Bring Me the Mermaids

20 Special Natsu Dragneel


Notas iniciais
MAS QUE COISA RÁPIDA DONA AUTORA MARAVILHOSA! HAHAHAHAH HAHAHAHAHAHAAHA POISÉ GALEEERA! PODE ME AMAR! E PARA AQUELES QUE ESTÃO NO GRUPO DO WHATS: SUPREEEEEEEEESA CAMBADA! HAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAH LEIAM AS NOTAS FINAIS! TENHO BOAS NOTÍCIAS! BEIJOS

Sempre achei bizarro a forma das mulheres se arrumarem, tantos saiotes, o rosto que, de tanto pó que era jogado, ficava branco e o mais incrível de todos: o cabelo. Como aquilo ficava em pé? Nas festas em que ia, percebia que elas pouco se moviam e pouco se falavam, quando pequeno achava engraçado o jeito que elas se forçavam para se mostrarem educadas e da nobres. Sinto pena das mulheres.

Tive a sorte de nascer homem, as únicas coisas que precisava me preocupar era com a educação que sempre tive que ter, os olhares inquisitivos de minha mãe e a pouca paciência com a vida de meu pai. Preocupações básicas para quem vive em sociedade nobre. Dentro disso tudo, aprendi a ser o homem que todos querem que eu seja: educado, gentil, extremamente habilidoso, carismático e o mais importante de todos, falso. Ninguém precisa saber que fui falso com metade daqueles com quem convivo.

Meu cabelo rosa fazia o seu trabalho de ser extravagante e com um sorriso simpático, descobri que poderia conseguir tudo o que sempre almejei de forma extremamente simples. Mesmos meus pais, aqueles que me ensinaram tudo o que sei, entraram facilmente no jogo que criei, não é difícil de entender com isso que todos a minha volta se tornavam marionetes. Entretanto, para cada ano que passava e a cada vez que meus jogos se intensificavam, sentia que aquele mundo cheio de falsidades não era o meu lugar.

Conforme eu crescia, compreendi as diferenças absurdas entre eu e meus pais, a forma de falar e os planos feitos para cada nova peça, as metas diferentes que tínhamos. Constatei que não reconhecia meus pais como verdadeiros, uma vez que nem eles me reconheciam também. Os anos passavam e algo em meu âmago clamava como uma verdade dentro de mim: eu não pertenço a esse lugar.

Hoje, a família Dragneel fora convidada para participar de um baile extremamente importante para todo o reino: o aniversário da princesa. Diferente da animação de minha mãe e o rosto extremamente satisfeito de meu pai ao perceber as mais belas possíveis noivas dentro do salão, eu estou morrendo de sono. A música clássica do baile passava pelos meus ouvidos como uma melodia para dormir, as cores exacerbantes dos vestidos das mulheres não melhoravam absolutamente em nada, piorava a situação porque elas pareciam desenhos dos livros infantis que faziam com que eu entrasse em constantes lapsos.

Eu não me importava com esse baile, nunca dei a mínima para os bailes de anos da princesa, queria embora, deitar na minha cama confortável e dormir até que alguma empregada aparecesse no meu quarto dizendo que o café da manhã estava sendo servido. Algo completamente fora de questão quando Eliza e James Dragneel querem agradar a família real para um propósito inútil para mim e trivial para eles. Poderia tentar convencer meu pai a me permitir a minha deixa, porém o máximo que ele faria era olhar para o meu rosto e me dar um sermão dizendo o motivo ridículo que faz com que meu estômago revire sempre que penso sobre a possibilidade de ir embora.

– Ora Natsu! Está fazendo o que aqui ainda? – Olhei para minha mãe ao meu lado, reparei que para cada movimento que ela fazia, ficava com maior dificuldade para respirar. Realmente, dei muita sorte de ter nascido homem.

– A princesa está dançando com todos os convidados, essa não é a norma? Ela ter que dançar com todos os pretendentes?

