Bring Me the Mermaids
18 Be One of Us
Notas iniciais
~Seja Uma de Nós
Fairy Tail sempre teve o péssimo costume de destruir absolutamente tudo em que lhe é tocado, logo é entendível o estranhamento dos piratas provindos de qualquer parte do mundo ao perceberem que a frota mais bagunçada e festiva estavam mais calmos quanto o mar em um dia ensolarado. Para além, todos sabiam que a frota tinha passado por Singapura, então eles não tinham um motivo para aparecer em outra cidade.
No navio, a maioria dos tripulantes olhavam para o céu esperando com que alguma calamidade acontecesse para que pudessem finalmente sair em alto mar, nada muito perigoso, apenas o suficiente para levantarem as velas e irem correndo atrás de algo muito mais complicado do que olhar para o céu. No entanto, a monotonia não era sentida por todos.
Natsu Dragneel olhava perdidamente para a parede de sua cabine, não importava o quanto Erza e Laxus mexessem a boca, ele não ouvia nada do que era falado. Algo preocupante provindo do rosado que, mesmo quando está apreensivo consegue se ocupar com problemas atuais. Os dois que estavam em pé cansaram ao perceber que estavam falando com as paredes, trocaram olhares e andaram até Natsu batendo fortemente em sua cabeça para que pudesse presta atenção no que falavam.
– Eu me pergunto muitas vezes quem vocês acham que é o capitão daqui. – Natsu comentou massageando a cabeça.
– Você está tão avoado que até a Heartfilia está preocupada com você, olhe a coitada como está. – Erza apontou para o tanque atrás de si. Natsu virou um pouco para o lado vendo que a sereia estava dentro do tanque com as duas mãos no vidro e a cabeça virada, sem entender o motivo da pertubação do rosado. – Ela não vai ouvir a gente, o que aconteceu?
Natsu suspirou se jogando na poltrona: – Se Jose veio aqui então ele sabe de alguma coisa, se pediu para eu não saber o motivo dele ter vindo aqui, então a gente precisa se preocupar. Erza, ele sabe sobre o meu passado, tem ideia do que isso pode acarretar para mim se qualquer um da Fairy Tail descobrir o motivo de eu ter virado capitão? – Colocou os cotovelos na mesa. – Ele vai vir a qualquer momento e temos que transportar a Heartfilia hoje para o deck inferior. Não quero ter problemas com alguém como ele. – Olhou para Laxus. – Cadê a Mira? Achei que tinha chamado vocês três.
– Foi tentar procurar Gildarts, vamos concordar que ela tem mais facilidade de achar do que você. – Puxou uma cadeira para a parede podendo visualizar Natsu e Erza. – Depois de saber de toda situação, foi procurar sozinha. É bem provável Clive voltar morto, sabe disso. – Os dois assentiram concordando.
– Erza reúna alguns marujos e dê as ordens para a noite virem aqui na cabine e levarem a Heartfilia para o deck inferior. Separe dois grupos: um pequeno que ficará dentro do navio e outro que ficará no cais, vigiarão qualquer movimento estranho que possa aparecer. Isso deve ser feito hoje. – A ruiva saiu e Natsu virou para Laxus. – Ache a localização do antigo capitão e mande uma carta para quem está cuidando dele avisando que nós vamos buscá-lo quando sairmos de São Francisco. Ah, se alguém ver Gildarts entrando no navio, mande avisar para ele vim direto para a cabine.
O loiro assentiu saindo e se retirou da cabine indo para a cidade. A Heartfilia encarava a seriedade do Dragneel curiosa com o que tinha acontecido. Sabia que tinha algo a ver com a noite passada, pois ouviu os gritos que Erza deu e mais a noite, enquanto o ajudava, sentiu que a situação tinha se tornado perigosa. Tanto para ela quanto para os humanos do navio.
Observou Natsu levantar da poltrona, andar até a estante pegando alguns papéis que estavam jogados no apoio e um estranho livro dentro da gaveta. Chocada, emergiu do tanque atraindo a atenção de Natsu, que parou o que estava fazendo para olhar a Heartfilia.
– Dragneel… De quem é esse livro? – Apontou para o objeto nas mãos do rosado.
– Meu. Por quê?
