Bring Me the Mermaids
17 Ties
Notas iniciais
~Laços
O céu escurecia quando a tripulação Fairy Tail chegou em São Francisco, fazia uma semana e meia desde que estavam em alto-mar e por estarem acostumados a passarem meses longe das cidades, não tinham muito ânimo para pisar em terra novamente. Poucos tripulantes resolveram andar pela cidade enquanto outros apenas ficavam no navio.
Para não atrair visitantes indesejados, a Heartfilia foi colocada dentro da cabine de Natsu novamente. Porém, nada disso era satisfatório para a sereia, ela não estava ligando para o perigo que poderia atrair para os tripulantes na cidade, para a loira o perigo maior estava longe. A curiosidade de conhecer o mundo humano aumentava a cada vez em que os marujos contavam suas histórias e ficar presa nunca fez parte de seus planos.
Seu humor não melhorava quando via que Natsu não iria ler para ela e sim ficar com a cara enfiada nos milhões de papéis em sua mesa. Entediada de só ficar olhando para o rosado concentrado, colocou seu corpo para dentro da água e com suas mãos resolveu brincar com a água do tanque. Se concentrando, a Heartfilia fechou suas mãos em conchas e quando as abriu, uma minúscula bola de gelo tinha se formado. Deixando a mão direita abaixada, jogou um pouco a mão esquerda para cima fazendo com que a bola de gelo a seguisse, e devagar, a bola ia ficando maior.
Pensando de forma cruel e um pouco vingativa por não a deixar conhecer a cidade, a Heartfilia pensava em levar a bola de gelo para o Dragneel e congelar ele, apenas como uma pequena punição. Porém o pensamento vingativo foi quebrado ao perceber que Natsu levantou da poltrona em que estava sentado e andou para fora da cabine carregando seus papéis tão importantes, a Heartfilia sentiu uma vontade enorme de levantar e jogar água nesses papéis, ela estava com raiva, mas para não ser punida por isso, preferiu continuar brincando com a bola de gelo.
Natsu saiu da cabine pronto para matar qualquer um que aparecesse na sua frente, ele não estava nem um pouco satisfeito com o que sabia e tinha certeza que um certo ruivo escondeu muita coisa para ele. A última reunião que teve com Laxus fez com que chegassem na conclusão de que a única pessoa que pudesse saber de toda a história da Heartfilia e adiantar o processo de procura no tesouro era Gildarts Clive. E isso o deixava nervoso o suficiente para acabar com o primeiro que perguntasse o motivo de seus passos rápidos pela cidade de São Francisco. O rosado não sabia em qual bar o homem procurado estava na cidade, mas sabia que quando encontrasse Gildarts Clive, ele seria um homem morto.
[…]
Em nenhum momento Mirajane pensou que estaria em uma felicidade plena até aquela manhã. Acordar ao lado de Laxus nunca foi tão satisfatório e prazeroso quanto aquele dia; sem brigas, sem choro, sem arrependimentos; apenas o carinho e a ternura que recebia de seu amado. A primeira visão que teve ao acordar foi de Laxus a olhando carinhosamente enquanto passava a mão pelo seu rosto.
É, ela não conhecia a felicidade até aquele momento. Bem verdade que Mirajane Strauss já dormiu com muitos homens antes de Laxus e que houve diversas vezes em que foi para a cama com o Drayer apenas com o desejo carnal, porém não houve momento tão perfeito quanto esse para ela. Definitivamente, nada melhor que uma reconciliação.
– Bom dia. – A voz rouca de Laxus se fez presente, atraindo a atenção da albina. – Dormiu bem? – Mirajane assentiu sorrindo. Laxus juntou sua testa com a dela. – Mira… Te amo.
– Hum, eu sei. – Colocou sua mão no cabelo do amado. – Eu também te amo. – Sussurrou como um segredo.
Os dois não puderam aproveitar o raro momento em que estavam juntos, o barulho da porta sendo aberta denunciava a entrada de alguém desnecessário dentro do quarto, o que gerou uma onda de risadas muito altas do casal deitado. Quem tinha entrado era Lisanna Strauss, que ficou tão vermelha como os cabelos de Erza ao ver as costas de Laxus nu, não precisou de muito tempo para entender que os dois tinham se reconciliado e finalmente a “paz” voltou a reinar, pelo menos entre eles. Entretanto, não importava quantas vezes visse essa visão, sempre ficaria com vergonha.
– Mas que saco Mira-nee! Podia ter avisado que voltou com Laxus-san! – Reclamou ainda vermelha com as mãos na cintura e o rosto virado para o lado. – E por favor, vistam uma roupa, não sou obrigada a ver vocês pelados.
