Bring Me the Mermaids

25 Special: Makarov Dreyar.


Notas iniciais
EI GENTE! Demorei né? Pois então, desculpa! Muita coisa aconteceu na minha vida desde a última postagem, comecei uns projetos futuros e decidi algo que pode abalar alguns de vocês: vou excluir Butler - as duas temporadas -, o Luxúria e Angel para fazer correções que são extremamente necessárias. Sabe quando vai dar uma lida nos primeiros projetos e vê que a coisa ficou bizarra? Então, foi esse sentimento e vi que preciso mudar. Sobre Luxúria, bem quero planejar aquele troço direito, não quero deixar vocês na mão nem nada, Angel a mesma coisa. Poxa, percebi que quase ninguém comentou o capítulo anterior D: Fiquei realmente preocupada se gostaram ou não. Some não gente D: Leiam POR FAVOR as notas finais!

A neblina nos atrapalhava a ver o que estava adiante de nós, dificultando a viagem pelo mar. Não fazia muito tempo que havíamos saído da Índia, meus homens ainda estavam em clima de alegria e festa por conta das mulheres. Mandaria eles pararem de fazer tanta algazarra, porém um pouco de felicidade é sempre bom, ainda mais quando são homens do mar.

Suspirei, seria uma longa viagem até os países baixos. Precisava ter paciência com o tempo ou o nervosismo tomaria conta de mim. Desci do deck superior pedindo a Wakaba tomasse conta do leme e que me avisasse de qualquer acontecimento. Passei pelos tripulantes que pareciam estar mais bêbados do que a ida a Singapura.

Estava a passos de entrar na minha cabine quando ouvi me chamarem. Virei a cabeça para trás e metade da tripulação levantou uma garrafa de bebida. Virei-me totalmente querendo entender porque demônios eles queriam que eu bebesse com eles. Tenho trabalho homens, não posso simplesmente escolher ficar o resto do meu dia bebendo.

– Vamos Capitão, o senhor também merece descansar. – Um tripulante falou e os outros apoiaram.

– É mesmo! Nem mesmo na Índia o senhor descansou, ficou de um lado para o outro. O senhor e o vice capitão. – Olhei para Wakaba que apenas deu de ombros. – Deveriam descansar um pouco.

– Nab, por mais que eu queira beber com vocês, há muitos papéis que esperam ser assinados e escritos. – Apontei para a cabine. – Não posso simplesmente largar de mão isso.

– Vai Makarov, chama War… Ah ele ficou na Índia, me esqueci disso. – Fechou os olhos. – Só vai, quando acordar assina e escreve.

Os tripulantes riram com a fala dele e me chamaram novamente. Se nem Wakaba está querendo trabalhar, porque eu deveria? Sorri, essas pessoas não tem jeito. Fui em direção a eles e peguei a primeira garrafa de bebida da mão de um, sentei no chão na roda em que estava formada. Depositei a garrafa no meio com força e olhei para todos desafiadoramente.

– Quem ganhar de mim não vai precisar mover um dedo amanhã.

[…]

Certo… O que aconteceu ontem? Acordei em minha cama e com uma luminosidade estranha vinda da cabine. Levantei sofridamente e senti a pontada brutal em minha cabeça, o quanto eu bebi e o que demônios aconteceu? Procurei minha roupa no chão, peguei somente a capa por preguiça de pegar as outras. Passei pela cabine vendo que a janela estava aberta e meus papéis tudo espalhados, isso daria tanto trabalho para reunir.

Voltei para o quarto para vestir todas as roupas, precisava sair e comer alguma coisa, caso contrário não aguentaria dar mais um passo. Vesti lentamente as mudas de roupa, assim que terminei andei para a porta. Ouvi a gritaria dos tripulantes, eles estão melhores do que eu. Ninguém me ganhou mesmo nessa competição! Não sei se deveria me sentir orgulhoso com isso ou nervoso, estou morrendo de dor de cabeça.

Sai porta afora ouvindo algumas risadas e cumprimentos, não estou no humor para aguentar esse tipo de coisa. Olhei rapidamente para eles, emanando todo meu mau humor diante de toda dor. Não teve um que ficou parado. Subi para o deck superior encontrando Wakaba sentado na borda.