– Posso ver? – O rosado negou. – Por favor, é necessário. – Estranhando o pedido, Natsu andou até ela, puxou de seu bolso um pequeno pano. Ela olhou para ele confusa.
– Não vou deixar você tocar no meu livro com essas mãos molhadas, seque-as primeiro. – Ela negou sorrindo.
– Não é necessário. – Entendeu a mão, porém Natsu entregou o pano. – Ei!
– Primeiro seque suas mãos, depois o livro. – Natsu começou a perceber que observar as feições nervosas da Heartfilia, era algo extremamente divertido de se fazer. – Pronto, agora pode ver.
A Heartfilia pegou o livro emburrada e começou a folhear. O livro nas mãos da Heartfilia é passado entre as gerações dos capitães da frota Fairy Tail, no qual ninguém além de Natsu e seus fiéis seguidores poderiam ler. Nele contêm informações necessárias para o capitão como auxílio em suas possíveis escolhas. Em teoria, Natsu não poderia deixar que a Heartfilia pegasse o livro e absorvesse as informações contidas, visto que metade dos relatos são confidenciais.
Entretanto, a Heartfilia é uma lendária, para além de ser aquela que vai levá-los para o tesouro. Natsu não se importava com detalhes tão insignificantes como esses, ele sabia que a sereia o ajudaria.
– Sabia… – A Heartfilia falou sorrindo atraindo a atenção do rosado. A loira olhou para ele. – Eu conheço esse livro.
Capital de São Francisco
Gildarts corria pela cidade de São Francisco como sua vida dependesse daquela corrida. A cada passo dado para longe da capital aumentava sua doce esperança de que conseguiria viver pelo resto da sua vida sem nenhuma sequela brutal. Digno de pena. Nada era fácil e Gildarts tem o conhecimento disso ao fugir de Mirajane Strauss com uma áurea de demônio.
Ele não tinha para onde fugir.
Qualquer que fosse escolhido o caminho, sabia que a albina arrumaria uma forma de chegar até ele. Nunca detestou tanto o fato da Strauss ter telepatia. As pessoas a sua volta encaravam o ruivo correndo sem entender o motivo, afinal, ver Gildarts Clive – um dos homens mais perigosos da Fairy Tail –, correndo em pânico para qualquer lugar que pudesse se esconder, era algo inédito para as pessoas de São Francisco. Caso soubessem do monstro que está o seguindo, não se surpreenderiam.
Sentiu a presença esmagadora de Mirajane próximo de si, assustado, entrou em uma casa passando pelos moradores chegando em outra entrada da casa. Passou pela metade do jardim correndo e antes que pudesse pular a cerca, foi direcionado para o chão sentindo um peso sobre sua coluna.
– Não adianta fugir mais Gildarts, você vai me falar tudo o que eu quero saber. – A albina colocou mais força no pé pressionando a cabeça do ruivo para o chão. – Não esconda nada de mim. Assim como você, posso fazê-lo ver o inferno se quiser.
[…]
– Céus Mira! Já falei tudo que é necessário, me solta! – Gildarts gritava.
Assim que Mirajane conseguiu capturar o ruivo, o levou para a sede da frota da cidade guiando para uma sala usada geralmente para torturas. Nada muito difícil para a albina, que já estava acostumada com esse tipo de trabalho, mas ela não seria capaz de fazer algo contra o ruivo por conta de sentimentos que existiam e do passado de ambos. Sendo assim, amarrou Clive em uma cadeira fortemente utilizando o que aprendeu com ele ao longo do tempo: perspicácia, persuasão e sensualidade.
– Gildarts, vamos ser sinceros. – Colocou uma cadeira em frente ao ruivo sentando-se e cruzou suas pernas. – Você consegue enganar Natsu, Erza e até Laxus e dou meus parabéns por isso, é um excelente talento, mas sabemos muito bem que é impossível mentir para mim. – Levantou da cadeira se colocando atrás do ruivo, suas mãos pousaram nos ombros apertando-os fortemente, Mirajane abaixou um pouco colocando sua boca na orelha dele sussurrando: – Devo fazer você relembrar os velhos tempos Gildarts?
– Mira… – Levantou o rosto sorrindo maliciosamente. – Laxus é tão ruim que precisa de mim? – Levou um tapa na nuca e a ouviu rindo. – Precisava de violência também não, credo. Sabe nem brincar. – Ela riu mais sentando de volta na cadeira.
