Notas iniciais
O-L-A-R GENTENEY S2 tudo bem com vocês? Ultimamente, tenho demorado menos para postar, né? UAHSDIUHAUSD Uma amiga minha falou que faz um mês desde que postei, e já acho isso bastante maneiro. IUAHSDIUAHDIAUSHD Olha, tenho várias coisas para dizer a vocês, algumas que me chatearam e outras que vão chatear vocês ): Bem, no final do capítulo falo com vocês. Eu quero dedicar esse capítulo hoje para todos meus amores que são do grupo de whatsapp, que me apoiam e me ajudam sempre quando podem. Obrigada a todos vocês por cada palavra de apoio e sentimento. Amo todos vocês S2 Bem, é isso! Boa leitura! s2

~Aconchego

Natsu Dragneel

A respiração do Dragão era calma. Eu conseguia sentir o ar que ele expirava, e era tão quente quanto a terra que sentia em meus pés. Junto comigo, outros corpos se aproximavam dele. Era impossível negar sua grandiosidade e beleza, características que nos atraíam para cada vez mais próximo. Uma criatura absurdamente grande, mas que parecia carregar mais do que peso físico. O traço que mais me cativou, foram seus olhos, pois via a mim mesmo refletido.

— Se chegarem próximos demais, verão mais do que as escamas que carrego.

Sua voz, pesada e rouca, me fez arrepiar. Sua fala fez com que todos nós percebêssemos onde estávamos. Um perigo. Faltava pouco para que chegasse perto dele e, em consequência disso, o Dragão nos devoraria sem remorso algum. Respirei fundo para voltar a sanidade e voltei para onde estava, em segurança com os meus. Olhei para os lados observando os piratas, cada um com a cabeça perdida. O estranho chamado Jellal e a Heartfilia pareciam íntimos, a forma como se abraçavam mostrava isso. E pensar que ele seria o irmão gêmeo de Mystogan, jamais saberia dessa informação. Não havia muitos relatos sobre, para além do próprio Mystogan ocultar seu passado, no livro da Fairy Tail, não há muitas informações sobre, sequer sobre sua família. Foi surpreendente descobrir que ele tinha um irmão, ainda mais gêmeo.

Era engraçado observar Mira e Erza, visto que foram as únicas que tem algum tipo de magia dentro do corpo. Fico imaginando o que a albina está tentando descobrir, e o que o ser dentro da ruiva deve está passando. De acordo com o que aconteceu no navio, as fadas tinham um certo desentendimento com o Dragão e, aparentemente, com as sereias também. E pensar que os seres místicos se desentenderiam de forma tão violenta.

— É bom vê-lo novamente, Igneel.

A Heartfilia parecia querer chorar, e não poupou energia ao correr para o Dragão. O modo caloroso e carinhoso dela, me fez a olhar de uma forma diferente. Não tinha me apercebido da solidão que a assolava até vê-la se encontrando com os outros, pensar que apenas a companhia de Juvia a aliviava provava o quão errado eu estava. Era curioso o jeito como ela desenvolvia amizade com os outros, sua forma de falar e olhar mudava completamente. Kana e os demais eram um exemplo perfeito disso.

— Deveria ter nos visitado antes. – Aproximou seu rosto de nós. – O que fazia que a deixava tão ocupada?

— Estava me divertindo com esses humanos. – Ela colocou os braços para trás e começou a balançar seu corpo para frente e para trás. – Passamos por situações surpreendentes, ficaria surpreso por tamanha coragem que carregam.

Percebi algumas pessoas olharem para ela curiosamente, eu não escapava desse detalhe. Era intrigante, de certa forma, significava que ela nos reconhecia de alguma forma. Olhei ao redor, observando o ambiente que estávamos. A ilha não parecia ser grande, mas aparentava carregar muitas histórias e diferentes seres.

Nós estávamos em silêncio, sendo a Heartfilia e o Dragão conversando, sequer o estranho e Juvia falaram, embora tivessem se aproximado deles. Eu estava me sentindo desconfortável, pois este é um local na qual nunca estive antes. A única aventura que estava presente fora quando Mirajane ganhou a telepatia, fora isso, permaneci no navio. Penso se essa, talvez, não teria sido a melhor escolha. Olhei novamente para o Dragão, me surpreendendo que ele também me olhava. Havia algo em seus olhos que me fazia ficar incomodado. Não sabia se era por seu poder ou se era pela vida que me era apresentada por seus olhos. Diante tal visão, me vi desesperado por algo que me protegesse, pois naquele momento, de algum modo, minhas convicções haviam sido derrubadas.

