~Segredos

MIL PERDÕES, MAS MINHAS NOTAS INICIAIS NÃO SAÍRAM!

EI ♥ SAUDADE DE VOCÊS ♥ PODEM ME MATAR!!
Então, meus amores, sumi porque o capítulo ficou bem diferente do que eu queria, e fiz tanta correção que nossa senhora, cansa! E minhas aulas voltaram, e provavelmente vocês não sabem, mas a loira aqui estuda em faculdade, e bem... faculdade é bem tenso. -.- Ainda mais nesse período, então complica um pouco. ~chora.
Só para vocês saberem, eu NÃO vou abandonar a fic, não vou mesmo, estou amando muito escrever ela e está indo do jeito que gosto. ~vaaaaaaaamosfestejar! UHASUHASAUHSHUSAUHUHAS
Mas quero avisar vocês logo, com a minha volta as aulas, eu dificilmente vou conseguir escrever alguma coisa, e eu possivelmente vou começar a fazer estágio, então meus lindos, vou demorar, mas vou continuar escrevendo e não vou largar a fic. OK? Amo vocês ♥ Vejo vocês nos comentários (;

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Heartfilia.

Fiquei espantada quando vi Mirajane se curvando perante a mim, esperava que ela mandasse eu me desculpar ou fazer uma coisa assustadora comigo — o que esperava algo do gênero quando se referia a alguém desse navio -, mas quando vi ela ali, pedindo desculpa e se curvando perante a mim. Devo dizer que isso me deixou assustada.

É, assustada. Por quê? Simples, tinha uma tripulação inteira olhando para mim com um ódio tão profundo que eu sentia medo que eles eram capazes de fazer. Qualquer movimento era observado por mim, principalmente do homem loiro que mais parecia com uma pedra gigante. Essa coisa humana que eles tem quando existe uma afeição — confesso que acho até bonitinha — para aqueles que acham que são seus superiores me intriga.

Eu tenho a sensação que depois do encontro com Gilin, Mirajane começou a ter uma percepção melhor do que acontece ao redor dela. Fiquei admirada ao ver que ela conseguia entender com muita facilidade o que eu explicava, muitos humanos não tem essa capacidade.

Ao ensinar ela todos os dias, percebi que ela tentava forçar a sua mente a trabalhar contra mim, ou seja, ela queria ler minha mente. Dou meus parabéns para o esforço feito sem me perguntar se era capaz de fazer isso, o que é uma pena, porque é um esforço inútil.

Mirajane recebeu poderes de um ser lendário, o que já é fantástico vindo de uma humana, mas justamente por eu ser uma lendária que ela não vai conseguir ler a minha mente. É verdade que existe diversas sereias normais, mas eu não participo dessa classe, eu sou uma Heartfilia, e isso me faz ser lendária.

O que me deixa curiosa com o fato de Natsu arrogante Dragnel, ter conseguido saber o meu sobrenome. Se ele sabe o meu sobrenome, significa que ele tem uma fonte muito grande de informações, seguindo essa lógica, é esperado que ele saiba meu nome. Mas, o imbecil rosado — sinta minha amabilidade — apenas sabia o sobrenome. Então isso significava que existe falhas em sua fonte. E isso, era uma vantagem para mim.

.~.

Já tinha passado uma semana desde que Mirajane tinha se curvado perante a mim, uma semana recebendo olhares de ódio, uma semana ensinando calmamente a albina o básico da telepatia, uma semana vendo a albina avançar de uma forma assustadora. Para além dos olhares de ódio, eu recebia olhares inquisitivos vindos de Natsu, e francamente, isso me dá muito medo. A última vez que ele me olhou dessa forma, eu acabei sendo transportada para a cabine dele para descobrir a primeira pista.

– Loira. Ei loira — Sai dos meus devaneios para olhar para Kana. — O que você está pensando ai?

– O que o seu capitão quer que eu faça.

– Que saco. Achei que era algo divertido.

Soltei um riso perante a resposta dela e dirigi meu olhar a Mirajane. A pedido da albina, todos os tripulantes saíram do deck principal e foram para baixo, deveriam ficar em absoluto silêncio. Como Kana ficou ali, é um mistério. A ruiva, o loiro e o capitão também foram para os seus quartos.

– Mirajane, o que passa pela sua mente?

– Nada.

– Você tem uma noção de quantos humanos existem dentro desse navio? — Ela negou com a cabeça. — Perfeito. O que eu falar, você deverá obedecer sem me perguntar, tudo bem? — Ela assentiu.

