Bring Me the Mermaids
6 Control.
Notas iniciais
~Controle
Surpresa.
Medo.
Choque.
Estes eram os principais sentimentos de Mirajane Strauss. Telepatia. Isso está mesmo certo? De acordo com os livros, ela não seria capaz de falar na mente das pessoas em vez de somente ouvir? Mirajane olhava para a sereia enquanto esta lhe sorria carinhosamente.
– Você tem certeza disso Heartfilia? — O capitão perguntou depois de um momento. A sereia assentiu como resposta. — Mas ela só ouve.
– Inicialmente é assim, e como Mirajane está assustada demais com as vozes dentro de sua cabeça, ela não consegue controlar. — Olhou diretamente para a albina. — Qual foi a última coisa que ele falou com você?
– Ele repetiu que minha alma é cristalina e disse que iria me ajudar. — Respirou fundo enquanto olhava para baixo. Muitas informações para começar o dia. — Me falou que iria me dar a glória e depois me dar a pista. — Levantou seu olhar para a sereia. — Mas o que é ele?
– Ele, humana virtuosa, é um Qilin*. — Os marujos soltaram murmúrios confusos. — É um ser lendário, assim como eu.
– E por que justamente Mira foi escolhida? — Perguntou Laxus.
– Porque ela é uma alma cristalina. — A loira respondeu sorrindo. — Mesmo que Mirajane tenha cometido atos cruéis, ela dá valor a vida humana, seu coração é puro como os virtuosos.
Enquanto a loira sorria abertamente, os tripulantes da nave ficaram assustados com a notícia. Bem, não era surpresa alguma que Mirajane fosse comparada a um anjo, mesmo fazendo parte de uma tripulação pirata e tendo feito coisas horríveis. A loira cruzou seus braços na borda do tanque e apoiou sua cabeça em seus braços, dormiria naquela posição mesmo, mas sabia que se tentasse, o capitão faria alguma coisa ruim.
Não era só ela que estava cansada, Mirajane estava exausta. Mesmo que não tenha feito absolutamente nada físico, sua mente parecia ter trabalho durante um mês inteiro sem parar, só não andava em direção ao seu quarto por ter medo das vozes voltarem, além de se sentir fraca para andar.
– Mirajane. — A albina olhou para a loira que a olhava carinhosamente. — Sei que está assustada, não precisa omitir isso de mim. O fato de você obter a glória eterna diretamente do Qilin significa que tem a capacidade de controlar o que recebeu. — Suspirou. — Não precisa fazer isso sozinha. — Sorriu para ela. — Eu vou te ajudar, então não esconda o medo que está dentro de você.
– Ela não está com medo monstro. — Laxus respondeu indo em direção a loira. — Controle essa sua língua.
– Meça suas palavras para falar com a Heartfilia. — Mirajane falou olhando de lado para o loiro. Começou a andar em direção a loira, mas não foi capaz de completar o primeiro passo e caiu no chão. — Ué.
– Natsu, coloque Mirajane para dormir, quando conseguir andar venha até ao meu encontro, te ajudarei a controlar o poder que tem. — Com isso, a loira colocou seu corpo dentro do tanque e foi dormir. Precisava descansar.
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Passou exato três dias até que Mirajane conseguisse andar novamente sem receber a ajuda de seus amigos. Durante os três dias foi incapaz de ouvir alguma voz, teve a sensação de que a loira tinha algo a ver com isso. Levantou da cama devagar, trocou o vestido em que usava para dormir, por uma blusa e um short, ambos pretos. Calçou sua bota e foi se dirigir para o deck.
Cruzou o deck sem olhar para os tripulantes até chegar no tanque, viu que a sereia não estava sozinha. A sereia estava sentada na borda no tanque enquanto conversava animadamente com Kana, viu que a morena se divertia com cada coisa que a loira falava, o que não era diferente da loira, que parecia rir de cada frase que sua mais nova amiga dizia.
– Kana, pare de perturbar a Heartfilia. — Disse enquanto se aproximava das duas. — Vá trabalhar, sei que tem várias coisas para fazer.