— Vejo que esse humano trouxe mais do que ansiedade. – O Dragão falou, fazendo com que a tripulação olhasse para mim. – Oh, percebo que há vários desejos a serem realizados, mas nenhum pertence a você. – Ele levantou a pata e com sua garra, tocou fracamente em meu peito. – Aonde deveria existir calor em seu corpo, se encontra um vazio, repleto de incertezas e solidão.

O silêncio era absoluto. Talvez esperavam uma resposta minha, mas meus pensamentos me enganaram ao concordar com cada palavra que ele dizia. E pela primeira vez, fui capaz de entender a inquietação que há dentro de mim.

[…]

Apenas por olhar, a ilha aparentava ser pequena, mas quando começava a explorar percebia que era enorme. Depois do encontro com Dragão, a Heartfilia nos disse para descansar, pois mais a noite teríamos revelações importantes. Por permissão do próprio Dragão, poderíamos fazer o que quiséssemos, exceto dar fim as vidas existentes.

Mira, Laxus e Erza se juntaram e resolveram conhecer um pouco mais da ilha e seus habitantes, esperando com que houvesse algum outro humano. Eu acredito que de humano, havia nós e Jellal. Os tripulantes correram por aí, e sabe deus agora onde se encontravam. Eu decidi voltar para a praia e andar por ela. Mas, por mais fácil que tenha parecido ao subir, descer era algo diferente. Tentei seguir pelo mesmo caminho que antes, porém acabei me vendo em um local estranho. A minha frente, havia uma cachoeira com um lago fechado. Não parecia que os outros descobriram este lugar, na verdade, parecia estar intocável.

A água da cachoeira caía fortemente, produzindo um som relaxante. As plantas em volta eram coloridas, e a iluminação em contato com as gotas de água, produziam um lindo arco-íris. Havia algumas pedras espalhadas pelo pequeno campo em formatos estranhos, até pareciam que tinham sido comidas.

Sai da mata para me aproximar da água. Por estar descalço, fui capaz de sentir a leveza da relva, assim como sua temperatura. De fato, a estranha temperatura da ilha estava ligada não somente ao vulcão, mas ao Dragão. Não era uma sensação incômoda, na verdade, chegava a ser agradável sentir meus pés em estado de conforto.

Fiquei observando a água cair em cascata, até decidir me molhar. Estava calor, e aquele lago estava muito atraente para mim. Toquei minha mão nele, confirmando a temperatura, fiquei feliz por perceber que estava bastante gelada. Retirei o casaco, para depois retirar o colete e a fina blusa que vestia. Os deixei de qualquer jeito na relva. Agora que nada me atrapalhava, pulei no lago.

— Se existe felicidade, acabei de encontrar.

Comentei por alto. Mergulhei meu corpo, sentindo cada parte de mim sendo apaziguada. Emergi e fui em direção a cachoeira, queria sentir aquela água batendo em meus ombros. Com dificuldade, fiquei debaixo da cascata. Não conseguia respirar, mas sentia com que meu corpo ficasse mais leve. Precisava respirar, então sai da cachoeira e fui em direção a borda do lago. Antes que chegasse, a presença de novos seres me fez estagnar. Próximo as roupas, dois dragões médios se aproximavam furtivamente. O primeiro dragão tinha suas escamas em um tom de verde-escuro, seus olhos eram lindos, com a cor prateada. As asas estavam abaixadas, mas era possível ver um tom mais claro do verde nelas. O segundo dragão, exceto por seus olhos, que carregaram a cor do azul mais claro, tinha seu corpo pintado pelo preto, lembrando-me de noites de escuridão.

Pareciam estar receosos, porque não se tentavam chegar mais perto. Ou era isso, ou minha roupa precisava ser lavada com urgência. Considerei a primeira. Queria me aproximar deles. Suavemente, comecei a andar em sua direção, sem chamar atenção. Não saberia qual seria a reação em resposta, mas esperava que fosse positiva. Quando cheguei na borda, os dragões me perceberam e rapidamente se colocaram em ataque. Senti meu coração palpitar cada vez mais forte, precisava ser calmo agora. Coloquei minhas mãos no chão, e com um pequeno impulso, subi na superfície. Eles me mostraram os dentes, e percebi o quão afiados estariam em contato com minha pele.

Certo, calma Natsu.