– Lis, roupas não vão ser necessárias pelo resto do dia. E outra coisa, ontem eu estava muito ocupada para pensar em te falar, você não iria querer que eu entrasse na sua mente e mandasse o que estava passando comigo não é? – A albina menor virou para a mais velha chocada, pela reação desta, Mirajane riu mais ainda. – Certo, certo. Qual o motivo de vir tão cedo? Não é matar saudades é?
– Cedo? Vocês tem sérios problemas com o tempo. – Suspirou. – O capitão saiu faz pouco tempo do navio, pronto para matar qualquer um, se eu fosse vocês – Apontou para o casal na cama que ficaram sérios ao ouvir a notícia. – descobriria o motivo disso.
Mirajane colocou seu corpo em cima de Laxus, que estava virado de barriga para cima, e descansou sua cabeça no peitoral do loiro. Mesmo com essa notícia e com uma ideia do que poderia ter acontecido, as batidas do coração de Laxus sempre a acalmava. Ouviu o loiro suspirar e suspendeu um pouco o corpo para visualizar o rosto.
– Droga. – Laxus levantou da cama e começou a colocar a roupa.
– Sabe, eu gosto mais de você sem roupas. – Abraçou o loiro por trás. – Volta para mim, temos muito que aproveitar. – Se arrepiou ao ouvir a risada rouca.
– Por mais que eu queira e muito rasgar a roupa que eu tenho para terminar o que começamos, preciso parar Natsu antes que mate alguém.
– Ele matar alguém é normal Laxus, não tem porque parar ele.
– Mas ai é que tá Mira, não é qualquer pessoa que vai ser morta e sim Gildarts. – Ameaçou levantar tendo seu braço puxado de volta, virou para Mirajane e encontrou a feição séria da albina. Aproximou sua boca do ouvido da albina e sussurrou: – Leia minha mente.
[…]
Seis marujos deitados dividiam suas redes com seus parceiros no deck inferior, qualquer pessoa que olhasse para eles conseguiriam perceber o tédio que eles exalavam, sabiam que era necessário estar na cidade, porém há poucas semanas eles estavam em Singapura, tudo o que queriam e precisavam aprontar já tinham feito, então não era sequer divertido ir em uma cidade. O que eles realmente queriam fazer não era permitido, precisavam da permissão do capitão; não tinham coragem de pedir porque ouviram dos outros marujos que Natsu Dragneel saiu pronto para matar qualquer um e eles gostavam de viver.
Não havia mais nada para brincarem e estavam com preguiça o suficiente para tentar implicar com alguém. Sequer Gajeel tentou fazer alguma brincadeira sobre a altura de Levy, tentar irritar ela só faria com que ele tivesse que inventar novos apelidos e motivos para continuar o passatempo, mas só de pensar nisso já fazia com que o moreno com piercings se cansasse.
– Sabem que eu detesto não fazer nada as vezes? – Levy começou chamando a atenção dos demais. – É, a gente trabalha muito, mas hoje eu queria estar em alto-mar tentando descobrir para onde a Heartfilia levaria a gente.
– Não ia adiantar nada Levy porque a gente nunca sabe o que pode acontecer.
– Sim, é verdade, mas Gray seria bem legal saber o que as frases significam.
– Você não sabe? – Perguntou Bisca olhando para a azulada que negou suspirando. – Como você não sabe? Levy você…
– É! Eu sei! – Exclamou. Detestava falar sobre esse tipo de assunto. – Mas não adianta saber a tradução da frase se eu não sei para onde leva. Apenas sei coisas superficiais Bisca, coisas que meus pais deixaram eu ler porque insisti muito para isso, mas… – Suspirou e recebeu um afago de Gajeel em sua cabeça. – Aaaaah! Que saco! Detesto não saber das coisas!
– Mesmo se você quisesse não poderia porque é simplesmente uma maruja, sequer é uma das líderes. – Gajeel falou fazendo com que a azulada olhasse para ele. – Você não tem ligação nenhuma com o capitão além do passado, e nós sabemos que ele não se importa com isso porque é o passado. – Ela assentiu concordando. – Aqui, você é e sempre será uma simples maruja.
A azulada suspirou consentindo com o que o moreno falou, não adiantava reclamar quando não era nada mais que uma nauta*, seu passado não era algo que poderia usar naqueles momentos, afinal, já se passou anos desde que deixou sua antiga vida.
– Kana, você não consegue arrancar nada da Heartfilia?
