Bring Me the Mermaids

2 Decipher incognito


Notas iniciais
O I R! Tudo bem com vocês lindes? Espero que sim! Bem, agradeço quem colocou para acompanhar, favoritar e quem comentou a história. De verdade! A ideia de consertar os capítulos feios de absurdo não surgiria se não fossem por vocês. Sabemos que no capítulo passado, o Natsu pegou uma sereia! ~Eita! E agora, que esse maníaco vai fazer agora??? Só lendo galere!! :D É isso aí, meus linds, vejo vocês no final e nos comentários! Responderei a todos (: Beeeeeeijoss!

~Decifra o Incógnito

As regras do capitão da Fairy Tail eram absolutas, não havia ser humano que tivesse a audácia de ir contra. As consequências poderiam ser devastadoras, ainda mais quando se tem Erza Scarllet como vice capitã. Sempre foi compreensível a obediência por parte dos tripulantes, visto que tanto Natsu quanto Erza poderiam ser assustadores quando queriam.

Portanto, as dúvidas que haviam sobre o ser misterioso que estava no navio, não poderiam ser sanadas. Mas, se eles não podem falar com a sereia, não queria dizer que não poderiam olhar, o que não seria muito difícil. Não somente pela localização do tanque, mas também pela água cristalina que o preenchia. O tanque que a sereia se encontrava estava no meio do deck, a proibindo de realizar qualquer ato de fuga. Não era grande, o tamanho médio dava a sereia a possibilidade de se movimentar, mas não havia tanta liberdade.

E por estar no meio do navio, os tripulantes não paravam de encarar. A curiosidade tomava conta de seus corpos, e se não fossem ordens explícitas, poderiam conversar com a sereia naquele momento. A curiosidade tomava conta de suas feições, a principal dúvida era como ela, que seria supostamente metade humana, conseguiria respirar debaixo d´água? Eles olhavam para seu nariz tentando entender, no entanto o pequeno nariz parecia igualmente aos deles, então não fazia sentido respirar água.

Mas sua existência era ilógica, então qualquer questão levantada poderia ser decifrada com argumentação incoerente.

O corpo da sereia é metade peixe e metade humano, os tripulantes solteiros olhavam com malícia para a parte humana da criatura. A pele parecia ser macia, os seios, tampados por estrelas do mar, eram grandes. A malícia dos homens partiam da hipótese de, se a sereia fosse completamente humana, eles seriam capazes de desobedecer ordens e obter prazer. Seriam mortos, mas morreriam felizes.

A loira observava a tripulação com os olhos bem abertos. Encostara seu corpo no vidro, deixando a cauda enrolada no fundo. Ficara interessada na forma como demonstravam trabalhar: eles andavam rapidamente de um lado para o outro, gritavam frases desconhecidas e, o que a deixava confusa, eles brigavam constantemente entre eles. Nessas horas, não conseguia compreender os humanos: oras pareciam amigos, oras inimigos, mesmo que a espécie fosse a mesma.

Constantemente, a sereia fixava seu olhar para onde seu sequestrador tinha entrado. Fazia dias que ele não saia, mas ela não sentia vontade de o encontrar. Natsu Dragneel, o perspicaz capitão da Fairy Tail, é o pior ser humano com quem já se encontrou. Não que tivesse um contato íntimo com outros humanos, estava acostumada a visitar os cais que haviam construído para conhecer sua cultura. Gostava de saber quais as funções que determinados objetos tinham, embora fosse difícil aprender a distância.

Aos poucos, a sereia decidiu sair do ambiente aquático. Colocou suas mãos na borda do tanque, levantando-se levemente. Não permitiu mais do que o próprio rosto para fora, temia que os olhos humanos resolvessem olhar para si. Mesmo podendo ouvir atentamente o que diziam, ainda não percebia a lógica por trás dos gritos. Era um “você está me olhando?” e “carregue isto para mim” com uma resposta desagradável depois constantemente, embora a primeira frase seja algo que os homens utilizem como desculpa para discutir.

Porém, a loira percebeu que os pequenos conflitos eram apenas verbais. Não passavam de trocas de palavras e, ela conseguia perceber, uma faísca de raiva em seus olhares. Os homens sentiam-se desconfortáveis o suficiente para não cruzarem golpes violentos, a loira imaginava que seria por estarem no mar, mas, na verdade, estar em mar aberto há tantos dias os irritava. Ver os mesmos rostos por dias, os cansavam. Isso a loira não contava, no entanto compreendia que havia um fator maior, e imaginava que seria pelo fato da cabine do capitão estar próxima.