– Bebeu bastante em. – Tragou o cigarro e soltou o ar. – Está se sentindo bem? – Neguei e fui sentar junto a ele. – Depois daquela quantidade de bebida, estranharia se estivesse. Quer? – Ofereceu o cigarro e neguei novamente. – Tenho novidades.

– E está esperando o que para me dizer? – Coloquei a mão na cabeça. – Não tem como irmos para a cabine não? – Ele negou.

– Daqui a pouco come e fica melhor, por enquanto relaxa enquanto ouve. – Tragou novamente. – O navio da Eisenwald passou por aqui entregando uma mensagem deveras interessante. – Olhei para ele. – Aparentemente o rei da Inglaterra está caçando todos os piratas do reino e a Fairy Tail é a frota em que eles tem como meta. – Finalizou o cigarro e apagou na madeira. – Dizem que quem conseguir acabar conosco será premiado com algo muito interessante.

– Eu sei disso, falaram da Índia esqueceu?

– Não Makarov, preste atenção. – Ele bagunçou o cabelo. – Sabe da notícia não do prêmio. – Ficou em pé e virou para encarar o mar. – O prêmio é o baú que apareceu dez anos atrás. – Me virei para ele surpreso. – Lembra? Um dia depois que aquele pequeno baú apareceu, os guardas reais vieram e levaram ao rei. Dizem que o tempo guardado revelou algo que nem o próprio rei sabe.

– E precisam de alguém que possa descobrir, provavelmente aquele patético rei não sabe da lenda. – Levantei também. – Mudança de planos, vamos para casa.

Ele assentiu voltando para o leme e eu desci as escadas correndo, precisava organizar alguns materiais. Talvez Gildarts saiba de alguma coisa, ele vive viajando por ai em busca de informação, ainda mais com a nova companhia que ele tem, provavelmente os dois sabem muita coisa. Já estava pensando em um plano para entrar no castelo quando algo me veio a cabeça.

Essa informação foi dada de forma muito rápida e simples. Não somente, o prêmio para aquele que tivesse a nossa cabeça foi falado muito abertamente, não existe uma pessoa que não saiba o que os piratas procuram. Esse saber nenhum pirata deveria saber. Sequer da frota Eisenwald. Tinha alguma coisa errada, muito errada. Sentei na poltrona olhando o mapa na parede. Qual seria o próximo país em que Gildarts e a nova companheira se encontrariam? Talvez Wakaba saiba. Sai da cabine novamente encontrando o homem entre os tripulantes, dando ordens para nos levar a Inglaterra.

– Wakaba, – Ele virou para mim. – qual o próximo país que Gildarts vai depois da Itália?

– Hum… – Coçou a cabeça. – Acredito que vá visitar a filha, então França.

– Então é para lá que vamos. – Ele me olhou confuso. – Não acha estranho nós sabermos o que eles querem? – Me aproximei dele. – Ainda mais quando é algo relacionado ao baú, me diz alguém que não sabe que todos estão procurando pela origem dele? – Ele parou para pensar e depois abriu os olhos surpresos. – Chegou onde eu queria, vamos para onde Gildarts vai.

Ele assentiu para depois dar mais ordem aos tripulantes, esta seria uma longa viagem.

[…]

Chegou um ponto da viagem que eu, o capitão, não aguentava mais ver o mar. Todas as minhas responsabilidades já haviam sido feitas, as ordens escritas e prontas para serem levadas as sedes terrestres. Mas a minha situação de revolta ao mar era por pura ansiedade para encontrar Gildarts. O plano, deveras inteligente, do rei me fazer ter curiosidade, como aquele patife poderia ter o baú?

Não queria pensar nas possibilidades, sequer em como ele resolveu tirar essa informação. Parecia ser muito problema para pensar, e nesse momento não queria colocar minha cabeça para funcionar, deixar esse trabalho com Wakaba ou Gildarts parecia ser uma ideia bem melhor. Peguei o livro da frota em minha estante, o abri e comecei a ler sobre as aventuras dos capitães anteriores. Tivemos muitos entre nós, alguns fizeram coisas impossíveis de se pensar, outros, no entanto, ficaram na normalidade, fazendo coisas que capitães normalmente fariam.