Mirajane mantia seus olhos fechados sentada no chão do navio, com suas pernas cruzadas e mãos pousadas para baixo em suas pernas, como o vento soprava fracamente, seu cabelo era levado para o lado, se ela fosse uma sereia, seria incrivelmente bela. Ela é incrivelmente bela!

– Kana, eu preciso que você não faça barulho nenhum. — Ela olhou para mim afirmando enquanto bebia mais. — Por isso, você vai parar de beber e vai ficar quietinha.

– O quê? Não mesmo loira, tá doida? — Abraçou a bebida. — Minha bebida, minhas regras.

– Tanto faz, contanto que você fique calada. — Me virei para a albina. — Mirajane, idealize o capitão e me diga o que ele está pensando. — Antes que eu ouvisse alguma coisa saindo da boca de Kana, olhei para ela pedindo silêncio.

– 'Preciso saber o próximo passo para o tesouro antes de chegar em Singapura, mas essa sereia maldita não ajuda. Acho que vou ter que contatar o Clive pra isso.' — Ela murmurou depois de um tempo e eu olhei para o chão. Ele só sabe pensar nisso? Não existe outros desejos e planos na vida inútil dele não?

– Agora idealize a ruiva.

– A Erza? — Mirajane perguntou.

– Esse é o nome dela? — Perguntei e ela assentiu. — Então sim. Mas quero que apenas idealize ela. — Esperei um tempo. — Agora idealize o loiro. Ainda está pensando no Natsu? — Mirajane assentiu novamente. — Você sente alguma coisa quando pensa neles?

– Sim. — Sussurrou. Isso deve estar sendo bem difícil para uma humana.

– E o que é?

– Não sei explicar, mas parece que consigo sentir alguma coisa que sai do corpo deles.

– E consegue sentir de outras pessoas do navio? — Mirajane respondeu sorrindo, parece que ela entendeu. — Pode me dizer agora quantas pessoas estão dentro do navio?

– Todas elas? — Respondi que sim e ela respirou fundo. — São... trinta e... sete, contando com os líderes e o capitão. — Com isso ela saiu da posição e deitou no chão. — Heartfilia, o que é isso que eu senti?

– Vida. Energia. Cada ser vivo desse mundo tem uma energia, independente dele. Seja uma planta, um passáro ou até mesmo um pequeno grão de areia. — Olhei para o céu azul sem nuvens. — O que te ensinei Mirajane, foi a capacidade de sentir a presença de cada ser que existe no mundo.

Kana levantou a mão para poder falar e eu assenti permitindo com que ela fale.

– E tem como você esconder essa energia? — Mirajane interessada na pergunta, começou a se levantar novamente. — Digo, se tem como você mostrar a energia, tem como esconder né?

– Sim. — Respondi fechando meus olhos. — Não é muito difícil esconder, mas é incômodo demais. — Abri os meus olhos e dirigi o olhar para a albina. — Mirajane, feche seus olhos e tente sentir a minha energia.

– Mas e as outras? — Perguntou confusa.

– Esqueça. — Ela assentiu. — Deixe sua mente limpa. — Ficamos em silêncio e ela voltou a posição inicial. — Mirajane, você tem o conhecimento do que eu sou, então sente que a minha energia é diferente as dos humanos, certo? — Ela assentiu com os olhos fechados. — Essa energia é pertencente a classe dos sereianos, você vai reconhecer um sereiano em qualquer água a partir disso. — Puxei o ar para continuar e abaixei minha cabeça para olhar para a albina concentrada. — Além de eu ser uma sereia, eu pertenço a uma classe superior. Eu sou uma lendária. Isso me faz ser uma sereia especial, me faz ser diferente. — Observava todas as possíveis mudanças no rosto da humana. — Alguma dúvida?

– Como você é diferente dos outros então? — Ela abriu os olhos e olhou diretamente para mim.

– Vai sentir a diferença. — E não vai gostar. — Feche os olhos.

Assim como ela, fechei os meus olhos e comecei a liberar aos poucos a energia que estava escondida. Desde o encontro com o Qilin, descobri que deixar ela livre não era uma boa ideia, eu sabia que outros lendários poderosos poderiam aparecer e esses humanos não estavam prontos para trocar uma palavra com eles.

Liberei apenas uma pequena porcentagem da energia de um ser lendário, e quando abri os olhos, vi que a albina me encarava com os olhos bem abertos e uma mão sua estava atrás do corpo para servir de apoio enquanto a outra ficava em frente do seu rosto para proteção.