– É tão perigoso assim? – O ruivo não entendeu. – O segredo da Heartfilia… É perigoso ao ponto de você se recusar a falar para mim?
– Olha… – Gildarts suspirou. – Prometi para sereia que não falaria para ninguém, que daria informações simples. Posso te responder apenas algumas coisas, porque também preciso confirmar o que ela disse para mim, tudo bem? – Mirajane assentiu. – Mas vamos conversar civicamente, tudo bem? Me solta, tentei fugir mas sabemos que não consigo ficar longe de você. – Mirajane retirou as cordas, por ter sido amarrado muito forte, Clive massageou os pulsos. – Minhas informações primeiro e depois suas perguntas. José está desconfiando de Natsu, é bem provável que ataquem a frota um dia e descubram o segredo. – Balançou as mãos para cima e para baixo. – Começaram a espalhar boatos de que a Fairy Tail tem algo bem mais precioso que o tesouro, o que não é mentira, e isso fez com que todas as frotas inimigas ressurgissem. – Dirigiu seu olhar para a albina. – Preciso que passe isso para Natsu.
– Entre as duas situações, a do José é mais complicada, mas nada que não podemos lidar. – Relaxou na cadeira. – Agora vamos, comece. Como o capitão anterior conseguiu ter contato com os sereianos?
– Ele conheceu uma sereia e ela se encantou com os humanos. Não fale ainda, não terminei. Você sabe que mesmo na época do antigo capitão a lenda do tesouro existiu, e sabe que para ter o tesouro é preciso que o humano tenha sabedoria em suas escolhas. Agora, a sereia que o capitão encontrou antes não era ninguém menos que a Heartfilia que vocês – Apontou para a albina. – tem no navio. – Mirajane arregalou os olhos. – O antigo capitão foi considerado nobre em suas ações e foi encorajado a conhecer o pai e a mãe de todos, estava preparado para que recebesse o tesouro do rei, porém, alguma coisa atrapalhou. Mira, você por acaso já leu o livro da Fairy Tail? Aquele que é passado apenas para os capitães? – Ela assentiu. – Lembra da forma como está escrito?
– Sim, letras completamente diferentes. A do capitão é mais rude e descrevia o que tinha acontecido com ele, mas a outra letra era bem trêmula mas bastante delicada.
– Porque foi a Heartfilia que concluiu o relato dele.
– Isso é impossível Gildarts.
– Não, não é. E eu vou te dizer o porque. Primeiro, aquela página está incompleta e rasgada, de alguma forma a Heartfilia conseguiu ter uma folha e completar dizendo algo tranquilo. Segundo, o antigo capitão escreveu que ele sentia que alguma coisa ruim poderia acontecer com ele, o que de fato aconteceu, mas nós não sabemos o que. Terceiro, como você disse Mira, a letra delicada estava trêmula demais, como um capitão como ele, que sempre escreveu firme, poderia escrever daquela forma?
– Poderia ser…
– Se você falar que poderia ser uma cortesã, minha amada, está sendo muito burra. – O ruivo passou as mãos no rosto. – Foi ela, e eu sei disso porque ela mesmo me falou.
– E por que ela não te falou o que fizeram com o capitão?
– Porque se eu soubesse não seria apenas eu em perigo e sim toda a Fairy Tail. A Heartfilia conhece a Fairy Tail, sabe da nossa história e simpatiza com todos nós, por que você acha que ela não atacou todo mundo? Você viu o poder que ela tem, se quiser, dizima a frota inteira sem pensar duas vezes. – Colocou as mãos no rosto. – Ela conheceu muita gente da Fairy Tail Mira, o passado dela é muito estranho, ela só lembra do ela vive até agora.
– Me lembro quando a Heartfilia falou para a Erza que apenas se lembrava de quem era porque a chamaram assim*. Isso tem relação com a gente?
– Nada, nada mesmo. Mas… Estamos correndo perigo só de estar com ela. – A albina levantou uma sobrancelha. – Escute Mira, quero que você preste bastante atenção no que vou te falar, o que você ouviu quando estávamos em Singapura era puramente mentira. Fiz aquilo porque minha filha estava ouvindo a gente e eu nunca que vou querer Kana em perigo, sabe muito bem disso. – Ela assentiu. – O simples fato de ter a Heartfilia com a gente, faz com que todo tipo de desgraça ocorra.