– Por isso mesmo! Vá até a princesa e a roube do menino dos Stann, tenho certeza de que consegue isso com facilidade, é amigo dele afinal e eu sei que ele não vai se importar. – Passou sua mão em meus cabelos rebeldes tentando inutilmente arrumar. – A princesa, assim como todas as moças do baile, vai se encantar rapidamente por você.

Suspirei: – Eliza, eu quero ir embora. – Peguei uma taça de um garçom que passo próximo de nós. – Sabe muito bem disso. Deixe com que a princesa se divirta com os outros, vou-me sentar.

– Seu pai não vai gostar. – Bebi um pouco do líquido e olhei friamente para ela. Tenho o mesmo olhar que meu pai, não foi difícil perceber que Eliza se encolheu.

– Sabe que não me importo com o que James pensa. Resolvo as consequências depois.

Entreguei a taça para minha mãe e comecei a andar pelo salão procurando por qualquer lugar que estivesse em completo silêncio. Conclui que não conseguiria completar pelo menos uma das minhas metas dessa noite. Nesses momentos consigo criar uma profunda repulsa ao meu sobrenome, sendo um Dragneel, não conseguia ter tranquilidade.

Desisti de ficar no salão deduzindo que, não importasse o lugar onde estivesse ou ficasse, se alguém viesse conversar comigo, não teria escolhas a não ser continuar a conversa. E isso é o que menos desejo. Segui para o jardim real, a parte mais confortável e digna de ser chamado de bonita dentro do palácio, nem a biblioteca real era tão bonita assim. O silêncio formado ali era algo que me confortava. Não existia os deveres sociais, as músicas sonolentas, jogos, nada. Existia apenas o silêncio e eu, o que fazia com que sentisse novamente que alí não era o meu lugar.

Não era como se não gostasse da vida que tinha ou das amizades formadas ao longo dos anos – gostava e admirava algumas aliás –, mas simplesmente não tinha paciência o suficiente para aguentar toda aquela pressão social formada para aquele ridículo jogo na qual era obrigado a participar e a qual estava recusando tão firmemente. Estava cansado de brincar com pessoas tão inúteis.

No início era algo divertido, ver que conseguia o que queria apenas por gracejar alguém, ter a satisfação de ter um poder político o suficiente para todos me adorarem e ter dinheiro o bastantes para receber todo o tipo de dote para que pudesse noivar com uma moça de família que estivesse no nível digno de um Dragneel. Algo completamente desnecessário para mim. Em meus dezoito anos, nunca planejei casar, diferente de meus amigos que começavam a querer arrumar uma boa moça de família para assim constituir uma, não planejava algo desse porte minha vida.

Sempre tive o conhecimento de um dia casaria com alguém que não teria os mesmos gostos, costumes e pensamentos que eu e sim a preferência de meus pais. Mas sabia que independente do que, devo agir obedientemente como um moço nobre e de boa família.

Se tivesse a chance de escolher, minha futura noiva tem que ter três requisitos: poder político, econômico e uma série de qualidades que duvido que uma única mulher poderia ter. E de tantas mulheres que existem na nobreza, tão capazes de se tornar a senhora Dragneel, meus pais resolvem escolher a princesa do reino. Nada muito chocante. Não fico surpreso como deveria, afinal, uma família como a minha que sempre desejou mais poder do que tinha, faltava apenas a família real para que suas – a de meu pai – ganâncias estejam completas.

Ouvi passos próximos de mim, virei a cabeça para trás deparando com a princesa sorridente demais. O que ela, de todas as pessoas daquele baile, estava fazendo aqui? O dever dela é distribuir atenção para todos os pretendentes daquele lugar.

– Vossa Alteza. – Me curvei. – A que prazer devo com sua presença?

– Bem… – Levantei o rosto vendo a princesa ficar desconfortável. Sabe quando tem a sensação de que o que você sabe não pode ser verdade? Não quero acreditar no que suspeito. – Me disseram que o senhor Dragneel estava fugindo do baile, vim buscá-lo para dançar. – Sorriu divertida. Forcei um sorriso gentil, sabendo que a princesa não perceberia. Aquele doce momento onde você já percebe que está nos planos de seus pais.

