Bring Me the Mermaids
19 Walk With Your Legs
Notas iniciais
A sereia observa ansiosa o rosado, os olhos castanhos aguardando qualquer resposta, as mãos que apertavam fortemente a borda do tanque, a cauda que balançava ansiosa por uma resposta positiva. Os tripulantes a olhavam chocados demais para conseguirem se mover, o ambiente do deck inferior passou de descontraído para inquieto. Erza e os outros líderes se aproximaram do tanque, curiosos para saberem sobre o que a sereia tinha falado.
O silêncio permaneceu por longos minutos, tantos que a loira acreditou que seu pedido tinha sido negado. Olhou em volta para pedir ajuda aos tripulantes, porém ficou abismada com as reações que ainda permanecias, não entendia o motivo de tanto choque. Como que podem ficar desse jeito quando sabem que ela é uma lendária? Bateram tantas vezes os pés humanos no chão que ela é especial apenas por ser uma Heartfilia, por que ficaram assim apenas por dizer que pode ser humana?
– Impossível. – Ouviu Natsu murmurar e virou-se para ele novamente. – Você…
– Eu? – Incentivou, revirou os olhos vendo que não completaria a frase. – Dragneel, sou uma lendária esqueceu? Posso fazer o que quiser. Então, – Colocou as mãos nas bordas novamente. – deixa eu ir ao mundo dos humanos! Posso ser uma humana, então por favor!
Natsu não conseguia processar outra informação além da que recebeu, as histórias que tinha lido anteriormente no livro começaram a fazer algum sentido para o rosado. Virou-se em direção a entrada do deck, passando sua mão nos ombros de Erza e os outros, chamando-os silenciosamente para acompanhá-lo sendo prontamente seguido. Sem a presença esmagadora dos líderes, os tripulantes soltavam comentários entre si, confusos por receberem tal notícia.
– Ah! Isso quer dizer então que podemos dividir a bebida um dia então loirinha! – Kana exclamou sorrindo. Andou ficando em frente ao tanque. – Podemos até competir. – Piscou um olho.
– Que a mãe de todos me proteja Kana! Nunca que poderia beber como você. – Agachou um pouco ficando próxima de sua amiga. – Acha que Natsu vai me deixar ir ao mundo dos humanos?
– Acho que o capitão não consegue entender que pode se transformar loirinha. – Bebeu um gole da garrafa que tinha em mãos. – Nem a gente aqui. Mas você pode mesmo? Digo, você tem uma cauda, pode ter pernas como eu? – A loira assentiu sorrindo. – Que legal! E como faz isso?
– Encantamento.
– Dói muito?
– Deve rasgar tudo, credo.
– Tem certeza que quer ser humana? É um saco.
– É, e a cidade nem é tão bonita assim.
Foi apenas Kana falar que todos os tripulantes começaram a fazer perguntas e comentários que, por tanta gente falando, a sereia não sabia quem responder. Olhava para um lado e para o outro confusa em qual direção seguir. Respondia as que entendia e direcionava seu olhar desesperado para a morena, que apenas ria de toda a situação. A madrugada passava sem que a Heartfilia percebesse que estava sendo considerada uma tripulante, mesmo que não fosse completamente humana.
Os piratas foram dormir quando o sol começou a surgir, então foi interessante a reação destes quando, em meio aos gritos de Laxus Dreyar, acordaram assustados achando que o navio estava sendo atacado quando o loiro apenas urrava ordens para acordarem. Alguns ainda tiveram a audácia de permanecerem em suas redes, algo um tanto perigoso quando se tem um loiro com um nível de estresse maior que o habitual, foi inevitável a punição.
A Heartfilia não ficou de fora, assim como os tripulantes, ficou assustada ao ouvir os gritos nada delicados provindos de Laxus, que apenas com um olhar já assustava a coitada. Esticou os braços dentro da água e nadou para a parede do tanque, observava os tripulantes correndo no deck, se apressando para se arrumarem com medo de sofrer uma punição pior daqueles que continuaram a dormir. Era fato: ninguém queria sofrer a punição de Laxus Dreyar.
Dirigiu seu olhar para o loiro no meio do deck, os braços cruzados, posição ereta e olhos severos demonstravam que ele não estava ali para ser simpático, vendo os piratas desesperados para se salvar, agradecia o fato de ser sereia.
Laxus olhava para todos gravando em sua memória aqueles que demoraram a acordar, estava se preparando para punir todos aqueles que não o obedeceram imediatamente. Percebeu que estava sendo observado pela sereia e pela primeira vez em meses, não se importou. A sua noite não tinha sido agradável, toda a sua energia foi consumida na noite anterior impossibilitando-o de ficar nervoso ou mandar um olhar repreensivo para a Heartfilia. A reunião que teve com os três o cansou demais para conseguir pensar direito. O relatório de Mira sobre a conversa com Gildarts, as suposições confirmadas que teve com Natsu, o paradeiro desconhecido do antigo mestre, a possível ida da Heartfilia a cidade.