Mas foi trocar o ambiente de observação que compreendeu imediatamente: a vice capitã encontrava-se no deck superior do navio, seus olhos castanhos demonstravam frieza e hostilidade. Os tripulantes temiam o que a perspicaz vice capitã poderia ser capaz de fazer caso eles a desobedecem. A feição séria confundiu a sereia, estava acostumada a ver jovens humanas a sorrirem abertamente, como uma mulher humana como ela poderia ser tão diferente?

Suas dúvidas pareceram ter atraído Erza, que parou para observar a sereia. A troca de olhares foi rápido o suficiente para que a loira decidisse voltar para água e analisar os humanos em sua proteção de vidro. Desta vez, decidira estar do outro lado do tanque.

O dia passou lentamente, pelo menos para a sereia. Não tinha objetos para descobrir e conversar com os humanos estava fora de questão, observá-los tornou-se uma tarefa tediosa, em via de saber qual a rotina instalada. Acostumou-se a sentar na borda a noite e admirar as estrelas. Quando liberta, tinha o costume de ir para uma ilha e cantarolar melodias aprendidas em sua infância, seu longo cabelo era penteado com suas mãos enquanto os astros pareciam dançar ao som de sua voz.

O contraste com seu atual presente a deixava pensar em como as memórias desses dias parecem distantes.

[…]

Não tinha percebido, mas após a pequena celebração no navio, teve certeza que preferia o silêncio durante a madrugada. O barulho e bagunça feitos, era um absurdo. Alguns dos tripulantes aparentavam estar desorientados após beber um líquido suspeito, e devido a isso, aproximavam demais do tanque. Os que se sentiam a vontade, chegavam a colocar a mão na água para tentar tocar na sereia, mas ela se protegia posicionando no fundo do tanque.

Embora tenha sido turbulenta sua noite, achou interessante a forma de interação dos humanos. Os movimentos eram engraçados e suas vozes pareciam ganhar entonação quando fossem falar de algo que gostasse. Muitos haviam se retirado para o deck inferior em duplas, outros apenas se afastaram o suficiente para estarem sozinhos, este fato a intrigou. Não via motivos para estarem separados e, particularmente, sentia-se assustada quando via que os carinhos tomavam rumos estranhos.

No final, havia poucos no centro do deck e próximos dela. O restante decidira descer ou estavam esparrados pelo local. Os tripulantes ainda acordados sentaram em forma de um pequeno círculo, conversando baixo, cantando melodias estranhas e brincando entre si. Para sua surpresa, Natsu Dragneel estava no meio. Achou inusitado o fato: como um homem tão cruel como ele é capaz de estar próximo dos seus de forma íntima? E para além, os humanos conversavam com ele e pareciam se sentir confortáveis com sua presença.

Os humanos tinham seus mistérios.

Decidiu naquele momento se por para fora, não completamente, mas o suficiente para prestar mais atenção. Imaginou que não teria problema, visto que os demais sequer olhavam para ela. Ainda temia que algo pudesse ocorrer, portanto levantou cuidadosamente e cruzou seus braços na borda, deixando apenas parte do seu tronco superior amostra. Os minutos passavam rapidamente, e a sereia tentava compreender de onde o grupo tirava animação.

Eles haviam trabalhado desde o nascer do dia, deveriam estar cansados nesse horário. É o que imaginava, pelo menos. As vozes eram baixas, portanto não conseguia compreender o que diziam corretamente, sequer tinha conhecimento quem era os tripulantes no navio. Sabia que Natsu Dragneel era o capitão de cabelo rosado e a vice capitã se chamava Erza, para além, era uma incógnita.

Antes que percebesse, seus olhos foram atraídos por um corpo masculino desnudo, que desfilava desde sua aparição. A sereia não percebeu sua chegada, mas o corpo branco e moldado havia chamado sua atenção. Sua mente tentou achar palavras que definissem seu principal pensamento, e depois do que pareceram minutos, chegou a conclusão: o homem desnudo era alguém a se ter cuidado.

— Fullbuster! Trate de vestir suas mudas de roupas antes que eu decida fazer você engolir elas!

Não foi preciso mais do que a ameaça para que o homem decidisse buscar seus trajes desaparecidos. A mulher ao lado de Erza riu abertamente, achando engraçado o fato, por não ter se assustado com o acontecimento, a sereia percebeu que era algo que acontecia frequentemente.

— Deixe o pobre homem ser feliz, Erza! Até porque, hoje é dia de celebrar a vida. – Finalizou a frase bebendo da garrafa em suas mãos.

