Brincadeira Perigosa
7 Capítulo 7 Críticas e um emprego
Notas iniciais
É muito gratificante receber o carinho de vocês que acompanham a fic e comentam, para aquele que leem mas não deixam um review só posso lamentar.
Leiam as notas finais, por favor.
Boa leitura.
— Se espera que eu me desculpe Sakura vai esperar para sempre, quando mandei você fazer o que bem entendesse não estava pensando nesse tipo de brincadeira perigosa. (Sorriu) — Mas você tem um talento inato para criar problemas, não é? Não vou perguntar onde aprendeu, não quero saber, mas tome cuidado comigo não vai me apanhar desprevenido novamente.
Sasuke me olhou estranhamente, essa história está indo longe demais eu preciso contar a verdade. Preciso esclarecer o mal-entendido.
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— Sasuke não sou tão criança como...
Precisava esclarecer o mal-entendido, mas ele não deixou.
— Meu Deus! O que estão ensinando nas escolas hoje em dia? Há muitos anos-luz entre nós minha bonequinha não se esqueça disso, pois eu não vou esquecer. Agora saia desse jardim Eva, pois já suportei todas as tentações a que tinha direito e pensar que nosso encontro no chuveiro foi casual!
— Foi sim. Foi eu juro! Sasuke, por favor, ouça...
— Já ouvi mais do que o suficiente. Saia daqui se sabe o que é bom para você e fique longe de mim.
— Não se preocupe, não vou ficar ou será que está pensando que tenho alguma vontade de repetir a ceninha nojenta de ainda há pouco?
— Não há perigo nem razão para bancar a virgem ofendida se eu não tivesse parado estaríamos fazendo bem mais do que apenas nos beijar e sabe disso.
— Você é um selvagem!
— Sou um homem, mas você está longe de ser uma mulher. Portanto poupe-me de seus impulsos sexuais não tenho a menor intenção de satisfazer esse tipo de curiosidade de uma adolescente maluquinha.
Essas palavras me feriram fundo. Instintivamente revidei esbofeteando-o no rosto. Sasuke não fez nada para se defender, pois não esperava tal reação. Vi a marca de meus dedos na pele clara, contendo um grito de medo sai correndo para o meu quarto.
Entrei correndo e tranquei a porta atrás de mim me sentei no chão encostada a porta com o coração aos pulos respirei fundo varias vezes tentando me recuperar dessa torrente de emoções, Sasuke foi amargo ao falar de tentações e de ser apanhado desprevenido, mas na verdade fui eu que fracassei, gostaria de saber qual seria a reação dele se eu lhe contasse quais são os meus verdadeiros sentimentos.
Agora eu sei que não tenho nenhuma chance, acabaram minhas fantasias e sonhos ingênuos sobre um envolvimento amoroso com ele, sei que não há nenhuma esperança.
Do jeito como as coisas estão provavelmente minha vida venha a melhorar, pois passaremos a nos evitar não há mais motivo para ele me procurar oferecendo ajuda e conselhos, teremos poucas chances de nos encontrarmos e menos ainda de ficarmos a sós.
Ao mesmo tempo em que tento descobrir alguma coisa positiva nessa situação só consigo ver as desvantagens, será muito mais difícil à convivência agora com Sasuke morando aqui permanentemente e enfrentando uma crise, se ao menos não estivesse tão decepcionado com sua pintura...
Mesmo Kurenai terá problemas para continuar fingindo ser uma governanta eficiente... Ouvi passos se aproximando, ainda bem que tranquei a porta.
— Sakura você está aí? E o almoço?
— Não estou com fome obrigada. Estou morrendo de dor de cabeça.
Sei que Kurenai não está interessada em meu apetite, mas nada irá me levar para a cozinha tem pão, queijo e comida congelada ela que improvise alguma coisa.
— Dor de cabeça? Mas você não costuma...
— Estou com uma terrível hoje.