Tudo fazia com que o Dreyar cansasse apenas por pensar no que faria a tarde, todo o trabalho que teria, e estava tão cansado que sequer cogitou em culpar a Heartfilia. O loiro tinha certeza de apenas uma coisa: ela se tornar humana faria com que tudo ao redor deles se resolvesse com muita facilidade. Entediado, andou para próximo do tanque e bateu no vidro, a Heartfilia emergiu curiosa e com medo, a última vez que ele fez isso, ela teve praticamente seu cabelo puxado e marcas no rosto e na alma.
– Por que se interessa tanto por nós? – O rosto surpreso que a Heartfilia fez incomodou o líder pirata, afinal, ele poderia também iniciar uma conversa com ela. Levantou uma sobrancelha. – O quê?
– Ah. Ah! – Abaixou a cabeça constrangida, de todas as coisas no mundo que poderia ouvir de Laxus, a Heartfilia nunca imaginou que seria essa pergunta. – Apenas não achei que dirigiria a palavra a mim. – Murmurou, Laxus suspirou chamando sua atenção.
– Olha… Não sei nem o que dizer. – Relaxou a postura. – Fui errado e admito que se não fosse por você, teria morrido há meses. Por isso… Obrigada e desculpa. – Tão rápido quanto o agradecimento, Laxus ficou sério assustando a sereia pela brusca mudança. – Nunca fale para ninguém que falei isso, não sabe como essa tripulação enche o saco quando quer. – A sereia prendeu o riso assentindo e um sorriso imperceptível surgiu no rosto de Laxus, ele se sentia satisfeito. – Então, por que se interessa tanto por nós?
– Vocês humanos fazem coisas incríveis! Tem uma capacidade fantástica de sempre construir algo novo! – Seus olhos brilhavam para cada frase proferida.
– Não somos tão incríveis assim, somos mais destruidores que construtores.
– Sim mas, vocês humanos têm algo que faz com que todas as criaturas fiquem fascinados. – Fechou os olhos sorrindo. – Há algo em vocês que me faz querer ficar junto.
Os dois trocaram algumas palavras até que Laxus percebeu que não existia nenhuma alma viva dentro do deck inferior, teve a leve noção de que isso seria falado por todos no navio durante muito tempo e ouviria bastante de sua companheira sobre a repentina mudança dele. Esperava que o falatório do navio não exagerasse. Se despediu da sereia e subiu para o deck, preparando-se para os olhares estranhos que seriam dirigidos a ele.
O que de fato ocorreu, porém diferente da forma como tinha pensado. Não foi os tripulantes que o olharam estranho e sim os líderes, se Laxus por acaso esperava que apenas os tripulantes comentassem, não cogitou na possibilidade das líderes o olharem com estranheza e curiosidade. O Dreyar soube naquele momento: ele teria problemas a noite.
A tarde passou sem muitas complicações, a procura pela casa de onde o antigo capitão se encontra continuava, dificultando os planejamentos feitos anteriormente. Para a sereia, aquela tarde se comparava aos dias em que passava no deck mediano, porém com uma mudança drástica, no inferior ela olhava para o nada, as redes tinham algumas roupas que pertencia aos tripulantes que não poderia usar, os piratas não estavam ali para conversar com ela, então ficar sozinha naquele ambiente nunca tinha sido tão entediante como antes.
Em alguns momentos durante a tarde, aparecia alguns tripulantes que utilizavam seu pouco tempo de descanso para conversar um pouco com a sereia, no final, foi impossível os tripulantes não gostarem da sereia, ela tinha algo que os contagiava e os atraia de uma forma que eles mesmos não sabia.
Na cabine, Natsu permanecia em sua cadeira olhando o mapa com uma seriedade jamais vista. Ele tinha várias possibilidades em sua mente porém nenhuma certeza, o fato de saber que a Heartfilia pode ser humana, fazia com que as perguntas aumentassem e as poucas certezas – que nem afirmadas estavam – se tornavam meros papéis jogados no chão de sua cabine. Não consegui pensar em nada mais do que a frase dela e isso o irritara profundamente.
[…]
Os dias passavam sem qualquer indício de alguma melhora nas notícias. A Heartfilia simplesmente desistiu das chances de conhecer o mundo humano se conformando com a ideia de que os próprios humanos que vivem no navio, a mostrariam como é o mundo externo. Se conformava em aceitar essa forma de viver.
Mesmo estando presa no tanque dentro do navio e sendo vista diversas vezes pelos marinheiros, estes ignoravam uma característica importante da sereia, o traço que fazia todos se encantarem sem perceberem. Agora em que se encontrava junto destes, os tripulantes começaram a reparar no quão linda a sereia é, algo até então ignorado. Os cabelos loiros longos que caíam em cascata alcançando o início da cauda; os olhos castanhos brilhantes e vivaz em seu rosto delicado; metade do corpo humano em que carregava, com dotes escondidos por estrelas do mar que faziam os homens humanos fantasiarem e metade do corpo peixe, que finalizava sua beleza inata. Diferente das sereias e tritões que existem em sua casa, a Heartfilia não tem uma cauda de cor escura ou de uma outra cor, mas sim uma cauda que refletia todas as cores que recebia.
