Bring Me the Mermaids

5 Think. That Can Turn a Problem


Notas iniciais
Geeeeeeeeente! Estou postando cedo! /COMEMORA!/ Muuuuito obrigada para quem favoritou e acompanha a fic, fico feliz que gostam da minha história, me anima cada vez mais para continuar a escrever. Favoritem mais

~Pensar. Isso Pode se Tornar um Problema

Mirajane Strauss.

Acordei com uma luminosidade me atrapalhando, eu não fechei as cortinas do meu quarto ontem a noite? Espera, onde eu estava ontem? Acordei lembrando do que aconteceu da ilha, as pessoas estavam ao meu redor me olhando preocupadas. Levantei e senti uma dor horrível na coluna, sério que eles me deixaram dormir aqui e não no meu quarto?

Coloquei minha mão na cabeça de tanta dor de cabeça que estava sentindo, eu ouvia algumas pessoas falarem mas não entendia absolutamente nada do que estavam falando. Coloquei um dedo na minha boca pedindo silêncio, gradativamente todos ficaram calados.

Eu precisava lembrar do que tinha acontecido ontem. Certo. Duas noites atrás o capitão me chamou para ir na cabine dele e junto de Erza e a sereia eles me falaram que eu iria pegar a próxima pista. No manhã do dia seguinte, foi separado um pequeno grupo — sem a necessidade — para ir na ilha, e um pouco depois do desjejum fomos para lá. Ok, tudo bem até ai.

Sentei em uma cadeira que colocaram para mim, apoiei meus cotovelos nos meus joelhos e coloquei minhas duas mãos na cabeça me forçando a lembrar de tudo. Quase morri na ilha por não conseguir respirar direito, cheguei na caverna bem, e entrei depois com Erza e Levy. Respirei fundo e neguei a bebida que queriam dar para mim.

Andamos e chegamos a uma lagoa e lá dentro eu ouvi uma voz. A partir daí eu não consigo lembrar. Tem uma coisa errada ai. Jogaram a água em mim e levantei a cabeça nervosa, tá certo que eu sou a pessoa mais bondosa dentro desse navio, mas eles sabiam por acaso quem é que estavam deixando nervosa?

– Até que enfim, achei que iria precisar te jogar ao mar para ver se iria me ouvir.

– Natsu... — Murmurei e levantei da cadeira. — Onde estamos?

– No meio do mar, muito longe daquela ilha. De acordo com a Heartfilia, a gente podia morrer se continuasse lá. — Colocou uma mão no meu ombro. — Está melhor? — Assenti sorrindo. — Certo, preciso que você converse com a sereia depois, quero que fale com ela o que aconteceu dentro da gruta. E também, ela estava bastante preocupada com você. — A sereia? Que estranho, foi ela que mandou para a ilha. Natsu virou para o tanque e viu que a sereia estava dormindo. — Quando ela acordar nós vamos falar com ela.

– Não é melhor fazer isso agora? — Perguntei confusa.

– Não, ela ficou dias esperando você acordar e sequer dormia. Não quero que ela trabalhe com a mente exausta.

– Espera, dias? — Perguntei chocada, ele apenas assentiu e se dirigiu a sua cabine. Todos a minha volta voltaram a trabalhar.

Comecei a andar em direção ao tanque curiosa em saber o motivo em que fez ela ficar esses dias me olhando. Mas espera, dias? Esses malditos marujos me deixaram dias dormindo aqui? Não podiam pelo menos colocar alguma coisa confortável para mim?

– Max. — Chamei o marujo que passava por mim. — Por quanto tempo eu fiquei dormindo?

– Uma semana.

– Estamos muito longe da ilha? — Ele assentiu. — Quando foi que ela dormiu? — Direcionei meu olhar para a sereia.

– Ontem a noite.

"- Mas ela olhava estranhamente para você." Virei para Max rapidamente.

– Você falou alguma coisa? — Ele negou confuso. — Estranho. — Suspirei cansada. — Pode voltar a trabalhar, vou para o meu quarto, estou cansada.