— Não é nada sério, é? Você vai descer mais tarde, não vai? Pelo amor de Deus não posso dar conta de tudo sozinha.
— Vocês não vão jantar fora novamente?
— Não sei Sasuke entrou para tomar café de péssimo humor não entendo se ele detesta jardinagem, por que não contrata alguém para fazer isso?
Será que a marca no rosto dele desapareceu?
— Tudo bem, daqui a pouco eu desço para providenciar o jantar, assim que melhorar.
— Obrigada queridinha!
Sinto-me gelada e doente só de pensar que terei que encarar Sasuke novamente, meu único consolo é saber que ele está tão interessado quanto eu em esconder o que aconteceu entre nós dois, tudo que posso fazer agora é tentar salvar as aparências e o resto de dignidade que me resta agindo com toda a naturalidade possível, se Kurenai desconfiar de alguma coisa aí sim é que minha vida vai se tornar um inferno completo.
Não sou a criança que Sasuke imagina, mas também não me sinto madura o bastante para enfrentar esse conflito como gostaria, agi levada pelas emoções e não sei se terei o sangue-frio necessário para levar adiante esse teatro, não é da minha natureza fingir. Contudo as circunstâncias me forçam a interpretar vários papéis. Agora, nem mesmo com Kurenai posso falar francamente.
Levantei e fui até o espelho analisar minha aparência, se não existe marcas no rosto de Sasuke não posso falar o mesmo de mim mesma, sou a própria imagem da culpa, cada linha do meu rosto é uma evidência que podem me revelar, meus olhos estão inchados das lágrimas e a boca ainda avermelhada do beijo violento, examinei meus braços felizmente Sasuke não me segurou com força suficiente para deixar marcas.
Por ironia minha mentira começa a se tornar verdade estou sentindo uma terrível dor de cabeça fui até o banheiro, tomei um analgésico, despi-me e ao tirar a blusa senti no tecido o cheiro da colônia de Sasssuke é tudo tão recente, joguei a bluda e o resto das roupas em um canto qualquer, liguei o chuveiro e entrei em baixo do jato morno permitindo que a água molhasse meus cabelos permaneci por alguns minutos dessa forma tentando relaxar em seguida lavei os cabelos, ensaboei o corpo e logo me enxaguei retirando toda a espuma, desliguei o chuveiro e enrolei-me na toalha e peguei outra para secar os cabelos, voltei para o quarto e me deitei como estava, tentei sem muito sucesso todas as técnicas de relaxamento que conhecia.
Como gostaria de ser aquela Sakura Haruno novamente a que só se preocupava com a prova de amanhã e a pesquisa de depois de amanhã fui uma ótima aluna, mas aquela Sakura não existe mais. Sempre sonhei em ser médica, agora essa ideia parece até uma piada. Como é que posso ajudar e até mesmo salvar a vida de outras pessoas se não consigo administrar a minha própria?
Apesar da confusão mental em que me encontro fui relaxando aos poucos sonhei que estava no jardim nos braços de Sasuke e os lábios dele em minha boca eram suaves e sensuais, acordei com lágrimas nos olhos.
Estava calma e sem traços de amargura quando fui para a cozinha preparar o jantar, resolvi preparar um salmão marinado com gengibre e laranja, como acompanhamento vegetais cozidos no vapor e para a sobremesa tortinha de massa folhada com chocolate e morango.
A comida estava no forno, cheirando maravilhosamente, quando Sasuke apareceu.
— Onde está sua madrasta?
— Acho que está se trocando para o jantar.
— Coisa que não lhe ocorreu fazer também, não é?
Como ele não percebeu que não são as mesmas? Pensei em responder que as roupas que usava não eram as daquela manhã no jardim, mas mordi a língua.
— Você quer alguma coisa com Kurenai?
— Não. Só avisar que uns amigos vêm tomar uns drinques depois do jantar. Os Uzumaki, fale com ela. O estoque de bebidas está em ordem?
— Tem o bastante.
Sasuke sacudiu a cabeça e foi embora.
