile


Notas iniciais
Hey sweets, como estão?! Gente, vejam minha foto do perfil, a Diwa da Demi Lovato com cabelos rosas,ashuashuashu melhor que o azul!!! Adorei os reviews do capítulo anterior, obg de coração!!! Amei todos, mas então vou deixar um avisinho: Próxima semana começa as aulas '-' e não sei se vou ter muito tempo pra postar diariamente, mas seja o que Deus quiser e vamos na fé! Amém?! Esse capítulo vai ser inspirado no episódio 3x20... Enjooy ;)

Capítulo 14: A ressaca do baile

Acordei totalmente indisposta, só de lembrar que a senhorita Rebekah sumiu e até agora não deu sinais de vida e que fui abandonada no baile de ontem minha autoestima sobe até lá em cima. Sentiu a ironia? E também tem o lance da bruxinha Bennett e os vampiros, são tantas perguntas, mas nenhuma resposta. O que os Mikaelson são? Quem é Esther e o que ela queria com a Gilbert?

Coloquei o rádio no volume alto para que as duas bonecas acordem logo, ela queixaram-se, mas não tô nem ai, o quarto é meu e eu mando aqui, certo? Me arrumo e depois despacho as vadias, pois o comitê de organização vai se juntar para arrumar a bagunça da porcaria de baile.

Encontrei a loira escorrida, lê-se: Caroline, na entrada do colégio, murmurei um "bom dia" por educação, mas a ridícula fez questão de ignorar, nem ligo! Entramos juntas, uma ignorando a existência da outra como sempre, ela recebe uma ligação e parou no meio do caminho, apressei os passos e adentrei o refeitório onde marcamos o encontro. Me deparo com Rebekah, sinto alívio em saber que está bem, mas ao mesmo tempo fico furiosa por essa loira de farmácia não ter ido ao baile.

– Bom dia, Bekah.- falo com ironia chamando sua atenção.- Está bem? Onde raios se meteu? Por que não foi ao baile? Sabia que eu fiquei preocupada?

– Sim estou bem, só ocorreram uns probleminhas...
Caroline entrou no refeitório e Rebekah mudou logo o comportamento.

–Está atrasada!

– Onde está Matt?- desconversou a aguada, ignorando totalmente o que Rebekah falara. Comecei a ler a lista de coisas que temos que fazer, e só pra avisar não eram poucas não.

– Ligaram do trabalho e ele teve que ir.

– Está brincando?- indagou Caroline.- Somos só nós três?

–Sim e só pra constar o Comitê de Organização começou às oito da manhã- Caroline olhou para o celular.

– São oito e dois minutos.

– Exatamente, cheguei a tempo de limpar toda a bagunça de um baile que organizei e não fui.- disse Bekah e eu suspirei já cansada daquela discussão desnecessária.

– Parem as duas, estou cansada de ouvir a voz de vocês e, Rebekah não precisa ficar no pé da Caroline, até porque dois minutos fazem toda a diferença.- ironizei, despejei os copos de plástico na lixeira e pelo canto do olho vi Caroline murmurar algo para Rebekah, fazendo-a olhar pra ela. Não parecia que estavam brigando a segundos atrás.

– Lamento pelo seu professor de história. Parecia um bom homem.- Caroline ficou abalada, e o que aconteceu com o Sr. Saltzman?

– Sim, ele era.

– Era? Como assim, o que aconteceu com o Sr. Saltzman?- Pergunto fazendo as duas olharem pra mim.

– Ele morreu ontem a noite.- Caroline respondeu e eu arregalei os olhos.

– Meu Deus!

– Pensei que ontem fosse ser divertido, mas me enganei.- disse Bekah.

– Que belo trio nós formamos!- Exclamou Caroline.

– Uma que perdeu o baile de sua vida, a outra perdeu o professor de história e eu fui abandonada pelo meu par no baile.- Concluo o que Caroline quis dizer.

– Nik te abandonou?!- Perguntou Bekah, assenti.

– E Elijah e Kol também abandonaram as meninas.

– Que safados!