Ele assentiu e eu fui indo para o meu quarto. Ainda sentia dores na minha coluna, eles podiam ter sido mais legais comigo e colocar pelo menos um pano embaixo de mim para eu poder conseguir dormir confortável. Passei pelo corredor como se estivesse ouvindo vozes, mas tava completamente em silêncio, ninguém ficava dentro do navio nesse horário.

"- Será que falta muito para chegar em terra? Estou cansada do mar." O que é isso? Virei alarmada para trás achando que alguém falou comigo. "- Aaaaah, eu quero dormir com o capitão logooooo! Aquela sereia só me atrapalha!" Lisanna? O quê?

Corri para o meu quarto e fechei a porta rapidamente. Ok, eu estou sozinha, se alguma voz aparecer na minha mente, eu vou saber que estou ficando louca. Respira, inspira. Se acalme. Deitei na minha cama. Eu preciso lembrar do que foi que aconteceu quando cheguei na lagoa. Fechei os meus olhos para tentar lembrar.

"- Humana.– Parei de andar quando a voz aconchegante me chamou. — Qual foi o motivo que a trouxe até aqui?

– Estou tentando encontrar ele. — Minha resposta fez ele rir.

– Mentes muito mal humana.– Engoli em seco. Será que ele vai me matar? — Sua alma é limpa como os virtuosos, e por saber disso, não irei matá-la. Suas respostas serão alicerce para que tu sobreviva.

– Virtuosos? O que seria os virtuosos? — Comecei a andar em direção a voz, queria saber o que era que estava falando comigo, me afastava cada vez mais das meninas.

– Os virtuosos são aquilo que, vocês humanos, chamam de anjos. Tenho compaixão aos que tem coração puro.

– Então você seria deus? — Ele riu estrondosamente.

– Não tenho poder suficiente para ser um deus humana. Os amo por serem limpos e puros de coração.

Ficamos um tempo em silêncio novamente. Eu não conseguia pensar em nada para falar para ele, e não adiantaria mentir, ele iria descobrir. Precisava pensar com muita calma.

– Vejo que está sendo cautelosa. Raramente vemos isso em humanos, sua amiga sereia deve ter orientado muito bem vocês.– Antes que eu perguntasse como ele sabia disso ele já completou:– Conseguimos sentir a presença de outro ser próximo a nós, ela foi sábia ao não falar a vocês o que sou. Está com medo?

– Um pouco. — Se minha morte está perto, por que não ser sincera? — Por que minha alma é pura? Tenho minha cota de pecados. — Ele riu de novo.

Sim, mas tem respeito a vida e fonte de justiça inigualável. E isso faz de você, querida humana, uma alma pura e cristalina.– Fiquei sem resposta depois disso. — Perguntarei novamente, qual o motivo que a trouxe até aqui? Uma alma bondosa como a sua não deveria estar aqui.

Ok, mentir estava fora de questão, falar a verdade não vai dar certo mesmo. Falar uma meia verdade é uma boa ideia, mas se ele está me avaliando, então provavelmente vai saber. Preciso pensar. Fiquei em silêncio durante muito tempo procurando por uma resposta satisfatória.

Respirei fundo e respondi: — É um motivo maldoso. — Esperei ele falar alguma coisa, mas como não veio resolvi terminar de responder. — Vim atrás do tesouro que guarda, preciso dele para poder seguir minha jornada.

– E estás sozinha nesta sua jornada?

– Não. — Respondi sorrindo. — Tenho amigos que vão me ajudar. — Ele riu novamente. Ok, a risada dele me assusta.

– Sua alma é realmente cristalina, pequena humana. Ficarei feliz de ajudá-la então nessa jornada.– Oh, isso realmente foi surpreendente. - Vou lhe conceder a glória dos virtuosos e lhe darei a próxima instrução."

Levantei da cama em um pulo, comecei a passar as mãos no meu corpo procurando um objeto novo que poderia estar comigo e eu não sabia. Se ele me entregou a tal da glória dos virtuosos, então deveria estar em alguma parte do meu corpo. Ouvi a porta do meu quarto abrir e Lisanna aparecer preocupada, me vendo acordada correu em minha direção e se jogou em mim.

Abracei ela fortemente, só tínhamos uma a outra agora que meu irmão do meio sumiu no mundo por uma missão que Natsu entregou a ele. Espero que ele esteja vivo. Senti lágrimas no meu ombro, molhando parcialmente minha blusa.