Até mesmo a noite, com a pouca luz produzida pela lua fazia com que a cauda mostrasse um fraco arco-íris de cor. Os tripulantes acordados passavam suas últimas horas de sono admirando, perdendo-se pela beleza inconfundível que a sereia possui. Em uma dessas noites, Gray Fullbuster, seduzido pela formosura que a sereia transmitia e curioso pela cauda, levantou-se da rede calmamente e andou para o tanque, querendo saber se a cauda de fato podia ter tantas cores ao mesmo tempo. Seria algo provindo do poder fantástico que a sereia tem ou a cauda participaria por completo de sua beleza angelical? Ele não sabia, mas pretendia descobrir naquela noite.
Porém, seu plano falhou no momento em que olhava curioso para a cauda da sereia, e esta, percebendo que tinha áureas curiosas atrás de si, virou-se no tanque deparando-se Gray Fullbuster agachado no chão, sem suas roupas e olhando descaradamente sua cauda. O susto foi inevitável. Poderia gritar se pudesse, no entanto, Gray colocou um dedo em sua boca, assustado com o que ela poderia fazer. Percebendo que a sereia se acalmou, apontou para a cima e levantou.
– O que pensa que está fazendo? – A Heartfilia murmurou nervosa. O moreno olhava para os olhos raivosos temendo que a loira ficasse mais irritada do que está, caso ocorresse, sofreria algo pior que as torturas de seus líderes: a fúria da sereia. – Lhe falta educação? Além de olhar para minha cauda com olhos suspeitos, precisa estar sem roupa?
– O quê? – Olhou para baixo constatando o que a sereia disse, deu meia volta colocando as roupas que sem perceber estavam no chão. Conferiu se estava com roupas novamente, voltou para o tanque e ficou de frente para a sereia. – Mas quando é com Kana não tem problema. – Vendo que foi um erro, tratou de colocar sua mão na boca da Heartfilia, impedindo com que esta quase grite. – Não grita! Vai acordar esses imbecis! Calma, credo, só quero saber de uma coisa. Certo, vou te soltar, mas não vai gritar. – Ela assentiu. – Posso confiar? – Rolou os olhos castanhos e assentiu de novo. – Certo.
– Gray! Qual o seu problema?! – Molhou sua mão e jogou no rosto do humano. – Poderia ter esperado o dia amanhecer.
– Não queria. Enfim, preciso que me responde uma coisa. – Ela murmurou. – A sua cauda é colorida mesmo?
– Era só isso? – Ele assentiu e a Heartfilia colocou a mão na cabeça. – Vocês humanos são completamente estúpidos e sem um senso de normalidade, onde já se viu, acordar no meio da noite apenas para ver isso. – Olhou para o Fullbuster sorrindo. – Francamente Gray, você é um humano meio estranho. – Riu baixo do rosto rubro do moreno. – Responderei sua pergunta, apenas por ser estranho. Minha cauda não é colorida e sim dourada. – Sentou na borda e o chamou pela mão fazendo-o ficar mais próximo dela. – Vê? Minhas escamas são douradas, elas refletem a luz que recebo e em vez de deixá-los cegos, a cor dourada de minha cauda reflete as cores do mundo. Bonita não?
Gray assentiu encantado, inconscientemente moveu sua mão para a cauda da sereia, porém antes que seu ato completasse, levou um forte tapa em sua mão, chocado pelo que ocorreu, olhou para a sereia vendo-a tão surpresa quanto ele.
– Gray seu maldito nudista! Como ousa se aproveitar da loirinha! – O moreno virou para o lado encontrado Kana. – E nu ainda por cima!
– Como é que é? – Olhou para baixo. – Mas eu tinha certeza que coloquei minha roupa.
– Mas eu não mereço isso. – Kana colocou sua mão na cabeça. – Acordo de madrugada pra tentar roubar bebida do Gajeel e vejo uma palhaçada dessas. – Apontou para o Fullbuster.
– Ia tentar o que sua bêbada maldita? – Os passos nervosos do moreno faziam barulho, aos poucos os marujos começaram a acordar confusos pelo tumulto formado. – Então é assim que minhas bebidas têm desaparecido, achei que o capitão encontrou mas foi você né sua bêbada dos infernos!
Não foi preciso muito para que a confusão se formasse. Kana e Gajeel começaram uma luta, que acabou por acertar Gray, que nervoso por ter sido nocauteado por acidente, entrou na briga, acordando os restantes dos piratas, que há muito não participavam de uma luta, entravam no meio apenas para se divertirem. Na perspectiva da sereia, uma brincadeira nada saudável. Ninguém ficou de fora, os poucos que queria estar salvos, ficaram próximos do tanque pois ninguém poderia tocar onde a sereia se encontrava até que Natsu desse ordens maiores. A não ser que quisessem a própria morte, nada muito difícil dentro do navio.
Os piratas ao lado da sereia se divertiam como há nunca tivessem antes, algo que não entendia. Em todos os meses em que esteve com eles, jamais conseguiu entender a felicidade deles de baterem um no outro, isso por acaso era um jogo? Por que se era, a Heartfilia não entenderia mesmo se tentasse.
– O que demônios está acontecendo aqui? – A voz raivosa de Natsu Dragneel fez com que todos parassem, o silêncio predominou naquele local. – Que merda de baderna é essa? Não podemos ter uma noite tranquila de sono?