– Mas Miraaaaa, ela é tão legal! Eu não quero trabalhar! Quero conversar mais com a loirinha. — Mira negou a cabeça com um suspirou e olhou novamente para a morena. — Tá tá, eu vou. Não precisa me olhar desse jeito. Tchau loirinha, a gente conversa de noite.
A sereia sorriu para a morena e balançou a mão se despedindo da morena. Mirajane andou e ficou em frente a sereia, esta com suas mãos na cauda e cabeça abaixada. Ficaram em silêncio durante um tempo, Mirajane não sabia o que falar com ela, seu último encontro com ela foi estranho e desde que foi para o quarto não ouviu notícias sobre ela.
– Mirajane. — A albina olhou para a sereia. — Ouviu alguma voz durante estes três dias? — Ela negou com a cabeça. — Entendo.
– Você por acaso fez alguma coisa? — A loira olhou para ela confusa. — Desde que nos falamos, nenhuma voz apareceu ou coisa do gênero. — A loira negou e a olhou sorrindo.
– Eu sou uma criatura lendária, você não consegue ler minha mente não importa a quantidade de esforço. Mas consegue ler das humanas. — Colocou sua mão na água. — O fato de não conseguir ouvir vozes é porque você se recusou a receber tal glória.
– Isso quer dizer que eu perdi?
– Não. — Disse enquanto negava com a cabeça. — Mas quer dizer que vai ser um pouco mais complicado. Eu quero que você sente em um lugar próximo a mim. — Mirajane pediu a um marujo que trouxesse uma cadeira para ela. — Feche os olhos e concentre-se apenas no que eu disser. — A albina assentiu e fechou os olhos. — Imagine a pessoa na qual é a mais preciosa para você, agora idealize ela em sua mente. Seu corpo, sua voz, as roupas que ela usa, as características mais fortes dela. — Ficou em silêncio. — Agora me diz o que pensa.
Mirajane Strauss.
– Imagine a pessoa na qual é a mais preciosa para você. — Veio na minha cabeça minha irmã. — Agora idealize ela em sua mente. Seu corpo, sua voz, as roupas que ela usa, as características mais fortes dela. — Eu conseguia ver Lisanna na minha frente, com as suas roupas, sua voz fina e os cabelos curtos que ela teimava em manter eles. Aos poucos a voz dela começou a se fazer presente em minha mente. A loira parou de falar um pouco.
Prestando bem atenção na voz de Lisanna, não pareciam mais do que murmúrios, pequenos murmúrios, mas que eu tinha certeza de que pertenciam a minha irmã.
– Agora me diz o que pensa.
– Eu... Eu consigo ouvir murmúrios.
– Bom bom. — A loira falou. — Force sua mente um pouco mais e me diga o que a voz dentro de você está falando.
Respirei bem fundo, isso precisava de uma capacidade mental maior do que eu pensava. Os murmúrios passaram a serem gritos, coloquei minhas mãos na cabeça para fazer tentar parar.
– Mirajane! Abra seus olhos! — Abri meus olhos ao receber um jarro de água da sereia, depois que ela me viu com os olhos bem abertos, suspirou em alívio. — O que você ouviu?
– Primeiro murmúrios e depois gritos, minha cabeça doía muito. — Ela suspirou.
– Mirajane, preciso que aceite o que recebeu.
– Mas eu aceitei! — Exclamei.
– Não, você não aceitou! — Ela me olhava séria. — Enquanto não aceitar o que recebeu jamais conseguirá controlar o que tem. Surtará quando receber milhares de vozes em sua cabeça ao mesmo tempo. Para além disso, preciso que confie plenamente em mim. — Colocou seu corpo dentro da água e nadou em minha direção. — Enquanto você não tiver a capacidade de ouvir as minhas instruções, humana, jamais conseguirá controlar o que tem dentro de você. Não me faça sentir arrependimentos por ter te guiado ao Qilin. — Falou a última frase mais baixo e ficamos em silêncio.
– Você disse antes que sabia o motivo do Qilin me amar, e disse aos outros o motivo de eu ser a alma cristalina. — Olhei para ela. — Por que disse aquilo?