– Lisanna, estou bem. — Me afastei dela e coloquei minhas mãos no rosto choro de minha amada irmã. — Estou bem, calma. — A abracei novamente, mais forte dessa vez.

– Fiquei tão preocupada Mira-nee. — Ela respondeu se jogando novamente em cima de mim.

– Tá, matamos a saudade depois, agora levanta que você tá pesada. — Falei brincando e Lis riu levantando. Sentamos na cama com nossas mãos juntas.

– Quando você chegou desmaiada, todos nós quase morremos de preocupação. — Passou as mãos nos olhos para limpar o vestígio de lágrimas. — Não sabia se ficava aliviada por vocês conseguirem chegarem ou chorava de tristeza por ver você daquela forma. — Respirou fundo e fechou os olhos para se acalmar. — Pensamos em até jogar água em você para te acordar, mas a sereia disse que se fizesse isso você definitivamente iria morrer, então te levamos para o quarto.

– E por que eu acordei no meio do deck? — Perguntei confusa, se me trouxeram para o quarto, por que demônios me trouxeram de volta? — E Lis, eu fiquei realmente uma semana desacordada?

– Sim, uma semana. O capitão quase pediu que levassem você para dentro da cabine dele, mas a sereia disse que não poderiam mexer em você até acordar. Você tinha que ver Mira-nee, o capitão quase atacou ela, mas foi segurado por todo mundo.

Ficamos conversando um tempo ainda, matando a saudade de três dias. Soube com essa conversa de que precisava conversar com a sereia, urgentemente, porque mesmo conversando com Lisanna, ainda conseguia ouvir murmúrios dentro da minha cabeça. E isso estava me assustando.

Narradora.

A noite, a tripulação recebeu com muito carinho a albina mais velha, finalmente iriam fazer uma festa naquele navio, o silêncio já estava incomodando todo mundo naquele navio. Nem a sereia era mais motivo de tirar o tédio, já que quando o capitão estava ali, ela sequer abria a boca. Ainda mais do surto que o rosado teve.

Era novo para a sereia ver que seu capitão realmente se importava com sua tripulação, e nossa! toda vez que passava perto da albina no deck a olhava preocupado. Em alguns momentos chegava a colocar os dedos em seu pescoço ou pulso para sentir se estava viva ou não. Saiu daquela ilha sem pensar se a amiga estava respirando.

Então foi assustador ver o capitão quase atacar a sereia quando esta falou, antes que ele desse a ordem, que ninguém poderia mover ela ainda. Tinham que esperar ela acordar para tomarem uma decisão correta, e deixar ela longe da sereia era uma má ideia, ainda mais se ela acordar e ficar confusa com tudo.

Se a albina chegou desse jeito, então o que o guardião entregou para ela foi além do que eles desejavam, ela precisava saber. Se fosse o que estava pensando, poderia ajudar a albina controlar e não surtar. Por esse motivo precisava que ela ficasse no deck e não a movessem, não importando o quanto estivessem preocupados.

Por receber muitos olhares de ódio, acabou por decidir que dormiria. Estava preocupada com a humana, mas sua mente já estava muito cansada e não aguentaria aqueles olhares de desprezo por muito tempo. Entrou para dentro da água e dormiu. Acordou um pouco mais tarde ouvindo muitos gritos de comemoração e barulhos no vidro.

Virou para ver quem é que acordava ela, e ficou surpresa por ver que era a humana por quem criou laços e a outra humana que chegou desacordada. Rapidamente subiu e levantou seu corpo até a borda para ver se o que via era fruto de sua imaginação. Iria tocar o rosto da albina, mas antes que completasse a ação, dois marujos entraram na frente da humana e olharam para a sereia nervosos.

A festa parou naquele momento, o que a sereia queria fazer com a líder? Ninguém olhava amigavelmente para a loira, recolheu seus braço e se abraçou. Olhou para a albina e lhe dirigiu um sorriso, monstrando-se aliviada por ela ter acordado, o que surpreendeu Mirajane. Quase deixou ser tocada por ela por, sentir de alguma forma, que ela não iria machucá-la e sim ter certeza que estava bem.