– Deixe de nervosismo Natsu, não vai adiantar. – Se alguém pudesse ser um anjo naquele navio, Mirajane seria a eleita. – Vamos, quem foi que provocou? Receberá a punição devida por ter nos acordado. – Ou não. Definitivamente, Mirajane Strauss não poderia ser um anjo com o sorriso tão cruel que tem em sua face.
– Vocês estão muito estressados para não perceberem que eles se socarem é a coisa mais normal do mundo, nem Erza apareceu aqui. – Laxus pousou sua cabeça no ombro de Mirajane. – Vamos dormir, deixa esses patetas brigarem, amanhã vão se arrepender ao serem acordados. Vai ser punição o suficiente.
– Está muito negligente Laxus, cadê sua fúria constante?
– Está dormindo enquanto a sonolência me guiou até aqui. – Abraçou sua companheira por trás. – Vamos Mira, deixa os patetas brigarem.
– Mas… – Ele suspirou.
– Ainda quer saber né? – Ela assentiu. Laxus cruzou os braços e olhou para os piratas. – Certo, por que vocês começaram a brigar? São imbecis por brigarem sempre, mas na madrugada é exagero.
– O imbecil do Gray – Kana apontou para o moreno. – ficou de palhaçada para cima da loirinha. Nudista tarado.
– Eu não fiquei coisa nenhuma! – Se defendeu ao perceber três olhares nada amigável para cima de si. – Só queria saber porque a cauda dela brilhava.
– Vou seguir o conselho de Laxus e vou dormir. – Natsu começou a subir as escadas, antes que pudesse sumir de vista, virou metade do corpo olhando diretamente para a sereia. – Heartfilia, amanhã terá sua resposta.
A sereia assentiu sorrindo, finalmente teria sua resposta! Mirajane e Laxus se despediram dos tripulantes e foram em direção aos seus aposentos. Os piratas, cansados de tanto exercício pela madrugada, foram se retirando aos poucos para suas redes, alguns recolocaram no lugar enquanto outros, por extrema preguiça, deitaram no chão de madeira do navio. Antes que fossem dormir, Kana e Gray ficaram conversando animadamente com a Heartfilia, ansiando juntamente a ela a resposta pelo que todos – mesmo que alguns negassem – esperavam.
Amanheceu como qualquer outro dia porém com algumas diferenças sutis. Não no dia em si, mas os sentimentos que cada um naquele dia em especial carregava. Natsu Dragneel acordou convicto de sua decisão, não saberia se valeria a pena e muito menos o efeito que poderia causar quando fosse acontecer, mas tinha a plena certeza de que não saberia se não tentasse. Terminou de colocar seu uniforme e de calçar as botas, saiu de sua cabine sendo recepcionado pelos seus três líderes, que o acompanhou para o deck inferior.
Todos os tripulantes no deck inferior estavam sentados no chão de madeira no navio, os únicos em pé eram os líderes. A Heartfilia movia incessantemente a cauda dentro do tanque, seus dedos batiam levemente na borda e seu olhar tremia de ansiedade. Ela não era a única.
Natsu Dragneel parou de frente para ela, suas mãos fechadas atrás de seu corpo, cenho franzido e seu olhar severo que conseguia fazer com que todos os piratas da Fairy Tail tivessem medo por apenas sentir esse olhar sobre si, não sendo o caso da sereia. Faltava pouco para que a sereia gritasse para o rosado adiantar a resposta, se fosse para dizer não, que logo fizesse, assim não teria que suportar a ansiedade que habitava em si.
– Heartfilia, consegue de fato se transformar em humana?
– O que falta em você para confiar em mim Dragneel? – Percebendo que ele não responderia. – Sim, posso me transformar em humana.
– Então faça. Te dou a permissão para ir a cidade. – Por muito pouco, a Heartfilia não comemorou da forma como queria. – Mas para fazer isso, tenho condições, terá que aceitar para ir junto. – Ela assentiu, tudo para sair daquele navio e conhecer o mundo humano que sempre quis. – Descobrimos o paradeiros do antigo capitão, irá com Laxus amanhã e voltará com ele, não vai sair de seu lado a não ser que seja completamente necessário. Estamos entendidos?
– Não, não estamos Natsu. Que história é essa de que ela – Apontou para a sereia. – vai comigo? – O rosado virou para o loiro. – Quando que me contaria que ficou louco de vez? Não vou levá-la.
– Sim, você vai. E vai fazer isso porque é uma ordem. – Os dois persistiram no olhar até que Laxus suspirasse e desviasse nervoso. Virou novamente para a sereia. – Se transforme.
– Aqui?
– Onde mais?
– Na frente de todos?
– Está fazendo perguntas demais Heartfilia, faça antes que eu desista.
Ela suspirou.
– Então arranje algo para tampar minha cauda, é algo nojento, não creio que gostarão de assistir. – Natsu assentiu e pediu para que Erza pegasse um cobertor de qualquer marujo.
A Heartfilia sentou na borda ficando de frente a eles, pegou o cobertor e colocou sobre sua cauda. Fechou os olhos concentrando no encantamento, os abriu novamente mostrando-os dourados. Diferente do habitual, seus olhos dourados não transmitiam perigo constante e fúria, e sim calma e passividade, tanta que sequer Erza e Natsu pegaram suas espadas para se defender. A sereia direcionou seu olhos dourados para os olhos verdes do Dragneel, sussurrando o encantamento:
– Tabhair do chosa ar mian.