– Unrum... esquece! Agora vamos por a mão na massa e por onde começamos?-

– Vou começar pelo ginásio.- Rebekah disse.

– E eu vou sair pelos corredores recolhendo o lixo.- agora foi a vez de Caroline se prontificar.

– Bekah eu já vou lá te ajudar, mas primeiro vou com a Caroline. Ok?- pergunto e ela assente, logo saindo pela porta nos deixando sozinhas. Um silêncio desconfortável se forma na sala e logo Caroline o quebra.

– Fica aqui!- disse e depois saiu pelos corredores me deixando na completa confusão que se forma em minha cabeça. Ai você pensa que eu resolvi obedecer e permanecer aqui sozinha, certo? Errado! Comecei a correr pelos corredores atrás dela, virei para a direita e me deparo com uma cena no mínimo absurda. Rebekah e Caroline cravando um pedaço de pau em... Alaric? Mas ele não estava morto?

– Amy corre!- gritou Rebekah. Não sei o que deu em mim, mas eu senti que corríamos perigo e comecei a correr feito uma desesperada, só que não foi o suficiente. O Sr. Saltzman, ou pelo menos a versão má dele, me atirou contra os armários com uma força fora do comum, bati com a cabeça e instântanemente apaguei.

POV Rebekah

Descobri que o caçador está vivo e que agora é um vampiro invencível, até mais forte que eu. Na hora em que me atacou eu senti medo, medo por mim e por Amy. Caroline pareceu sentir a presença dele e logo chegou tentando me ajudar a cravar uma estaca no infeliz. Senti a presença de Amy e logo a mandei correr, ela obedeceu. Eu também corri junto com Caroline, mas ela foi pega. Com certeza Amy também foi pega e agora me sinto mal por tê-la deixado lá com o caçador do mal, mas agora a única coisa que posso fazer é avisar meus irmãos.

Cheguei em casa fechando a porta atrás de mim com toda força possível.

– Nik, Elijah, Kooool!!!- gritei, mas não houve resposta.- Niiiiik, Elijah e Kooooooooool!

– O que quer Rebekah?- perguntou Nik, visivelmente irritado.

– Vocês não me ouviram não? De hoje que grito por vocês!

–É claro que escutamos, na verdade a cidade inteira escutou sistah.- brincou Kol.

– Não é hora para piadas Kol.

– O que houve irmã?

– Alaric...está vivo, mais vivo do que nunca! Me atacou no colégio, Caroline tentou me ajudar, mas ele é invencível, é uma máquina de matar. Amy apareceu lá e eu mandei ela correr, mas não adiantou, ele a pegou Nik!- falei já com os olhos marejados, nunca pensei que fosse chorar por uma amiga, na verdade nunca pensei que fosse ter uma amiga. Amy se tornou especial pra mim, para o Nik, para todos nós, ela é como uma irmã que nunca tive. Amy sempre me entendeu e me apoiou, se eu a perder me culparia pela eternidade.

– O que?!- esbravejou Nik.- Como foi deixar isso acontecer Rebekah? Por que não a tirou de lá?!- Gritou jogando o copo de whisky na parede que se espatifou em centenas de pedaços.

– Desculpe Nik, eu tentei protegê-la, mas não fui forte o suficiente.

– Não a culpe Niklaus.- me defendeu Elijah.- Fique calmo, vamos pensar no que fazer, com cabeça quente não vai adiantar nada, tá na cara que ele quer usá-la para chegar até nós, vamos dar um jeito irmão, temos que dar um jeito!

POV Amy

Acordei sentada em uma cadeira, olhei para o lado e lá estava Caroline com lápis cravados em cada uma de suas mãos e uma tira de pano branco na boca que lhe causava queimaduras. Era uma cena terrível, que ninguém gostaria de ver. Seu rosto estava com marcas de lágrimas, eu era lá muito fã de Caroline, mas isso não quer dizer que eu gostaria de vê-la naquele estado . Voltei meu olhar para frente e Alaric estava sentado com os pés em cima da mesa do professor.