Kurenai não ficou muito feliz com a novidade.
— Quem são os Uzumaki? Com toda a certeza uns vizinhos caipiras. Que amolação!
— Sasuke só falou que eram amigos. Não é melhor eu separar alguns copos e cálices?
— Sim, ótimo. É um casal casado?
— Não faço a menor ideia, é capaz. Por que você não pergunta a ele?
— Porque não quero que pense que estou me intrometendo. Ainda não sou a dona da casa, lembra?
Kurenai acariciou meu queixo e sua mão cheirava a perfume francês, estava muito bonita em um vestido branco, sapatos de salto vermelho, observei o cabelo e as unhas da minha madrasta impecáveis, pensei em minha própria aparência, no cabelo preso com um elástico, o moletom preto, camiseta branca e na saia xadrez, apesar do comentário maldoso de Sasuke decidi que não iria trocar de roupa, e daí se pareço descuidada e rebelde, essa é a imagem que ele tem de mim mesmo, ainda que ficasse uma hora me arrumando nunca poderia competir com Kurenai.
Os Uzumaki chegaram a tempo do café que preparei e minha madrasta serviu cheia de sorrisos, eles são casados e mais velhos do que Sasuke, pois disseram que tem um filho, Naruto, um ano mais novo do que eu.
Kushina Uzumaki é uma mulher muito bonita ruiva, pele alva deve ter uns trinta e oito a trinta e nove anos, está muito elegante usando uma blusa branca de seda e uma saia longa preta com fenda na lateral, salto alto preto, e anéis de pedras preciosas nas mãos bem cuidadas, Minato Namikaze Uzumaki é alto e de porte atlético, loiro de olhos azuis um homem muito charmoso. Os dois estão longe de ser os caipiras que Kurenai havia pensado, são donos de uma fábrica de cristais e uma loja na cidade onde são vendidos os produtos fabricados e possuem uma conversa animada e interessante. Ficou claro que eram velhos amigos de Sasuke.
Também ficou claro que pareciam saber tudo sobre Kurenai e que me consideravam apenas uma criança que não deve se intrometer em conversa de adultos. Depois que Sasuke a apresentou fizeram-lhe algumas perguntas sobre o que estava achando do novo lar e coisas assim e fui deixada de lado.
Sentindo-me desprezada peguei o copo de suco de frutas que Sasuke me deu e fui sentar-me perto da janela deixando Kurenai exercer e muito bem, por sinal o papel de anfitriã.
Após se assegurar de que os Uzumaki sabem que são primos, Kurenai fez o possível para dar a impressão de que há algo mais entre ela e Sasuke chegando até a comentar os planos que tem para a casa e o jardim. Sasuke parece se divertir com as atitudes de Kurenai.
Após a primeira rodada de drinques fui buscar mais gelo e ao voltar da cozinha ouvi Kushina falar sobre a falta de empregados na loja, já que uma de suas vendedoras está grávida e se demitiu.
— E Naruto? (Sasuke perguntou e Kushina levantou as mãos, horrorizada).
— Pior do que inútil querido. Nunca sabe o preço de nada e quebra mais do que vende. Aliás, trabalho parece ser um palavrão para ele, principalmente em se tratando dos negócios da família.
Os olhos de Sasuke encontraram os meus e eu soube imediatamente o que viria a seguir.
— Aqui está outra que pensa igualzinho a Naruto.
— Não posso acreditar.
Minato Uzumaki sorriu para mim com simpatia. Foi então que a ideia me sobreveio, daí falei calmamente:
— Não entendo nada a respeito de cristais sra. Uzumaki, mas se precisa de uma vendedora gostaria de aprender. Pode me dar esse emprego?
— Minha querida criança eu realmente não quis dar a entender...
— Mas eu quis. Preciso de trabalho e não deve haver muitas outras oportunidades por aqui, gostaria que me considerasse, desde já como parte de seu pessoal.
