MIL PERDÕES! NOTAS INICIAIS NÃO APARECEM!!

OI OI OI OI OI OI! TUDO BEM LINDEZAS??? SAUDADE DE VOCÊS! ♥ ♥
Então! Consegui roubar o computador da minha irmã e escrevi esse capítulo (ela não pode saber disso heheehe) e tipo, achei que o capítulo BEM ligado a amizade, afeto, sentimentos bonitos, e todos vocês vão reparar nisso. (: Como prometido, Juvinha tá ai DIVANDO pra todo mundo, dando patada em todo mundo e sendo a Juvia que sempre quis fazer em uma fic (; Vão ver que ela vai ser bem FOD* Hehehee Ok, vão ler e me vejam nas notas finais. Beijos! ♥

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Não havia palavras que consolassem a sereia-humana. Vê-la sentada abraçando suas pernas não era uma cena agradável, ainda mais quando conseguiam ouvir os soluços provindos da loira. A madrugada passou com chuva forte, porém nenhum tripulante sentiu as gotas em suas cabeças devido a frágil proteção que a Heartfilia fez em volta do navio. Mas não era por eles que fazia isso.

Sua amiga estava próxima e havia uma pequena possibilidade de reaparecer, caso pudesse vê-la a ajudaria, porém, com a chuva caindo sem cessar atrapalhava a visão da loira. Durante toda a madrugada, a Heartfilia andou de um lado para o outro até chegar na conclusão de que a azulada não reaparecia, o pensamento a fez cair no chão sem forças, abraçar suas pernas e chorar. Chorou por ter se escondido, por não ter a ajudado, por ser sentir egoísta de seus próprios sentimentos.

Chorou pela culpa de ter enganado aquela que mais amava.

As pessoas a sua volta não sabiam o que dizer, sentiam-se desconfortáveis por presenciar a Heartfilia daquele modo. Alguns estranhavam a condição em que se encontrava, a sereia sempre foi tão poderosa, incrível, sábia, era chocante perceber que aquela mesma sereia chorava como uma criança. Tocada pela angústia da sereia, Kana aproximou-se de sua amiga e a puxou para um abraço. Sentiu a loira retribuir o carinho e abraçou mais forte, tentando confortar a Heartfilia da melhor maneira que sabia.

Mira e Gray andaram juntos para próximo das duas, as abraçando amavelmente. Os três dividiam um só sentimento: compaixão. O motivo de a ver tão frágil era desconhecido, mas o trio não se permitiu deixá-la sozinha sofrendo, o modo como passavam seus sentimentos de conforto para a Heartfilia fazia com que os laços criados se fortificassem.

Aos poucos, os marujos andaram até o grupo, iniciando um abraço grupal. Os únicos de fora eram Laxus e Natsu, ambos eram simplesmente incapazes de fazer algo desse porte, talvez e apenas talvez, o loiro poderá falar algo com a loira em outro momento, não se sentia preparado para algo desse nível. Natsu, entretanto, percebia que sentia que estava preocupado com a sereia, nunca a viu daquela forma, porém se recusava a se mover. Como ele, o ser humano mais abominável que a Heartfilia já conheceu poderia ir simplesmente para perto deles e participar do abraço coletivo? Simplesmente impossível. Não somente isso, sua reputação como o temível capitão da frota acabaria em menos de alguns segundos. Ele não aguentaria sua reputação acabada.

O abraço coletivo durou bastante tempo, porém os tripulantes tinham trabalhos para fazer no navio e infelizmente, não poderiam ficar mais tempo com a sereia a consolando, deixando esse encargo nas mãos de Kana, Mirajane e Gray. O trio se recusava a sair de perto da Heartfilia, não quando ela estava tão sensível e suscetível a ficar em prantos novamente.

Por ter usado muito de seu poder, a sereia-humana desmaiou sendo segurada pelo pequeno grupo e levada por Gray para o quarto de Mirajane, não sabiam se ela poderia contrair uma doença, todavia escolheram precaver trocando sua roupa molhada por uma nova, deitaram-na cama e saíram em seguida para não atrapalhar seu sono.

Na noite chuvosa, o afeto compartilhado pelos tripulantes resultou em algo interessante naquela noite, sem que ninguém tenha percebido, a Heartfilia tornou-se uma legítima tripulante da Fairy Tail.

[…]

A semana passou tortuosamente lenta.

Durante todos os dias a Heartfilia levantava da cama, andava pelo deck mediano olhando para os lados procurando qualquer energia que fosse parecida com a de sua amiga e quando percebia que não havia energias próximas, voltava para o quarto e se colocava a chorar novamente.

Se manteve no quarto de Mirajane sem deixar brechas para que os outros entrassem no quarto e tentassem ajudar, mesmo que os tripulantes tentem falar com ela, não poderiam ajudar por sequer saberem da situação. Costumava dormir de madrugada vasculhando próximo do navio qualquer resquício de energia que estivesse próximo deles, entretanto, após noites sem dormir direito, a Heartfilia conseguiu encontrar uma energia oscilante, mas não pertencia a uma criatura

Durante a madrugada sentiu a áurea de Makarov oscilar, rapidamente a sereia levantou da cama e pôs se a correr para o quarto onde seu antigo amigo se encontrava. Os passos, embora rápidos e precisos, eram leves e sutis, não acordando os líderes que dormiam em um sono tão pesado.

O quarto de Makarov não era distante, assim que saiu se dirigiu ao último quarto do corredor ficando parada diante a porta fechada. Antes de entrar, pousou sua mão na porta e fechou os olhos, queria sentir se havia outro humano dentro do quarto, suspirou em alívio ao perceber que apenas o antigo capitão jazia no cômodo.

