Bring me to life
2 Finally met you
Notas iniciais
POV Amy
Um mês já se passou depois que perdi minha família. Estou morando na casa de um amigo do meus pais. Ainda estou a procura de um tutor. Minha rotina mudou bastante, antes eu acordava bem disposta, era a rainha do colégio, saia com as amigas depois do treino das cherleaders, vivia com um sorriso estampado no rosto. E agora sou só a garota órfã, que perdeu a família em um incêndio.
~Flashback on~
Acordei com uma brecha de luz batendo em meu rosto. Me levantei aos poucos com um pouco de preguiça, mentira foi com muita preguiça mesmo. Me sentei na ponta da cama, afagando os olhos e recuperando a visão aos poucos. Logo ouvi uma batida forte na porta, um fato que me deixa bastante irritada. Posso ser a pessoa mais alegre e extrovertida do mundo, mas simplesmente fico de mal humor quando alguém me acorda, principalmente com uma batida nenhum pouco delicada na porta do meu quarto.
– Vamos Amelia, levante-se...- Ouvi minha mãe falar após bater com certa agressividade na porta do meu quarto...- Senão vai chegar atrasada, não vai querer ouvir o Sr. Saltzman falando que vai comprar um relógio da hello kitty pra você, né?
– Já acordei mãezinha...- Sim, é assim mesmo que eu chamo minha mãe, puff...- E não se preocupe, não vou me atrasar.
– Te espero no café da manhã.- Minha mãe disse, depois de entrar no meu quarto, em outras palavras eu diria: Invadir o meu quarto. — Não demore!!!
Após minha mãe sair, eu me levantei com certo desdenho, Ainda bem que hoje é sexta. Uffa!!!
Fiz minha higiene matinal e logo me vi descendo as escadas de minha casa. Encontrei meu pai sentado na ponta da mesa lendo as notícias do dia no jornal.
– Bom dia Amy.- Falou meu pai sem tirar os olhos do jornal. Ele sempre é assim, já estou até acostumada. Meu pai é o assistente da sheriff, lê-se Liz Forbes, ele nunca está em casa e quase nunca ficava com a gente. Ele não é a pessoa mais carinhosa do mundo, mas eu o amo.
– Bom dia, pai!- Falei em resposta após me sentar na cadeira e me servir com o café da manhã que estava exposto à mesa. Mamãe nunca soube cozinhar muito bem, mas sempre que pode tenta fazer panquecas, como hoje mesmo. Mas, o maior problema é que as panquecas têm gosto de cimento, bom eu não sei realmente o gosto de cimento, mas dá pra comparar. O pior é que ela sabe disso, mas minha mãe continua a fazer, ela diz que sempre sonha com aquelas famílias felizes que passam em filmes e séries comendo panquecas e waffles no café da manhã com um sorriso de orelha à orelha.- Cadê a Alison?
– Estou aqui irmãzinha...- Cantarolou Alison. Bom, Alison é minha irmã que recebe todo o carinho e amor do meu pai. Ela é tão bela. Loira, alta, egocêntrica, adorada, coisa que até me dá inveja, "às vezes seria tão bom se ela não existisse"... Meneio a cabeça afastando para longe esse pensamento.- Panquecas? Sério mãe? Você sabe que suas panquecas são horríveis.
– Alison!!!
– O que foi Amy? É a mais pura verdade...- Ah esqueci de mencionar, além de ser tudo aquilo e muito mais, ela também é sincera ( e até demais)!- Sinto muito mamãe, mas eu acho que vou tomar café no caminho! Tchauzinho papai. Vamos Amy?- Tomo meu suco em um gole só, dou um beijo no meu pai e na minha mãe e... lá vamos nós!
– Boa aula querida... Pra você também Amy!