– Humana, não importa quantas pessoas você mate, sua alma sempre será limpa. Por mais que use suas habilidades apenas para o mal, sua mente é amável e confiável. — Colocou seu corpo para fora e encostou nossas testas. — Você sofreu com a perda daqueles que ama de uma forma brutal, mas esse triste acontecimento não abalou você, seu coração continuou o mesmo e chegou a evoluir. Mirajane, você é incrível.
Ela me olhava de forma tão sincera e carinhosa. Eu olhava surpresa para ela, não sabia que iria receber esse tipo de resposta. A sereia me disse uma resposta parecida com a do ser, e isso me deixava constrangida. Digo, eu realmente matei muitas pessoas e fiz coisas terríveis que ninguém além dos próprios líderes e o capitão sabiam, me surpreendia saber que os dois conseguiam ver além do que era mostrado.
Narradora.
Durante toda a tarde, a sereia instruía a albina, aos poucos Mirajane era capaz de ouvir vozes, mas a habilidade não seria aprendida em um só dia. Teriam que passar por semanas, e de acordo com a sereia, até que a albina fosse capaz de fazer mais coisas além de apenas ouvir as vozes.
Em alguns momentos, os marujos passavam perto para ouvir o que as duas tanto conversavam e como era o "treinamento" de sua líder. Ficavam surpresos ao ver que a albina era capaz de ouvir mente agora, sentiam mais orgulho por fazer parte da tripulação. Mirajane Strauss, a segunda líder da frota de piratas Fairy Tail, conseguia ser mais incrível do que já é.
– Chega por hoje Mirajane. Não quero cansar sua mente.
– Mas eu não estou cansada. — Rebateu a albina.
– Olha, eu não vou te ensinar mais nada se você for teimosa. Amanhã você vai acordar com muita dor de cabeça, então tire o dia para descansar.
– Descansar mais? — Exclamou Mirajane. — Já descansei por três dias, amanhã vamos fazer mais.
A loira, que estava com as suas mãos na borda, colocou sua cabeça na borda e suspirou nervosamente.
– Essa teimosia de vocês... Só pode ser contagiosa. — Mirajane riu do comentário da loira. — Me irrita tanto que as vezes penso em deixar minha consciência e boa vontade de lado e fazer vocês me obedecerem.
– Como? Você é capaz de fazer isso? — A albina perguntou surpresa, ficou mais surpresa por ver que a sereia assentiu. — Então por que não fez nada ainda?
– Mirajane, eu não posso simplesmente usar o que sei para acabar com vocês. — Levantou a cabeça e encarou a albina. — Além de... Eu gosto da Kana, seria muito ruim se eu fizesse algo com ela ou com as pessoas que são preciosas para ela. — Ficou quieta durante um tempo e olhou para a cabine do capitão. — Seu capitão está atrás do tesouro e sinceramente, tenho medo do que aquele homem é capaz de fazer só para ter aquilo.
– Você sabe o que é? — A sereia assentiu. — Sabe onde fica? — A loira assentiu novamente. Mirajane puxou o ar surpresa. — Não pode nos levar lá?
– Vocês humanos gostam de coisas fáceis. — A sereia nadou até a beirada do tanque e sentou nele novamente. — Eu quero que vocês conheçam o caminho certo até o tesouro, não o atalho que eu realmente sei. Para serem merecedores do tesouro precisam passar por provas e sacríficos. — Moveu suas mãos para o cabelo e começou a pentear eles. — Eu apenas sei o que é o tesouro e onde está, mas o que essas frases significam e o que vocês passaram, é tudo novo para mim. — Sorriu. — Minhas irmãs não vão acreditar quando eu contar a elas.
– Oh, você tem irmãs? — Mirajane perguntou curiosa e voltou a sentar na cadeira.
– Sim! — A sereia respondeu animada. — Não somos filhas do mesmo pai de sangue, mas compartilhamos o mesmo pai.
– O que isso quer dizer?
– Quer dizer que somos filhas de um mesmo pai e mãe, mas nosso sangue não é compartilhado. Sinto saudade delas. — Disse com um sorriso triste no rosto.
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É simplesmente surpreendente a forma como Mirajane e a sereia começaram a se relacionar. Aos poucos, Mira começou a criar laços com a loira, aos poucos a albina se sentia renovada a cada conversa que tinha com a loira. Sempre depois do aprendizado, as duas conversavam sobre a forma como a sereia vivia antes de ser capturada.
