Notas iniciais
Olar gente! s2 Tudo bem? Devo dizer que essa é não é uma das primeiras fics que preparo, mas é a primeira que planejo observando uma imagem. *0* Minha fonte de inspiração foi a linda imagem da capa, que achei tão diva, que me vi na necessidade de escrever uma história. Bem, boa leitura!

~Obedeça ao Rei.

— Sério, nunca conheci alguém tão estúpido como você, Dragneel. – O rosado direcionou o olhar raivoso para a loura. – Como alguém como você, que está na posição de capitão, não consegue ler mapas facilmente? Por acaso existe algo que saiba fazer?

Nervoso, tentou avançar para que chegasse na loura, e antes que pudesse chegar perto dela, foi segurado fortemente pelos marujos do navio. Não havia muito o que se fazer, a mulher se encontrava dentro de um tanque d'água, sendo parcialmente protegida pelo vidro. A situação no navio era contraditória, enquanto o capitão passava fúria em relação a mulher, alguns marujos corajosos ousavam rir do acontecimento.

— Me soltem! Vou mostrar para essa vadia o que sei fazer!

O navio dos piratas, liderado por Natsu Dragneel, situava-se em algum lugar do pacífico por dias. Haviam acabado de passar por uma furiosa tempestade, e agora, depois de terem realizado algumas aventuras, procuravam por um local para descansar, mas a dificuldade do Dragneel em ler o mapa dificultava a atividade.

— Então, os rumores sobre o grande capitão de cabelos rosados, não passam de mentiras. – Tediosamente, a loura apoiava seu braço na borda do tanque. – Me pergunto como foi que conseguiu me capturar, quando não há indícios de inteligência em seu corpo.

Não poderiam negar, a situação era deveras divertida. Deixar Natsu irritado era simples, precisava apenas de importuná-lo por alguns momentos ou desobedecer suas ordens, que era capaz de vê-lo faiscar ódio em cima do indivíduo. Mas, naquele momento, a loura conseguia fazer com que os sentimentos de ódio aumentassem, a um nível em que pudesse matá-la por apenas existir.

O que trazia aos tripulantes a infelicidade, pois estava ficando cada vez mais complicado em segurá-lo, em via da força que utilizava para se soltar e liquidar a loira que tanto o insultava. Quem ela pensava que era? Falar com tanta liberdade e chacota do renomado Natsu Dragneel, ela merecia a morte.

A loura observava os humanos tediosamente, não havia muito a se fazer. Estava presa em um tanque de água, poderia se soltar com facilidade, mas isso tornaria a situação um tanto quanto complicada. Não queria se pôr a um perigo sem ter a certeza que poderia fugir sem ser perseguida. As chances de ser morta eram medianas, considerando o fato de alguns possuírem habilidades com armas. Naquele momento, se resguardaria até que chegasse alguma chance de fuga.

Seus pensamentos a levavam a perguntas sem respostas. Como se deixou ser raptada por alguém que sequer sabia ler mapas? Sempre fora julgada como inteligente e perspicaz, era absurdo o fato de que fora capturada por alguém que demonstrava não ter sabedoria alguma. Já ouvira muito sobre o capitão, suas irmãs contavam breves histórias sobre um humano que, além da beleza, havia a inteligência sobre os mares.

O astuto capitão do navio mais procurado da Europa, com sua incrível tripulação que é capaz de dizimar inimigos ferozes que ousavam provocar sua fúria. De certa forma, acabou por esperar demais. Suas expectativas se foram no momento em que foi presa por ele, não imaginava que seria tão contraditório a sua imaginação. O grande capitão era mais baixo, seu corpo aparentava não ser muito desenvolvido e, para completar, sua personalidade aparentava ser a pior que já encontrara.

E ela se perguntava: como suas irmãs falavam com tanto ardor sobre uma criatura estúpida? Era uma dúvida sem resposta.

Pelo menos precisava admitir, embora o capitão aparenta ser fraco, sua tripulação demonstrava ser forte. Pensou que, se não fossem eles, ela jamais estaria naquele tanque. Sua vida não poderia ter mais infortúnios, queria tanto conhecer outros lugares, e estava tendo um fim pior do que imaginava.

— Pare com tanta infantilidade, Natsu. – Uma voz se presente em meio as risadas, silenciando o ambiente. – Sabe que ela está te provocando.

A dona da voz aproximou-se do rosado e da loura, a deixando surpresa pela aparência da dona da voz. A mulher se aproximava com certa elegância, seus passos pareciam ser calculados e sua beleza era estonteante. O corpo esbelto e bem desenvolvido, era percebido por sua vestimenta, que consistia em um corpete preto e uma saia longa, também preta. Os longos cabelos ruivos davam destaque a cor branca de seu corpo, assim como os olhos afiados que carregava.