Me ergui, mostrei a eles minhas mãos, expondo que havia nada. Eles pareceram entender que não tinha ameaça, porque fecharam a boca e passaram a me olhar com curiosidade. Respirei fundo e passei a aproximar. O Dragão verde pareceu querer ter algum contato, então foi se aproximando também. Agora em pé, percebi que a altura deles chegava a minha cintura, então para melhorar, me ajoelhei e esperei.

E, de repente, o dragão verde pulou em cima de mim, derrubando-me no chão. Certo, isso era mais do que eu esperava. Fique calmo. Suas patas dianteiras estavam em cima do meu peitoral, enquanto as traseiras cercavam meu corpo. Meus braços, devido ao assalto, ficaram abertos no chão, mas não impedidos de tocar. Movi a cabeça para observar bem o dragão, que me examinava com seus olhos prateados.

A cabeça era estranha. Tem o formato triangular, e acima dos olhos, a pele do dragão parecia se expandir, me dando a entender que essa parte mais aberta seriam suas orelhas, pois pelo pouco que consigo ver, o pescoço voltava a ficar fino. Próximo assim, percebi em como a tonalidade modificava ao longo do corpo. As escamas eram incrivelmente verdes, mas seu faro não. O faro tem a tonalidade mais clara, e seguindo maxilar, dava para ver que o verde se misturava em meio ao branco.

De qualquer jeito, precisava me mover.

Levantei os braços em direção a sua cabeça, o dragão pareceu entender, mas diferente do que imaginei, ele abaixou a cabeça e deixou-me tocar. Me surpreendi com o toque. A escama é áspera, mas, ao mesmo tempo, macia. Era estranho, mas essa divergência lhe caía bem. Me perguntava se o Dragão negro também era assim. Fiquei passando a mão em sua cabeça, alternando os locais de vez em quando.

Tentei me levantar, mas parecia que o dragão não me deixaria mover tão cedo. E ele parecia ter gostado do toque, porque quando movi os braços para o chão novamente, ele moveu a cabeça para a palma da minha mão. Pior do que não se mover, era cansar de ter os braços levantados.

Suspirei, maldita curiosidade.

— Se estiver cansado, basta levantar.

Não precisava ver para saber que a sereia me observava risonha.

— É fácil você dizer, Heartfilia. Está em pé e não com um dragão em cima de você.

Ela riu em resposta, ouvi os passos se aproximando e a vi sentando do meu lado. Suas vestes estavam diferentes. Em vez da saia e do corpete preto, utilizava um vestido branco. A roupa, em conjunto com seu delicado rosto, lhe dava uma bonita imagem.

— É uma espécie incrível, não acha? – Ela moveu sua mão para a cabeça do dragão. Assenti em resposta. – Senti saudades daqui.

— Costumava visitar sempre? – Ela assentiu sorrindo. – E parou por nós termos a capturado. – Era uma afirmação, mas ela assentiu mesmo assim. – Desculpe.

A loura me olhou surpresa, para depois sorrir novamente.

— Não há motivos para se desculpar, tive momentos divertidos com todos vocês. – Ela olhou para o céu. – Está na hora de nos encontrarmos, Jellal fará com que todos voltem a Igneel com sua magia. – Ela se levantou e depois olhou para mim. – Oh, esqueci que não pode se mover.

— Muito engraçada, Heartfilia. – Olhei para os lados, depois para o dragão que ainda estava em cima de mim, para assim olhar para a loura novamente. – Pode me ajudar?

— Será um prazer. – Se agachou e tocou na cabeça do dragão. – Emrallt. – O dragão a olhou. – Kom nu, det skal til at forlade.

Em instantes, o dragão saiu de mim e voltou a ficar do lado do dragão negro, que incrivelmente, ainda me observava. A Heartfilia estendeu uma mão para mim, segurei e levantei com sua ajuda. Passei minhas mãos por minhas costas e calça, tentando limpar o sujo da terra. Peguei a roupa no chão, pensei duas vezes antes de colocar o colete, e por minha própria felicidade, decidi pôr apenas a fina blusa.

— Só precisava chamá-la pelo nome.

Encarei a Hearfilia, que fazia carícias na cabeça do dragão. Coloquei minhas mãos na cintura, desacreditado com a fala. Como eu saberia o nome do dragão? Se soubesse, minha vida teria sido mais fácil a partir daquele momento.

— Mas, por não saber antes, está tudo bem. – Ela dirigiu o olhar para mim. – Agora que tens conhecimento, não a ouse chamar de qualquer jeito.