– O... O.. que... que é... isso?

.~.

Mais um dia inteiramente chato. Pelo menos para a Heartfilia. Todos do navio sabiam que faltava apenas mais um dia para chegarem em Singapura, e não faltava ânimo para fazerem uma comemoração. E ela detestava essas comemorações, a última que teve ficou traumatizada pelo comportamento humano.

A noite começou a cair e os marujos preparavam o início da festa, homens e mulheres bebiam sem restrições, alguns corajosos faziam competições de quem bebia mais com a Alberona. Corajosos, pois ninguém jamais ganhou da morena. Estúpidos, já que na terceira garrafa alguns caíam inconscientes.

– Se alguém conseguir ganhar de mim — Gritou Kana aos que estavam ao seu redor. — juro que ando pelada por uma semana no navio.

Bastou que falasse para que homens, que a Heartfilia jurou nunca ter visto dentro do navio, surgirem para poderem competir com a morena. Somente os compromissados e os líderes não participavam da competição, estes ficavam na parte superior do deck observando todos a sua volta. Seu líder, não tinha saído de sua cabine, parece que a comemoração seria apenas entre os tripulantes.

A sereia observava a competição, ficando admirada ao ver que a morena bebia com bastante facilidade, e que parecia uma incrível habilidade, já que os outros caíam inconscientes no chão enquanto ela apenas soluçava — prova de que estava bêbada — e sorria perversamente para seus oponentes. Vendo que ninguém mais tinha coragem para competir com ela, levantou do banco em que estava sentada, subiu em cima do barril que continha as bebidas e levantou seus braços. Uma amostra digna de que tinha ganhado.

Os tripulantes a sua volta riam e assobiavam para a morena. A sereia, feliz por sua amiga ter ganhado, sorriu para ela, mesmo sabendo que esta não iria olhar para ela. O que foi uma surpresa ao ver que a morena, se dirigiu a ela em passos atrapalhados — e que se não fosse por um marujo, já tinha caído no chão como os outros — e se pôs em frente a sereia com um sorriso no rosto.

– Loirinha, eu sou a pessoa mais incrível que você conhece não é? — A loira assentiu sorrindo. — Aqueles ali — Apontou para as pessoas no chão. — são todos uns fracos. — E gargalhou alto. — Loira, posso perguntar uma coisa? — A sereia assentiu sorrindo, achava a curiosidade da Kana deveras engraçada. — Você vive na água, como é que você consegue respirar?

A Heartfilia se afastou da borda e manteve seu corpo ereto. Estendeu seu braço em um pedido mudo para que recebece o braço da outra, pedido prontamente aceito. Os poucos marujos que estavam acordados, curiosos pela resposta da loira, se aproximaram do tanque.

A loira, segurando a mão da Alberona, levou até seu pescoço fazendo com que ela tocasse e jogou sua cabeça para trás. Kana levou um susto ao sentir e ao ver uma pele escamosa no pescoço da sereia, e por um pequeno momento, tentou retirar sua mão, mas a sereia segurou com mais força, impedindo ela de fugir.

– Isso que você vê e sente Kana, são chamadas de brânquias. Isso me faz respirar debaixo d'água. — Ficou em silêncio esperando alguma reação vinda de Kana e como não recebeu uma resposta, continuou. — Não problema eu ficar noites dentro da água porque eu não vou me afogar. — Virou o rosto para a morena e viu que ela estava surpresa. — Mais alguma pergunta? Apenas por hoje, irei responder todas que tiverem.

Rapidamente alguns marujos começaram a fazer perguntas para ela, algumas eram constrangedoras demais para a sua natureza, então a sereia se recusava a responder, dizia ir contra a sua conduta. Outros tentavam persuadir a sereia a falar o nome dela, um pedido negado com muita determinação.

Os líderes, que observavam a conversa no deck superior, decidiram descer e fazer algumas perguntas eles mesmos. Até mesmo eles tinham algumas dúvidas. E ao ver os três indo em direção à ela, a sereia começou a aprofundar seu corpo para dentro do tanque. Ela não tinha medo de Mirajane, a albina era um anjo para ela, mas os outros dois eram suspeitos demais para não desconfiar. Ainda mais quando se tratava do loiro, a quem mais temia.

– Heartfilia. — Erza se pronunciou, fazendo com que o deck se silenciasse. — Também temos perguntas. — E lançou um sorriso cínico para a loira, fazendo com que essa assentisse desconfiada.