— Bem, a decisão não é só minha. (Virou-se para Kurenai) — O que acha de sua enteada trabalhar na loja, sra. Haruno?
— Na verdade isso não tem muito a ver comigo Sakura sempre faz o que quer.
A resposta foi calma, mas eu sei que ela está fervendo de raiva. Kushina analisou-me por um momento e finalmente disse:
— Por que não? Vou fazer o seguinte, dou a você uma semana como experiência, o ambiente é muito bom. Vamos ver como nos damos e se gosta do trabalho.
— Posso começar amanhã? A que horas a senhora quer que eu esteja lá?
— Por volta de nove e meia. Não se preocupe com roupa, minhas vendedoras usam aventais, são muito bonitinhos, devo ter algum que sirva em você.
— Que bom que está tudo certo. Posso servir-lhes mais um drinque?
Kurenai perguntou com falsa animação. Eu escovava o cabelo quando minha madrasta entrou em meu quarto sem pedir licença.
— Que brincadeira é essa? Seu trabalho é aqui, comigo e não vendendo lembranças para turistas numa lojinha qualquer!
— Talvez seja melhor explicar isso ao Sasuke, ele deu a impressão de achar que sou alérgica a trabalho.
— Se você pensa que bajulando os amigos dele vai ganhar pontos com Sasuke está muito enganada.
— Há momentos Kurenai em que você se torna terrivelmente vulgar. Agora, se não se importa, quero dormir.
— Sinto muito não quis ser hostil. Mas... o que vou fazer sem você? Está cansada de saber que não consigo dar conta de tudo sozinha. Ainda mais com Sasuke por perto vigiando. Como é que vou cozinhar e fazer a limpeza?
— Já pensei nisso, nas minhas horas livres preparo a comida e deixo no freezer. Você só terá o trabalho de esquentar. Isso você pode fazer, não é?
— Mas não precisava se oferecer para o tal emprego, deve ser muito cansativo e tenho certeza de que ela vai pagar um salário de fome, essas lojas sempre pagam mal.
— Tudo bem. Acredito que será um trabalho interessante e eu aceitaria mesmo que não ganhasse nada.
— Não entendo você! Se tiver que explicar para Sasuke...
— Não. Chega de explicações. Já tivemos o suficiente, talvez a sra. Uzumaki ache que não sirvo para o emprego.
— Isso é muito pouco provável. Ela disse que é impossível achar vendedoras por aqui. Você caiu do céu.
Assim que deitei na cama dormi, um sono profundo e sem sonhos a noite, pela manhã fazia frio, levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene e tomar um banho rápido, vesti um vestido de lã cinza de mangas compridas, meias 7/8 pretas e calcei uma sapatilha preta confortável, encontrei Sasuke tomando café na cozinha e lendo jornal ele levantou a cabeça quando entrei.
— A destemida voluntária. Pelo menos está vestida de acordo.
— Vou trabalhar de avental, tanto faz.
— Acha que aguenta? São muitas horas de trabalho e a loja está sempre cheia na temporada.
— Vamos ver.
— É exatamente isso que me preocupa, Kushina é minha amiga e não quero que você a deixe na mão no momento em que mais precisa de ajuda é melhor telefonar agora e dizer que mudou de ideia.
— Mas não mudei e nem vou mudar, pretendo fazer o melhor que puder.
— Então corra, não quer causar uma má impressão chegando atrasada no primeiro dia, não é?
Enquanto eu vestia o casaco Sasuke comentou:
— Outra coisa, não esqueça que os Uzumaki são meus amigos. Quando se sentir tentada a bancar a ninfeta escolha Naruto como vítima e não Minato. Não é pedir muito, é?
— Como você é sujo!
— Palavras pesadas benzinho. Mas guarde bem isso, uma queixa de Kushina e vou lhe dar a maior lição de sua vida.
Essa conversa me deixou sem um pingo de vontade de trabalhar na loja, mas Kushina me espera às nove e meia e não vou faltar com minha palavra. Fiz o caminho até a cidade quase correndo.