– E deixar a loirinha com risco de vida? Nem ferrando né Alzack. Ela é minha amiga, não vou fazer isso.
– Por que é que você considera ela amiga? – Gajeel sentou na rede colocando Levy sentada entre suas pernas. Kana levantou a sobrancelha com a pergunta.
– Por que você considera Gray como seu amigo? – Saiu de cima de Gray se levantando e balançou o cabelo. – Olha… A loirinha é incrível… Deixe eu terminar antes que você abra essa boca e fale asneiras. Apesar de tudo que ela tem sofrido aqui dentro, a loirinha não resolveu afundar o navio, já pensaram nisso certo? E ela… Ah… Ela é um amor, se vocês parassem para conversar com ela veriam que ela é maravilhosa.
A resposta surpreendeu todos os cinco, não esperavam que Kana Alberona falasse algo tão cheio de sentimentos por alguém que não fosse além dela mesma. A Alberona nunca foi carinhosa com as pessoas a sua volta, sempre souberam que ela tinha um afeto muito grande pelos companheiros do navio e sabiam que ela daria a vida por todos eles – até por seu pai, mesmo que não tenha uma relação estável com Gildarts – porém jamais ouviram a morena falar abertamente sobre qualquer relação que tem.
Gray olhava para a mulher em pé a sua frente sem acreditar no que tinha ouvido, ele era o que mais conhecia a Alberona. Os dois desde que se conheceram começaram a ter um relacionamento casual, nada muito sério mas o suficiente para confiarem suas vidas e terem o conhecimento do passado de cada um. O Fullbuster sabia do passado dela, do fardo pesado em que carregava, dos motivos que a levaram entrar na Fairy Tail e de ter se formado a mulher que é atualmente, e por saber disso, Gray soube que todas suas palavras eram verdadeiras. Se sentia orgulhoso de Kana.
Kana voltou a deitar em cima de Gray e os seis voltaram a conversar, porém não tiveram muito tempo para aprofundarem em qualquer que seja o assunto, eles ouviram gritos nervosos provindos do deck principal. Curiosos para saber o que acontecia, subiram rapidamente se deparando com Erza e os marujos que se encontravam no deck olhando ameaçadoramente para um único homem. Gajeel, Gray e Kana foram para o lado da ruiva, tão rápido como chegaram, o sentimento de ódio foi plantado e eles olhavam tão ameaçadoramente quanto os outros para a única pessoa que era capaz de fazer com que todos tivessem vontade de matar.
– Já atraímos atenção demais Scallet. – O homem olhava para Erza sorrindo cinicamente. – Convenhamos que será melhor que o senhor Dragneel não saiba de minha pequena visita.
– Não ouse falar o nome dele com essa boca suja e nojenta. – Puxou a espada e apontou para o pescoço do homem. – Saia desse navio antes que minha paciência se esgote e eu corte essa sua cabeça pra fora do seu corpo.
– Ooh, está nervosa, está nervosa! – Abriu o sorriso. – Que medo. Mas bem, se Dragneel não está aqui, não tem como fazer negócios. – Deu de ombros levantando as mãos. – Nos veremos a noite senhorita Scallet. – Virou-se saindo do navio.
Até que o homem estivesse longe o suficiente para ouvir alguma coisa, Erza prestava atenção em todos os movimentos dele. No mesmo momento, Laxus e Mira voltavam com Natsu, o trio tão nervoso quanto a ruiva. A condição no navio não era uma das melhores, e estavam prestes a piorar quando Natsu subiu no deck dirigindo um olhar para Erza, uma ordem silenciosa. Os quatro se dirigiram para a cabine e de lá só foi possível ouvir um silêncio assustador. Eles sabiam que uma tempestade estava prestes a aparecer.
[…]
Existem poucos momentos em que é possível ver Mirajane Strauss nervosa, mesmo quando Fairy Tail está entrando em colapso, a albina consegue manter a tranquilidade e resolver a situação sem criar problemas. São poucos – raros para dizer a verdade – os assuntos que fazem Mirajane Strauss sentir a vontade de arrancar a cabeça do culpado. E os culpados naquele momento eram Natsu Dragneel e o homem que foi visto naquela tarde.
Porém ela não era a única estressada dentro da cabine. Erza e Natsu eram explosivos por natureza, um olhar errado para eles e sua morte poderia ser a próxima encomenda. O rosado tentava se acalmar olhando para Mira, mas ele ficava mais irritado ao perceber que quando ela começasse a falar sobre esconder dela um assunto daqueles, seu estresse aumentava em um nível catastrófico. Laxus era o único que conseguia se salvar, quando avistou o homem previu que a cabine seria o último lugar no mundo que um ser humano normal iria querer entrar, mas claro, ele conseguia aguentar a fúria daqueles três e até ter uma conversa casual, estava acostumado com o modo deles, entretanto a forma como a Heartfilia se manteve dentro do tanque tirou a conclusão de que estavam a assustando.