– É uma honra ser chamado por Vossa Alteza, mas temo recusar o convite. – A princesa fez uma feição triste. – Estou muito cansado Alteza, compareci a este baile apenas para ter o privilégio de comemorar vosso aniversário. Peço desculpas por declinar do convite.

– Não seja por isso, descansarei com o senhor. – Veio até a mim e sentou-se no banco em que ficava atrás de nós. Bateu a palma da mão ao seu lado, me convidando para acompanhá-la. – Venha, também estou cansada.

– Seu pedido é uma ordem Alteza. – Nunca detestei a realeza como naquele momento, andei para o banco e sentei junto. – Se me permite Alteza, por que está tão longe de seus pretendentes?

– Ora, porque perguntas isso senhor?

– Temo ocupar todo o seu tempo. – Ouviu-a rir divertida.

– Não se preocupe com isso, vim para descansar também, meus pés estão bastantes doloridos. – Pousou suas mãos em suas pernas. – Acredito que os senhores do salão não sabem dançar, não duvido que meu vestido esteja sujo. – Olhou divertida para mim. – Por acaso sabe dançar senhor Dragneel?

– Acredito que sim Alteza. – Respondi com falso divertimento. Eu sabia o que ela queria fazer, mas não estava com paciência para lidar com isso. – Mas tenho a plena certeza de que os senhores do salão saibam dançar. – Ela me olhou ceticamente. – Porém não conseguem mostrar suas habilidades.

– Por que?

– Com uma bela dama como a senhorita, os senhores não conseguem se concentrarem em algo além de sua beleza. – A princesa ficou rubra com o elogio. “Muito fácil Alteza.” Pensei. – Pois bem digo, os senhores no salão certamente sabem dançar.

– Mas não queria ser pisoteada! – Bufou envergonhada. – Hoje seria o dia mais importante da minha vida, uma pena não poder comemorar direito. – Olhou para mim.

De novo: sabe quando tem a sensação de que o que você sabe não pode ser verdade? Alguma coisa ruim vai acontecer e eu não vou gostar do resultado. Levantei do banco e fiquei de frente para a princesa.

– Vamos voltar Alteza, o baile pertence a Vossa Majestade. – Estendi minha mão sendo prontamente retribuído.

Guiei junto de mim até a entrada para o salão, recebendo diversos olhares inquisitivos. Direcionei o olhar para meus pais, me estressando pelo fato deles dois sorrirem ao ver eu de braços dados com a princesa, aparentemente o plano deles deu certo ao me ver no baile. A levei para o centro do salão, puxando para uma dança, decidido a ignorar todos os comentários que receberia caso resolvesse ficar parado. Reprimi todas as vontades de largar a princesa no meio do salão, não sei o que é pior: eu dançar sem vontade nenhuma com ela participando do plano dos Dragneel ou perceber que a princesa tem um sorriso feliz no rosto.

É, não dá para conseguir gostar da realeza e todas as pessoas que os ronda. Nossos passos de dança ficavam cada vez mais lentos devido a música, ninguém era capaz de acompanhar a dança. A rodei e logo após pousou a mão em sua cintura, guiando novamente para um novo passo. Assim que a música finalizou, ouvi a salva de palmas dos convidados, me afastei da princesa e me curvei, parabenizei pelo aniversário e sai porta afora, estava na hora de ir para casa.

Ouvi as vozes de meus pais me chamando e de meus amigos pedindo para ficar, mas não aguentaria ficar naquele ambiente por muito tempo, precisava de ar livre e precisava agora. Não esperei chamar o cocheiro, passei pela entrada majestosa do palácio em direção a cidade, as poucas pessoas que passavam ao meu lado me olhavam como se fosse louco. Com razão. Afinal, que tipo de nobre convidado sairia do palácio em pleno baile de aniversário da princesa do reino?

