Bring Me To Life
8 Bid my blood to run before I come undone
Notas iniciais
Já não sei mais como me sentir. Talvez como uma idiota., como uma louca, estressada, um pouco feliz, sem orgulho algum. Sei que sou fraca, ainda sou. Mas, ao me lembrar de todas as coisas que fizemos hoje, entendo o quão possuída estava.
Sim, eu me recordo. Você bateu na porta do meu quarto, eu desliguei a música e mandei entrar. E te vi; o seu cabelo lindo, o seu sorriso incrível e os seus olhos brilhando. Estava bem ali, parado à minha frente, dentro do meu quarto. Você entrou e trancou a porta.
Eu tinha me levantado da cama, e ficamos face a face. Minha cabeça estava erguida para que eu pudesse te encarar, meu queixo para o alto, nossas bocas tão próximas...
Sua voz saiu pelos seus lábios, alta e audível, chegando aos meus ouvidos como aquela melodia que ficávamos escutando juntos.
Você disse que me amava. Que estava errado, eu era importante e a Hayley já não significava mais nada. Você disse que precisava de mim, dos meus lábios, do meu corpo, do meu amor.
Mas você tinha dito que me amava. Que eu era uma garota especial, que não seria como as outras, que eu era única na sua vida.
Você não tinha dito que gostava de mim, que éramos bons amigos, que poderíamos ser irmãos. Você tinha dito que me amava.
Parte de mim quis acreditar. Quis que você estivesse falando mesmo a verdade, que realmente havia alguma chance de sermos felizes juntos.
Mas a maior parte não se deixou levar. Foi ela que disse:
– Você disse isso também para as outras.
E foi aí que as coisas começaram a acontecer.
Você não apenas me abraçou. Você se aproximou demais e começou a passar a mão por cada uma das minhas curvas por cima da roupa, chegando até a colocar a direita por baixo da minha blusa para sentir-me melhor
Você segurou minha cintura e chegou ainda mais perto, tomando-me como sua, como parte do seu corpo. E eu não era capaz de recusar porque, droga!, eu também te amo. E me ergueu, e envolveu as minhas pernas nas sua cintura, fechando-as nas suas costas.
E eu deixei tudo acontecer, todos aqueles gemidos – não pudemos gritar, meu pai estava em casa – e suspiros e toques. Eu estava sendo levada ao delírio.
E já estávamos deitados no chão, ainda nus, e resolvi sentar-me na sua barriga e acariciar seu peito. Fui desenhando todas as linhas já gravadas pelos seus músculos e percebi que queria ainda mais do que já tinha ganhado. E, à medida que chegava perto da sua cabeça, ia me inclinando cada vez mais para baixo, até deixar minha boca tomar o seu pescoço e arrancar seus gemidos.
– Você é incrível – falou – Não creio que não acreditava que eu te amo. Olhe só onde estamos...
Ergui a cabeça e encostei meu nariz no seu, respirando sobre a sua boca.
– Você fez a mesma coisa com a Hayley, com a Bella e todo o resto. Por que comigo seria diferente.
E voltei a chupar seu pescoço.
– Charlie, você só pode acreditar em mim. Eu te conheço mais do que a ninguém, não seria capaz de te magoar.
E me levantou de cima, invertendo nossas posições.
Meu coração batia um tanto acelerado, não sei exatamente por qual motivo. Mas eu estava me sentindo tão bem na sua companhia, grudada em você de uma forma tão perfeita, tão apaixonante...
Nos encaramos por um momento, suas mãos nos meus seios, e eu falei:
– Sim, você me conhece – e sua boca começou a beijá-los, fazendo-me gemer – mas ainda não sei o que fazer. Posso ser fraca o suficiente para aceitar isso – gemi de novo pois você estava beijando toda a extensão da minha barriga e acariciando minha “amiguinha” – porém não sei o que fazer. Com certeza você não era virgem, mas eu sim, e deixei que você fosse o primeiro. Isso é incrível porque... Ãh! Eu te amo, droga – você estava beijando-a – E nem sei o que fazer ou pensar, porque isso é tudo novo para mim... ah, aí mesmo! – você enfiou um dedo e não parou de chupar-me – E sabe como eu sou, inexperiente e novata, pequena e indecisa – mordi os lábios – PELAMOR, NÃO CONSIGO NEM FALAR.
Eu estava sendo levada novamente, você fazendo com que o meu orgasmo chegasse mais uma vez, os melhores momentos da minha vida.
Como nunca me conformo com o que já tenho, quis ainda mais. Viramos de novo e deixei que você falasse:
– Por isso, Charlie – estava beijando o seu peito – Quero ser o seu cara. Você acha que eu iria gostar de ser apenas mais um? – comecei a te tocar – Ah, isso mesmo... Também tenho sentimentos, por mais que pense que não. Não vivo apenas pelo prazer... acelera aí por favor – gemeu quando o obedeci – Sou um ser humano como você e como qualquer outro, por isso também dói em mim quando ouço que você não acredita em mim. Nossa, eu te amo muito... – caí de boca, arrancando mais gemidos seus – E nenhuma outra garota fez com que eu sentisse o que estou sentindo agora, mais um motivo de porque você é especial... ãh, continua assim.
E não conseguimos falar mais nada.
Math, você não entende. Não foram simples atos de prazer; foi o nosso amor estampado. Eu não sei o que seria de mim sem você mais uma vez. Todos os outros anos da minha vida precisam da sua presença, do seu amor.
Ninguém me fez sentir a mesma coisa que você deixou. Não era apenas prazer que estava ali, mas eu pude mostrar pelo menos um pouco do meu amor. Deixei claro que eu era sua, por isso, na minha idiotice e fraqueza, deixei que o meu sangue corresse antes que eu me desfizesse.
Eu acredito.
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