Pousou sua mão na fechadura da porta e tão rápido como entrou, fechou a porta para que presenças indesejadas não surgissem curiosas. Dirigiu seu olhar para o capitão deitado na cama, sentindo-se responsável por ser a causadora da perda de memória, caminhou até a cama e sentou ao lado dele. A Heartfilia não sabia o que sentir no momento, alívio ao ver que seu grande amigo se encontrava vivo após todos esses anos ou medo e culpa por perceber que a morte caminha próxima a ele.

Moveu sua mão para o rosto dele acariciando com amor, acabou-se por lembrar dos momentos em que compartilhou com ele e com a tripulação anterior, riu ao perceber que a estupidez da tripulação era de fato hereditária. Ver o Dreyar adormecido na cama era algo um pouco esquisito de se ver, ainda mais para a Heartfilia. O fato de ter conhecido o humano em um tempo em que ele se encontrava jovem, animado e aventureiro fazia com que a sereia pensasse se retirar suas memórias fez com que o salvasse. Em sua opinião, os humanos eram tão frágeis e mortais que qualquer coisa poderia leva-los a morte. Envolta por lembranças, prometeu a si mesma que faria de tudo para que seu antigo amigo recuperasse as memórias.

Ela sabia de uma coisa, precisava ser cautelosa, se não conseguisse controlar seu poder na cura, poderia fazer com que ele piorasse. Primeiro, precisava fazer com que ele se lembrasse de seu nome, isso era essencial. Moveu sua mão para o peitoral dele e colocou sua outra mão em cima, fechou os olhos concentrando em liberar apenas uma pequena parte de seu poder para que pudesse fazer o encantamento.

Cuimhnigh. – Sussurrou.

Uma fraca luz se manifestou de suas mãos, e depois de um longo tempo, colocou os dedos da mão direita na testa de Makarov, conseguindo fazer com que tanto o coração quanto a mente fiquem em sincronia. O que sempre foi complicado para a Heartfilia, a alma do Dreyar precisava estar em paz e tranquilidade para que deixasse seu corpo se lembrar das sensações e memórias que ela transmitia a ele. Conseguia se lembrar de todos os momentos que passou com Makarov, as frases e decisões importantes que ele tomou apenas para o bem das pessoas a sua volta. Era algo engraçado se lembrar de algo assim quando neste exato momento a sua vida encontrava diferente de tudo do que imaginava. Mas havia algo nele que a fazia pensar: Makarov nunca se arrependia do que fazia, tudo o que fez foi por sua própria escolha e não importava a consequência, ele estaria lá para enfrentar.

Não soube quanto tempo ficou na posição, mas percebeu que deveria parar para que ambos pudessem se recuperar, tirou as mãos do corpo do capitão e pousou em seu colo. Respirava ofegante devido ao uso de magia, por não usar livremente seu poder e o encanto ser minimamente difícil, rapidamente se cansava.

Abriu os olhos e ficou surpresa ao ver que o capitão a olhava em um misto de curiosidade e confusão, sorriu para Makarov, o acalmando diante do turbilhão de sentimentos que sabia que ele estava sentindo. Sabendo que se ficasse no quarto faria com que a situação dele piorasse, levantou da cama, porém não pode continuar pois a mão de Makarov a segurou.

– Quem... Quem é você?

Voltou a ele e beijou sua testa, devido ao contato com magia, ele dormiu novamente.

– Lembrará de mim novamente Makarov, prometo.

Saiu do quarto e andou para o deck novamente, desta vez, com calma chegando a uma conclusão importante para sua alma. Os poucos tripulantes que estavam no deck se assustaram ao perceber que a sereia caminhava até eles com um sorriso no rosto, era para ela estar chorando não? A loira passou por eles sorrindo em resposta os confundindo ainda mais, andou para o centro do navio, esticou os braços para o alto e falou em alto som:

Hindrun!

Os marujos sentados no deck sentiram uma pequena força passar por eles, não os machucando e sim passando a sensação de conforto e segurança. Eles tocaram em seus próprios corpos e depois bateram um no outro apenas para ter certeza de que o que sentiram não era algo provindo de suas cabeças. Voltaram a olhar para a Heartfilia e a viram sorrindo docemente.

– Agora estão completamente a salvo. – Ela fechou os olhos. – Vou esperar paciente por minha amada. – Passou por eles balançando as mãos em despedida. – Voltarei ao quarto de Mirajane, preciso descansar.

E pela primeira vez na semana, a sereia humana conseguiu ter seu repouso. Concluiu naquela madrugada que: nada no mundo poderia fazer com que ela se sentisse melhor ao escolher os humanos em vez de sua amiga; não poderia reverter suas ações e mesmo que sinta culpa, há outros que precisam de sua ajuda e ela não poderia simplesmente deixá-los de lado; não sabia se era errado, mas sentia que algo bom poderia ocorrer enquanto estivesse na frota, e resolvendo seguir esse instinto, decidiu continuar na Fairy Tail.

Outra semana passou, porém com uma diferença absurda. Desta vez, a sereia não aparecia no deck chorando e sim rindo, a interação dela com os marujos aumentou desde que se tornou humana, o que fez eles se sentirem mais atraídos pela beleza angelical que a sereia contém. Se antes sereia já era bonita, humana conseguia fazer com que os pobres humanos acabassem enfeitiçados, sorte dos solteiros e azar dos comprometidos!

Poucas vezes conseguia descer para o deck inferior, Erza e Mirajane a chamavam e conversavam com ela sobre o capitão Makarov, a albina confessou que sente a diferença quando ocorre o processo de cura, acreditando fielmente que o antigo capitão voltará para eles. Ainda falaram da forma como ele apareceu na base da Itália com um comportamento totalmente estranho, falando absurdos e frases sem coerência, mas que entenderam que estava ficando louco para que depois entendessem que as memórias estavam sendo perdidas, uma vez que não sabia reconhecer a própria família. A sereia não sabia onde enfiar seu rosto ao ouvir os relatos.