A sereia, diferente dos humanos, balançava a cauda calmamente esperando com que o efeito terminasse. O primeiro efeito da transformação começou e ninguém foi capaz de virar os olhos: a Heartfilia tinha o seu corpo brilhando fracamente, os olhos dourados olhavam sem desviar dos olhos verdes de Natsu, as estrelas do mar que antes ficavam presas em seus seios, caíram devido a pele da Heartfilia se tornar humana. Depois de um tempo, a sereia fechou os olhos e respirou fundo, mordendo fortemente os lábios ao ponto de sair sangue devido a dor de ter sua cauda rasgada.
A transformação durou no máximo cinco minutos, tempo o suficiente para que os marujos acreditassem de fato que poderia se tornar humana, produzindo o efeito que queria: ser aceita como humana por parte dos piratas. O que de fato ocorreu, pois logo assim que acabou, a Heartfilia puxou o cobertor revelando a todos duas pernas humanas. Ela não sabia dizer com certeza, mas poderia dizer que agradeceu o fato de todos estarem sentados, pois apenas pelos rostos surpresos e chocados que surgiram, poderiam ter caído caso estivessem em pé.
Com um novo corpo, a Heartfilia sentiu-se incomodada por dois motivos: raramente usava o encantamento e com o novo corpo, o desconforto de estar sentada na beira do tanque era muito. Quando sereia não sentia. Colocou suas mãos do lado de seu corpo, apoiadas no tanque, deu um leve impulso para ir para o chão. Teria caído diretamente no chão, provavelmente se machucando, porém mãos fortes a seguraram antes que conseguisse tocar seus pés no chão.
Não só ela, mas todos ficaram surpresos ao perceber que o dono das mãos fortes era Natsu Dragneel.
[…]
Cidade de Townsville
Navio Pirata Fairy Tail
Cabine do capitão
Madrugada
Natsu Dragneel
Inacreditável.
Eu não conseguia desviar meus olhos da Heartfilia por um segundo sequer, nem mesmo quando ela fechou os olhos para suportar a dor que provavelmente sentira, ou quando ela tirou o cobertor e apareceu como humana. Não consegui desviar o meu olhar dela. A transformação é completamente diferente do que imaginei. O pior não foi isso e sim o que ocorreu depois. Como algo assim poderia acontecer comigo? Simplesmente não passa pela minha cabeça.
Assim que a Heartfilia se transformou, ela retirou o cobertor e pulou para fora da borda, a única coisa que passou pela minha cabeça foi que ela era louca o suficiente para fazer isso, mas não imaginei que meu corpo se moveria e a segurasse antes que qualquer um fizesse algum movimento. A segurei fortemente, não deixando com que tocasse no chão primeiro, seus pés tocaram suavemente minhas botas enquanto minha mão segurava fortemente sua cintura.
Foi impossível não notar a maciez da pele dela, os olhos castanhos brilhantes e a boca em formato de um perfeito “o”, surpresos pelo meu movimento. Até eu fiquei surpreso pelo que fiz. Tomei consciência do meu ato a entregando rapidamente para qualquer marujo, sai do deck inferior sem olhar para ninguém além da escada a minha frente. Não demorou muito para Erza me acompanhar, por não ter paciência para aguentar toda a ladainha que ela faria, assim que entrei na cabine fechei a porta. Ela bateu algumas vezes na porta, quase que quebra, mas conseguiu entender que queria um momento.
Os olhos brilhantes e lábios carnudos não saíam da minha mente. A sensação da pele dela em contato com a minha, fazia com que quisesse esquecer por meros momentos quem eu era apenas para sentir essa sensação novamente.
Novamente: inacreditável.
– Estou ficando louco. – Apoiei minha cabeça na cadeira. – Isso que é ficar longe de mulheres, pela primeira vez na vida concordo com meu pai. Um Dragneel não pode ficar por muito tempo longe do mundo, uma hora enlouquece.
Mas me recusava a afirmar uma coisa:
Eu queria sentir aquela pele novamente.
E isso faria com que eu enlouquecesse.
Cidade de Townsville
Navio Pirata Fairy Tail
Deck inferior
Narradora
Pelos olhares assustadores que Laxus Dreyar e Mirajane Strauss transmitiam, ninguém era capaz de dizer uma palavra sobre o acontecimento de Natsu com a Heartfilia. Não enquanto aqueles dois estivessem ali, e eles teriam o cuidado possível para não pensar no que tinha ocorrido, isso causaria a morte deles e nenhum deles queria morrer de um jeito nada nobre. Então se concentraram em um problema maior: a Heartfilia não conseguia se manter em pé sem uma ajuda.
Assim que Natsu saiu, a sereia foi pega por Gray que foi empurrado por Kana, ele não teve escolhas a não ser ajudar a coitada. Entretanto, quando foi se soltar da loira, ela rapidamente foi ao chão e foi ai que eles tiveram consciência de um problema pior do que ela não andar. A Heartfilia estava nua, completamente nua. Pior que Gray Fullbuster em um dia de aposta.