A loja é ampla com muitas prateleiras e aparadores de vidro com diversos objetos de cristal que vão do transparente aos coloridos. A fábrica e o depósito ficam aos fundos da loja e os Uzumaki moram em cima do espaço que ficam a loja, a fábrica e o depósito, dá para imaginar o tamanho da casa.
Kushina deve estar muito ansiosa, pois abriu a porta antes mesmo que eu tivesse tempo de tocar a campainha.
— Você chegou cedo é um bom começo.
Ela está com um sorriso de alívio, desconfio de que Kushina não estava muito certa de que eu realmente viria trabalhar, com certeza depois que subi para o quarto na noite anterior Kurenai e Sasuke fizeram comentários sobre minha “irresponsabilidade”. Senti-me ferver de raiva só de imaginar o tipo de coisas que deviam ter dito.
Mas não vou deixar que isso atrapalhasse meu primeiro dia. Agora mais do que nunca, quero fazer tudo certo no trabalho. Eles vão ter que engolir as críticas.
Kushina mostrou-me onde as mercadorias ficam estocadas, levou-me à loja e deu-me a lista de preços.
Os Uzumaki fazem peças maravilhosas, que vão do clássico a criativas e de muito bom gosto, amei cada um dos objetos e fico mais encantada com cada nova peça que vai surgindo, as taças, copos, vasos, lustres e esculturas são lindas, eles realmente são artesãos admiráveis.
— É uma pena colocar este aviso, pedindo aos fregueses para não tocarem na mercadoria, algumas dessas peças são irresistíveis, dá vontade mesmo de pegar.
Kushina ficou encantada.
— Você sente isso? Que bom! Acho que uma peça bem feita tem que dar essa sensação em quem a vê, mais tarde eu lhe mostro como é que trabalhamos. Mesmo não tendo experiência você não deve ter grandes problemas na loja, a menos que cheguem dois ou mais fregueses ao mesmo tempo. Nesse caso basta pedir ajuda a Minato ou a mim.
— Há muitos fregueses no verão?
— Bastante, mas não vendemos só para turistas, também fornecemos para lojas da cidade do Som, Suna e Konoha. Então Sakura acha que pode dar conta? Você é a vendedora mais jovem que já tivemos. Tenten que saiu para ter neném também é jovem, mas já tem quase vinte anos.
— Estou acostumada a ter responsabilidades sra. Uzumaki, desde que meu pai morreu.
— Coitadinha! Que adolescência triste! Mas a vida é assim mesmo, a gente tem que seguir em frente da melhor maneira, vem quero lhe mostrar onde guardo os aventais e onde fica o café, ele não é trabalho de ninguém em particular quem estiver menos ocupado faz.
Os aventais são realmente muito charmosos, na cor bege claro com pequenas flores coloridas e alguns babados, dei uma volta pela loja examinando os objetos, tentando me familiarizar com os preços para o caso de ter que atender uma enxurrada de turistas, não é provável que aconteça já que ainda é cedo e começou a chover forte.
Fui até a fábrica e Minato me deu as boas vindas como se eu fosse uma velha amiga, estava trabalhando e usava um avental de couro, eu já tinha arrumado e tirado o pó das prateleiras, conversei rapidamente com ele e voltei para a loja.
Agora só preciso de um freguês, me sentei diante da caixa registradora, porém quando a campainha da porta tilintou fui apanhada de surpresa e sorri desajeitada para o recém-chegado. Um rapaz alto, de cabelos loiros e olhos azuis.
— Oi, onde está nossa Tenten a grávida mais charmosa da vila do Som?
— Se é amigo dela posso perguntar para a sra. Uzumaki.
— Esqueça é só curiosidade minha. Sou Naruto Uzumaki, a ovelha negra da família. Deixe minha mãe pra lá, ela pensa que estou enfiado nos livros estudando para os malditos exames, se bem que algo me diz que não dá para recuperar dois anos de vadiagem em seis semanas de estudo.