.~.

Essa não foi uma de suas noites mais divertidas do mundo. É, definitivamente não foi. Entre os três, apenas Mirajane fazia perguntas tranquilas, algo mais relacionada a sua vida antes de ser capturada ou até mesmo relacionado as suas vestimentas. Os outros dois faziam perguntas que a Heartfilia nunca poderia falar. E explicar isso para os mais severos do navio foi uma tarefa um tanto complicada.

– Não tenho permissão para responder essa pergunta. Faça outra.

Essa frase foi a mais repetida da noite. Depois de muito tempo, Erza desistiu de perguntar e saiu carregando uma Kana desmaiada no meio do piso de madeira para seu quarto. Laxus saiu um tempo depois sendo carregado por Mirajane, com a justificativa de que a noite deles começaria naquele momento.

Durante a semana, o comportamento da Heartfilia no navio voltou a ser o mesmo quando estava nos primeiros dias dentro do navio. Ela apoiava seus braços na borda do tanque e observava os marujos trabalhando arduamente no sol quente. E não conversava com nenhum deles, por mais que agora possa falar livremente, conversar enquanto eles trabalhavam não era uma boa ideia. Ainda mais quando uma mulher ruiva extremamente assustadora observava todos os seus movimentos.

Mas um movimento suspeito da sereia fez com que Erza prestasse mais atenção à ela. A Heartfilia em um rápido movimento, deixou seu corpo ereto e encarava o horizonte com o rosto franzido. Algo estava suspeito, e para confirmar, Mirajane surgiu no deck ofegante e se dirigiu a sereia.

– Heart...

Antes que terminasse, a loira a olhou nervosamente fazendo com que ela se calasse. Ambas olhavam para o horizonte, seus olhares eram sérios e seus rostos franzidos. Todos olhavam apreensivos e preocupados para ambas. Fazia semanas desde que a Heartfilia teve um comportamento estranho, e de repente, ela levanta e fica olhando para o mar?

A sereia, com seus olhos fechados, moveu suas mãos em direção a sua barriga e começou a esfregar uma na outra, para depois afastá-las e deixar sua mão direita com a palma virada para cima enquanto a esquerda fez um meio círculo no ar em volta da direita, fazendo com que um objeto aparecesse nas mãos da Heartfilia.

Um cordão pairou entre as mãos da Heartfilia, e abrindo seus olhos nublados, cantou:

Sed amor sui memoriam, larvam caligine. Postremo unus qui vela mundo valefaciens.

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MIL PERDÕES, MAS MINHAS NOTAS FINAIS NÃO SAÍRAM!

TCHARAM! HEHEHEHEHEHHHE Ficou massa o capítulo, podem falar. (; GALERE! ESQUECI DE FALAR!
Seus lindos! Vi que um povo favoritou minha fic e tem um moooooooonte de gente acompanhando, e noooooooossa, mega feliz ♥ Cês não tem ideia de quanto :DDDDDDDDDD Muito obrigada ♥ Por isso, meus amores, apareçam nos comentários, me deixem saber o que acharam, é importante pra mim.
~porra mulher, já favoritaram, para de reclamar. >/////
Humildade a parte, ENFIM.
O QUE VOCÊS ACHARAM DA PARTE DA HEARTFILIA? Eu gostei de fazer, sinceramente. É legal ver o lado dela, o ponto de vista dela, ainda mais treinando a Mira, porque antes coitada, vivia no tédio. -.-
E... Hã... Mais uma frase. Poisé. (: UHSAUHASUHS Véi! tinha que ter mais uma, e já até sei o que fazer, então relaxa. ~joinhaefoge!
Kana ♥ ♥ ♥ Kana é linda demais ♥, não tenho nada a falar da morena! Só que amo ela. :3
AH! GALEEEEEEEEEEERE! A Galere que for comentar, claro. (; Mas enfim, leiam isso aqui:
Me digam, qual personagem vocês querem saber o ponto de vista? Podem escolher até dois, NO MÁXIMO, qualquer um personagem. Tenho ideias maneirinhas /hehehheehhehe/ Os que forem mais repetitivos, vão ser os escolhidos. E bem, tem que pensar nos possíveis que estão no navio.
E NADA DE ESCOLHER JUVIA! HUM! A azulada não vai aparecer agora, primeiro tenho que preparar o palco pra ela (;
E finalmente, Obrigada por chegar até aqui (: Beeeeeijos, amo vocês ♥