– O que fez com ela?!- pergunto furiosa, tentei ir ajudá-la, mas o esforço fez com que minha cabeça latejasse e minha visão ficar turva e acabei tombando pro lado. Alaric riu de forma sarcástica, o que me fez ficar mais furiosa que o possível.

– Não se preocupe Amy, você não é meu alvo, é apenas um atalho para chegar até os Mikaelson.

– O que pretende professor?- pergunto receosa e com medo da resposta.- E aliás, era pra você está morto, não?- ele gargalhou, sério cara, isso já tá me dando nos nervos!!!

Arg.

– Pois é, mas a bruxinha acabou por me alimentar e então aqui estou eu!- terminou apontando para si próprio.

– O quê? Alimentar? Como assim?- ele rolou os olhos teatralmente.

– Ela me alimentou com sangue o que fez com que eu completasse a transição.- Transição? Do que esse doido está falando? Pensa Amy, pensa! Sangue? Alimentar? Mas é claro...

– Vampiro?- sussurrei mais pra mim do que pra ele, mas ele pareceu escutar, pois bateu palmas como se eu tivesse feito uma grande descoberta.- Meu Deus, então é verdade?

– Verdade o quê?-

– É de vampiros que estamos falando, não?

– Sim Amy, é de vampiros que estamos falando e sim eles existem, assim como bruxas, lobisomens e híbridos.

– E o que os Mikaelson tem a ver com isso?!

– Os Mikaelson tem tudo a ver com isso, eles são os primeiros vampiros criados Amy, os Originais e o seu queridinho Klaus, é um híbrido, metade lobo, metade vampiro.

– meus olhos se arregalam com a tal informação. Então minhas suspeitas são verdadeiras.

Olhei para Caroline que tinha lágrimas grossas escorrendo pela sua pele fina e branca.

– Bem na hora. — disse Alaric olhando em direção à porta onde Elena apareceu, ela me olhou e depois desviou olhando para a amiga que estava ao meu lado.

– Solte-as.- pediu desesperadamente.

– Solte-as você mesma.-

Elena pensou por um instante, assentiu e, foi até Caroline. Aproximei-me de onde elas estavam, ainda com um pouco de esforço, olhei para Elena e com um olhar decidimos nos esquecer das intrigas, dos insultos, da rivalidade e das indiferenças, tínhamos que trabalhar juntas em função de escaparmos de lá. Pegamos ao mesmo tempo os lápis que estavam cravados em Caroline, um em cada mão. Puxávamos devagar para não doer muito, Caroline tentava não gritar, quando de repente, Alaric empurrou os lápis para dentro de novo fazendo Caroline urrar de dor.

Maldito! Se eu pudesse, arrancaria as mãos dele e depois iria fazer ele comê-las.

– Quantas vezes preciso repetir Elena, não confie em vampiros!- gritou ele me fazendo encolher na cadeira onde estava sentada a segundos atrás, Elena sentou-se ao meu lado. Alaric sorriu diabolicamente e tirou a fita da boca de Caroline, molhou a mesma num líquido estranho e a loira implorou.

– Não, por favor Alaric!- ele se foi para trás dela e pegou pelas pontinhas da tira.

– Alaric, para!- gritou a morena ao meu lado, eu me mantive imóvel, ainda processava o fato de Alaric, meu professor de história ser um vampiro que quer matar minha nova família, que também são vampiros, mas não são quaisquer vampiros, são os Originais! Olhe só minha sorte, minha vida acaba e quando eu começo a reconstrui-la, ela vira de cabeça pra baixo de novo.

– Afaste-se!- exclamou ele pegando Elena pelo braço.

– O que é isso?- perguntei apontando para o líquido desconhecido por mim. Elena me olhou incrédula, acho que pela minha pergunta idiota. Preciso concordar, não é hora para perguntas tolas... mas não resisto a curiosidade! Me julguem.

– Isto é verbena, erva letal para vampiros e assim vai manter a erva no sistema de Caroline, é como inalar lâminas de barbear a cada respiração.- Meu Deus! Isso é coisa mais cruel que eu já vi em toda minha vida. A fita queimou Caroline e ela gritou.