— Quer falar de vida, mas bebe sem fim. – A ruiva olhou para o lado cética. – Kana, você não é o melhor exemplo.

— Faça o que digo, não o que faço. – Respondeu rindo.

O grupo permaneceu dialogando sem fim, os primeiros raios de sol começaram a surgir e a sereia se pegou ainda acordada, motivada pelo conteúdo das conversas, mesmo que fosse difícil ouvir. Ela deveria dormir, seu corpo e mente pediam por descanso, porém as vozes melódicas a atraíam. Havia um loiro próximo de Erza, sentado ao lado de uma mulher com madeixas brancas e longas, sua voz grave e imponente começara a entoava uma canção calma.

A voz era acompanhada por um som delicado, a sereia não conseguia distinguir o que era, já que o loiro estava de costas a ela, porém a delicadeza do som a permitiu que a sonolência se manifestasse. Sem perceber, outros tripulantes surgiram e sentaram em volta do grupo, não estavam tão animados como na noite anterior, e sim apaziguados. O loiro finalizou e o silêncio persistiu por minutos, o suficiente para que a sereia adormecesse, o que durou pouco.

A luminosidade do dia acordou o restante dos piratas e, rapidamente, o silêncio fora quebrado pelo barulho. Não foi preciso olhar para os marinheiros para saber que eles a observavam intensamente, delicadamente, voltou para água. O grupo, acompanhando o ritmo dos demais, levantaram-se e começaram a realizar suas tarefas. Erza andou para o deck superior a fim de observar os piratas e Natsu voltou para sua cabine. Por não saber quem eram os outros, a sereia não deu importância aos seus afazeres.

O corpo da sereia acompanha o ritmo dos humanos, eram muitos, portanto resolveu focar em apenas um. O “escolhido” era o mesmo que havia ficado sem seus trajes anteriormente. Ele era um espécime estranha, era só preciso piscar os olhos e o dito cujo já estava sem roupas. Foram diversas vezes que a loira se viu obrigada a encostar no vidro para compreender o que havia acabado de acontecer. Ora ou outra ele rondava o navio realizando suas tarefas, algo que a sereia não sabia o que era.

Em determinado momento, os piratas andaram para a frente do navio, se amontoando. Eles gritavam com sorrisos abertos em seus rostos, alguns chegavam a pular tamanha felicidade. Por longos minutos, a loira foi incapaz de descobrir o que era, e quando os homens se afastaram, conseguiu ver uma estranha coloração do mar adiante.

A sereia não sabia, mas a Fairy Tail estava indo de encontro a terra.

[…]

Não soube dizer quando, mas percebeu que havia caído no sono quando barulhos irritantes estavam a obrigando a abrir seus olhos. Assustou-se quando a feição nervosa de Natsu apareceu no vidro. Imaginava se a carranca que ele carregava ainda existia quando fosse dormir, do jeito que seu humor é durante o dia, era capaz de ser pior na madrugada. Queria voltar a dormir, mas sabia que seria mal tratada caso fizesse, portanto espreguiçou na água e emergiu.

— Chegamos em terra firme. – A afirmação a deixou surpresa, fazia sentido terem festejado tanto durante a noite. – Não faça nada se não quer ser castigada. – Natsu ameaçou duramente, seus olhos cor de onyx brilhavam impetuosamente. A sereia achou que se o rosado tivesse alguma beleza, esta estaria em seus olhos furiosos. – Terei gente para vigiá-la, saberei se fizer alguma coisa.

Natsu não esperou por respostas, virou para a tripulação emanando ordens para os próximos a si. Em questão de minutos, o navio estava apenas com a sereia e dois tripulantes que a vigiavam atentamente. Seu primeiro pensamento foi desejar voltar a dormir, e pelo silêncio do navio, acreditou que conseguiria rapidamente.

Acordou quando já era noite, os tripulantes ainda não haviam voltado e, ao olhar ao redor, percebeu que os dois piratas que estavam vigiando foram substituídos por outros dois. Bem, para ela tanto fazia, não poderia fazer o que queria e, quer fosse seu movimento, sabia que Natsu tomaria conhecimento.

Dormido o suficiente, a sereia permitiu-se flutuar na água. Poderia ser um líquido límpido e sem lembranças do mar, mas as leves ondas formadas a acalmavam. Seus sentidos primitivos eram elevados e tudo no mundo era percebido por ela. A respiração dos tripulantes, o vento quando batia no navio, os passos dos humanos que andavam próximos e, até mesmo, a presença viva dos seres que estavam a milhas de distância. Abriu os braços querendo expandir essa sensação, mas arrependeu-se no exato momento em que tocou o vidro. Lembrou em como o espaço em que estava era grande apenas por comprimento, a largura deixava a desejar.