— Hã… – Tentei me lembrar da frase que ela falou antes. Talvez… – Emrallt?

Chamei em dúvida, e no final, estava certo. Porque o dragão se jogou novamente em mim. Deus. Se soubesse que pularia em mim novamente, não a chamaria. A Heartfilia, simpática como é, se pôs a rir de mim.

— Já sabia que aconteceria, não é?

— Claro, Emrallt se apegou bastante a você.

— Percebi. – Tentei levantar como antes, obtendo sucesso dessa vez. Sentei na grama e passei a acariciar o Dragão. De soslaio, observei o negro que estava distante. – Por que ele não se aproxima?

— Oh, Mørk não confia em humanos. – Ela se agachou próximo ao dragão negro, que foi em sua direção e lhe estendeu a cabeça. – Embora eu ache que ele tenha alguma fé em você, caso contrário, estaria morto.

A frase me pegou desprevenido. Diferente de Emrallt, que se mostrou afetuosa comigo desde o início, o negro sequer se aproximou. Seus olhos me observavam cautelosamente a cada momento, analisando cada comportamento feito. Era irônico a sensação do momento, antes de chegar a ilha, não queria ter contato com nenhuma espécie estranha, e agora, o que mais quero é que Mørk se aproxime de mim, assim como Emrallt.

Tentei levantar para observar Mørk, não era justo apenas ele me reparar. Desta vez, não sofri para levantar, recebendo apoio até mesmo de Emrallt. Olhei para a Heartfilia, tentando fazê-la entender qual era minha ideia. A nossa troca de olhares foi simples, mas ela pareceu compreender, tanto que sorriu amigável e sentou novamente no chão. Me agachei, ficando com próximo das orelhas de Emrallt.

— Emrallt, pode me ajudar com Mørk? – Sussurrei em seu ouvido. Inacreditavelmente, ela assentiu. E eu achando que ela só entendia a língua estranha que a Heartfilia falava. – Então, fique do meu lado, sim? – Ela assentiu novamente.

Sorri satisfeito com a resposta do dragão. Se a Heartfilia estava conversando com Emrallt, porque eu não podia? Levantei, fomos em direção a loura e, diferente de Emrallt, fiquei sentado ao lado da sereia. Eu e Mørk ficamos nos encarando intensivamente, eu estava ansioso e preocupado em qual seria sua reação diante o meu comportamento. Chego a considerar a mergulhar novamente no lago, em via que estou suando muito.

— Dragneel. – Murmurei em resposta. – O que está fazendo?

— Não faço ideia. – Respondi rindo. Olhei para ela. – Só quis sentar aqui e fazer Mørk gostar de mim. – Sorri simplório e ela se permitiu sorrir em resposta. Apoiei minhas mãos no chão e olhei para o céu. – Tudo aqui é bastante diferente.

— Diferente?

— Sim, de onde sou, basta um sorriso e meros elogios para que as pessoas caiam em suas palavras. – Sorri amargurado. – Pessoas inteligíveis são ganhas com palavras difíceis… Isso já foi verdade para mim por tanto tempo. – Deitei na grama com os braços atrás da cabeça. – Não é surpresa nenhuma que tenha se tornado um dilema.

Falar abertamente sobre era novidade, até mesmo para mim. Lembro sobre as palavras de meus pais, a forma como fora educado e na simplicidade de conseguir a confiança de alguém. Era algo além do meu sobrenome, bastava um sorriso amigável, palavras soltas e, até mesmo, um pequeno contato. Obviamente, contatos íntimos demais não eram permitidos, estavam além das normas.

O mundo que vivo com a Fairy Tail, até então, seguia a mesma regra que antes. Retirando algumas pessoas, metade dos piratas eram ganhos com dinheiro e bebidas, algo simplório. Demorei bastante para entender o verdadeiro significado de uma família. Era feliz por acreditar em todos. Sabia que poderia dar minha vida por eles, e o sentimento era recíproco. No entanto, não é tão fácil retirar um dilema, ainda mais quando ele foi cravado em sua mente.

— Reconhecer a existência do outro e perceber suas falhas, demonstra que o seu olhar para si mesmo está mudando, Dragneel. – Nos olhamos, ela serena e eu espantado pela sua fala. – Algo está se alterando dentro de você, e esse é o caminho que deve trilhar para se encontrar.