Não a culpava por isso, aliás, se sentia desconfortável por ver que ela estava naquela situação. Surpreso com o rumo de seus pensamentos, se pegou pensando no bem-estar da sereia, algo inédito quando se tratava da pessoa que mais odiou a sereia.
– O que foi Laxus? Por que está com esse sorrisinho ai? Compartilhe.
– Nada que com possa se preocupar. – Se encostou na parede. – Erza, porque Jose estava aqui?
– Nada que com possa se preocupar. – Respondeu sarcasticamente recebendo três olhares hostis. – Ele queria conversar com Natsu, quase que entrou na cabine e descobriu a Heartfilia. – Os três arregalaram os olhos e Erza colocou a palma da mão para frente. – Calma, só ameacei ele caso ele desse um passo para dentro.
– Você ameaçou Jose? – Natsu perguntou desacreditado. A ruiva assentiu não entendeu a pergunta. – ERZA! AQUELE CARA É O ÚLTIMO NO MUNDO QUE VOCÊ PODE AMEAÇAR. – Passou a mão no rosto nervoso. – Cacete Erza, ele tem praticamente a minha vida na mão dele.
– Olha a minha cara de quem se importa com isso Natsu. Pare de ser idiota, sua vida não está nas mãos dele e sim na nossa, pare de se preocupar com isso. – Andou em direção ao rosado e colocou uma mão em seu ombro apertando gentilmente. – Somos uma família Natsu, nunca vamos abrir mão disso. Ele pode saber seu passado mas nós também sabemos. – Se afastou e abriu os braços. – Somos a Fairy Tail não é? A invencível e grandiosa tropa de navios de piratas Fairy Tail, que pode destruir a marinha europeia em um piscar de olhos!!
O rosado assentiu sorrindo, eles eram de fato a melhor frota de navios pirata e não seria um simples capitão de um navio com uma frota fraca que importunaria sua vida. A vida daqueles que considerava como família.
Os quatro ainda conversaram sobre o que fazer pois sabiam que Jose apareceria um dia e aquele homem ver uma sereia era a última coisa que eles queriam que acontecesse, traçaram um plano bom o suficiente para tirar a Heartfilia da cabine sem que as pessoas ao redor percebesse que estariam movendo a sereia, por conta disso, foi combinado que os aposentos dos líderes estavam fora de questão. Jose pode ser bem irritante quanto a isso, ainda mais quando se tem uma suspeita.
Foi decidido então que ela passaria o resto dos dias com os outros tripulantes até que a viajem de volta para o alto-mar fosse segura novamente. Os líderes se retiraram para seus aposentos precisando descansar, o dia tinha sido bastante agitado. Natsu, com a mente dolorida, se jogou na poltrona massageando sua cabeça. A procura incessante por Clive durou o dia inteiro e sequer conseguiu achar a sombra do ruivo, isso o irritava, precisava conversar com urgência com Gildarts e agora que Jose apareceu as coisas poderiam piorar para o lado deles.
A Heartfilia vendo que o perigo maior tinha passado, emergiu observando Natsu encarar o teto de forma pensativa. Seu rosto abatido, olhar perdido, o mover incessante dos dedos na mesa; parecia que o mundo dele estaria prestes a desabar. A sereia pensava se valeria a penar tentar algo que aprendeu com sua amiga de longa data, talvez fosse punida por isso, porém queria ajudar de alguma forma.
– Não. – Natsu falou atraindo a atenção da loira. – Seja lá o que você for fazer, a resposta é não.
– Mas eu nem falei nada!! – Protestou com suas mãos na borda e o corpo inclinado.
– Conheço áureas de pedir algo, tenho uma tripulação se não se esqueceu. – Rodou o dedo em círculo da outra mão. – Então a sua resposta é não.
– Mas…
– Eu disse não Heartfilia. – Lançou um olhar frio para a loira. Viu ela ficar assustada e emburrada ao mesmo tempo, a Heartfilia apoiou o cotovelo na beirada segurando seu rosto nervoso. – Que saco… Vou me arrepender disso. – Suspirou. – Fale.
– Eu quero ajudar. – Falou com a postura ereta. Antes que deixasse Natsu falar, completou: – E não é do modo como pensa, não me meto com problemas humanos. Poderia vir até a mim por favor?