Algumas vezes, por sentir-se um fardo para eles, a Heartfilia acabava por realizar alguns trabalhos, mas antes que pudesse completar o que começou, os marujos a sua volta tiravam de suas mãos os objetos e a sentava em um banco, a deixando apenas para observar. Ela se irritava e muito com o que faziam, não podia fazer nada quando sereia e agora que consegue andar, não permitem? Francamente, isso era para deixá-la irritada! Para conseguir desestressar voltava para o quarto de Makarov, ficando no quarto apenas para se acalmar, uma vez que tinha usado o encanto antes pela manhã. Via em alguns momentos que ele abria os olhos, sempre um pouco confuso de onde estava, entretanto, a loira não permitia que ele falasse, realizando outro encantamento para fazê-lo dormir.

[…]

No deck principal, os marujos se perguntavam o motivo da mudança repentina da sereia, uma semana antes ela chorava e demonstrava tanto sofrimento que eles sentiam. Alguns chegaram a perguntar para Kana a razão de tanta mudança, mas nem mesmo ela sabia, queria conversar com a Heartfilia, porém as circunstâncias não deixavam, ou ela tinha que trabalhar ou a sereia era afastada pelos outros, e não melhorava quando a via ir para ala dos líderes, lugar a qual apenas poderia ir com permissão.

Porém, não apenas a morena que ficou revoltada com o afastamento, Gray ficou tão irritado quanto a morena e apenas pelo amor que tem por sua vida, não tentava invadir o quarto de Mirajane, ele sabia que Laxus poderia fazer a vida dele pior que o inferno se isso ocorresse. Ambos queriam ter conversado mais com a loira, ter tentado, pelo menos, consolar a coitada de tanto que chorava. A noite do deck inferior os marujos não ousavam falar sobre o afastamento da sereia deles, algo pior que uma briga simples poderia começar e ninguém teria coragem o suficiente para implicar com pessoas que estavam tão nervosas.

O dia amanheceu e o eles acordaram dispostos a ter uma conversa digna com a Heartfilia, porém não esperavam pela situação crítica que se encontravam. Uma bolha de água contornava o navio, os líderes junto com alguns tripulantes situavam-se no centro do deck, observando a bolha receoso esperando que essa inusitada bolha provesse da sereia que mora em seu navio.

Pudera eles terem sorte.

O silêncio antes feito foi quebrado devido ao som de passos rápidos, na entrada dos dormitórios dos líderes a Heartfilia apareceu ofegante e assustada pelo surgimento de uma áurea um tanto quanto perigosa para os humanos. Natsu olhava para a sereia surpreso, se não era ela que fazia a bolha, quem poderia estar fazendo?

– Heartfilia, quem está fazendo isso? – Natsu perguntou apontando para a barreira de água, percebendo que ela não responderia, olhou para a albina próxima de si. – Mira, sabe quem é?

– É uma sereia. – Respondeu franzindo o cenho. – Ela é bem poderosa – Olhou para a loira que começou a andar próxima a eles. –, consegue dar conta? – A Heartfilia não respondeu ainda chocada pelo o que ocorria e a Strauss cruzou os braços curiosa pela reação.

– Olhe! Alguma coisa está saindo da água! – Um marinheiro apontou para cima.

Todos olharam para a estranha movimentação acima deles, um rosto começou a aparecer na parede e assim como a parte superior de um corpo. De um modo bastante surreal para os humanos daquele navio, uma mulher passou aquela barreira de água e pousou em pé olhando para todos de uma forma superior, achando que estariam em perigo, os homens retiraram suas armas prontos para atacar, porém, o que estava a frente deles seria impossível de machucar.

Com movimentos simples das mãos, grande quantidade de água passou pelos homens que tentavam atacá-la os prendendo dentro da água sem terem a chance de conseguirem respirar. A mulher começou a andar e a cada passo dado, refazia seu movimento com as mãos para prender os humanos que ousavam atacar, os poucos que conseguiram perceber que perderiam, se mantinham quietos e apenas por isso, ela não os colocava presos.

O andar gracioso dela contradizia seu olhar feroz. Os longos cabelos azuis faziam leves movimentos devido seu andar, o rosto com o cenho franzido os preocupava assim como os olhos azuis que brilhavam e se mostravam ficar de uma coloração mais clara. Seu olhar, embora tenha transpassado por todos no navio, não olhava para outra pessoa senão a própria Heartfilia, as duas pareciam estar em um tipo de conversa que as pessoas a sua volta não saberiam entender. Havia tanto sentimento sendo passado dos olhos azuis para os castanhos, tanta fúria e dor, que a sereia-humana não conseguiu persistir a troca de olhares.

Antes que pudesse alcançar a Heartfilia, os líderes se colocaram a sua frente, dispostos a tentar protegê-la do que quer que fosse essa criatura. A azulada levantou sua sobrancelha em tom de desafio, eles realmente estavam dispostos a tentarem lutar com uma criatura que é bem mais poderosa que eles? Ela precisava admitir que eles eram pelo menos corajosos.

– Não sei o que é você – Natsu começou a falar chamando atenção da loira e da azulada. –, mas não vai conseguir pegar a Heartfilia. – A azulada mordeu os lábios. – Terá que nos derrotar primeiro.

Em um piscar de olhos, os quatro se encontravam em uma bolha de água surpresos pelo ataque repentino. Não havendo nada em sua frente, andou em direção a Heartfilia parando em sua frente, a situação era crítica, de todos os meses que se passaram ao lado da loira, a reconheciam como uma criatura que portadora de um poder inimaginável, e na frente deles havia alguém ou algo que poderia ser mais poderosa que ela.