As mulheres da Fairy Tail logo se puseram em pé e atiraram Gray para o mais longe que pudesse, um depravado como ele não deveria estar perto de uma sereia-humana tão inocente como a Heartfilia. Laxus, prevendo a confusão, negou com a cabeça e disse para todos:
– Kana, leve a Heartfilia para o quarto de Mira e empreste algumas roupas. Faça ela parecer uma de nós. – Virou-se para amada. – Dê a marca a ela, a partir de hoje, ela fará parte da Fairy Tail. – Se dirigiu as escadas indo embora. – Quero ela andando e agindo como qualquer pirata da Fairy Tail até amanhã de tarde, fui claro?
– Sim senhor! – O grito das mulheres foi ouvido com muita felicidade para logo depois gritos de socorro da própria Heartfilia, com tantos abraços ela não conseguia respirar.
Arrumaram algumas roupas apenas para colocar por cima, logo trataram de ajudar a sereia-humana a andar, mas as várias mulheres ficaram apenas para apoio emocional, pois a parte física quem fez foram as duas mulheres humanas amigas da Heartfilia. Kana ficou de um lado enquanto Mira do outro, cada uma ajudando a loira dar passo de cada vez, quando aparentava que tropeçaria, as duas paravam e auxiliavam-na nos movimentos.
“– Move Mira, move! A loirinha tem até amanhã para agir como todo mundo, também duvido que ela vai conseguir isso em um dia, mas andar ela tem que fazer. – A albina olhou para a morena do outro lado, que sorria para a loira em seu braço. – Somos amigas dela, além de ensinar ela as coisas básicas, vamos dar o nosso apoio.
– Ela vai ser a novata da Fairy Tail, a carta coringa da frota. – Apertou o aperto na cintura da loira. – E é impossível ela agir tão rudemente, sequer como sereia fez isso, vai fazer como humana? Nunca Kana, acorda pra realidade.
– Eu sei! – Apertou também o aperto na cintura. – Por isso, vamos ajudar no possível, só estou com medo do Laxus amanhã.
– Ele vai ser o menor dos problemas, acredite em mim.”
– Não sei que tipo de conversa estão tendo, mas estão me machucando com esses apertos. – A voz graciosa da Heartfilia chamou a atenção das duas que se entreolharam e riram.
– Relaxa loirinha, mais importante, vamos cuidar disso aqui.
[…]
Andar pela cidade nunca foi algo tão divertido e assustador ao mesmo tempo. Era algo demasiado novo, as lojas abertas com mulheres humanas conversando, os diversos barulhos que tinha na cidade, o falatório dos humanos sobre um assunto qualquer, os olhares maliciosos dos homens humanos que recebia – não sendo reconhecidos por tamanha inocência –, tudo para a loira se tornava símbolo de exaltação.
– Pare de encarar tudo como se fosse novo. – Brigou Laxus com a sereia. – Você é da Fairy Tail, isso aqui não é novidade para você. – Apontou para as lojas ao seu redor.
– Mas… É tudo novo para mim. – Falou de cabeça baixa.
Estava com vergonha afinal, fazia um dia desde que se transformou em humana e que recebeu a marca da frota de piratas Fairy Tail, poderia ser por pouco tempo e até de mentira, mas a sereia acreditava que naquele momento fazia parte de toda a tripulação. Naquele momento, sentia-se igual para com os humanos que moravam no navio.
Os dois loiros andavam pela cidade chamando a atenção. Era de esperar, Laxus Dreyar dificilmente aparece pela cidade com uma mulher que não seja Mirajane Strauss, para além de, os dois emanavam áureas e estilos completamente diferentes. Enquanto o Dreyar, vestido todo de preto, expulsava e olhava os outros com ameaças contidas, a Heartfilia, que usava uma saia delicada com um corpete rosa, direcionava seus olhares com toda compaixão, e o fato dos seus olhos castanhos brilharem toda vez em que via algo do mundo dos humanos que não conhecia, atraíam os homens a ficarem mais próximos dela. O que acarretava em uma série de acontecimentos desagradáveis.
Laxus imediatamente puxava a sereia para próximo de si, protegendo-a de todos os possíveis males que podem acontecer. Uma cena um tanto peculiar provinda de um loiro que poderia matar qualquer um antes que o inimigo puxasse sua arma. Era algo engraçado de se ver.
A cada passo, a Heartfilia sentia-se mais apaixonada pelo mundo humano. Todas as coisas eram incríveis, sentia-se encantada pelas roupas, objetos e descobriu apaixonada pelos pequenos humanos que passavam por ela brincando e rindo, quase por impulso seguiu as crianças para brincar, porém foi duramente parada pelo olhar do loiro a sua frente. Sem dúvida, Laxus Dreyar dava mais medo que Natsu.
Assim que passaram por uma loja, a Heartfilia sentiu uma péssima sensação, de repente os sorrisos que os humanos tinham com eles não eram mais amigáveis e sim forçados, fazendo com que ela parasse subitamente rodando em círculos vendo todos os rostos que passavam por eles. Laxus, percebendo que não estava sendo acompanhado, olhou para trás, confuso pelo comportamento da loira.