Fiquei folheando sem ler realmente, passava meu olho pelas páginas sem ter interesse. Queria apenas acabar com o tédio que se instalou em mim. Havia de fato muita coisa incrível, porém não existe interesse em mim no momento para isso. Estava tão entediado, que a batida na porta tornou-se minha salvação. Pedi para que entrassem e Wakaba avisa que estávamos chegando na França.

Assenti agradecendo aos céus por aquele acontecimento. Fechei o livro e o coloquei novamente na estante, resolvi sair para tomar ar fresco. Os tripulantes andavam de um lado para o outro trabalhando incessantemente, alguns arrumavam brigas por qualquer motivo e por muito pouco não quebravam uma parte do navio. Não saberia dizer o que aconteceria caso algum deles quebrasse. A punição seria divina.

Subi para o deck superior esperando ver Wakaba no leme, porém o encontrei na borda do navio encarando o horizonte. Andei e fiquei ao seu lado. Ficamos em pé durante muito tempo, para depois sentarmos na borda e começar a dividir o cigarro.

– Sabe Makarov, as vezes sinto falta da minha filha. – Quebrou o silêncio. – Passo muito tempo no mar, em outros países e sempre me pego pensando se vale mesmo a pena. – Tragou e soltou a fumaça ao vento. – Já pensei em largar a Fairy Tail para cuidar dela, mas também não sei se valeria a pena, e só por isso me sinto um pai terrível.

– Não é o único. – Ele me olhou. – Não sei se sabe, mas eu tenho um neto. – Ele assentiu. – É uma criança pequena que não sabe nada sobre o mundo, e o meu caso chega a ser pior que o seu. – Peguei o cigarro de sua mão e traguei. – Mas penso muitas vezes em abandonar Laxus. – Wakaba me olhou surpreso e ia começar a falar. – Nossa vida leva muitos sacrifícios, tantas que não podemos contar. – Fechou a boca e olhou para frente. – Não quero que nada de perigoso aconteça com ele assim como não quero que ele escolha essa vida. Ele merece uma vida justa e longe de perigos.

O Mine assentiu. Ficamos em silêncio depois, cada um em seus pensamentos. E pensar que chegaria a falar de Laxus. Todos da Fairy Tail tem segredos que não são muitas vezes compartilhados, caindo muitas vezes em esquecimentos. Pensamentos doloridos e medos fazem parte da nossa rotina, ao ponto de deixar nossa mente desgastada.

Vi de relance o vice levantar e voltar para o leme, levantou a mão me chamando. Levantei e fui para perto dele, de longe conseguíamos ver o cais da cidade de Les Mathes. As dúvidas que eu tinha voltaram com força em minha cabeça, destruindo qualquer rastro de sentimentos existentes. Faltava pouco para que todas elas fossem sanadas e assim permitissem a elaboração de um plano que poderia mudar a vida de todos. Apenas espero que esse plano não cause estragos na vida daqueles que nos seguem, nenhum de nós aguenta fazer mais um sacrifício.

Notas finais
Se por acaso existir algum erro de coerência, ortografia ou qualquer coisa, me avise para que possa ser consertado :D Sei que alguns não leram as notas iniciais, então vou avisar aqui também: vou excluir Butler, Angel e Luxúria para melhor planejamento e correções que são extremamente necessárias. Como Butler tem duas temporadas, as duas serão excluídas. Agora sobre o capítulo. Ficou meio pequeno, afinal é um especial! Então gente! O que vocês acharam desse pequeno especial? Sobre Makarov, e como devem ter percebido, é antes dele encontrar a Heartfilia. E como disse, devo der dito .-., esses especiais são mais de rotina. Como assim pessoa? Então, devem ter percebido que de cinco em cinco são colocados os especiais, pois então, cada um retoma ao passado e não fala realmente tudo, mas sobre pensamentos e ações que ele realizou. Mais como um diário de bordo. Hmmm, deveria ter falado isso antes -.- Ok! O que acharam do capítulo? Estou muito curiosa!! (: Por favor não sumam D: Gosto de saber o que acharam e o que pensam depois do especial. Vejo vocês nos comentários né? (: Beeeijos!