– Estou impressionada pelo o que você fez. – A voz da azulada chamou a atenção de todos de tão doce que era. – Não consigo acreditar que fez isso, ainda mais comigo. – Colocou sua mão no rosto da loira e o levantou. – De todos, por que fez isso comigo? Não entendo! – Lágrimas saíram do rosto da sereia azulada. – Como pôde me trocar por meros humanos?

– Juvia... – Murmurou a loira chorosa. – Eu...

– Eles te fizeram tão mal. – Tocou no rosto da loira carinhosamente. – Sentia de longe sua áurea assustada e com medo deles, tentei te salvar, mas... Não sabe o que senti quando percebi que tinha me enganado. – A Heartfilia não soube responder, e junto da azulada, deixou suas lágrimas cair. – Eles não são merecedores de ter você junto deles, mas pelo visto também não sou.

– Não! – Exclamou pegando as duas mãos de Juvia e a olhou sofridamente. – Não! Juvia, você é a mais importante para mim, eu apenas... Apenas...

– Apenas me trocou por eles. – A forma fria de como sua amada amiga disse a frase a fez sentir mais culpa do que sentia. Juvia soltou suas mãos das Heartfilia e limpou rudemente as lágrimas que haviam caído de seu rosto. – O que eles tanto têm que faz você os proteger de mim? Que fez você me enganar? Se é porque querem o tesouro, me recuso a aceitar que eles são dignos de tal.

– Não sei... – Murmurou olhando para baixo. – Somente posso dizer que eles me fascinam e que... – Respirou fundo e olhou para os olhos azuis novamente. – Vou ajudá-los quando necessitarem, não voltarei para casa Juvia, não enquanto essa jornada terminar.

Choque e surpresa definiam não somente o olhar da azulada, mas também da tripulação envolta delas. Imaginavam que, pelo fato da Heartfilia ter chorado por uma semana e ter sofrido por não ter podido ajudar sua amiga, ela iria embora junto dela quando chegasse, entretanto, não imaginavam que a própria Heartfilia dissesse com todas as letras que ficaria. Se pudessem festejar naquele momento, fariam sem pensar.

– Está mesmo me trocando? – Juvia apontou para os humanos a sua volta, a Heartfilia negou sorrindo. – Então está fazendo o quê?

– Estou pedindo para ficar.

[…]

A presença da azulada no deck mediano nunca foi tão assustador, ainda mais quando os olhos azuis faiscavam para cada um que ousasse tentar dirigir seu olhar para ela. Tinha se passado dois dias desde a permanência dela no navio, inicialmente ninguém acreditou que ela pudesse realmente ficar afinal, ela queria matá-los e não seria a loira que protegeria eles.

Os líderes e o capitão foram libertos das prisões d’água confusos pelo o que aconteceu, estariam prontos para atacarem Juvia novamente, mas foram parados pela Heartfilia antes que dessem um passo em direção a azulada. Tiveram uma noite longa de conversa e discussão, mas que conseguiram chegar no acordo de não tocarem na azulada, se tocassem ficariam em perigo imediatamente.

Natsu, entretanto, ficou intrigado com a mudança repentina de humor da azulada, desde o momento que ela aceitou ficar no navio, não fez nenhum movimento e sequer tentou falar com a Heartfilia, para ele algo estava errado. Movido por sua curiosidade, saiu de sua cabine querendo buscar suas respostas.

Assim que fechou a porta e virou-se para a tripulação, entendeu que o medo diante da azulada era sentida por todos. Os tripulantes passavam pelo deck cuidadosamente, com medo de que a mulher azulada pudesse abrir os olhos e fazer uso de seu poder contra eles, é sabido que ela sente um grande ódio de toda a tripulação e se a Heartfilia consegue ser assustadora quando nervosa, não queriam imaginar o estrago que a azulada poderia realizar caso resolvesse fazer eles pagarem por seus pecados.

Andou parando ao seu lado, se encostando na proa do navio, percebendo que tinha alguém do seu lado, Juvia abriu os olhos e olhou para o lado, deparando-se com as cores rosadas do cabelo de Natsu. Não querendo participar do quer que ele esteja planejando, fechou olhos novamente, no entanto não pôde retirar o fato de que poderia ouvi-lo.

– Por que escolheu ficar?

– Não é deu interesse humano.

– Claro que é, afinal este navio me pertence, é meu direito saber. – Olhou para a azulada. – Além do mais, pensei que fosse amiga da Heartfilia, mas vejo que não.

– O que eu e ela somos não é deu interesse, humanos perto de nós são simples formigas e você é somente uma formiga nervosa. – Juvia abriu seus olhos visando toda a tripulação, sorriu ao perceber que tremeram de medo ao vê-la apenas abrir os olhos. – Seus homens são bem honestos com os sentimentos.

– Somos a Fairy Tail, não temos medo de esconder o que sentimos.

– Deveriam ser mais recatados. – Cruzou os braços e virou para o Dragneel. – Diga-me o que quer, não veio apenas para saber minhas razões de ficar.

O rosado sorriu em resposta: – Vejo que é bem esperta. – Ficou sério novamente. – A Hearfilia conhece o antigo capitão da Fairy Tail, imagino que, como deve ser muito próximo dela o conheça também. – Ficou em silêncio um tempo. – Preciso saber o que ocorreu com ele.

– Como tem tanta certeza de que conheço seu capitão? – O olhou impotente.

– Quando conseguimos ter contato com nosso capitão depois de meses, ele conseguia falar apenas um nome, e sabe de uma coisa incrível? – Virou para ela cruzando seus braços. – O nome que ele falava repetidamente era Juvia. – Sorriu vitorioso ao ver o rosto surpreso da azulada. – Isso não pode ser uma mera coincidência.

Ficaram em silêncio durante minutos até que Juvia virou seu corpo novamente para tripulação: – Não vou te contar, fiz um trato com svetlo. – O rosado se surpreendeu tanto com a palavra quanto pela resposta.