–Por que estás a fazer isto? – perguntou Elena e eu fechei os olhos, que ameaçavam deixar as lágrimas saírem como cascatas, mas lágrimas são sinônimo de fraqueza, e o que menos posso demonstrar nesse momento é a fraqueza.. Ver Caroline chorar de dor, em um estado deplorável, era horrível. Não sou sua amiga, mas estávamos juntos na mesma teia.

–Para facilitar quando você tiver que acabar com a dor dela – respondeu Alaric.

–O quê? Não! – exclamou Elena.

–Não era o que você queria, Elena? – indagou Alaric numa voz cordial, como se fosse uma simples pergunta de um professor. – Que eu te ensinasse como matar um vampiro? Bem, aqui está uma vampira, Elena. Mate-a.- ele entregou uma estaca para Elena, ela olhou para a estaca com receio e fúria.

–Isto não é o que eu queria.

–Claro que é. Todas aquelas horas que passou treinando, tornando-se mais forte… você pode ser uma caçadora, Elena. Mas na verdade nunca colocou uma estaca no coração de um vampiro.- Alaric começou a andar de um lado para o outro, com a estaca na mão, furioso por Elena não aceitar a estaca.

–Porque está fazendo isto? – Elena voltou a perguntar.

–Porque você é só uma adolescente de dezoito anos, sem pais, sem qualquer rumo e sem qualquer noção do que é certo ou errado! – exclamou ele.

–Olha para si mesmo, Alaric. Como é que isto é certo? – indagou ela, apontando para a amiga.

–Ela é uma assassina! – disse ele, apontando a estaca para Caroline.

– Não, ela não é.

–Ela me disseque tinha matado uma pessoa. E que tinha gostado. Ainda tem certeza que quer defender a tua amiga vampira? – falou olhando para Caroline e depois virou-se para Elena. – Como é que isso é certo?- Elena o fitou.- –Ouve, Elena, os teus pais lideravam o Conselho. Dedicaram as suas vidas para manter a segurança dessa cidade. Não foram precisos sequer seis meses depois da sua morte para você desfazer tudo. Até os seus pais Amy, protegiam essa cidade com as próprias vidas, ainda é capaz de ficar ao lado dos vampiros Amy?

–Você não sabe nada deles!

–Porquê? Estou errado? Achas mesmo que eles estariam orgulhosos de você? Morando em uma casa cheio de vampiros que não hesitariam sugar todo o seu sangue até a última gota?!

Eu sei o que ele quer, fazer com que uma de nós duas- mais precisamente, Elena.- acabasse se juntando a ele, nesse planinho ridículo de matar Caroline e os Mikaelson.

– Se não estiverem do lado dos humanos, são tão más como eles. Agora mate-a Elena, ou farei eu mesmo. E farei ser doloroso.

–Não – murmurou Elena, com lágrimas nos olhos.

Elena não moveu um músculo, e então Alaric pegou nela com força pelo braço e obrigou-a a ficar de frente para Caroline, com a estaca na mão. Ela olhou para mim, completamente desolada e Caroline olhou para mim com medo e pena.

Porém Elena, em um ato de coragem, tentou desferir uma estaca em Alaric. Eu disse tentou, pois ela não conseguiu. Ele pegou-a pelo braço impedindo a estaca de se aproximar de seu corpo.

–Pensei que tinha te ensinado melhor do que isso – disse ele, mas Elena apenas disse:

–E ensinou.

Elena atirou o frasco de verbena na cara dele que encolheu-se logo. Com o resto das minhas forças, ajudei Elena a tirar os lápis e a tira de pano de Caroline.

– Busquem ajuda!

Começamos a correr, senti que Elena tinha ficado presa com Alaric. Caroline já não estava mais no colégio. Que vadia! Eu chorei por ela, e ela nem sequer me ajuda a fugir daqui. Mal agradecida. Rum...

Minha cabeça ainda doía, mas eu tinha que correr, tinha que seguir em frente. Corri me apoiando nos armários dos corredores, me desequilibrei e... apaguei pela segunda vez no dia.

Notas finais
Comentem, recomendem, favoritem e acompanhem. GO GO GO GO! Kisses ;*