A sereia dizia entusiasmada para a mais nova amiga os lugares que já visitou, como eram as ilhas que visitava juntamente com suas irmãs e como era o seu maravilhoso lar. Era impossível esconder a mágoa que a sereia tinha ao falar de seu lar e suas irmãs. Sentia saudade, e nada no mundo poderia substituir isso.
Existia uma diferença berrante nas relações que a sereia tinha com Mirajane Strauss e Kana Alberona. Enquanto a sereia mantinha uma relação amigável embora limitada com Mirajane, a morena fazia questão de se manter ao lado da loira. Todos as noites subia no deck e ficava conversando com a sereia, jamais a chamando pelo nome, tinha dois marujos que ficavam vigiando a sereia então não podia correr o risco.
A chamava pelo nome somente quando se via sozinha com ela, checava milhares de vezes para saber se estavam sozinhas e só depois de ter certeza que estava somente as duas é que conversava como verdadeiras amigas. Não que Kana já não a julgasse dessa forma, mas era ruim quando não podia dizer livremente o nome da sereia, enquanto esta a chamava pelo nome muitas vezes.
O capitão, no entanto, não olhava a amizade das três com muita satisfação. Natsu não queria que a sereia criasse um vínculo com nenhum dos marujos do navio, e parecia que aquela bêbada sabia de uma coisa que nenhum outro do navio sabe, mas todos do navio tinham conhecimento do que se tratava.
Chegou a pensar na hipótese de que Kana tinha ouvido da sereia onde era o tesouro, mas descartou rapidamente ao lembrar que a lealdade de sua maruja* era com ele e não com um ser estranho como a sereia. Mas a amizade que Kana estava formando com a sereia o incomodava. Para além que não ouviu sequer um comentário da loira sobre a frase que falou há alguns dias atrás.
Estavam navegando pelo alto mar sem uma direção concreta, enquanto Mira passava os dias treinando sua mais nova habilidade, ele e os outros líderes estudavam o mapa. Precisavam de novas informações e teriam que ser cautelosos para escolher o lugar.
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– Mirajane! Pela última vez! — A loira gritava com olhos fechados. — Preste atenção na minha voz e não os que estão a sua volta!
– É Mira, você precisa ouvir a loira e não eu. — Kana comentou sorrindo recebendo um olhar brutal da loira. — Calei, calei. — Falou com as mãos para o alto.
Mirajane ofegava. Já fazia duas semanas que estava recebendo instruções sobre como controlar a telepatia, não podia reclamar da forma como a loira fazia, era bem explicativa e como ela avançava rápido percebia que aos poucos era capaz de fazer muita coisa. Só que naquele dia, a loira resolveu fazer uma coisa diferente.
– Kana, você não está ajudando também! — A loira virou para a morena sentada no chão. — Por que não está trabalhando como os outros? Preguiçosa.
– Preguiçosa nada loira, eu estou cansada. — Defendeu-se a morena. — Trabalhei a manhã inteira para ter minha tarde de folga. O que é que você tá tentando fazer com a Mira?
– Eu quero ensinar para ela algo que eu uso muito bem, e com a telepatia ela teria muito mais facilidade, mas pelo visto não é bem sucedido. — Suspirou. — Ainda mais quando o navio está tão barulhento. Por que tanto barulho?
– Ah... — Mirajane começou a falar. — Daqui a alguns dias vamos chegar em Singapura.
– SINGAPURA? — A morena gritou recebendo um aceno da morena. — NOOOOSSA, MAS EU VOU BEBER MUITO NAQUELE LUGAR! — Virou para a albina. — QUANTO TEMPO VAMOS FICAR LÁ?
– Não sei. Vai depender do capitão. — Mirajane puxou uma grande quantidade de ar e sentou no chão. — Deus, estou tão cansada.
A loira colocou suas mãos na borda do tanque e cruzou seus braços ali. Quandos seu dia estava acabando, costumava fazer isso e olhar para o céu. No entanto, seu olhar se dirigiu para a albina no chão. Era surpreendente a forma como a albina aprendia de forma rápida, irritava ela quando não ouvia o que ela dizia ou até mesmo teimava em querer treinar mais quando não tinha mais capacidade mental para isso.