Se houvesse algo que pudesse pedir, seria a possibilidade de falar novamente. Escutar sua própria voz lhe recordava das canções que gostava de entoar, das conversas que tinha com os seus iguais e de sua própria identidade. Ela se via em uma mistura de diferentes pensamentos, suas características a formavam.

Somente existia uma de si, e isso a deixava em júbilo.

Mas era com a sua voz que conseguia expressar o que era, e infelizmente, foi privada de falar.

[…]

— Ah! Adoro as terras japonesas, sempre com lindas mulheres!

Pela manhã, os tripulantes começaram a encher o navio novamente, desta vez carregando pacotes grandes com eles. Calculou ter passado duas luas desde que estavam parados. Mas, não ligava para o fato, não poderia sair daquele local, então apenas focou em como os tripulantes estavam animados por voltarem para o mar. Alguns brincavam entre grupos, outros se mantinham em silêncio. Percebeu que o capitão arrogante da tripulação não havia chegado, e chegou a desejar que fosse esquecido pelos demais e, mediante a isto, seguissem viagem. Ela tinha certeza que a jornada tornaria mais interessante sem o humano de cabelos rosados.

Mas suas vontades logo foram sendo apagadas pelos gritos do capitão. Os berros eram maiores que costume, provavelmente havia passado por maus bocados na terra, e esse pensamento a fez sorrir minimamente. Todavia, a raiva de Natsu parecia ser dirigida para ela, e isso foi comprovado por ele andar a todo vapor em sua direção. Seu corpo estava dentro da água, se queria permanecer assim, não poderia, uma vez que Natsu a puxou fortemente para fora. A sereia tentou olhar para outros lados, porém a força impetuosa nos olhos de Dragneel a impossibilitou de realizar tal ato. Ela não conseguia ver, mas os três líderes da Fairy Tail estavam atrás do rosado, observando seriamente a cena.

— Você é cheia de segredos, huh? – O sarcasmo ácido em sua voz fez com que a sereia tremesse, naquele estado emocional, ele poderia fazer qualquer coisa com ela. – Vamos ver até quanto tempo consegue se manter em sigilo.

Natsu a soltou rudemente, a força nas mãos marcou os braços da sereia, que se abraçou em proteção. O capitão detestava quando havia informações desconhecidas sobre algo, ainda mais quando envolvia a jornada que fazia e o ser que estava em suas mãos. O tempo que ficou em Takagahi, buscou com informantes e anciões que conheciam o misticismo, todo e qualquer tipo de referência que pudesse ajudar a chegar mais perto do tesouro. Teve conteúdos que ignorou, pois não havia lógica em suas palavras, outros decidiu ir mais fundo e chegou a pesquisar em livros.

Entre tudo que ouviu e leu, houve somente um tópico que o interessou de tal forma, que se viu voltando as pressas para o navio. Mandou um chamado para os líderes, pedindo para que recolhesse os tripulantes e fossem diretamente para o navio, sem mudanças de direção. A fúria de Natsu era provinda de sua desatenção com a lenda e com a sereia que ali estava, se tivesse tomado conhecimento do fato antes, não teria atracado no Japão.

Após o monólogo com a sereia, virou-se para os demais esbravejando ordens para soltarem as cordas do navio e os remadores voltarem a seus postos. Escolheu três homens fortes para levar o tanque de água para sua cabine, gostaria de trocar algumas palavras com a sereia a sós. Entrou logo depois, fechando a porta e trancando, não queria convidados indesejados. Natsu sentia os olhares observadores da sereia durante sua movimentação da entrada para frente a ela.

Os olhos castanhos da loira brilhavam de medo, e isso, o deixava em deleite.

— Quando me falaria a importância de sua existência? – A loira o olhou confusa. – Sabe, existe uma lenda que cita um tesouro magnífico escondido no mar, e somente os seres que vivem na água são capazes de levar os dignos de tal fortuna. Mas, não é qualquer ser aquático, e sim uma sereia. Eu espero que já tenha entendido o motivo de estar nesse navio. – A ironia em sua voz assustava a sereia, pois o tom de voz do rosado não era alto como antes, pelo contrário, estava mansa. – Até ontem, havia me esquecido da lenda, pois já tinha a sereia, porém minha mente trabalhou para uma circunstância importante: é preciso ter uma sereia especial. – Natsu aproximou da borda, seu rosto próximo com o da sereia. – Portanto, quando me falaria que é uma Heartfilia?