– Parem de ser mal educados, ela só queria ver se Mira está bem. — Kana respondeu com a voz meio embolada por conta da bebida.

– Até parece, um monstro como ela não tem capacidade de sentir essas coisas. — Um loiro alto e estupidamente forte falava enquanto ainda olhava para a sereia de forma hostil.

A loira abaixou a cabeça, ser chamada tantas vezes de monstro a feria de tal modo, que a quase fazia acreditar que ela era mesmo um.

– Laxus! — Mirajane gritou. — Não fale assim com ela!

O loiro e o restante da tripulação olhou para a albina chocados. Ela estava defendendo aquela sereia? O sol queimou sua cabeça só pode, para falar umas asneiras como essa.

– Vai defender ela Mirajane? Depois do que ela te fez? — Laxus perguntou desacreditado.

– E o que ela fez pra Mira? — Kana respondeu abraçando a amiga. — A loirinha fez o que ninguém nesse navio fez direito, ela olhou para a Mira enquanto estava desacordada, e quando alguém ia fazer alguma coisa com ela, chamava atenção. — Olhou para a sereia. — Deveríamos ser gratos por isso.

Antes que o loiro abrisse a boca novamente, a sereia falou com uma voz baixa.

– Tudo bem. — Suspirou e dirigiu seu olhar para o loiro tão assustador quanto Natsu. — Ele está certo, desculpa. — Olhou para a morena. — Obrigada por me defender Kana, me alegra saber que minha alma pode ser cuidada por você. — Esta sorriu e a loira se dirigiu para a albina. — Fico muito feliz que acordou Mirajane, não sei o que ele falou com você, mas deveria ter sido algo muito difícil para sua mente compreender, me enche de prazer ao ver que está acordada.

Se curvou para eles e mergulhou novamente, mais um vez abraçada. Exatamente igual a da primeira vez que estava no navio, se sentia igual, mas a diferença é que em vez de se sentir humilhada por ter sido violentada, as palavras a machucaram intensamente.

Mirajane fechava os olhos para se acalmar, iria agradecer e pedir ajuda para a sereia, mas não, o loiro maldito e um outro marujo precisavam entrar na frente. Aquelas vozes dentro de sua cabeça estavam deixando-a louca, tentava ignorar, mas era impossível, não paravam de aparecer.

– Mira... — A voz preocupada de Kana chegou aos seus ouvidos, ela apenas murmurou. — Quer se sentar?

– Eu quero é matar o Laxus! — Exclamou olhando furiosamente para o loiro. — Qual o seu problema? Não percebeu que a sereia estava preocupada comigo? Francamente Laxus, você com essa inteligência toda e agindo como um idiota.

Virou e foi em direção ao seu quarto, não aguentaria ficar naquele lugar por muito tempo. Tudo o que queria fazer era conversar calmamente com a loira, e percebeu que a voz dela anulava todas as vozes que vinham na cabeça dela, e isso era maravilhoso, por um pequeno momento não surtou.

Todos abriram passagem e acompanharam Mirajane com o olhar até ela desaparecer no corredor. Ninguém ousou dizer alguma coisa para a albina, ela estava tão assustadoramente pior que Erza. Como isso era possível? Até a ruiva ficou surpresa com o humor dela. Ver a tão calma Mirajane estressada desse tipo, era algo inédito para ela.

– Bando de idiotas. — Kana falou, colocou a bebida no chão e se dirigiu para o deck inferior indo dormir.

Se Kana largou no chão a bebida, a coisa era séria mesmo. Aos poucos, cada um foi se retirando para ir dormir, ficando ali o grupo que foi na ilha e os líderes, exceto Mirajane, ela não tinha cabeça suficiente para olhar no rosto de alguém sem gritar em cima dele. Nem Lisanna teve coragem de ir atrás da irmã depois de ver ela daquela forma.

.~.

– Vocês podem falar o que aconteceu na ilha pra ela ficar daquele jeito? — Laxus perguntou sentado olhando para o grupo.

– Nós três não podemos. — Gray respondeu apontando para ele, Gajeel e Natsu. — Ficamos do lado de fora. — Viu o loiro levantar uma sombra celha. — É que, só podia entrar três pessoas dentro da gruta, então as três damas foram.