Andou e com seus dois braços, segurou fortemente os ombros da loira parando o rosto em frente ao seu. Não foi preciso palavras para que Laxus entendesse, algo de muito errado aconteceria e eles teriam problemas caso ocorresse naquele momento. Pegou sua mão rudemente passando por todos os moradores de Townsville, passou para dentro das ruas chegando nas margens da cidade, andaram mais um pouco alcançando uma pequena casa de madeira.
O Dreyar abriu a porta deixando aberta para que a loira entrasse, Laxus entrou primeiro na casa, inspecionando todos os detalhes, atento a qualquer movimento dentro do pequeno ambiente que se encontrava. A Heartfilia veio logo atrás, ainda com suas suspeitas, algo estava errado, muito errado, portanto assim que entrou tratou de fechar as portas com medo de que algo ocorresse. Virou-se encontrando as costas largas do loiro a sua frente, colocou as duas mãos em seu braço e apenas mostrou a cabeça, estava com medo então usaria Laxus como escudo. Percebendo o medo da loira, tratou de sair da sua frente, fazendo com que humana quase caísse devido ao susto.
Tanto a raiva quando o choque se dissiparam para serem substituídos pela surpresa assim que viu um homem deitado na cama.
– Oh Makarov!
[…]
Correr.
Suor.
Medo.
Nunca pensou que teria todas essas sensações ao ter se transformado em uma humana. O sentimento que tinha era êxtase mesclado com temor. Êxtase por estar uma situação próxima a que se aproximava de suas lembranças como humana, temor por saber o que poderia ocorrer caso eles fossem pegos com Makarov. Mais por sua vida e pela de Laxus, temia pela vida de Makarov.
Os dois corriam passando por diferentes ruas, dispostos a enganarem os guardas reais e os piratas que os seguiam, Laxus tinha mais complicações que a sereia, carregava seu antigo capitão guardando todos os tipos de pergunta que poderia fazer a Heartfilia. No momento em que começaria suas perguntas, bateram à porta dizendo que sabiam que Laxus Dreyar estava na cidade e que o prenderia. Como descobriram que Laxus estava na cidade a pé, era algo a se descobrir, mais ainda com a mudança da antiga casa onde o capitão se encontrava. Esse tipo de problema ele teria que resolver depois.
No momento, Laxus se concentrava em chegar no porto e salvar tanto o capitão quando a sereia. Ele era de longe o mais importante, encontraria a frota depois em algum país, o importante era sair daquela situação sem ser pego por nenhum homem. Por sorte, ele estava acompanhado por uma Heartfilia, ele não cogitou usar os poderes dela, mas a sereia sim. A Heartfilia percebeu que mesmo que corressem, poderiam ser pegos, então começou a fazer leves movimentos com as mãos para cada caminho que passavam, esse movimento fazia com todos os objetos caíssem no chão e atrapalhassem os humanos na perseguição.
Estavam perto do cais, Laxus podia dizer por ser capaz de ver a bandeira do navio. Olhou rapidamente para a Heartfilia, ela o olhou também e ele sussurrou: “Mais rápido.”. Se fosse mais rápido ela morreria de tanta falta de ar que sentia, mas ao ver a bandeira, entendeu o recado e forçou seus pés já doloridos a correr mais do que deveria.
Chegaram no cais com uma surpresa um tanto inadequada. Dentro do navio os piratas lutavam contra outros piratas e homens do reino, Natsu e Erza lutavam fervorosamente contra dois capitães, Mirajane lutava contra vários guardas enquanto os tripulantes lutavam com os piratas intrusos. Não havia tempo para pensar. Estava pronto para entregar Makarov para a Heartfilia, desistiu ao ver os olhos dourados da mais nova integrante da Fairy Tail.
– Laxus, corte as cordas que prendem o navio. – A sereia andava em direção ao navio com seus punhos fechados. Estava nervosa. – Quando estiver junto com os demais, dê a ordem para jogar todos os inimigos no mar.
– Está louca? Acha que vou deixar você aqui a mercê deles?
– Pare de ser estúpido e faça o que mando. – Virou o rosto para trás mostrando seus olhos dourados. – Rápido!
O loiro assentiu correndo com Makarov em suas costas, retirou sua espada e cortou facilmente as cortas que prendiam o navio, subindo logo após para o navio. Gritou para todos as ordens, viu que alguns o olhava com descrença, afinal, onde estaria a sereia? A resposta eles encontraram poucos segundos depois.
Gritos de agonia era capaz de ouvir dos homens que estavam em terra, qualquer pessoa que tentava se aproximar da loira era levado rapidamente ao chão. Os inimigos, que ao perceberam que aquela mulher era o perigo maior, trataram de tentar acertá-la, mas eles não sabiam com quem estavam mexendo. A Heartfilia moveu seu braço para o lado, fazendo com que todos os homens fossem jogados brutalmente para a parede, para logo após estarem de encontro ao chão forçadamente, pois a sereia abaixava a palma da mão para baixo com força. Os homens que caíram ao mar, sequer puderam procurar ar, pois algo que eles não sabiam os puxavam para cada vez mais fundo, mas sabiam que o que fazia isso era o poder provindo da mulher loira que andava até eles. A sereia, por mais que soubesse que era mentira, fazia parte da tripulação e, naquele momento, ela daria reais motivos para temerem a Fairy Tail.