O andar da ruiva fazia com que a loura se interessasse, não era sempre que via uma mulher humana com tanto poder somente em sua forma de falar. A aproximação dela fez com que a loura ficasse em guarda, se ela estava no meio da tripulação, então provavelmente estava do lado deles. A possibilidade de algo ruim ocorrer era grande.

— Diz isso porque não é com você. – O rosado soltou-se bruscamente dos piratas que o prendiam, virando para a ruiva ao seu lado. – Se fosse você, com certeza ela já estava morta.

A ruiva revirou os olhos, ignorando a resposta do rosado, andou para próximo da loura, olhando desafiadoramente para ela. Em contra partida, a loura observava-a com desdém, ato que a faria se arrepender depois.

— Se fosse eu, faria ter medo de mim.

Agarrou fortemente o maxilar da outra e trouxe para perto de seu rosto. Erza, assim como os outros, esperava uma reação de medo, mas o sorriso de escárnio lhes provou o contrário. Certamente, a loura era alguém sem medo da própria morte.

— Medo de um humano? Não se ache tanto.

— Oh, nada mal para um monstro. – Como resposta, a loura a olhou nervosamente. – Saiba que esta humana pode retirar sua vida facilmente.

— Mas não vai, solte-a Erza. – Natsu se manifestou, atraindo a atenção de todos. Rudemente, Erza soltou o rosto da loura. – Preste atenção no que direi, não perderei tempo com monstros. – A loura o olhou nervosamente. – Não cheguei onde estou para um ser estranho como você falar tanta merda em meu ouvido. Você sabe muito bem o que quero, e fará o que eu quiser, quando eu quiser. Não faça, e sua morte será recebida com clamor. – Aproximou seu rosto do dela. – E isso é fácil de fazer.

Distanciou-se e caminhou para a cabine, diante disso, os tripulantes voltaram para suas tarefas. Sob o olhar de Erza, eles não eram capazes de ficarem parados. A loura, ignorada pelos demais, se afundou em seu tanque de vidro, procurando se acalmar do dia que teve. Não esperava que acabasse dessa forma. Seja lá o que os humanos procurassem, ela era necessária, e somente esse fato a fez ficar triste.

O tanque na qual se encontrava era de vidro, visto que Natsu queria que vigiassem ela de todas as formas. O tanque não ocupava uma parte grande do navio, sendo apenas um espaço para que a loura ficasse sem problemas. A altura era um pouco maior que sua cauda, lhe permitindo a mínima liberdade de se movimentar. Mas ela não tinha o luxo de estar livre.

De todos os finais de dia, a loura não pensou na possibilidade de estar fora do mar, em meio a humanos e presa a um tanque de vidro. Seu objetivo era outro, e agora, teria que criar um plano para fugir, mesmo que isso causasse a morte no processo.

Mergulhada na água limpa, se permitiu deitar de barriga para cima, encarando o céu alaranjado. Pelo menos o céu lhe traria a beleza da vida. Devagar, levantou e se aproximou da borda do tanque, observando os tripulantes trabalhando. Ficava curiosa em como eles se moviam para todos os lados, carregando diferentes objetos e conversando enquanto isso.

De certa forma, seu dia estava bem. Não tanto como esperava, mas bem. Mergulhou na água, ainda observando os humanos. E imaginar que seu desejo de conhecer outras formas de vida, seria de forma tão catastrófica. Precisava se acalmar, pensar nos infortúnios a deixaria maluca, e isso ela não permitiria. Fechou os olhos, imaginando como estaria seu lar e se a informação de que fora raptada chegara a sua espécie. Aos poucos, uma antiga música de ninar foi lembrada, e em meio a memórias, começou a cantar. A melodia era calma, assim como sua voz. Mesmo debaixo d'água, os tripulantes foram capazes de ouvir a delicada voz, ato que começava a atraí-los para próximo dela.

— O que está acontecendo? – O grito de Natsu os trouxe para a realidade, que olharam para o capitão confusos. – O que estão fazendo parados? Não a deixem cantar!

Obedecendo as ordens, os tripulantes se aproximaram do tanque e começaram a bater, produzindo barulhos que fizessem a loura parar de cantar. Deu certo, visto que a loura, assustada com a aparição de repente dos humanos e o barulho produzido, parou de cantar para observá-los. Não teve chances de pensar no motivo deles estarem ali. Sentiu seu cabelo ser puxado para cima, consequentemente trazendo seu corpo para fora d'água.

Com dor, olhou para o responsável, não ficando muito surpresa de ser Natsu. Ia começar a falar, mas foi incapaz. Antes que pudesse protestar, sentiu seu rosto sendo forçadamente virado para o lado. O rosado havia batido nela, sem misericórdia. E como se não bastasse, moveu sua mão para o pescoço dela, apertando-o fortemente.

— Achei ter dito que faria o que eu mandar, e não o que quiser, monstro. – Aumentou a força no pescoço. – Trate de obedecer minhas ordens, ou vai se arrepender pelos atos. – Natsu puxou seu rosto para próximo dela. – Não vai querer me ver nervoso. – A soltou rudemente e voltou-se para a tripulação. – Se eu ouvir a voz dela novamente, e vocês não se mexerem para parar, serão vocês a receber a punição, fui claro?