~Flashback off~
Fui tirada dos meu devaneios quando esbarro em alguém e, é ai que eu lembro que estou no meio do corredor do colégio. Minhas coisas vão ao chão na mesma hora e quando eu me abaixo para pegar sinto uma mão macia tocar na minha. Então eu o vi. Parecia um anjo de tão lindo. Fiquei o admirando para ter certeza se não era uma estátua bem esculpida. Ele me olha sorrindo e, com certeza devo estar com cara de boba. É uma pena não conseguir retribuir o sorriso.
–Precisa de ajuda?- Meu Deus, que sotaque maravilhoso. Ele é tão lindo e está bem aqui na minha frente. Isso só pode ser um sonho. Meneio a cabeça afastando aquele pensamento. Ele deve estar me achando uma idiota.
POV Klaus
Eu acordei com uma ansiedade enorme. Fazia tempo que eu não me sentia assim. Depois que a vi, meus dias mudaram, minha vida mudou. Nesse último mês eu tenho observado-a de longe. Ela continuava um pouco abatida e triste, e me doía por dentro vê-la assim.
Resolvi segui-la até o colégio, ela parecia entretida nos pensamentos. E eu só queria me aproximar e fazê-la esquecer de tudo. Queria poder passar um dia inteirinho admirando sua beleza. Mesmo triste, ela conseguia ser linda. E então, vejo a hora de colocar meu plano em prática. E acabo esbarrando, propositalmente, nela e as coisas dela vão ao chão.
Fico olhando para ela. E não consigo não sorrir ao vê-la me olhar tão intensamente. Toco sua mão levemente e contanto com sua pele me deixa em êxtase. Amelia tem esse efeito em mim.
– Precisa de ajuda?- Ela é tão mais perfeita de perto.
– An... É... Não precisa, obrigada!- Responde gaguejando.
– Qual é sweet? Me deixe ajudá-la.
– É... tudo bem.- Dou um sorriso e começo a ajudá-la. Ela ergue o rosto e, me fita. Eu apenas me perco naquela imensidão verde que são os olhos dela. Quando percebo, já tínhamos juntado todos os livros.
– Me chamo Niklaus Mikaelson...- falo após nos levantarmos- E qual é o seu nome sweet?- É eu sei o nome dela, mas adoraria ouvir mais um pouco a voz dela.
–... Amelia, Amelia Hasting.- Ela dá um sorrisinho de canto e, eu apenas retribuo.- Mas "Amelia" não é muito legal, então me chame só de Amy.
– Prazer em conhecê-la love e... sinto muito por derrubar seus livros. É que é impossível não ficar desnorteado com a sua beleza sweetheart.- Ela abaixa a cabeça e posso perceber que está corada.
– É... não foi nada. — Não deixo de sorrir com a sua tímidez.- Prazer em conhecê-lo, mas agora tenho que ir.
– Ah! Tudo bem sweet. Espero que possamos ser amigos.- Ela apenas acena e me dá as costas. Fico parado no meio do corredor e a vejo sumindo no meio daqueles adolescentes babacas.
Pronto, o meu dia está ganho. Eu a conheci e, por meros segundos consegui tocá-la. Ouvir sua voz foi a melhor parte. Eu sinto algo forte por ela, algo que depois de séculos jamais pensei em sentir novamente... Amy me atrai tanto que não consigo parar de pensar nos seus belos cabelos dourados, queria poder tocá-los pelo menos uma vez.
A última vez que me senti tão atraido por alguém foi um milênio atrás, por Tatia. Ela era muito bonita, com aqueles cachos castanhos perfeitos. E aqueles potes de mel que eram os olhos dela. Eu era apaixonado por ela, ela foi a melhor coisa que aconteceu comigo. Tatia era a mulher mais linda da minha aldeia. Por onde passava atraía olhares, não foi por menos que eu e meu irmão Elijah nos apaixonamos. Mas, agora ela está morta.
Mas, depois de tanto tempo eu a encontro, e posso dizer que um dia ela será totalmente minha. Ela trouxe meus sentimentos de volta, coisa que eu jamais pensei em ligar de novo.
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