Notas iniciais
Mais um capítulo fresquinho, hehehe' Enjoy :)

POV Amy

Ele era lindo, os olhos mais belos que já vi. E de pensar que ele tocou minha mão. Seu nome é Niklaus, até o nome dele é lindo. Seu sotaque então... nem se fala. Ele é muito atraente, mas eu acabei de perder minha família, acho que é muito cedo pra pensar em um relacionamento. Se é que ele iria querer algo comigo. Não que eu seja feia, longe disso, até porque já fui a garota mais bonita do colégio, agora sou a órfã que fica sozinha pelos cantos.

– Senhorita Fabray, pode repetir o que eu disse?

–...

– Senhorita Fabray?

– Anhhh... O-oi?- Nem percebi que ela estava falando comigo. Só me dou conta quando estão todos abafando um risinho,"Adolescentes idiotas". Aquela professora nunca foi muito com a minha cara e, sempre que pode me faz passar por idiota. -Me desculpe Srª Grey, mas eu não escutei o que a senhora disse.

– Vou deixar essa passar senhorita, mas na próxima vai direto para a coordenação.- Apenas aceno com a cabeça.

A chatice, quer dizer, a aula se segue. E eu sempre me sinto entediada, principalmente nas aulas da Srª Grey. Só percebo que está na hora do intervalo quando vejo todos saindo em disparada pela porta." Acho que não sou só eu que me sinto entediada aqui". Arrumo minhas coisas e saio em direção aos corredores.

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Eu o vi, de novo. Estava me fitando e eu apenas corei. Ele me sorri e apenas retribuo. Ele tem covinhas, e eu me derreto em covinhas.
Meneio a cabeça, para afastar aquele pensamento para longe. Mas, parece impossível não se perder naquele sorriso dele. Eu me sinto tão atraída por ele. Não acho que ele sinta o mesmo por mim, até porque foi só um esbarrão no meio de um corredor de um colégio cheio de idiotas, isso sim é a coisa mais clichê que eu já vi. Parece até aqueles filmes românticos que o garoto esbarra na garota que gosta só pra puxar assunto.

"Será que ele planejou aquele esbarrão?"

Arghhh!!! Já tô ficando maluca. Tô até inventando coisas pra pensar que ele está gostando de mim.

– Sinto muito por seus pais Srª Hasting...- Ahh meu Deus!!! É ele.

– Anhhh... O-obrigada.- Qual é o meu problem? Será que eu não consigo falar com ele sem ao menos não gaguejar?

– Será que posso sentar aqui?- É claro que pode, que não vai querer que um deus grego se sente ao seu lado? Meu Deus eu tenho que parar com esses pensamentos. Como pode um cara fazer com que toda a minha sanidade se esvaia?

– É... claro!- Ele apenas dá um sorriso e se senta.
O silêncio reina na mesa, eu não sei o que dizer, tenho medo de falar asneiras e ele me achar uma maluca e acabar se afastando. Eu sempre fui muito faladeira, mas na época eu tinha assunto. Hoje em dia as pessoas só falam que sentem muito por meus pais e eu só aceno ou concordo, no mínimo falo um "obrigada".
Decido ficar calada mesmo e apenas engolir minha comida de vez.

– Soube que está precisando de um tutor...- Ele acaba quebrando o silêncio, porém o assunto não é um dos melhores.

– É verdade, mas não achei nenhum ainda.- Falo colocando uma mecha rebelde do meu cabelo atrás da orelha.

– Hmm... Seus pais eram ótimas pessoas.- Inclino a cabeça e faço olhar de confusa, ele apenas dá aquele sorrisinho de canto que eu me derreto.

– Como? Eles nunca falaram de você. Não que eu me lembre.