Ficamos em silêncio depois, não era necessário palavras nesse momento. O som da cachoeira caindo era acolhedor, assim como o respirar dos dragões e o remexer das folhas das árvores. Esse ambiente calmo me proporcionou momentos de reflexão, consequentemente, deixando-me confuso com o que deveria fazer. Até dado momento, minha vida tinha um único propósito.

Fui retirado de meus pensamentos da forma mais inusitada que imaginei. Mørk encostou sua cabeça na minha, fazendo nossos olhos se encontrarem. De alguma forma, interpretei em seus olhos azuis um sentimento de compreensão, e diferente de mais cedo, percebi que teria o apoio do Dragão negro para quaisquer que fossem minhas decisões. Poderia estar errado em minhas suposições, mas o simples contato me deixou confiante para meus próximos passos.

Acariciei sua cabeça e agradeci em pensamento, e em resposta, Mørk assentiu, parecendo entender meus profundos sentimentos. Levantei decisivo, havia algo a fazer aqui, o Dragão vermelho não me olhou daquele jeito por nada. Respirei fundo, afaguei a cabeça dos Dragões e direcionei meu olhar para a Heartfilia. Ela me olhava diferente. Sua feição estava confusa, mas seu olhar me passava algo que não sabia.

Decidi ignorar e estendi minha mão para ela. A loura ficou surpresa com meu ato, mas parece ignorar também, visto que aceitou minha oferta e, com minha ajuda, levantou da grama. Ela limpou um pouco da sujeira em seu vestido enquanto fui pegar meu colete no chão. O estado dele era lamentável. Minha sorte era sua cor, que por ser preto, não mostrava as sujeiras dele. Dobrei o colete, passando a carregá-lo em meus braços. Terminado de me arrumar, a Heartfilia nos guiou entre as árvores, alcançando o topo novamente.

[…]

Pelo que parecia, todos os tripulantes se encontravam no local. Estavam sentados em volta do Dragão vermelho, que observava a todos com uma curiosidade amigável. Era possível ouvi-lo conversar com pequenos grupos, perguntando se haviam gostado da ilha e, se por acaso, encontraram algum outro ser dentro dela. Os piratas respondiam animadamente, não sabia qual era suas respostas, mas os gritos me mostravam a alegria.

Talvez encontraram outros Dragões pela ilha. De longe, consegui enxergar Mira, Laxus e Makarov conversando com Jellal, oras trocavam sorrisos com a conversa, parecia um ambiente na qual eu adoraria estar. Juvia pareceu ter se estabelecido bem com o trio de idiotas, tanto que ela ria abertamente das brincadeiras realizadas. Uma coisa interessante foi perceber Erza próxima do Dragão, que em momentos parecia observá-la cuidadosamente.

Não estava perto da clareira, queria me preparar primeiro. Senti em minha mão e braço, Emrallt e Mørk, passando para mim apoio e segurança. Olhei para o lado, vendo que a Heartfilia me observava também, e para me acalmar mais, ela sorriu e colocou o braço para frente, como se estivesse abrindo passagem para mim. Sorri em resposta também e, juntos, fomos para próximo do grupo. A nossa chegada calou os falantes, fazendo eles nos observarem.

A distância foi diminuída rapidamente, e como os outros, sentamos no chão para saber o que estava acontecendo. O choque nos olhares dos demais era fácil de entender, a sereia estava ao meu lado e eu não estava nervoso por isso, para além de duas criaturas incríveis estarem próximas de mim. Visualizei Erza e me surpreendi com seu olhar, que diferente dos demais, me dirigia um sorriso de compreensão.

— Parece que a ilha lhe fez bem, jovem humano. – O Dragão falou e todos olharam para ele. – E ainda tem dois pequenos juntos a ti, é uma grande mudança.

— Devo a bondade de seus olhares. – Respondi e toquei nos Dragões. – Eles são fantásticos.

— Sim, são criaturas cuja existência nos traz alegria. – Ele se aproximou de mim, novamente naquele dia. – Mas, seus olhos estão diferentes. O que fizeste para mudar a luz de sua alma?

— Se soubesse a resposta, lhe diria. – Senti Emrallt dar a volta e sentar em meu colo, não fiquei surpreso, já que ela parecia ser um Dragão bastante carente. Para a felicidade dela, comecei a acariciar sua cabeça. – Sinto uma nova sensação dentro do meu peito, e é tão diferente, – Sorri de lado. – que imagino que foi isso que fez com que Mørk e Emrallt se aproximassem de mim.

— Sua alma está entrando em harmonia, mas, com o que você quer entrar em equilíbrio? – Levantei a cabeça para encará-lo. – É com seus desejos? Os desejos dos outros?