— Sim, capitão!

Não muito satisfeito, Dragneel voltou para sua cabine, chamando por Erza. Os tripulantes, assustados com o acontecimento, voltaram receosos para seus postos, observando a todo momento a loura. Se ela fizesse algo como abrir a boca, eles teriam que fazê-la parar. A loura, contudo, estava traumatizada. Não pensara que os humanos seriam tão assustadores. A retiraram de sua casa, levaram para longe de sua família e companheiros, para a maltratem como um monstro. Como ela seria um monstro, quando havia outro no mesmo local que ela?

Ainda chocada, afastou-se da borda e mergulhou para o fundo do tanque. Queria chorar, mas a faria se sentir mais humilhada do que jamais foi. Tudo que queria era cantar, e o que recebe em troca? Esperava que seu dia melhorasse, mas não era tão fácil como pensou. Sentida, abraçou a si mesma, abaixando a cabeça e fechando seus olhos.

Infelizmente, seu dia poderia piorar.

[…]

Dentro da cabina, Natsu e Erza conversavam sobre os possíveis locais que poderiam descansar. Precisavam ser cuidadosos, não tinham mais o luxo de desembarcar como antes, agora tinham consigo um ser que era procurado por décadas. Não arriscaria suas vidas por algo que poderia não valer a pena, portanto era necessário pensar sobre o local apropriado.

— Erza, a sua cara me diz que quer perguntar alguma coisa.

Eles observavam o mapa que estava preso na parede, atrás da mesa. Com as descobertas de diferentes navegantes, eles tinham acesso as rotas da Europa, Ásia e América.

— Não acha que foi cruel demais com ela, não?

O rosado suspirou, não era isso que imaginara.

— E era você que queria colocar medo nela. – Virou-se para ela. – Estudei sobre ela e sua espécie, quase qualquer som que saí de sua boca, vira um encanto. Seja lá o que fosse cantar, voltaria para nós de forma perigosa.

— Poderia ter feito de outra forma.

— Se não fizesse isso, ela faria mais vezes. Apenas fiz o que você faria. – Sorriu cinicamente. Virou novamente para o mapa. – Vamos para o sul da Ásia, acredito que lá tenha assuntos que me interessam, principalmente pessoas.

Erza assentiu e saiu da cabine, informando qual seria a próxima localização e sobre as mudanças necessárias para a ida. Vendo que estava sozinho, Natsu sentou na poltrona da mesa e abriu uma de suas gavetas, pegando um grosso livro antigo. A capa do livro era marrom, sem nenhuma escrita nele. As folhas eram de um papel amarelo, permitindo que Natsu conseguisse ler com praticidade.

— Se isto estiver certo, vou conseguir mais rápido do que pensei. – Murmurou e virou uma página do livro. – Apenas tenho que ter cuidado com ela, aqui não diz uma forma de obrigá-la a fazer o que quero. – Fechou o livro e o guardou novamente. – Se ficou nervosa, capaz de fazer algo. – Encostou a cabeça no teto e sorriu. – Não… Ela não será capaz, ainda mais depois de saber o que posso fazer. Ela não vai fazer nada.

Quando criança, Natsu ouvia de seu pai sobre a lenda de um tesouro que estava escondido a sete palmos do mar. E o tesouro, por ser tão grandioso, poderia deixar qualquer homem repleto de fortuna, mas ele, sendo uma criança de família leal a família real, não poderia atrás do tesouro. Naquela época, o rosado não sabia se a lenda era concreta, mas quando descobriu que poderia conseguir, fez o impossível para tê-lo.

Seria mentira dizer que não se orgulhava de ser um dos piratas mais procurado da Europa. Ele matou e roubou para ter esse título, não havia arrependimento de seus atos. E por ter realizado tantas coisas, não se arrependia da forma como tratou a loura, ela só era um mecanismo que o levaria para o tesouro. Se a lenda, como seu pai o contou, estivesse certa, então ter a loura consigo facilitaria o processo. De acordo com o conto, um ser mitológico era necessário para a busca do tesouro. Os humanos diziam que o ser era inexistente, mas Natsu poderia provar o contrário. O ser, não era nada mais que uma sereia.

E com uma sereia em mãos, Natsu Dragneel não pouparia esforços para chegar ao tesouro.

Notas finais
Oooi! Voltei! RÁ! AIUSHDAIUSHD Bem vindes, agradeço aos que leram (: Como disse antes, essa foi uma ideia provinda de uma imagem, espero que tenha dado certo (: Mas, estou fazendo uma repostagem da história, porque os capítulos iniciais são muito feios D: Portanto, não se surpreendam com a diferença ABSURDA do capítulo inicial para os outros. Obrigada pela leitura!! Beeeeeeeeijos! s2