– E por que Mira foi a "escolhida" para a tarefa? — Perguntou o loiro ainda irritado.

– Porque ela é a alma cristalina. — Respondeu Erza. — Porra Laxus, você é um imbecil. Até eu estou com vontade de matar você. — Falou olhando para ele nervosa. — Se não fosse a Heartfilia, nós estaríamos mortos.

Laxus levantou nervoso pela acusação, olhou para Erza e seus olhares permaneceram. Se seu capitão não estivesse ali, poderiam ter começado a brigar, de tanto ódio que tinha não iria perder para a ruiva.

– Se não fosse por ela? Aquela sereia maldita só ficou dentro do maldito tanque, como ela poderia ajudar vocês?

– Fiquem quietos vocês dois, já estão me deixando nervoso. Mira está melhor, está andando, falando e olha só que maravilhoso, ainda continua como humana. — Natsu respondeu com o pouco de paciência que tinha. — Laxus, de todos desse navio quem você acha que vai para o céu se morrermos agora? — Repetiu a pergunta da loira, esperou a resposta do loiro aparecer e recebeu apenas um olhar surpreso. — Sei que pensou na Mira, e foi exatamente por isso que ela foi escolhida para ir. — Suspirou. — Se não fosse pela Heartfilia, as três ainda estariam presas, muitas pessoas teriam sido mortas, nunca teríamos chegado na ilha, e não duvido que o que quer que tava naquela gruta iria nos matar. Para e pensa um pouco. Não te coloquei como líder para agir igual a um ignorante.

Ficaram em um silêncio assustador. Gray, Gajeel e Levy queriam sair dali, seus líderes e seu capitão pareciam explodir em qualquer momento, e nenhum dos três teriam força o suficiente para conseguir segurar um quem diria três. Mas também não ousavam sair dali sem uma ordem direta, nem Gajeel tinha coragem de sair.

– Tá, tá, já entendi. — Respondeu nervoso. — E vocês duas sabem alguma coisa do que Mira ouviu? — A azulada e a ruiva negaram. — Ué, mas não entraram junto com ela?

– Elas entraram, mas só eu podia ouvir. — Ouviram a voz da Mira e viram ela encostada no batente. Seus braços estavam cruzados, ainda estava nervosa com o que aconteceu antes, mas precisava sair do seu quarto silencioso. Se dirigiu calmamente e ficou ao lado da Erza.

– Mira. — Levy a chamou, fazendo todos a olhar. — Você já está melhor para andar mesmo? — A albina sorriu em direção a azulada e assentiu.

– Obrigada pela preocupação Levy, vocês três podem se retirar. A conversa que vamos ter agora não pode ser ouvida por vocês.

Os três assentiram aliviados e foram se retirando para o deck inferior. Ficaram em silêncio durante um tempo. Laxus estava curioso, não sabia absolutamente nada sobre a ida na ilha, muito menos sobre a frase, só soube quando viu Mirajane saindo com Erza. Ele é um líder oras! Deveria saber de tudo!

Mirajane não sabia o que dizer para seus companheiros a sensação que teve ao ouvir a voz, muito menos o que estava acontecendo com ela agora. Começou a contar juntamente com Erza o que aconteceu desde quando entraram na gruta, disse a conversa que teve com o ser e que não conseguia lembrar de mais nada.

A ruiva completou dizendo que a albina apareceu depois assustada dizendo que deveriam sair daquela ilha o mais rápido possível e que depois desmaiou. A albina pediu desculpas pela preocupação que deu e agradeceu por ter levado ela até o navio.

– E piora. — Mira falou. — Eu consigo ouvir vozes, quando acordei e fui para o quarto, ouvi alguma pessoas falando e estava em absoluto silêncio. — Suspirou. — E quando conversava com Lis, conseguia ouvir alguns murmúrios, isso é assustador demais.

– Talvez a Heartfilia saiba de alguma coisa. — Erza falou.

– Isso, minha cara ruiva, — Respondeu Natsu com um sorriso no rosto. — eu não duvido. — Saiu de perto deles e direcionou para o tanque.