Natsu a olhou estranho mas acabou concordando, levantou da poltrona andando calmamente parando em frente ao tanque. O olhar da Heartfilia era apreensivo para o rosado, pode ser que ele não goste e acabe brigando com ela, no entanto queria tentar. Suas mãos passaram pela superfície da água formando círculos, quando percebeu que tinha acumulado quantidade de água necessária, levantou um pouco ambas as mãos.
– Feche os olhos. – Sussurrou.
Incrivelmente, Natsu obedeceu ao pedido. A Heartfilia moveu suas duas mãos para cada lado da cabeça, assustado por sentir algo molhado em suas têmporas, colocou suas mãos na espada e afastou um passo do tanque, preparando-se para atacar. Por ter um leve conhecimento do que poderia ocorrer, a sereia apertou um pouco as mãos na cabeça de Natsu puxando-o levemente para perto de si novamente.
Demorou menos de um minuto para que pudesse se acostumar com água, com o toque sutil da sereia, a posição de proteção que tinha feito anteriormente foi se dissipando ao ponto dele deixar suas mãos pousadas na borda. As mãos da Heartfilia começaram a mover sutilmente em círculos até a sereia perceber que Natsu poderia entrar em transe em qualquer momento. Assim como o rosado, a loira fechou os olhos se concentrando no encanto.
– Friður. – Sussurrou novamente.
A dor de cabeça que o rosado sentira a todo momento se tornava a cada momento mais fraca, seu corpo aparentava estar mais relaxado, parecia que todo aquele estresse que tinha passado a tarde sequer tinha acontecido. Quando sentiu que tinha acabado seu trabalho, a Heartfilia retirou suas mãos das têmporas e as colocou nos ombros de Natsu, que por estar tão calmo, sequer pensou em retirar. Aos poucos, os dois começaram a construir um pequeno e fino laço.
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PERDÃO! AS NOTAS FINAIS NÃO APARECEM DIREITO!!!!
COMO REPARARAM eu coloquei no início a tradução do nome do capítulo, fiz isso com os outros TAMBÉM. Eu pensei assim: será que eles entendem a relação que o nome do capítulo tem com o próprio capítulo? E depois de escrever esse, pensei que seria muito necessário isso.
OK OK OK OK OK!
*Nauta: navegante, navegador; marinheiro, marujo. (fonte: dicio.com.br) É feio usar a palavra marujo/maruja toda hora né gente, uma hora cansa.
*Friður: paz em islandês. Legal né? :D
GEEEENTE! A Heartfilia é meio doida né? KKKKKKKKKKKKKKKKKK Garota, se tu congelar ele, já era sua vida tá amor? :* Sobre essa primeira parte, demorei muito tempo para fazer ela, a primeira vez escrita ia acontecer NaLu, a segunda um capitão inimigo ia brotar do nada provocando guerra, a terceira Gildarts em pessoa ia aparecer para dar certas informações, daí, surgiu essa ai. (: Particularmente, eu preferi essa daí que as outras três, e não briguem comigo!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ♥
A KANA É LINDA PRA CARALHO! ♥ ♥ ♥ E SIM, GRAY E ELA TEM RELAÇÕES CASUAIS! U.U Sim, ele pertence a Juvia — Óbvio. — BUT, ela não apareceu e bem... Eles são humanos né?! Necessidades. (((: KKKKKKKKKKKKK Sabe, ela relação que eles tem eu acho bem legal, é algo bem adulto e não tem treta, eles se conhecem bastante sem precisar de palavras demais para entender os sentimentos do outro. ♥ ♥ AH! QUASE ESQUECI! MIRA E LAXUSSSS ♥ Achei tão fofinho essa parte *-----------------------* Sempre gostei desse casal, porque eles tem um relacionamento realmente adulto, teve as intrigas, mas né, faz parte. :D NO FINAL, DEU NALU NESSA MERDA. MAS, ficou bem simples. Ó-B-V-I-O! E também porque né... receber ameaça de leitoras não é legal. -.- MAS AI! ACHARAM O QUE POVÃO? Gostaram? BABY I LIKED! Não, não é isso... TÁ! Quero agradecer pelos favoritos, comentários, acompanhamentos que vem aparecendo todos os dias, fico imensamente feliz por isso, de verdade, me sinto cada vez mais motivada a continuar. Muito obrigada mesmo. Se por acaso vocês verem um errinho/falta de coerência, peço que me perdoem, muito cansada. (: Vejo vocês nos comentários ♥ ♥ Beeeeeeeeeeijos ♥
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