O sorriso que recebia dela era muito recompensador e valia pena quando tinha que aguentar os olhares frios e desgostosos de parte da população. Especificamente um loiro. Ele a olhava como se ele fosse matar ela a qualquer momento, qualquer palavra que ela dizia podia ser um motivo para ele tirar sua espada da cintura e acabar com ela.
E isso não seria muito difícil pra ele, mas não era mesmo. Laxus olhava para Mirajane e se preocupava quando ela se forçava demais. Ficava muitas vezes irritado com a forma que a loira falava com a albina. Quem ela pensava que era pra falar com Mira desse jeito? Só porque tem o nome Heartfilia acha que pode ficar dando ordens assim? E por que demônios Kana conversava tão alegremente com a loira? Deveria saber que a sereia seria um peso morto no final.
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– Mas que caralho! — Mirajane exclamou atraindo a atenção de todos. — Heartfilia, eu não consigo fazer isso, dá para desistir e prosseguir? — A loira negou. — Por que insiste tanto em fazer com que eu aprenda isso?
– Mirajane, você vai precisar dessa habilidade.
– Mas eu já consigo fazer isso sozinha!!! Continua com essa merda.
– Mirajane. — A albina olhou surpresa para a loira. Sua voz ficou autoritária e seu olhar era sério. Seus braços estavam cruzados embaixo do peito e seu corpo ereto, só era possível ver metade do corpo já que sua cauda ficava embaixo d'água. — Pare de teimosa. Eu já falei isso antes, escute apenas o som da minha voz, ignore a dos outros. Esqueça os que estão ao seu redor e se concentre apenas em você e no espaço em que está. É complexo demais para você entender? Ou você é estúpida o suficiente para conseguir entender alguma coisa que eu digo?
Olhares de fúria foram dirigidos diretamente a sereia. Ninguém, nem mesmo o capitão, falava desse jeito com um líder. Muito menos com Mirajane Strauss, que perdia a liderença total do navio apenas para Erza e Natsu, e vinha uma sereia escrota se achando a tal falando desse jeito? Só podia ser brincadeira.
Todos já tinham sacado suas armas, mas aquela sereia iria pagar por se dirigir a ela dessa forma. Ah se ia. Mas antes que dessem um passo, a albina levantou do chão e andou até a sereia. Sua cabeça estava abaixada, seus cabelos tampavam o rosto. Mirajane parou em frente a sereia e levantou a cabeça, mantinha um sorriso no rosto, não o carinhoso como de costume, era um sorriso convencido. As duas se olhavam e parecia uma eternidade, todos estavam a espera do que a albina iria fazer, e se surpreenderam que esta apenas começou a rir. E ela ria tanto que colocou a mão na barriga e limpou uma lágrima que ameaçava sair.
Laxus, que mantinha a preocupação no rosto, foi até a albina para checar se ela estava bem. E também ensinar uma lição para a loira, não era só os marujos que ficaram revoltados com ela, Natsu e Erza assistiram de longe o que aconteceu, e não se moveram porque viram a albina levantar e a começar a andar. Ninguém esperava que ela começasse a rir.
– Mira... Você está bem? — A albina apenas assentiu. Laxus virou para a sereia achando que colocaria algum medo pelo seu olhar, mas viu que o olhar severo da sereia permanecia. — O que você falou maldita?
– Tá tudo bem Laxus. Tá tudo bem. — Mirajane respondeu antes que uma briga iniciasse. Respirou fundo recuperando o fôlego.
– Como tá tudo bem? Você ouviu o que ela falou pra você? — O loiro estava incorformado.
– Já disse que está tudo bem, não há motivos para ficar nervoso. — Olhou para ele com o cenho franzido. Ótimo, ela estava nervosa com ele e a culpada é a sereia. Mirajane olhou de volta para a sereia. — Desculpe Heartfilia, tenho que fazer jus ao meu posto dentro desse navio. Por favor, continue a me ensinar. — E se curvou perante a sereia.
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