Natsu bateu um pouco no vidro fazendo com a loira levantasse e olhasse para ele em dúvida. Os dois conversaram um pouco e depois Natsu chamou o grupo para conversar. Os três ficaram um ao lado do outro olhando ora para seu capitão ora para a sereia, que se mantia séria e ainda se abraçava. A sereia no entanto olhava receosa para o loiro, tinha medo dele e o olhar que recebia não era um dos mais amáveis.

– Mirajane, pode por favor chegar mais perto de mim? — A loira pediu com calma. A albina assentiu e ficou de frente a ela. A sereia se soltou, colocou seus braços na borda se levantando e depois abaixou seu corpo deixando seu rosto em frente ao da albina. — Humana, você confia em mim? — Sussurrou.

Mira olhava para a loira a sua frente, o rosto sério e ao mesmo tempo preocupado. Os olhos castanhos, que em alguns momentos pareciam ficar dourados. E de alguma forma calmos, mesmo que suas ações aparentassem estar com medo, a sereia demonstrava em seus olhos que esses sentimentos não existiam nela.

– Sim. — Sussurrou em resposta.

A sereia sorriu para ela feliz por ter ouvido isso, juntou sua tenta com a da albina sem quebrar o contato, seus braços passaram pelo braço da albina calmamente, entregando a assustada Mira pelo contato a sensação de conforto. Suas mãos passaram pelo ombro, pescoço, rosto, parando por um pequeno tempo e depois abaixou.

Fez esse movimento repetidas vezes até pousar as mãos na clavícula da albina. As duas fecharam os olhos juntas, compartilhando uma mesma sensação. Os três olhavam para as duas, apreensivos e curiosos para saber o que estava acontecendo. Olharam surpresos para Mira, que depois de um tempo, moveu seus dois braços para a sereia, deixando eles no antebraço da sereia. As duas pareciam conectadas por algo, e nada poderia tirar essa conexão.

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Ficaram horas naquela posição, o dia estava começando a amanhecer quando se soltaram, os marujos começaram a passar pelo deck principal e olhavam aquela cena curiosos. Os três olhavam para a cena sérios, prestando atenção em cada possível mudança de comportamento, mas nem isso acontecia.

Apenas quando o sol se fez presente a loira soltou a albina, esta deu dois passos cambaleando e foi rapidamente segurada por Erza e Laxus antes que pudesse cair. A Heartfilia por pouco não desmaiou, mas quando levantou, seu corpo ficou ereto e seus braços abertos. Lágrimas caiam em seu rosto quando falou a segunda pista.

– Oculos super ignem, vestra spine ardet omni deiciuntur, cum hostem in conspectum.

Isso era bizarro. Mira se soltou dos dois e foi até a sereia, esperou ela voltar ao normal e quando isso aconteceu, a sereia limpava as lágrimas que não paravam de cair em seu rosto. Devagar, Mira colocou sua mão na cabeça da loira, começando a fazer carinho nela.

– Você é incrível Mirajane. — Falou com a voz fraca. — Agora entendo porque ele te amou e passou a glória eterna dos virtuosos.

As duas não tiverem tempo de ter um momento apenas para elas.

– Heartfilia. — Natsu chamou friamente. — O que é a glória eterna?

– Bem. — Respondeu sorrindo para o rosado enquanto limpava suas lágrimas. — Os virtuosos tem diversas classes e diferentes poderes, então eu não conseguia saber qual Mirajane recebeu. — Mergulhou para as lágrimas se juntarem a água e levantou direcionando seu olhar para a albina. — Você é capaz de saber o que os outros estão pensando. — O silêncio se fez no cais. — Em outras palavras, recebeu o dom da telepatia.

Notas finais
TCHARAM! HAHAHAHAHAAH Olha, postei cedo. (: Normalmente posto de madrugada né? Então, me senti tentada a escrever, e as ideias vinham, e resolvi postar logo! E o que acham? Mira consegue ler o pensamento dos outros! CHOCADA! No próximo capítulo vocês vão saber qual a criatura que falou com a Mira. /FINALMENTE/ Depois de tanto falar o ele e encher o saco de vocês de tanta curiosidade, cansei de escrever ele toda hora. E é claro que a loira sabe! /Jura? ¬¬"/ AH! Leitores fantasmas, apareçaaaaam! Juro que não mordo! >< É isso, amo vocês