– Sempre tivemos coisas ruins acontecendo Gildarts, não é porque uma sereia apareceu que vai piorar. – Ele riu divertido.
– Mira, você sabe porque o nome Heartfilia é tão evitado? A história por trás do sobrenome maldito? – A albina assentiu confusa. – Por acaso gosta de ouvir histórias?
Navio Fairy Tail
Natsu Dragneel
Acompanhei durante a madrugada a transferência da Heartfilia para o deck, confio muito em meus homens para fazer isso, porém sentia que algo aconteceria hoje e não poderia perder. Sentimentos assim sempre são levados em conta, ainda mais quando Jose surgiu no navio ontem. Precisava ter cuidado. Ainda pensava sobre a conversa que tive essa tarde com a Heartfilia, não era simplesmente possível que ela conhecesse o livro.
Não duvido que ela tenha um conhecimento infinito sobre o que tem a sua volta, mas conhecer o livro que apenas os capitães da Fairy Tail tem, é simplesmente impossível. Para isso ela teria que ter contato com alguém do navio, e pelo que sei ela só tem contato com a gente. Mirajane quando voltou para o navio, apareceu sem Gildarts, mas pela cara dela eu soube que teria que conversar com ela depois.
Passando a madrugada dessa forma, o silêncio formado para que ninguém desconfiasse do que fazemos, algo completamente diferente do padrão Fairy Tail, me dá uma certa sensação de nostalgia. Antigamente, o silêncio era algo que trazia conforto em meio ao mundo barulhento em que vivia, hoje, é sinônimo de tortura. Ficar muito tempo em silêncio me incomoda. O barulho criado por eles fez com que o silêncio dentro de mim seja morto aos poucos.
Observei pela última vez o rosto da Heartfilia, engraçado, ela não estava emburrada e sim animada. Parece que ficar na companhia dos outros faz ela se sentir melhor, completamente o oposto do que acontece comigo, percebi que quando está próximo de mim, ela tende a me odiar por completo. Bem recíproco o sentimento aliás.
Ouvi um barulho de espada e tiro no cais, estava demorando para que alguma confusão acontecesse. Troquei olhares com os líderes, eles entenderam e já separaram pequenos times para lutarem. Me virei para os marujos que ainda colocavam a sereia no deck de baixo, isso teria que ser mais rápido, porém se não colocar certo, o vidro poderia quebrar.
– Vocês. – Apontei para três marujos próximos. – Desçam e ajudem a colocar o tanque, desse jeito vai ficar impossível alguém não souber dela. – Os três assentiram correndo para baixo. – Erza e Mira, vão para o cais. Matem todos que tentarem se aproximar, eu e Laxus vamos ficar aqui caso alguém tente subir.
As duas assentiram sorrindo, sozinhas desceram para o cais com suas espadas nas mãos. Durante um pequeno momento, senti pena daqueles que estavam lá em baixo, eles sofreriam muito. Mas como disse, um pequeno momento. Eu e Laxus ficamos preparados para que alguém aparecesse, muito difícil com aquelas duas lá em baixo, mas é sempre bom querer evitar que problemas ocorressem.
Não demorou muito para que as duas mulheres e o pequeno grupo que estavam no cais voltassem correndo para o navio, antes que começassem a subir a rampa, cortaram as cordas que prendiam o navio. Não foi preciso para que alguns os marujos descessem o andar mais baixo do navio para começar a remar e outros levantassem a âncora. Por sorte, a Heartfilia já estava no deck inferior, não íamos ter problemas em relação a isso.
Tudo estava devagar demais, avançar mais era impossível e essa noite estava sem vento. Já estava começando a analisar a possibilidade de alguns mortos dentro do meu navio, porém, de repente, começamos a ir mais rápido e antes que as flechas dos guardas reais atingisse alguém, uma parede de água surgiu bloqueando o ataque.