– Posso te obrigar a falar, espero que saiba disso.

– Humano, quero que tenha conhecimento de uma coisa. – Seus olhos azuis ficaram em uma tonalidade mais clara e uma corrente de água rodeava o corpo do rosado, mas ele não pôde se proteger pois rapidamente a corrente grudou em seu corpo o apertando. – Você é fraco perante a nós, retire essa arrogância antes que isso acabe com sua vida. – Manteve a corrente em seu corpo até perceber que a Heartfilia se aproximava preocupada. – Estou nesse navio imundo apenas por ela, se um dia ela quiser ir embora, a levarei antes que tenham percebido.

Antes que pudesse revidar em sua resposta, Mirajane, Erza e a Heartfilia chegarem em seu alcanço, evitando que uma briga pudesse começar entre a ser que estava em seu navio e Natsu. Rapidamente as duas mulheres o retiraram com o pretexto de que precisavam dele para começar uma reunião, obviamente mentira, mas que conseguiu tirá-lo de perto sem que houvesse negação por parte do rosado. A loira, no entanto, se aproximou de sua amiga ficando em frente a ela, a olhando com suas mãos dobradas em seu peito.

– Makarov está aqui. – Disse chamando a atenção de Juvia. – Estou recuperando suas memórias, tenho medo de não conseguir. Juvia... E se... E se retirar as memórias dele foi algo ruim? – Seus olhos começaram a lacrimejar, antes que a primeira lágrima caísse, a azulada a puxou para seu abraço. – Tudo o que consegui fazer foi fazer ele abrir os olhos, mas... Ele não se lembra de quem é.

Juvia a abraçava fortemente passando todo o conforto que poderia dar, entendendo seus sentimentos de culpa e dor ao ver seu antigo amigo sem suas memórias, ela entendia o que sua amiga sentia por ter estado próximo dela quando ocorreu o encantamento, sabia que para recuperar todas as memórias seria complicado ainda mais que, imaginava que ele estaria em uma idade avançada, isso faria com que dificultasse ainda mais a recuperação das memórias.

A Heartfilia não saberia dizer a sensação que o abraço dava, mas tinha o conhecimento de que ali tinha o sentimento de “lar” e era naquele conforto que sentia a necessidade de continuar por perto. Sempre quando passava por alguma dificuldade ou quando sofria, era no abraço de Juvia que buscava conforto e segurança, não saberia dizer o que seria dela sem sua amada amiga.

Bem baixo, a azulada começou a murmurar uma canção conhecida apenas pelas sereias, a cantiga acalmava aos poucos o coração conturbado e sofredor da loira em seus braços. Vê-la se acalmando fazia com que Juvia se aliviasse.

Os tripulantes que olhavam as duas se emocionavam tamanho afeto que era compartilhado. O abraço, o olhar que a azulada dirigia a loira, a forma segura que a Heartfilia andava até ela, tudo fazia com que os tripulantes questionassem a forma como eles andavam tratando a loira, desde os primeiros dias até os atuais.

– Calma, calma, tudo vai se resolver. Ele deve ser bem de idade, então isso pode complicar um pouco. – Juvia afastou um pouco a Heartfilia de seu abraço para que pudesse ver seu rosto. – Além do mais, dificilmente usa esse encantamento, vamos conseguir resolver isso como sempre conseguimos, não é? – E sorriu recebendo em resposta outro abraço da loira.

Elas eram amigas afinal, Juvia não deixaria com que sua amada ficasse triste ou que chorasse sozinha, por amá-la, não deixaria que nada ocorresse com sua tão prezada amiga.

[…]

Música, bebida e dança. Se pudesse definir a Fairy Tail naquele momento, os tripulantes diriam essas exatas palavras, não era sem motivos que eles diziam. Finalmente, depois de semanas sem poder fazer algo a respeito dos últimos acontecimentos, Laxus e Mirajane deram a notícia que comemorariam tudo de bom que ocorreu, desde a recuperação do antigo capitão a entrada de duas pessoas a frota, mesmo que uma não tenha a marca.

Naquela noite, a roda de canção foi formada por Laxus, Mirajane, Erza, Alzack e Bisca. Os instrumentos ficaram divididos entre eles, por ser uma comemoração mais animada e especial, os homens ficaram prontos rapidamente no deck esperando pacientes pelas mulheres, em especial as sereias. Uma vez que a Heartfilia participaria da festança.

Kana colocou na loira um corpete preto e a vestiu com uma saia longa, se divertiu ao ver que as tentativas falhas da sereia de colocar os saltos em seus pés, Juvia recusou qualquer roupa que ofereceram a ela, ficando com a roupa em que apareceu. A azulada vestia um corpete com longas mangas azul, porém o centro é branco com botões dourados e um laço que enfeitavam a parte superior, suas pernas eram protegidas pela saia que se cortava nos lados, permitindo a visão de suas pernas torneadas e para completar, botas escuras iam até o joelho.

– Loirinha, tem certeza de que ela é gente boa? – Sussurrou Kana para a Heartfilia, que assentiu sorrindo. – Ela dá tanto medo. – A loira riu em resposta.

– Fique tranquila Kana, Juvia é sereia mais calma e incrível no mundo que conheço. Venha, verá que falo a verdade. – Agarrou o braço da morena e a levou próximo da azulada. – Juvia, quero apresentar alguém muito importante para mim! – A azulada, até então sentada em uma rede de olhos fechados, abriu encarando amavelmente as duas a sua frente. – Esta é Kana Alberona, humana que se tornou minha amiga. – Andou e ficou ao lado da azulada. – Kana, esta é Juvia, amada amiga e sereia a quem tanto amo.