A surpresa tomou conta da feição da loira, não esperava que ele soubesse disso. A informação era conhecida apenas por poucos seres místicos, e se houvesse a possibilidade de estar em perigo, a memória destes poderiam ser apagadas. Era inesperado que um humano simples como Natsu Dragneel poderia ser capaz de obter informação. A emoção não foi despercebida pelo capitão, que a olhou furiosamente.

— Então, é mesmo uma Heartfilia. – Em resposta, a sereia assentiu pesadamente. Não havia mais o que negar, e se o fizesse, poderia ser machucada. – Você vai me levar para o tesouro, Hearfilia.

— Tu não és digno de tamanha virtude. – Os olhos da sereia brilharam fracamente, foi momentâneo, mas Nastu percebeu que houve uma mudança de cores. – Um humano com alma tão suja não merece algo tão belo como a glória de herdar o prestígio de ser o Rei dos Seres.

Diferente de outros momentos, a sereia falava vigorosamente. Se estivesse em outra situação, sentiria incapaz de discordar com o que diz e, possivelmente, temeria as palavras ditas. Porém, Natsu não estava em um evento diferente e sequer se considerava um humano normal. Tão logo ela terminou de falar, o rosado moveu sua mão para o pescoço dela e apertou.

— Tome cuidado com suas palavras. Um passo em falso e não vou medir minha força. Parece que esquece quem estabelece a ordem aqui. – Ficou em silêncio até perceber que a sereia havia compreendido sua mensagem. A soltou e andou em direção a um armário que havia no canto do cômodo. Pegou um pequeno baú e levou em direção a sereia. – Reconhece?

A loira afirmou e pegou a arca. Por mais tivesse poder para se defender dos ataques do humano, em seu íntimo, achou sábio cooperar com o que Natsu desejava. Se ele queria o tesouro, ela o levaria, mas não pelo caminho fácil.

— O objeto que havia aqui anteriormente, onde está?

Natsu supriu a surpresa que sentiu ao ouvir a afirmação, e em vez disso, voltou para o armário e apanhou uma taça dourada rodeada por rubis em sua circunferência. A sereia pegou o objeto e passou suas mãos por toda peça. Em questão de momentos, a loira se ergueu e abriu os olhos, mostrando estarem dourados.

— Frigus, mare nigrum, sunt gestatio me fluctus tuos. Avertam oculos meos et somno, omnium ora in me.

A língua estranha aos seus ouvidos, foi ouvida com diferentes vozes. Parecia que havia outros seres dentro da própria sereia. Quando a loira tomou consciência, olhou diretamente para Natsu com uma seriedade que ele acreditava ser inexistente.

Dragneel, surpreso e assustado com o que aconteceu, apenas olhava para a loira a sua frente. A Heatfilia parecia ter entrado em algum tipo de transe enquanto falava a frase, os olhos da sereia se mantiveram fechados e depois de algum tempo se abriram, olhando diretamente para o rosado, com uma seriedade que ele jamais viu.

— Leve seus homens para o pacífico.

— Por que tomaria tamanha decisão? – Para ele, era algo estúpido a se fazer. O pacífico não era um local desejado pelos marinheiros.

— Não quer encontrar o tesouro? Pois então, siga as indicações que lhe são apresentadas. – Devolveu a taça para o rosado, que encontrava-se pasmo diante da reposta. – Precisa ir até o pacífico para saber se o povo que te segue será digno de prosseguir a jornada. Para o seu bem, desejes que as almas tornem-se puras durante a ida para a área abençoada.

Notas finais
E então, o que acharam desse? (: Mas né, Natsu, seu menininho esperto!!! IUASHAIUSHDAIUSD Para vocês terem uma noção: demorei meio século só pra refazer o capítulo, glória a deusa ele tá LINDO! S2 *0* Certo!! Gente, e essa Kana ali? AIUSHDAIUDHAISD ADOREI FAZER ISSO!!! AUIHDAIUSHD E a musiquinha marota? :3 Devo dizer que sou super apaixonada pela banda, de verdade! Se quiserem baixar as músicas, a banda é: Matthew and the Atlas. Muito apaixonada por eles!!!!!!!! Gente, muito obrigada por ler até aqui! Vos aguardo nos comentários e irei responder!!! Beeeeeeeeijoss! Até o próximo! ♥