– Você era pequena, não deve lembrar de mim.- Peço pra ele continuar a falar mais. Ele me diz que conheceu meus pais em um cruzeiro, e eles viraram amigos. E o mais inesperado foi que ele se ofereceu para ser meu tutor. Eu não consigo encaixar essa idéia na minha cabeça de jeito algum, ele pode ser lindo e tudo mais, mas é que ele é muito misterioso e eu nem o conheço direito. Depois resolvi mudar de assunto e, começamos a falar de coisas aleatórias e fúteis. Ele me disse que já viajou o mundo inteiro e, que conheceu vários lugares. O sinal tocou, nos despedimos. E quando eu vi, já estava na porta da sala de história.

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O sinal finalmente tocou, arrumei minhas coisas sem muita pressa. Deixei algumas coisas no ármario e depois fui direto para o estacionamento.
Sinto uma mão no meu ombro e me viro para ver quem é

– Hey Amy, você vai para festa hoje na casa do Tyler, né?.- Era Callie, Lea e Marley. Elas são minhas melhores amigas. Somos muito diferentes. Eu prefiro participar das líderes de torcida, era muito alegre e expontânea. Callie é a mais maluca, muito egocêntrica e orgulhosa. Não é a pessoa mais inteligênte do mundo, mas é uma ótima amiga. Marley é a mais inteligente, não liga muito pra essas coisas de moda, é uma ótima conselheira. Lea é a problemática, sempre se drogando e se embêbedando, talvez seja a falta de atenção dos pais. É muito fechada, mas eu a adoro. Além de tudo é uma ótima amiga.

– Não sei não meninas, é tudo tão recente.- Abaixo a cabeça e coloco uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.- Não sei se consigo.

– Vamos lá Amy, você precisa se divertir.- Dessa vez é Marley que fala.- Vamos estar lá com você a qualquer momento.

– Qual é Amelia Hasting, sem você a festa não é a mesma.

– Por favor Amelia não, esse nome é horrível. Você sabe que eu não gosto...- Elas me olham com cara de pidonas, só Lea que estava com cara de tédio com aquilo tudo. Ela diz que somos muito mimadas e não sabe como consegue ser nossa amiga.-... Tudo bem eu vou.- Falo e dou as costas a elas. Antes só consigo ver o sorrisinho vitorioso de Callie.

– Sério? Você vai!!!- Ela dá pulinhos de alegria. Nesse tempo Lea e Marley foram embora e ficamos só eu e Callie.- Mas, eai? Quem era aquele deus grego que você estava falando hoje?- Callie pergunta em tom de entusiasmo.

– Quem?- Faço cara de confusa e ela bufa e revira os olhos.

– Você estava sentada com ele no refeitório. — Fala parando em minha frente e eu só bufo irritada.

– Dá pra sair da minha frente Callie?- Sai e anda ao meu lado passando o braço para cruzar com o meu, como verdadeiras amigas andam.- Assim está melhor.- Dou um sorrisinho de satisfeita e ela me olha como se me obrigasse a falar quem era o "deus grego", como diz ela mesma.- Tá bom. Ele é um amigo dos meus pais, veio morar aqui recentemente com os irmãos. Se eu não me engano a irmã dele vai estudar aqui. Ele se chama Niklaus Mikaelson, e se ofereceu pra ser meu tutor.
Ela me olha espantada e com a boca em formato de O, depois dá um sorrisinho safado.

– V-você aceitou né?

– Callie ele se ofereceu pra ser meu tutor e não meu namorado.- Olho pra ela que revira os olhos no mesmo instante.- E outra, eu nem o conheço, ele é cheio de mistérios.

– Tudo bem você que sabe.- Me olha e depois faz cara de frustrada.
Fomos para casa, decidir com que roupas vamos para a festa. Passamos a tarde fazendo o cabelo, as unhas e vendo que make fazer. Conversamos sobre futilidades e fofocamos bastante. Eu decidi não me tornar uma garota frágil depois da morte dos meus pais, como a Elena Gilbert fez. Apesar de não nos gostarmos, eu percebia que antes ela era feliz e divertida. Depois da morte dos pais ela ficou melancólica e frágil. Pra mim, ficar chorando não vai trazer meus pais de volta. Lágrimas são sinais de fraqueza.

" E eu não sou fraca".

Notas finais
Comentem, favoritem, recomendem. Please! xoxo