Juvia levantou-se da rede e cumprimentou Kana com um sorriso tão amável que a morena se surpreendeu. Esperava que fosse arrogante devido aos dois últimos dias em que apareceu, ficou feliz ao perceber que Juvia parecia ser tão maravilhosa quando a Heartfilia.

O trio já estava pronto então logo subiram com as mulheres que tinham também terminado de se arrumar para o deck mediano, deparando-se com a animação e surpresa dos homens para as duas sereias, ambas estavam incrivelmente lindas, sendo capazes de enfeitiçar os humanos sem o uso de sua magia, apenas com a beleza angelical que tem.

Diferente da sereia de cabelos azuis que voltou para seu lugar habitual no navio, a loira quis participar da comemoração e assim que todas as mulheres subiram, a música começou. A voz de Laxus junto com o som do violão fazia os casais formarem duas filas e começarem a dançar, girando entre eles e oras indo para trás oras voltando para frente ao seu companheiro. Passavam a mão carinhosamente pelo o rosto do que estava a sua frente, para logo em seguida passarem em volta dele novamente. Lentamente de acordo com o ritmo musical, mas que fazia eles esperarem ansiosos para a parte animada.

Take me back to when the night was young and another song was sung.

Os tripulantes em volta dos que dançavam começaram a bater palmas dispostos a cooperar com a música. As mulheres trocavam de companheiro durante a dança, durante o som do violão, os casais se juntavam e dançavam juntos.

Encantada, a Heartfilia observava os casais dançando, as mãos juntas, o bater de palmas, os pés que se juntavam quando o refrão animado chegava, tudo fazia com que a loira se apaixonasse tanto pela dança quanto pela música, queria dançar, mas não sabia como, mas nada que um incentivo não resolvesse isso.

– Vem loirinha! – Gray puxou a sereia humana para roda de dança entusiasmado.

– Mas não sei dançar Gray! – Tentou sair da roda, porém foi puxada de volta. – Gray!

– É fácil, vai ver. É só imitar o que elas fazem.

– Vai loirinha! – Ouviu Kana e os outros gritarem para ela, mas não conseguiu distinguir quem.

Rapidamente conseguiu pegar os passos, riu durante a dança quando percebeu que acompanhava, sentiu desconforto quando andava para trás junto das mulheres e concluiu que isso era culpa dos sapatos desconfortáveis que estava usando, os retirou apressada e riu do rosto chocado de Gray.

– Melhor agora!

Dançou mais um pouco e a música terminou, a Heartfilia, feliz por ter dançado, pulou abraçando o Fullbuster que a retribuiu rodando. Os tripulantes assobiavam e gritavam urros de excitação pela música, não tiveram muito tempo para descansar, logo outra música deu início. Entretanto, apenas os casais românticos se puseram a dançar, poucos, pois dificilmente alguns tinham coragem para mostrar que estavam juntos.

A loira percebendo isso, logo tratou de se retirar do meio puxando o moreno para próximo de Levy e Gajeel, puxando conversa com o casal sobre o motivo das feições irritadas deles, não querendo ouvir os motivos que já sabia, Gray saiu em direção a Juvia disposto a tentar puxar alguma conversa com a azulada, não conseguindo completar seu trajeto por ser puxado pela Kana, o entregando uma garrafa de bebida, ela queria competir.

– Tenho amor a minha vida Alberona, não mesmo. – Entregou a garrafa de volta.

– Então já se diz perdedor? – A morena sorriu maroto, aumentou o sorriso percebendo a irritação em Gray. – Tudo bem, posso falar para todo mundo que você perdeu.

– Passa essa garrafa pra cá. – O moreno arrancou a garrafa da mão de Kana, sentou em frente a ela sorrindo nervosamente. – Agora estou nervoso, vai perder.

Kana riu estrondosamente para depois responder: – Pare de se iludir, amanhã a gente vê se você lembra de alguma coisa.

Os dois bateram as garrafas na outra e começaram a beber, com o tempo grupos formaram próximos deles torcendo para quem poderia se mostrar vivo depois, obviamente torciam para a Alberona. A noite toda os tripulantes se divertiram, trocaram bebidas e aprofundaram seus conhecimentos com a sereia, firmando amizade com a loira. Quando foram se deitar, o dia amanhecia os salvando de um dia cheio de trabalho.

Heartfilia

Andava calmamente pelo corredor indo para o quarto de Makarov, ainda me sentia extasiada pela noite passada. Nunca imaginei que dançaria com os humanos, que conseguiria me enturmar com eles e muito menos que meu corpo pedisse por mais momentos como esses. Lembrar do que ocorreu ontem a noite me fazia querer rir, desde a briga que vivenciei de Levy e Gajeel até a competição de bebida que Kana e Gray fizeram.

Aqueles dois são malucos! Ainda mais Gray, chegou um momento que ele caiu no chão enquanto minha amiga se debruçava de tanto rir, ela apontava para ele e dizia em alto bom som “Quem perdeu em nudista?”, e devo dizer que fiquei desconfortável ao constatar que o moreno estava sem suas roupas. Meu rosto falta ficar mais vermelho quando lembro dessa situação.

Balancei minha cabeça querendo esquecer desses momentos, precisava estar preparada para continuar a curar Makarov e pensar na noite anterior não ajudaria absolutamente em nada. Ultimamente não tem tido muita melhora, a única coisa que ele faz é abrir os olhos e observar o que está acontecendo a sua volta, não deixo ele ficar muito tempo, então rapidamente coloco minha mão em sua testa fazendo com que ele durma novamente.

Dessa vez, trouxe Juvia comigo para ver nosso amigo de longa data. Ela se sentiu feliz por ser chamada, uma vez que a deixei longe de mim esses dias, me desculpei por minha falta de atenção, mas a azulada apenas riu e disse que não tinha problema. Entramos no quarto sendo surpreendidas pela presença de Natsu no quarto, isso sim era impressionante!