— Acho que não dá mesmo. Sou Sakura Haruno, a nova vendedora.
Ele fez uma reverência brincalhona.
— Se me permite dizer, linda donzela, estou encantado com a mudança, espero que não seja casada nem esteja grávida.
Não pude deixar de rir com a cara que Naruto fez ao fingir desespero.
— Nem uma coisa nem outra.
— Então hoje é o meu dia de sorte.
Ele jogou para cima a sacola que estava carregando e ela passou próxima a vitrine.
— Cuidado! Você vai derrubar alguma coisa.
— Falou igualzinho à nossa querida Tenten.
Kushina apareceu na porta dos fundos.
— Não é de estranhar que esteja chovendo. Sakura esse é meu filho Naruto, cuja companhia não recomendo. Ouvi você gritar, imagino que ele já esteja fazendo a bagunça de costume.
— Mamãe isso é coisa que se diga de um filho adorado?
Naruto passou o braço pelos ombros da mãe e deu-lhe um beijo estalado no rosto.
— O almoço está pronto? Escalar a montanha dá uma fome danada, sabia?
— Não me diga que passou fome na casa dos Hyuuga. O almoço sairá dentro de uma hora, se não puder esperar vá fazer um sanduíche e pare de amolar nossa nova funcionária, não quero que Sakura desista antes mesmo de começar.
— Nem eu. (Sua expressão era de zombaria) — A propósito, onde foi que a encontrou. Se não for segredo?
— Segredo nenhum. Ela é uma parenta distante de Sasuke Uchiha, está passando o verão na casa dele e precisava de um emprego.
— Então Sasuke está de volta?
Seu tom não era dos mais amigáveis e Kushina lançou-lhe um olhar de reprovação.
— Muito bem, vou fazer um sanduíche e tomar um banho. (ele sorriu para mim) — Vejo você mais tarde... espero. Finalmente estão acontecendo novidades por aqui.
Quando ele saiu, Kushina virou-se para mim.
— Desculpe o atrevimento do meu Dom Juan, não hesite em colocá-lo no lugar, se sair da linha, não há muitos jovens nas vizinhanças e Naruto é um animal social. Por isso o deixei ir fazer essa escalada com os amigos, devia estar estudando o trapaceiro. Felizmente é um garoto inteligente. Um desses afortunados que aprendem as coisas sem fazer o mínimo esforço. E você? Não tem vontade de continuar os estudos? Talvez ir para a faculdade ou para uma escola de arte?
— No momento não estou em condições de decidir o que quero fazer da minha vida, mas com certeza não seria uma escola de arte.
— Não? Que bobagem a minha, é que pensei que sendo parente de Sasuke...
— Mas não sou. De jeito nenhum, minha madrasta é que é prima dele, uma prima afastada. Só isso.
— Entendo. Desculpe querida tive a impressão ontem à noite de que Sasuke é responsável por você, quando me conhecer melhor vai descobrir que sou a rainha das conclusões apressadas, como diz Minato, bem vou voltar ao trabalho. Até depois.
Sentei-me novamente no banquinho, Kushina está errada a última coisa que Sasuke quer na vida é esse tipo de responsabilidade.
O interesse de Naruto por mim só vai piorar as coisas. Tenho certeza que ele vai acabar me convidando para sair e se eu recusar posso ferir os sentimentos dele e não tenho nem como explicar que é jovem demais para mim.
Olhei para as janelas molhadas de chuva e para as ruas desertas e suspirei, mesmo que Naruto fosse um homem feito não faria a menor diferença. Só quero um homem no mundo... e ele está fora do meu alcance.
Notas finais
Eu gostaria de saber se eu devo continuar postando no blog o visual das personagens.
Qualquer dúvida sobre a fic é só perguntar, no momento não lembro se deixei de explicar alguma coisa.
Está postado o visual das personagens no blog.Bjs e até o próximo cap.
O endereço do blog:http://persefone-hagne.blogspot.com.br/
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