Andou ficando em frente ao navio, não fez nenhum movimento para subir ou agarrou as mãos que lhe eram oferecidas, ficou parada sem reproduzir nenhum movimento e não foi preciso. A Heartfilia apenas levantou a cabeça e uma pilastra de água foi se fazendo enquanto a levava para o navio, não fera necessário olhar para trás para saber que todos aqueles que queriam tentar destruir a Fairy Tail estavam caídos, porém a sereia virou a cabeça para trás apenas para deixar claro que, naquele momento, ninguém era mais poderoso que ela.
[…]
Em alto-mar, os tripulantes não tiveram tempo para festejar, assim que estiveram a salvo, a sereia pediu para colocar o antigo capitão deitado no centro do deck, sentada, a loira colocou sua mão na cabeça do capitão e fechou os olhos. Ficou assim por menos de dez segundos, para depois colocar a mão no peitoral dele, respirou fundo e sussurrou:
– Beir sé.
Sua mão ainda perdurou por alguns minutos no peitoral do capitão, para logo depois ela levantar e olhar para Natsu. Arrumou a saia que estava amarrotada e andou para junto dele.
– Leve ele para o lugar mais confortável que esse navio tem, até que acorde com suas memórias, ficarei ao seu lado o ajudando a se recuperar. – Virou-se indo em direção ao deck inferior, não podendo continuar por ter seu braço puxado pelo rosado.
– Como sabe que ele perdeu as memórias?
– Por que fui eu que fiz ele perder as memórias, está na hora de devolver o que pertence a ele. – Se aproximou de Natsu e pousou sua mão em seu rosto. – Não posso te responder tudo agora Dragneel, portanto, apenas me ajude que ajudarei você. – Sorriu para o rosto franzido. – E recomendo que faça agora, vem ai uma tempestade.
Com a última frase da sereia, uma forte chuva começou a cair, desesperados, os piratas primeiro tiraram Makarov do deck para deitá-lo em um local mais confortável, para assim começarem a se prepararem para passar a tempestade furiosa.
A tempestade não dava trela, os marujos trabalhavam incessantemente, as velas eram oras puxadas oras içadas, por muito pouco eles não morreriam e deviam esse fato da sereia estar no meio do deck com seus olhos dourados. Poucos perceberam, mas ela chorava enquanto usava seus poderes. A Heartfilia sabia muito bem a causadora da tempestade. E ela não demorou para aparecer.
Uma onda gigante começou a se aproximar deles, todos temiam por suas vidas naquele momento, porque a sereia sequer utilizara seus poderes para assegurar a vida deles. Porém sentiram alívio quando essa mesma onda passou longe deles, acreditando que tiveram sorte nesse momento, o que eles não sabia é que uma sereia azulada controlava a tempestade. Esta mesma sereia se encontrava na mesma onda que passou pelo navio, mas que achou desnecessário criar problemas maiores, então fez com que a onda passasse longe, seu pior erro. A Heartfilia, percebendo que sua amiga de longa data voltou a tentar se aproximar, ficou na proa do navio com seu braço esticado ao máximo, sua mão indo de quase encontro com a mão da outra sereia.
Porém elas não teriam contato. A sereia da onda no calor da emoção, perdeu o controle de seus poderes, sendo jogada longe junto com a corrente, ocasionando na chance de ajudar sua amada amiga. A Heartfilia teve como última imagem da noite vendo sua amiga sendo arrastada pelo mar para longe.
– JUUUUVIAAAAAAAAAAAAAAAAA!
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MIL PERDÕES! MINHAS NOTAS FINAIS NÃO APARECEM!!!!!!!!!
POISÉ GALERINHA DO MAL! EU VOLTEI! ME AMEM! ME AMEM! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ♥ ♥ ♥ E ANTES QUE DÊ TRETA: A parte do Laxus e a Heartfilia na casa do capitão, não betei essa parte, escrevi MUITO aleatoriamente, então tipo, se estiver CONFUSO, me falem que eu conserto. (;
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOK!
PUTAQUEPARIU! NÃO SEI NEM O QUE DIZER MANO! DE VERDADE! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Quem esperava isso do Laxus??? E O GRAY? KKKKKKK Coitado, só queria tirar uma dúvida e já foi tachado de tarado, tadinho. Juro, dei umas risadas escrevendo. Mas em, ESSE CAPÍTULO TÁ GIGANTE, MELDESSSSSSS! Como aguentaram ler tudo??? Nossasinhora. KKKKKKKK
E PORRA! A JUVIA APARECEU! GRAZDEUS! AUTORA TE AMAMOS! POISÉ! TROUXE A VACA! ME AMEM! HEHEHEHEHEEE
Enfim, gente, não tenho muito o que falar mais e estou morrendo de sono, espero MUITO que vocês tenham gostado e me desculpas pela demora na postagem, ah sim, qualquer errinho gramatical/coerência/qualquer coisa, me avisem para consertar!!!!!! ENFIM, amo vocês ♥
AH! TEM UM GRUPO NO WHATSUPP DA FIC! SE QUISEREM, MANDEM MENSAGEM NO MP — MENSAGEM PRIVADO — E ME MANDEM SEU NÚMERO MAIS DDD!!! OK?
BEEEEEEEEEEEEEEEIJOS ♥
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