– O que está fazendo aqui? – Perguntei chamando sua atenção. Ele negou com a cabeça e levantou da cama se retirando do quarto, olhei para Juvia e demos de ombro.

– Então ele está assim. – Ela se aproximou da cama e sentou, passando a mão no rosto dele. – Inacreditável.

– E nós o vimos guerrear tão jovem. – Sentei do outro lado da cama. – Me senti culpada em vê-lo dessa forma. – Dirigi meu olhar para minha amiga. – Será que o que fiz foi certo Juvia? Essa foi a forma certa de salvá-lo? – Ela tocou em meu rosto.

– Não se culpe, essa foi a forma mais segura de o ajudar. – Limpou as lágrimas que teimavam em sair de meu rosto. – Não chore, tenho certeza de Makarov não gostaria de vê-la dessa forma, vamos, tens um sorriso lindo, faça ele.

Sorri e ela sorriu em resposta. Limpei minhas lágrimas com minhas mãos, respirei fundo fechando os olhos e comecei o processo de recuperação de memórias, lembrei do momento em que encontrei ele e a tripulação. Foi divertido ver todos aqueles humanos pisando receosos na ilha em que estavam, de tão curiosa que era, nadei até eles e fiquei surpresa ao ver que o que comandava era jovem homem com uma áurea tão assustadora quanto a minha. Ele não tinha poder nenhum, mas a sua áurea era fantástica, tão luminosa e tão segura, que senti que precisava estar próxima a ela, não imaginei por nenhum momento que minha vida ficaria divertida depois de ter contato com a Fairy Tail.

Engraçado como o tempo virou para mim, antes conseguia ter risos e comemorações divertidas com a tropa, hoje em dia, demorou muitas noites para conseguir andar entre eles sem conseguir arranjar problemas. Senti uma movimentação embaixo de minhas mãos, abri meus olhos sendo surpreendida por olhos acinzentados me olhando com compaixão. Olhei para Juvia que estava tão surpresa quanto eu, voltei para Makarov e ele moveu sua mão para em cima das minhas.

– É bom vê-las tão bem. – Murmurou, apertou um pouco forte minhas mãos. – Achei que tinha acontecido algo ruim com vocês. – E fechou os olhos novamente caindo em um sono profundo.

Aproximei minha testa da dele, encostando nossas testas e deixando minhas lágrimas cair em seu rosto, estava tão feliz por ele lembrar de nós e ainda aparentar estar tão bem! Olhei para Juvia vendo ela chorar junto comigo, levantamos da cama e nos abraçamos, felizes por ver nosso amigo bem. Queria que os outros soubessem disso também, puxei ela junto de mim e corri porta afora até chegar no deck.

Subi as escadas do deck para ficar ao lado de Erza, que me olhou estranha por tanta movimentação, abracei ela falando em seu ouvido que Makarov acordou e que essa semana ele poderá se lembrar de todos, devo dizer que o abraço forte dela quase me esmagou, mas fiquei tão feliz pelo o que ocorreu que não liguei por isso, pedi a ela que dissesse isso aos tripulantes, deixei Juvia com a ruiva e corri para a cabine de Dragneel, senti que deveria avisá-lo.

Desci a escada correndo e abri a porta da cabine, vendo que Laxus e o rosado estavam com feições extremamente sérias. Me senti atacada pelos olhares ameaçadores, porém não me retirei da sala, os dois trocaram olhares significativos e o loiro saiu da cabine fechando a porta.

– Sabe de uma coisa Heartfilia, você deveria ter mais noção de que quem manda nesse navio sou eu e que você não tem liberdade para fazer o que quiser. – Levantou da poltrona, deu a volta na mesa e sentou nela. – O que quer? Descobriu o que significa as frases que falou?

As frases! Fiquei tão ocupada com Makarov e com Juvia que sequer pensei nelas, vou depois conversar com Juvia para saber pelo menos o que significa a segunda frase, uma vez que sei o que significa a primeira, apenas não posso falar com o Dragneel, do jeito explosivo que é, tenho certeza de que poderá fazer algo ruim comigo.

Neguei com a cabeça e olhei para ele sorrindo, andei ficando próxima dele e disse:

– Makarov acordou, quando acabar essa semana sei que lembrará de todos vocês. Vim apenas avisar.

Percebi Natsu ficar chocado e fazer uma coisa que nunca imaginei que faria, ele sorriu. Natsu sorriu. Tão sereno e tão aliviado, me senti encantada por seu sorriso, tanto quando senti por sua risada, imagino se ele não sabe que em seu rosto, o sorriso consegue ser melhor. Balancei minha cabeça colocando esses pensamentos para lado e dei meia volta para sair da cabine, mas fui surpreendida.

– Obrigado Heartfilia. – Parei quando ouvi a voz dele. – Se não fosse por você, acho que o velho estaria morto agora.

Assenti e sai da cabine, ainda estava surpresa pelo agradecimento, então não pude retribuir corretamente os abraços que vinham em minha direção. Havia duas coisas que não saía da minha mente: o agradecimento sincero provindo de Natsu e seu sorriso sereno. Tão diferente do Natsu que conheço que estranho esse fato, resolvi pensar nisso depois e comemorei rapidamente com as pessoas a minha volta, recebendo diversos agradecimentos por curar seu antigo capitão. Me surpreendi ainda mais quando Laxus veio e me abraçou, dizendo que a partir daquele momento, devia sua vida a minha. O mais incrível foi ele me abraçar, afinal, ele não é do tipo de se mostrar carinhoso com ninguém além de Mirajane. O motivo dele me abraçar eu não sabia, mas descobriria outra hora.