Não era só de um lado que poderíamos ser atacados então uma outra parede de água surgiu do outro lado, e como se não fosse o suficiente, uma parte da água passou pelos guardas no cais, fazendo com que todos eles ou caíssem na água ou fossem jogados longe. A água começou a passar pela parte da frente e de trás do navio também, formando novamente uma bolha.*
Era impossível ver como tudo ficou quando a bolha fechou, já que a água está em estado líquido, mas tínhamos a certeza de duas coisas: já estávamos bastante longe do cais e a única pessoa que poderia salvar a gente naquele momento era a Heartfilia. Mais uma vez, nós tivemos a plena certeza de que somos meros mortais frente a ela.
Narradora
No meio do oceano, os marujos encaravam a Heartfilia no deck principal com surpresa e agradecimento. Os que ficaram com ela no deck inferior, passavam para seus colegas a forma como ela fez a proteção, a simplicidade dos movimentos, os olhos dourados e sérios que faziam com que parassem tudo o que estavam fazendo apenas para admirar.
A sereia, diferente dos humanos no navio, olhava em direção a cidade. Sabia que os humanos ameaçadores que havia no cais poderiam muito bem seguir eles, e isso era a última coisa que desejava. Pela primeira vez em que estava dentro do navio, se sentia bem em poder ver que todos estavam completamente vivos. Satisfeita por não sentir nenhuma energia humana próxima, voltou seu olhar para os marujos e sorrindo disse:
– Não tem ninguém nos seguindo. Estamos todos a salvo.
A comemoração e os gritos feitos pelos marujos foram o suficiente para que Heartfilia sentisse feliz por ter ajudado. Ela não percebia, no entanto, que a cada dia passado com a tripulação fazia com que laços formados se tornassem cada vez mais firmes, mesmo com aqueles a qual teve um complicado passado. A festa de comemoração da Fairy Tail durou até o dia amanhecer, nunca ficaram tão felizes por isso. Até a sereia, que sempre ficava dentro do tanque, participou junto com eles.
Na tarde do dia seguinte, Natsu reuniu os líderes para discutir o próximo passo. Mirajane contou o que soube pela conversa de Gildarts, confirmando algumas teorias formuladas por ele e pelo Dreyar sobre o antigo capitão. No final do dia, chegaram a uma conclusão: precisavam urgentemente do antigo capitão da frota.
Por três dias eles navegaram para chegar na Austrália, o lugar onde o capitão se encontrava. Em Townsville, cidade onde o capitão residia, boatos de que a frota Fairy Tail se protegeu de forma mágica dos guardas reais rondavam a cidade, algo que assustava os moradores. O simples fato da frota pirata estar naquele lugar, fazia com que os marujos locais tivessem receio de se aproximarem.
Desde a chegada na cidade, os marujos foram ordenados a procurarem a pessoa que cuida do antigo capitão, rodando a capital procurando por alguém obtivesse o conhecimento de quem eles precisavam. Poucas pessoas tiveram que ficar no navio, as informações que recebiam eram arrumadas e levadas para o capitão. Os próprios líderes e o capitão participavam do processo, queriam agilizar e não ter o problema que antes teve em São Francisco.
No entanto, extasiada por saber que estavam em uma cidade, a Heartfilia tentava de tudo para que fosse permitido sua entrada na cidade. Ela queria conhecer o mundo humano, ver como é de fato os humanos, entretanto, Natsu Dragneel, o ser humano mais cruel que teve o azar de conhecer, negava todos os tipos de pedidos feitos pela sereia.
– Natsu! Não é justo!! Eu é que ajudei mais!
– Heartfilia, se por acaso você fosse humana, não teria problema nenhum, mas olha que coisa. – Falou com falsa surpresa. – Você é uma sereia, que ruim não?
Cansada de tentar convencer o rosado, a sereia apoiou a cabeça no cotovelo que estava na borda do tanque. Estava cansada por ficar apenas no navio, de olhar para todos os mesmos humanos e por mais que adorasse a companhia deles, queria ver algo novo. Queria conhecer o mundo dos humanos, naquele momento queria ser uma humana.
Em meio a tristeza, lembrou-se de um fato importante. Como poderia esquecer isso? Era algo que a fez conhecer ilhas inteiras e ter um contato maior com os outros seres.
– Natsu! – Exclamou com colocando seu corpo para frente. O rosado olhou para ela. – E se… E se eu pudesse ser humana?
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