Bring Me To Life

9 Save me from the nothing I've become


Notas iniciais
Demorei uns bastantes pra postar esse capítulo, mas isso não vai acontecer mais. Sabem por quê? Porque é o último. Espero que gostem e desfrutem bastante dele. Beijos :3

Eu realmente acreditei em você. Em cada uma das suas palavras, em cada movimento, em cada demonstração de amor. Não me importava mais, só queria você, não adianta, não há como negar.

E eu te amei, Math. Por todos os segundos que te vi, eu te amei. No lugar de todas as garotas que te decepcionaram antes, que nunca mereceram o seu amor, eu te amei. Te amei pra caralho, você não faz ideia.

Na verdade, é muito errado usar o verbo amar no pretérito. Eu te amo. No presente. Não importam as circunstâncias, eu ainda te amo porque é isso, o amor é eterno e eu ainda te amo.

O problema é que isso não adianta de nada. Não faz diferença se eu te amo ou não, é algo completamente irrelevante. Não faz diferença se a gente se beijou ou não, se a gente transou ou não. O mundo não se importa com isso, as pessoas ao redor não se importam com uma tola história adolescente. Porque não tivemos doenças, não fomos alvos da desigualdade social nem da corrupção nem de qualquer outra coisa que considerem "sério de verdade".

Nós fomos simplesmente nós.

E morremos.

Porque é isso, é assim. A gente morre, todo mundo morre e eu já deveria estar conformada com isso, mas não estou. Não consigo me conformar com as leis desse universo, com a sutileza desse mundo nem com a maldade da raça humana. Não consigo, não posso me conformar. Preciso mudar isso, preciso fazer a diferença.

Mas como uma droga de adolescente de dezessete anos pode fazer isso?

Afinal de contas, como um simples homem conseguiu poder suficiente para manipular uma população, induzindo-a ao preconceito?

Como aqueles que possuem autoridade conseguem manter em paz um povo prestes a se rebelar e tirá-los do poder?

Como alguém consegue convencer uma pessoa a seguir pelos seus caminhos e obedecer às suas ordens, com respeito e não medo?

Palavras.

Eu pensava que estava sozinha, mas me enganei. Não era só você que estava do meu lado, me fazendo companhia. Eu também tinha as palavras. Elas também me entendiam, elas também conseguiam me observar como se meus olhos fossem portas abertas. Vocês dois eram o motivo da minha existência, da minha vida.

Mas agora você se foi. E tudo o que me resta é deixar as palavras.

Você nunca vai ler essa carta. Nunca vai saber que ela foi escrita. Nunca descobrirá a minha forma de deixar transparecer a dor e as emoções.

Porque você se foi. E levou uma parte de mim contigo.

Agora estou aqui, diante de um computador, teclando rapidamente, me perguntando se tem algo que possa me salvar do que me tornei.

A resposta é sim. É a única forma, a única opção.

Estou indo buscar o que você tirou de mim.

Até.

Charlie.

Notas finais
Tá aí. O final. Espero que tenham gostado :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!