Quando a noite caiu, os tripulantes já tinham ido para o deck inferior e os líderes para suas cabines, no entanto, eu queria observar as estrelas junto de Juvia. Saí dos aposentos de Mirajane, andando calmamente para o deck, encontrando logo em seguida minha amada amiga. Corri em direção a ela, que me recebeu com um sorriso no rosto.

Sentamos na madeira do navio, observando as estrelas que passavam por nós, nos divertindo como muito tempo antes de eu ser sequestrada pela Fairy Tail. Juvia me falou sobre o que estava ocorrendo onde morávamos, como as meninas estavam preocupadas e o fato dela ter desobedecido uma ordem apenas para mim me salvar, e pensar que agora ela ficou comigo. Duas ordens desobedecidas, bem, nunca fomos exemplo de boas sereias!

– Sabe... – Ela começou a falar chamando minha atenção. – Ainda não consigo perceber como consegue ser tão feliz com humanos que te fizeram tão mal.

– Ju... – A azulada colocou sua mão em minha boca e negou com a cabeça, fiquei quieta e ela continuou.

– Mas... Sabe que sempre estarei aqui por você não é? – Assenti sorrindo e ela olhou para o céu. – Lembra quando competimos quem contava mais estrelas no céu?

Ri das nossas lembranças e começamos a falar de tudo o que fomos fazendo até agora, nós realmente aprontamos muito! Imaginar que duas sereias juntas daria tanto problema para o pai e mãe de todos. Conversamos a noite toda, indo dormir apenas quando o dia começou a aparecer, chamei Juvia para dormir comigo porém ela negou dizendo que não conseguiria estar próxima de cheiros humanos mais do que estava. Ri em resposta e me fui para o quarto dormir.

Narradora

Natsu Dragneel foi a primeira pessoa que acordou no navio, preparou-se rapidamente para sair de sua cabine e ter uma conversa com a mais nova sereia da frota, precisava ter certeza de uma coisa. Terminou de colocar suas botas e saiu da cabine, viu a azulada sentada na proa do navio, com seus olhos fechados e sorriso no rosto, por um pequeno momento, comparou o simples sorriso da Heartfilia com o de Juvia, se arrependendo amargamente por ter pensado nisso.

Andou rápido para próximo da sereia, que assim que sentiu a presença de Natsu, abriu os olhos azuis e fechou o sorriso, ela sentia que se existia alguém que pudesse acabar com as felicidades alheias, o rosado a sua frente conseguia fazer isso com exatidão.

– O que queres humano?

– Por que Makarov lembra de você e não da Hearfilia? – Colocou os braços para trás. – Sei muito bem que os dois se conhecem.

– Não é de sua importância. – Fechou os olhos novamente.

– Sabe Juvia, uma vez me lembro que a Heartfilia disse que caso soubéssemos seu nome, teríamos como controlar vocês.

– Essa sua arrogância certamente o levará a morte. – Abriu os olhos azuis que se encontravam claros, Natsu puxou instintivamente sua espada. – Você é fraco, e algo tão fraco não pode ir contra mim, quem dirá me controlar.

– Quem disse que sou fraco? – Andou para mais próximo dela. – Sua amiga me teme e me obedece, deveria fazer o mesmo.

Os olhos azuis ficaram ainda mais claros, sinal de perigo para o rosado. Juvia ficou de pé, abrindo os braços e os moveu para cima e depois para frente, fazendo com que água surgisse e fosse em direção ao rosado em forma de espinhos, prontos para matá-lo, antes que ele pudesse sair do lugar ou tentar se defender, os espinhos pararam, confuso por isso ter acontecido, Dragneel parou e olhou para a sereia a sua frente.

– Meça suas palavras humano. – Andou em direção a ele e parou a sua frente. – Não sei o que fez a ela no passado, mas pode ter a certeza de uma coisa, farei questão de matá-lo se tocar em um fio de cabelo dela.

Mantiveram a troca de olhares até ouvirem o barulho da tripulação, para não levantar suspeitas, Juvia sentou-se novamente na proa e Natsu voltou para sua cabine irritado devido a ameaça recebida. Uma coisa ele teve certeza, seus passos seriam observados pela azulada, e ele teria que tomar cuidado, afinal, ela não blefava quando disse que o mataria.

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MIL PERDÕES! NOTAS FINAIS NÃO APARECEM!!

UFFA! QUANTA PALAVRA! SETE MIL MEU POVO! SETE MIL!
O sentimento de angústia da Heartfilia chegou até vocês? Se sim, que bom, consegui o que planejava e particularmente, queria há muito tempo esse sentimento nela, essa "explosão" que ela acabou por fazer, sabe, de chorar na frente de todo mundo.
Sepá a Heartfilia faz uns encantos SAGAZES! :D Natsu sendo Natsu, porque né, sempre melhorando e depois piorando :D Makarov melhorando aos poucos, isso é bom né galera, assim ele pode ajudar a tripulação a não fazer merda ÊêÊ! E o melhor de tudo: JUVIA! Não sei vocês, mas eu achei a parte que ela apareceu DEMAIS, a bolha, deixando o povo todo de lado, tudo TÃO lindo ♥ ♥
Assim, particularmente senti que esse capítulo terminou de forma estranha, queria tentar completar ele, mas nunca me senti satisfatória D: Então me digam, esse final ficou bom?
Enfim, espero que tenham gostado, porque eu gostei muito dele >
AH SIM: PESSOAS DO GRUPO DO WHATS: HAHAHAAHAHHAHAHAHA Não quis falar quando postei, O QUE ACHARAM DA SURPRESINHA? HEHEHHEHEHE Ok, é isso. KKKKKKKKK ♥
Quem quiser entrar, apenas me mandar o DDD + número em MENSAGEM PRIVADA, ok?
Vejo vocês nos comentários? ;)
Beeeeeeijos! Amo vocês ♥