— … Comigo. – Seus olhos vermelhos me observavam tão intensamente quanto Mørk, porém os sentimentos eram distintos. No Dragão vermelho, eu via sua alma em conjunto com a minha. – Quero entrar em harmonia comigo.

Ele pareceu satisfeito por minha resposta, visto que o brilho de seus olhos haviam mudado. O Dragão vermelho levantou-se, mostrando para nós seu grandioso corpo, que era tão belo quanto o fogo. Os tripulantes, em respeito a ele, levantaram também, apenas eu, Heartfilia, Jellal e Juvia ficamos sentados. Ele se aproximou sua cabeça de mim, seus olhos com um vigor inabalável me encaravam diferente de antes, ele já não me analisava.

— Humano, é dito que tua vida pertence somente a ti, porém estas palavras servem para aqueles que se prendem em inverdades e habitam em profunda soberba. A premissa é transponível, lato. Em verdade, a vida é compartilhada, mas somente tu tens o poder de decidir quais caminhos trilhar. A cada novo desafio, tua existência passa a ser reconhecida e consagrada a um novo patamar. – Ele ficou em silêncio. – Diante das incertezas que criou em teu coração, obstáculos foram criados e sentimentos puros destruídos. Agora, para entrar em paz com tua própria alma, deve escutá-la e permitir com que as sensações sejam libertas.

— E… Como posso fazer isso? Não parece ser fácil.

O Dragão riu em resposta, me deixando envergonhado diante minha estupidez. Sentia-me confuso com suas palavras, não por serem antigas e sim, por carregarem significados profundos. Eram conceitos novos para mim, demonstrando caminhos que não saberia seguir e reflexões excêntricas demais para o que estava acostumado.

— Tu serás filho de Igneel, e assim como o Pai, serás capaz de usar as chamas da vida.

LER NOTAS FINAIS!

Notas finais
DICIONÁRIO Kom nu, det skal til at forlade = Vamos, ele precisa sair FIM. Bem gente, antes de começar a falar do capítulo de hoje, quero falar duas coisas. 1) Gente, tenho percebi que o número de comentários caiu bastante, e isso tem me preocupado. Claro que, jamais cobrarei vocês pelos comentários, mas achei estranho pelo fato dos números deles terem decaído demais. Chego a imaginar que algo na história não estava satisfazendo vocês, ou tava ficando ruim. Alguma coisa aconteceu, em parcela, imagino que seja minha culpa pela demora. E peço desculpas pela demora constante para postar, mas queria saber porque o número de comentários diminuíram tanto ))): 2) A partir de hoje, Bring vai ficar com postagem raras ): Já era antes, né gente? D: Pode ser que eu postei um dia ou outro, mas, por enquanto, vai ficar escasso, bem mais. Peço desculpas a vocês, mas, infelizmente, não estou tendo tempo, criatividade e força para continuar. E prefiro dar uma pausa a fazer algo que posso não gostar, imagino que prefiram isso também. Antes que criem em suas cabeças: jamais vou abandonar Bring. Sou apaixonada pela história e pretendo muito terminar ela, mas vai demorar bastante para isso. D: Fim. (: Agora, sobre o capítulo. HAHAHAHAHAHAHHAHA O CAPÍTULO TÁ DIVOSO! AMÉM! Gente, o que é esse contato da Heart e Natsu S2222222222 Só um OBS: NÃO É AMOR, TÁ GENTE? Já quero me adiantar. IUAHSDIUHAIDHAIUSHDASUID Vou falar, adorei escrever só ele. Queria escrever uma parte ele e outra parte ou narrador ou personagem, mas desisti. IUAHSDAIUHSD Foi tão fofenho S2 E O IGNEEL? AIMDS! DRAGÃO LINDJO E ESPERTO!!!!! Quem além do Natsu seria o filho dele? AIUSDHAIUHDAIS Só podia ser o rosado. :D Ain gente, as mudanças vão ser tão lindas S2 S2 S2 ~acho que só tem isso pra falar. IAUHDIUAHDAISHDAUISDH GENTENEY, não se esqueçam de escolher um personagem para o Especial (: Não pode ser esses: Levy, Juvia, Jellal e Heartfilia. (: OBREGADA PELA LEITURA, COMENTÁRIOS, FAVORITOS, TUDO! AMO DEMAIS VOCÊS!!!!!! Beeeeeeeeeeeeeeeeeijos!