Tenho a certeza de quando chegar em casa ouvirei muito de meus pais, principalmente de James que tem na cabeça que precisamos ter a confiança total do rei. Eliza vai falar o que já sei: “Como você ousa deixar a princesa sozinha no baile?” ou “Eu não te eduquei como um bom moço para sair no meio de um baile!” ou talvez “Quem em sã consciência deixa a princesa plantada no salão sozinha?” ah sim, não posso me esquecer do “Você é um Dragneel, aja como um!”. Com toda certeza, ela vai falar tudo isso ao mesmo tempo, não vai perder tempo para brigar comigo outro dia.

Mas quem nunca quebrou as regras da casa?

Parei de andar ao perceber que meus pés me levaram para a praça principal da cidade. Quando criança, costumava vir com a ama da casa para o parque brincar com as outras crianças, me divertia muito com elas, até porque naquela época não ligávamos para as classes que nos diferenciava. Não ligava para o fato de que o menino que um dia brincava na rua e que chamava de amigo, hoje seríamos apenas estranhos.

Foram as poucas vezes que pude encontrar conhecidos e manter uma conversa civilizada, os que me lembro, dificilmente conseguem se referir a mim sem um honorífico, afinal, ninguém fala com um Dragneel de forma casual sem que esteja no mesmo nível social. Meu mundo sempre foi diferente dos deles, mas sempre tive inveja do que eles tinham. Todas aquelas crianças quando voltavam para casa, jantavam com suas famílias e tinham o máximo de contato com elas, meus pais raramente conversavam comigo, minha mãe passava mais seu tempo conversando sobre vestidos e fofocando sobre vidas alheias enquanto meu pai falava sobre a política e a economia. Algo sobre a família de fulano não ser útil aos seus planos também era citado.

A família Dragneel nunca foi amigável com aqueles que eram menores que ele.

A maioria daqueles que convivem comigo, são filhos de grandes homens que tem um forte poder político, metade desses consigo manter uma conversa amigável e cheia de lembranças sobre o passado, já que esses também brincavam na rua. Cansado de ficar inerte na praça tomado por pensamentos e memórias incômodas, levantei e andei para minha casa.

Com meus dezoito anos, via que meu lugar não era aquele e talvez por ter consciência disso, meus pés me levaram para uma curiosa taberna com pessoas extremamente barulhentas e excêntricas demais para a normalidade.

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MIL DESCULPAS!! NOTAS FINAIS NÃO APARECEM!!!

TCHARAM!
Sempre quis escrever a parte do Natsu, de verdade. Falar como era o mundo dele e como ele era
ANTES de se tornar capitão, obviamente aqui não fala
nada sobre como ele se tornou, é como o especial da Heartfilia, é apenas algo como rotina.
Espero que tenham gostado porque eu amei!!!!!!!
Ok! Para pessoas do grupo: HEHEEHEHEHEHHE!
Avisei ninguém né? Sempre aviso quando posto, normalmente coloco
um tempo limite e vocês ficam LOUCAS contando o tempo, é engraçado, mas
SURPRESAAAAAA! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK ♥
A boa notícia é:
O PRÓXIMO CAPÍTULO TÁ FICANDO LINDO!!!!! E SIMMMMM, A JUVIA VAI APARECER NELE.
A garota vai ter destaque, então segure seus forninhos porque o próximo vai ficar massa!
Se vocês acharam a Heartfilia DIVA no último capítulo, espere ver a Lockser no próximo!
HAHAHAHAHHAHAHAHAHAH
FIQUEM CURIOSOS!
AH GENTE!
Muito obrigada pelos favoritos e comentários! Fico cada vez mais in love por vocês!
São lindos demais!!! Agradeço e muito por cada um de vocês estarem acompanhando a fanfic,
e leitores fantasmas, quando aparecerem, saibam que são sempre bem vindes!!! ♥ ♥ ♥
QUERO SABER O QUE ACHARAM EM! ATÉ O PRÓXIMO! AMO VOCÊS ♥